Duvida com substituiçao de capacitores.

Discussão em 'Vintage' iniciada por vintagero, 2 Jun 2008.

  1. vintagero

    vintagero Usuário

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    Comprei capacitores eletroliticos (EPCOS) para trocar do meu gradiente model 160, mas a maioria dos capacitores originais sao axiais, e fui informado pelo vendedor que nao se fabrica mais capacitores axiais.
    Oque faço agora? Da para colocar os EPCOS no local sem problemas?

    Estou ate com pena de trocar os originais (1979). Percebe-se diferença no som ,mesmo quem nao tem ouvido afiado e boas caixas?

    É incrivel a diferença de tamanho entre capacitores de 1979 e os atuais!!!!!!!!!!!!!

    (y)
     
  2. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Não, não há problema, exceto por ser necessário, às vezes, furar a placa. Mas, ainda se fabrica capacitores axiais, sim. Não se encontra no Brasil, o vendedor deveria lhe dizer... E, costumam ser para uso geral. Como para obtê-los seria necessário importá-los, vale mais a pena importar capacitores para áudio, quase sempre ou sempre radiais.

    Se faz diferença? Parece que falar que faz não o convence, né? Então, experimente para confirmar. Não é algo irreversível, desde que haja cuidado com o ferro de solda.
     
  3. Mpiva

    Mpiva Usuário

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    Qual a duração dos capacitores? Troca-se apenas das fontes ou de todos os estágios? Como saber se os que lá estão já "deram no couro" e é hora de trocar???? Abç!
     
    #3    
  4. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    A duração de capacitores eletrolíticos de alumínio liquido na prática pode variar, dependendo muito da sua qualidade e do uso. Espera-se que durem uns 15-20 anos.

    Dados sobre a vida útil são fornecidos por vários fabricantes, mas é bom lembrar que esses dados referem-se aos capacitores de fabricação recente, com tecnologia mais avançada do que os que estão nos nossos velhos aparelhos.

    É possível pegar e consultar esses dados nos portais dos fabricantes, Epcos, NIchicon, Chemi-con, Elna, Panasonic, etc... Coisas como este link:

    http://www.low-esr.com/endurance.html-ssi

    Seja lá como for, já verifiquei na prática mais de uma vez que a troca melhora o som, deixando-o mais límpido e definido. Inclua aí, por exemplo, meu velho deck Akai CS 34D, que tinha capacitores de primeira linha (Chemi-con, Sanyo e Elna) porém já velhos e comprometendo muito o som.

    Uma forma de verificar o estado de um eletrolítico é medir ou testar a sua ESR. Só medir a capacitância não revela se o capacitor está ou não bom
     
  5. vintagero

    vintagero Usuário

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    stpamarante, em vez de furar a placa eu posso só "esticar a perna do capacitor" radial e coloca-lo no lugar do axial?
     
  6. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Não é o ideal, pois terminais longos e expostos podem contribuir com o aumento da indutância e de ruído no circuito dependendo do que há ao redor, mas se não há outro jeito e pode ser pior furar a placa. Muito importante é tomar cuidado para não dobrar os terminais por dentro da caneca do capacitor. Isto é, deixar reto um ou dois milímetros dos terminais junto à base do capacitor, dobrando só daí em frente. Se quiser, também pode-se encapar os terminais expostos para evitar acidentes.
     
  7. Asas

    Asas Usuário

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    CAro STPA

    Sem querer ser off topic, mas acabei de pegar este deck (está muito bem conservado levando-se em consideração o tempo.

    Você teria a relação dos capacitores trocados ?

    É um bom Deck ?

    Abraços analógicos (apesar do meio digital)

    ASAS
     
    #7    
  8. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Asas

    Qual? O CS 34D? Se for...

