A verdadeira História do SPFC

Discussão em 'Zona Livre' iniciada por crusherBRZ, 23 Mai 2008.

  1. crusherBRZ

    crusherBRZ Usuário

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    - Que o SPFC foi fundado em 1930 e faliu em 1935 por dívidas acumuladas?

    - Que diante da enorme dívida, os dirigentes são paulinos, liderados por Paulo Machado de Carvalho, sugeriram extinguir o clube e serem incorporados pelo Clube de Regatas Tietê, que pagaria as dívidas e ficariam com o patrimônio do clube, incluindo a Chácara da Floresta, vizinha ao C.R.Tietê ?

    - Que alguns sócios se rebelaram contra a decisão, mas acabaram aprovando a fusão em Assembléia, pois do contrário teriam que assumir a dívida, e com a incorporação pelo Tietê, se livraram dela (Assembélia realizada em 14/01/1935)?

    - Que desta forma, o título paulista de 1931 pertence legal e oficialmente ao Clube de Regatas Tietê, que usou o nome de "C.R.Tietê-São Paulo" até 1940 e que, existindo o clube até hoje, este permanece como detentor oficial do Paulista de 1931?

    - Que o que salvou o clube de uma nova falência foi a fusão em 1938 com o C.A.Estudantes da Mooca? O novo time titular foi composto com 9 atletas do Estudantes e 2 do SPFC, que passou a mandar seus jogos na Moóca, sede do Estudantes.

    - Que para "ajudar" financeiramente o SPFC, em 1938, Palestra e Corinthians disputaram o famoso "jogo das barricas", assim chamado pois colocaram barricas na entrada do Palestra Itália para o povo jogar dinheiro? Os dois clubes nada receberam e doaram a renda para ajudar o SPFC a pagar suas novas dívidas.

    - Que neste "Jogo das Barricas", Porfírio da Paz (Presidente do SPFC), andou no meio das torcidas adversárias com uma bandeira esticada, para que os torcedores atirassem algumas moedas para ajudar o clube?

    - Que tentaram a todo custo se apropriar do Palestra Itália, já que o Brasil havia declarado Guerra ao Eixo, e o governo havia baixado decreto permitindo a desapropriação de patrimônios de súditos de alemães, italianos e japoneses?

    - Que na semana em que o Palestra mudou de nome, de Palestra para Palmeiras, os dois clubes se enfrentaram em final histórica no Pacaembu, em 20 de setembro de 1942, e o SPFC abandonou o campo aos 19 minutos de jogo, pela marcação de um penaltí para o Palmeiras, quando o placar estava 3 x 1 para estes?

    - Que em dezembro de 1950, a Imobiliária Aricanduva (cujo dono era Adhemar de Barros) conseguiu empréstimo do Governo do Estado (o governador era o próprio Adhemar) para terraplanar e criar toda a infraestrutura em uma gleba na região do Morumbi? Um escândalo de corrupção na época, dentre vários do Adhemar, que viria a ser cassado anos depois. O bairro com todas as benfeitorias passa a se chamar justamente "Jardim Leonor", nome da esposa do Adhemar de Barros.

    - Que em dezembro de 1951, um ano depois, o SPFC convidaram Laudo Natel (político ligado a Adhemar de Barros) para tesoureiro e este negociou a compra de 68 mil m2 na região, e "ganhou" (!!!) do Governo do Estado mais 90 mil m2, isso mesmo GANHOU do Governo do Estado 90 mil metros quadrados !!

    - Que em 1966, Laudo Natel já havia se tornado Presidente do SPFC e ao mesmo ocupava o posto de vice-Governador do Estado quando o seu chefe, Adhemar de Barros, foi cassado por corrupção?

    - Que o Governador determinou que os estudantes da rede pública vendessem carnês chamados "paulistão", para ajudar nas suas formaturas, e ao mesmo tempo coletando parte do dinheiro para a construção do Estádio?

    - Que é justamente neste período da ditadura, da censura aos jornais, que sem explicar a origem do dinheiro, sem um clube de associados que pudesse gerar receita, sem rendas, que construiram um estádio que custou uma fortuna (aliás, quanto custou a construção do Morumbí? Realmente agradeço a informação, pois não consegui achar)?

    - Que para as festas de inauguração do estádio pediram emprestados 2 jogadores do Palmeiras (Julinho e Djalma Santos), 2 do Corinthians (Almir e Ari) e 1 do Santos (Pelé, que contundido, não compareceu), para reforçar o time em partida contra o Nacional do Uruguai?

