Ver Versão Completa : CABO JAMO
Recentemente li uma matéria sobre a forma (e as "seções") onde as frequências são transportadas em um determinado cabo.
Dizia a matéria que altas frequências caminham ao redor dos conduítes, não adentrando ao mesmo, isso no caso de frequências de rádio, mas aplicável proporcionlmente ao áudio (os técnicos do Fórum me corrijam se eu estiver errado).
Neste caso, um cabo constituído por um único fio rígido seria o pior condutor para agudos (considerando-se só a espessura do fio), pois seria o que teria a menor seção (este raciocínio está correto?...)?
Bom, de qualquer forma eu estava sapeando por uma loja quando me deparei com um rolo de cabo p/ caixa Jamo, e o que me chamou a atenção foi a "capilaridade" do cabo. Os fios de cobre dele eram bem mais finos do que o Pirelli, por exemplo. Lembrando da matéria, imediatamente considerei que este cabo seria bom para agudos.
Resultado: Bingo!
Comprei 5 metros do cabo e fui fazer os testes. A diferença do Pirelli é bem evidente, fiquei até um pouco triste, pois tenho um carinho especial com os Pirelli e os Jamo os pôs no bolso.
Basicamente a diferença foi a seguinte: o Pirelli cumpre o seu papel de conduzir a eletricidade até as caixas, já o Jamo faz tocar música...
Alguém já testou este cabo?
O que você percebeu de diferenças nos agudos ? Dê-nos mais detalhes.
Só uma informação: o efeito pelicular, que é ao qual você se refere, é realmente tanto mais pronunciado quanto maior for a bitola do fio. Assim, um conjunto com maior número de fios, mais finos, mas com seção transversal equivalente a um outro, único, reduziria muito esse efeito. Mas só se todos os fios estivessem isolados entre si, o que não deve ser o caso do cabo que você citou.
Numa análise mais superficial e rápida, seria isso. Mas como esse negócio de cabos/áudio é cheio de mistérios, vai saber ...
Flat,
A principal característica do Pirelli é justamente domar (ou capar) os agudos em sistemas estridentes, portanto sua impressão faz total sentido.
Já quanto ao Jamo, desconheço-o.
Quanto ao efeito pelicular, há alguns bons textos aqui pelo fórum, escritos pelo Dennis e pelo Dantas, entre outros, se não me falha a memória.
:legal:
Dmaumau e Hélder,
o Jamo não tem mais agudos do que o Pirelli - tem eles muito melhores. Este cabo realmente tira a estridência, pois torna os agudos muito mais naturais. Detesto ter que usar estes termos:xingo: , mas o som ficou mais "relaxado", mais musical.
O palco sonoro é mais amplo e preciso e o timbre dos instrumentos é mais natural. Tudo é mais musical, a alteração é grande em todos os sentidos. Os graves soam menos fortes, mas mais naturais (eu deixei de usar bi-cablagem com os Pirelli para testar um cabo Jamo).
É como eu disse: o Pirelli faz conduzir a eletricidade, este toca música.
Abraços,
Marcelo.
Flat, quanto custou o metro deste cabo ?
Eu tenho cabos flat 2.5mm da jamo, inclusive utilizo no quarto junto com o receiver sony, ele é bom para médios e agudos e fica devendo nos graves, tenho este cabo a pelo menos quatro anos.
Importante, nunca oxidou.
Não é cabo indicado para receivers yamaha e caixas jbl, também acho que não é indicado para ser utilizado em falantes de grave, isso inclui o woofer de caixas bookshelf duas vias.
Por outro lado talvez seja interessante par salas com problemas acústicos na faixa dos graves, talvez este cabo ajude a atenua o problema.
Abraços
Senhores
em quase todos os tópicos e questionado que receivers yamaha, possuem excesso de brilho na região médio-agudo.
no meu sistema isto não ocorre, portanto deveria eu este mérito ao cabo que estou utilizando (IFE CRISTAL 3 MM ) antes de utilizar estes cabos eu utilizava TIAFLEX e minha sala possui um excesso de graves (retumbantes e embolados) que me irritava.
Poderia então deduzir que a região medio-grave bem equilibrada e harmoniosa que possuo se deve ao cabo IFE
Márcio,
na minha sala eu estava começando a ficar preocupado com os graves e este cabo veio bem a calhar. Como disse o Edson, eles estavam ficando retumbantes, a medida em que eu experimentava o sonex.
O meu Jamo é 2 x 1,5 mm², não é flat, parece um paralelo comum. Ainda estou usando cablagem simples e a definição já é muito superior ao Pirelli... Acho que com bi-cablagem vai aumentar a definição dos graves.
Primeiro vou experimentar usando o Pirelli para os médios-graves (este é o problema, o corte da minha caixa é em 4KHz, muito alto), mas acho que os médios vão piorar.
Abraços,
Flat.