    Troquei todos os eletrolíticos, até mesmo os Sanyo de alumínio sólido -- C27, C31, C32, C34, 0,1 uF/25V, e C35, 0,33 uF/25V -- apesar destes serem "eternos", ao contrário dos degradáveis de alumínio líquido. O problema é que capacitores de alumínio sólido são suscetíveis à umidade, principalmente durante a fabricação. No meu CS 34D estavam causando sérios problemas, chegando a alterar a tensão de bias de um FET (o TR8). Quase troco o FET, achando que ele estava ruim e esses Sanyo de alumínio sólido bons, pois é esperado que os desse tipo de eletrólito não degradem. Mas, resolvi testar, substituindo um que poderia estar ruim afetando o FET, com o que já obtive uma certa melhora. Resultado, troquei todos por de poliéster, pois substitutos de alumínio líquido poderiam degradar o som, já que essa parte do circuito é critica; quando me der os "5 minutos" importo uns Wima de polipropileno e ponho no lugar deles.

    Veja bem que não tenho um medidor de ESR, o que já teria acusado o problema. Meu multímetro mede capacitância, o que não acusa todos os defeitos possíveis em capacitores, exceto quando estão realmente podres.

    Usei Epcos para substituir quase todos os outros, incluindo alguns de baixa fuga (Epcos B41825) que tive a sorte de achar na Sta. Efigênia, para substituir os Chemi-con igualmente de baixa fuga (uns amarelinhos com LL impresso na caneca). No lugar dos 1 uF (C12, C16 e C20) e de um bipolar de 0,47 uF (C39) pus de poliéster; também troco por de polipropileno quando resolver voltar ao aparelho.

    Quanto à qualidade, é um Akai, mas não o melhor da marca. É bem antigo, mas muito bem construído e sólido, feito para durar. O som é bom, mas superado por vários outros Akais fabricados na mesma época. Quem vai lhe dizer com mais detalhe e isenção o que esperar e como se compara é o Haberbeck Brandão e o Galpic, os reis da cocada em fitas magnéticas.

    Caso o deck seja esse Akai mesmo, mande-me o seu e-mail por mp e eu lhe envio um par de coisinhas uteis para mexer nele. ;)
     
  9. Asas

    Asas Usuário

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    Estarei indo hoje à tarde para buscá-lo e confirmarei o modelo, contudo se não me falha a minha cansada memória trata-se deste mesmo deck.

    Antecipadamente lhe agradeço pois agora já possuo não mais um norte, mas sim todos os pontos cardeais.

    Grande Abraço

    ASAS
     
    #9    
  10. vintagero

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    Hoje fui mexer com os eletroliticos do amplificador gradiente e resolvi medir a capacitancia de alguns. Por incrivel que pareça dois de 47 x 40 v laranja estavam com capacitancia 0,00 :susto:, Como pode? o amplificador estava funcionando! Sera que se eu colocar os novos no lugar vai dar problema? Por vavor me ajudem!
     
  11. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Vai dar problema se não trocar, uai!

    É assim mesmo. Eles vão pifando sem fazer muito alarde e, quando a gente vê, já era. Mas, você os mediu sem retirar da placa ou soltar ao menos um terminal? Dependendo do seu capacímetro, pode dar erro de leitura com o capacitor completamente conectado ao circuito.

    Satisfaça nossa curiosidade. É o M-160, né? Qual é número desse capacitor na placa: o C109? Ou?
     
  12. vintagero

    vintagero Usuário

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    Olá! Tudo bem?

    Eu retirei os capacitores da placa e os medi, deu 0,00 ( os dois, um de cada canal), achei estranho, peguei um novo e medi estes deram certo (42,8 ~=).

    Sim é o m- 160 gradiente (coitado do ampli, ta judiado, e de brinde os coreios completaram o serviço no painel :xingo2:.)

    Os capacitores sao os C125 e o C225 (radiais simens originais 1979). Nao retirei muitos, mas se tem dois deve ter mais! alguns me parece que foram trocados (8, todos iguais), a marca deles é SL (pretos), me parece que estao um pouco estufados, a data é de 94 (isso se nao for outro codigo), parecem fajutos.

    Por acaso no seu STR 1050 de 79 tinha estes SL?
    Vou colocar todos Epcos, no local dos axiais vou ter que deixar os terminais mais longos, nao tem outro geito...

