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Ver Versão Completa : Acabou o sonho de termos carros de maior qualidade com preços mais justos!!!



claudio_fsantos
13-05-2011, 10:07
É Pessoal, as grandes montadoras que possuem fábricas no Brasil pressionaram o governo para dificultar a entrada de carros importados, principalmente as asiáticas (Hyundai, Kia e Chinesas).

http://carros.uol.com.br/ultnot/reuters/2011/05/12/governo-decide-dificultar-importacao-de-veiculos-mesmo-do-mercosul.jhtm

Apesar do governo passar a impressão que não teve pressão das montadoras, ouvi hoje na CBN que o causa dessa mudança foi a pressão das fabricantes nacionais decorrente da perda significativa de mercado (Acredito que mais GM e Honda).

No meu ponto de vista, acredito que se ao invés de dificultar a importação, poderia ter uma diminuição das taxas/impostos para incentivar a venda dos veículos nacionais e tornar o mercado mais competitivo. Mas para nosso lindo governo corrupto, é mais fácil manter a arrecadação já demasiadamente alta de produtos montados aqui e ganhar mais ainda com a entrada dos importados.

E nós, sempre nós, pagaremos o preço, com carroças andando nas ruas, sim amigos, ou voces acham que os melhores veículos vendidos aqui, inclusive da VW, Fiat, Ford e GM, são 100% nacionais? Os melhores veículos, com melhores motores, segurança e conforto são fabricados nos países vizinhos como Argentina e México. Qual veículo de qualidade sobrará para comprarmos sem precisar vender um imóvel pra conseguir paga-lo?

Enfim, uma triste notícia para assim como eu, tantos e tantos Brasileiros estavam acreditando na melhora da qualidade com a chegada da concorrência.

Abraços.

Claudio.

Slaine
13-05-2011, 13:27
O governo PT sempre teve uma tendência para a política protecionista "temos que dar emprego para os brasileiros" e toda essa demagogia. Só um governo liberal poderia mudar este ponto.

Xann
13-05-2011, 13:34
Não tem jeito, o Brasil é comandado pelos diversos cartéis e interesses puramente políticos. No povo, ninguém pensa, muito menos os teóricos representantes que colocamos lá em cima...

sereni
13-05-2011, 13:38
Quando alguém fala que estes carros estão mais baratos deve sempre avaliar que este fator risco está embutido neste "preço mais baixo", isto sempre aconteceu e inúmeras vezes já fecharam importadoras oficiais ou de terceiros devido a mudança de regra ou câmbio - e vejam ainda que o câmbio está em um nível dos mais baixos da história, ou seja, se for para apostar em alguma tendência é que ele possa subir em um futuro próximo.

claudio_fsantos
13-05-2011, 14:30
A questão maior nem são os preços cobrados, que sabemos que tem muita carga tributária e alta mergem de lucro, mas o mais importante é que com a entrada de produtos de outros mercados com maior qualidade e(ou) maior quantidade de itens de segurança e conforto, as montadoras nacionais teriam a obrigação de disponibilizar produtos no mesmo nível, tendo que diminuir a margem de lucro, mantendo os preços no mesmo patamar dos importados. É esse ponto que eu lamento, que quando justamente as coisas começam a mudar, todos os corruptos do governo e os mercenários das montadoras dificultam as importações, seja para manter a arrecadação dos impostos ou manter os lucros exorbitantes das montadoras nacionais.

Dá para vender em nosso país com preços mais justos sim, pois o mesmo produto, montado (ou fabricado) aqui em nossa terra, é vendido em outros países da américa do sul por um valor bem menor.

Este é meu lamento.. só isso.

Abraços.

Claudio.

Alex Sound
13-05-2011, 15:34
Acredito que foi mais uma retaliação contra a Argentina do que para proteger o mercado nacional.
A Argentina exporta 40% dos carros para o Brasil ,mas na hora de importar botou esse negócio de suspensão de autorização automática para um monte de produtos, claramente indo contra o Mercosur.

Agora o calo vai apertar no sapato deles (e no nosso também)

Aulef
13-05-2011, 15:38
o jeito é essa galera de fora montar fábrica aqui. A Hyundai já está trabalhando pra isso. algumas chinesas também. mas a qualdiade do produto deve ser pior...triste...


edit: a própria BMW está querendo abrir fábrica aqui.

lazamb
13-05-2011, 22:14
o jeito é essa galera de fora montar fábrica aqui. A Hyundai já está trabalhando pra isso. algumas chinesas também. mas a qualdiade do produto deve ser pior...triste...


edit: a própria BMW está querendo abrir fábrica aqui.

cada um claro quer defender sempre o seu lado, mas o presidente da Renault do Brasil andou dizendo q está ficando crítico produzir carros no Brasil citando carga tributária, problemas de logística, câmbio apreciado e pressão de custo de mao de obra.

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/12/03/produzir-no-brasil-esta-caro-diz-presidente-da-renault/

Vinícius RS
13-05-2011, 22:30
POis é... aí, em vez desse governo espúrio agir para diminuir a carga tributária, dificulta a importação... :xingo:

Aulef
14-05-2011, 09:09
cada um claro quer defender sempre o seu lado, mas o presidente da Renault do Brasil andou dizendo q está ficando crítico produzir carros no Brasil citando carga tributária, problemas de logística, câmbio apreciado e pressão de custo de mao de obra.

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/12/03/produzir-no-brasil-esta-caro-diz-presidente-da-renault/

se está dificil produzir aqui, vamos dar um jeito de melhorar o sistema e torná-lo mais atrativo, certo? não que eu seja nacionalista, governista etc., mas não acho má idéia produção doméstica. e qualquer empresa vai reclamar de tributação. aliás, se eu fosse dono de empresa, eu reclamaria é do mau uso do imposto que pago, afinal, tributos também são o retorno social dos ganhos da empresa, que deveriam voltar na forma de serviços públicos.

o que eu acho que está ocorrendo mesmo é uma tentativa de balanceamento do mercado.

Josba
14-05-2011, 13:04
Pessoal, é óbvio que o Brasil adotou essa medida com o intuito de ser temporária para obrigar a Argentina a negociar! Nós somos os maiores compradores dos carros argentinos, de forma que essa situação prejudica muito mais a Argentina que o Brasil. O Brasil vende Ágile, Celta e outros populares; a Argentina vende Fluence, Focus, 408 e outros carros de nivel mais alto. De quem é o maior prejuízo com o atraso no comércio? Claro que é da Argentina. Não tenho dúvida que em pouco tempo essa situação se resolverá.

Já li que enquanto os carros vindos da Argentina aguardarão os 60 dias do prazo, os vindos dos outros países levarão apenas 15 dias para serem liberados.

Pelo menos a Dilma está sendo muito mais "homem" do que o Sr. Lula que vivia levando porrada do Evo Morales (Bolívia) e do Hugo Chavez (Venezuela),com grandes prejuízos para o Brasil (vide o caso da Petrobrás e da construtora brasileira), e não fazia nada a não ser oferecer a outra face para apanhar!

M E N A U
14-05-2011, 13:11
Desculpe-me, mas nas entrelinhas acabei por entender que o Brasil tem poder de negociação, correto?
Também nas entrelinhas entendi que a Dilma foi ''homem'' em forçar a negociação, correto?
E nós, quando seremos?
Quando daremos um basta na tunga que o poder público nos aplica? E pagamos tudo de novo, no particular...
Quando mostraremos aos figurões da indústria automotiva que tenham lucro, sim, afinal isso aqui é capitalismo, mas por que os piores carros nos mais altos preços?
E os banqueiros? Desses nem precisaria comentar, né? Cheque especial 8% ao mês por si só já fala... É agiotagem oficial. Com desconto em folha.
E nós, quando seremos?

O Vulto
14-05-2011, 15:25
O presidente da Abeiva (associação importadoras de veículos), José Luiz Gandini, prevê que a partir das próximas semanas alguns modelos trazidos da Argentina e de outras localidades já comecem a faltar em concessionárias do país.

Gandini diz que as importadoras asiáticas podem começar a ter problemas de abastecimento em um prazo de 30 dias.

"Demora em média um mês para os carros chegarem ao país. E não podemos deixar navios parados em portos espalhados pelo mundo, pagando pelo custo diário desse transporte, sem saber em quanto tempo o governo brasileiro começará a liberar as guias de importação."

Ele também diz que os portos não têm capacidade para ficar "estocando produtos". "Ou você embarca os produtos e despacha ou vai começar a causar problemas nos portos."
"Somente hoje [ontem] recebemos um telefonema da Secex [Secretaria de Comércio Exterior] confirmando que, sem a licença, não podemos embarcar carro de qualquer lugar do mundo para o Brasil. E que novos embarques feitos a partir do dia 10 precisam das novas guias e de diferimento [dos técnicos]. O problema é saber se a autorização sairá na semana que vem", afirma.

Para Gandini, houve uma falha grosseira de informação. "Não podíamos ter sido pegos de surpresa. Se as guias que temos não valem mais desde terça-feira, como ficam as empresas?"

