Dicas para modernização de quadro de distribuição

Discussão em 'Energia, Alimentação e Aterramento' iniciada por Edu-Rio, 7 Set 2009.

  1. Edu-Rio

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    Olá,
    Como havia dito, tenho um quadro de distribuição do tempo da vovó, todo com disjuntores pretinhos(sem preconceitos!!) e intenciono modernizar o mesmo.

    Eis a foto do meliante!!!!
    [​IMG]

    Acho que ele está arrumado, fios e cabos de boa bitola, 12 para os de força, 14 para os demais,,tudo apertadinho, sem desligamentos, sem aquecimentos.

    Minha principal meta é aumentar minha segurança.
    Logo, pretendo utilizar disjuntores de curva "C".
    Sei que em alguns circuitos poderia usar curva "B", mas tenho visto preços semelhantes, quando não iguais e, se não estiver errado, ganho um pouco mais de sensibilidade.

    Minhas dúvidas são mais de carater prático, pois então vejamos:

    Vejam que tenho disjuntores de:
    - 15 do lado esquerdo (circuitos de luz e tomadas em geral) que pretendo mudar para Siemens de 16
    - 20 do lado direito (chuveiro elétrico [que não será utilizado] e ar condicionado) pretendo trocar por Siemens de 20 - A única excessão será um bipolar de 2 X 10 para um circuito de um split 220v.
    - Um Nofuso Tripolo de 3X 60 no centro abaixo.

    Em primeiro lugar, gostaria de aproveitar o quadro e, se possível, os barramentos.
    Será isso possível?
    Caso contrário, há no mercado barramentos que se adaptem ao quadro e ao padrão dos novos disjuntores? Ou serei obrigado a trabalhar as ligações com fios?

    Vocês acham que mesmo trocando todos os disjuntores há necessidade de trocar o Nofuso? Pensei em deixar ele quieto!!!!!:lol:


    Muito bem, todo o auxílio e todas as dicas são muito bem vindas e, desde já fico muito grato pela atenção de todos!!!!!

    Forte abraço!
    Eduardo
     
  2. _rau_

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    Edu-Rio,

    Seu quadro tá bem organizado e na época que foi montado pode ter sido considerado uma ótima instalação, apesar da falta do fio terra que deveria ser padrão já há décadas.

    Vejo que os barramentos de neutro está atados no metal da caixa, hoje eles seriam isolados, só o de aterramento faria contato direto com o metal ou em algum esquema de aterramento tipo TN-C-S.

    Hoje não se usa mais a medida AWG como você se refere, "bitola 12"... Hoje a medida se dá em mm2, que é a seção transversal do condutor. Um fio AWG (American Wire Gauge) 12 seria equivalente a um condutor 3,3mm2 e o 14 um 2mm, se existisse. O AWG 12 você poderia ligar disjuntores de 20A, no máximo um 25A e o AWG 14 algo entre 15 e 20A no máximo.

    As medidas comuns hoje são:

    1,5mm2, 2,5mm2, 4mm2, 6mm2, 10mm2, 16mm2, 25mm2, 35mm2, 50mm2 e assim por diante. A norma não reconhece mais os valores em AWG já desde um bom tempo.

    O nofuso (não conhecia esse nome) ou barramento trifásico, pode ser mantido. A foto desse quadro aí que vou postar abaixo eu peguei na Internet. O trilho pra fixar os disjuntores que você vai precisar se chama trilho DIN e é vendido avulso em boas elétricas, só serrar no tamanho correto e furar pra fixar no quadro. O barramento, caso vc precise de um maior, pode comprar essas barras utilizadas pra montar o barramento de fase e fazer vários furinhos, creio que foi feito isso na foto abaixo.

    [​IMG]

    Sua intenção é melhorar a segurança e pra isso nada melhor que um dispositivo DR que dá pra você colocar nesse quadro seu com as adaptaçoes necessárias. O DR dá pra ficar no local do disjuntor DR desde que haja um disjuntor geral no quadro de medição. Se não tiver, você poderia afastar esse barrameto de neutro, colocar ele todo na vertical pra abrir espaço pra um trilho onde vc fixaria o DR. Todos os fase e neutro passariam pelo DR, antes de passar pro disjuntor geral ou ao contrário e vc tb pode colocar um disjuntor trifasico da Siemens tb, é bom que ficaria tudo no trilho DIN. Depois a gente discute sobre o DR, ele exige certas medidas pra não ficar disparando atoa.

    Os disjuntores eu usaria B onde fosse possível, são muito melhores pra curtos de baixa intensidade. Em minha casa uso tudo B e nunca tive problema, mas não tenho ar-condicionado e nunca precisei ligar algum motor ou máquina de solda, aí possivelmente teria que ser Curva C pra aguentar o pico de corrente desses aparelhos.