TEXTURA!!! Até que enfim, descobri a grande mudança!
É porquê mudou tudo, por isso estava difícil de definir!
Posso fazer a seguinte comparação: a textura do som com o Pirelli era como uma superfície de cimento desempenado, firme, mas áspero ao toque. Com o Jamo, o som é como uma superfície totalmente lisa, como um granito, sem nenhum grão (agora entendi o que é o tal de grão da CAVI...).
É muito mais musical, agora não dá vontade de parar de ouvir o som!
Abraços,
Flat.
Dito e feito. A bicablagem usando Pirelli para médios-graves e Jamo para agudos ficou péssima.
Agora sou obrigado a concordar com a CAVI, quando diz que o Pirelli não é bom para áudio hifi(vou ser crucificado por esta...), realmente os médios são projetados e os agudos são sujos. E realmente o que se escuta nos graves é mais coloração do que os próprios.
Quando eu usava as Lando LC100, não dava para sentir estas diferenças. Só o que mudava era a quantidade de graves, médios ou agudos. Mas as B&W entregam tudo. Não há mais como voltar com os Pirelli para a minha configuração.
Hélder, este cabo Jamo custa R$ 5,00 o metro.
Abraços,
Flat.
este cabo como privilegia as freqiencias medias e agudas deve ser intencionalmente feito para "casar" com as caixas jamo .
na ultima edição sai a analise de um modelo torre em que a considerção feita é quanto ao cabeamento o qual deve ter cabos "abertos " que privilegiem estas frequencias...
abraços vinicius
mmartins
15-06-2003, 19:12
:D
Uma pergunta: O que são graves retumbantes ???
Outra pergunta: O que se entende por textura ????
Att.
Cocuroci
15-06-2003, 19:39
Mauro,
Grave retumbante é aquele que retumba, entendeu ? :D
E Textura é aquele dispositivo onde coloca-se o texto, certo ? :D
Nilton.P
15-06-2003, 19:47
Ronaldo ,
Belas explicações.:D
Flat , quais são as caracteristicas técnicas deste cabo? Será que o Prof. Dantas poderia dar uns detalhes mais técnicos deste cabo em comparação com o Pirelli?
Onde se encontra este cabo?
Abraços
mmartins
15-06-2003, 20:59
Caro Ronaldo,
Claro que sei o que é um grave retumbante. Só que as vezes, graves retumbantes podem ser gerados por mau posicioinamento de caixa e medidas da sala.
Att.
Carlos Dantas
15-06-2003, 22:11
Prezados Flat, Martins e Nilton
Quanto ao conceito de textura musical vou me basear no conceito que a CAVI expressa em suas publicações. Referindo-nos a reprodução de um conjunto de instrumaentos, uma orquestra por exemplo, existem vários instrumentos ou grupos de instrumentos tocando simultaneamente dentro de linhas melódicas definidas pelo compositor e que se combinam de forma harmoniosa formando ao que chamamos de textura musical. Na reprodução de alta qualidade estas linhas distintas - trama- permanecem identificáveis a maior parte do tempo, de forma independente da dinâmica da música e de quão complexa é a trama musical. Numa reprodução de qualidade insatisfatória perde-se a possibilidade de, na maior parte do tempo, identificar a textura musical. Sob o ponto de vista subjetivo o conceito de textura está associado ao de equilíbrio tonal e palco sonoro. Assim um sistema com um deficiente palco sonoro e um mau equlíbrio tonal não terá uma boa textura. Sob o ponto de vista objetivo a textura está vinculada à resposta de frequencia e à distorção por intermodulação do sistema reprodutor, entre outros itens.
Prezado Nilton; não conheço o cabo da Jamo por isto não posso comentá-lo. Pela fama da Jamo deve ser um bom cabo mas não tenho elementos para compará-lo com o Pirelli. De qualquer forma não acho que cabos devam ser usados para a correção sônica de um conjunto de equipamentos; é preciso lembrar que os cabos não são, nem de longe, o elo mais fraco da cadeia de reprodução sonora. A mexida em qualquer outro elemento da cadeia produz resultados muito mais significativos para a qualidade do som do que a troca de cabos. A influencia dos cabos é muito sutil e só é realmente sensível quando o restante da cadeia já está toda ajustada e é de alta qualidade. Isto é apenas uma opinião, respeito todas as opiniões em contrário.
Abraços
Dantas
Nilton.P
16-06-2003, 09:21
Caro Dantas ,
Entendi o recado , que bom seria se tivessemos um lugar onde pudessemos "pegar emprestado"( tipo uma biblioteca) ou alugar um cabo para testes , pois esta coisa de comprar para testar não faz muito meu gosto não.
Abraços
Prof. Dantas,
acho que no meu caso específico posso considerar que a diferença deva ter sido justamente na distorção por intermodulação, o que causaria a "sujeira" dos agudos, pois estariam sendo modulados por freqüências mais baixas, dando assim, a impressão de serem "ásperos".
