PDA

Ver Versão Completa : É possível solucionar a questão do preço abusivo dos carros no Brasil ?



Páginas : 1 2 3 [4]

richard44
16-08-2011, 00:33
Em termos globais, produzir carro no Brasil para exportação só traz desvantagens:

1) Grande distância dos principais mercados consumidores.

2) Mão-de-obra relativamente cara (aqui os trabalhadores do ramo têm um salário relativamente decente)

3) Infra-estrutura portuária/rodoviária péssima e ferroviária quase inexistente.

4) Combustível caro.

5) Energia cara

6) Muita burocracia

EdisonK
16-08-2011, 00:35
Richard, mas tem 1 fator que compensa tudo: mercado cativo que paga os tubos para ter um carro minimamente equipado, com grande volume de vendas (4o do mundo!!)

richard44
16-08-2011, 00:50
De acordo com a Autoesporte, pode acrescenter à lista: PT Cruiser, Dodge Jouney, Dodge RAM 2500, Nissan Sentra, Nissan Tilda e VW Jetta

PS: 500 parece que vem da Polônia (?)

---------- Mensagem adicionada às 00:50 ---------- Mensagem anterior foi enviada às 00:46 ----------

Edisonk, estou me referindo à produção global (também para exportação).

A produção no Brasil só vale à pena para produzir localmente. E isso por causa do imposto e das demais dificuldades para se importar veículos no Brasil.

EdisonK
16-08-2011, 01:16
richard, sim eu entendi, mas com volumes consegue-se ganhos de escala, então pode-se utilizar este ganho de escala como vantagem competitiva para exportação.

richard44
16-08-2011, 01:41
EdisonK, então não seria preferível produzir com ganhos de escala numa fabricona na China ou no Mexico.

Skyzytuz
16-08-2011, 10:49
Para as fábricas a curto prazo realmente parece melhor exportar para cá (com gordas margens de lucro) do que investir bilhões em novas fábricas.

Se vc pode vender um SUV que custa US$23K nos EUA aqui por mais de R$100k, ou um Sonata de US$19k por R$105K, pra que investir qualquer coisa?

Só que, pelos motivos que já coloquei, isso é bom para as fábricas, mas péssimo para o país.

O que deveria ser feito? Estimular a entrada de fábricas no país. Como? Só consigo imaginar isso diminuindo a absurda carga de impostos de produção até um ponto que não seja atraente para a maioria importar um carro.

Se vc é obrigado a pagar R$70K num Corolla ou Civic nacionais , pode perfeitamente ao invés disso pegar um Elantra pelo mesmo preço, ou um Cerato até mais barato. Ou então, já começa a ficar tentado a fazer um upgrade e pegar logo um Fusion, Jetta e etc, pagando um pouco mais, digamos R$85.

Porém digamos que haja diminuição de impostos e um Corolla ou Civic nacionais passem a custar R$50. O Elentra importado por R$70 já não fica tão atraente (só para endinheirados fissurados em novidades ou exclusividade), o Cerato vira péssima opção e os R$85 de um Fusion ou Jetta já configuram um passo bem maior, que muito menos pessoas estariam dispostos a dar (novamente, só para endinheirados fissurados em novidades ou exclusividade).

Mas notem que isso só realmente vale a pena se toda o parque industrial satélite que envolve as montadoras também vier para cá. Fornecedores de autopeças empregam muito mais gente que as próprias montadoras, estas atualmente geram poucos empregos diretos.

Se for para trazer fábricas que apenas montam carros com peças vindas de fora, não adianta quase nada.

besantos1980
16-08-2011, 15:38
Para as fábricas a curto prazo realmente parece melhor exportar para cá (com gordas margens de lucro) do que investir bilhões em novas fábricas.

Se vc pode vender um SUV que custa US$23K nos EUA aqui por mais de R$100k, ou um Sonata de US$19k por R$105K, pra que investir qualquer coisa?

Só que, pelos motivos que já coloquei, isso é bom para as fábricas, mas péssimo para o país.

O que deveria ser feito? Estimular a entrada de fábricas no país. Como? Só consigo imaginar isso diminuindo a absurda carga de impostos de produção até um ponto que não seja atraente para a maioria importar um carro.

Se vc é obrigado a pagar R$70K num Corolla ou Civic nacionais , pode perfeitamente ao invés disso pegar um Elantra pelo mesmo preço, ou um Cerato até mais barato. Ou então, já começa a ficar tentado a fazer um upgrade e pegar logo um Fusion, Jetta e etc, pagando um pouco mais, digamos R$85.

Porém digamos que haja diminuição de impostos e um Corolla ou Civic nacionais passem a custar R$50. O Elentra importado por R$70 já não fica tão atraente (só para endinheirados fissurados em novidades ou exclusividade), o Cerato vira péssima opção e os R$85 de um Fusion ou Jetta já configuram um passo bem maior, que muito menos pessoas estariam dispostos a dar (novamente, só para endinheirados fissurados em novidades ou exclusividade).

Mas notem que isso só realmente vale a pena se toda o parque industrial satélite que envolve as montadoras também vier para cá. Fornecedores de autopeças empregam muito mais gente que as próprias montadoras, estas atualmente geram poucos empregos diretos.