    - Que no início dos anos 70, o Governador biônico Laudo Natel, acumulava o cargo de presidente do clube, e se sentava no banco de reservas nas partidas, fazendo pressão aos árbitros e Federação?

    - Que nos dois jogos entre SPFC e Ponte Preta, pelo Paulista de 1970, o Governador teve participação decisiva no resultado? No primeiro jogo, em Campinas, o SPFC perdia e no intervalo o Governador chegou de helicóptero, pousou no meio do gramado, foi ao vestiário dos árbitros, e no segundo tempo o SPFC "virou" com uma sucessão de erros da arbitragem... e no segundo turno, no Morumbi, Arnaldo César Coelho "operou" a Ponte, com Laudo Natel supervisionando o esquema a beira do gramado.

    - Que nas semi-finais do brasileiro de 1981 o SPFC contratou 3 seguranças da Ponte Preta, Brandão, Maurinho e Chitão, para um trabalho especial no Morumbi. Jogavam SPFC e Botafogo. O Botafogo havia vencido o jogo de ida no Maracanã, e vencia novamente os SPFC, em pleno Morumbi, por 2 a 0. No intervalo, os 3 seguranças tiveram o acesso facilitado ao vestiário dos árbitros, que foram agredidos e receberam ameaças ainda maiores para o final do jogo. No segundo tempo o SPFC virou a partida, se classificou, e os seguranças foram levados de volta para Campinas... O árbitro Bráulio Zannoto, declarou ao longo da semana que foi agredido no vestiário por homens armados, e admitiu ter errado ao não paralisar o jogo ou ao menos relatar o ocorrido na súmula, por medo das consequências...

    - Que em 1986 o SPFC teve novamente a ajuda decisiva da arbitragem (Aragão) na conquista do Campeonato Brasileiro, pela inversão de faltas, provocações e pressão sobre os jogadores do Guarani, conforme depoimento dos jogadores que atuaram aquela partida (ver ocasião parecida entre Flamengo x Atlético-MG, em 1981).

    - Que em 1990 o SPFC foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Paulista, mas com o apoio dos dirigentes da FPF, reverteu a decisão no tapetão, utilizando a fórmula para o Campeonato de 1991? Disputaram a divisão inferior, mas conseguiram fazer com que esta indicasse vaga para as finais, e ainda considerasse esta campanha da segunda divisão para os critérios de desempate nas finais de 1991.

    - Que em 2003, na decisão do Campeonato Paulista, o SPFC mudou a fórmula das finais no tapetão, invertendo a vantagem que o Corinthians possuia, mas que este ganhou os dois jogos, invalidando a tentativa?

    Este é o time da "administração moderna".

    Não por acaso, o SPFC faz campanha na TV para que seus "simpatizantes" tentem transformar seus filhos em são-paulinos, em uma ação que rivais como Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG, Bahia, Coritiba, Sport, entre muito outros, fazem por identidade, alma e paixão!

    :sacana: :rolleyes:

    [ ]'s
     
  2. valdirneto

    valdirneto Usuário

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    Cara, não torço pelo são paulo, mas se vc for ver, todos os clubes tem uma "verdadeira história". Procure ver a do seu clube tb. (y)
     
  3. lucius

    lucius POWERED BY MARIA CLARA

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    Particularmente, em se tratando de futebol, acredito que todos os clubes tenham vários esqueletos guardados no armário.....


    Lucius
     
  4. Juliano Fava

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    Esse é o Crusher criando polemicas. :lol: :lol: Se tiver uma do Palmeiras posta aí. :D

    Abs
     
  5. junin

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    Grande Crusher :aplauso:

    Só não procure pelos times do Rio, que a coisa é bem pior :LOL:
     
  6. AndreSB

    AndreSB Saudades do HTForum...

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    Olha o que o Curintcha na série B faz com as pessoas:rofl::ataque:
    ;)(y)
     
  7. Rodrigues

    Rodrigues Turn On, Tune Up, Rock Out!