    Dá pra perceber que o condutor neutro tá com seção reduzida em relação aos Fase. Isso era feito antigamente, mas é possivel na teoria ainda ser feito, apesar de as normas não mais permitirem, devido ao equilibrio de carga entre fases. As correntes quando sem distorção harmônica e equilibradas em cada fase, se anulam no neutro. Ex: Um chuveiro de 20A numa fase outr de 20A na outra, ao ligar os dois chuveiros ao mesmo tempo a corrente medida no neutro zera. Quando tá tudo bem divididinho entre as fases, a corrente no neutro é menor. O problema é quando as cargas começam a produzir distorções harmônicas, essas distorções ao invés de se anularem no neutro, elas se somam, o que pode acabar por sobrecarregar o neutro já que o consumo de três fases se encontrariam nesse mesmo condutor sem esse cancelamento de corrente. As cargas que costumam gerar distorções harmônicas são várias como dimmers, computadores, TVs, DVD's, lâmpadas fluorescentes com reator com baixo FP - Fato de potência, motores elétricos, reguladores de velocidade de motores, etc. Como a eletrônica invadiu as instalações nos ultimos tempos, a seção do neutro agora deve ser no mínimo a mesma seção dos condutores das fases.

    Por enquanto é só.

    Desculpe algum erro, respondi sua msg um pouco com pressa...
     
    #2    
  3. Edu-Rio

    Edu-Rio Usuário

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    Grat Rau!!

    Muito boas suas colocações! Vou fazer algumas considerações:

    Seu quadro tá bem organizado e na época que foi montado pode ter sido considerado uma ótima instalação, apesar da falta do fio terra que deveria ser padrão já há décadas.
    É velinho mesmo - uns 25 ou 30 aninhos

    Vejo que os barramentos de neutro está atados no metal da caixa, hoje eles seriam isolados, só o de aterramento faria contato direto com o metal ou em algum esquema de aterramento tipo TN-C-S.

    Hoje não se usa mais a medida AWG como você se refere, "bitola 12"... Hoje a medida se dá em mm2, que é a seção transversal do condutor. Um fio AWG (American Wire Gauge) 12 seria equivalente a um condutor 3,3mm2 e o 14 um 2mm, se existisse. O AWG 12 você poderia ligar disjuntores de 20A, no máximo um 25A e o AWG 14 algo entre 15 e 20A no máximo.
    As medidas comuns hoje são:

    1,5mm2, 2,5mm2, 4mm2, 6mm2, 10mm2, 16mm2, 25mm2, 35mm2, 50mm2 e assim por diante. A norma não reconhece mais os valores em AWG já desde um bom tempo.

    Eu também estou bem precisando de uma atualização Hehehe!!:rofl: Valeu!


    O nofuso (não conhecia esse nome) ou barramento trifásico, pode ser mantido. A foto desse quadro aí que vou postar abaixo eu peguei na Internet. O trilho pra fixar os disjuntores que você vai precisar se chama trilho DIN e é vendido avulso em boas elétricas, só serrar no tamanho correto e furar pra fixar no quadro. O barramento, caso vc precise de um maior, pode comprar essas barras utilizadas pra montar o barramento de fase e fazer vários furinhos, creio que foi feito isso na foto abaixo.

    [​IMG]

    Perfeito! Você acertou na mosca - Acho que o caminho que devo seguir é mais ou menos este

    Sua intenção é melhorar a segurança e pra isso nada melhor que um dispositivo DR que dá pra você colocar nesse quadro seu com as adaptaçoes necessárias. O DR dá pra ficar no local do disjuntor DR desde que haja um disjuntor geral no quadro de medição.

    Há uma velha chave de faca com três fusíveis charuto - no quadro de medição


    Se não tiver, você poderia afastar esse barrameto de neutro, colocar ele todo na vertical pra abrir espaço pra um trilho onde vc fixaria o DR. Todos os fase e neutro passariam pelo DR, antes de passar pro disjuntor geral ou ao contrário e vc tb pode colocar um disjuntor trifasico da Siemens tb, é bom que ficaria tudo no trilho DIN. Depois a gente discute sobre o DR, ele exige certas medidas pra não ficar disparando atoa.

    Perfeito, tenho algumas dúvidas sobre a necessidade do DR, mas não estou descartando utilizar - O trifásico Siemens acho uma ótima opção


    Os disjuntores eu usaria B onde fosse possível, são muito melhores pra curtos de baixa intensidade. Em minha casa uso tudo B e nunca tive problema, mas não tenho ar-condicionado e nunca precisei ligar algum motor ou máquina de solda, aí possivelmente teria que ser Curva C pra aguentar o pico de corrente desses aparelhos.

