Fotos e esquema da parte elétrica após trabalho do eletricista.

Discussão em 'Energia, Alimentação e Aterramento' iniciada por Emmet L Brown, 5 Fev 2007.

  1. trosk

    trosk tlec!

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    RESSALTO E CONFIRMO A IMPORTÂNCIA DO COMENTÁRIO ACIMA.

    Sugiro a troca dos disjuntores por 28A (supondo o melhor caso: uma instalação residencial pequena, sem considerar quedas de tensão) caso o cabo já tenha sido passado.
    Caso o consumo simultânio da instalação seja superior à corrente minha sugerida, melhor trocar novamente da fiação.

    Muito importante também o comentário do megadeth__666 sobre o utilizar cabo no conduíte de elevador. Se não me engano, além de ser exclusivo, creio que nas normas mercosul tem que ser cabo especial anti-chama (creio que é recomendado ser livre de halogênio (gases tóxicos) caso perto da cabine de passageiros).

    Além disso, seria também importante instalar um disjuntor diferencial geral (ou dispositivo diferencial que desarmasse tudo) já que você está fazendo reforma.
     
  2. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Sei que a reforma já foi feita e o tópico é antigo, mas vejo uns problemas nessa instalação, principalmente com relação ao aterramento.

    1 - O aterramento pro sistema de som é dedicado, segue o padrão TT e é mais recomendado que seja assim pelos audiófilos, desde que os equipamentos aterrados nesse terra não esteja interconectado com outros que estejam em outro terra diferente.

    2 - Esse terra dedicado foi testado sem carga em cima dele e vai dar 228V facinho. Isso não quer dizer que o terra tá bom! Um terra tá bom quando vc joga ai digamos, 25A nele e mede a queda de tensão, se der uns 10V com 25A, o terra pode até ser considerado razoável, mas não é só isso pra se ter um aterramento bom e quanto menos cair a tensão, melhor, mas testando sem carga ou com pouca carga, é o mesmo que NADA! Não nos informa nada com relação a qualidade desse aterramento.

    3 - O esquema TT, de hastes dedicadas não é um padrão bom de aterramento no que tange a segurança pessoal. Um terra TT quase sempre apresenta alta impedância ou seja, numa falta fase-massa (carcaça do aparelho) dificilmente esse terra vai ser capaz de fazer o disjuntor seccionar o circuito, esse seccionamento deve, por norma, ser instantâneo. Na verdade não é instantâneo, mas à "olho nu" parece instantâneo, mas o tempo é muito menor que 1 segundo. Assim é exigido pela norma para que o tempo de reação do disjuntor seja rapido o suficiente pra que menos do que 30mA percorra o corpo do usuário que venha tocar numa parte energizada, seja uma geladeira, um fogão, um computador, um chuveiro elétrico... Isso só é possível seguindo o esquema TN-S de aterramento - pra mais detalhes veja a NBR 5410:2004.

    O terra TN-S se caracteriza por neutro chegando até a caixa do medidor de energia, neutro aterrado abaixo da caixa do medidor ou mais proximo possivel dela e quanto mais bem feito esse aterramento melhor, e a partir dai, condutor neutro e terra passam por uma equipotencialização, o que que é isso? É o simples ato de jumpear ambos, sendo que desse jumper em diante dois fios seguem separados, um é o aterramento propriamente dito e o outro o condutor neutro. Depois desse ponto ambos condutores NUNCA, veja bem, NUNCA MAIS, devem encontrar-se um com o outro, se isso for feito em outro ponto, o condutor de aterramento da instalação passará a fazer parte do circuito, e se há presença de equipamentos e pessoas que manuseie o mesmo nesse ponto, isso se torna um risco à segurança em caso de flutuação de potencial do neutro, por exemplo. Nem na caixa de disjuntores, muito menos na tomada, o terra e neutro devem estar ligados juntos, o único local permitido e recomendado por norma é na caixa do medidor ou caixa de derivação mais próxima deste. Esse é basicamente o padrão TN-S. E sim, as hastes do neutro e aterramento seriam as mesmas. Mundialmente por normas, esse é o esquema de aterramento de ponto unico, terra equipotencializado. Inclusive pra equipamentos informáticos a recomendação é que se use apenas o esquema TN-S. Além da baixa impedância, esse padrão traz outra vantagem que é a eliminação de disturbios ou surtos de tensão entre Neutro <-> Terra. Uma descarga atmosférica caindo próximo do prédio ou casa utilizando terra TT, pode fazer com que o potencial de um desses pontos aterrados flutue em relação ao outro de forma drástica, elevando em muito potencial (tensão), fazendo com que corrente flua entre um ponto aterrado e outro por dentro das fontes de alimentação, causando por exemplo estouro dos capacitores de filtragem atados entre neutro-terra dentro destas fontes. Na impossibilidade de adequar isso ai, recomendo a instalação de um protetor anti-surto entre neutro-terra na caixa de disjuntores, em www.clamper.com.br vc acha um protetor N/PE - proprio pra esse uso. Se quiser tb pode colocar protores entre Fase-Neutro, eu recomendo, a propria clamper vende tb.

