PROCESSO CONTRA A SKY

Discussão em 'TVs por Assinatura' iniciada por Ricardo Alves, 25 Set 2007.

  1. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Bem, depois de muito ouvir reclamações sobre a má vontade e descaso da SKY com os consumidores, vou fazer minha parte. Ingressarei com um processo contra a SKY. Abaixo estão as principais reclamções que podem servir para muitos colegas daqui. Sei que vai demorar, mas veremos no que vai dar:



    AÇÃO DE FAZER CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DEVIDO A PROPAGANDA ENGANOSA.


    contra: SKY – TV POR ASSINATURA, com sede na Av. Nações Unidas, nº 12.901, 15ª. andar, Torre Norte Seno, Brouklin Novo, CEP: 04578-000, São Paulo / SP., fone: 4004-1001.

    O que questionaremos a seguir é que a SKY não tem IMAGEM DE DVD, nem SOM DE CD, em suas recepções pelos consumidores, como mostraremos abaixo, fazendo assim propaganda enganosa e devendo indenizar o requerente que foi enganado esses anos todos.

    Há também a pratica de venda casada nos pacotes de programação e equipamentos comercializados pela requerida.

    Por fim, a SKY, mesmo sendo obrigada, por força de seu CONTRATO DE ADESÃO, a fornecer equipamentos mais modernos a alguns de seus clientes que contratem serviços de assistência, com descontos, e mesmo assim não o faz, nem fornece desconto na aquisição de novos equipamentos e em caso de troca, não fornece equipamentos novos, mas sim equipamentos usados e semi-novos, se aproveitando da fragilidade do consumidor e cometendo ilícito com base no Código de Defesa do Consumidor.

    Sem falar que, para conseguir o endereço da SKY, é necessário ligar para eles, 4004-1001 e perguntar para a atendente que é relutante em fornecer, já que o endereço da sede da requerida não encontra-se na internet e em nenhum impresso da mesma, nem no manual dos equipamentos, o que agride o Código de Defesa do Consumidor: “Art. 33 - Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.”

    Sinal digital: mas o equipamento é analógico.

    A SKY fez um lançamento de um novo equipamento que possui saída Vídeo Componente, que não é ainda digital, mas que melhora em muito a imagem da SKY em TV´S DIGITAIS (Plasma e LCD), mas não fornece esse equipamento a seus assinantes que tem DIREITO A ISSO, conforme veremos abaixo.

    E tanto é verdade que a SKY ainda não possui equipamentos digitais, pois vemos em seu próprio enunciado, que somente no segundo trimestre de 2008, é que seria lançado o equipamento SKY com saída HDMI (digital).

    Até então temos equipamentos analógicos, com entradas e saídas de vídeo analógicas, o que mostra a prática de propaganda enganosa na prestação de serviços com prejuízos a clientes e ganhos para a empresa.

    Em suma, o equipamento da SKY é impróprio ao uso que se destina: receber e distribui o sinal digital conforme a requerida diz em suas propagandas, indo de encontro ao Código de Defesa do Consumidor, art. 18.§ 6º - “São impróprios ao uso e consumo: III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.”

    Som de CD eImagem de DVD: não é.

    Então a SKY não tem nem a qualidade de DVD, e mesmo assim, engana consumidores e o requerente dizendo que tem som de CD e imagem de DVD.

    Novamente há propaganda enganosa na prestação de serviço.
    Da venda casada de equipamentos e serviços.

    É verdadeira venda casada de pacotes de assinatura, de condições de aquisição de equipamentos e aumento sobre o ponto extra disfarçado de mensalidade sobre o novo SKY+, prática totalmente vedada no Código de Defesa do Consumidor, pelo que a SKY deve ser condenada Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.

    Contrato de adesão: cláusulas 7; 11; 13.


    O contrato de prestação de serviços, da SKY, que se diga é de adesão, não é enviado aos seus clientes.

    Se os mesmos quiserem e puderem, devem imprimir no site da empresa: ttp://www.sky.tv.br/MinhaSKY/MeusDados/Contrato.aspx, isso após se cadastrar no site, sendo que o cadastro só é permitido ao cliente já assinante SKY.

