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Ver Versão Completa : CONDICIONADOR DE ENERGIA


sdassis
01-11-2002, 23:18
Pessoal,

O que vocês acham desse equipamento:

http://www.labramo.com.br/condic1.htm

Sdassis

Dmaumau
02-11-2002, 10:08
Sdassis,

Este condicionador está à venda por R$ 699 na videosonic.

Algum tempo atrás eu entrei em contato com o fabricante e aqui estão as respostas que eles me enviaram.


----- Original Message -----
From: grsavage
To: Mauricio
Sent: Wednesday, October 16, 2002 8:53 AM
Subject: Re: Savage CDR-1500SQV


Como vai Maurício?
A linha CDR1500 foi desenvolvida visando justamente o mercado de áudio e vídeo, além de possuir três estágios de proteção contra surtos e transientes, sendo que cada estágio está ligado entre Fase - Neutro, Fase - Terra e Terra - Neutro, incorpora também o circuito Seguidor de Senoide (Sine Wave Treaking ), ou seja além das faixas de grampeamento um envelopamento da senoide oscilando na mesma freqüência, isso proporciona uma atenuação de ruídos muito mais fina e constante.
O CDR1500SQV possui ainda 01 bloco de tomadas isoladas eletricamente das outras para que nelas sejam acoplados equipamentos que geram ruídos para a rede elétrica, como DVDs e Cds players, esse bloco está limitado a uma potência de 50W.
Estou enviando em anexo catálogo eletrônico do CDR1500.
QQ dúvida estou a a sua disposição.

Luiz Freire - Enga de aplicação
11 6741.3637


e


----- Original Message -----
From: grsavage
To: Mauricio
Sent: Wednesday, October 16, 2002 2:06 PM
Subject: Re: Savage CDR-1500SQV


Em breve, aproximadamente 30dias, estará disponível a linha MIT um módulo de isolação em rack 19" de dupla altura com transformador toroidal com blindagens eletrostática e eletromagnética com 01 estágio de proteção para cada tensão de entrada, 110 e 220v, entre as três linhas (FN,FT e TN), 03 tomadas 220v e 06 tomadas 120v todas com terra balanceado e acessível ao usuário caso o queira usar como referencia para o resto do sistema.
Teremos também para a mesma época o CDR2500, upgrade da linha CDR1500 com vários recursos adicionais além de ser automatizado, obviamente de maior custo também.
Temos disponível a linha de nobreaks e estabilizadores de tensão, cuja arquitetura é a adição vetorial de tensão e não o simples e comumente usado chaveamento de taps; com tensão de entrada e saída configuráveis independentemente pelo usuário, 08 tomadas de saída e 02 entradas de sinal de TV protegidas.
Há outros projetos para o próximo ano, nosso planejamento é suprir toda a gama de necessidade em condicionamento de tensão para esse mercado.
Quanto ao preço de venda deixamos ao mercado o balizamento das revendas.
Em Campinas vc poderá encontrar na Universound, (19) 3294.5702 ,na Miami Imports, (19) 3243.8340 ou na Boni&Franchi,(19) 3213.5576.
Em S.Paulo, há varias caso tenha necessidade ou alguma dificuldade, entre em contato.

SDS
Luiz Freire

Eduardo
09-11-2002, 10:47
Bem, pessoal,

acho que vou aproveitar este tópico para não abrir outro com um assunto parecido.

Como já disse antes aqui neste fórum, o CD player que comprei é para 230 V, e na minha casa a alimentação é de 110 V. Na época usei um transformador para ligá-lo que eu já possuia, mas além de não apresentar a tensão correta na saída ainda está zumbindo muito (folga entre as lâminas no núcleo).
Pois bem, achei um bom transformador e vou instalá-lo numa caixa adequada, com interruptor, fusível, tomada, etc.
Minha dúvida é o seguinte: compensa colocar mais alguma coisa nesta caixinha? algum filtro para harmônicos, um protetor de surto, ou outra coisa que seja útil e que não prejudique a qualidade do som? se possível, por favor, me indiquem onde encontrar um esquema de montagem para isso.

Grato a todos.

Eduardo

Márcio
09-11-2002, 10:56
A algum tempo atrás li na clube do áudio que um dos articulistas havia instalado um capacitor em série na rede elétrica para filtrar ruídos, não lembro qual era o valor do capacitor. Alguém sabe se isso pode influenciar em alguma coisa?
Abraços

mmartins
09-11-2002, 11:53
Caro Maurício,

O mais engraçado é o papo do vendedor !!! Cuidado para não ocorrer um envelopamento nas suas idéias.


Att.

Carlos Dantas
09-11-2002, 23:41
Prezado Márcio
Para que um capacitor pudesse ser colocado em série com a rede, sem introduzir perturbações nesta rede, precisaria ter um valor muito grande e não ser polarizado como são por exemplo os capacitores eletrolíticos. Por outro lado a colocação de um capacitor em série funcionaria como um filtro passa altas , justo o oposto que deveríamos ter se quizermos limpar a rede dos componentes harmônicos da frequencia dela e dos ruídos de alta frequencia.
Abraços
Dantas

Eduardo
10-11-2002, 08:36
E aí, o que sugerem?
Tenho um estabilizador com dois indutores em série com a alimentação, posso usá-los?

Carlos Dantas
10-11-2002, 09:38
Prezado Eduardo
Noventa e nove por cento dos Filtros de Linha são feitos com indutores em série com a linha. Se é o fato dos indutores estarem em série com a linha que o preocupa pode usar o seu estabilizador sem susto! Abraços
Dantas

Eduardo
10-11-2002, 09:45
Caro Dantas

Obrigado.

Márcio
10-11-2002, 10:15
Já li em algumas revistas que os bons condicionadores são feitos em parelelo e não em série.
Abraços

mmartins
10-11-2002, 17:08
Senhores,

De todos os condicionadores/protetores que já testei no meu sistema, todos de algums forma comprimem o som, então decidi pelo simples: Tenho um terra eficiente, uma fase separada para o som e um disjuntor de alta qualidade e o seguinte pensamemnto: DOR DE BARRIGA DÁ EM QUEM ACREDITA

Att.
:D

José Carlos
12-11-2002, 19:23
Caros Colegas,

O capacitor em série serve para diminuir o efeito indutivo dos fios da instalação elétrica. Nesse tipo de filtro, ocorre um problema. Quando o valor da reatância indutiva e da reatância capacitiva são iguais, uma tensão elevada surgirá devido à ressonância causada.
Uma solução barata seria colocar, como o colega Dantas disse, um indutor em série e um capacitor em paralelo, formando um filtro RL. Como protetor contra surtos, pode ser utilizado, ligado em paralelo, um varistor de 150V para rede elétrica de 110V ou varistor de 250V para rede elétrica de 220V.
Utilizar um trafo 1:1 (trafo isolador) pode ajudar a limpar um pouco a rede, já que o primário do transformador necessita que haja algumas harmônicas presentes para que a tensão no secundário seja perfeita.

Abraços


José Carlos

:que: :neuras: :regras: :doente: :idiota:

Eduardo
13-11-2002, 10:15
Prezado José Carlos,

Li certa vez que um transformador isolador acrescenta muitos harmônicos na linha, tanto que inicialmente eu ia comprar um isolador, mas depois de ler este artigo do autor Jorge Knirsh, acabei optando pou um autotransformador.
A tensão que você indicou para os varistores não estão em pouco baixas?
Um filtro RL (ou LC?) não prejudicaria a qualidade sonora do equipamento induzindo também harmônicos? Onde encontro os detalhes construtivos destes filtros?
Estou pensando em utilizar um relê (ou contator) com contato de selo para a alimentação de entrada da fonte, assim se alimentação faltar e voltar repentinamente não provocará um surto ou pico no equipamento. Deverá ser rearmado. O que acham?

Abraços e grato pela colaboração.

Eduardo

José Carlos
14-11-2002, 10:40
Caro Eduardo,

Pelo que eu saiba, um transformador não tem a capacidade dele próprio estar introduzindo harmônicos na rede elétrica.
O que pode acontecer é o seguinte: como a rede elétrica possui harmônicos devido aos equipamentos,
ao ligar um transformador, o harmônico fará com que no secundário seja induzida uma tensão proporcional a freqüência (Lei de Lenz).
Um trafo isolador é mais indicado pois isola os equipamentos da rede elétrica. um autotransformador tem um grande problema:
ele não isola os equipamentos da rede elétrica. Existem alguns problemas neste tipo de transformador.
A tensão para os varistores é essa mesma. São varistores de valores comerciais. Se sua rede elétrica tivesse 140V
seus equipamentos já estariam comprometidos.
Os filtros LC são justamente para retirar os harmônicos. O valor do indutor vai depender da capacidade
de corrente que ele deve suportar para efeito de cálculo da bitola.
Utilizar um selo não é o indicado, visto que numa sobretensão, o circuito de proteção deve retirar o equipamento
da rede elétrica e reestabelecer somente após a estabilização da tensão. Ou se utiliza um no-break para
a operação que vc quer ou utiliza um circuito inteligente de rearme automático.