    Veja, eu poderia então colocar B no lado esquerdo substituindo os de 15A - responsáveis por tomadas e lâmpadas. e Curva C no lado direito 20A, Ar condicionado, Maq. lavar.


    Dá pra perceber que o condutor neutro tá com seção reduzida em relação aos Fase.

    Desculpe a ignorância, mas você se refere a seção como sendo a bitola do condutor neutro??

    Caso afirmativo, você tem razão, ele realmente tem seção menor.

    Isso era feito antigamente, mas é possivel na teoria ainda ser feito, apesar de as normas não mais permitirem, devido ao equilibrio de carga entre fases. As correntes quando sem distorção harmônica e equilibradas em cada fase, se anulam no neutro. Ex: Um chuveiro de 20A numa fase outr de 20A na outra, ao ligar os dois chuveiros ao mesmo tempo a corrente medida no neutro zera. Quando tá tudo bem divididinho entre as fases, a corrente no neutro é menor. O problema é quando as cargas começam a produzir distorções harmônicas, essas distorções ao invés de se anularem no neutro, elas se somam, o que pode acabar por sobrecarregar o neutro já que o consumo de três fases se encontrariam nesse mesmo condutor sem esse cancelamento de corrente. As cargas que costumam gerar distorções harmônicas são várias como dimmers, computadores, TVs, DVD's, lâmpadas fluorescentes com reator com baixo FP - Fato de potência, motores elétricos, reguladores de velocidade de motores, etc. Como a eletrônica invadiu as instalações nos ultimos tempos, a seção do neutro agora deve ser no mínimo a mesma seção dos condutores das fases.

    Andei lendo a respeito aqui no próprio fórum. Mas acho que, quanto a isso, não tenho muito o que fazer. Teria que passar um novo neutro e isso seria tarefa para o Super Homem e custaria $$$$!!! Estou no 6º andar e, para baixo, ainda existem mais 4 andares. Acredito( ou melhor quero acreditar!) que não terei grandes problemas por causa disso.


    Por enquanto é só.

    Desculpe algum erro, respondi sua msg um pouco com pressa..

    Mais uma vez agradeço suas considerações e, sim, gostaria de sua opinião quanto ao DR.
    Vou ver o que consigo com relação ao barramento DIN e tudo mais.

    E, minha área é informática, qualquer duvida estou a disposição para tentar auxiliá-lo.
    Grande abraço,
    Eduardo
     
  4. trosk

    trosk tlec!

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    Na terra de Oz
    dependendo da idade da tua instalação elétrica (+de 10 anos) e obviamente se você tiver dinheiro sobrando, o ideal seria rever toda a instalação elétrica da residência.
     
    #4    
  5. marco_piracicaba

    marco_piracicaba Usuário

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    Um dos erros mais comuns na montagem de quadros de distribuição e painéis elétricos está no posicionamento dos disjuntores.

    É algo que já foi discutido aqui no fórum e por coincidência está explícito (o erro) nos dois quadros apresentados.


     
  6. marco_piracicaba

    marco_piracicaba Usuário

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    A corrente somente seria 0A no neutro se existisse uma carga de igual potência na terceira fase. Para haver equilíbrio todas as fases devem estar envolvidas.
    .
     
  7. _rau_

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    Tem razão, seria bom dar uma checada geral e substiuir ao menos os fios que não tiverem com uma cara boa.

    Acho que ele já mencionou isso, mas sugiro ao invés de por exemplo por 20A num circuito de uso geral, coloca 16A, por precaução caso não for mexer na fiação. Já circuitos de uso específico, verificar o estado da fiação e reduzir tb o disjuntor, se o equipamento alimentado por tal circuito permitir.
     
    #7    
  8. Edu-Rio

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    Desculpe a "ingnorância" mas mesmo após ver o link(na pag. GE não vi referências sobre a ligação?) sobre a posição dos disjuntores, não compreendi.:confused:

    Estão os meus disj. ligados de forma errada? Como identificar?

    Grato!
    Eduardo
     
  9. _rau_

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    Obrigado pela correção. Mas e numa rede bifásica + neutro?

    ---------- Mensagem adicionada às 10:17 ---------- Mensagem anterior foi às 10:16 ----------

    Qual posição você se refere? De linha e carga ou seja do fio que entra e que sai por circuito?

    Não existe diferença, pode ligar em qualquer lado, a não ser em casos de disjuntores muito especiais.