    Tem um no pré de microfone que esta achatado (provavelmente pisaram em cima), este é da marca ELNA.

    Acabei quebrando um capacitor daqueles coloridos (poliester, filme??), soldei o terminal nele de volta, acho que nao vai dar diferença :D.

    Estes capacitores (151 e 225) sao da etapa de potencia, talvez eles expliquem o super aquecimento, Já soltou ate a tinta da tampa.

    Nao a necesidade em trocar os da fonte né? , eles levaram uma sapecada dos diodos mas acho que nao da nada.

    (y).
     
  13. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Os do meu STR eram todos Siemens, amarelo-limão, de 1977 -- na caneca marcam 02.77, 04.77, etc... Aliás, os capacitores de poliestireno (Styroflex) e os transistores são ou eram Siemens, exceto os RCA3055 de saída.

    Esses SL podem ser Chemi-con, NIchicon ou outra marca: SL seria apenas o código do tipo. Na caneca dos Chemi-con há um escudo impresso sem nada escrito quando são pequenos. Nos maiores, quando cabe, vem impresso nome da marca. Os SL da Chemi-con são para uso geral, substituídos pelos SMG hoje em dia. Têm cara de fajutos, mas são muito bons; ou, pelo menos eram quando novos... Se são originais no seu aparelho, não sei. Os que já vi, antigos da Chemi-con, não tinham data. Os Nichicon SL são de baixa fuga, mas o nome da marca sempre vem impresso na caneca. Capacitor estufado está prestes a vazar, se não explodir antes.

    Esses "zebrinha" multicoloridos são de poliéster. Se quebrou, troque. Você deixaria um aparelho nas mãos de um técnico que fizesse uma gambiarra como essa com componentes? Capacitores de poliéster já são não os mais indicados para ficar no caminho do sinal, por exemplo, quanto mais se forem emendados. Além disso, lembre-se que poliéster é plástico e derrete.

    Os da fonte são os que são mais exigidos e degradam mais rápido. Se forem antigos, não tem nem o que pensar. Capacitores atuais para essa mesma função são muito superiores aos de 20, 30 anos atrás. Aliás, deveriam ser os primeiros a ser substituídos, pois assim garante-se o suprimento de DC está como deveria estar.
     
  14. vintagero

    vintagero Usuário

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    Bom dia!

    Oque tem nestes capacitores preto sl impresso é : {} SL , estao no pre de fono tambem, o simbolo é aquele mesmo! dois colchetes. Os outros 8 que sao assim também sao ligados de 2 em 2 de forma a ficarem sem polaridade (estranho nao? nunca vi utilizarem cap.despolarizados num ampli.)

    O "zebrinha", vou ter que achar um na sucata então (laranja-laranja-vermelho-branco). (ele é do HI-CUT).Que valor seria o certo dele?

    laranja- 3
    laranja-3
    vermelho - 00
    branco - 10%

    Eu tenho a tabela aqui, mas nao sei se o resultado é em micro, pico, nano, K...
    Se eu nao achar na sucata vou ter que comprar os dois novos (quais seriam indicados?)

    Estava observando e achei outra gambiarra (essa veio de fabrica, nao fui eu :LOL:). Sao capacitores que parecem pequenos "barris", transparentes, nao me recordo o nome, sai um fio de cada lado. Em um canal tem só um (beleza) , no outro canal o capacitor de mesma funçao foi substituido por 3 ligados em serie. Isso pode dar diferença de som entre os dois canais? No esquema nao tem isso, e no esquema indica 27 K. Sao do controle de BASS.

    Obrigado pelas respostas! , devagar e com calma deixo o ampli funcionando!!(y). (sem quebrar mais capacitores :LOL: !!)

    (y).
     
  15. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Esse par de colchetes é um {} deitado? Se for, é Chemi-con. Estão em série, dois de 47 uF, o que dá 23,5 uF:

    http://www.burgoseletronica.net/associacaodecapacitores.htm

    A propósito, nessa página aparece um Chemi-con 10 uF/50 V estufadinho:

    http://gigapod.free.fr/re-cap.html

    Note que os companheiros maiores têm o nome da marca impresso dentro do {} deitado, ele não.