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    Colé Junin? Não esculacha! :p
     
  8. junin

    junin Usuário Ativo

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    Fica tranquilo, Rodrigues :feliz:

    O Crusher não vai procurar nada do Rio :lol:

    A meta dele, por enquanto, está na floresta :rofl:
     
  9. MARCUS BRAGA

    MARCUS BRAGA TUTUBARAO

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    Antes que o crusher invente uma historia para o Flu:lol::lol:

    Um rubro-negro ajudou a fundar o Fluminense


    Como é do conhecimento de todos, foi Charles Miller, brasileiro e filho de britânicos, o introdutor do futebol no Brasil, precisamente em São Paulo. No entanto, no Rio de Janeiro, a introdução do futebol não teve a participação de Charles Miller, mas de Oscar Alfredo Cox, também de um filho de britânicos, nascido em 20 de janeiro de 1880. Oscar Cox conheceu o futebol na Suíça, ao estudar no Colégio de La Ville, em Lausanne. Ao concluir seus estudos, voltou ao Brasil e procurou organizar as primeiras partidas de futebol no Rio de Janeiro, então capital do Brasil. A primeira partida foi disputada em 22 de setembro de 1901, quando um time formado por seus amigos, o Rio Team, enfrentou o Rio Cricket, uma equipe formada só por ingleses. A partida terminou em 1 a 1. Depois de outras partidas no Rio de Janeiro, Cox procurou organizar a primeira partida entre cariocas e paulistas ao entrar em contato com Charles Miller e outros jogadores de São Paulo. Foram realizadas duas partidas no campo do São Paulo Athletic Club, em 19 e 20 de outubro de 1901 e ambas terminaram empatadas em 2 a 2 e 0 a 0.

    Oscar Cox, introdutor do futebol no Rio de Janeiro:
    (IMG:http://img159.echo.cx/img159/8268/oscarcox8la.jpg)
    Clique na imagem para ampliar

    Foi durante a volta de trem para o Rio de Janeiro que surgiu a idéia de fundar um clube de futebol. A idéia só se concretizaria em 21 de julho de 1902, quando Oscar Cox e outros 19 jovens fundaram o Fluminense Football Club: Horácio da Costa Santos, Mário Rocha, Walter Schuback, Félix Frias, Mário Frias, Heráclito de Vasconcellos, Oscar Cox, João Carlos de Mello, Domingos Moitinho, Louis da Nobrega Junior, Arthur Gibbons, Virgilio Leite, Manoel Rios, Américo da Silva Couto, Eurico de Moraes, Victor Etchegaray, Anselmo Mascarenhas, Álvaro Drolhe da Costa, Júlio de Moraes e A. H. Roberts.

    E onde entra o Flamengo nessa história toda? O Flamengo é um dos clubes em atividade mais antigos do Brasil, fundado em 1895. Na época da fundação do Fluminense, o Flamengo era exclusivamente um clube de remo e nem passava pela cabeça de um sócio do rubro-negro que um dia o Flamengo se tornaria também um clube de futebol. Foi assim, que o presidente do Flamengo em 1902, Virgílio Leite participou da fundação do Fluminense e juntamente com João Carlos de Mello propôs que Oscar Cox fosse aclamado o 1º presidente do Fluminense Football Club. Assim, um rubro-negro participou da fundação do Tricolor. Que ironia...
     
  10. Ivanpetro

    Ivanpetro Cylon

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    Sãopaulinos já estão acostumados com isto.

    Toda hora um torcedor de time adversário traz fatos "chocantes" de 70 anos atrás para tentar desmerecer o sucesso atual do clube.

    Na época do Telê, meus amigos de outros times viviam me dizendo: mas meu time foi campeão em 19xx com uma goleada em cima do seu. É a mesma coisa com este tópico.

    Até parece que nenhum time brasileiro tem este tipo de coisa no passado, só o SPFC.

    Vamos contar a historia do time que se vendeu para a máfia russa? A diretoria dele aceitou conscientemente servir para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas/prostituição/contrabando e depois acabou na segunda divisão.

    Vamos falar da multinacional italiana que arrendou um outro time paulista? Depois este time teve seu nome envolvido em um escândalo de corrupção internacional, quando aquela empresa quase faliu dali a uns anos.

    Os dois casos acabaram em investigação da polícia federal.

    Nada disto aconteceu há 70 anos, foi "ontem" mesmo.

    Qual o sentido destas colocações sobre o SPFC?

    Em outro fórum conheci a expressão "flamebait" que se aplica bem a este tópico, pois parece que ele foi feito só para os torcedores entrarem aqui e brigarem entre si.

    Dá uma folga pessoal, o time nem está tão bem este ano.
     