"No caso da Kia, estou mandando e-mail para a matriz para segurar os embarques até que se tenha essa questão da guia definida", diz Gandini, que além de presidir a Abeiva, preside a Kia Motors no Brasil

http://m.folha.uol.com.br/mercado/915669-pode-faltar-carros-em-1-mes-diz-associacao-de-importadores.html (http://m.folha.uol.com.br/mercado/915669-pode-faltar-carros-em-1-mes-diz-associacao-de-importadores.html)

Brasilsilsil regredindo mais uma vez. Ao invez de protejer a industria local diminuindo os tributos, para as empresas oferecerem preços melhores para os veículos aqui, vão burocratizando ainda mais a importação.

DanDan
14-05-2011, 15:39
adoro carros mais as pessoas precisam parar de comprar veiculos. O governo tem que proteger a industria, concordo, mais tem que munir essa mesma industria de instrumentos para combater os importados, mais acho que o interesse aí não é de se fazer isso e sim de se preservar a arrecadação do imposto em cima desses carros.

o unico poder que temos é o da total reprovação a uma situação como essas nao comprando os carros.

um mercado desses parado, o que é dificil de acontecer, as coisas mudariam.

vamos torcer para um dia a situação ficar insustentável aqui, para que as coisas mudem de vez, por que andar de carroça nao rola, na boa.

claudio_fsantos
14-05-2011, 15:52
Bem.... o jeito é voltarmos à realidade de uns 10, 15 anos atrás.... Triste, pois os melhores veiculos vendidos em nosso mercado ou são importados ou uma grande parte das pećas são importadas....


Mais noticias :
http://carsale.uol.com.br/Novosite/revista/mercado/materia.asp?idnoticia=7247

Márcio
14-05-2011, 15:55
Esta medida não foi com a intenção de proteger a indústria, pelo que entendi é temporária, a Argentina está trancando a entrada de produtos brasileiros, existem quase 900.000 pares de calçados brasileiros parados na fronteira com a Argentina, eles estão fazendo o mesmo com a linha branca e outros produtos.
Aguardemos, é questão de tempo até a Argentina entregar os pontos.

claudio_fsantos
14-05-2011, 17:03
Fiz uma tabela com os modelos nacionais e importados das montadoras que tem fabrica em nosso Pais (fonte - revista auto esporte)

Chevrolet Citroen
Nacional Importado Nacional Importado
Astra Agile Aircross c4 Htch
Blazer Camaro C3 C4 Pallas
Celta Captiva Picasso C4 Picasso
Classic Malibu C5
Corsa Omega Grand C4 Picasso
Meriva
Montana
Prisma
S10
Vectra


Fiat Ford
Nacional Importado Nacional Importado
Bravo “500” “250“ Edge
Doblo Siena Courier Focus
Idea Ecoesport Fusion
Linea Fiesta New Fiesta
Mille Ka Ranger
Palio
Punto
Strada
Uno


Honda Mitsubishi
Nacional Importado Nacional Importado
City Accord L200 L200GL
Civic CR-V Pajeto Sport/TR4 Lancer Evo
Fit Outlander
Pajero Dakar/Full


Nissan Peugeot
Nacional Importado Nacional Importado
Frontier Sentra “207” “307”
Grand Livina Tida 207 Passion “408”
Livina 207 SW Partner
Hoggar


Renault Toyota
Nacional Importado Nacional Importado
Megane Grand Tour Clio Corolla Camry
Logan Fluence Hilux
Sandero Kangoo RAV4
Symbol SW4


Volkswagen
Nacional Importado
Go G4 Amarok
Golf Jetta
Kombi Jetta Variant
Saveiro New Beetle
CrossFox Space Fox
Fox Passat
Gol Tiguan
Parati Tuareg
Pollo (hatch/sedan)
Voyage

Xann
14-05-2011, 17:47
Como pode ver, com algumas poucas exceções, TODOS os nossos bons carros vem de fora.

Vamos sucatear ainda mais o país, minha gente!

Márcio
14-05-2011, 20:04
Abenardis, tenha certeza de que não é definitivo, em pouco tempo a Argentina cede.

claudio_fsantos
14-05-2011, 20:33
Abenardis, tenha certeza de que não é definitivo, em pouco tempo a Argentina cede.


Marcio, torco que realmente seja temporario. Mas eu ouvi na CBN que o motivador dessa decisão foi a pressão das montadoras nacionalizadas em relacao a aumento das vendas dos importados, e consequentemente causando perda de uma boa fatia de mercado.

Bem, vamos aguardar, pois ha muita especulacao.

Da lista que postei, Nacionais mesmo pouco se salva, como a grand tour, o polo, golf, linea e bravo, corolla, civic, frontier, L200 e Pajero. Poucas opcoes de qualidade, seguranca e conforto aceitavel. Mesmo assim, esses recebem pecas importadas, e acredito se continuar as restricoes, provavelmente os valores irao subir.

Abracos.

Claudio Santos.

Anvil
16-05-2011, 09:51
Fazendo um ( ), comparando esses nacionais atuais com os nacionais pré era Collor os chamados "Nacionais carroças" convenhamos que existe uma bela diferença.

alcindo
16-05-2011, 11:03
Vamos acompanhar as proximas semanas....essa medida, a principio, foi acertada como forma de rataliar a Argentina que em 1 ano transformou sua balança comercial de desfavoravel a favorável com o Brasil e não está cumprindo as contramedidas para tornar a relação comercial entre os dois paises mais equilibrada....O governo não poderia retaliar apenas a Argentina, pois ficaria exposto na OMC....Agora que as forças de bastidores da industria nacional podem se aproveitar para complicar a vida dos demais importadores, isso podem....mas a principio, devemos ter cautela e aguardar os próximos capitulos...acho que vai ter um final feliz...já deve estar tudo acordado nos bastidores com os demais, pois estou vendo pouco barulho por parte das importadoras...o fiscal na ponta deve estar instruido para complicar de fato a vida dos nostros hermanos e deixar passar os demais....vamos ver.

Xann
16-05-2011, 13:11
Fazendo um ( ), comparando esses nacionais atuais com os nacionais pré era Collor os chamados "Nacionais carroças" convenhamos que existe uma bela diferença.
Eu não conheci a era pré-Collor, mas eu não arriscaria em dizer isso assim, com tanta facilidade. Claro que houveram enormes evoluções, afinal são 20 anos, mas olha o Agile por exemplo, que ainda usa plataforma de antes da era Collor!
Com certeza os médios evoluiram, mas os populares continuam péssimos, com pouquíssima melhora em segurança, que seria esperado em 20 anos!

mralfh
16-05-2011, 13:24
Só um paralelo, pra quem quer ter uma pequena idéia do país nos anos 80 vale assistir a reprise da novela Vale Tudo, no canal Viva. Minha esposa está acompanhando e vez em quando dou umas espiadas. É muito engraçado ver coisas que hoje já estão totalmente ultrapassadas, e ao mesmo tempo observar que MUITA coisa continua do mesmo jeito... :riso:

A parte dos carros então é ótima. O carrão da época retratado na novela (certamente por patrocínio) era o Santana Executivo, e o esportivo era o Gol GTS.

Anvil
16-05-2011, 19:03
Eu não conheci a era pré-Collor, mas eu não arriscaria em dizer isso assim, com tanta facilidade. Claro que houveram enormes evoluções, afinal são 20 anos, mas olha o Agile por exemplo, que ainda usa plataforma de antes da era Collor!
Com certeza os médios evoluiram, mas os populares continuam péssimos, com pouquíssima melhora em segurança, que seria esperado em 20 anos!

Nao, óbvio que falta muito pra melhorar, mas acho que pelo menos deu uma melhorada, os 1.0 ate que sobem uma ladeira relativamente razoavel heh comparando com o classico 147 nao precisamos chutar o cambio pra engatar a 1 e alem disso temos outras montadoras por ai.

Cubas
16-05-2011, 19:51
Tá aqui a confirmação de que a medida não foi por causa da Argentina... (fonte: claudiohumberto.com.br).

O certo é que os importados estavam começando a chacoalhar o mercado. Depois que os consumidores fossem picados pela mosca azul (adquirindo um importado), perceberiam que o carro nacional ainda está com tecnologia do final da década de 90.

Como disse um colega aí atrás, ficariam obrigados a fazer um upgrade indesejável no parque tecnológico, com significativas perdas de margem de lucro.

Esses caras (Ford, GM, Fiat e VW) estão mais para mafiosos do que para cartelizados, sob a omissão óbvia e criminosa dos petralhas. É a junção harmonioso da turma dos COISA RUIM com os EVILS.

***

Pimentel defende fim das licenças automáticas para venda de automóveis

MIN. FERNANDO PIMENTEL
O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), reiterou nesta segunda (16), a defesa pelo fim das licenças automáticas para a venda de automóveis e autopeças. Para ele, a medida, tomada no último dia 12, foi adotada para proteger a indústria nacional uma vez que havia um desequilíbrio nas relações comerciais no que se refere a esse setor. "Não é um tema especificamente relacionado com o nosso comércio com a Argentina. É uma questão geral adotada pelo ministério como forma de proteger a indústria automobilística já que a balança neste setor está fortemente desequilibrada contra o Brasil", afirmou. Na prática a medida faz com que o processo de entrada de produtos argentinos no Brasil possa demorar até 60 dias para ser aprovada. Segundo informaram os técnicos, a medida não inclui apenas a Argentina, mas também o México e a Coreia do Sul.