    Todos os equipamentos interconectados devem usar o mesmo aterramento, pra evitar loops de terra, o que geraria certos ruidos eletricos. Em equipamentos de som e e video podem passar a apresentar chiados ou barras na imagem em caso de loooping de aterramento.

    3 - Nas fotos não pude ver a capacidade de cada disjuntor, mas gostaria de informar que basicamente fios 2,5mm não deveriam ter mais do que 25A @ 220V circulando por eles, então um disjuntor de 25A no máximo pros circuitos com fiação 2,5mm, mas o mais recomendado é no máximo 20A pra essa bitola. Já o fio 4mm, por volta de 30-35A @ 220V, mas tb recomendo menos que isso, no máximo uns 30A, logo seus disjuntores devem seguir os mesmos valores máximos. Isso é em termos básicos, já dependendo do tipo de conduites, temperatura ambiente e capacidade de ocupação dos conduites, o nivel de corrente permitida nos fios e cabos deveria ser menor, já que o calor dissipador dentro dos conduites é maior. Então é prudente fazer essa avaliação. A norma NBR5410 tem uma tabela com esses dados, taxa de ocupação dos conduites, tipos de conduites, temperatura ambiente, etc.

    4 - Pra completar essa quadro de disjuntores, apesar de ele tá cheio já, você poderia ter investido em DR's tb. DR's basicamente protegem a vida e o patrimônio. Em caso de qualquer corrente de fuga ou seja, algum corrente que entrou pelas fases e não retornou em sua totalidade pelo neutro, o DR corta o circuito. Ex:

    Alguém foi tirar uma tomada e tocou no pino energizado, um DR dimensionado apropriadamente, no caso de 30mA, seccionaria o circuito instantaneamente pq houve uma falta à terra ou seja, corrente desviada pelo corpo do usuário nesse caso, que está no potencial da terra. É um ítem ainda pouco conhecido pela população, mas exigido por normas e qualquer instalação predial nova. Infelizmente muitas instalações em casas não passam por inspeção como em países de primeiro mundo, onde existe um inspetor pra checar as nova construções ou as velhas em caso de vendas, etc.

    5 - As caixas das tomadas pelo que vi a maioria é de plastico, eu pessoalmente prefiro as de plastico ou que as de ferro sejam aterradas, pq? Em caso de um fio se soltar da tomada ou se partir e vier a tocar na caixinha metalica, os parafusos das caixas tb ficarão energizados e caso alguém um dia tocar nesses parafusos, vai tomar choque! Praticamente ninguém aterra as caixinhas metalicas ou compra tomadas com os "braços" metalicos ligados no pino terra da tomada, pra que a propria tomada aterre as caxinhas metalicas. O estranho é que a norma NBR permite a venda e uso de tomadas totalmente de plástico, elas deveriam todas vir com o braço metalico ou as caixinhas com um parafuso de aterramento internamente. Provavelmente isso será comentado na próxima revisão da norma. A ultima é de 2004.

    6 - A caixa de disjuntores por ser de plastico dispensa aterramento e tb prefiro as de plastico, pra residencia. A Siemens possuem umas caixas de disjuntores boas... O barramento terra em caixas metalicas boas vem atado à carcaça metalica por esse motivo, já o neutro é isolado da caixa metalica pra não criar um jumpeamento de neutro e terra nesse ponto, como mencionei ai pra tras, ja que seria contra as normas e uma falha de segurança.

    Bem, acho que é "só" isso. Reformas elétricas em apartamento é dificil, ainda mais pra adequar o sistema de aterramento e puxar fios lá de baixo. Depois que a coisa tá toda feita, pra alterar denovo é um pé no saco. Mas espero que as dicas aí sirvam pra alguma coisa.

    Abraços!
     
  3. trosk

    trosk tlec!

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    _rau_, muito boas as suas observações. Contudo, mesmo com o esquema TN-S não se garante a proteção sem o DR, especialmente em áreas úmidas em que o grau de isolamento elétrico do corpo elétrico diminui e o perigo de choque elétrico aumenta.