No caso dos médios-graves, também seria válida a teoria, pois, sendo modulados por freqüências ainda mais baixas, criariam uma "barriga" que não lhes pertence.
Respeito inteiramente sua opinião, mas no caso do meu sistema a diferença chega a ser, literalmente (desculpe o trocadilho:D ...) gritante.
Você teria como medir a distorção por intermodulação introduzida pelo cabo Pirelli?
Abraços,
Flat.
Nilton,
também sinto este desconforto no caso dos cabos. Mas acho que com uma boa conversa em uma boa loja, vc poderia deixar um cheque em garantia e levar vários cabos para verificar qual se adequaria mais ao seu sistema.
Acho importante que nós consigamos desenvolver um certo relacionamento em algum revendedor para ter estas "mordomias":legal:
Abraços,
Flat.
Flat, você é provilegiado nesse aspecto, pois tem o Carlos Ho aí em BH pra quebrar esse galho.
É verdade...:concordo: :legal:
Nilton.P
16-06-2003, 20:00
Tambem conheci o Carlos aqui na HT , o cara é gente fina mesmo....:tu:
Carlos Dantas
16-06-2003, 21:07
Prezado Flat
Concordo com voce. Se eu tivesse que começar com uma investigação começaria por medir as distorções por intermodulação. O difícil é acreditar que um cabo possa provocar distorções de intermodulação e ainda facilmente audíveis. O fato é que as pessoas ouvem estes efeitos degradativos do som que se assemelham a distorções de intermodulação. Pode até mesmo ser intermodulação e não seria difícil poder medí-la se tivéssemos instrumentos adequados. Eu gostaria muito de fazer este teste mas não sei onde conseguir os instrumentos . Já li artigos de pessoas que mediram est distorção em cabos mas os valores eram tão baixos que custa a acreditar que poderiam ser ouvidos. Se voce ou outro colega souber de algum artigo sobre esta medida em cabos de audio eu lhe pediria o favor de me informar pois tenho grande curiosidade sobre o assunto mas não encontro uma fonte fidedigna e esclarecedora.
Em tese não há elementos não lineares nos cabos para poderem provocar distorções de qualquer tipo. Toda esta teoria de microdiodos não faz o menor sentido e não há como justificá-la. Certamente um dia chegaremos a descobrir o que acontece, eu ainda não perdi as esperanças.
Abraços
Dantas
Prof. Dantas,
por falar em não perder as esperanças, de novo acontece um fato, no mínimo, intrigante. Eu já havia até aberto um tópico sobre isso no antigo Fórum Home Theater. É sobre os conectores banana.
Estes meus conectores estavam guardados e resolvi instalá-los novamente, agora com os cabos Jamo. Da primeira vez em que os utilizei, minhas caixas eram Lando LC 100, uma caixa não muito reveladora, em comparação com as B&W.
O efeito aconteceu de novo com as B&W, e agora de forma mais acentuada!!
Quando instalados os conectores banana, os agudos ficam mais contidos, perdendo qualquer tipo de estridência e os graves, muito mais aparentes! Parece mesmo que foi acionado o controle de tonalidade, ou o Loudness. Desta vez, até chamei minha esposa para confirmar que não era auto-sugestão.
Como explicar isto???
Poderíamos considerar que o cabo, pelo uso de conectores banhados a ouro, teria o resultado de outro com composição química diferente??
O sinal, passando pelo ouro, sofre alguma alteração???
É, simplesmente, a coisa mais intrigante que já vi até hoje, em matéria de áudio!
Alguém mais poderia opinar?
Abraços,
Flat.
Well, no cabo Golden Eagle da Siltech, eles utilizam ouro para preencher as "lacunas" entre os cristais de prata na fabricação do cabo...
Se isso explicar alguma coisa, a informação fica aqui.
Abração.
Carlos Dantas
17-06-2003, 21:32
Prezado Flat
Não consigo imaginar uma teoria que possa explicar isto. O estranho é que o ouro é pior condutor elétrico que a prata e que o cobre. O ouro só faz sentido quando aplicado à superfície dos condutores para evitar a oxidação dos mesmos, especialmente nos conectores, onde existe apenas o contacto mecânico. Outro fato muito interessante e que venho observando cada vez mais é que os parâmetros elétricos dos cabos têm pouca coisa a haver com a qualidade subjetiva destes cabos. Excelentes reportagens subjetivas sobre cabos não condizem com as medidas dos parametros destes cabos e vice-versa. Isto pode significar que as medidas subjetivas estão psicológicamente polarizadas ou não conhecemos, ou não é divulgado, quais os fenômenos físicos que suportam as avaliações subjetivas. Enquanto estas dúvidas persistirem muita água ainda vai rolar debaixo desta ponte. O assunto não deixa de ser fascinante!
Abraços
Dantas
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