---------- Mensagem adicionada às 19:51 ---------- Mensagem anterior foi enviada às 19:43 ----------

Ah, e está aqui a confirmação de que a medida NÃO É TEMPORÁRIA... (fonte: G1)

***

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta segunda-feira (16) que não há a possibilidade de o Brasil voltar atrás na medida adotada na semana passada que dificultou a entrada de carros importados no
país.

O fim da restrição é exigido pela Argentina, país que foi o maior prejudicado com a decisão brasileira. A ministra da Indústria do governo Cristina Kirchner, Débora Giorgi, afirmou também na semana passada que o fim da restrição é condição essencial para que os dois países voltem a negociar o fim de barreiras comerciais.

“Não há sentido para qualquer pré-condição para termos uma reunião, tanto da nossa parte quanto da Argentina”, disse Pimentel.

Ele voltou a dizer que a suspensão das licenças automáticas para entrada de veículos não foi uma retaliação às barreiras impostas pela Argentina a produtos brasileiros. Porém, se mostrou satisfeito pelo fato de a medida ter despertado a atenção do país vizinho para as barreiras impostas aos produtos nacionais e que eram motivo de reclamação de empresários no Brasil.

“Se serviu para levantar o assunto, ótimo. Vamos conversar com eles”, disse Pimentel. Ele voltou a reclamar que o país vizinho não tem cumprido o prazo máximo de 60 dias estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para liberação de importações.

M E N A U
16-05-2011, 20:13
Só falta cair a ficha de que quem manda no mercado somos NÓS, OU DEVERIA SER NÉ.
A hora que o brasileiro se tocar será caixão pros sanguessugas tupiniquins.
Basta segurar a onda e simplesmente NÃO TROCAR DE CARRO, SÓ ISSO.

Márcio
16-05-2011, 20:14
Podes trocar de carro, não tem problema, apenas faça um bom negócio, não aceite ser extorquido com carros com preços altos demais ou ágio, simples assim.
Se nós sempre procurássemos um bom negócio todos os preços seriam mais baixos.

claudio_fsantos
16-05-2011, 20:17
Ehhh... eu acho qe nao ouvi demais na CBN, informando que a real intencao e bloquear a entrada de veiculos importados, principalmente da ASIA, pois o governo foi pressionado pelas montadoras nacionalizadas.

Abracos.

Xann
16-05-2011, 23:49
Um verdadeiro absurdo. Obrigado, governo Dilma. Agradeço, cartel das fabricantes nacionais.

M E N A U
17-05-2011, 08:08
Podes trocar de carro, não tem problema, apenas faça um bom negócio, não aceite ser extorquido com carros com preços altos demais ou ágio, simples assim.
Se nós sempre procurássemos um bom negócio todos os preços seriam mais baixos.

Colega, Márcio, fiquei curioso, me canta a bola aí de um bom negócio.
Simples assim, é deixar tudo como está, cômodo demais.
Respeito sua opinião, qq que seja.

mralfh
17-05-2011, 10:54
Dilma descarta ceder à pressão argentina em barreira comercial
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VALDO CRUZ
ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA


O governo brasileiro não vai rever sua decisão de segurar a importação de carros, como exigiu a Argentina, para retomar as negociações visando pôr fim às barreiras comerciais entre os dois países.
Segundo a Folha apurou, a orientação do Palácio do Planalto é não ceder às pressões da Argentina para revogar a medida que acabou com a importação automática de veículos, que passou a depender de autorização num prazo de até 60 dias.
Governo muda regra para dificultar entrada de carro importado (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/914874-governo-muda-regra-para-dificultar-entrada-de-carro-importado.shtml)
Podem faltar carros em 1 mês, diz associação de importadores (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/915669-podem-faltar-carros-em-1-mes-diz-associacao-de-importadores.shtml)
Argentina envia carta dura ao Brasil sobre barreiras comerciais (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/915315-argentina-envia-carta-dura-ao-brasil-sobre-barreiras-comerciais.shtml)
"Não há sentido em [fixar] precondição para termos reunião. Tanto da nossa parte quanto da Argentina. Estamos sempre dispostos ao diálogo e o diálogo está prosseguindo", disse ontem o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).
A declaração de Pimentel se referia à afirmação de sua colega argentina, Débora Giorgi, de que o fim das barreiras ao comércio bilateral só voltaria a ser discutido se o Brasil revogasse a exigência de licença na importação de carros.
Na entrevista, o ministro procurou dar um tom diplomático às suas declarações, repetindo que a medida adotada pelo Brasil não é contra a Argentina, mas vale para todos os países e visa proteger o mercado brasileiro.
Reservadamente, porém, a equipe de Pimentel deixou claro que não há espaço para recuo, sinalizando que o país pode até endurecer caso a presidente Cristina Kirchner não oriente sua equipe a abrir negociações e rever suas medidas.

Márcio
17-05-2011, 11:22
Menau, o bom negócio é comprar o carro que não vende tanto, se comprares um carro lider do seu segmento o negócio será muito ruim, é certo.
Se o consumidor sempre comprasse o melhor negócio do segmento os modelos que vendem mais precisariam ter seu preço reduzido para continuar vendendo, consequentemente os que já custam mais barato hoje precisariam baixa ainda mais porque do contrário voltariam a vender pouco.
Procuras um bom hatch compacto, duas ótimas opções, sandero e fiesta, o fiesta agora mais ainda no centro do pais custando R$37.9k com abs e airbag, sedãs compactos fiesta e symbol, o symbol com airbag e motor 1.6 16v foi anunciado neste final de semana por 36.9k, por este preço não sei se é possível comprar um siena ou voyage completos com motor 1.0, o fiesta está 39.9k com abs e airbag, mas somente no centro do pais.
Por 43k ainda existe a nissan livina, que é um bom carro, mas quem vende mais são idea e meriva com motores mais fracos e menos equipadas.
Um pouco acima temos o peugeot 307 por 45k completo, nissan tiida 1.8 com airbag geralmente na faixa de 48.9k, o completaço com couro e teto por 55k..
Deveriam ser evitados os superfaturados como city, new fiesta e corolla, por exemplo, provavelmente quando chegar o modelo novo o civic será incluído no grupo, são somente alguns exemplos.

M E N A U
17-05-2011, 11:46
Márcio, eu, particularmente, tenho uma visão um pouco divergente de um bom negócio.
A princípio pelo fato de, NMHO, 0km são, via de regra, um mau negócio, mas respeito quem compra, principalmente se vender pra mim com 2 anos de uso e 20 mil km. Ironias, a parte, dá muito mais trabalho comprar semi-novo, nem todos tem tempo ou paciência suficiente, mas, ainda dou preferência.
Concluindo, no Brasil, de hoje, não existe bom negócio, afinal um carro hj faturado aqui a R$ 90, na verdade lá fora vale US$ 20k ou R$ 30k. Ou seja, pagamos o triplo, e na melhor das hipóteses, o dobro, mas depenado, é bom lembrar.
E ainda existem agravantes.
O que as montadoras se prestam a nos oferecer é 1/4 do catálogo oferecido lá fora. Desde leque de motorização, alimentação (diesel, mono, multi, híbridos, full eletric etc) até carrocerias várias.
Desculpe-me pela franqueza, mas no brasil (com minúsculas mesmo), de hoje, não existe sequer negócio mediano.
Resta saber até quando seremos a Republica dos Bananas (essa sim, com maiúsculas).
Escusas, mas não há como amenizar. Nada pessoal, muito pelo contrário.

Márcio
17-05-2011, 11:49
Menau, nós nunca teremos preços iguais aos praticados no exterior porque pagamos muitos impostos, é fato e não irá mudar.
O que nós podemos fazer é comprar o melhor negócio dentro da nossa realidade, fazer com que as montadoras baixem a sua margem de lucro que é muito grande por aqui, e podemos fazer isso optando por favor bons negócios dentro desta realidade que vivemos.

cboava
17-05-2011, 12:39
Menau, nós nunca teremos preços iguais aos praticados no exterior porque pagamos muitos impostos, é fato e não irá mudar.
O que nós podemos fazer é comprar o melhor negócio dentro da nossa realidade, fazer com que as montadoras baixem a sua margem de lucro que é muito grande por aqui, e podemos fazer isso optando por favor bons negócios dentro desta realidade que vivemos.

Márcio,

vc disse tudo.

Se a maioria fizesse assim, também acredito que a nossa realidade seria (pelo menos) um pouco diferente.

Marciliosp
17-05-2011, 12:46
O governo tem que proteger o mercado nacional que presta, o que nao presta tem que abrir a concorrencia, o mercado automobilistico nao presta

FDMB
17-05-2011, 14:46
Não presta para nós, consumidores. Mas se continuamos comprando a ponto de fazer lista de espera e pagar ágio, não podemos reclamar...