    Por outro lado, também não podemos ignorar que em um sistema de som e vídeo, poderemos conseguir um grau de proteção adequado contra choque mesmo sem o DR, visto que muitos aparelhos eletrônicos possui um grau de isolamento razoável (muitos são possuem a carcaça de plástico e controle remoto).

    Alguns acham que um dispositivo DR pode gerar ruído em um sistema, eu particularmente eu acho um exagero, principalmente quando associado a elementos filtrantes (cabos, condiconadores, etc.), mas pode ocorrer.

    Obviamente que o DR é um dispositivo indispensável quando pensado na segurança humana, que infelizmente, muitos deixam em segundo plano...mas cada um sabe o que faz com a própria vida, ainda mais quando amparado em normas.

    O maior problema do esquema TT é em relação a maior probabilidade de gerar tensões de passo perigosas do que o TN-S.
     
  4. _rau_

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    Sim, a propria norma recomenda mesmo com uso do esquema TN-S, o uso de DR. A simples perda de neutro na entrada da eletrificação converte esse terra em um simples TT, ai babau! E pra que um TN-S consiga seccionar uma falta Fase-Massa em tempo hábil à proteção, os disjuntores precisam ter uma curva de resposta rapida, então uso de disjuntores de curva B é o recomendado e tb há uma recomendação com relação ao tamanho do circuito, quanto mais longo o circuito, mais lento pode ser o disparo do disjuntor. O uso de bitolas maiores e diminuição do circuito, ajuda no esquema TN-S no que tange o seccionamento instantâneo.

    A tensão de passo é um outro risco tb. Olha que ele colocou as hastes de terra isoladas ali num jardim, onde pessoas terão acesso, poderão estar caminhando descalças ali, crianças...

    Baixem aqui o Manual de aterramento do Instituto do Cobre, o ProCobre, lá fala entre outras coisas, sobre a tensão de passo:

    http://www.procobre.org/pr/aplicacoes_do_cobre/instalacoes_eletricas.html
     
  5. trosk

    trosk tlec!

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    Pode-se mitigar o problema isolando o jardim.

    Se não me engano a curva de disparo do disjuntor depende do tipo de equipamento que está sendo protegido bem como da seletividade com outros dispositivos de proteção. Posso estar meio enganado, pois estou conversando com a minha esposa agora :ataque: e vendo filme. Desculpem se eu estiver falando besteires, até mais.
     
  6. _rau_

    _rau_ Usuário

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    É, uma cerca ou um isolamento parecido, de 1 metro em volta das hastes ou pouco mais que isso se possivel, é prudente.

    A curva de disparo do disjuntor que eu saiba é independente do equipamento. Mas não sei se te entendi direito. Você quer dizer que a escolha da curva de disparo deve ser feita de acordo com o equipamento ou que o equipamento interfere no disparo? Se for o primeiro caso, ai sim, se vc por exemplo tiver um ar-condicionado potente e colocar num disjuntor de curva B, pode acontecer de o pico de corrente no momento do ligament do ar, o disjuntor venha cair, pq ele nao tem um retardo no disparo. A siemens tem um PDF, tenho ele salvo aqui pra quem quiser, mostrando quais curvas de disparo devem ser selecionadas pra cada tipo de equipamento. Chuveiros elétricos podem e devem usar a curva B, mais rapida - tão bem como em qualquer carga puramente resistiva.

    EDITADO:

    Só pra acrescentar uma coisa que me veio à cabeça agora.

    Esses eletrEcistas são um caso sério mesmo, mesmo aqueles com carteirinha do CREA e tudo mais. Aqui onde moro conheço um desses que foi fazer uma instalação numa casa simples, de poucos comodos de familia de Classe baixa/média - um colega meu. Fui na casa dele e vi a reforma da casa e a nova instalação da casa, ainda tava só os conduites e as caixas instaladas, inclusive a de disjuntor. Ele comprou fios pra que fosse feito aterramento, comprou todas tomadas com tres pinos e tudo mais, fios Pirelli (PRYSMIAN hoje), dai eu observando o que já tinha sido feito, embaixo da caixa de disjuntores havia dois dutos descendo pro chão e um buraco cavado no chão, dentro de casa olha só. Ai perguntei o que era aquilo e meu colega falou: o eletricista disse que é o aterramento do chuveiro! Aff, que isso!! Falei pra ele falar com o eletricista que aquilo tava errado e contra as normas e um atentado à segurança, ai ele não fez diferente e falou com o eletricista que segundo meu colega, ficou bravo, mostrou a carteirinha pra ele, faltou esfregar na cara dele e que chamasse até lá quem foi que foi lá dizer que o serviço dele tava errado, pra provar que tava errado pq ele sempre fez daquele jeito... Claro q meu colega não me chamou, pra evitar discussões. Ele dispensou o serviço do eletricista pela metade e contratou outro. Cheguei um dia na casa dele no dia que o novo eletricista tava lá, passando os fios justamento do aterramento, dentro da caixa do medidor, fazendo a equipotencialização e tudo mais. Ai comentamos da atitude do outro eletricista e rimos um pouco. :D
     