  11. junin

    junin Usuário Ativo

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    Tutu,

    :aplauso::aplauso: pela história. (y)

    E o mais interessante, sem muita polêmica.
    Surpreendeu como bom rubro-negro (ops, desculpe, tricolor :rofl:)
     
  12. EX FUNCIONARIO

    EX FUNCIONARIO Usuário

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    Olá
    Parabéns pelo trabalho de voces.
    No item A verdadeira historia do SPFC, os senhore colocaram sómente pontos negativos,gostaria de acrescentar um ponto positivo a essa historia.
    Trabalhei no Morumbi durante 3 anos, minha esposa 11 anos, e nunca houve atrazo de pagamentos,sempre cumpriram religiosamente esse compromisso com seus funcionários.
    Nesse item em relação aos funcinários semprem foram muito justos não só por obrigaçao mas pela postura social.
    atenciosamente
    Motta
    jmotta@ibest.com.br
     
  13. MARCELOBV

    MARCELOBV Usuário

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    Como existem pessoas não preocupadas com as mazelas da Marginal sem Número vou perder meu tempo aqui para reviver a história do Maior Clube das Américas, para vocês aprenderem um pouquinho a mais... já que em 100 anos não conseguiram chegar perto do SPFC com 74.

    -------------------------------------------
    1930
    Club Athletico Paulistano + A.A. Palmeiras formaram o São Futebol Clube da Floresta.

    Nas negociações de fusão que deu origem ao clube, em 1930, inicialmente estava presente também um outro clube da região da Floresta: A Associação Athletica São Bento - na realidade, vizinha do AA das Palmeiras, na época.

    Mas chegou dia 25 de janeiro, o dia escolhido para servir de berço ao Mais Querido, e na Hora H, a São Bento deu para trás...

    Motivo? O clube já era muito endividado, e sabia que a AA das Palmeiras tinha saldo pior na praça que eles próprios. Acharam que seria roubada e deram no pé... Duvidaram que somente alguns ex-dirigentes e ex-jogadores do CA Paulistano dariam conta do recado.

    Bem, eles seguiram mal das pernas, e o São Paulo foi campeão paulista de 1931.

    1935
    Já em 1935, após aquele episódio vergonhoso e vingativo de dirigentes que se acharam proprietários do São Paulo "da Floresta" - e que o entregaram ao CR Tietê -, surgiu o Clube Atlético São Paulo. E lá veio a AA São Bento, em busca de uma segunda chance, atrás do CASP propondo uma fusão.

    Dessa vez o São Paulo - mais preocupado com problemas internos, como resgatar a identidade do recém falecido - foi quem disse não.

    No fim das contas, a São Bento, quase falida, se entregou a um velho conhecido, o CR Tietê (já chamado oficialmente na época de CR Tietê-São Paulo), no final de 1936.

    Mas nasceu então o Maior de Todos, em 16 de dezembro de 1935. O São Paulo Futebol Clube. Mas ainda engatinhando não era tão grande assim. E em 1936 corria muito atrás de ao menos um local certo para treinar. Viu uma boa oportunidade ali num campinho na Moóca, de propriedade da Companhia Antárctica Paulista: Era o Estádio Antônio Alonso.

    Ah, mas o campo já era alugado a um clube, o Clube Atlético Paulista - que nesse emaranhado de fusões e associações, também surgiu de uma, da união do Sport Club Internacional, bicampeão paulista, com o pequeno time da cervejaria local, o Antárctica Futebol Clube.


    Enfim. Propôs o São Paulo Futebol Clube ao pequeno CAP o seguinte: Vocês mudam seu nome para São Paulo OLÍMPICO Clube, e nós nos desligamos da Federação e passaremos a jogar sob uma mesma camisa ai no seu campinho. Que tal?

    Ainda bem que disseram não...

    Mas o São Paulo é o clube da fé, sempre persistente e perseverante. Suportou como do jeito que deu o início dos tempos até que surgiu uma chance. Seu primo bem próximo, o Estudantes de São Paulo (que nasceu do finado São Paulo-Pai) conseguiu o que o Tricolor Jr havia tentado e não obtido: fusão com o CA Paulista, e assim, o direito de uso do campo na Rua da Moóca. Passaram a se chamar Clube Atlético Estudantes Paulista (isso mesmo, sem concordância gramatical nenhuma, e isso porque eram estudantes...)