Para o governo continua prestando e para as montadoras, mais ainda!

claudio_fsantos
17-05-2011, 20:26
Mais novidades..... Abrem as negociacoes entre governo Argentino e Brasileiro :

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/05/17/brasil-e-argentina-abrem-negociacoes-sobre-comercio.jhtm

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina anunciou na terça-feira que iniciará negociações com o Brasil na próxima semana sobre as barreiras impostas pelo governo brasileiro à importação de automóveis e os problemas que afetam o volumoso comércio bilateral, de mais de 30 bilhões de dólares anuais.
A ministra da Indústria argentina, Débora Giorgi, recebeu o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Enio Cordeiro. Foi o primeiro contato pessoal entre funcionários dos dois países para abordar a medida brasileira que, caso seja mantida, pode prejudicar duramente a economia da Argentina.
Após o encontro, Débora anunciou que os vice-ministros encarregados do Comércio de ambos os países irão se reunir na semana que vem para tratar de uma agenda ampla.
"Porém, não se decidiu o local onde será realizado o encontro entre (os vice-ministros Eduardo) Bianchi e (Alessandro) Teixeira (as alternativas são Buenos Aires ou Foz do Iguaçu), mas foi estipulado que serão dois dias de trabalho", afirmou o ministério em nota.
O ministério acrescentou que a partir da reunião de Débora com Cordeiro "ambos os governos começarão a fazer acordos e coordenar os temas da agenda a serem tratados na reunião bilateral", na qual serão abordados "todos os temas pendentes, tanto os pontuais, quanto os estruturais".
Logo depois da adoção da medida pelo Brasil, Buenos Aires reagiu com uma nota na qual reclamou dos obstáculos ao acesso ao mercado brasileiro para muitos de seus produtos.
Um comunicado divulgado na terça-feira pela consultoria Analytica disse que a extensão da disputa comercial entre o Brasil e a Argentina desacelerará a atividade industrial, que cresce sustentavelmente desde 2010, e também debilitará o minguante saldo comercial da Argentina.
A manutenção das licenças não-automáticas do Brasil à importação de automóveis também prejudicaria os investimentos na Argentina, terceira economia latino-americana, acrescentou a Analytica.
A produção de automóveis é um dos pilares da economia argentina, que entre veículos e peças exportou ao Brasil cerca de 7 bilhões de dólares em 2010.
Em fevereiro, a Argentina anunciou a aplicação de licenças não-automáticas à importação de 577 produtos do Brasil, seu maior parceiro comercial e com quem tem um persistente déficit comercial.
Na segunda-feira, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Fernando Pimentel, descartou as insinuações de guerra comercial entre os dois países.
"Temos laços comerciais extremamente amigáveis com a Argentina. Não há motivo para um rompimento ou uma guerra comercial", disse ele em entrevista coletiva em Brasília.
Ao anunciar a medida na semana passada, Pimentel disse que cerca de metade das importações de automóveis brasileiras vêm da Argentina, e que a ação também atingirá importações de outros países, incluindo Estados Unidos e Japão.
(Por Guido Nejamkis, reportagem adicional de Hugo Bachega, em Brasília)

M E N A U
17-05-2011, 20:53
Eu também quero negociar com o governo e seus comparsas.
Como faço? Não compro carro hoje e nem por um bom e longo tempo.
Caramba, quando vamos acordar?

Cubas
17-05-2011, 21:15
Então beleza, Argentina e Brasil vão fazer um acordo para que as guias de importação voltem ao automático entre os dois países, mas mantém a maldade para todos os demais países...

Cubas
19-05-2011, 21:01
Então beleza, Argentina e Brasil vão fazer um acordo para que as guias de importação voltem ao automático entre os dois países, mas mantém a maldade para todos os demais países...

Bingo! Acertei na mosca! acabou de passar no Jornal Nacional que os carros argentinos serão liberados.

Está comprovado... a questão argentina era um grande engôdo, uma grande mentira... um desculpa para detonar a concorrência dos coreanos e os xing ling que estavam começando a incomodar os quatro grandes.

Eu avisei, aconteceu... vou jogar na Loto, que está acumulada... hehehe.

FDMB
19-05-2011, 21:33
Calma!

Antes da sua previsão, eu e mais uma meia dúzia já havíamos comentado sobre isso. O alvo sempre foi outro, infelizmente.

claudio_fsantos
19-05-2011, 22:44
Pois eh.. eu tb havia ouvido na CBN no dia que foi anunciado...

Vamos ver o que ira acontecer agora!!!

Cubas
19-05-2011, 22:58
Eu estava me referindo ao fato específico de que, ao final, a sistemática seria flexibilizada somente para a Argentina. Essa podre estratégia ninguém previu, salvo meu postzinho do dia 17, conforme taí em cima. Já imaginou se o governo baixasse a medida fechando o mercado para todos os países, menos para a Argentina? ia ficar muito escancarado a sacanagem. Tratam o povim como um bando de idiotas.

Vou cantar aqui outra pedra: amanhã de manhã, todos os vendedores das concessionárias VW, Fiat, Ford e GM vão receber instruções para demover os consumidores que tenham algum argumento pró coreanos ou pró chineses.

"Senhor, você vai investir num carro que, se tiver algum problema, vai ficar parado por 60 dias esperando a peça ser importada? Concorda que é um péssimo investimento, né?"

claudio_fsantos
20-05-2011, 10:48
Respeitável PUBLICO!!!!

Bem vindos ao Circo BRASIL!!!!!

Davide
20-05-2011, 10:57
O quarteto famoso da indústria "nacional' está trabalhando há muito tempo por isso, agora, casadinhos com o governo, acharam um meio de dar uma tesourada nos china e nos coreia sem deixar os hermanos fora disso, até porque um bom volume de importados argentinos é dos próprios 4

abraços

M E N A U
20-05-2011, 11:05
Isso tem nome: lobby.
Nós, que detemos o poder - só não o exercemos - somos conduzidos por 1/2 dúzia de engravatados.
Típico de 3º mundo.
A economia pode ser emergente, já em relação ao povo e nações, existem os dominantes e os dominados.

A omissão tem preço e todos pagam, uns beijando a mão, outros com bílis na língua, mas todos pagam.

Márcio
20-05-2011, 11:30
Cubas, é uma baita sacanagem fazer este tipo de ação contra a importação dos carros, quando as nossas fábricas começavam a reagir contra os importados mais equipados nos ferraram, mas de qualquer forma serviu para que a Argentina pare com a operação tartaruga nas nossas exportações,

Marciliosp
20-05-2011, 11:36
pensando em uma ordem politica, tem mesmo que apertar estes argentinos sem palavra, mas para o nosso mercado pobre de carros ferra tudo!

mas ja estão voltando atras!

claudio_fsantos
20-05-2011, 17:51
http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2011/05/20/carros-x-impostos-um-problema-que-se-impoe

Alta carga tributária no Brasil ajuda a complicar a venda e eleva o preço final dos automóveis
por Rodrigo Machado
Auto Press

Uma rápida comparação do preço dos automóveis no Brasil com os mesmos modelos em outros países mostra uma gritante diferença contra o consumidor brasileiro. Mesmo depois das conversões cambiais, a disparidade do valor cobrado por aqui chega, em alguns casos, a 80%. Nem mesmo em relação a países vizinhos, membros do Mercosul, o Brasil fica em posição vantajosa. Essa situação pode ser explicada, em parte, pelos impostos. Dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – mostram que a média de participação dos tributos sobre os preços dos automóveis no Brasil é de 30,4%, uma incontestável liderança mundial – a Itália, segunda no ranking tem 16,7%. “ Infelizmente é um problema recorrente e histórico no Brasil ”, lamenta Ademar Cantero, diretor de relações institucionais da Anfavea.

São diversos os impostos cobrados na venda dos carros no país. Os mais importantes são o IPI – Imposto sobre Produto Industrializado – e o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. O primeiro é uma taxa federal, que varia de acordo com o tamanho do motor do veículo – 7% até 1.0 litro, 13%, para motores a gasolina e 11% para flex, entre 1.0 litro e 2.0 litros, e 25% acima de 2.0 litros. Já o ICMS sobre automóveis muda de estado para estado. “ É uma complexidade tributária enorme. Tanto a esfera nacional quanto a estadual precisam arrecadar. E isso acaba sendo passado para o consumidor final ”, explica Vander Mendes Lucas, professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, UnB. Outros tributos com percentuais menores, como PIS e Cofins, também incidem sobre produtos automotivos. Sobre os automóveis importados ¬– excetuando-se os que vem de outros países do Mercosul e do México, com os quais o Brasil possui acordos de isenção de tarifas alfandegárias – ainda é cobrado o Imposto de Importação de “ salgados ” 35%.

A decisão do tamanho da alíquota cobrada em cada tributo é decidida através do princípio da essencialidade. Isso significa que qualquer produto no Brasil teoricamente tem impostos proporcionais a sua necessidade para o cidadão. Para o governo federal, o automóvel se enquadra na categoria de bem supérfluo. “ Essa avaliação é falha. O Estado não investe em infraestrutura de transportes coletivo como em outros países com grande arrecadação. Ter um carro no Brasil passa a ser uma necessidade, não uma opção ” critica Luiz Filipe Rossi, professor de Microeconomia e Finanças do Ibmec, instituição carioca de ensino.