Abraços

José Carlos

Eduardo
15-11-2002, 19:24
Caro José Carlos,

grato pelos seus comentários.

A idéia de utilizar o selo é porque na região que moro costumam ocorrer constantes faltas de fornecimento da energia elétrica, e quando esta volta, sua tensão está bem acima da nominal. Outro problema que ocorre é que a energia volta e some em seguida, as vezes se repetindo por algumas vezes. Com o selo, a alimentação dos aparelhos só ocorreria quando eu atuasse um botão, e não com o simples retorno da alimentação. Certamente para uma melhor operação um circuito de proteção automático seria mais adequado.
Quanto a sobretensão, espero que os varistores atuem, ou só atuarão para picos? De qualquer forma estou instalando um voltímetro no painel da caixinha (comecei a montar hoje) para melhor monitorar a tensão e conhecer um pouco o comportamento da minha rede elétrica.
Não quero fazer nada muito sofisticado, o objetivo maior é ter os 220V para alimentar o Cd player, e, aproveitando, tentar colocar um filtro e este contator para evitar que os aparelhos sejam alimentados quando do retorno da energia depois de uma falta.

o que acha?

Abraços

Eduardo
16-11-2002, 08:17
Russo,
Isso é verdade. Cheguei a consultar um especialista da USP sobre isso.
Mas, nem penso em ligar os aparelhos em dias de chuva, e sempre ficam desligados da tomada quando não estão em uso.
Eu tenho um Outlet da PS, que segundo o que li, dentre outras finalidades, também protege o equipamento contra surtos e picos de alta tensão. Mas, na minha opinião não existe nada 100% seguro, e assim tomo os devidos cuidados. Ontem mesmo, quase parei um filme na metade por causa de uma chuva que estava chegando, por sorte acabou indo para outro lugar.

Grato por seus comentários e um grande abraço.

mmartins
17-11-2002, 13:01
Senhores,

As vezes me torno um pouco insistente, mas cheguei a uma nova conclusão: dependendo do lugar onde moramos, um condicionador de energia pode ou não fazer diferenças. Gosto de ler as revistas, mas pricipalmente meus ouvidos, até porque todos sabem que meu equipamento é sufucientemente competente para mostra coisas estranhas. Testei alguns protetores, que prefiro não dizer os nomes, e sempre algo acontece: ou graves ficam longos, ou perde um pouco transparência, ou o palco achata, ou muitas coisas. Não me sinto ainda na posição de escolher qq produto, pois preciso de mais anos para perceber com maisclareza o que realmente estes equipamentos fazem.

Gostaria de fazer uma pergunta aos engenheiros que aqui frequentam: Será que eu estaria enganado em achar que alguns engenheiros estariam subjugando a capacidade dos sentidos do ser humano em perceber fenomenos no audio que a engenharia não percebe ? Por exemplo, o Dantas vai me matar: já ouvi no-breaks e não tenho competência pra atestar com segurança, mas os audiófilos mais velhos do que eu não querem nem saber destes aparelhos, por são categóricos em dizer que eles produzem harmonicos e preferem a energia com vem da rede. Que dificuldade é esta que as pessoas têm de acreditar em algo que não podem provar ? Voces acreditam que o planeta é redondo ?

Att.

Eduardo
18-11-2002, 08:30
Caro Martins,

Tudo bem, o planeta é redondo (levemente achatado nos polos;) ), e isso foi comprovado pela ciência. É fato, claro e de conhecimento geral, registrado em fotografias e observado pelos astronautas.
Concordo com você que não devemos dizer que um determinado fenômeno não pode ocorrer. Tudo pode acontecer, e a ciência está aí para explicar os fenômenos, através dos engenheiros, cientistas, médicos, etc. Nada é impossível depois que o barbudo foi eleito....:p
O que nós achamos as vezes, é que existem alguns exageros. Eu confesso que há um ano diria que um cabo de força mudar o som de um equipamento é impossível, hoje posso dizer que não é totalmente impossível, existe 0,3% de chance disso ser verdade:p , só gostaria que alguém me explicasse o porquê disso.
Meu ouvido deve ser muito ruim, pois não consigo perceber diferenças tão sutis assim, mas não duvido que isso possa ocorrer. Apenas gostaríamos de ter uma explicação lógica para isso. Eu particularmente acho que existem alguns exageros nisso, e justifico: Li certa vez que um demonstrador querendo desmistificar alguns conceitos, sugeriu a um grupo de audiófilos renomados que avaliassem com notas alguns cabos que ele fingia estar trocando atrás de um rack. A surpresa foi que os "entendidos" deram notas entre baixas e altas aos supostos cabos trocados!!!!:confused:
Assim fica difícil entender. Eu acho que alguns cabos podem até mudar um pouco o som, mas acho que grande parte disso é um pouco de sugestão. E ficamos sem saber se ao final mudou para melhor ou pior...
Se eu perder algumas horas, mostro quantos absurdos encontrarei em algumas edições de uma conceituadíssima revista de áudio brasileira, achei o suficiente para ter a certeza que muita coisa é bobagem, são tantas contradições que fico realmente em dúvida sobre o que realmente é fato ou o que é ilusão.
Mas não se irrite com isso, continue postando aqui suas experiências e nos confirme o resultado disso depois.

Abraços,

Eduardo

mmartins
18-11-2002, 11:03
Caro Eduardo,

Voce está certo. Por também achar a mesma coisa sobre as revistas de audio brasileira que resolvi fazer os testes por mim mesmo e cheguei a conclusão, pelo menos por enquanto aqui em Brasília, um filtro/condicionador/protetor de energia não funciona como fralam. Derrepente em São Paulo em que a energia é muito suja o efeito pode ser melhor. Por isso e outras mancadas das revistas que resolvi investir em meu ouvido e ver se realmente estas coisas que falam de cabos realmente são verdades. CABOS FAZEM DIFERENÇA SIM. Vou dar-lhe um exemplo: já pensou se os cabos de força que levam energia de alta-tensão não fossem de alta qualidade ? Já pensou se os cabos usados nas redes de computadores não fosse de qualidade ? Trabalho numa empresa de Tele, já pensou se a fibra usada não fosse de alta qualidade ? Apertando um pouquinho, já pensou se o material usado nas placas de circuito impresso não fossem de alta qualidade, como a corrente iria fluir se as placas não fossem de qualidade ? Já penso se mesmo sendo os cabos das redes de computadores de altíssima qualidade nõa tivessemos os controles de erros de envio e recebimento de pacotoes ? Pois é, tudo que falei é inconteste e demonstra por analogia que cabos fazem diferença, até porque nas caixas, por exemplo, não temos controle de erro - o que vem toca. Tá vendo, tudo não passa de um paradigma e basta assumirmos o nosso lado científoco e matemático para demosntrar algumas coisas. O que eu não concordo são preços for de propósito, mas infelizmente materiais de qualidade são caros e por isso alguns preços passam da conta. Da mesma forma que tenho meus pés atrás com condicionadores tinah em cabos. No caso de cabos a diferença é positiva e nos condicionadores, até que me provem ao contrário, a diferença pelo menos no meu caso, é pra pior.

Ok ?









:chat:

José Carlos
18-11-2002, 11:27
Eduardo,

Os varistores funcionam da seguinte forma: quando é atingido o valor da sua tensão é atingido,
ele vira um curto-circuito e " escoa" a sobretensão. Há casos em que se a sobretensão for alta, ele
vira um curto-circuito mas logo em seguida ele se rompe. Então, para rede elétrica de 110 e 127V,
o varistor recomendado é de 150V. Quando a tensão da rede tiver em 150 ou mais, ele protegerá os
equipamentos. O mesmo para redes de 208 e 220V, o varistor é de 250V.
Um detalhe: como o varistor vira um curto-circuito, deve ser utilizado um fusível, porque se o varistor entrar em
curto-circuito permanente, a fusível vai proteger a instalação elétrica. Segue um esquema abaixo:

o---[--]--------------{----------------o
fusivel {
O varistor equipamentos
rede elétrica {
{
o---------------------{----------------o


Desculpem o desenho mal feito.


Eduardo, quanto ao selo, eu entendi a sua intenção. O problema é que se o selo manter a tensão e ocorra uma sobretensão devido ao reestabelecimento da energia,, esta pode pifar seus equipamentos. No caso de oscilações, se não quer gastar com equipamentos caros, o melhor é desligar. Não tem jeito.

Abraços


José Carlos

Dennis
18-11-2002, 11:42
Eduardo,

Excelentes pontos. :tu:

Para ilustrar ainda mais como tudo está na atitude das pessoas, vou me arriscar a usar um exemplo delicado, mas que espero seja compreendido por todos apenas como um exemplo.