    Editado: Marco, pelo menos os disjuntores IEC não possuem lado de colocação da carga e linha. Os NEMA atuais Lorezentti tb não possuem essa orientação. Lembro de ter lido uma discussão imensa sobre isso e a unanimidade era que não tinha orietação específica. Inclusive no site da Siemens, no catalogo de disjuntores, fala que não existe posição correta, pode ligar de qualquer lado!
     
    #9    
  10. marco_piracicaba

    marco_piracicaba Usuário

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    As normas exigem que os terminais dos dispositivos de seccionamento sejam numerados, a fim de uma fácil identificação em um esquema eletrotécnico e/ou fácil identificação da sua função.

    Observe que os disjuntores DIN possuem nos seus terminais, números ímpares de um lado e pares do outro: 1,3, 5 e 2, 4, 6. Os números ímpares indicam o lado voltado à alimentação e os pares à carga.

    Nas duas situações, observe que o disjuntor geral foi alimentado por baixo e os disjuntores dos circuitos foram alimentados por cima.
    .
     
  11. Edu-Rio

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    É esta a idéia.
    O dindin tá sobrando não!!!! :D

    Por isso mesmo vou colocar a mão na massa. Estudei 3anos de civil, trabalhei com obras durante uns anos e meu pai e Grão Mestre trabalhou com obras por toda a vida. Em nossa casa, sempre fomos nós que "ralamos" em instalações e reparos de hidráulica, gáz, e elétrica, uma pitada de eletrônica tb.!

    Pra dizer a verdade já coloquei.
    Já revisei praticamente todas as caixas visto que troquei todas as tomadas, interruptores e pontos de luz e constatei que os fios, encapamentos e caixas estão em boas condições, no geral. Boa bitolano fios. Revisei e melhorei as emendas e isolamentos.

    PS: Achei diversos gatilhos, só de fios soltos e desencapados dentro de cx foram uns 3. Sem preconceitos, mas porteiro deveria ser proibido de fazer bico de elétrica. Instalador de ventilador de teto é uma praga, cuidado com eles - deveriam criar uma norma qualquer para exigir formação desses profissionais e regras de procedimentos.

    Por falar nisso, recomendo sair da velha ou nova linha Pial/Legrand para a Siemens. Era fã da primeira mas, é visível a queda de qualidade dos produtos - NÃO, TRABALHO NA SIEMENS NÃO:rofl:

    Obrigado!
    Eduardo
    Por fim, acho que, modernizando e inserindo dispositivos mais modernos e sensíveis no meu quadro, tornarei as coisas 99% mais seguras
     
  12. _rau_

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    Os de minha casa então instalei corretamente, mas sem saber. Deveriam divulgar melhor isso então, pq em nenhum manual ou documento mais acessível ao povão tem orientação quanto a isso! Inclusive essa foto que eu postei é de um eletricista veterano...

    A própria Siemens ta orientando errado então, veja essa imagem tirada do documentos deles. Intuitivamente as especificações do disjuntor escritas na frente dele ficariam com os numeros de "cabeça" pra cima o que manteria o numero 2 na parte de cima e o 1 na parte de baixo, mas nessa imagem mostra a alimentação sendo feita pela carga, numero 2 em parte dos disjuntores:

    [​IMG]

    Outra imagem retirada de um documento da CEMAR, alimentação pelo suposto lado da carga, número 2:

    [​IMG]
     
    #12    
  13. marco_piracicaba

    marco_piracicaba Usuário

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    Isso é divulgado em qualquer curso de eletrotécnica.

    Existem eletricistas e eletrotécnicos. A diferença é muito grande.

    Como estão dispostos os terminais no esquema elétrico?

    O que não está escrito neste esquema é que existem dispositivos identificados conforme a conexão disposta:


    Por que a identificação dos terminais foi invertida?

    Prefiro nem entrar ou alimentar conflitos relacionados às recomendações de fabricantres "X" ou "Y", pois, já ouvi recomendações contrárias de diversos palestrantes.

    O importante é saber que, normativamente esta identificação foi estabelecida para ser seguida (ou nem estaria estampada) e, consequentemente evitar acidentes na manutenção (muito comum).
    .
     
  14. _rau_

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    Você tem razão, marco! Se tá na norma, ainda mais da IEC, vamos respeitar. Por alguma razão essa ordem é colocada aí e é exigido que venha essa identificação, então...

    Eu tinha visto a documentação da SIEMENS várias vezes, dos seus disjuntores 5SX e nunca me deparei com isso:

    [​IMG]

    Fiquei realmente surpreso!


    EDITADO 2:

    Ai ai ai! É funçando e aprendendo! Ou ficando mais confuso! :D:D Olha ai no mesmo documento, numa outra pagina:

    [​IMG]

    Observe ainda que as posições tão diferentes em relação à primeira imagem. To vendo que não tem um padrão, tem que seguir mesmo o que cada fabricante indica.
     