Para tentar amenizar o impacto da grande carga tributária no setor, o Governo Federal facilita para as marcas com fábricas instaladas no país a importação de autopeças para a fabricação dos carros no Brasil. Alguns tributos federais referentes àquela peça só são pagos no momento da venda do automóvel e não quando ela entra no país. Além disso, a fabricante ganha um desconto nessas taxas. “ O problema é que alguns fabricantes estão sendo autuados por usarem os dois benefícios juntos, o que é legal. Nesse caso, o que acontece é simplesmente uma falta de conhecimento da lei ”, aponta a Dra. Bianca Xavier, sócia e especialista em setor tributário da Siqueira Castro Advogados.

As previsões para o futuro também não são nada animadoras. “ Vemos que hoje nada acena para que o governo modifique a sua avaliação em relação a necessidade do carro para o brasileiro. Não há vontade política para tal ”, critica João Eloi Olenike, presidente do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, entidade independente que orienta sobre práticas de governança tributária. “ Se o Brasil não começar a cuidar da sua galinha dos ovos de ouro, que é a indústria automotiva, pode perder a sua produção para os vizinhos. Como a Argentina, onde os impostos são menores ”, alerta Dra. Bianca Xavier, da Siqueira Castro Advogados.

Instantâneas

# O Brasil lidera o ranking mundial de participação dos tributos sobre automóveis no preço passado ao consumidor, com média de 30,4%. Em seguida vem a Itália e Reino Unido, com 16,7%, França com 16,4% e Alemanha com 16,0%.
# O Recof é o sistema que assegura benefícios de imposto para as marcas com fábricas instaladas no Brasil.
# O setor automotivo foi um dos primeiros no Brasil a ter impostos exonerados na época da crise mundial, com a redução do IPI.

Briga de vizinhos

No último dia 12 de maio, o Governo Federal decidiu dificultar o acesso de veículos importados para o Brasil. A partir desta data, comprar um automóvel vindo de fora terá que passar por uma licença prévia para a liberação de guias. Isso implica em uma maior demora na chegada desses produtos ao mercado brasileiro. A medida é parecida com a que o governo argentino fez para proteger o mercado interno. Em nota à imprensa, José Luiz Gandini, presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores e da marca coreana Kia criticou a decisão do governo. “ Se valesse apenas para o país vizinho seria válida, mas não concordamos com extensão dessas medidas a veículos provenientes de outros países ”, reclama Gandini.

As autoridades argentinas também ficaram preocupadas com a ação brasileira. Com ela, mais de três mil carros já ficaram barrados na fronteira entre os dois países. Em declaração, Aníbal Borderes, presidente da Adefa, Associação de Fábricas de Automotores da Argentina – o equivalente a Anfavea – fez duras críticas às novas barreiras. “ Elas levantam dúvidas sobre o andamento do Mercosul, que já demonstrou ser instrumento válido para o crescimento e desenvolvimento dos países da região ”, pondera Borderes.

Vale lembrar que a Argentina adotou recentemente medida semelhante com o objetivo de proteger o seu produto interno, dificultando as importações. O Ministério do Desenvolvimento brasileiro, no entanto, nega que a medida seja uma retaliação direta a Argentina. A justificativa é que a decisão vem com o objetivo de monitorar o fluxo comercial de veículos importados. “ Acho uma boa política. Principalmente porque tem como objetivo aumentar a aquisição de veículos no mercado interno, incrementando a nossa economia ”, avalia João Eloi Olenike, presidente do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

FDMB
20-05-2011, 18:09
Esse discurso da alta carga tributária ser o grande vilão do preço final é velho, e convence somente os desinformados.

Margens altíssimas de lucro somados a avidez do brasileiro em comprar qualquer coisa com 4 rodas são tão culpados quanto os impostos.

rclenzi
20-05-2011, 23:27
Esse negócio todo de licença não-automática para autopeças, quer dizer que as peças que compro para meu carro, vindas pelo correio, podem ficar 60 dias barradas na alfandega?!!!
O mais revoltante de tudo isso, é não ver o dinheiro arrecadado aplicado em nosso beneficio :(

Cubas
29-08-2011, 17:01
Olha aí o que a medida do governo também trouxe de ruim.... o famoso, vender dificuldade, para obter facilidade.

*** (fonte:correiobraziliense)

Fiscais cobram 'pedágio' na aduana para agilizar a entrega de mercadorias
Rosana Hessel ("]Sílvio Ribas[/EMAIL]
[EMAIL=")
Publicação: 29/08/2011 08:15 Atualização: 29/08/2011 07:24
[FOTO1]
Os números recordes do comércio exterior do Brasil são festejados pelo governo e citados com pompas em meio à crise que atormenta o mundo desenvolvido. Mas, por trás desse resultado, há um velho problema: a corrupção praticada por fiscais da Receita Federal nas diversas alfândegas do país. A realidade é traduzida em poucas palavras por um dos empresários europeus que mais exportam para os consumidores brasileiros: “Se quiser liberar imediatamente os meus produtos, destinados a uma das maiores redes de supermercados do Brasil, tenho que pagar US$ 10 mil em propina. Ou é assim, ou tudo fica parado nos portos, correndo o risco de apodrecer. Mas prefiro o prejuízo a endossar essa prática revoltante”.

O descalabro é tanto que, em julho deste ano, o governo expulsou o maior número de servidores em um só mês desde 2003 por malfeitos: foram 98, dos quais oito da Receita. Nos últimos nove anos, o total de demissões e de suspensões de aposentadorias, sobretudo por corrupção, chegou a 3.297, sendo 304 por recebimento de propina. Nesse período, o Ministério da Fazenda, que controla a estrutura da Receita, teve 369 funcionários expurgados do serviço público, a maioria fiscais que deveriam dar o exemplo, mas preferiram enriquecer tirando proveito dos cargos.

Ao longo das últimas semanas, o Correio conversou com mais de uma dezena de importadores, alguns líderes nos segmentos em que atuam. Mesmo receosos com a possibilidade de sofrerem represálias, foram unânimes em afirmar que, frequentemente, são achacados em portos e aeroportos do país. Ou “molham” as mãos dos fiscais para terem um tratamento mais rápido, ou entram em uma fila de burocracia que atrasa, o máximo possível, o aval para as mercadorias serem liberadas.

Cumplicidade
Nesse subterrâneo da corrupção são favorecidos, principalmente, os empresários envolvidos com produtos que mais prejudicam a indústria brasileira, ao estimularem uma competição desleal. “Esses sabem, muito bem, como tirar proveito das facilidades oferecidas por fiscais da Receita. Os criminosos se conhecem logo”, destaca um importador. Outro empresário ressalta que o achaque nas aduanas é constante e suas repetidas negativas aos fiscais em pagar a “taxa de desembaraço” resultam na retenção de toneladas de produtos nos pátios dos portos por até três semanas.

Para os empresários rebeldes, os fiscais mal-intencionados fazem uma “leitura pessoal” de instruções federais, ou seja, usam e abusam de pontos e vírgulas das leis para mostrar que podem ser motivos de grandes transtornos e prejuízos. “Felizmente, o que vemos nas alfândegas dos portos e dos aeroportos brasileiros não reflete a realidade do povo do Brasil, que é de boa índole. Mas esse mesmo povo paga a conta imposta pelos servidores corruptos. Os custos extras que temos de arcar são embutidos nos preços e repassados aos consumidores. A imagem do país também fica arranhada”, desabafa um importador do setor de veículos.


Apetite importador
O Brasil está na lista dos países do mundo nos quais a importação mais cresce. Quase 25% dos produtos consumidores pelos brasileiros vêm de fora, devido ao dólar barato. Apenas na terceira semana de agosto, o país importou US$ 4,6 bilhões, recorde para o período. Em 2000, o país importou US$ 55,8 bilhões. No ano passado, foram US$ 127,7 bilhões.

Rickgaiden
30-08-2011, 11:37
É por essas e outras que vou de usado mesmo, não vou contribuair com esse circo.

Cubas
06-09-2011, 09:54
É por essas e outras que vou de usado mesmo, não vou contribuair com esse circo.

Da ate um certo odio desses quatro porkinhos quando ficam fazendo essas porcalhadas..

***

Montadoras e governo não chegam a acordo para o Plano Brasil Maior.
Atenção se concentra agora contra marcas chinesas, diz fonte do governo.

Da Agência Estado
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IPI é discutido entre governo e montadoras
(Foto: Divulgação)

O governo deve desistir de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros conforme previsto na nova política industrial, o Plano Brasil Maior. O problema é a resistência das montadoras a se comprometerem com contrapartidas efetivas de inovação, agregação de conteúdo local e eficiência energética. A proposta agora é elevar o IPI de carros que não se enquadrarem nas regras do novo regime automobilístico, que é desenhado pelo governo e pelo setor privado. A medida funcionaria como proteção e atingiria em cheio os modelos importados.

Em medida provisória publicada pela Receita Federal sobre o Brasil Maior, o governo previa reduzir o IPI para as montadoras até julho de 2016, desde que fossem obedecidas contrapartidas. O setor já havia sido beneficiado com redução de IPI para estimular a demanda na crise de 2008.