Tomemos a fé. Por que alguém acredita em Deus, ou num deus? Aparentemente não existe uma evidência científica de sua existência, no entanto quantas e quantas pessoas crêem em sua obra, sua presença e sua ação? Muitos podem argumentar que os milagres que outros presenciaram seriam a prova, outros simplesmente acreditam porque foram educados assim, a sociedade lhes ensina assim, a crença lhes provê equilíbrio ou referência e não têm razão para questioná-la.

Outros, inclusive neste caso uma minoria, não acreditam porque a ciência não explica nem a existência de Deus nem os seus principais sustentáculos, a criação do universo e a hipótese da vida após a morte, e "se a ciência não explica, então não deve ser verdade".

Assim como tudo na vida, infelizmente há muito "aproveitamento" da fé das pessoas. Quantos não são enganados em igrejinhas de esquina, que lhes prometem redenção em troca de dinheiro? Essas pessoas se aproveitam das crenças das pessoas para "vender" um serviço, seja ele um aconselhamento, seja um consolo, seja um pouco de paz, enfim.

Voltando ao áudio, guardando as devidas proporções, temos uma situação muito similar. Há o grupo dos que acreditam que absolutamente tudo faz diferença na reprodução de som, numa espécie de "fé". Para estes nenhum tipo de prova é necessária, elas se consideram com melhor audição do que a maioria e desprezam a falta de sensibilidade dos que não ouvem diferenças. Talvez alguns realmente ouçam essas diferenças, mas creio que a maioria é apenas vítima de sua própria auto-sugestão. Há vários casos como os que você relatou, acho que o mais famoso é o de um fabricante de cabos, que ironicamente fez um teste cego com pessoas ditas "golden ears", que seguidamente identificaram várias diferenças entre os cabos à medida que iam sendo trocados, e inclusive eram capazes de identificar "claramente" essas nuâncias, e ao final do teste foi-lhes revelado que o cabo nunca havia sido trocado.

Há, porém, o outro lado, o dos céticos na linha do "se a ciência não explica, então não deve ser verdade". Ora, a ciência acreditava que a Terra era retangular, a ciência acreditava num monte de coisas que sabemos hoje que não são verdade, mas que não saberíamos se vivêssemos numa época passada. A ciência evolui e ela algum dia explicará esses fatos, para um lado ou para o outro.

Penso que assim como na religião, há pessoas que se aproveitam dessa "fé" que muita gente tem em cabos, condicionadores, etc para vender um produto sem embasamento científico suficiente. Afinal, se qualquer uma das teorias apregoadas pelos fabricantes de cabos representasse realmente uma solução definitiva para o problema, creio que já saberíamos disso.

As pessoas deveriam ser livres para escolher em que acreditar, mas o que vemos é uma necessidade impressionante de convencermos o próximo de que nossa visão é a correta e a única verdade, e que os outros mentem. Isso se manifesta em versões extremas, com os fundamentalistas islâmicos, e em versões atenuadas, toda vez que alguém afirma categoricamente que um cabo de força faz (ou não) diferença. Enquanto a ciência não prover uma explicação satisfatória para um lado ou para o outro, sempre haverá discórida.

Atitudes como a do Dantas é que devem ser sempe incentivadas, buscando conciliar os 2 lados. :tu:

Abraços e desculpem a "novela"... ;)

Márcio
18-11-2002, 12:01
Estou sem palavras:susto:

mmartins
18-11-2002, 12:30
Nossaaaaaa !!!!
:aiai: :queixo: :doido: :rever2: :rever1:


A minha analise não partiu para o lado da filosofia, mas de alguma forma estamos no meio de uma discussão filosófica. Da mesma forma que vários não acreditam na existencia de "DEUS", outros acreditam. Eu pessoalmente acho que cada um tem sua forma de pensar - uns presos a dogmas e outros nem tanto -, mas prefiro ser livre pensador e no caso do aúdio acreditar apenas e somente nos meus ouvidos. Infelizmente, sou assalariado como voce e não tenho rios de dinheiro para gastar num cabo, mas tenho que dar a mão a palmatória, CABOS FAZEM DIFERENÇA SIM.

Att.

:chat:

Eduardo
18-11-2002, 16:29
:eek: C A R A M B A !!!!!! :eek:

Já que é assim, vou adiante.

Caro Martins,
Acredito em você. Mas continuo não acreditando em alguns exageros. Exageros, sim, na minha opinião.
Os cabos ou filetes de circuito impresso de um computador conduzem frequências de até 1,8Giga Hertz (ou muito mais), e são feitas de bom e velho cobre, nada de Oxigen Free, liga de prata, revestida com mylar sintetizado com aveia e farinha de mandioca, nada disso. E, qualquer sinal ou bit errado pode provocar uma pane no sistema. No áudio, a frequência de trabalho é infinitamente menor, bem mais simples.
Me desculpe, mas a diferença dos cabos pode estar na sua capacitância, indutância ou coisa parecida, ou ele modifica o sinal ou não faz milagres. E aí é questão de gosto.
Nosso grande amigo Dantas recomendou certa vez que se utilizasse cabos pirelli de baixo custo para ligação de caixas. Só ouvi elogios. Muita gente comparou estes cabos com modelos mais caros e em alguns casos percebeu até uma melhora!!! Eu mesmo uso estes cabos e já testei um Van den hul e não percebi diferenças. Acho que existe sim muito exagero. Vi amplificadores testados em revistas brasileiras tidos como medianos, e testados em revistas estrangeiras e considerados classe A. Vai entender. No fim, acho que cada um ouve o que mais lhe agrada, independente da marca ou modelo, guardadas as devidas proporções.
Desculpe, mas acho que existem exageros mesmo.

Caro Dennis,

Fiquei emocionado com suas palavras, que só perdem para O Último Discurso do Charles Chaplin:p

Não quero arrumar polêmica ou brigar com ninguém, por favor. Respeito a opinião de todos, mas acho que contestar também faz parte de uma discussão e é até saudável.
Por isso estou calmo!!!:xingo: :xingo:

Brincadeira!!!!:p Mas não me convenci:(

Abraços.

mmartins
18-11-2002, 18:47
Caro Eduardo,

Exageros ??? Sim, concordo com voce !!! Não é questão de gosto não, pois a idéia é fazer com que o sistema toque o mais próximos do real ( quem sabe um dia ). Minha mulher é pianista e violinista ( nas horas vagas ) e costumamos frequentar shows, quando te, ao vivo. Acredite, sou assalariado como a maioria e jamais iria gastar um centavo em cabos se não tivesse certeza no que estava fazendo. Tenho +- 1500 dólares em cabos, e pra voce ter uma idéia, a troca do cabos de caixas foi tão gritante que até minha empregada percebeu a diferença e ela nem sabia o que estava acontecendo. Sobre os tais testes cegos, continuo a dizer: acredito em meus ouvidos, mas sempre ouço a opinião de todos e servir de base ou não base para formar a minha. Acho que todos aqui no fórum podem passar contribuições valiosas e é isso que tento, mais nada. A minha intenção é das melhores e se voce um dia vier aqui em Brasília terei o przaer em lhe mostrar as diferenças.

Att.

Eduardo
18-11-2002, 21:53
Caro Martins,

Tenho certeza que suas intenções são as melhores possíveis. Muito tenho a lhe agradecer, afinal você foi uma das pessoas que mais me incentivaram nesta caminhada pela busca da alta fidelidade sonora. Meu Cd player foi adquirido com a sua ajuda, caso contrário ainda estaria ouvindo meu Sony:(
Mas, entenda, tem muita coisa neste ramo, como em qualquer outro, que não está bem explicado ainda. Sei que o cérebro muitas vezes engana, e acho que isso aconteceu naqueles casos que contei.
As vezes fico meio em dúvida com tudo isso. É a velha estória do novo medicamento em experiência. Ele é oferecido a um grupo de pessoas para avaliação dos resultados, porém os médicos propositalmente fornecem o placebo, que é uma substância neutra, justamente porque algumas pessoas sentirão uma grande melhora apenas pela sugestão de estarem tomando uma droga que vai lhes curar.
Não tenho dúvidas que existam bons remédios, mas também encontraremos muito placebo por aí também supostamente criando os mesmos resultados.
Acho que foi aquele caso do teste do cabo. Todos se acharam na obrigação de perceber uma diferença e acabaram por ouvir algo que não estava realmente lá.
Se você encontrou um cabo que realmente faz diferença e lhe agradou, ótimo. Só gostaria de saber como, cientificamente falando, o cabo pode melhorar o som sem alterá-lo. Afinal, a obrigação de um cabo é conduzir o sinal que recebe com exatidão, ser transparente ao final, e não melhorar o sinal. Qualquer mudança é uma mudança, já não é mais o original.

Não se zangue com isso, vamos continuar discutindo. Todos aprendemos com isso.