Se for para trazer fábricas que apenas montam carros com peças vindas de fora, não adianta quase nada.

Eu não vejo tanta desvantagem assim para o país em importar carros. Pelo contrário, acho que pode ser extremamente vantajoso, especialmente quando não temos capital nacional nessa brincadeira.

Hoje, o governo defende essa política de proteção da indústria nacional por dois motivos, basicamente. O primeiro é o tamanho da cadeia produtiva da indústria automobilística. Aço, vidro, borracha, plásticos, tintas, serviços, autopeças, etc.. é realmente uma indústria muito ampla.
O segundo motivo são os empregos.

Mas, vamos aos fatos. A indústria automobilística é umas das piores geradoras de empregos do mundo com relação ao capital investido. São necessários milhões de dólares em investimentos para gerar um único emprego. É uma indústria muito intensiva em capital, não em mão-de-obra.

Além disso, uma parte enorme dos empregos da cadeia automobilística continuará existindo quer os carros sejam feitos aqui ou na China. É o pessoal da parte administrativa, marketing, vendas, pós-vendas, etc.

Agora, vamos parar para pensar em um carro como o Honda Civic, que custa no Brasil pelo menos o triplo do que custa nos EUA ou no Chile. Imagine se o mesmo carro fosse vendido aqui com a mesma margem que é vendida nos EUA. Um Civic sairia por uns 40 mil reais, em comparação com os 65 mil que custa, em média, hoje.

A pergunta é: quanto desses 65 mil hoje ficam no país? Bom, metade disso é impostos... então a verdadeira pergunta é quanto dos 32,5 mil que sobram ficam no país?

Levando em consideração que um Civic custa na concessionária nos EUA uns 17 mil dólares (já com todos os impostos), isto é, 27 mil reais, dá para imaginar que uma parte grande desse bolo de 32,5 mil é margem da Honda e vai para o Japão.

Sabemos que componentes mais sofisticados e caros dos carros (parte eletrônica, por exemplo, como central da injeção, central do ABS, comando do air-bag) também é importada.

Entre matéria-primas (aço), componentes mais simples (vidro, borracha) e mão-de-obra local, eu não tenho dúvidas que menos de 10 mil reais ficam no Brasil. E boa parte desses 10 mil reais ficariam no Brasil se esse carro fosse feito aqui ou não. O pessoal de vendas, por exemplo, tem que ser remunerado de qualquer modo.

Ou seja, o cliente desembolsa 65 mil reais, metade vai para o governo e, vamos dar um chute, 10% desse dinheiro fica no Brasil.

E se o carro fosse importado com impostos baixos de importação?

O Civic poderia custar algo como 40 mil reais. Metade do dinheiro iria para o governo (20 mil), porque os impostos como IPI e ICMS seriam os mesmos para importados e nacionais.

Dos 20 mil que sobraram, uma parcela muito menor do que 10% ficaria no Brasil. Quem sabe uns 5%? Então, mil reais ficariam no Brasil, em vez dos R$ 6,5 mil que ficariam com o carro nacional. Como isso pode ser melhor?

Simples... Voltando ao início da conta... o comprador está desembolsando 25 mil reais a menos pelo carro. O que ele vai fazer com esse dinheiro? Poupar? Comprar bugingangas chinesas? Viajar? Ir mais vezes aos restaurantes? Comprar mais peças de roupa? Não importa, o que importa é que é muito provável que esse dinheiro consiga gerar mais empregos e menos concentração de renda em qualquer outro setor da economia do que na indústria automobilística.

Se um terço desse dinheiro ficar no Brasil, já é lucro. Já teremos mais dinheiro ficando por aqui do que provavelmente temos hoje.

Skyzytuz
16-08-2011, 17:03
Besantos.

Realmente tudo o que vc falou tem sentido.

O mais importante é a questão de como o dinheiro será usado pelo consumidor. Realmente não importa, desde que ele movimente a economia local, como você disse.

Mas o perigo é chegarmos a um ponto onde tudo é importado.

Bem, isso já quase acontece hoje nos EUA, mas não é ruim por uma questão importante: Quase tudo lá é comprado de fora (especialmente da China ou Japão), mas a diferença é que as empresas de fato são americanas. Daí e inteligência, a idéia, o design, ainda ficam nos EUA. Portanto grande parte dos lucros da fabricação são remetidos para lá pois as matrizes das empresas ficam lá.

Apple e trocentas outras empresas abrem fábricas na China mas gordos lucros vão para os EUA e os departamentos de criação ficam nos EUA. A Ford fabrica o Fusion no México e o importa para os EUA, mas isso não é problema se boa parte dos lucros da venda vão para a matriz e os designers e criadores da coisa toda ficam nos EUA.

Só que no caso do Brasil, não criamos quase nada aqui. Importamos carros, eletrônicos, roupas, brinquedos e etc, mas nada disso tem origem aqui.

Se a coisa continuar, vamos voltar a ser um país agrícola. Estou exagerando, claro, mas tenho a sensação de estarmos (de novo) perdendo o bonde.