    Só que, azar deles e sorte nossa, se endividaram e quase fecharam as portas após uma excursão pela América do Sul onde foram assaltados por empresários espertinhos.

    E agora sim, sem saída, aceitaram em Setembro de 1938, a fusão com o São Paulo FC, que enfim, teve então um local para treinar e jogar, até a inauguração do Estádio Municipal do Pacaembu.

    -------------------------------------------------------------------

    Se quiser que eu continue ensinando pra você a verdadeira História do Maior do Mundo fique a vontade. Sei que o tópico é antigo mas como a HISTÓRIA NÃO PARA vale a lembrança...........

    TRI-MUNDIAL, TRI-LIBERTADORES E HEXA-BRASILEIRO, Não É PRA QUEM QUER É PRA QUEM PODE.

    abraços
     
  14. MARCELOBV

    MARCELOBV Usuário

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    Falência? É lenda. Briga política? É fato.

    Abaixo, transcreverei o capítulo CCXLIII do magnífico História do Futebol no Brasil: 1894-1950, de Thomaz Mazzoni, o maior jornalista esportivo que já existiu em São Paulo. Ele retrata como se deu a extinção da primeira fase do São Paulo Futebol Clube, sem demagogias, sem clubismo e principalmente com muita informação e muitos fatos.


    Você verá que o que levou o SPFC ao fim, naquela época, foi a mesma coisa que se sucedeu com o Paulistano poucos anos antes - e que, outrora, foi o motivo do nascimento do Tricolor: Desacordos políticos entre os dirigentes, tantointernamente, quanto externamente.


    Capítulo CCXLIII
    Foi um descalabro o início da cisão em São Paulo. Logo nos primeiros jogos da APEA e da Liga Bandeirante contra a LCF e AMEA [...]

    A Liga Bandeirante de Futebol [...] alterou seu nome para Liga Paulista de Futebol. Um após o outro, aderiram, o Juventus, SPR, Espanha, Santos, Portuguesa de Santos e por fim, o São Paulo [...]. A CBD executou logo seu plano de dar jogos internacionais a seus filiados, mandando vir o Boca Juniors e River Plate, de Buenos Aires. [...] O São Paulo, depois de várias atitudes, aderiu e tomou parte na temporada internacional.

    Não seria, porém, a adesão do São Paulo F.C. que resolveria a grave situação do futebol paulista, continuando a surgir dificuldades para todos. O desanimo apoderou-se dos dirigentes tricolores. Enquanto a diretoria filiou o clube à facção cebedense (CBD), o Conselho começou a se inclinar por uma fusão com o Tietê, sendo, que dessa fusão deveria surgir a triste idéia de se acabar com o futebol no clube, o que equivalia ao desaparecimento do São Paulo F.C.!

    A decisão demorou, no entanto, um pouco, e o São Paulo F.C. ainda voltou a campo, como se fosse continuar em suas atividades. Os jogos seguintes algo acidentados, especialmente aquele amistoso com o Palestra (jogo este truncado pelo Palestra quando o juiz deu um gol ao São Paulo, que seria o de empate) nada resolveram. A idéia de fusão com o Tietê ganhava terreno e os trabalhos, nesse sentido, não tiveram pausa, enquanto que em meio da anarquia futebolística, mais proprício se tornava o golpe que iria ser desferido.