:brinde:

Abraços.

Eduardo
18-11-2002, 22:03
Caro José Carlos,

Agradeço suas explicações sobre os varistores. Se entendi bem, com um pico de tensão os varistores entrarão em curto e queimarão os fusíveis. Ou seja, se o pico for de longa duração ou um segundo surgir logo na sequência do primeiro, irá atingir o equipamento, agora sem proteção, é isso? Não há como utilizar a queima do fusível para interromper a alimentação? Ou foi isso que você indicou em seu desenho? (desculpe mais não consegui entendê-lo), se o fusível estiver em série logo na entrada e o varistor em paralelo logo após ele, o fusível se queimará e protegerá o equipamento. É isso? Se for imagino que o fusível deva ser do tipo rápido, mas, de quantos ampéres?

Abraços.

sdassis
18-11-2002, 22:33
Senhores,

Eu vou apenas fazer um comentário sobre o assunto cabos e fontes de energia.

No curso de percepção musical nível básico que fiz, um dos equipamentos estava propositalmente ligado diretamente na tomada de força, os cabos de interconexão eram desse comprados em camelôs e os cabos das caixas eram os flamenguinhos.

Pois bem, nos foi mostrada uma gravação nesse equipamento em que havia um problema terrível de sibilação na voz da cantora devido a péssima qualidade na gravação do disco. Todos puderam ouvir nitidamente o efeito.

Em seguida, foram trocados de uma só vez os cabos de interconexão, os das caixas e a alimentação passou a ser feita através de um regulador de tensão. Assim que foi efetuada a troca, foi colocado novamente o mesmo disco na mesma faixa e o problema foi muito atenuado, mas ainda era presente, pois como já disse a gravação do disco é péssima.

O que posso concluir é que realmente cabos e alimentação fazem diferença sim. Concordo também que há um certo exagero sobre tais diferenças, mas elas existem, então acho que devemos aceitá-las quando comprovadas na prática.

Abraço a todos,

Sdassis

José Carlos
19-11-2002, 00:14
Eduardo,

desculpe pelo desenho. Fiz no word e ao colocá-lo aqui ficou
todo esquisito. Bom, quando o fusível queimar ele protegerá tudo,
equipamentos e irá prevenir que picos de longa duração danifique
a instalação elétrica.
Você entendeu certo.
O valor do fusível deve ser o seguinte:

- some o valor em Watts de todos os equipamentos que o circuito vai proteger e divida pelo valor de tensão de sua rece elétrica. Você irá achar o valor da corrente que seus aparelhos consomem. Para que o fusível não queime quando vc ligar tudo,
compre um fusível de valor maior. Por exemplo, caso a corrente fosse 1 A, compre um fusível de 1,5A ou o mais próximo, entendeu?
Seria interessante medir o valor da corrente nos pontos de pico para poder ter um valor mais preciso.

Abraços

José Carlos

Eduardo
19-11-2002, 07:50
Caro Sdassis,

Foi justamente o que falei. O cabo escondeu o problema que estava lá, afinal o disco estava mal gravado. Por isso insisto, o cabo pode mudar realmente o som, mas deveria ser transparente. Estas diferenças ocorrem também com um controle de tonalidade, ou um equalizador, onde você consegue artificialmente controlar algumas características do som.

Caro Jose Carlos,

Mais uma vez, obrigado.

Abraços.

Márcio
19-11-2002, 10:11
Com uma diferença, o equalizador distorce o som, desfoca o palco sonoro, já o cabo não faz nada disso, muito pelo contrário, se acertamos o cabo em cheio ele não esconde nada, o sistema fica muito transparente e mostra tudo.
Este cabo não escondeu nada do que estava lá, provavelmente o cabo vagabundo e a energia que estava sendo fornecida estam acentuando este problema de simbilação, além disso foi apenas um exemplo com um disco que é mal gravado, em discos bem gravados o cabo correto opera milagres.
Assis, se este sistema fosse o teu e estivesse na tua casa a um bom tempo terías percebido um efeito três/quatro vezes maior, sempre que não conhecemos o som de um sistema é mais complicado perceber o que mudou ou não mudou, eu NUNCA me sujeitaría a fazer um teste cego em um sistema estranho, é muito pretensão de alguém achar que tería condições de fazer tal coisa.
Vou te dar um exemplo, sempre que formos comprar uma caixa acústica é primordial que testemos esta caixa de todas as formas e por um bom tempo, muitas vezes uma pessoa pode se impressionar com um grave forte e o agudo "cristalino", então levamos a caixa para casa e com o tempo descobrimos que o grave forte na verdade é retumbante e/ou lento e o agudo cristalino na verdade é irritante e excessivamente brilhante, mas isso só é descoberto depois de levar as caixas para casa e acostumar com elas, aos poucos vamos descobrindo os defeitos e virtudes desta caixa, no início só percebemos o que nos chama mais a atenção.
Por este motivo é que digo que quando não estamos muito bem familiarizados com o sistema não temos condições de avaliar nada com absoluta certeza, se estivesse familiarizado com este sistema do curso terías percebido diferenças muito maiores, se chegaste a perceber estas e outras melhorías isso significa que a mudança foi bem grande.
Abraço

mmartins
19-11-2002, 16:25
Caro Eduardo,

Nunca foi dito aqui que cabo melhora qualidade sonora. Voce mesmo disse que:

a obrigação de um cabo é conduzir o sinal que recebe com exatidão, ser transparente ao final, e não melhorar o sinal. Qualquer mudança é uma mudança, já não é mais o original.

A função dos cabos é exatamente esta, levar o sinal de uma lado para o outro sem perdas. Só que alguns cabos fazem e outros cabos não fazem isto. O cabo tem que ser o mais neutro possível não retirando nem aumentando nada no seu percurso. O problema é: voce conhece algum cabo que faz isso sem problemas ? Este é o nosso problema: ter um a cabo que seja totalmente neutro, um cabo que mostre de verdade o que está tocando e não finja e nem omita nada, totalmente transparente. Este é o nosso objetivo e nada mais !!

Att.

Carlos Dantas
19-11-2002, 17:34
Prezados amigos
Novamente cheguei tarde na discussão mas não posso me furtar a dar umas bicadas neste assunto que acho de fundamental importância. Quando comecei, a mais de ano atrás , a participar dos foruns de audio da Internet eu trazia comigo uma opinião muito radical acerca de como se apreciar a qualidade de som reproduzido eletronicamente. Eu vinha embuido da ideia que a ciência já possuia todas as ferramentas capazes de avaliar, atraves de medidas de laboratório, se um som soaria de boa ou má qualidade quando reproduzido por um conjunto de equipamentos de especificações conhecidas. Depois de quase um ano mudei a óptica de enchergar o problema visto que, muitas pessoas, através de depoimentos honestos e comercialmente desinteressados continuavam a dizer que ere possível ouvir efeitos sonoros que não se ajustavam as medidas de laboratório. Pesquisei artigos de várias revistas especializadas e livros e pude notar que havia sentido naquilo que alguns subjetivistas afirmavam. Paralelamente a isto se estabeleceu um grande conflito entre a opinião de subjetivistas e objetivistas, um não aceita discutir a opinião do outro. Hoje estou embuido da certeza que estes dois grupos precisam sentar do mesmo lado da mesa senão não haverá progresso algum nestas discussões. Dependendo da minha disponibilidade de tempo, vou trabalhar para tentar estabelecer uma condição de diálogo entre estes grupos. É necessário entretanto que algumas premissas sejam adotadas para que este diálogo possa dar frutos. Algumas destas premissas, só para exemplificar, são:
- Todos os estímulos auditivos levados ao cérebro são interprtados pelo mesmo sendo que esta interpretação é influenciada por muitos fatores tais como; a psiquê do indivíduo, as suas condições emocionas, a sua cultura, as experiências auditivas do passado, seus paradigmas auditivos etc.. Existe até um carater temporal nesta interpretação. Um mesmo som, gerado da mesma forma e no msmo local pode ser interpretado de forma diferente por uma mesma pessoa se a audição for feita em momentos diferentes.
- O ser humano é sugestionável ou até auto- sugestionável. Dizem , mas aqui existe um exgêro, que ouvimos e vemos o que queremos ver e ouvir e não o que a realidade nos mostra.
- Precisamos de paradigmas para o julgamento da qualidade de um a peça sonora. A nossa memória auditiva é muito curta. Precisamos constantemente estarmos ouvindo música ao vivo para calibrarmos nossa audição.
- Os instrumentos de medidas são hoje capazes de medir com precisão todos ou quase todos os fenômenos eletro acústicos. O que ainda não está fechado é como interpretar estes dados colhidos de maneira que produzam uma alta correlação com o que se ouve. Este vai ser o grande trabalho dos engenheiros eletro acústicos nos próximos anos.
São estas premissas que devem orientar os estudos daqui para a frente. Enquanto isto não produzir seus frutos vamos assistir ainda a muita discussão. Isto não quer dizer que passei a ser um sbjetivista, quer dizer apenas que aceito discutir o assunto. Reservo-me entretanto o direito de não acreditar em afirmações que4 dizem que a troca de cabos de força alteram a qualidade do som. Assim já é demais!
Abraços
Dantas

Dmaumau
19-11-2002, 18:03
MMartins,

Já que você é um cara objetivo, com "boas conexões" e tb é cético quanto aos condicionadores de energia, lhe sugiro tentar testar o AC Organizer LC311, analisano na Cavi de Outubro e já anunciado pela Cavi de Novembro.