    #14    
  15. Edu-Rio

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    Isso tá ficando bom.

    Tá ai uma coisa para a qual eu jamais havia atentado. POis vejam vou começar a prestar atenção e certamente irei respeitar a posição correta de entrada e saída dos disjuntors quando fizer minha empreitada.


    Rau, Gostaria e levantar outra questão. !
    Embora sua esplanação quanto ao uso dos Interruptores ou Disjuntores diferenciais seja excelente e seu uso mais que indicado...Mesmo assim, fico em dúvida em relação a 3 coisas.

    1ª colocar um DR na entrada (ante ou depois?) do Tripolo não poderia me trazer problemas de repetidos desligamentos?

    2ª Não tenho crianças em casa e não utilizo chuveiro elétrico que, acredito, seja o grande vilão e o mais perigoso, no caso de choque. Não tenho constatado qualquer problema de choques na maq de lavar, geladeira, ou qualquer outro equipamento. Desse modo, utilizando Curva C e B em todos os circuitos, estarei garantindo minha segurança come relação a curtos e suas conseqências?

    3ª Caso a opinião dos senhores seja de que não, Poderia eu utilizar, não 1 mas 2 DRs um para a esquerda outro para adireita? Seria razoável e efetivo?

    Por fim, embora, como já tenha dito o dindin anda meio curto, fiz um levantamento em duas empresas aqui no RJ e descobri que para os Disjuntores de 16 e 20A e o tripolo de 3x60A o custo será de aproximadamente R$180,00. Pensei que fosse ficar bem mais alto. Levando em conta que são coisas que devem durar ao menos 10 anos, é bem em conta.

    Dai, começar a pensar nos DRs com mais carinho ;)

    :rever1: Meu cordial agradecimento a todos
    Abrcs,
    Eduardo
     
  16. _rau_

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    De nada e abraço!
     
    #16    
  17. Edu-Rio

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    Muito bem!
    Com a inestimável ajuda dos senhores :rever1: tenho um modelo que pretendo seguir para modernizar meu quadro de distribuição e, com isso melhorar acentuadamente minha segurança. Será muito parecido com o mostrado no desenho(postado pelo Rau) da discussão sobre Onde encontrar Disjuntores Diferenciais.
    Serão: 1 DR de 63A 3F + 1N, depois 1 disjuntor 3x 60A 3 disjuntores curva "C" 20A para ar condicionado + 1 bipolo curva "C" 2X10A e mais 5 disjuntores curva "B" 16A para tomadas/luzes. Acho que é isso!!!!!

    Mas, embora não tenha falado a respeito, é claro que a falta de aterramento no meu quadro me incomoda.

    Mas tratando-se de um apartamento, no RJ, com 20 e poucos anos de vida minhas dúvidas são:

    1) não tenho terra chegando ao quadro do ap. Não vejo como mas...é possível fazer um aterramento nesse caso? Sem ter de trazer o terra desde o PC do prédio??

    2) Em sendo possível... vem a segunda parte do problema, não tenho distribução de fio para o terra nos pontos, casa adentro. Claro, teria de passar fio pela casa toda. Mas, com conduites de ferro e fios rígidos seria humanamente viável passar só o terra?

    Abrcs
    Eduardo
     
  18. _rau_

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    Sobre a disposição dos disjuntores no quadro + DR, tá Ok! Se sobrar espaço no quadro, considere a adição de DPS's, depois a gente fala mais sobre eles, mas se vc colocar um trilho DIN grande dos dois lados, cobrindo toda superficie do fundo do quadro, vai ter espaço sim. seria três DPS's no seu caso e dá pra liga-los sem precisar conecta-los diretamente ao barramento de fases. Os DPS's estão incluso aí na proteção dos equipamentos e das pessoas tb...

    Sobre o aterramento, existe uma solução que é adotar o esquema TN-C-S, mas pra isso no mínimo você teria que trocar o condutor neutro, colocando um de bitolar no mínimo igual das fases, recomendo se possível maior.