Complicado.

EdisonK
16-08-2011, 20:21
Mas os EUA tiveram no passado uma indústria forte, que permitiu que a classe média tivesse condições para saltar para ocupar posições no setor de serviços, que exige mais anos de educação.
Aqui mal formamos nossa indústria e já pensamos em virarmos economia de serviços... como? só se for com um exército de cabeleireiras, empregadas domésticas e manobristas de carros. Porque o verdadeiro filé, desenvolvimento de software, hardware, design industrial, nanotecnologia, engenharia genética, exige muita preparação e consequentemente uma classe média que consiga bancar isso.

mmcl
16-08-2011, 22:27
Não entendo a politica do governo e das montadoras.

Podem pesquisar, se uma montadora (não importadora) com fabrica no Brasil produz um certo automovel e exporta-lo, se não me engano há uma lei que ela poderá importar com redução de impostos ( no caso o II imp importação). Pergunto:

Todas as montadoras com fabrica no Brasil exportam seu carros. Quando será que veremos esta vantagem?

Volks, Fiat, Ford, GM, Mercedes (classe c é produzida em MG Juiz de Fora) etc... Até a Hyundai.

Porque a Mercedes Classe C é tão cara se é produzida aqui?

Porque as demais Mercedes custam uma fortuna se o governo tem este incentivo?

FDMB
17-08-2011, 08:59
Isso tudo já foi respondido várias vezes nesse e em outros tópicos: custam caríssimo porque o consumidor paga sem reclamar, quer ter o carro custe o que custar, e por aí vai...

besantos1980
17-08-2011, 17:31
Bem, isso já quase acontece hoje nos EUA, mas não é ruim por uma questão importante: Quase tudo lá é comprado de fora (especialmente da China ou Japão), mas a diferença é que as empresas de fato são americanas. Daí e inteligência, a idéia, o design, ainda ficam nos EUA. Portanto grande parte dos lucros da fabricação são remetidos para lá pois as matrizes das empresas ficam lá.

Apple e trocentas outras empresas abrem fábricas na China mas gordos lucros vão para os EUA e os departamentos de criação ficam nos EUA. A Ford fabrica o Fusion no México e o importa para os EUA, mas isso não é problema se boa parte dos lucros da venda vão para a matriz e os designers e criadores da coisa toda ficam nos EUA.

Só que no caso do Brasil, não criamos quase nada aqui. Importamos carros, eletrônicos, roupas, brinquedos e etc, mas nada disso tem origem aqui.

Se a coisa continuar, vamos voltar a ser um país agrícola. Estou exagerando, claro, mas tenho a sensação de estarmos (de novo) perdendo o bonde.



Skyzytuz, editei teu post apenas para não ficar enorme a resposta.

Eu concordo, a coisa é complicada mas precisamos encontrar uma alternativa que beneficie mais os brasileiros do que as montadoras. Hoje, o brasileiro leva ferro, o governo ganha sua parte e a montadora fica rindo de orelha à orelha.

Eu sou totalmente favorável à uma política industrial inteligente, por exemplo. Mas isso é coisa que não vemos por aqui. Não estamos protegendo nosso mercado para gerar um futuro melhor, coisa pela qual eu pagaria contente mais caro por um carro feito aqui. Mas estamos apenas protegendo o agora, os lucros, impostos e empregos de hoje. Não existe qualquer garantia de que amanhã a nossa situação estará melhor com base nisso que estamos fazendo hoje.

Em breve a China terá um mercado de 30 milhões de automóveis por ano. A maioria absoluta será feita por lá mesmo. Não existe a menor condição do Brasil competir com isso. Não temos inovação aqui. O Japão e a Alemanha vão continuar com suas inovações no mundo automobilístico, a Coreia vai chegar lá. Mas o Brasil? Impossível produzir 6 milhões de carros em 2020 a um custo mais competitivo do que os chineses, que estarão fazendo pelo menos 5x mais carros. É uma questão de escala.

Em 2020, continuaremos a pagar o carro mais caro do mundo, porque a nossa indústria vai chorar, vamos nos proteger das importações chineses e as montadoras daqui continuarão tendo lucros exorbitantes.

Políticas compensatórias como estamos cansados de ver só fazem sentido econômico se for para custear uma mudança profunda no futuro. Não é isso que vemos ocorrer no Brasil.

Qual vai ser a nossa solução quando cair a ficha e vermos que nossa indústria só existe porque é protegida? Vamos viver num mundo de faz de conta onde tudo vai ser caríssimo comparado com o que é vendido lá fora?

Porque no limite ou a gente abre o mercado e deixa o pau cantar ou vamos ficar reféns dos mesmos grupos de sempre, fazendo as mesmas ameças e políticas rasteiras de sempre.

O papel do governo não é proteger as indústrias, muito menos indústrias maduras como a automobilística. O papel do governo é aumentar a competitividade do país para que essas empresas venham para cá competir, e não achar que o mercado esta reservado para elas.

No fundo, essa reserva de mercado também demonstra a enorme incompetência do Estado em promover a competitividade local. Não temos infraestrutura, não temos educação e temos impostos horrendos.