O Andrette ficou absolutamente fascinado com o produto, mas já sabemos que aquele pessoal tem mesmo a tendencia a serem impressionáveis.

Dantas, sua opinião, como futuro articulista, também é muito valiosa.

O produto parece ser bem parrudo e creio que o preço deva baixar se for comercializado em média quantidade, ao menos.

UM abração.

Mauricio

Márcio
19-11-2002, 18:57
Mais tarde eu continúo nos cabos, mas gostaría de dizer que notei evoluções na cavi, nesta última edição notei que algumas limitações dos equipamentos estão sendo sendo citadas, muito de leve e com muito cuidado, tomara que eles estejam tentando evoluir e não seja uma coincidência.
Abraços

Dennis
19-11-2002, 22:21
Márcio,

Tomara que você esteja certo quanto à CAVI! :rolleyes:
Só o fato de eles terem aceitado o Dantas no time já quer dizer muita coisa... :D:D

mmartins
20-11-2002, 09:00
Caro Maurício,

Sob o Organizer voce deve tá brincando, né ? Já pensou aquele negócio na minha sala ? Minha mulher, mesmo sendo audiófila e cdmaníaca não vai deixar "JAMÉ" isso lá dentro de casa. Aliás, se voce quiser um soldador é só comprar aquilo, ou se quiser um robô, também pode comprar. No final de semana vou testar o Condicionador Power Line e vamos ver o que vai acontecer. Não sou cético com condicionadores, mas tomo muito cuidado e demoro muito pra decidir até porque tem aquele lado subjetivo que me leva a testar um determinado acessório por várias semanas. Sobre a CAVI, as pessoas estão um pouco aborrecidas e no número passado saiu assim: O AR E A ESCURIDÂO ENTRE OS INSTRUMETOS È EXCEPCIONAL, ou, LIQUIDEZ DO VIOLINO. Conheço estes termos, mas vamos supor que um cara que não conhece o que significa isso vai achar a revista de maluco ou vai se sentir um imbecil.

Att.

Eduardo
20-11-2002, 12:00
Bem Senhores,

Voltando ao assunto, concordo com o amigo Dantas.
Posso até admitir que cabos façam diferença no som, mas não que a diferença esteja na utilização de cobre em um e de liga de prata com flocos de milho no outro. Desculpem, mas acho que isso é uma grande bobagem. Ambos materiais conduzirão o sinal com suas variações de tensão e corrente com a mesma perfeição, dentro dos limites audíveis. Na minha opinião, eles mexem com a capacitância e a indutância do cabo com o objetivo de atenuar ou reforçar determinada frequência, e é isso que percebemos. Ou seja, não existe transparência nenhuma. (minha opinião)
Quanto aos cabos de força, realmente acho que já se trata de um grande exagero. Meu amplificador possui um banco de capacitores razoável, o que sabemos acumulam energia pura, livre de oscilações e ruídos internos. Assim, quando desligo o amplificador em médio volume (consumo menor) ele continua funcionando porum certo tempo ainda em função da carga destes capacitores. Ou seja, quem alimenta o circuito agora são os capacitores, com corrente contínua pura, nada mais com aquela fornecida pela tomada e totalmente independe do cabo de força.
Por curiosidade, desliguei o amplificador algumas vezes com um cd tocando para tentar observar (ou ouvir:p ) alguma diferença. O que percebi? NADA. Alguém já fez este teste? Se não, por favor façam e relatem aqui suas experiências.
Mais uma vez, não quero criar polêmicas nem deixar alguém zangado com este assunto. O objetivo aqui, como o caro amigo Dantas já colocou, é debater e conhecer melhor alguns pontos.
Depois disso, ou um lado sairá convencido, ou o outro. Eu estou disposto a mudar minhas opiniões tão logo seja convencido pelos fatos, sem problemas. Faz parte.

Abraços a todos.

mmartins
20-11-2002, 14:18
Senhores,

Infelizmente não tenho mais nada a contribuir neste assunto de cabos.

Acho que no decorrer das pesquisas que o amigo Dantas fará na Clube do Aúdio irá mudar sua opninião e voces me desculpem, quando ele chegar a conclusão que cabos de qq tipo fazem diferença, todos aqui vão finalmente concordar e dizer: É, CABOS FAZEM DIFERENÇA.

Sou um livre pensador e por isso mesmo reafirmo tudo que digo sobre cabos e além de ler sobre o assunto eu já vivi bastante situações com trocas de cabos. Vou aguardar e esperar.

Att.:)

Dennis
20-11-2002, 14:41
Caro Dantas,

Originalmente enviado por Eduardo
Na minha opinião, eles mexem com a capacitância e a indutância do cabo com o objetivo de atenuar ou reforçar determinada frequência, e é isso que percebemosExcelente ponto para investigar, não?

Márcio
20-11-2002, 15:46
Tenho esperança de que o Dantas tenha acesso aos sistemas montados da clube do áudio e com o tempo, depois de acostumar um pouco com o som destes sistemas possa fazer comparativos com cabos de caixa e também com cabo de força, a troca do cabo de força fez muito(mesmo) pelo áudio do meu sistema, não me arrependo em nenhum momento do dinheiro que gastei neste cabo.
Abraços

Eduardo
22-11-2002, 08:21
Pelo que entendi, não existe o cabo ideal, ou seja, cada um casa melhor com determinado equipamento. O que mais uma vez demonstra que os cabos modificam o sinal, senão o mais transparente seria o melhor para qualquer aplicação. Aliás, li numa revista ontem que os cabos realmente alteram o sinal, tanto que são as vezes considerados como controle de tonalidade ou equalizadores.
Mas, a questão não é essa. A dúvida é a seguinte: como descobrir qual o melhor cabo para o meu sistema? Não vou sair por aí comprando cabos e comparando até encontrar aquele ideal. Mesmo porque com o preço de um "bom" cabo, eu reformo minha sala :p .
Recentemente fui aos EUA e comprei lá um par de cabos RCA Monster Cable, sei que não é uma das melhores marcas, mas estava num preço que eu podia pagar. Para ser sincero, não houve diferença entre os cabos que eu tinha montado da Santo ângelo, nem dos cabos da gradiente que vieram juntos com o DVD. Agora, como posso testar cabos mais caros para ver se apresentam algum resultado ? Qual a experiência de vocês com estes cabos? Existe algum que casa bem com meu conjunto?

Eduardo

mmartins
22-11-2002, 09:49
Caro Eduardo,

Infelizmente cabos atuam como equalizadores, pois ainda nãoi descobriram uma forma, pelo menos barata, de fazerem cabos totalmente neutros. Sobre teste de cabos, quase todas as revendas deixam os cabos para teste sem compromisso. Os cabos de caixas que tenho são Acoustic Zen e custaram 600 dólares. Pela qualidade de meus sistema, uns diriam que deveria ter um cabo de 2000 dólares no mínimo, mas o cabo de 600 dólares tocou igual a um cabo de 1500 dólares. Esperom, honestamente, que alguém consiga resolver estes problemas de cabos e o preço despenque. Converse com o Paulo da Audio Connection e veja se ele te envia cabos para teste. Se ele não quiser enviar eu falo com ele. Ok ? Diga o seu sistema e conte sua história ( estória ) pra ele, ele super gente boa e conhece profundamente de audio.

Att.

edson
22-11-2002, 20:42
Senhores
minha configuração é bem modesta como todos sabem, mas vou relatar aqui a unica experiencia que tive com cabos.

