Power AMP com fonte chaveada

Discussão em 'DIY' iniciada por agressiva, 27 Ago 2005.

  1. agressiva

    agressiva Usuário

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    Esta é para o pessoal que entende ...

    Porque ninguem faz amplificadores de potencia com fonte chaveada ?
    Qual seria o problema de eu utilizar um fonte chaveada de +- 56 volts para o meu amplificar emvez da analogica GIGANTE com tranformador de 400Va.

    Lembro que quando era guri a SONY tinha um amplificador miniatura que fornecia, senao me engano, 100 + 100 wrms e era um pouco maior que um system 300 da AIKO.

    Sempre tive essa duvida ...

    Vamos ver se alguem ai me esclarece isso
    Abraços
     
  2. Edney

    Edney Usuário

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    Agressiva, na internet se der uma pesquisada vai encontrar muita coisa falando sobre isso, aqui mesmo no fórum deve ter. Um dos motivos que sei é que a fonte chaveada causa muito ruído. Nunca vi nenhum equipamento comercial que tenha adotado esse tipo de fonte para alimentar amplificadores.

    Quanto aos Sonys, eles usam os módulos hibridos que trabalham com alta tensão e baixa corrente, então o trafo fica menor e mais leve. Mas tem que ver que os 100W RMS desse sony não se compara aos 80W RMS de um amplificador 366 que usa um trafo pesadão. Provavelmente o Sony não vai empurrar caixas grandes como faria um 366. Aí entre outros detalhes técnicos que daria muito o que falar hehe
     
    #2    
  3. Jeaudium

    Jeaudium Música em 1°

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    Os amps VALVULADOS DO DAVID BEARING? USAM FONTES CHAVEADAS A CHORD TAMBEM USAVA E ACHO DIFICIL QUE CAUSEM RUIDO (PELO MENOS RUIDO AUDIVEL JA QUE FUNCIONAM A PELO MENOS 60KHZ
     
  4. GILVANDO

    GILVANDO Usuário

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    Aqui no Brasil desconheço quem esteja usando.

    Lá fora, existe os amplificadores com fonte chaveadas. Faz tempo que não pesquiso a respeito. Na época da última pesquisa, o preço de venda deles estavam astronômicos (para uso em show músicais). Atualmente deve ter caído o preço, pois foi desenvolvido novos núcleos de ferrite com maior capacidade de trabalho.

    Uma fonte chaveada bem construída, calculando tudo certinho (frequência, filtros, gap entre o núcleo) não gera tanto ruído assim. Em geral ficam até isoladas preventivamente como em microcomputadores.

    A SHARP esta com um amplificador que é todo chaveado (seguindo topologia das fontes) desde a entrada de alimentação até a saída do amplificador.

    Ele é fininho e leve, e faz um SONZÃO. Foi matéria de muitas publicações há um ou dois anos atrás.

    GILVANDO
     
  5. Edney

    Edney Usuário

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    Sim, mas quanto uma brincadeira dessa? Uma fonte desse tipo sai muito caro pra ser construida.
     
    #5    
  6. fngerdes

    fngerdes Começando denovo...

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  7. adalla

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    Vários KIts in a box tb utilizam amplificadores e fontes chaveadas. Não é tão raro assim.
     
  8. Craftsman

    Craftsman Voltando as atividades........

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    Tem sim, Inclusive Dynaudio usa em seus monitores de estúdio ativo profissionais. Com o advento da Classe "D" ( Que alguns chamam de "digital" indevidamente, mas que de digital não possui nada e já é bem conhecida ha algum tempo ) de alta performance e seus chips Tripath da vida ficou viável o uso destas fontes devido ao forte desacoplamento delas da cadeia do áudio. A fonte usada pela Dynaudio se assemelha muito a estas fontes de computador. Se quiserem mais detalhes eu resgato a revista e passo mais informações.

    Por enquanto eu continuo adepto do bom e velho tranformadorzão e classe AB.
    Marco
     
  9. adalla

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    Caro Marco, creio que o termo DIGITAL não seja tão indevido assim, afinal o sinal trabalhado durante a amplificação é do tipo PWM modulado com o sinal analógico de entrada.

    Um abraço
    Adalla
     
    #9    
  10. Craftsman

    Craftsman Voltando as atividades........

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    Ué?!
    E o que uma modulação/demodulação tem de digital ?

    Na boa, quero aprender.
    Marco
     
  11. agressiva

    agressiva Usuário

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    Pois entao ...

    pensei numa fonte chaveada pois os trafos toroidas de 25 + 25 @ 10 amp iria me sair os olhos da cara.