Está na hora de alguém falar umas verdades nesse país. O problema é cultural, como sempre. Nosso povo é ignorante demais para entender verdades.

Cubas
06-09-2011, 05:33
Será que a concorrência dos importados tem alguma coisa haver com o acontecido???

***

Ford, Volkswagen e Fiat freiam suas produções no Brasil


Da EFE, com Redação

Vendas fortes impulsionaram produção, mas fabricantes terão de pisar no freio no trimestre final
LEIA TAMBÉM: VENDAS BATEM NOVO RECORDE EM AGOSTO
As fabricantes Ford, Volkswagen e Fiat vão interromper a produção em várias unidades no Brasil para reduzir o excesso de reservas, informaram nesta segunda-feira (5) fontes do setor.

A Ford, por meio de um comunicado, anunciou que vai parar sua produção dentro de um mês nas fábricas de Taubaté e São Bernardo do Campo, ambas no estado de São Paulo, além da fábrica em Camaçari, no nordeste da Bahia. A empresa americana garantiu que as interrupções serão gradativas e argumentou que o objetivo é "ajustar" suas reservas à demanda.

Na fábrica de Taubaté, a liberação de 1,3 mil dos 1,6 mil funcionários será realizada de forma escalonada, alternando suas diferentes linhas de produção por até três semanas. Em São Bernardo do Campo, a paralisação na produção de caminhões também será feita aos poucos e já começará a partir da próxima quinta-feira (7) até o dia 7 de outubro; a produção de carros também será paralisada ao longo desta semana; e a estamparia, na próxima segunda-feira. Paralelamente, a unidade de Camaçari, onde a Ford produz 250 mil veículos por ano, entrará em férias por quatro semanas a partir do próximo dia 12 de setembro.

Por outro lado, os sindicatos metalúrgicos de Taubaté e de Curitiba anunciaram que Volkswagen também programou a paralisação de diversas fábricas. A marca alemã, porém, ainda não confirmou a informação.


A Fiat anunciou a paralisação de sua fábrica em Betim (MG), entre segunda e terça-feira, embora a companhia italiana tenha negado a necessidade de reduzir suas reservas. Segundo a empresa, a fábrica passará por uma série de reformas para adaptar o maquinário em uma nova linha de produção.

Sergio Reze, presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), disse na semana passada que as reservas de automóveis dos fabricantes aumentaram muito nos últimos meses, alcançando níveis preocupantes.

Segundo anunciou o executivo durante a última entrevista coletiva de balanço de vendas, as fabricantes instaladas no país possuem em seus depósitos reservas suficientes para 44 dias de venda de veículos, quando a margem considerada aceitável seria de 22 dias (releia aqui).

Em 2010, ano que a indústria automotiva nacional registrou um recorde absoluto de vendas no mercado brasileiro, as reservas cobriam as necessidades entre 18 e 25 dias, segundo dados da Fenabrave.

Apesar disso, com mais de 2,2 milhões de unidades já emplacadas em 2011 e cenário estável de vendas, a indústria caminha a passos largos para o estabelecimento de novo recorde.

claudio_fsantos
06-09-2011, 14:44
Tambem não acreditei quando li!!!

http://carros.uol.com.br/ultnot/efe/2011/09/05/ford-volkswagen-e-fiat-freiam-suas-producoes-no-brasil.jhtm

Será que a coisa vai melhorar???

JP!
06-09-2011, 20:15
Isso é jogo de cena para duas coisas: negociar a questão do IPI com o governo e melhorar as negociações de reposição salarial com os sindicatos.

JP

Cubas
06-09-2011, 21:28
Depois de ouvir o pronunciamento da Dilma, em letras garrafais "Protegeremos nossa indústria, nossos empregos, nossas riquezas" contra a concorrência desleal, predatória, famigerada dos produtos importados...

Em outras palavras, Imposto de Importação para os carros que já está em alucinantes 35% vai para 45%, podem apostar. E a culpa é dos quatro porquinhos, nada me tira isso da cabeça.

M E N A U
07-09-2011, 08:22
TETA BRASIL.
O governo mata duas cajadadas com um coelho só, fica bem com a massa operária e engorda os cofres para manter políticos corruptos no poder, pois quem conhece carro vai continuar comprando importado custe o que custar.
Os únicos prejudicados seriam os chineses, que nem puderam apresentar seus verdadeiros preços, e o desespero já começou.
Para quem não tem verba para um importado 0km dá para atacar de semi-novo, mas se ainda assim prefirir 0km ''nacional'' das 4 velhacas, francesinhas ou japas, meus pêsames, você é o mesmo que o viciado que alimenta a violência do tráfico, você é viciado, em lixo.
Resta saber como ficarão os carros vindos do México, que poderiam, já sabemos, custar a metade, mas estão nas mãos das 4 velhacas, francesinhas ou japas.
O deslumbrado consumidor brasileiro não sabe comprar e as montadoras tripudiam em cima disso.
Resumo, nada muda nos próximos 10 anos, afinal a cada mês é recorde de vendas de lixo a preço de luxo, financiado pelos agiotas oficiais, com a benção federal.