1ª Meu primeiro sistema consistia de um receiver pioneer dolby pro logic e um cd player sony (ainda o tenho:D ) e caixas bose acoustimass 5. Como em minha cidade encontrar bons cabos era uma raridade decidi por montar meus próprios cabos escolhi cabos da KMP de 50 ohms e terminais Santo Angelo. Durante anos ouvi este sistema o qual me agradava principalmente os agudos (não gosto de excesso de brilho). Então consegui adiquirir um Monster Cable, não via a hora de liga-lo ao meu sistema, quando o fiz após uma hora de audição, cheguei a conclusão de que era uma decepção, pois os agudos ficaram excessivamente irritantes. Conclusão retirei-os e instalei os antigos.
Após algum tempo substitui o pioneer por um yamaha 795a, decidi então modificar os cabos recolocando o Monster, para minha surpresa os agudos ficaram macios e agradaveis, mas como é de conhecimento de todos as caixas não ajudam, por isto as substitui por modelos bookshelf.
Portanto minha conclusão é de que cabos realmente influenciam no resultado final do audio, mas para isto deve ter eletronica compativel de nada adianta voce adiquirir um Cabo de U$ 1.000,00 para conecta-lo em um sistema que vale metade disto.
2º Minhas caixas bookshelf estavam conectadas com cabos de 1,5 mm da marca tiaflex, os graves estavam retumbantes e barrigudos sem profundidade. Substitui os mesmos por cabos IFE de 3 mm os graves mudaram sensivelmente, ficando agora o ajuste fino por conta dos pedestais e da sala. Mais uma vitória dos cabos.
3º Recentemente decidi fazer uma experiencia para tal substitui os cabos de caixa por fios de energia comum de 2,5 mm, resultado a região média ficou abafada sem vida.

Quanto ao quesito cabo de força, eu relamente fico um pouco cetico, já que conduz energia e nossa energia já vem suja, não acredito que cabos sejam capazes de filtrarem esta energia, para que a mesma chegue pura ao amplificador.???? Mas estou com a ala de que se me convencerem eu aceito :D

Carlos Dantas
22-11-2002, 21:24
Prezado Eduardo
Voce fez uma observação, a qual o Dennis destacou, que poderia ser verdade, ou seja, é possível mexer nos parâmetros de um cabo para lhe conferir uma dada desejada assinatura sônica. Por exemplo, num cabo para altofalantes eu poderia construí-lo com uma indutância bastante elevada com o objetivo de atenuar os agudos tornando o som menos brilhante e agressivo. Eu poderia conseguir um efeito semelhante a este construindo um cabo de conexão pré-power com uma capacitância mais elevada. Isto é tecnicamente totalmente possível de se realizar. Se é isto que está sendo feito acho que o fabricante do cabo teria o dever de informar ao comprador qual a assinatura sônica do seu cabo e para que tipo de sistema ele o recomenda. Imagine que voce tem um sistema de som e acha que, depois dejá ter mechido em tudo e escolhido o melhor que seu bolso pode comprar, o som tem muito agudos. Então voce resolve comprar um cabo qua lhe amacie os agudos. E agora, qual comprar? Voce pode ter o enrme azar de comprar um cabo caro e que justamente acentua os agudos e não os atenua. Voce acaba de jogar dinheiro fora e vai ficar terrivelmente chateado. Deve existir uma maneira padronizada de se levantar, em laboratório, a assinatura sônica dev um cabo, afinal isto não é um bicho de sete cabeças. O que eu pergunto é a quem isto interessaria, alem de nós pobres consumidores. Quanto a diferenças entre cabos já admito que elas existam só não sei é porque ninguem quer medí-las, nem mesmo fazendo testes meramente auditivos mas testes cegos. Os fabricantes de cabos fogem como o diabo da cruz de testes cegos e o único esforço que fazem é arrumar argumentos pseudo-científicos para dizer que testes cegos não servem para nada. É esta atitude que me deixa muito desconfiado e muito ..............(censurado).
Abraços
Dantas

Eduardo
23-11-2002, 08:30
Caro Dantas,

Também acho que existe muita coisa muito mal explicada neste mundo de cabos.
Certa vez li que durante um de seus cursos de percepção musical, nosso amigo Fernando percebeu que uma moça, se não me engano, possuia um grande sensibilidade aos sons médios, e quando por algum motivo estes eram reforçados, a maioria dos participantes aprovavam as mudanças, enquanto essa moça demonstrava uma nítida reação negativa com o efeito, chegando inclusive a se mostrar irritada. Ou seja, até nossa sensibilidade pode aprovar ou reprovar um cabo, além de outros tantos fatores já comentados aqui.
Assim, insisto na idéia de que não existe esta coisa de pureza de cabo, de transparência, etc, o que existe é na verdade um controle de frequências, ou porque não dizer, um controle de graves e agudos (e médios) que modifica o sinal equalizando-o de forma mais adequada aos nossos ouvidos, não diria nem aos equipamentos, já que no caso daquela moça que citei, e da maioria das pessoas que ouvem o som diferente, o cabo escolhido será aquele que mais lhe agradará, e não o que se afina melhor com o equipamento. E acho que no final, depois de ter reduzido as distorções, melhorado a relação sinal/ruído, o fator de amortecimento, e etc, o que realmente pode mudar o som de forma significativa, é a atenuação ou o reforço de certas frequências.
Quem sabe não seria a hora de retornarem os controles de tonalidade aos aparelhos? construídos com a qualidade necessária para não prejudicarem o sinal, do que pagar fortunas por cabos que TALVEZ, repito TALVEZ (é apenas uma opinião) não passem de controles de tonalidade menos agressivos ao sinal. Assim, estaria explicado porque os fabricantes temem o teste cego, e porque as opiniões podem ser tão contraditórias e equivocadas em relação a alguns testes. Afinal, quem conhece um pouco de eletrônica sabe que não é difícil e nem caro construir um cabo transparente o suficiente para que o sinal seja conduzido na sua forma original da fonte ao amplificador, por exemplo, sem alterações perceptíveis ao ouvido humano.
Bem tudo o que disse aqui é minha opinião. Aceito e agradeço opiniões contrárias, críticas ou comentários outros sobre o assunto, afinal o objetivo aqui é trocarmos experiências e idéias para conhecemos melhor nosso hobby, assim como fez nosso amigo Edson, que nos trouxe aqui algumas experiências pessoais interessantes sobre o assunto.
Um ótimo fim de semana a todos e um grande abraço. ;)
Eduardo

mmartins
23-11-2002, 16:30
Senhores,

Estamos chegando, finalmente, a um consenso de que os cabos, "infelizmente", fazem diferenças. Apesar de minha inusitada insistência da existência destas diferenças, não sou a favor delas. Infelizmente, os cabos atuam como equalizadores, o que também não concordo, pois a função primordial de um cabo é levar um sinal, sem alterações de qq natureza, de um lado para o outro. O que percebo, é que os "engenheiros de cabos" ainda não conseguiram, e acho que vai demorar muito tempo ainda, chegar a um material que realize está função de forma transparente e real. Neste ponto que a coisa pega, cada um tem uma opinião e acha que o seu cabo é o melhor e cobra preços totalmente fora do real. Se os cabos fossem totalmente transparentes, existiria apenas um único cabo, que mostraria com fidelidade a verdadeira assinatura sônica de nosso sistema, mas como cada cabo equaliza de forma diferente, a coisa começa a pegar, teremos então que achar o melhor cabo que equalize melhor o nosso sistema de forma que nossas caixas toquem o mais perto possível da realidade. Sou contra a equalizar o sistema de forma que agudos sejam mais controlados ou coisa parecida, tento buscar a sinergia entre cabos e sistemas que faça com que minhas caixas toquem o mais perto do real. Gostarai, como todos voces, que os cabos fossem competentes o suficiente para mostra de forma transparente a qualidade de nosso sistema. Acho que a idéia de termos controles de agudos e grave é boa, tanto que o meu pré da QUAD tem e vou começar a pensar sobre o assunto.

Att.

Dennis
23-11-2002, 17:48
Originalmente enviado por mmartins
Estamos chegando, finalmente, a um consenso de que os cabos, "infelizmente", fazem diferenças.Martins,

Não tenho tanta certeza... Creio que concordamos que cabos poderiam fazer diferença se projetados para tal, mas esse não é o caso, porque pelos parâmetros da física atual eles teriam que ter uma reatância muito mais alta do que a especificada.

José Carlos
23-11-2002, 19:06
Martins,

No dia em que forem projetados cabos que transfiram energia
sem alterar o sinal, todos os engenheiros eletrotécnicos que projetam linhas de transmissão e as empresas de energia ficarão totalmente felizes



José Carlos

Eduardo
24-11-2002, 09:57
Caro José Carlos,

Lembre-se que estamos falando de 1 m de cabo, e não de km de cabos. Aqui a perda é insignificante.

Martins,

Cabos fazerem diferença não significa que melhorem o som, eles modificam como em um equalizador. Não creio existir razão para custarem tão caro.
E para áudio, acho impossível não conseguir um cabo 100% transparente. Qualquer cabo de cobre grosso de qualidade mediana é capaz de conduzir o tipo de sinal na faixa de áudio com perfeição absoluta.
Na minha opinião os cabos estão sendo projetados para modificarem o som, alterar a frequência ou até mesmo, porque não?, distorcer o som de forma que pareça mais agradável, ou pelo menos diferente para justificar os custos.
Compre um bom cabo blindado, curto o suficiente para conseguir ligar o equipamento, nada de marcas famosas, mas que tenha um condutor de cobre com bom diâmetro e uma blindagem bem feita e certamente você terá um cabo transparente, onde as perdas serão imperceptíveis.

