Dennis
23-09-2002, 16:53
Empresas
Sony começará produção de CDs na China, terra da pirataria
Segunda, 23 de Setembro de 2002, 14h58
Fonte : Bloomberg Brasil
A Sony Music International Group construirá sua primeiro fábrica na China, mudando a produção de CDs para o país onde nove entre dez discos vendidos são versões piratas.
A Sony Music, uma unidade da japonesa Sony Corp., informou que lançará um empreendimento de US$ 30 milhões em Xangai por meio dos 49% que possui na Shanghai Epic Music Entertainment Co. Os sócios chineses são o Shanghai Synergy Multimedia Group e o Shanghai Jingwen Investment. "O setor de música é um dos poucos que se adequou aos padrões internacionais depois que a China juntou-se à Organização Mundial de Comércio", comentou Andrew Wu, diretor administrativo da Epic Music, em cerimônias que marcaram a inauguração da nova fábrica. "O setor ainda está sofrendo com pirataria".
Contudo, nas ruas de Xangai, versoes piratas de discos populares, como o atual mais vendido do "pop star" britânico David Craig, são vendidas por cerca de 10 yuans (US$ 1,20), 15 vezes mais barato do que o preço de uma versão original.
Wu quase não deu detalhes sobre como o empreendimento poderá driblar a pirataria. Ele informou que o empreendimento é capaz produzir 12 milhões de discos de músicas por mês. "O preço deverá ser mais baixo desde que possamos evitar custos de embarque e impostos", comentou Robert Bolin, presidente da Sony Music International. "Como alcançamos economia de escala, o preço poderá ser tão baixo como em outras partes do mundo".
Bolin, também, esquivou-se de questões a respeito de como a companhia espera concorrer por vendas em um país onde as economias de escala não podem reduzir preços abaixo das falsificações de várias qualidades.
Aproximadamente 90% dos discos vendidos no continente são cópias ilegais, de acordo com a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica), que representa 1,5 mil companhias do setor em 76 países. Um total de 1,9 bilhão de cópias ilegais de músicas foi vendido no mundo todo no ano passado, respondendo por 40% do total de vendas de discos.
A China abriu seu mercado audiovisual a companhias estrangeiras no início deste ano, após juntar-se à OMC. Abrir negócios na China requer um sócio no continente.
As cinco maiores companhias mundiais de música, incluindo a Warner Bros. e o EMI Group Plc, estão procurando por sócios locais, comentou Zhang Xinjian, vice-diretor de marketing do Ministério da Cultura.
Sony começará produção de CDs na China, terra da pirataria
Segunda, 23 de Setembro de 2002, 14h58
Fonte : Bloomberg Brasil
A Sony Music International Group construirá sua primeiro fábrica na China, mudando a produção de CDs para o país onde nove entre dez discos vendidos são versões piratas.
A Sony Music, uma unidade da japonesa Sony Corp., informou que lançará um empreendimento de US$ 30 milhões em Xangai por meio dos 49% que possui na Shanghai Epic Music Entertainment Co. Os sócios chineses são o Shanghai Synergy Multimedia Group e o Shanghai Jingwen Investment. "O setor de música é um dos poucos que se adequou aos padrões internacionais depois que a China juntou-se à Organização Mundial de Comércio", comentou Andrew Wu, diretor administrativo da Epic Music, em cerimônias que marcaram a inauguração da nova fábrica. "O setor ainda está sofrendo com pirataria".
Contudo, nas ruas de Xangai, versoes piratas de discos populares, como o atual mais vendido do "pop star" britânico David Craig, são vendidas por cerca de 10 yuans (US$ 1,20), 15 vezes mais barato do que o preço de uma versão original.
Wu quase não deu detalhes sobre como o empreendimento poderá driblar a pirataria. Ele informou que o empreendimento é capaz produzir 12 milhões de discos de músicas por mês. "O preço deverá ser mais baixo desde que possamos evitar custos de embarque e impostos", comentou Robert Bolin, presidente da Sony Music International. "Como alcançamos economia de escala, o preço poderá ser tão baixo como em outras partes do mundo".
Bolin, também, esquivou-se de questões a respeito de como a companhia espera concorrer por vendas em um país onde as economias de escala não podem reduzir preços abaixo das falsificações de várias qualidades.
Aproximadamente 90% dos discos vendidos no continente são cópias ilegais, de acordo com a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica), que representa 1,5 mil companhias do setor em 76 países. Um total de 1,9 bilhão de cópias ilegais de músicas foi vendido no mundo todo no ano passado, respondendo por 40% do total de vendas de discos.
A China abriu seu mercado audiovisual a companhias estrangeiras no início deste ano, após juntar-se à OMC. Abrir negócios na China requer um sócio no continente.
As cinco maiores companhias mundiais de música, incluindo a Warner Bros. e o EMI Group Plc, estão procurando por sócios locais, comentou Zhang Xinjian, vice-diretor de marketing do Ministério da Cultura.