    Quem não tiver internet, ou se quiser ler o contrato com antecedência, não tem essa opção.

    O consumidor não sabe o que está assinando e depois que o faz fica no escuro já que o contrato nunca chega a sua residência, e o CDC prevê: Art. 46 - Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não Ihes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.

    Mas se não há um equipamento realmente digital, que ao menos fornece ao consumidor o equipamento que mais se assemelha: o SKY+ nova geração. Com saída de vídeo componente, na forma do art. Art. 35. do CDC: “Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia e eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.”

    DO PEDIDO DE FAZER: como previsto na Lei, deve o prestador de serviço fazer aquilo que se propôs, ou que anuncia que faria, e em caso de impossibilidade, de fazer a prestação do serviço na forma EQUIVALENTE, que in casu, seria oferecer equipamento realmente DIGITAL.

    Como o tal equipamento ainda não existe, deve então a requerida oferecer o que mais se assemelha ou equivalente, que in casu, seria o equipamento SKY+ nova geração, que hoje é comercializado.

    E tal direito é uma escolha do consumidor na forma do art. 35 - Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

    E ainda, deve a requerida ficar obrigada, a quando existir o equipamento verdadeiramente DIGITAL, isso em 2009, fornecer o mesmo na forma da Lei, sem ônus a mais para o requerente OU ENTÃO FORNECER DESDE JÁ SERVIÇO REALMENTE DIGITAL SEJA NA TRANSMISSÃO E RECEPÇÃO DE SINAL DIGITAL ATRAVÉS DE EQUIPAMENTO COM ENTRADA E SAIDA DE AUDIO E VÍDEO DIGITAL.


     
    Dino_HD agradeceu.
  2. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    SÓ para informar que cada tópico está muito resumidor, pois todo o texto tem mais de 60 mil caracteries, e aqui só é permitido postar 10 mil caracteres..
     
  3. JP.

    JP. Apaixonado por Tecnologia.

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    Nossa, essa eu vou acompanhar de perto. Há tempo que quero comprar uma TV de LCD, mas desde que ví a qualidade da imagem na TV de um amigo, estou retardando essa compra.
    Vamos ver até onde dá..

    Boa Iniciativa!! (y)

    JPaulo
     
    #3    
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    Parabéns Ricardo Alves !!!! Já tive enormes problemas com a SKY, de me levar quase a loucura....Isso que usava 2 meses do ano em minha casa de veraneio.....Já relatei meu caso aqui no Fórum..... É um dos piores serviços de TV por assinatura.... Tem meu apoio nessa luta.....Abs
     
    #4    
  5. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Art. 4º - A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria de sua qualidade de vida, bem como a transferência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
    I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo;

    VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores;

    Art. 6º - São direitos básicos do consumidor:
    II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
    III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
    IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;
    V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
    VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;
    VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

    Art. 14 - O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
    § - O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
    I - o modo de seu fornecimento;
    II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
    III - a época em que foi fornecido.

    Art. 18 - Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
    § - Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 (trinta) dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
    I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;
    II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
    III - o abatimento proporcional do preço.

    § 6º - São impróprios ao uso e consumo:
    I - os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos;
    II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;
    III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.

     
  6. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Art. 20 - O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
    I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;
    II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
    III - o abatimento proporcional do preço.

    § - São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam às normas regulamentares de prestabilidade.

    Art. 23 - A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

    Art. 25 - É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas Seções anteriores.

    Art. 26 - O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
    § - Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.
    Art. 27 - Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

    Art. 30 - Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.
    Art. 31 - A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidade, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
    Art. 33 - Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    Art. 35 - Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:
    I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
    II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
    III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia e eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

    Art. 37 - É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
    § - É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
    § - Para os efeitos deste Código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
    § - (Vetado.)
    Art. 38 - O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.
     