PS. até para um semi-nono ''decente'' o cidadão tem que desembolsar acima de R$60k, então a maioria da população é sumariamente excluída do processo de um trânsito seguro, e nem ostentando o trânsito mais violento do mundo vemos passeatas na Paulista. Não dá nem pra ter dó de quem ri à toa.

besantos1980
12-09-2011, 18:13
Será que a mídia brasileira vai finalmente comprar a briga do preço dos carros? Gostei da chamada logo acima do título da reportagem, que oferece uma hipótese para alguém pagar o preço: Privação de sentidos. :riso::riso::riso::riso:



Difícil imaginar por que alguém pagaria R$ 58 mil pela Space Cross

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/09/08/dificil-imaginar-por-que-alguem-pagaria-58-mil-pela-space-cross-925310829.asp#ixzz1Xm6rE1KU
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

TomD
13-09-2011, 22:54
O mercado vai saturar quando chegarmos aos 100 milhões de veículos (mais ou menos 1 veículo para cada 2 habitantes, como nos EUA e Europa)

Vendendo de 3 a 4 milhões por ano em dez anos teremos uns 30 a 40 milhões de veículos a mais. A estimativa de dez/2010 é de quase 65 milhões de veículos em circulação

http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/02/frota-de-veiculos-cresce-119-em-dez-anos-no-brasil-aponta-denatran.html

Se continuar no ritmo que as montadoras querem em dez anos teremos uns 110 a 120 milhões de veículos, é muita coisa andando por aí.


Alex, esse 65 é uma suposição total, incluindo caminhão, e não leva em conta os carros parados em desmanche, pátio do governo, etc.

Segundo o sindicato de auto-peças, temos em torno de 30 milhões de carros circulando.

Os EUA tem 250 milhões de carros circulando. Um por habitante, basicamente.(lembre-se, lá vende-se mais de 10 milhões de carros por ano há décadas.)

Eu não acho que existe ou existirá saturação, só aumentará as lojas de usados. O pessoal é louco por carro 0km e continuará assim.

O que existe nos EUA é competitividade. O que existe aqui é cartel.

Parece uma vez por ano todo mundo senta pra jantar no Fasano e combinam qual, como e por quanto lançarão seus carros nos próximos 12 meses.

E o triste é que mesmo quando um deles tenta tirar uma casquinha do outro(Ford vendendo o Fusion mais barato que Corolla), o pior carro continua sendo o mais vendido, enquanto o melhor tem vendas vergonhosas para o custo x benefício que oferece.

às vezes eu me pergunto se a carga tributária dos carros é realmente os 40%(ou parecido) que falam por aí, quando vejo os políticos na inauguração de uma nova fábrica abrindo as (nossas) pernas com isenções fiscais a rodo.

A Chery tá construindo uma fábrica aqui perto, em Jacareí/SP.

imposto aqui é tão alto que sai mais barato fabricar aqui do que importar da China:que:

Imagino os chineses conversando:

"lá a gente vende calo, bota a culpa no imposto, ninguém reclama e ainda ganhamo muito dinhelo":clown:


Lembrei de um artigo interessante a respeito da qualidade e durabilidade dos modelos importados.

Em mercados como Japão e EUA, onde carros são baratos e mão de obra cara, a lógica é fazer carros que durem no mínimo umas 60 mil milhas (96 mil kms) com um mínimo de manutenção (praticamente só óleo, filtros, pneus e pastilhas, mais nada). Só depois dessa km, aí sim é necessária uma manutenção mais onerosa.


Faz sentido. Várias marcas dão manutenção gratuita por anos. Jaguar tá dando manutenção gratuita do XJ por 4 anos/50 mil milhas que também é a duração da garantia.

Também às vezes tem garantia suplementar a original de fábrica pra usados.

E isso sem mencionar os financiamentos longos, que aqui tem gente que reclama, mas impulsiona até venda de Lamborghini nos EUA com financiamentos de 12 anos.

Aqui tem uma tabela com as manutenção gratuitas das montadoras nos EUA

http://media.ed.edmunds-media.com/non-make/carbuying/carbuying_11111_1600.jpg

Cubas
14-09-2011, 17:12
Nesse mar de lama, ao menos uma boa notícia...

***

Comissão aprova desconto para motorista que não cometer infrações
Proposta é dar 10% de desconto no IPI para compra de carro nacional.
Projeto terá ser aprovado em mais duas comissões antes de ir ao Senado.
Do G1, em Brasília
imprimir
Foi aprovado por unanimidade na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (14) projeto de lei que concede desconto de 10% no valor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos por condutores que não tenham cometido infração no trânsito nos três anos anteriores.
O projeto, de autoria da deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), tem caráter conclusivo (não precisa ser votado pelo plenário) e segue para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. De acordo com o texto aprovado, a medida valerá para os automóveis de fabricação nacional, com motor até 2.0 e movidos a combustível de origem renovável.
“O benefício pretendido poderá ter também um efeito didático, uma vez que, ao ver o incentivo financeiro obtido por um condutor, outros se atentarão para a possibilidade de desfrutá-lo”, afirmou o relator, deputado Lázaro Botelho (PP-TO). Segundo Botelho, a renúncia da receita decorrente do desconto do IPI poderá ser compensada com a redução dos gastos na mobilização do aparato estatal para atender aos acidentes de trânsito.
Segundo o projeto, os nomes dos condutores figurarão em cadastro nacional a ser atualizado mensalmente pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Cubas
15-09-2011, 20:10
E para variar, uma péssima notícia... Quem paga a conta é o bobo do consumidor brasileiro... se era para fortalecer a indústria nacional que DIMINUíSSE o IPI dos veículos fabricados no País e não aumentar o IPI dos importados...