  7. trosk

    trosk tlec!

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    _rau_ , eu comentei sobre a curva de disparo mesmo.

    ________________________________________

    Lucas, eu pessoalmente não estava discutindo o seu projeto. Peço desculpas se deixei você confuso. Só estava complementando os comentários que o _rau_ estava fazendo , mas de uma maneira geral (pois apesar de você já ter feito a sua instalação, outras pessoas podem querer fazer parecido).


    Eu não vi com atenção as suas fotos e comentário sobre as instalação do aterramento. Estou com um pouco de pressa pois vou ao trabalho, mas segue algumas sugestões:

    1) A Primeira coisa a ser feita é: Se você quiser saber se o teu aterramento está bom, é medir com um terrômetro (tem outros métodos com outros aparelhos, mas não tão confiáveis). Se realmente estiver ruim o nível de medição, aí você chama o eletricista de volta para refazer o trabalho.
    nota: Se existia uma limitação de espaço, na fase do projeto umas questões que teria que ter sido levantada era a profundidade que foi cravada a haste e o tipo de solo (supondo que existia o limitante do espaço físico). As configurações das hastes (geometria e espaçamento entre elas) seria a terceira coisa a ser abordada.

    2) Sugiro caixas de inspeção se você não fez.

    3) Acho que não é o caso de refazer o aterramento por causa de possível perigo de tensão de passo e de toque.

    O perigo de tensões perigosas no caso de BT é mais se houver um defeito na linha ou então se houver um raio e a pessoa estiver bem em cima do eletrodo de aterramento (se estiver encostando a mão na parede é ainda pior). Ou seja, tem que haver uma série de eventos (por exemplo o local estiver molhado) combinados para haver o perigo. O ideal é evitar, prevendo-se isso desde a fase do projeto.

    Se for possível, pintar a parede que está próxima das barras do terra com tinta isolante (evite tintas a base de agua ou óleo) em uma distância de pelo menos uns 2m. Ou então colocar (ou mesmo colocar um isolante) um tapetão de borracha em cima do local em um perímetro de cerca de 1m.Tem um colega meu de trabalho que está fazendo um estudo sobre isso, depois posso pegar umas dicas mais adequadas (e reais) se você desejar.

    4) O uso do disjuntor DR é importante, mas para se tornar obrigatório (norma nbr 5410/2004) depende muito dos equipamentos e ambientes envolvidos.

    Espero ter sido útil e mais objetivo desta vez.
     
  8. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Caro Lucas,

    Primeiro peço mil perdões por ter criticado sua instalação, assim fiz com as melhores das intenções. Segundo, perdão se fui técnico demais na minha resposta, achei o contrário, que não foi tão técnico, até porque não sou engenheiro! :D

    Eu sou apenas um entusiasta e estudante, por hobby, de instalações elétricas, seus problemas, suas soluções, suas proteções, seus efeitos e interações. Não to te obrigando a saber disso tudo que aprendi, apenas digo que sem nenhuma formação na área eu adquiri bastante conhecimento pra que eu mesmo consiga fazer muito melhor que muito Eletr"E"cista por ai faz e mesmo o que muitos eletricistas fazem. Sim, não tenho formação pra criar um projeto de instalação grande ou complexo, nem teria a permissão para tal.

    Realmente é uma amolação você contratar alguém que supostamente teria que saber dessas coisas, mas não sabe, só sabe o básico pra fazer uma instalação elétrica. A pessoa não tem conhecimento dos diferentes tipos de soluções, das interações elétricas que ocorrem com os equipamentos e principalmente com as pessoas. Muitos eletricistas se formaram na área na década de 80/90 e não se atualizaram, praticam as mesmas técnicas daquele mundo antes pouco informatizado e "eletronizado" em relação aos dias de hoje, ou com normas antigas, que hoje já passaram por várias revisões, isso é um fato! Você que é da área de direito deve saber que se não houver estudo continuo, atualizações, você não será um bom advogado. E pra falar a verdade isso acontece em qualquer área. A elétrica não é diferente.