  7. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços:
    I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
    II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;
    IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

    VII - repassar informação depreciativa referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos;

    X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços;

    Art. 46 - Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não Ihes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.
    Art. 47 - As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.
    Art. 51 - São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:
    I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor-pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;
    III - transfiram responsabilidades a terceiros;
    IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;
    XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração;
    XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor.
    § - Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:
    I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;
    II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou o equilíbrio contratual;
    III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.
    Art. 54 - Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
    § - A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.
    § - Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2º do artigo anterior.
    § - Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
    § - As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.
    Art. 56 - As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas:
    I - multa;
    II - apreensão do produto;
    III - inutilização do produto;
    IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;
    V - proibição de fabricação do produto;
    VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;
    VII - suspensão temporária de atividade;
    VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;
    IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade;
    X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade;
    XI - intervenção administrativa;
    XII - imposição de contrapropaganda.

     
  8. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Art. 66 - Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:
    Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.
    § 1º - Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.
    § - Se o crime é culposo:
    Pena - Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.
    Art. 67 - Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
    PenaArt. 70 - Empregar, na reparação de produtos, peças ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor:
    Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.
    - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.
    Art. 75 - Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste Código incide nas penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas.
    Art. 76 - São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste Código:
    II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
    III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;
    Art. 81 - A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.
    Art. 83 - Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este Código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela.
    Art. 84 - Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o Juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.
    § - A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente.
    § - A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (artigo 287 do Código de P§ - Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao Juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu.
    § - O Juiz poderá, na hipótese do § 3º ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.
    rocesso Civil).
     
  9. chico_freitas

    chico_freitas Usuário

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    Seria interessante se esta ação fosse coletiva. Os custos processuais seriam divididos e o impacto seria bem maior.
     
  10. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Isso é verdade....ação coletiva..ainda daria para ser feito...

    Minha audiencia já esta marcada para o dia 05 de dezembro de 2007...será de conciliação.
     
  11. aledj

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    Ricardo,parabéns pela iniciativa.
    É de pessoas como vc que o Brasil precisa.
    Vc tem toda razão:vem com essa conversa de som e imagem de cd.São uns ladrões,isso sim!!!
    Estou passando tb por apuros pq tentei cancelar a sky e eles continuam cobrando,eles n tiraram o sinal ainda.
    Ligo lá e a atendente ainda me destrata ,vcs já viram isso?
    Estou pensando em ir até a sede da sky(ainda bem que vc postou o endereço deles) e levar o decoder e a antena,dái eu consigo cancelar,o que acham?Só assim memso.!!!!!!!!!!!
     
    #11    
  12. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Consegui o novo sky+ nova geração no lugar do anterior (aquele prata) mas atraves de um processo judicial no juizado de pequenas causas.

    A sky ja chegou com uma proposta fechada e que atendia minhas reclamações:

    1 - trocar meu antigo sky+ pelo novo sky+ nova geração sem custo adicional no prazo de 15 dias uteis ( o novo equipamente o é meu e nao comodato, e sem a taxa de 27,90).

    2 - seis meses na mensalidade gratuitas, inclusive no ponto adicional.

    3 - fiz a reserva de poder ingressar com novo processo quando a sky estiver operando em alta definição.

    4 - multa de 50,00 por dia em caso de nao cumprimento do acordo.

    entao é isso..deixem de só reclamar aqui, tenham atitude e determinação que podemos mudar as regras do jogo, mesmo uma pessoa por vez.
    [​IMG]
     
  13. alevv

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    (y)
    Também concordo, vamos agilizar isso galera, to dentro.
     
  14. alevv

    alevv Usuário

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    Parabéns Ricardo, irei seguir seus passos.
    Para isso gostaria de saber onde vc entrou com processo, foi no procom?! Qual o procedimento?!
     
  15. sKYdeR

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    É o que dá o monopólio.............
     
  16. CaioSun

    CaioSun HAIL TO THE KING BABY!

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    Ricardo, MP pra você.
     
  17. carlmart

    carlmart Usuário Ativo

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    E onde ficaram as reclamações pela qualidade DVD e som de CD?