A alíquota de IPI hoje varia conforme a potência dos carros: 7% para modelos populares, 13% a 15% para potência 1.0 a 2.0, e 25% para veículos acima de 2.0. Ainda não está definida de quanto seria a elevação do imposto.

Segundo uma alta fonte do governo federal, a administração Dilma está desistindo de reduzir o IPI porque as montadoras se recusam a assumir contrapartidas. Estão em discussão: estabelecer um porcentual do faturamento a ser investido em pesquisa e tecnologia; definir um índice de peças nacionais para os modelos de carros; e fixar uma meta de eficiência energética.

Há um racha dentro do setor automobilístico. Fiat, General Motors, Volkswagen e Ford preferem um regime restritivo, porque estão há bastante tempo no país e já utilizam mais de 90% de peças locais nos modelos mais vendidos. Já montadoras como Toyota, Citroën, Renault ou Nissan importam mais peças e querem um regime mais brando.

Outro ponto que incomoda o governo é que as montadoras se recusam a repassar uma eventual redução de IPI para o consumidor, como ocorreu na crise. "Se não repassarem, servirá apenas para elevar a margem de lucro", diz a fonte. As montadoras argumentam que a desoneração visa a melhorar a competitividade, e não aumentar o consumo.

Segundo um executivo do setor, as montadoras ainda lutam para convencer o governo a reduzir o IPI, em vez de elevar o imposto para quem ficar de fora. As empresas argumentam que mais imposto eleva a proteção, mas não aumenta a competitividade para fabricar no Brasil. Procurada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reúne as montadoras, não se manifestou.

China
Montadoras e governo só estão de acordo sobre o principal alvo da medida: os carros chineses. Mesmo que construam fábricas no país, como anunciaram, as marcas chinesas dificilmente vão agregar peças locais suficientes para se enquadrarem no novo regime automotivo.

Uma fonte do setor de autopeças diz que o governo precisa arbitrar as diferenças e estabelecer uma exigência alta de conteúdo local. O pior cenário para as autopeças é a instalação de fábricas chinesas que disputem o mercado local e reduzam a utilização de peças brasileiras na frota.

mralfh
06-09-2011, 10:13
Nossa, que nojento...

Aqui no Brasil só o povo acordando mesmo, porque o governo não quer saber.

brunowsky
06-09-2011, 10:17
Pessoal,

Vamos ao facebook e sites das montadoras grandes meter o pau!!!

Outro dia foi super destratado na Caraiga e foi o que eu fiz, entrei no facebook deles e meti o pau!

Dia seguinte eles me ligaram querendo saber o q podiam fazer por mim!

Se todos fossem lá e metessem o pau nessas medidas, alguma coisa ia acontecer!!!

Cubas
14-09-2011, 17:15
Parece que o sonho vai acabar mesmo... dólar em alta e essa do Lupi são péssimas notícias...

***

Lupi defende sobretaxar importações de veículos ou baixar IPI
Objetivo seria defender a indústria automobilística nacional, diz ele.
Ministro do Trabalho afirma que importações triplicaram em 2011.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
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Por conta do aumento das importações de veículos, e também dos altos estoques nos pátios dos fabricantes nacionais, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu nesta quarta-feira (14) que o governo eleve o Imposto de Importação (II) sobre os veículos importados para defender a produção local.
Entretanto, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a alíquota do imposto de importação sobre veículos está, atualmente, em 35% - desde que não venham de locais onde o Brasil tem acordos de importação sem impostos, como Mercosul e México. Este é o percentual máximo permitido pela Organização Mundial de Comércio (OMC). Deste modo, o aumento da alíquota não seria possível.

"Se for o caso, temos que pensar também na redução do IPI [Imposto Sobre Produtos Industrializados]", acrescentou ele. O governo federal já lançou mão da redução do IPI para defender a indústria nacional e impedir demissões no setor na primeira fase da crise internacional, em 2009. Por conta da medida, as vendas cresceram bastante.

"As importações de veículos praticamente triplicaram de um ano para outro. E temos um estoque muito alto [das montadoras nacionais nos pátios]. Não temos como concorrer no mercado internacional. O mercado nacional é nossa saída. Temos que pensar com muito cuidado em baixar o IPI ou sobretaxar importações. Temos que pensar com cuidado nos dois casos. Penso que o governo tem que olhar com muita atenção as medidas necessárias para defender a indústria automobilística nacional", declarou Lupi a jornalistas.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, as contratações da indústria automobilística, em agosto deste ano, somaram 3.366, contra 5.606 vagas formais de emprego criadas em igual período do ano passado. "Vai ter férias coletivas, diminuição da carga horária, das horas extras", afirmou Lupi.

Apesar do aumento dos estoques e das importações de veículos, dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a produção de automóveis subiu 5,5% em agosto deste ano, para 325.326 unidades, contra igual mês do ano passado.

EdisonK
14-09-2011, 17:47
A tendência para o dólar no curto prazo é de alta, mas no médio prazo, continuará a tendência de queda, basicamente porque o primeiro mundo está quebrado e o crescimento virá dos emergentes.
O Brasil não pode aumentar o imposto de importação, pois já é o máximo permitido pela OMC, o que ele pode fazer é criar empecilhos, como fez recentemente dificultando as guias de importação.

M E N A U
14-09-2011, 18:38
Pelo menos em Cuba os carros são clássicos dos anos 50...

sereni
15-09-2011, 14:02
Bem, gostei deste artigo, acho que vem bem ao ponto do que acontece - infelizmente o dólar está servindo de desculpa esfarrapada para uma série de coisas.
http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/09/15/industria-automotiva-ameacada-pelos-importados-fica-entre-avanco-e-estagnacao.jhtm

Alex Sound
15-09-2011, 15:11
As importadoras trabalham com o dólar a 2 reais faz tempo, a diferença é aumento no lucro.

Cubas
15-09-2011, 16:56
Agora fechei questão, se o Lupi tá pedindo para comprar carro nacional, agora é que faço questão de um importado... se todos fizessem isso, seria lindu...

E os quatro porkinhos continuam atuando nos bastidores...

***

Abeiva critica ação das montadoras nos bastidores
Presidente da entidade acredita que sobretaxar veículos importados prejudica o mercado como um todo
15/09/2011- por Leonardo Faria/Foto: Divulgação Aumentar Fonte A A A


Carsale - A questão que envolve a redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para a indústria automotiva, divulgada pelo Governo Federal, durante o anúncio do plano de incentivo à indústria, chamado de “Brasil Maior”, deve ganhar novos capítulos. Pelo menos, foi o que garantiu o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), José Luis Gandini.

Na época, o governo divulgou que pretendia reduzir a alíquota do imposto para as montadoras que investissem em tecnologia, novas pesquisas, ou que dessem preferência para as autopeças nacionais. Algo que não seria repassado ao consumidor. Porém, nos últimos dias, diversos boatos vindos de Brasília, garantiam que a redução do IPI iria "acabar em pizza". Algumas fontes chegaram a cogitar um aumento, devido a possibilidade de uma nova crise financeira mundial.

Nesta quarta-feira (14), o chefão dos importados contou para a reportagem do Carsale que o problema está em uma discussão entre o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel. “O Mantega quer aumentar o IPI e deixar de lado o plano de incentivos a indústria", disse Gandini. "Já o Fernando Pimentel quer manter a alíquota no valor que está e dar mais incentivos para as empresas que investirem em tecnologia e pesquisa, por exemplo. Há uma briga no Governo”, completou ele.

José Luis Gandini também criticou atividades de bastidores de representantes da chamada indústria nacional. “Há muito lobby para que os incentivos saiam do papel. Hoje, o temor de uma crise é muito grande. Porém, estão invertendo as coisas. Os estoques das montadoras estão altos e estão colocando a culpa na competitividade proporcionada pelas importadoras. Isso está errado. Cheguei a ouvir até em aumento da taxa de importação, algo que soa como absurdo”, falou o presidente da Abeiva.

O “lobby” que o executivo citou se refere a um crescente movimento das montadoras para reduzir a competição no mercado, causada pela chegada de novas marcas chinesas, como a JAC e a Chery, e pela entrada de modelos importados mais completos e com preços baixos, como é o caso do Kia Picanto. Já quanto ao aumento da taxa de importação, que hoje é de 35%, não pode sofrer reajuste, já que está no teto permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Polemizando mais, também nesta quarta-feira (14), o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu uma sobretaxa aos carros importados. “Tivemos uma redução de praticamente 40% de empregos gerados na indústria automobilística este ano. E aumento muito forte na entrada de importados, e eu gostaria de solicitar que os brasileiros dessem preferência ao carro nacional", declarou Lupi. "Defendo a taxação dos produtos importados e se for o caso, redução de IPI para os nacionais", concluiu.

sereni
15-09-2011, 17:13
Agora fechei questão, se o Lupi tá pedindo para comprar carro nacional, agora é que faço questão de um importado... se todos fizessem isso, seria lindu...