    Bem, o aterramento:

    O aterramento foi criado primeiramente com um intuito em mente, proteger as pessoas de choques e descargas atmosféricas, mas o aterramento por si só não protege contra tudo o que uma descaga atmosférica pode causar e se mal executado pouco protege as pessoas. Um sistema de para-raios num prédio por exemplo ou numa casa, onde vários terminais aéros são colocados ao longo da edificação e ligado diretamente em hastes aterradas, é assim feito pra proteger a edificação e as pessoas dentro dela contra impactos diretos de um raio, mas nao os equipamentos. Agora um aterramento da tomada por exemplo, por si só não protege em nada o equipamento contra descargas atmosféricas, pelo contrário, um aterramento mal executado abre mais uma linha pra gerar disturbios elétricos. Complicado, não? Pois é...

    Pra que o aterramento proteja as pessoas e não cause problemas com patrimônio, esse precisa seguir alguns padrões e protetores devem ser instalados na rede, que façam o uso dessa linha. Bons filtros e condicionadores por exemplo, muitas vezes usam a linha de aterramento na proteção contra descargas atmosféricas. Protetores telefonicos e pra cabo coaxial, usam o aterramento obrigatoriamente...

    Pra que o aterramento seja efetivo na proteção pessoal, eu expliquei ai atrás que ele deve seguir o padrão TN-S. Na pratica você consegue um sistema TN-S fazendo um ligamento proposital do neutro e terra, na caixa do medidor ou o mais próxima dela, com o uso de um parafuso fendido por exemplo. Um parafuso fendido é uma porca enrroscada numa rosca com uma fenda no meio onde vc colocará os fios e aperta. Mais abaixo vou colocar fotos pra vc, pra ajudar na compreensão. Desse parafuso em diante você parte o fio neutro normalmente e o fio terra. Seria interessante que as hastes do aterramento do neutro e terra fossem interligadas por baixo da terra, mas se for impossível aí, ligue as hastes por fora da terra mesmo, use um cabo grosso, uma cordoalha de cobre se possível, 10mm ou maior e leve-a até a caixa do medidor, na impossibilidade use um cabo isolado mesmo da Pirelli, de 10mm ou maior.

    Esse aterramento TN-S é condenado por alguns audiófilos pq dizem que esse terra não é "limpo" o suficiente pra dar um som perfeito nos seus equipamentos de alta definição, quando a isso não tenho conhecimento o suficiente pra contestar. Então no seu caso, o aterramento pros seus equipamentos de audio/video podem ficar como tá hoje mesmo, desde que você não conecte os equipamentos que estejam atados no terra TN-S aos equipamentos com terra TT. Pra qualquer outro equipamento o terra TN-S é mais eficiente e não interfere em nada na operação dos mesmos.

    Pra testar o terra TT que você tem atualmente, só com um equipamento próprio, mas eu tenho meus métodos Mckgiver! :D São três formas de testes sem equipamentos apropriados e que digo antes, os dois primeiros métodos abaixo são perigosos e mesmo assim não dá valores reais de se o terra tá bom ou não, só uma noção um pouco melhor do que o ultimo teste que citarei:

    1 - O primeiro teste consiste em pegar um fio grosso e coloca-lo na forma de "U" pra que vc possa curto-circuitar Fase-Terra na tomada. Ao tocar o fio entre Fase-Terra, o disjuntor tem que cair rapidamente, se faiscar e não cair, esse terra provavelmente tem alta impedância. Se demorar alguns segundos, ele também não é dos melhores pra proteção pessoal. Veja bem, se você fizer isso corre risco da tomada derreter, ficar preta e riscos de incêndio se algo inflamável tiver por perto! Faça por conta e risco próprios.

    2 - O segundo método é ligar um chuveiro elétrico entre Fase e Terra, se o chuveiro nem esquentar, esquece q esse terra é fraco, incapaz de passar a corrente requisitada pelo chuveiro e logo tem alta impedância. Novamente cuidado: Pode haver riscos de choque na água do chuveiro se esse terra tiver ruim, já que com sua resistência alta pode fazer com que água torne-se um meio pro resto da corrente descer pra terra.