Abraços,

Eduardo

Márcio
24-11-2002, 12:59
Na minha opinião de nada adiantaría um cabo que fosse 100% transparente, invariavelmente as nossas combinações de cd/amplificador/caixas/sala produz sistemas com equilíbros tonais diferentes, exatamente por isso eu gosto de tal cabo, o martins gosta de outro de o ciclano gosta de um terceiro, se existisse um cabo perfeito que não equalizasse em nada o som ele ficaría bom com determinados sistemas mas em outros o som ficaría abafado e em outros ficaría estridente.
Não concordo com esta afirmação de que o cabo modifica apenas o equilíbrio tonal, ele muda sim a qualidade, a algum tempo atrás experimentei um cabo da harmonic technology que custava perto de U$500(era usado e o preço para mim sería baixo), infelizmente os agudos dele ficaram excessivos, mas a qualidade do som deste cabo era impressionante, o palco sonoro abriu no sentido de leque e pareceu até ir um pouco além das minhas paredes laterais, coisa que nunca mais consegui obter com nenhuma modificação ou acerto, também percebi que todos os instrumentos ficaram mais definidos e fáceis de visualisar, na verdade tudo ficou mais nítido, infelizmente o equilíbrio tonal não ficou o ideal.
Sobre os cabos ainda, o caso não é apenas aumentar agudos e diminuir graves, vou dar um exemplo: Os cabos da audioquest tem um grave suave e até um pouco extendido, os médios são abertos e os agudos também, são excelentes para sistemas que naõ reproduzam muito agudo, por exemplo não sería bom para caixas jbl ou receivers yamaha.
Um van den hul com carbono não responde bem aos graves baixos, ele produz um reforço nos médios graves e estes ficam com uma pegada bem forte, ele também dá um atenuada nos médios altos e libera os agudos, ele é excelente para os yamaha e jbl, acaba com o brilho dos médio altos e deixa os pratos de batería com mais extensão(não sei exatamente porque).
O mais interessante é o straightwire que tenho, ficava excelente com os adcom mas não ficou bom com o roksan, este cabo dá uma extensão impressionante nas frequências baixas, os graves ficam macios e extensos, ele tambám dá um controlada nos agudos e isso ficava bom com os meus ex-adcom. Já com o roksan percebo todos estes efeitos e um a mais, ele deixa os médios bem magrinhos, quase fanhosos, este efeito definitivamente não existia com os adcom, por este motivo eu acho que o caso não é apenas como o cabo trata o sinal mas como o amplificador/cd player/pré reagem a cada cabo, talvez haja uma mudança de comportamente do equipamento.
.
Quanto fazia gravações em fita k7 eu percebi que o equalizador era muito mais atuante na hora de gravar do que na hora em que estava apenas ouvindo música. Se reforçasse em 2db os agudos quanto estava ouvindo uma música a diferença não era brutal, era perceptível mas nada exagerado, se acentuasse a mesma frequência em 2db quanto estava gravando a impressão era de que havia acrescentado 6db ao sinal, o efeito era muito mais forte. Alguém sabería me explicar o porque disso?
Abraços

mmartins
24-11-2002, 13:09
Senhores,

Vamos fazer o seguinte, tenho realmente uma vantagem de ter um sistema que mostra todos os prós e contras de cabos. Tenho um problema de audição o que compromete algumas analises, mas estou tratando do problema e espero que melhore bastante minha percepção. Tenho tb a vantagem de ter acesso a vários tipos de cabos "baratos caros incriveis ruins etc" o que tb me facilita uma análise mais detalhada. Fiz 4 anos de Eng.Ele e nem por isso deixei em momento algum minha intuição de lado. Trabalho, provavelmente se não o maior, Data Warehouse do Brasil, se não dizer do planeta, e o meu grande aliado em minhas descobertas é dar ouvido as minhas intuições. Por causa dela que sou fã do Sr. Bach. Enfim, sugiro a voces que tanto categoricamente dizem mais e mais coisas sobre cabos, façampelo menos um curso de percepção musical do Fernando Andretti e lá voce vai, quem sabe, perceber as diferenças. Infelizmente, pra voces, minha análise sobrecabos é dos testes que fiz na minha casa e isto voces não podem contestar, pois não sofro de alucinações coletivas. Para terminar um ditado pra quem de direito "QUEM NADA BUSCA, TUDO ALCANÇA".

Sem mais delongas !!!
Att.

:o

Eduardo
24-11-2002, 18:55
Caro Márcio,

Ao afirmar que com o cabo da Harmonic o palco sonoro sofreu mudanças, você me levou a duas conclusões, ou o cabo alterou tão fortemente algumas frequências e isto causou este efeito, ou realmente existe algo mais num cabo além de alterar as frequências, como nos demais que você mencionou. Não entendo muito de palco sonoro, não sei o que pode influenciar neste fenômeno. Mas, você me deixou um pouco intrigado com este cabo que mudou o palco. Como se forma um palco? E o que pode alterá-lo?
Quanto a equalização, não sei explicar exatamente o que ocorreu. Será que na gravação já não existia um reforço destas frequências? Já usei muito o equalizador para gravações também, principalmente naquelas que eu ouvia no carro. Hoje aposentei o equalizador, era um Cygnus GE 1800, mas as vezes sinto vontade de voltar a usá-lo. Você continua usando o seu? Recomendaria?

Caro Martins,

Você não é o único privilegiado neste forum, meu sistema também mostra todos os defeitos. Por isso descobri que tenho problemas com acústica, pedestais, vibração, tamanho de sala, com o próprio equipamento, com os cabos, e até com o cachorrinho que fica na sala ouvindo música comigo. :p Enfim, ele me mostrou que nada presta. :(
Mas, caro amigo, não vamos brigar por causa desta conversa sobre cabos. O objetivo não é este. Alguém tem que ser do contra para poder haver o debate. Aliás, não posso concordar mais com você, esqueceu que no outro forum já disseram que deve existir algo mais na nossa amizade, pois eu concordava com tudo que você dizia? :p
Pois bem, meu amigo, eu também estudei 4 anos de eletrônica, para depois estudar mais 6 na faculdade de engenharia elétrica (o Direito veio depois...), e paguei minha faculdade trabalhando a noite e aos finais de semana advinhe fazendo o que? Consertando aparelhos de som !!!! E meu caro, descobri a pouco tempo que não conheço nada de som. No meu tempo (não tanto assim como imagina :p ) qualidade de som era equipamento somente, não se falava de acústica, de cabos, nada disso, só se falava de Nashville, Polyvox, Gradiente, Cygnus, etc, bastava um bom aparelho e todos achavam que o som era o máximo. Mas não parei no passado, estou disposto a aceitar as mudanças do presente, tanto que troquei todo meu equipamento neste sentido, e se precisar, troco os cabos, não tem problema. Só quero ter a certeza de não estar sendo enganado com uma coisa que não passa de ficção. E isso acontece em qualquer ramo, não só no Áudio. Tenho certeza que no seu ramo de trabalho você também já deve ter ouvido muitas bobagens de aparelhos que fazem milagres e na realidade não servem para nada. Pode não parecer, mas estou levando muito em consideração a sua experiência, muito maior que a minha, em áudio, e respeito cada comentário que você faz.
Posso te afirmar que acredito até mais nas suas observações do que em alguns comentários do Fernando, não que ele minta ou tenha algum outro interesse, mas é que ao contrário dele, você faz suas experiências sempre nas mesmas condições. Mesmo ambiente, mesma rede elétrica, mesmos cabos, mesmo equipamento, mesma acústica, etc. Jé em seus testes, percebo que quando o Fernando experimente um cabo, por exemplo, está usando uma configuração totalmente diferente daquela que ele usou no último teste de cabo. Talvez seja por isso que ele colocou o amplificador Creek como classificação Prata enquanto a Stereophile o classificou como classe A com méritos. Percebe?
Você também conhece o amplificador, me falou muito dele, e sabe que é muito bom. Mais um motivo para eu não fazer o curso, não que o Fernando não saiba o que faz, mas acho que ele também está amadurecendo alguns conceitos, noto isso ao longo das edições de sua revista, que coleciono há muito tempo. E isso é até normal, visto que no Brasil o conceito de alta fidelidade sofreu com a reserva de mercado, nos isolando um pouco da tecnologia.
Por isso não se zangue, é apenas um debate. E só conversando, questionando e até duvidando um pouco o assunto evolui para a verdade.
Quanto ao ditado, se foi para mim, confesso que não o entendi completamente. Não digo que você sofra de alucinações, mas será que você não toma umas cervejinhas durante os testes? :p Eu tomo, e está convidado para tomar uma comigo. (se um dia vier aqui para SP é claro.

:brinde:

Um grande abraço a todos.

Eduardo.