Triste, muito triste...


***

Anfavea aprova aumento do IPI para carros de fora do Mercosul e México
'É um caminho importante', diz presidente da Anfavea, Cledorvino Belini.
Medida não muda preços de carros nacionais, esclarecem fabricantes.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
imprimir
saiba mais
Carros importados de fora do Mercosul terão IPI maior, diz Mantega
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, disse nesta quinta-feira (15) que aprova o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados de fora do Mercosul e México.
"É um caminho importante. Fortalece a indústria nacional de carros", disse Belini a jornalistas após o anúncio. Segundo ele, a medida, além de beneficiar os fabricantes nacionais de veículos, também favorece a fabricação de autopeças no Brasil, uma vez que um dos pré-requisitos para não ter o IPI elevado é ter 65% da produção feita regionalmente (Brasil ou Argentina).
"A medida não altera em nada os preços dos veículos, que não vão subir", declarou o presidente da Anfavea. Questionado se a medida vai eliminar a vantagem de veículos importados do mercado asiático, que chegam baratos ao Brasil, Belini afirmou que é "difícil dizer". "Se resolve, só o mercado e o tempo vão dizer", acrescentou ele.
Produção mais cara no país
Em junho passado, a associação de fabricantes divulgou que a produção de veículos no Brasil é até 60% mais cara do que em países como China, Índia e México. A afirmação foi feita com base em estudo realizado em parceria com a empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers.Segundo o levantamento, a alta do valor da mão de obra está entre os principais fatores que pesam nesse custo de produção.
Nível de estoques
Sobre os estoques de veículos nacionais nos pátios do país, que atingem 36 dias, o presidente da Anfavea não se mostrou preocupado. "Se olharmos um pouco atrás, chegamos a 60 dias de estoques. Temos 36 dias de estoques. Não é ideal, mas é confortável. Com as promoções e a disputa de mercado, os estoques serão normalizados", declarou ele.

mmcl
16-09-2011, 01:01
Somos realmente todos palhaços. Cubas, correta a sua colocação. Porque não diminuir o IPI dos nacionais oferecendo um produto mais barato a população, aumentando consequentemente a produção e o emprego e deixa como esta os importados.
Vamos continuar andando de carroça, alimentar as industrias automotoras instaladas no Brasil com esses lixos de carro sem um minimo de tecnologia e vamos ficar cada vez mais longe do primeiro mundo. Viva o Brasil, um pais de tolos.

M E N A U
16-09-2011, 08:35
O que acho sobre a vigência das novas alíquotas e reação dos preços.

IPI: terá que respeitar 90 dias.
II: imediata.

Logicamente os preços todos subirão , pois já será sabido que mesmo que o texto legal não inclua nada de novo no II, daqui 3 meses os carros ficarão mais caros.
Só isso já bastará para inflacionar o preço desde já dos importados, pois quem esperaria para comprar de 20% a 30% mais caro e daqui 3 meses. Ou seja, a procura ditará os preços maiores.
Pior, todos os carros poderão sofrer ajustes para mais, afinal, não existirá a concorrência chinesa para atrapalhar.

Da lei maior:
É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos seguintes impostos (art. 153, §1º da CF): Imposto sobre importação (II), imposto sobre exportação (IE), imposto sobre produtos industrializados (IPI), imposto sobre operações financeiras (IOF).

O Poder Executivo é exercido pelo Presidente e Ministros de Estado, mas só o Presidente pode alterar as alíquotas dos impostos, através de decretos. É facultada a alteração das alíquotas destes impostos, pois a obtenção do tributo tem finalidade de fomentar a prática ou abstenção de determinados atos.
O princípio da anterioridade não se aplica (art. 150 §1º da CF):
-Imposto sobre importação (II), imposto sobre exportação (IE), imposto sobre produtos industrializados (IPI), imposto sobre operações financeiras (IOF): Estes impostos também podem ter alíquotas alteradas pelo Presidente.

A emenda constitucional 42/2003 criou uma noventena para alguns tributos, assim a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não podem cobrar tributos antes de 90 dias da publicação da lei que os instituiu ou aumentou, com exceção ao II, IE, IR, IOF, empréstimos compulsórios de calamidade pública ou guerra externa ou sua iminência, impostos extraordinários no caso de guerra externa ou sua iminência e nem à fixação de base de cálculo de IPVA e IPTU.

O IPI está sujeito a noventena, embora seja exceção ao princípio da anterioridade.