    O que vem a ser o esquema TN-C-S? O TN-C-S consiste em a partir do quadro de disjuntores você derivar o condutor de proteção, terra, pros pontos finais de uso a partir do condutor neutro. Precauções básicas a se tomar nesse esquema:

    1 - Condutor neutro deve estar em equilibrio, não pode apresentar sobrecargas no neutro por desbalanceamento de consumo entre as fases. Pra evitar isso numa residência, distribua bem os equipamentos entre fases de forma que o consumo se equilibre. Conseguir um equilibrio 100% é impossível com vários tipos de equipamentos e uso deles em tempos diferenciados, mas quanto melhor der pra distribuir as cargas, menor a chance de problemas.
    2 - Condutor neutro principal deve ter bitola igual ou maior que das fases
    3 - Equipotencializar tudo de metal dentro de casa que tenha uma ligação direta ou indireta com a terra. Encanamentos de metal (água/gás) devem ter condutores de aterramento atados neles, conduites de metal da fiação deve ser ligado ao fio terra tb.
    4 - O fio terra deve ser ligado no condutor neutro antes do neutro passar pelo DR pra ser distribuido. Se for feito o contrário, o DR será inútil, ele não atuaria numa fuga de corrente.

    Riscos envolvidos nesse esquema:

    - Perda de neutro. O maior risco de todo esquema TN de aterramento é a perda do neutro, especialmente os TN-C e TN-C-S da forma aqui apresentada. Falo da forma aqui apresentada porque podemos ter um sistema TN-C-S global, mas que é um TN-S a partir do ultimo ponto que o neutro costumeiramente é aterrado, que no caso seria no padrão de energia na entrada de uma casa, nesse caso o sistema TN é um tanto quanto mais seguro. Quando falamos em perda do neutro, falamos do rompimento do condutor do seu referencial, da sua malha aterrada e da ligação com o transformador. A tensão no neutro pode flutuar pra além dos 50V, valor esse considerado como seguro ao toque, pra correntes alternadas. Nesse caso todas as carcaças aterradas em TN poderiam apresentar uma elevação de potencial de até a mesma tensão de duas fases juntas ou seja, 220 ou 380V, de acordo com a topologia do transformador que for adotada pra instalação doméstica/comercial brasileira.

    Um outro problema menos comum, mas perigoso, seria a falha catastrófica no transformador do prédio, que poderia por a linha de média tensão que o alimenta, em contato direto com o neutro, podendo elevar muito a tensão também de todas as carcaças e superfícies aterradas em TN.

    Porque a equipotencialização de superfíceis metálicas estranhas à rede elétrica é importante? É importante porque elas em potenciais iguais, no caso das falhas explicadas acima ocorrerem, dificulta bastante o choque se tornar fatal. Corrente só flui quando temos uma Diferença de Potencial. Se vc toca em duas superficies em 220V, o choque será muito menor, a corrente pelo seu corpo será muito menor, dando grandes chances de reagir por reflexo, retirando a mão do local energizado.

    Achou perigoso? Eu tb acho um pouco, principalmente quando o neutro não é aterrado na entrada e quando a distância do ultimo ponto de aterramento do neutro é muito longe do quadro de disjuntores. O aterramento local do neutro ajudaria a manter a tensão de contato o mais baixa possivel caso o neutro se rompesse antes do ultimo ponto aterrado. Caso se rompa depois, aí nada feito tb, perde-se da mesma forma todo referencial de tensão.

    Se acha que não deve adotar esse esquema você tem duas alternativas:

    1 - Ficar sem aterramento, só com DR, o que já é uma boa escolha, já que o DR vai proteger contra choques, não de levar choque, mas desse se tornar fatal.

    Caso uma falhas interna em um equipamento faça sua carcaça dar choques altos, nesse seu caso, elas se tornariam o que chamam de choque por contato direto. O DR protege contra contatos diretos e indiretos. Diretos: Tocar diretamente num pino de tomada por exemplo - local normalmente energizado. Indireto: Um equipamento que apresenta falha interna que passa a jogar tensão total na carcaça. Logo, sem aterramento, este se tornariam um contato direto, porque quando temos uma carcaça aterrada, o DR desligaria antes de alguém toca-la, haveria uma fuga à terra. O termo direto e indireto é só pra diferenciar as duas situações...

    Qualquer proteção pra linha de sinal, telefone e tv por exemplo, precisam do fio terra para que protetores para essa aplicação atuem de forma eficaz. Então quanto a isso só se você usasse um protetor que fizesse o uso do neutro como desvio de surtos na linha de sinal, até existem alguns, mas o neutro precisa ser polarizado corretamente nas tomadas ou o protetor abriria a saida pro surto em cima de uma fase e essa poderia ser jogada diretamente no equipamento a ser protegido, no caso um telefone, um modem, uma antena de TV, aí já viu!

    2 - Colocar transformador isolador nos equipamentos que possivelmente possam dar choque na carcaça. Eu pessoalmente acho a solução do DR melhor, não gasta energia, já o transformador isolador gasta, mas esse tipo de transformador eliminaria completamente os choques.