Eduardo
24-11-2002, 19:03
Caro Márcio,

Já ia me esquecendo, gostaria da sua opinião quanto a lã de rocha que mencionei no tópico Acustica Home-office, estou com vontade de seguir nesta linha mas não sei se este material é adequado. Li ontem que 2,5 cm é pouca espessura, e isto tende a evidenciar demais as médias frequências. Será? Talvez o Dennis possa ajudar também.

Martins,
Que material você usou no tratamento acústico de sua sala? Sei que ela é toda tratada conforme você já mencionou numa outra oportunidade.

Abraços

Eduardo

mmartins
25-11-2002, 09:42
Caro Eduardo,

O materiais que usei foram:

No meio da parede atrás das caixas coloquei uma placa de SONARE e no teto, de fora a fora, coloquei SONITEC da Vibrasom. Tem um detalhe, a minha sala é larga e comprida e por isso eu não uso difusor. No chaõ, um tapete quase de fora a fora bem grossp. Do lado esquerdo uma cortina, com forro de blackout, bem gorssa. Do lado esqquero um tapete pendurado na parede. Enfim, consegiui unir um bom tratamento acustico com estética. Minha sala não é perfeita, mas consegui resolver boa parte dos problemas.

Sobre o ditatdo, não foi pra voce, na verdade isto vale para todos nós.

Att.

Eduardo
25-11-2002, 10:00
Caro Martins,

Tenho receio de usar material demais e deixar a sala morta. Como sei o quanto usar? Só experimentando?

Eduardo

mmartins
25-11-2002, 10:27
Eduardo,

Antes de colocar os absorvedores, fiz zilhões de teste para ter certeza que ia funcionar. A minha esposa, quase me deu a carta de demissão. Felizmente ou infelizmente, a forma é testando.

Att.

Carlos Dantas
26-11-2002, 10:09
Prezados amigos
Estive um pouco fora do forum porque estou em época de provas na minha escola e isto envolve a gente completamente. Em meados de Dezembro estarei livre para contribuir melhor neste forum. Eu só queria deixar com voces uma observação sobre o tratamento acústico de uma sala. Temos que tomar todo cuidado para que o tempo de reverberação não seja muito baixo, menor por exemplo que 0,4 segundos, pois isto levaria a uma sala acusticamente morta o que é significativamente pior do que uma sala viva. As vezes nos preocupamos excessivamente em atenuar as reflexões primárias colocando absorvedores de som em todos os lugares da sala. É preciso lembrar que estes absorvedores diminuem o tempo de reverberação transformando sua sala numa sala intoleravelmente morta. O ideal é cuidar das primeiras reflexões sem, entretanto, reduzir o RT para tempos menores que 0,4 seg e preferivelmente 0,6 seg. Para confirmar o que digo fui ontem assistir ao vivo um trio(piano, violino e violoncelo) numa sala muito morta. Sentei a uns 3 metros do violoncelista e só pude perceber que ele tocava quando o violino e o piano paravam de tocar. O violino as vezes soava estridente e os graves e agudos das notas do piano haviam desaparecido. Como estou acostumado a ouvir música ao vivo percebi logo que era um problema da acustica da sala de audição. Pois bem, uma sala morta é simplesmente horrível. Se voce atenua sobremaneira o som reverberante a audição fica insuportável. Cuidado então com o excesso de absorvedores na sala senão o tiro sai pela culatra!
Abraços
Dantas

Eduardo
26-11-2002, 10:18
Caro Dantas,

Agora você me confundiu de vez !!!:doido:
E se minha sala já estiver morta? Pois o que percebo é exatamente o que você mencionou em relação a esta sala de concerto. Falta de definição, som estridente....
Minha sala de som é muito pequena, 2,7 X 3,5 m, e já possui um sofá todo de tecido com bastante espuma, um tapete tomando todo o chão, e uma cortina pegando toda uma parede.
Eu pensava em colocar um painél acústico tomando toda uma faixa da parede atrás das caixas, ou cobrindo-a totalmente. Dois paineís, um de cada lado um pouco a frente das caixas, e dois painéis atrás do sofá, e talvez um pegando toda a janela que também fica atrás do sofá. O que acha?

Obrigado,

Eduardo

Carlos Dantas
26-11-2002, 19:52
Prezado Eduardo
Não era a minha intenção trazer mais confusão na arrumação acústica de sua sala. A falta de definição e o som estridente podem ser provocados por outros fenômenos que não o tempo de reverberação da sua sala. Esqueça por enquanto estes dois fenômenos. Quanto as recomendações de colocação dos painéis estão todas corretas com excessão talvez dos painéis que voce quer colocar ao longo da parede que fica nas suas costas. Eu sugeriria a voce que antes de colocar os painéis avalie o tempo de reverberação de sua sala. sO ideal seria medí-lo mas sei que isto é praticamente impossível, então tem que ser no sentimento mesmo. Bata palmas com bastante vigor no local de onde voce vai ouvir música e veja se estas palmas parecem sêcas e abafadas. Vá para outros cômodos da casa e sinta a diferença. Os banheiros e cozinha são ambientes muito vivos e servem de referência. No caso de suas palmas parecerem como lhe descrevi, xoxas e sem vida, seu ambiemte é muito morto. Se voce for acrecentar os painéis vai piorar. Se, por outro lado, as palmas lhe soam excessivamente vivas e até icomodam seu ouvido(estalam no seu ouvido) o seu ambiente é vivo e os painéis vão contribuir para melhorar a situação. Uma maneira de voce tornar a sala mais viva, se necessário, seria abrir a cortina que cobre a parede lateral (a janela provavelmente). Usar um tapete menor e mais leve no chão seria outra forma etc.. Tente fazer uma avaliação a mais correta possível do tempo de reverberação antes de mexer na sala. Se voce puder medi-lo o ideal seria ter algo ao redor de 0,5 segundos para as frequencias médias. Peça ajuda para os amigos audiófilos para esta avaliação. Depois introduza um painel, ou par, por vez e analise o resultado com toda a paciência. Se voce fizer tudo de uma vez vai se perder completamente e vai cair em desespero(já passei por isto).
Resumindo, os painéis vão lhe ajudar a melhorar a acustica de sua sala desde que voce monitore o tempo de reverberação da sala e que faça uma inclusão por vez.
Abraços
Dantas

Eduardo
26-11-2002, 21:13
Caro Dantas,

Mais uma vez, muito obrigado pelas dicas. Vou fazer este teste das batidas de palmas.

Abraços,

Eduardo

Dennis
26-11-2002, 23:03
Eduardo e amigos,

São muito precisas as colocações do Dantas, inclusive preocupei-me agora de poder ter sido interpretado muito "à risca" pelas pessoas a quem recomendei instalar absorvedores pelas paredes. É por esse potencial perigo que prefiro instalar painés de Sonex, que posso recortar e moldar à medida que eu quiser. Preciso enfatizar sempre isso nas próximas vezes, e espero que ninguém tenha entendido que é pra recobrir as paredes.

Abraços,

c4nn1b41
26-03-2007, 10:30
A idéia do contactor é excelente para seu caso. :legal:
Já a idéia do filtro de linha é um caso meio complicado. Você quer ligar um cd player na mesma rede do seu sistema de Audio, não. Vamos aos fatos:
1-Fontes chaveadas como de Cds e DVDs emitem harmônicos muuito fracos que estão na faixa de 100KHz (transmissível pelo ar) devido ao chaveamento, e emitem harmônicos mais fracos ainda na faixa dos 120Hz devido a retificação em ponte no primeiro estágio, sendo que essa de 120Hz é filtrada por um filtro LC no próprio DVD.
2-O núcleo magnético de transformadores de isolamento são otimizados para 60Hz e as frequências mais altas (1k que são as perigosas) não passam.
3-Teu amplificador tem uma fonte boa o suficiente para filtrar harmônicos da rede entre 60 e 120 Hz.

Olha, cara, os harmonicos da retificação em ponte não vão incomodar seu sistema A MENOS QUE ELES VENHAM DO CABO SE AUDIO!!! então, manenha um bom aterramento e nada de cabos vagabundos, ok?
Já os de RF, podem ser um problema não para a qualidade do áudio (porque é inaudivel), mas teu AMP irá aquecer um pouco a mais. Nada grave, mas lembre-se de não usar teu equipmento no talo quando tiver fontes chaveadas por perto.
Se quiser uma solução definitiva, compre uma bandeja para apoiar teu equipamento de CD/DVD e aterre o rack inteiro. Com isso, não é necessário nem transformador nem filtro LC adicional, pois já tem um no teu AMP e um no teu DVD, ok?

Realmente, não procure chifre em cabeça de vaca. Equipamentos comerciais seguem regras rígidas de emissão de harmônicos na rede e ondas eletromagnéticas no ar. Um bom aterramento e cuidado na montagem geralmente é suficiente. Só cuidado com os equipamentos vagabundos, ok? Prefira sempre AMPS com fontes toroidais e observe os filtros de CD/DVD players que comprar. Abs.