    Por acaso o no-break da minha empresa pifou esta semana e fomos obrigados a trocar uma das fontes.

    O tal No-break e uma velharia da SATURNIA.

    Para minha surpresa a fonte que sobrou tinha um trafao gigante de 25 + 25 @ 12 amp com os diodos e capacitores imensos tambem ..

    Que barbada !!!

    Ganhei tudo de graça heheheh
     
  12. adalla

    adalla Amo muito tudo isso

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    Marco, vou tentar ser mais claro: O sinal modulante é analógico (sinal de áudio convencional - line in) a portadora que será modulada é um sinal digital (níveis 1 e 0 periódicos com uma frequencia x - no caso específico do classe T, essa freqencia não é constante). Como resultado dessa modulação, temos uma sinal PWM (pulse width modulation ou modulação por largura de pulso) que é um sinal DIGITAL muito usado em diversos sistemas eletronicos, desde rádio controles para aeromodelos até controle de cargas de alta potencia. Esse sinal é "chaveado" através de trasistores MOS Fet ou ainda pontes de transistores já encapsulados (vários fabricantes disponibilizam esse tipo de componente). Só então na saída que esse sinal PWM de alta potência passa por um filtro passa baixa, voltando a ser analógico, e vai para o sonofletor!

    Será que ficou mais confuso? (sempre tirei notas baixas em redação...)

    Um abraço
    Adalla
     
  13. Francowharfaudio

    Francowharfaudio Usuário

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    Olá! p todos aqui do Forum!!
    Fonte Chaveada...
    Não é esse mistério todo...É bem mais complexo do que parece.
    Ela tem "Prós e contras".
    O único incoveniente dessas fontes(Ruidos em HF),provem de um "mal projeto",pq de resto ela tem muitas vantagems em relação a fonte comum.
    Eficiência,"Ripple" baixo,pêso,dimensões,e na mairoia das aplicações o custo é bem mais interessante.
    Estou aqui agora em meu laboratório ,testando uma fonte "Foward" com tensões de entrada de 120Vac e -40/0/+40 Vdc,que estive desenvolvendo neste último ano.
    O resultado é maravilhoso,e realmente atende as minhas nescessidades.
    Abs
     
  14. AllanCesarini

    AllanCesarini Usuário

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    Adalla,

    Não sou teórico, e estou longe do mundo acadêmico para poder falar com certeza, mas para mim, essa definição de PWM como sendo digital que você apresentou está furada. Existem sim conversões digitais, como o PCM, ou a função Delta-Sigma com frequência fixa, e tais conversões servem ao armazenamento, transporte e reprodução de tais informações. Mas uma boa parte dos amplificadores classe D não se encaixam em nenhum modelo desses. Por exemplo, os amplificadores Classe D com frequência variável não produzem uma informação digital, pois apesar dos conceitos de 0 e 1 que você usou para representar a ativação e desativação dos transistores de saída, a real codificação da informação está na largura dos pulsos, essa sim variável e não sujeita a quantização. Esses amplificadores classe D são na verdade complexas operações de reconstrução de um sinal amplificado, apartir de uma entrada analógica, utilizando elementos de chaveamento e conceitos de modulação PWM. Tudo analógico. Um amplificador digital teria de amostrar o sinal de entrada de alguma forma, convertendo-o em uma sequência de 0s e 1s, processar essa sequência para o efeito de amplificação(por exemplo, no PCM, teria de aumentar o tamanho da amostra em uma certa proporção fixa de ganho), e então entrega-la na saida, aonde seria convertida novamente em voltagem. Ou ainda receber o sinal em formato digital, processar o tamanho da amostra e então converte-lo em voltagem.

    Allan
     
  15. Francowharfaudio

    Francowharfaudio Usuário

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    Estou tentando colocar uma foto da minha nova fonte chaveada.
     
  16. leosfilho

    leosfilho Diyer e Upgrader

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    Seja bem vindo Franco, é um prazer tê-lo nesse fórum.
    Para quem nao sabe, ele é o projetista dos amplificadores automotivos Wharf Audio, segundo muitos instaladores os muito superiores a varias marcas de importados. ( Certo Franco? ). Já vi inumeros testes realizados com seus amplificadores e sempre são de dar agua na boca. Eu nunca escutei.

    Vc usa material brasileiro nas suas fontes chaveadas?
     
  17. GILVANDO

    GILVANDO Usuário

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    Esta confusão foi gerada pelos próprios fabricantes, ao fazer propaganda na mídia e na tentativa de "arregalar" os olhos dos consumidores.

    Fonte Chaveada esta mais para eletrônica analógica, com transistores chaveando em estado de condução e não condução.