    Não sei por que esse par de capacitores estão em série com os polos positivos ligados entre si. Tenho visto essa ligação com os polos negativos ligados, o que equivale a um eletrolítico bipolar ou não-polarizado com metade do valor de cada um dos dois. Se faz diferença ligar positivo com positivo ao invés de negativo com negativo, não sei. Também, não sei por que usaram uma associação onde, talvez, pudessem usar um bipolar. Quem sabe, por que é ou era mais fácil encontrar a peça no mercado, facilitando a manutenção. Lembre-se que costumavam fazer aparelhos para durar por anos, diferente do que fazem hoje em dia. Note que de vez em quando aparece um desses bipolares em circuitos de vários aparelhos e é preciso muita atenção para não fazer bobagem.

    O valor é 3300 pF, ou 3,3 nF, ou... Certifique-se no esquema, apesar de que às vezes o valor pode não ser exatamente o mesmo, pois o fabricante alterou depois da publicação do esquema ou algo assim. De qualquer forma, a alteração costuma ser pequena, 2,7 nF ao invés de 3,3 nF, por exemplo.

    Esses barris transparentes devem ser Styroflex, 27 nF, se vier escrito no corpo 27000 ou 27n. Seriam de 27 pF se viesse escrito apenas 27. Se estiverem marcados com 27K, o K é a tolerância, 10%. No esquema, 27K é 27.000 pF. Têm uma faixa colorida em uma das extremidades que indica a tensão de trabalho (não é a polaridade): azul= 25 V, amarelo=50 V, vermelho=125 V, preto=500 V. O da foto abaixo é de 47 pF, 125 V, com tolerância de 10%=K.


    São os melhores tipos para áudio, porém muito sensíveis ao calor da soldagem e um tanto difíceis de encontrar. Quando aparecem em um aparelho, é por uma exigência do circuito e são críticos: só deveriam ser substituídos por outros do mesmo tipo e tolerância ou por de polipropileno. Substituí-los por de poliéster vai afetar o som negativamente, talvez não muito, mas o suficiente para se notar.
     
  16. vintagero

    vintagero Usuário

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    Exatamente, é que nem aquele que tem lá na foto estufado.

    Bom, consegui achar os ''zebrinha'' na sucata de uma TV. Para colacar os radiais no lugar dos axiais estiquei os terminais e os encapei.
    Achei mais dois cap. totalmente sem capacitancia (4 no total), 8 estufados, o resto tudo abaixo da tolerancia.
    Terminei de trocar os eletroliticos de um canal e botei no teste, comparando com o outro canal original, impreçoes:

    -Perdeu um pouco de graves com os cap novos.:td:. (percebi já quando troquei os 2 capacitores abertos na etapa de potência).

    -O som fica um pouco mais limpo, (dificil de explicar, as frequencias parecem mais definidas, nao se misturam, parece menos embolado, nao sei.).(y).

    -Os dicipadores da saida pararam de aquecer tão rapido.(y).(a tampa agradeçe).

    - Agora tem um ruido no fundo do som quando nao tem música.:td:.

    Fiz os testes com minha caixa, só que ela é sosinha ( 2 subs + 2 tweter, sem médios).
    Vou levar o ampi na casa de um amigo que tem umas quasar QC - 500, para ver no que dá.


    (y).
     
  17. Ricardo W. Pereira

    Ricardo W. Pereira Audio Designer

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    Exatamente: vc tem agora bem menor distorção o que sempre leva a uma maior "mansidão" numa reprodução eletronica de música...
    Pode continuar assim: vc está no caminho certo.

    [ ]
    Ricardo
     
  18. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    Vintagero,

    Eu trocaria todos os eletrolíticos, uma vez que não dá para saber se estão ou não bons só medindo a capacitância e parecem já ter passado dos 20 anos de idade. Um capacitor eletrolítico pode estar com a capacitância dentro da tolerância, mas, por exemplo, apresentar fuga de corrente ou aumento da ESR, problemas que não se detecta com um capacímetro. Também, é bem mais proveitoso testar o aparelho, ouvindo-o e com um multímetro, após cada troca de capacitor, pois fica mais fácil descobrir um erro ou uma falha que se revela após o restabelecimento do das condições normais do circuito a partir do ponto da troca; parece que é assim que você tem trabalhado, né? Se for, ótimo.