    Acho que você se vendeu pelas trinta moedas... :lol:

    Brincadeira. Fez muito bem. :aplauso:

    Como sera que a gente consegue melhorar a qualidade da imagem, principalmente. Na DirecTV era bem melhor.:irado:
     
  18. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    ao amigo carlmart...

    nao adiantava discutir sobre a qualidade da imagem, afinal todos sabemos que ela não é digital, mas somente digitalizada....sendo nos entregue de forma analogica, pois os equipamentos existentes possuem entradas e saidas de video analógicas.

    eles tambem anunciam somente a imagem HD no segundo semestre.

    foi feito acordo pois o que eu queria de imediata era a troca do equipamento sem custo, e esse Sky+ nova geração é o equipamento mais avançado que existe disponivel e vou tê-lo sem custo algum, com o bônus de seis meses de desconto em meu pacote que custa uns 176 reais + o ponto adicional, (esse seria o dano moral, que poderia nem ser arbitrado por um Juiz que talvez não entendesse nada sobre o assunto de TV Digital, imagem digital, taxa de compressão de imagem, etc.).

    Vale ressaltar de ainda tenho um desconto de 250,00 sobre reclamações junto a sky de serviços toscos, bem como não pago mais o ponto adicional...nem vou pagar a taxa de 27,90 no novo equipamento sky+...ou seja, terei desconto parmanente na minha assinatura enquanto for assinante.

    quando houver a transmissao HD eu me reservei o direito de acionar novamente a SKY para ter trasmissao digital em equipamento digital e certamente, eu nao irei pagar a mais por isso, como muitos farão.

    não adiantaria prolongar um processo se o meu objetivo foi alcançado, afinal não tenho birra com a sky, apesar de eles fazerem mesmo propaganda enganosa esses anos todos (sou cliente ha mais de 7 anos, com pagamentos semestrais em meus pacotes).

    Agora eu tive uma iniciativa, não fiquei so reclamando nem esperando acontecer.

    Na audiencia a advogada da sky disse que já tinha feito um acordo semelhante em outro processo (troca de equipamento sem custo adicional), então se acionados, eles fazem isso.

    então dentro do razoável, acho que foi uma vitória e nao uma desistência, e jamais uma derrota.

    O melhor acordo é aquele onde as partes saem perdendo e reclamando...comigo a sky irá perder a tal taxa de 27,90 pra sempre.

    mostrei o resultado dessa iniciativa e se ao menos metade das pessoas que postam no HD Forum fizessem o mesmo, a sky iria mudar de atitude.

    entao nao so reclamem, tomem uma atitude e mudem a forma como nós, consumidores conscientes, somos tratados.

    Ah, e sim, entendi a sua ironia e nao fiquei chateado nao.

    abraço a todos e obrigado pelo apóio.
     
  19. Ricardo Alves

    Ricardo Alves Usuário Ativo

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    Alevv....

    A ação foi proposta no juizado de pequenas causas civeis, cujo teto é de 60 salários mínimos...a audiencia em dezembro não ocorreu, sendo transferida para fevereiro aonde foi feito o acordo.

    Nem adianta reclamar no Procon, pois se for ou nao for feito acordo ali, eles não tem força coercitiva e mandam vc para o juizado especial mesmo.

    Nesses juizados não precisa de advogado na primeira instância, nem pagamento de custas processuais, inclusive vc pode fazer a reclamação oral e la mesmo eles tomam a termo (colocam no papel)...

    somente ha necessidade em caso de recurso, mas como autor, certamente vc iria ganhar a causa e quem iria recorrer seria a sky.

    Como sou advogado, fiz em causa própria.
     
  20. ralves58

    ralves58 Usuário Ativo

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    Só para constar: essa parte não contém propaganda enganosa alguma, porque o sinal da Sky é realmente digital. A Sky sempre foi digital. O fato do decoder dela nao entregar o sinal digital direto no seu televisor, nao quer dizer nada, porque ele é um decoder para televisores analogicos. Outra coisa é que imagem digital não é sinônimo de imagem HD, e vice-versa. São coisas diferentes.

    [ ] Rubens
     

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