É o que dá colocar ministro lobista. Como foi muito bem explicado no link que postei, foi mexido no financiamento isto afetou os carros populares e a indústria nacional está baseada nestes produtos de baixo valor, por isto a queda nas vendas. Os importados são mais caros e atuam na faixa que está mais aquecida neste momento, que é a que não necessita tanto de financiamentos. Esta turma deveria ser presa por mentir!

fljp
15-09-2011, 18:05
Lobista ou sindicalista ? Pq lobby por lobby, tem a CAOA...

Coleparmer
15-09-2011, 19:04
Com a margem de lucro dos importados, o governo pode subir o IPI ou inventar outro imposto que, pelo menos as chinesas, vão manter os preços. Não tem jeito mais não. Com a economia mundial do jeito que está, é melhor continuar vendendo com lucro menor do que subir preço e ficar com produto encalhado, isso para as exportadoras, porque a mentalidade das montadoras no país são completamente viciadas no lucro fácil.

fljp
15-09-2011, 19:41
Não tem como segurar um aumento de 30% no IPI. Vão aumentar os preços mesmo, já era.

Cubas
15-09-2011, 20:00
Acabei de ver no jornal de Record... palhaçada total !!! Vão subir o IPI de carros importados para 30%. Absurdo, vergonhoso, as carroças brasileiras aplaudem a medida...

Taí a confirmação...

Carros importados de fora do Mercosul terão IPI maior, diz Mantega
Medida vale até dezembro de 2012, informou o ministro da Fazenda.
Segundo Anfavea, aumento do imposto não vale para importados do México.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
imprimir
Brasil está sofrendo este assédio da indústria mundial"
Guido Mantega, ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (15) que o governo vai aumentar em 30 pontos percentuais a alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os carros importados de fora do Mercosul até dezembro de 2012.
A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) esclareceu que o aumento do imposto também não vale para as importações do México, com o qual o Brasil possui acordo automotivo.
O objetivo da medida, segundo Mantega, é proteger os fabricantes nacionais em um momento de aumento da concorrência com os produtos importados. A previsão é que a medida englobe de 12 a 15 empresas e que metade das importações tenha seu imposto elevado.
"A partir de amanhã (sexta), estamos elevando o IPI para automóveis e caminhões em todas modalidades no nível de 30% [pontos percentuais]. Os veículos até mil cilindradas, que era de 7% [o IPI], vai para 37%. De mil a duas mil cilindradas, cujo IPI era de de 11% e 13%, vai ficar 41% e 43%. Um aumento de 30% [pontos percentuais] em todas modalidades de automóveis e camihões", declarou ele.
Segundo Mantega, o aumento não vai englobar os produtos nacionais, ou da Argentina, país com o qual o Brasil possui um acordo automotivo, que preencham alguns requisitos. Entre eles, que os carros tenham, no minímo, 65% de conteúdo nacional e regional, e que façam investimento tecnológico no desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo ele, as empresas que preencherem 6 de 11 requisitos, como montagem do veículo, estampagem, pintura, fabricação de motores, de transmissões, de embreagem, câmbio, no Brasil, não terão o imposto elevado.
"São 11 itens. As que preencherem 6 itens, não terão essa majoração [do IPI]", explicou o ministro. Ele acrescentou que, caso empresas que atuem fora do país desejem ter as mesmas condições, poderão se instalar no Brasil e preencher os requisitos para ter o IPI menor.
saiba mais
Veja os veículos importados mais vendidos em agosto
Melhores condições de competição
Mantega explicou que a medida visa fortalecer a produção brasileira e dar mais condições para que a indústria nacional possa competir em "condições mais sólidas" com a concorrência internacional.
"As medidas são estímulos para a indústria automobilísta brasileira. Aquela que produz veículos, automóveis e caminhões no Brasil e Argentina. A crise tem diminuído consumidores de veículos no mundo e a indústria automobilistica mundial está com capacidade ociosa. Há uma disputa maior pelos mercados e o Brasil tem mantido as vendas de veículos elevadas", explicou Mantega.
O ministro da Fazenda avaliou ainda que há um "desespero" da indústria mundial, pois, em sua avaliação, faltam consumidores. "O Brasil está sofrendo este assédio da indústria mundial. Nosso consumo vem crescendo e este aumento tem sido preenchido fundamentalmente por importações. Portanto, corremos o risco de estar exportando empregos para outros países", disse Mantega.
A proteção à produção nacional de veículos já havia sido defendida nesta quarta-feira (14) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, as importações de veículos praticamente triplicaram neste ano, ao mesmo tempo em que os estoques cresceram. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, as contratações da indústria automobilística, em agosto deste ano, somaram 3.366, contra 5.606 vagas formais de emprego criadas em igual período do ano passado.

M E N A U
15-09-2011, 20:11
O sonho virou pesadelo.

Cubas
15-09-2011, 21:11
Mais do mesmo... espero que algum país denuncie o Brasil como autor de prática comercial lesiva... agora é aguardar para ver...

***

Governo aumenta IPI dos carros importados e atinge marcas chinesas
Da Redação
Com Agência Brasil

COMENTE
O governo anunciou nesta quinta-feira (15) um aumento de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros importados ao Brasil de fora do Mercosul. A medida interessa às montadoras de veículos que possuem fábricas no país e/ou Argentina -- como as líderes de mercado Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford, donas de 70% das vendas. O aumento do IPI estava decidido desde o mês passado, mas faltava determinar índices e exceções.

Isso aconteceu agora, num anúncio conjunto feito ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante. A penalização às importadoras (cujo principal alvo são as marcas chinesas) foi contraposta às exceções: não terão aumento de IPI os produtos de montadoras que, entre outras coisas, façam investimento local em tecnologia; usem 65% de componentes feitos no Mercosul; e cumpram ao menos seis de 11 etapas de produção no país, entre elas, estampagem, pintura, fabricação de trem de força (motor e câmbio) etc.

COMO PODEM FICAR OS PREÇOS
Aplicando 30% de aumento no valor atual*

JAC J3: custa R$ 37.900, pode ir a R$ 49.270

CHERY QQ: custa R$ 23.990, pode ir a R$ 31.190

AUDI A1: custa R$ 89.900, pode ir a R$ 116.870

*Os 30% referem-se ao impacto das medidas no preço final, e não ao aumento isolado do IPI
Com isso, veículos vindo de fora do Mercosul (que, no caso, é principalmente Brasil e Argentina) automaticamente passarão a pagar o imposto maior. Além das marcas chinesas novatas e baratas, como JAC Motors e Chery, são atingidas marcas de prestígio tradicionais e caras, como Audi e BMW.

No caso de automóveis com motor até 1.000 cm³ (1 litro, ou 1.0), o IPI passará de 7% para 37%. Para os veículos entre 1.001 cm³ e 2.000 cm³ (2 litros, ou 2.0), a alíquota, atualmente entre 11% e 13%, subirá para 41% a 43%. Estima-se que o impacto nos preços pode ficar entre 25% e 30%.

O objetivo declarado do governo é melhorar a competitividade do veículo brasileiro e estimular a produção dentro do país. As medidas entram em vigor nesta sexta-feira (16) e valem até 31 de dezembro de 2012. Além de carros de passeio, são afetados pelas medidas ônibus, caminhões, comerciais leves (como picapes e SUVs) e tratores.

As negociações para a definição das medidas (que fazem parte do plano Brasil Maior, de incentivo à indústria) reuniram governo, montadoras e sindicalistas nas últimas semanas. O presidente da Abeiva (associação das importadoras de veículos), José Luís Gandini, presidente da Kia no Brasil, criticou o que chamou de "lobby" das grandes montadoras, que se congregam na Anfavea e teriam exercido pressão para que o pacote prejudicasse as rivais estrangeiras.

Segundo o ministro da Fazenda, as medidas protegerão a indústria brasileira da concorrência dos importados, que se intensificou depois do agravamento da crise internacional. "O Brasil passou a sofrer o assédio da indústria internacional. O consumo de veículos está aumentado, mas essa expansão está sendo preenchida pelas importações. Existe o risco de exportamos empregos para o exterior", declarou Mantega.

Dados da Abeiva afirmam que, no acumulado de vendas até o final de agosto, foram emplacados 129.281 veículos importados ao Brasil de fora do Mercosul, uma alta de 112,4% sobre o total de 60.868 unidades no mesmo período de 2010. No entanto, esse número representa apenas 24,5% do total de veículos importados vendidos no Brasil, de 528.082 unidades no período -- a diferença corresponde a modelos fabricados na Argentina por marcas que têm unidades locais.

As vendas totais registradas pela Abeiva chegam a 5,79% do mercado interno, que foi de 2.233.316 emplacamentos até o final de agosto.

QUEM GANHA, QUEM PERDE
A aplicabilidade do aumento do IPI deve ser verificada caso a caso, num check-list das condições impostas pelo governo federal. No entanto, o torpedo tributário desferido por Brasília nesta quinta-feira tem alguns alvos certos.

Todas as marcas asiáticas, com exceção das japonesas Toyota, Honda e Nissan, podem ser atingidas pelas medidas -- o caso da sulcoreana Hyundai é discutível, porque ela tem uma unidade fabril em Goiás (embora adote uma postura tão avessa aos jornalistas que, francamente, não sabemos o que é feito por lá), mas a conterrânea Kia (do mesmo grupo) está desprotegida nesse quesito.