    3 - Esse não nos diz muita coisa do terra, mas é valido pra se ter uma noção básica e esse é menos arriscado. Pegue uma lâmpada incandescente de 100W e ligue entre Fase-Neutro e depois Fase-Terra, primeiro observe se a intensidade da luminosidade é mais baixa ao ligar entre Fase-Terra. Se sim, provavelmente seu terra tá fraco, mas agora com um multimetro, meça a tensão entre Fase-Neutro e depois com a lâmpada ligada entre Fase-Terra e meça a tensão nessa linha, entre Fase-Terra. Fazendo a diferença entre a tensão medida entre Fase-Neutro e Fase-Terra, se der algo ai em torno de 10-20V, seu terra não é dos melhores, se a diferença for pouca, pode se ter uma noção de que o terra tá bom, mas dentro da relatividade de um aterramento realmente bom. Digo relativo porque se no caso você injetasse o dobro de corrente nesse teste ou seja, duas lampadas, talvez a tensão começasse a cair mais, sendo que não deveria. A queda de tensão tem que ser igual uma lampada ligada entre Fase-Neutro, a queda é praticamente inexistente.

    Quanto as proteções contra descargas atmosféricas e surtos, vou deixar pra outra mensagem, caso queira saber mais sobre isso, pra não te confundir demais. :D


    Agora as fotos pra ajudar um pouco o entendimento. A primeira foto é do meu quadro do medidor, veja que ai esta o disjuntor, o medidor, tres fazes passando pelo disjuntor, o neutro descendo por fora (fio preto). Os fios fase tão passando por protetores anti-surto (os vermelhinhos) que por si estão ligados no condutor PEN (Neutro/Terra). A carcaça metalica da caixa está aterrada (isso é feito pela CIA Elétrica) e do ponto onde tão todos os fios verdes ligados, parto o neutro e o terra pra dentro de casa, junto com as três fases. Esse medidor ai tem uns 18 anos, então na reparem a sujeira! :D


    [​IMG]


    Nessa foto aqui mostra o manual da CIA Elétrica daqui, mostrando como ligar neutro e terra seguindo o padrão TN-S:

    [​IMG]

    A outra foto apenas é pra ilustrar o parafuso usado nessa ligação:

    [​IMG]
     
  9. _rau_

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    O forum reclamou que minha mensagem ficou muito grande, entao to tendo que responder o resto nessa aqui:



    Qualquer duvida a mais, estamos ai, Lucas!
     
  10. ALcALoIDe

    ALcALoIDe Sempre aprendendo

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    hehehe. As vezes, a gente acha que arrebentou numa coisa, aih vem um que sabe mais (sempre tem um ou mais que sabem mais) e bota a gente no chinelo. A verdade pra mim eh que faltam profissionais no mercado. Eu digo, profissionais. Nao curiosos, que mesmo com CREA e cursos e mais cursos, as vezes, passam sem muito conhecimento profundo. Isso tem em todas as areas...

    Eu quero ler bastante aqui, porque consigo aprender um tiquinho, para pelo menos, mandar pro eletricista alguma e ver se ele me olha diferente... hehehe.
     
  11. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Realmente falta profissional no mercado e profissional dedicado e que se possível tenha acesso à internet e pesquise sempre, isso acho muito importante. O eletricista que fica bitolado naquilo que aprendeu num curso e muitas vezes nem assimilou direito, não faz um serviço com total qualidade.

    Se é dificil achar um cara bom no serviço, o jeito é a gente tentar aprender e assimilar a coisa falando o que tem que ser feito e se ele constestar sua orientação, pergunte o porquê. Infelizmente nem todo mundo tem tempo e saco pra isso.

    Eu gostaria de deixar aqui, principalmente pras pessoas mais leigas, o Manual de instalações elétricas da Prymian. Ele é muito bom pra se ter uma ótima noção de instalações elétricas residenciais e a partir dai se a pessoa quiser, buscar se aprofundar:

    http://www.prysmian.com.br/export/sites/prysmian-ptBR/energy/pdfs/Manual.pdf

    Esse aqui é sobre o dimensionamento correto da fiação:

    http://www.prysmian.com.br/export/sites/prysmian-ptBR/energy/pdfs/Dimensionamento.pdf

    Esse aqui é um pequeno PDF de dicas para instalações residenciais:

    http://www.prysmian.com.br/export/sites/prysmian-ptBR/energy/pdfs/dicas01.pdf

    Outros documentos, aqui:

    http://www.prysmian.com.br/energy/Downloads.html

    Dicas para instalação prediais e industriais:

    http://www.prysmian.com.br/export/sites/prysmian-ptBR/energy/pdfs/dicas02.pdf
     
    Vincent Price, ALcALoIDe e jbineli agradeceram.
  12. trosk

    trosk tlec!