    O São Paulo F.C não marchava bem economicamente, devido aos enormes gastos feitos com a montagem da sede, no Trocadero. Os responsáveis por esse fracasso culparam, já se sabe, o futebol... O clube passou a ter 190 contos de dívida, e como as partidas pouco rendiam na situação anormal em que estava o "association" (futebol de modo em geral), mais alarmou os dirigentes do São Paulo F.C., na verdade muitos deles milionários... Aqueles 190 contos de divida, e, francamente, apesar da crise de então, não deveriam abalar o São Paulo F.C., possuidor de uma Floresta e de um quadro de jogadores cujo "passe" valia muito dinheiro.
    [Comentário do Transcritor: Como é possível ver, a questão não era financeira, impossível o ser. E como se verá mais abaixo, em momento algum será citada a palavra "falência"].
    Os rumores ganharam vulto cada vez mais, e em fins de abril dava-se o inevitável. Foi anunciada a firme decisão da "fusão". Imediatamente, muitos sócios e mesmo alguns dirigentes tentaram salvar a situação, entre eles os drs. Cássio Vilaça e José de Godoi, então diretores do Estudantes Paulista. O dr. Cássio Vilaça fez saber aos dirigentes do São Paulo F.C. que estava disposto a assumir a responsabilidade da dívida, sendo que o clube passaria a incorporar o Estudantes e assim tudo se arranjaria. Houve embaraços, recusa. Os dirigentes do São Paulo F.C., desiludidos com a situação política do futebol, repeliram qualquer proposta e resolveram levar a cabo seu intento. Inuteis foram os protestos dos associados. O ato foi consumado!
    [Comentário do Transcritor: Veja como a ligação do SPFC com o futuro clube absorvido por ele, o Estudantes, era próxima. Note novamente também que a questão não era financeira, era outra. Fosse financeira teriam encontrado a solução].
    Os jogadores, a príncipio, não desistiram, fundando o Independente, aliás, com vida efêmera. Logo acabou esse clube improvisado e os ases do São Paulo F.C., que já havia perdido, em 1934, Waldemar, Sílvio e Armandinho, foram atraídos pelos outros clubes. [...] Surgiu, porém, em meio de tanta barafunda, um movimento contra o ato da diretoria. Muitos sócios abnegados, que não quiseram se dar por vencidos, chefiados pelo dr. Paulo Sampaio, após várias tentativas, dirigiram-se à Justiça, no dia 23 de abril de 1935, impugnando o direito da diretoria de fundir o clube com o Tietê, sem ser ouvida a opinião dos sócios, em flagrante desrespeito aos estatutos.

    Os responsáveis pela "fusão", vendo-se em apuros, perante à Justiça, trataram de se defender, mas sem sucesso. Julgou-se, portanto que ainda seria possível remediar a situação. Assim, por despacho do Meritíssimo Juiz, os sócios tiveram inicialmente ganho de causa, sendo então, nomeado, no dia 2 de maio, depositário da Floresta o saudoso Bartô. Este, porém, alegando motivos imperiosos, desistiu de tal encargo no dia 8 de maio de 1935.

    Enquanto isso, a diretoria, responsável pela "fusão", certa de perder a partida, resolveu providenciar a convocação da assembléia geral do clube. Nesse interim, assumiram a defesa dos interesses dos sócios o dr. Artur Tarantino, e o dr. Monteiro Brisola. Justo se torna destacar também a ação do dr. Paulo Sampaio, cujos esforços contra o desaparecimento do São Paulo F.C. da Floresta, foram verdadeiramente abnegados.

    Irremediavelmente perdidos com o seu ato ilegal de "fusão", os diretores do São Paulo F.C. nada mais puderam fazer senão convocar a assembléia geral. Infelizmente, segundo o artigo 2º dos Estatutos do clube, somente "os sócios fundadores", tidos como "proprietários" do clube, em número de 200, poderiam compor a assembléia geral. Esses sócios, quase todos ligados à diretoria, aprovaram sem mais a "fusão", na assembléia de 14 de maio de 1935. Diante disso, nada mais foi possível salvar. Os sócios tiveram que capitular. Estava definitivamente liquidada a vida do São Paulo F.C., da Floresta.
    THOMAZ MAZZONI. História do Futebol no Brasil: 1894-1950


    Um pouquinho de História é bom... E respeito ao MAIOR DO MUNDO também.

    Mais informações é só procurar aqui www.spfcpedia.blogspot.com
     
  15. Juliano Fava

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    Terminaram de desenterrar o tópico? :rolleyes:


    Abs
     
  16. MARCELOBV

    MARCELOBV Usuário

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    OUTRA LENDA..........

    O Festival

    Um outro exemplo do árduo trabalho Tricolor, que mesmo ainda sem ter conquistado suas glórias sempre acreditou, desde nascença, ser um clube grande, foi a criação do Festival do São Paulo FC.

    Esse festival foi realizado em julho de 1938, logo após a Copa do Mundo da França... A idéia era envolver as equipes do futebol paulista que estavam paradas durante esse torneio. Assim, Portuguesa, Palestra Itália e Corinthians foram convidadas para um torneio, e o São Paulo, como anfitrião da disputa, ofereceria ao vencedor a Taça Henrique Mündel - ou Augusto Henrique Mündel Jr.