Cubas
16-09-2011, 10:45
O princípio da vedação ao confisco se aplica ao Imposto de Produção Industrial, a alteração da alíquota promovida pela Dilma foi de ordem superior a 500% (quinhentos por cento), creio que a Abeiva poderia explorar esse fato para tentar uma ADIN.

Cubas
17-09-2011, 14:28
Creio que a única forma de resolver essa questão de preços é utópica e acho que já foi dito anteriormente:

BOICOTE AMPLO GERAL E IRRESTRITO PARA A COMPRA DE VEÍCULOS ZERO KM DE TODA A LINHA DA VOLKSWAGEN E DA FIAT (LÍDERES DO MERCADO).

Em dois meses eles seriam obrigados a baixar o patamar de preços e, por serem referência para todas as demais montadoras, acabariam por gerar um efeito cascata para toda a cadeia.

Agora, surge a velha pergunta: quem acredita em duendes ou papai noel?

mralfh
17-09-2011, 16:47
O boicote é a resposta de consumidores esclarecidos. Infelizmente não é o nosso caso.

Uma hora o povo brasileiro vai ter que acordar. Se não for a nossa geração, que sejam os nossos filhos, ou os filhos deles.

lnb99
17-09-2011, 17:11
Pacote oferecido à Anfavea esconde presente para o México
por Jorge Meditsch

Quarta-feira à noite, entrei num supermercado e me surpreendi com uma gôndola cheia de panetones. O Natal está chegando cada vez mais cedo. Prova disto é o presente que as grandes fábricas de automóveis brasileiras receberiam no dia seguinte: num pacote com fita vermelha, cuidadosamente embalado, ganharam do governo a tão sonhada competitividade para resistirem a concorrentes que podem ameaçar sua posição no mercado.

Sem resolver nenhum dos problemas estruturais e fiscais que impedem as fábricas aqui instaladas de competir fora do Brasil, o governo deu a elas o virtual monopólio das importações. Carros importados, daqui para frente, só serão viáveis se vierem das filiais que as grandes marcas têm nos países do Mercosul ou no México, de onde vêm com taxa zero.

Quanto ao Mercosul, tudo bem. Há muito tempo há um intercâmbio real entre Argentina e Brasil, envolvendo produtos complementares de diversas marcas. Um processo que otimiza a utilização das fábricas, reduz custos e viabiliza a diversificação das gamas oferecidas aos consumidores dos dois países.

Parece, entretanto, que ninguém está reparando no México, um país cuja indústria automobilística é voltada, majoritariamente, para atender ao mercado americano mas que, cada vez mais, começa a se tornar um importante fornecedor de carros prontos para o Brasil.

Já este ano, a importação de automóveis feitos no México irá crescer de forma considerável com o lançamento de novos modelos lá fabricados, muitos deles especificamente adaptados para o Brasil. A Fiat já está trazendo de lá o crossover Freemont e o icônico Cinquecento. A Volkswagen importa o Jetta. A GM, o Captiva. A Ford, o Fusion. A Honda, o CR-V. A Nissan, o Sentra e o Tiida.

DO MÉXICO PARA BAIXO
Trazer do México modelos feitos para os americanos, cujas vendas no Brasil não justificam que sejam produzidos localmente, não é uma ameaça à indústria nacional. Mas as coisas tendem a mudar, com a entrada de modelos em quantidades consideráveis. A Nissan lança este mês seu primeiro modelo popular no Brasil, o March. Apesar de a publicidade apresentar o modelo como japonês, ele é feito no México. A expectativa da Nissan, informada por sua assessoria de imprensa, é vender pelo menos 3.000 unidades do March por mês a partir de março do ano que vem.

A Nissan tem fábrica no Brasil, onde faz a picape Frontier e a minivan Livina. Até agosto deste ano, a marca japonesa havia vendido no Brasil 13.502 carros mexicanos, contra 10.463 minivans e 8.179 picapes (um total de 18.642) feitas no Paraná. Ou seja: em meados do ano que vem será uma marca "importante", trazendo de fora dois veículos para cada um que fizer no Brasil.

A General Motors ainda não anunciou oficialmente, mas no ano que vem começará a trazer do México o Sonic, que substituirá o Astra. O modelo veterano ainda é competitivo e vende em torno de 3.000 unidades por mês apesar de ter saído de moda. Não há porque achar que o Sonic vá vender menos: mais 3.000 carros por mês das terras de Montezuma.

Para não esticar demais o assunto, até a metade do ano que vem o espaço tirado de quem importa carros chineses, coreanos e outros estará solidamente ocupado por mexicanos, trazidos pelas fabricantes "protegidas" pelo governo. *A importação de carros não apenas não cairá, como poderá crescer. É mais barato produzir no exterior do que aqui -- um especialista em produção de uma grande montadora calcula que, por exemplo, se o Fiat Cinquecento fosse feito no Brasil, custaria pelo menos 20% mais.

ADEUS, LUXO
O presente do governo terá respingos no quintal de algumas marcas aqui instaladas, que terão suas importações praticamente inviabilizadas. Caso da Mercedes-Benz, por exemplo, cujos automóveis voltarão a ser privilégio dos muito ricos. A Audi, que apesar de independente faz parte do Grupo Volkswagen, também será vitimada.