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    putz _rau_, eu já sinto um certo arrepio quando alguém fala em medir o terra com lâmpada ou com furadeira (mas ainda relevo, se for para para uma primeira noção), mas os 2 primeiros itens (o do curto e do chuveiro) que você citou são cabulosos demais(ainda bem que você alertou que são perigosíssimos).
     
  13. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Eu já fiz ambos num terra TT com três hastes e o chuveiro nao esquentou a agua e a tomada chamuscou, ficou toda preta, mas o disjuntor não caiu. :D

    A tomada eu peguei um fio grosso, coloquei uma luva grossa, óculos pra proteção e um alicate grande, foi faisca pra todo lado, mas o disjuntor nem respondeu.

    O do chuveiro eu fiz as ligações com o disjuntor desligado, claro, e liguei o chuveiro, fui na caixa de disjuntores, liguei o disjuntor do chuveiro. Deixei antes uma bacia pra pegar a agua, pra ver se tava aquecendo, ai desliguei o disjuntor e desliguei o chuveiro. Além da agua nao ter esquentado, nao ouvi nenhum barulho tipico do chuveiro aquecendo a mesma.

    Realmente são testes perigosíssimos, não façam se não souberam onde tão se metendo! Depois não digam que não avisei!

    EDITADO:

    Voltando ao assunto do DR, eu acho que um dos maiores motivos tb pro mesmo ser pouco utilizado em residências brasileiras, é o fato do chuveiro elétrico ter muita corrente de fuga, além do preço do DR pra cada circuito. Um chuveiro excede a corrente de fuga de 30mA e ninguém quer pagar o valor de um chuveiro com resistência blindada. Instalar um DR por circuito acaba saindo um pouco mais caro do que muitos podem pagar, mais o fato do chuveiro ter corrente de fuga alta. Se não fosse os chuveiros, em muitos casos um só DR pra todos os circuitos seria além de mais pratico na instalação, mais barato tb.
     
  14. trosk

    trosk tlec!

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    A maioria das instalações não possuem DR, pelo motivo que a inclusão na norma nbr 5410 é relativamente recente (+-10 anos para cá que apareceu na norma) e só recentemente a norma nbr5410 tem força maior de lei (antes era só recomendação, e se só tinha força de lei se algo desse muuuito errado).

    O valor de 30mA é o limite que foi encontrado para o corpo humano nessas condições. Se o chuveiro for o culpado pela corrente de fuga alta deve-se trocar, ou então encomendar um caixão.
    Para outros circuitos (em que a resistência humana à corrente humana não fica no limiar), a norma nbr5410 até aceita valor maior de sensibilidade do DR.

    No local onde eu trabalho não é exigido o dispositivo DR, porém eles usam de 500mA. Eu pessoalmente acho um exagero quando falam que o DR dispara a toa, se dispara é por que tem alguma coisa errada. Não costumo ver DR disparando a toa.

    Se a pessoa vai ou não utilizar o DR em circuitos não cobertos pela norma, vai de cada um, e vai depender de critérios financeiros e de qualidade da energia (como eu disse antes, tem circuito magnético, o que pode provocar transitórios que para a maioria das pessoas é imperceptível, ainda mais se no circuito tiver condicionadores de energia e todo um cuidado maior na seleção dos materiais da instalação, desde cabos, tomadas, etc.).
     
  15. _rau_

    _rau_ Usuário

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    É, mas quantas residências são construidas por ano que passam por uma inspeção elétrica? Aqui mesmo não conheço nenhuma que passe por inspeções desse tipo. Sem fiscalização é dificil alguém cumprir qualquer coisa e sair daquele básico: funcionou tá bom. Aqui mesmo tem uma casa de materiais de construção pequena que vc chega lá pedindo cabo 2,5mm2 e o cara só tem aqueles mais fuleiros e vende pra caramba!O cabo só tem isolamento, o interior parece q não passa de um cabo de 1,5mm2 de tão fino.

    Esse negócio de disparar atoa eu só posso dizer por leituas que fiz, nao tenho experiencia pra afirmar algo com certeza. Uma fonte de PC por exemplo apresenta em média 0.05mA de corrente de fuga ou seja, bem longe dos 30mA do DR mais sensivel. Os chuveiros mesmo q são os responsaveis por disparo dos DR, quando sao utilizados chuveiros comuns, baratos.