    Como era um torneio amistoso promovido e idealizado pelo SPFC, obviamente todos os fundos arrecadados seriam destinados ao caixa do clube. Essa é a verdade da famosa lenda do "Jogo das Barricas". Cabe enfatizar então que, de doação não houve nada. O que aconteceu é que os clubes envolvidos aceitaram os termos do acordo. Nunca houve doação de renda pois de fato a renda nunca foi dos clubes participantes, e sim do promotor do evento. Aos participantes somente cabia a disputa pela Taça do Festival.

    Os jogos da competição, todos realizados no mesmo dia, 3 de julho de 1938: Ou seja, as quatro torcidas estavam presentes no local, o Parque Antárctica.

    Corinthians 0 x 0 Palestra Itália. Nos escanteios, o Corinthians venceu por 2 x 0.
    São Paulo 0 x 3 Portuguesa.

    Final:
    Corinthians 2 x 1 Portuguesa

    Assim o time do Tatuapé conquistou a Taça Henrique Mündel do Festival do São Paulo FC.
    -----------------------------------------------------

    Corinthians e Palmeiras também tinham seus festivais e suas taças, que quase sempre colocavam em disputa um contra o outro, ou também com o São Paulo (Taça Domingos Manoel Corrêa, de 1942, foi um exemplo de mobilização dos três clubes para arrecadar fundos para "a páscoa dos esportistas" - é o que diz o Almanaque do Corinthians - Outra citação válida é o Troféu Corinthians, disputado entre Corinthians e São Paulo em 1941).

    -----------------------------------------------------------

    Mais informações aqui
    http://spfcpedia.blogspot.com/2008/09/taca-henrique-mundel.html
     
  17. Juliano Fava

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    E agora, terminaram? :rolleyes:


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  18. Roosevelt

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    Grande Juliano,

    O camarada crusher não teve a chance de abrir um tópico só pra falar dos outros?
    Que problema existe em alguém o "desenterrar"? Pelo menos ele pode agora dizer que teve ibope! :LOL:
    O tópico pode ser velho, mas é sempre interessante conhecer a maneira como certos foristas respeitam os demais torcedores. :suspeito: Isso ajuda a saber com quem estamos falando...

    Abraços.
    Roosevel
     
  19. MARCELOBV

    MARCELOBV Usuário

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    Mais uma LENDA.......

    [​IMG]

    O credenciado Jornalista Juca Kfouri (corinthiano)
    Blog do Juca, 03/02/2008.

    E não se fala mais nisso, OK?
    Este blogueiro mesmo andou anos convencido de que o São Paulo havia sido rebaixado no Campeonato Paulista de 1990.

    Baseava-me numa entrevista do então, e de triste memória, presidente da FPF, Eduardo Farah, na qual ele garantia que o tricolor disputaria a segundona em 1991.

    Mas o insistente ombudsman deste blog, Conrado Giacomini, achou a prova incontestável de que o regulamento de 1990 não previa mesmo nenhum rebaixamento.

    Contra fatos não há argumentos.

    O ilustre Mauro Betting (palmeirense) concorda:
    Blog do Mauro, 01/12/2007.

    O São Paulo não foi rebaixado no SP-91 depois de ser eliminado da quarta fase do SP-90, e não ter assegurado vaga nem na repescagem - ficou um ponto atrás do Botafogo de Ribeirão Preto.
    Ele apenas não disputou o módulo da elite do Paulistão de 1991.

    É diferente. Ele não foi nem rebaixado em 1990, e nem disputou a segundona, em 1991.

    No regulamento do SP-90 estava definido que seriam 28 participantes no estadual de 1991.
    O grupo 1 (grupo verde), o da elite, seria formado pelos 14 classificados para a quarta fase do SP-90 - o São Paulo pré-Telê (que estava no Palmeiras, na fase decisiva de 1990) foi eliminado prematuramente.
    Dessa forma, foi obrigado a participar do Grupo 2 (o amarelo) do SP-91, composto pelos 10 piores times até a terceira fase do SP-90, mais os quatro que subiram da Divisão Especial de 1990.

    Mesmo confuso, o regulamento do SP-90 era claro num ponto: não haveria rebaixamento naquele ano.
    Logo, o São Paulo (e mais São José - os finalistas do SP-89 -, Ponte Preta, Inter de Limeira, Santo André, Noroeste, União de Araras, Juventus, São Bento e Catanduvense) tiveram se se juntar a Olímpia, Sãocarlense, Marília e Rio Branco para a disputa do tal grupo amarelo, no SP-91.