    Essa "limpeza" no som é um dos mais evidentes e gratificantes resultados da troca de capacitores eletrolíticos. Demonstra cabalmente como esses componentes afetam o som. Tanto que criam um problema ao nos fazer acreditar que são sempre os culpados e acabamos esquecendo dos outros componentes.

    Quanto a esse ruído de fundo, é importante definir bem do que se trata. Se é composto por uma freqüência mais ou menos pura, alta ou baixa ou uma mistura. Os outros eletrolíticos velhos podem ser a causa junto com alguns outros componentes, mal contato ou defeito nas trilhas. O graves anêmicos podem ser causados pelos capacitores de filtragem da fonte já cansados, não dando conta de suprir o circuito com a energia que, agora renovado, ele passou a exigir como era novo. Ou algo assim. Por isso, entre outras coisas, sempre devem ser os primeiros a serem trocados
     
  19. vintagero

    vintagero Usuário

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    Sim eu troquei os capacitores por etapa, e fui testando, pois sempre tem o medo de fazer algo errado e queimar outros componentes e nem saber onde fez a cagada.

    O ruido de fundo descobri que era porque estava sem a tampa de baixo e de cima. :verg:.

    Pois é, os capacitores da fonte vou trocar mais tarde e aproveitar para comprar uns maiores, eu tenho aqui 2 chemicom de 10000 (63v), 2 nichicom de 6800 (63v), sao de 1998 e 2 "JL CAPACITORES" de 5000 (70v) com mesma pinagem dos simens que a gradiente usava, e estes sao de 1997. Nao sei se vai resolver trocar por alguns destes, ja que aqui na minha cidade se encontra no maximo capacitores de 4700, e tem que brigar com o cara que vende por causa de marcas. "Qualquer marca serve, o funcionamento é tudo igual" Diz ele.:ataque: . sim claro nestes aparelhos descartaveis de hoje em dia ate pode ser, mas nos vintages não.

    Botei o multimetro no fornecimento de DC do amplificador, quando da o grave nao ocore grandes picos de tençao. fica entre 32,85 - 31,90, mas com o volume bastante alto e com carga de 4 omhs.

    (y)
     
  20. stpamarante

    stpamarante Usuário

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    É, ruído de fundo pode ter essas causas ridículas. No meu receiver, era um parafuso frouxo que não deixava uma ponte de terminais fazer contato com o terra e os capacitores que vão da ponte de retificação ao terra não estavam fazendo nada além de ocupar espaço no aparelho.

    Troque logo por esses Nichicon -- os Chemi-con de 10.000 uF são um exagero, parece-me. Veja a documentação da Nichicon sobre como restaurar capacitores armazenados por muito tempo sem uso:

    http://nichicon-us.com/english/products/pdf/aluminum.pdf

    Sim, vendedores falam isso por que não têm coisa melhor para vender e ainda correm o risco de ver a mercadoria encalhada. Se tivessem Elna Cerafine ou Silmic, Nichicon Muse, Panasonic FM, iriam falar maravilhas e vendê-los a peso de ouro. Isto é, esses capacitores fazem bastante diferença em aplicações de áudio, sem fazerem milagres, é claro.

    Talvez medir com um multímetro simples não revele a anemia do capacitor de filtragem. Com um osciloscópio, sim, daria para ver como está o suprimento de energia. O ideal é ter a menor variação na corrente e tensão de ondulação da CC (ripple). Ou seja um suprimento de CC mais estável para alimentar os graves que consumem mais corrente. Consegue-se isso usando capacitores com alta capacidade de ripple. Melhor ainda seria associar dois ou mais desses capacitores em paralelo, obtendo a mesma capacitância, mas com menor ESR e maior capacidade de ripple. O problema é achar espaço no aparelho.
     

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