    EDITADO:

    Encontrei um chuveiro barato, R$ 25,00, da Marca FAME, que vem com um selo na Embalagem: "Compativel com DR" inclusive com água salobra. Instalei meio discrente e depois medi a fuga pelo aterramento - ainda não tenho DR em casa, mas colocarei assim que possivel, preciso trocar minha caixa de disjuntores e disjuntores, dai farei tudo duma vez. Enfim, medi a fuga pelo fio terra e obtive o seguinte valor:

    0.03A máximo - 3mA.

    Já em dois chuveiros Lorenzetti não compatível com DR:

    0.68A - 680mA
    0.30A - 300mA

    Ambos são o modelo Maxi Ducha

    Num modelo Bello Banho, da Lorezentti, eu li relatos de que apesar de vir com especificação de que é compatíveil com DR, esse modelo causa disparos do mesmo.

    CORREÇÃO:

    Utilizei dessa vez um multimetro com escala miliamperimétrica, com medição direta no fio e as duchas FAME realmente apresentam fuga baixa, com a qualidade da água daqui, não deu mais do que 0,21mA. E a Lorezentti Maxi Ducha deu por volta de 3.66mA, mesmo oficialmente não sendo compatível com DR.
     
  16. ALcALoIDe

    ALcALoIDe Sempre aprendendo

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    Excelente vc ter postado esses manuais. Com certeza vao instruir a mim e a outros. Valeu. (y)
     
  17. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Esse manual se foca mais em redes 127V mono e bifasicas (220V), mas não comenta sobre redes 220V Monofasicas, como existe em alguns estados, mas isso não interfere na compreensão do básico.
     
  18. _rau_

    _rau_ Usuário

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    Vamos lá:

    Quanto a sua dúvida da separação das fases:

    Sim, quanto as interferências internas, veja bem INTERNAS, ao separar seu equipamento em outra fase, elas vão sumir, como o "plec" ao ligar ventilador. Quanto às interferências externas, aí não, quanto a isso você vai ter que utilizar filtros bons, os mais puristas implicam com certos tipos de filtros, então até achar um do gosto do ouvinte, não é fácil! Pra uns só a eliminação do ruído tá bom, pra outros o filtro muda a dinâmica sonora, altera a qualidade da imagem... esse assunto não sou a melhor pessoa pra discutir.

    Utilizar o ar-condicionado uma fase e o chuveiro na mesma fase em principio não há problema, o único problema que vejo é o fio 4mm. Esse fio comporta com segurança, 25A, 30A no máximo. Se você colocar um chuveiro de 5500W ness fase, já vai "comer" 25A em 220V. Um ar-condicionado pequeno consome 5A, o que já daria 30A. O fio 4mm até aguentaria, se aquecendo, mas a queda de tensão é grande ao ligar o chuveiro, ai vai diminuir a eficiência do ar-condicionado. Eu sugiro você usar fio 6mm do medidor de energia até à caixa de disjuntores e dai colocar um disjuntor pro ar-condicionado e outro pro chuveiro. Do disjuntor pra frente, em ambos ar e chuveiro, vc pode usar fio 4mm. Dependendo do ar, se consumir menos de 2000W, pode usar fio 2.5mm e disjuntor de 20A.

    Quando ao chiado, dependendo do caso só com uso de filtros, mas talvez a interferência estaja no ar mesmo, dai só usando cabos blindados especificos pra conter essas interferencias.
     
    #38    
  19. _rau_

    _rau_ Usuário

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    20A + 8A = 28A = no talo pro fio 4mm, então dá pra manter. Haverá mais ou menos uma queda de tensão, em torno de 10V quando o chuveiro ligar e uns 3-4V quando o ar ligar, mas creio que dentro da tolerância do ar-condicionado.

    Quanto ao ruido, dificil dizer, só testando. Esse negócio de ruido é complicado de achar a fonte do mesmo. O amplicado tá ligado em algum equipamento aterrado? É utilizado algum cabo coaxial ou RCA no amplicador ligado em outro equipamento que tenha fio terra. Pq dessa forma o amplicador terá continuidade com o seu aterramento dessa forma. O ruido começou apos colocar o aterramento?
     
    #39    
  20. trosk

    trosk tlec!

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    Lucas, dê uma olhada na especificação do controlador de velocidade ("dimmer") do ventilador e veja se tem supressores de ruído embutidos.

    Você falou que já investindo em uma solução válida (e que traz muito mais vantagens), que é o seccionamento do circuito (através de fase dedicada, etc.). Contudo, talvez a troca do "dimmer" por um outro melhor ficasse mais barato e poderia dar resultados satisfatórios.


    obs: que tipo de dimmer você usa?
     
    #40    

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