    Uma coisa que esqueci de dizer é que o uso de um aterramento TN, quando se quer conseguir tirar toda fidelidade de um equipamento de som top de linha, numa situação ideal, o "topo do pinheiro", como diz o Jorge Knirsch, o esquema TN não é o ideal e em TN-C-S pode em alguns casos aparecer algum ruido no som.

    Por enquanto é "só"! :)
     
  19. Edu-Rio

    Edu-Rio Usuário

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    Sobre a disposição dos disjuntores no quadro + DR, tá Ok! ...][...seria três DPS's no seu caso e dá pra liga-los sem precisar conecta-los ...

    - Comecei a ler sobre DPS!!!!


    Sobre o aterramento...][... 1 - Condutor neutro deve estar em equilibrio, não pode apresentar sobrecargas no neutro por desbalanceamento de consumo entre as fases...][...2 - Condutor neutro principal deve ter bitola igual ou maior que das fases 3 - Equipotencializar tudo de metal dentro de casa que tenha uma ligação direta ou indireta com a terra. Encanamentos de metal (água/gás) devem ter condutores de aterramento atados neles, conduites de metal da fiação deve ser ligado ao fio terra tb.


    - 1 Os equipamentos parece que estão bem equilibrados entre fase...
    - 2 fora de questão o neutro aparenta bitola menor que as fases...
    - 3 Difícil garantir o aterramento
    .


    Achou perigoso?

    - Com certeza!!!
    ...
    Se acha que não deve adotar esse esquema você tem duas alternativas:

    1 - Ficar sem aterramento, só com DR, o que já é uma boa escolha, já que o DR vai proteger contra choques, não de levar choque, mas desse se tornar fatal.

    - Acho que será a opção viável

    ...
    Uma coisa que esqueci de dizer é que o uso de um aterramento TN, quando se quer conseguir tirar toda fidelidade de um equipamento de som top de linha, numa situação ideal, o "topo do pinheiro", como diz o Jorge Knirsch, o esquema TN não é o ideal e em TN-C-S pode em alguns casos aparecer algum ruido no som.

    - Isso não me preocupa muito. Eu estou na raiz do pinheiro :lol::LOL:

    Abrcs
    Eduardo
     
  20. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Sobre os DPS, se tiver alguma dúvida, só perguntar.

    O sistema TN-C-S quando temos o neutro aterrado multiplas vezes não chega a ser perigoso, mas não recomendo adotar em áreas rurais por exemplo, onde o neutro tem muito poucos pontos aterrados, a não ser que no ponto onde será derivado o fio terra o neutro seja muito bem aterrado. Infelizmente muito poucos profissionais têm acesso a um terrômetro pra realizar medições necessárias. Com o advento dos Dispositivos DR com seu custo menor hoje em dia, junto com os DPSs, o sistema de aterramento TT têm se mostrado novamente uma opção e tendência - essas palavras não são minhas, são de documentos do site da francesa Schneider Electric.

    O aterramento TN foi uma solução encontrada na época para que a proteção contra choques elétricos por contatos indiretos fosse provida apenas por disjuntores simples, durante uma energização de uma carcaça. Com o passar dos anos e novos estudos, viu-se que essa solução além de mais complexa pra ser implementada e mantida, nem sempre protegia como esperado, mas se bem implementada ainda era melhor que a TT e se mal implementada, o DR solucionava o problema. Uma vez, antes de ler aquele documento da Schneider que eu mencionei, numa discussão sobre o assunto aterramento, eu questionei se o sistema TT não era hoje uma opção boa com DR + DPS e a maioria caiu matando! Defendiam o TN... Eu até aceitei no momento essa defesa ao esquema TN diante dos argumentos dados naquela ocasião, mas depois me questionei novamente sobre esse assunto:

    1 - O aterramento com sua função primordial na proteção contra choques não deveria ser imune à outras falhas fora do controle do usuário da instalação, que poderiam vir a provocar um choque elétrico?

    R: Sim, deveria!

    2 - O esquema TN, TN-C-S ou TN-S não deveria prover essa proteção?

    R: Sim, deveria!

    Daí eu pensando com meus botões, se implementamos algo que é pra proteger contra um fantasma interno (falha dos equipamentos que venha a provocar choques) e ao mesmo tempo abrimos a porta pra outro fantasma que é a perda do referencial do condutor neutro ou uma falha catastrófica dentro de um transformador no poste, seja por uma sobrecarga, seja por um carro batendo no poste e jogando milhares de volts no condutor neutro e em sua malha, não daria no mesmo, estaríamos fechando a porta pra um fantasma e abrindo a porta pra outro! As mesmas chances de um equipamento dar uma pane desse tipo são as chances de dar uma pane na rede elétrica ou um poste ser derrubado por um carro ou uma ventania, talvez as chances disso são até maiores.