    O que acabou sendo um baita negócio para o Tricolor que havia acabado de conquistar o BR-91, com um senhor time já dirigido por Telê.

    Além da fragilidade dos rivais, o São Paulo chegou à fase semifinal do campeonato paulista com absurda vantagem pela melhor campanha no grupo mais frágil.

    A FPF comparou bananas com batatas. Os cinco times do grupo 1 e os 3 do grupo 2 foram divididos em dois grupos de 4. A vantagem da melhor campanha - de campeonato distintos! - foi dada ao campeão do grupo 2 - o São Paulo.

    No desempate com o Palmeiras nas semifinais, as duas equipes com 9 pontos, o São Paulo (que era mais time que o rival) se classificou por ter feito mais pontos - no grupo mais fraco.

    Na final, contra o Corinthians, tinha a mesma absurda vantagem concedida por regulamento burro.
    Mas o time de Telê e Raí nada tinha com isso. Tratou de vencer bonito o Timão por 3 a 0 no primeiro jogo, e segurar o empate sem gols para ser campeão do mal bolado SP-91.

    No frigir das bolas: o São Paulo não foi rebaixado em 1990. Nem disputou a segunda divisão em 1991.
    Apenas ganhou rivais mais fracos e um regulamento mal feito para facilitar o serviço. Que seria confirmado em 1992, com bi paulista. Sem falar do bi da Libertadores e Mundial, em 1992-93.

    O são-paulino pode dizer que nunca foi rebaixado de divisão.
     
  20. MARCELOBV

    MARCELOBV Usuário

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    Outra LENDA.....

    O SPFC, não ganhou nenhum terreno, o SPFC fez uma cessão de parte de seu terreno do Canindé à prefeitura para a construção de uma das pistas da Marginal do Tietê - inaugurada pouco tempo depois, 1957.

    ---------- Mensagem adicionada às 03:51 ---------- Mensagem anterior foi às 03:44 ----------

    E para finalizar.......... Mais um pouco de História...............

    Quando a bandeira do São Paulo desafiou o Brasil

    Ou quase isso. Na verdade uma atitude contra o governo central.

    Em 1937, a ditadura de Getúlio Vargas promoveu, em praça pública, a queima de todas as bandeiras estaduais. Num ato de extremo autoritarismo, contra o federalismo estadual e outras liberdades constituídas (derrubara também o Congresso e a Constituição).

    O uso, então, dos símbolos estaduais estava proibido - era crime. Nesse contexto, em 1940, o estádio do Pacaembu é inaugurado. Getúlio Vargas, como presidente, quase que por obrigação é convidado para os festejos. Ocorre então o desfile das delegações, citado abaixo por Conrado Giacomini, em Dentre os Grandes, És o Primeiro e já retratado nesse site no texto O Mais Querido:

    "As representações de Corinthians e Palestra Itália foram ovacionadas pelas suas torcidas ao entrarem em campo. Todavia, nada igual à recepção tricolor. O estádio veio abaixo com a entrada da delegação do São Paulo, que, além do nome, trazia na camisa as cores da bandeira paulista.

    Era uma resposta do público ao presidente Getúlio Vargas, odiado em São Paulo desde a Revolução Constitucionalista de 1932. As manifestações de apoio ao São Paulo vinham de todas as partes, das camadas populares nas arquibancadas ao setores mais nobres do estádio. A multidão em peso se levantou aplaudindo e gritando entusiasticamente:

    - São Paulo, São Paulo, São Paulo! - apontando para a tribuna de honra, onde estava o presidente Getúlio Vargas."

    Fatos assim, desse porte e gênero, não aconteceram somente nesse dia. Era comum, em manifestações da época da ditadura de Getúlio Vargas, o uso da Bandeira do SPFC como se fosse a bandeira do Estado de São Paulo, já que esta fora banida.

    [​IMG]

    Como já dizia o Almanaque Sportivo de Thomaz Mazzoni:

    Brasileiro de São Paulo:
    O São Paulo FC é o Teu
    Clube, pois tem o nome de
    tua terra e a alma de tua gente

    Hoje, o panorama do Brasil é outro. O São Paulo rompeu fronteiras: estaduais, regionais, nacionais, internacionais... Não pertencendo mais a um único povo, a um único chão. Ainda assim, contudo, teve tradicional berço, ao qual honrou com orgulho - principalmente quando mais precisaram.
     

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