    Amplificadores classe D, eu tinha os Dois Book´s da Motorola (que me emprestaram e esqueceram de devolver...) sobre Mosfet e lá naquele tempo, uns 18 anos atrás já havia os protótipos de desenvolvimento.

    Então resumindo:

    Temos Fonte Chaveada para a parte de alimentação (V+ e V-, por exemplo).

    Podemos ter uma saída de amplificador analógica ou PWM (fica mais correto este termo).

    O PWM pode ter frequência fixa e variar o duty-cicle ou ter frequência que varia em conjunto com o duty-cicle.

    duty-cicle=tempo de condução do transistor.

    Mudando de assunto:

    Os conversores D/A R2R são muito mais admirados pelos Audiófilos justamente por não trabalharem com oversample e não produzirem JITTER.

    O fator de Dumpping deve ser analisado também, pois sabemos que amplificadores Classe A, produzem melhor detalhamento sonora.

    Vantagens das FONTES CHAVEADAS:

    Menor peso e menor dimensão das fontes.

    Vantagem do amplificador chaveado PWM:

    Melhor aproveitamento da Energia Elétrica.

    Até mais, boa sorte.
     
  18. adalla

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    Allan, tudo o que vc falou faz muito sentido. Acho que a unica questão aqui é mais filosófica: O que caracteriza um sinal digital?

    Seguindo o conceito que vc apresentou existe realmente uma linha de amplificadores que poderia ser dito totalmente digitais. São aqueles cuja entrada são canais I2S (para sinais 5.1/ ver: Apogee DDX). Esses convertem diretamente de I2S para PWM que depois "chaveia" os MOS FETS. Mas de outro lado, considerenado a amplificação tradicional (CLasses A, AB, etc...) onde sinal é amplificado "on line", ou ainda, de forma discreta no tempo os amplificadores por PWM podem ser sim considerados digitais! Isso depende se vc considera um sinal digital como sendo as sequencias de 0 e 1s o formato de transmissão do sinal (e alternancia entre eles) ou se qualquer sinal, composto de apenas 2 níveis caracterizando 0 e 1s possam ser chamados de digitais. Eu considero o sinal PWM um sinal digital (ou mesmo uma onda quadrada). Para mim é assim: se existem apenas 2 níveis, o sinal é digital. É tudo uma questão de ponto de vista. No mínimo, podemos considerar um amplificador Classe D como híbrido, devido ao fato que vc mesmo mecionou: as entradas são analógicas e o sinal PWM foi modulado analogicamente. Mas no caso dos amplificadores com entradas I2S não tem o que discutir: são os considerados "pure digital".

    Tem um site legalzinho, mas que anda um pouco defasado que o puredigitalaudio.org. Lá podem ser encontradas muitas informações, inclusives essa de natureza mais "filosófica".


    Um abraço
    Adalla
     
  19. agressiva

    agressiva Usuário

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    Putzzzz ...

    eu falei em fonte chaveada e o assunto se transformou em emplificaçao PWM ...

    mais falando nesse assunto, eu mesmo ja montei um amp pwm a uns 15 anos atraz.

    utilizei peças velhas de um IBM3270 senao me engano.

    desmotei a fonte chaveada dele que era de 5v@75amp (uma ignorancia) e com as peças fizemos testes em laboratorio pra ver se tocava .

    O mais dificil foi o indutor, o resto da pra se dizer que é´uma fonte chaveada .
     
  20. chacalpowers

    chacalpowers Usuário

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    Um dos motivos que sei é que a fonte chaveada causa muito ruído.

    Caros Srs. É equivocada a supra afirmação. Disponho de diversos protótipos de fontes chaveadas que trabalham em 127/220VAC com saídas de +43/-43VDC à +95/-95VDC para aplicações em áudio de alta fidelidade e profissional, e lhes asseguro que o som é impecável, pois uma delas está montada em meu power construído por mim. Tenho outros amplificadores comerciais e nenhum deles chega ao nível de detalhamento do espectro musical, graves fortíssimos e agudos definidos, tudo isso numa fonte que trabalha a 80 Khz, portanto, não há como sequer ouvir qualquer zumbido ou ronco. Nas fontes para áudio automotivo o comportamento é semelhante, sem queixas. Deve-se atentar nos projetos em usar mosfets de boa qualidade, nada de IRF740/840, os bons são os IRFP 450/460/264. Aos interessados posso disponibilizar fotos dos protótipos, inclusive de carregadores de bateria chaveados e fontes para rádio-amadores de 13,8V/45Amps. Abraços.
     

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