    Os defensores do TN, mais exatamente o TN-C-S ou TN-S e as estatísticas mostram, que o uso desses esquemas de aterramento dificilmente trarão algum problema perigoso pro usuário. O problema é que isso é verdade quando tudo é feito dentro dos conformes! Tudo equipotencializado e idealmente uma rede elétrica subterrânea.

    Países que costumam adotar o esquema TN-C-S sem haste local na entrada da construção geralmente possuem redes subterrâneas nas ruas. Quando o esquema é um TN-S puro o transformador está dentro da construção, de um prédio por exemplo, então as chances da perda do neutro são minimas. Mas ainda há o fantasma de uma falha catastrófica de um transformador permitindo que a rede de média tensão jogue o potencial do neutro lá pra cima - a tensão vai depender de quantas vezes e quão bom o neutro está aterrado. Será que no Brasil dá pra confiar o estado da malha do neutro?? Fora o roubo de fios de cobre, principalmente em áreas rurais - aqui acontece demais!

    Daí recentemente passei a dar mais crédito ao sistema TT bem implementado e com DR e DPS obrigatórios. O usuário tem mais controle do seu aterramento e ele fica independente dos "humores" da rede elétrica externa.

    Mas porque o TN-C-S e TN-S é utilizado maciçamente em muitos países? Porque na prática se provou seguro em países desenvolvidos, mas tenho minhas dúvidas em adotar um esquema desse em países sub-desenvolvidos de forma indiscriminada. É eliminar um risco, criando outro.

    Levanta-se a questão tb que o DR não é infalível e que eles podem estragar e a proteção contra choques num sistema TT estaria corrompida. Eu respondo que o DR tem um botão de teste na frente dele que não tá lá de enfeite, foi feito pra ser utilizado com frequência pra atestar a operação do dispositivo. E outra, tudo falha, quando a ***** é pra acontecer vai acontecer do jeito que for!

    Enfim, essa dicussão é quase infinita, mas gostaria de indicar esse texto do Jorge Knirsch que acho muito pertinente e li tem alguns dias:

    http://www.byknirsch.com.br/artigos-04-10-pergresp5.shtml

    Queria também dize que o exposto aqui é diretamente sobre da proteção de pessoas. Sei que há recomendações em se adotar um sistema de aterramento todo equipotencializado em esquema TN pra parques industriais e equipamentos de TI em geral - recomendação essa existente na nossa própria NBR5410. Mas isso não mata os fantasmas citados aí acima, eles são tanto fato que são assuntos discutidos por muitos engenheiros

    Uma vez li num forum uma pessoa dizendo que existia um engenheiro que defendia em suas palestras o não uso do fio terra, esse que vai nas tomadas. Eu fiquei abismado com isso e não acreditei que existia um engenheiro que falaria uma barbaridade dessas. Hoje entendo que há meios de proteger com ótimo nível de segurança, as pessoa, sem o fio terra e que as controvérsias em adotar esse ou aquele esquema de aterramento são tantas que agora acredito que tenha alguém que defenda outros meios de proteger as pessoas sem o uso desse condutor. É ainda só uma tese, claro, mas é interessante saber que ela existe!

    Atualização:

    Problemas desse tipo pode acontecer em qualquer lugar, assista todo o vídeo e veja o que essa falha na rede aérea causou numa casa - alta tensão alcançou sua rede elétrica. Que perigo!!!

    Não sei se esse problema foi fase-neutro ou fase-fase....

    Atualização 2: Corringindo link:

    http://www.youtube.com/watch?v=lEAtWiUGeiA&feature=related

    Atualização 3:

    Em relação ao artigo no site do J. Knirsch que indiquei acima. Apesar de ser tudo correto ali apresentando, se formos ser bem racionais nessa questão de aterramento, se seguirmos a recomendação de circundar nossas casas com uma malha de aterramento, até aí tudo bem! Com isso teríamos um sistema de aterramento muito melhor, mais seguro. Mas aí penso nas questões econômicas e ambientais. Imagina de onde tirariamos tanto cobre pra circundar cada casa com hastes e cabos de cobre grossos? No meu ver essa prática é inviável pra ser aplicada em qualquer lugar e essa deve ser uma das razões pra prática de aterrar o neutro em vários pontos estar sendo reduzida. Eu creio que esse tipo de prática do circundamento da malha no perimetro da construção é melhor pra locais de alta incidência de raios e prédios ou pra quem pode e quer fazer isso. Se muita gente começasse a fazer isso e fosse uma obrigatoriedade, o preço do cobre iria pras alturas, na verdade o preço do cobre já não é tão barato e costuma ter épocas de altas.
     

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