Mais pesado será o efeito na rede de revendedores das marcas importadas. Não há como evitar que, dentro de dois ou três meses, a queda nas vendas leve ao fechamento um número considerável de concessionárias. Além do prejuízo dos donos, quem comprou carros importados poderá ficar sem assistência técnica e, mesmo que os importadores consigam honrar a garantia de seus produtos, a manutenção será mais difícil, pela escassez de oficinas autorizadas. Num prazo mais longo, poderão faltar peças.

Até o final do ano, se a situação se mantiver, as concessionárias que não fecharem serão obrigadas a reduzir o número de funcionários. Serão alguns milhares de pessoas desempregadas, pulverizadas pelo país e, por isso, sem respaldo sindical significativo para defendê-las e pedir mudanças na atitude do governo.

Elas vão pagar o presente recebido pelas grandes marcas. Não terão um Natal feliz.

Alex Sound
17-09-2011, 18:58
Como diz o velho ditado: quem paga, manda!

Alex Sound
17-09-2011, 19:09
Acabei de ver a propaganda da GM sobre o novo motor Ecotec, transmissão de 6 marchas, menos poluidor, com comando variável de válvulas e presente em breve no Chevrolet Cruze. Vai ser fabricado no Brasil ou importado do México ????

ms73
17-09-2011, 19:27
Possuiindo bloco de ferro alguém acredita que este motor é realmente moderno?

Cubas
17-09-2011, 19:55
Agora, com essa estória do IPI, Chery, JAC, Kia e demais, deveriam correr e implantar fábricas no México... se bem que, do jeito que a coisa anda, não demora muito e eles baixam um decreto excluindo os carros mexicanos e argentinos...

lexlex
17-09-2011, 19:55
Já disse e repito: brasileiro é o povo mais trouxa da história da humanidade. Insuperável nesse quesito.

Marloz
17-09-2011, 19:55
Achei bem legal, e resolvi postar aqui.


Uma vez eu fiz uma tabela comparando preços da BMW M3 Sedan em varios países e quanto tempo demoraria pra se comprar ela pagando o salario minimo do país.

EUA: 4 anos 1 mes
Canada: 4 anos 7 meses
UK: 3 anos 11 meses
Australia: 5 anos 10 meses
Brasil: 53 anos 3 meses

Isso q eu tinha feito essa tabela no começo do ano, a M3 era R$350.000, agora com o aumento do IPI vai "adicionar" alguns anos a mais.



Postado pelo Binco, no forum Exclusivos no brasil, disponivel em http://forum.exclusivosnobrasil.com/viewtopic.php?f=87&t=9901&st=0&sk=t&sd=a&start=30

Cubas
31-01-2012, 09:04
Pow, já imaginou se em vez de dobrar a inadimplência, a taxa fosse sextuplicada?

Isso é mais uma prova de que, ou os juros estão altos, e/ou, os preços são caros, e/ou, o consumidor agiu por pura emoção...

****

Dobra inadimplência no financiamento de carros
31/01/2012 08:30 - Ilustração: Afonso Carlos/CZN
Envie por email

Consumidores que não pagam as prestações do carro já são 5% dos que financiam

por Túlio Moreira
MotorDream

O número de consumidores que não conseguiram arcar com as prestações do financiamento do carro novo dobrou de 2010 para 2011. A taxa de inadimplência registrada pelo Banco Central em dezembro passado foi de 5%, ante 2,5% no mesmo mês do ano anterior. Ao todo, 2,1 milhões de veículos vendidos no ano passado foram comercializados com algum tipo de financiamento.

De acordo com analistas do setor automotivo, a taxa de inadimplência disparou como reflexo do “boom” da classe média, entre 2007 e 2009. Neste período, muitos consumidores conseguiram adquirir o primeiro carro, por meio do financiamento em 60 vezes sem entrada. Quando não há o pagamento de nenhum valor antecipado na hora da compra, os juros praticados pelo mercado ficam em 2,5% ao mês – com uma entrada de 40%, a taxa fica entre 1,4% e 1,6%. Além disso, gastos com combustível, IPVA e manutenção têm ficado mais onerosos nos últimos anos.

Prevendo que a facilidade para financiar um veículo iria desencadear a inadimplência, o Banco Central adotou, em dezembro de 2010, medidas para dificultar a concessão de crédito para a modalidade. O órgão aumentou o valor da entrada e aumentou o compulsório dos bancos, o que reduziu a oferta de dinheiro no mercado. Agora, quem quer financiar um automóvel de 24 a 36 meses precisa apresentar pelo menos 20% do valor total. Entre 48 e 60 meses, a entrada mínima é de 40%.

Como a alta da inadimplência ainda reflete os financiamentos acordados em período anterior à medida, os bancos já recusam cerca de 60% dos novos pedidos para financiamento de carros. Em relação aos consumidores inadimplentes, muitos acabam precisando repassar o veículo para saldar a dívida. Isso pode refletir no mercado automotivo, já que há o aumento da oferta de veículos usados, que concorrem indiretamente com os zero quilômetro. No fim das contas, a indústria também pode sair perdendo. (Com informações do G1)