Mas não resta dúvida de que o principal desejo das fabricantes instaladas no Brasil era uma atitude do governo que atingisse as marcas chinesas, como JAC Motors, Chery, Lifan e Hafei, que já há alguns meses vêm nadando de braçada nas vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil.

Seu bom desempenho tem sido garantido por produtos que, se têm qualidade geral ainda questionável, oferecem bons pacotes de equipamentos a preço menor que a média do mercado -- esta, tradicionalmente determinada pela espécie de cartel formado pelas marcas que dominam, juntas, cerca de 70% das vendas.

CHINESAS NA MIRA
Uma análise no ranking de fabricantes da Fenabrave (federação das distribuidores de veículos) mostra que, entre as dez primeiras colocadas em vendas no Brasil até o final de agosto, o único caso em que as medidas talvez possam ser aplicadas é o da Hyundai, atualmente na 6ª posição. Há algum tempo a marca sulcoreana afirma que almeja o 4º lugar, atropelando Renault e Ford no caminho até lá.

Todas as demais marcas no top 10 possuem ao menos uma fábrica no Brasil: Fiat, Volkswagen, General Motors, Ford, Renault, Honda, Citroën, Toyota e Peugeot.

É quando se observa do 11º ao 20º lugares no ranking que as coisas ficam mais claras. Estão ali Kia, JAC, Chery e Hafei. Somadas, as quatro detêm 4,15% dos emplacamentos no Brasil. Se a Hyundai entrar na dança, são mais 3,31%, perfazendo um total de 7,46%.

Parece um número desprezível, e talvez ainda seja. Mas exatamente um ano atrás a JAC nem existia no Brasil, e Kia, Chery e Hafei detinham 1,91% das vendas. E, mais do que isso, o marketing agressivo da JAC, propagandeando carros "completaços" a preço dos "pelados" da concorrência, tem servido para criar um clima de opinião negativo sobre os produtos e preços dos longevos donos do pedaço.

Também se pode ver na ação do governo um movimento mais amplo de enfrentamento com a China e sua indústria. O próprio ministro Mantega referiu-se hoje ao outsourcing de empregos, ou seja, o mercado interno criando e/ou sustentando posições de trabalho em economias estrangeiras. Este é um debate doloroso, por exemplo, nos Estados Unidos, e um dos poucos assuntos em que o presidente democrata Barack Obama e seus rivais republicanos estão de acordo -- é preciso incentivar a indústria nacional e criar empregos no próprio país.

A diferença é que Obama esteve à vontade para bradar, em discurso ao Congresso norteamericano na semana passada: "Se nós na América dirigimos Kias e Hyundais, queremos ver o resto do mundo dirigindo Chevys, Fords e Chryslers". Uma fala semelhante de Mantega ou da presidente Dilma Rousseff, obviamente, é impossível.

rsantos
15-09-2011, 21:52
>> O objetivo declarado do governo é melhorar a competitividade do veículo brasileiro <<

Esses caras devem estar brincando. Não é possível que tenham dito isso. Então, com o aumento do IPI, aumenta a competitividade e, com isso, o produto brasileiro vende mais lá fora. :-)

Cubas
15-09-2011, 22:09
Agora, só uma dúvida, a reportagem fala que não serão atingidos os carros fabricados no Brasil e na Argentina, e os carros produzidos no México?

sereni
16-09-2011, 07:46
Lobista ou sindicalista ? Pq lobby por lobby, tem a CAOA...
Bem, acho que agora não preciso mais responder sobre quem realmente faz lobby.

---------- Mensagem adicionada às 07:46 ---------- Mensagem anterior foi enviada às 07:43 ----------


Agora, só uma dúvida, a reportagem fala que não serão atingidos os carros fabricados no Brasil e na Argentina, e os carros produzidos no México?
Só serão beneficiados se tiverem peças fabricadas no Mercosul, fizeram uma série de regras para redução.

lnb99
16-09-2011, 07:53
A volta das tablitas:

Governo vai fiscalizar para que preço de veículo nacional não suba
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201109152356_ABR_80200072

A gente sabe o resultado disto. Voces se lembram dos "fiscais do sarney" checando preço nos supermercados? Isto está tão década de 80!!!!

... Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco vão estabelecer cotas para viagens a Disney como formar de proteção ao turismo nacional :)

M E N A U
16-09-2011, 08:10
Como assim? Para que o preço não suba?
O preço atual já é ridicularmente alto, os carros brasileiros se custassem 1/3 ainda seriam caros pois são inferiores em tudo.
Então, o nosso amado governo vai nos proteger para que o preço não suba? Que fofinho....
Malditos sanguessugas, parem de torrar tudo que arrecadam e forcem as montadoras a terem um carro para test-drive de cada modelo fabricado em cada CSS, trocado todo santo ano, nem que mude só a cor. Forcem a todos os carros terem AB2/ABS/ESP.
Seus desgraçados, mostrem competência para governar o país, não só a própria conta bancária.
Só não tenho dó do povo, que é quem coloca ano após ano uma corja pra decidir por si.

Cubas
16-09-2011, 09:08
Olha soh qt maquiavelismo. Ao contrario do que a imprensa noticiou, o aumento do IPI foi de 428% !!! (7% para 37%).

Nesse sentido, pode ser arguida inconstitucionalidade por nitido carater confiscatorio. Acorda Abeiva!

Cubas
17-09-2011, 10:47
Tudo o que foi dito, foi antecipado no htforum... rs. Isso é o que chamo de um jogo de cartas marcadas...

Parece que a Abeiva tá mal assessorada na jurídica... O Poder Executivo pode alterar as alíquotas de IPI mas sempre com observância a princípios constitucionais, dentro os quais a vedação ao confisco, razoabilidade e legalidade, stricto sensu.

Depois de ler o decreto presidencial, verifiquei que o Poder Executivo invadiu a seara de competência legislativa do Congresso Nacional. Vejam, o decreto não se limitou a majorar as alíquotas, estabeleceu condições técnicas para que a escala de fabricação de um automóvel se aproveitasse, ou não, da incidência do imposto. Nesse ponto específico, usurpou, já que não se limitou a majorar ou minorar a alíquota.

Acho que essa novela ainda vai render bons episódios.
***

Importadoras de carros vão à Justiça contra aumento imediato do IPI
CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros


Sucesso de vendas, Kia Cerato é um dos carros que podem ficar até 30% mais caros
CARROS QUE DEVEM SER AFETADOS DOS 40 MAIS VENDIDOS, 21 SÃO 'NACIONAIS'
A Abeiva, entidade que reúne as marcas que importam veículos ao Brasil, deve recorrer à Justiça contra a mudança no regime automotivo do país, anunciada nesta quinta-feira (16) por ministros do governo de Dilma Rousseff. A principal nova medida é um aumento de 30 pontos percentuais no IPI (imposto sobre produtos industrializados) de carros fabricados fora de Brasil, Argentina e México -- estes dois participam de acordo comercial. Essa majoração entrou em vigor imediatamente. Segundo o governo, o objetivo é proteger e incentivar a produção local de carros, preservando empregos e estimulando a evolução tecnológica.

Com isso, os preços de determinados modelos vindos da Ásia e Europa podem aumentar até cerca de 30% já nas próximas semanas.

A associação das importadoras pretende questionar a constitucionalidade da medida especificamente quanto ao prazo para que o novo regime entre em vigor. José Luiz Gandini, presidente da Abeiva e da Kia, sustenta que emenda constitucional promulgada em dezembro de 2003 estabelece que uma alteração tributária desse tipo só pode ser implementada após 90 dias de sua publicação.

Se fosse feito assim, ao menos parte das importadoras teria três meses para adaptar seu cronograma comercial à realidade de novos preços forçados pelo aumento do IPI. "O processo de importação de um carro leva quatro meses", disse Gandini.

O presidente da Abeiva não entrou em detalhes sobre a ação na Justiça, prometendo uma definição para a próxima semana. Essa ideia pode ser aposentada caso haja um recuo do governo -- o que é considerado extremamente improvável. UOL Carros apurou ainda que ao menos uma das 27 filiadas à Abeiva já se dispôs a procurar a Justiça independentemente de a associação fazer o mesmo.

JEITINHO?
Uma outra queixa, esta bem mais ampla, é a de que o "aumento de 30 pontos percentuais" do IPI na verdade constitui uma majoração de até 428% (segundo a Abeiva) nas alíquotas que já penalizam os carros importados.

Em outras palavras, seria um "jeitinho" para elevar a taxa aduaneira de 35%, definida como teto pela Organização Mundial do Comércio. "Seria o caso até de recorrer à OMC, mas isso quem pode fazer são os governos, não as empresas", disse Gandini, referindo-se à Coréia do Sul e à China, países das marcas mais atingidas pelas medidas oficiais. Não houve tempo, segundo o empresário, para que os governos desses países reagissem à medidas.

AGORA ELE FALOU

José Luiz Gandini, da Abeiva e da Kia, misturou-se aos jornalistas e tentou questionar os ministros durante o anúncio das medidas para o setor automotivo, na quinta-feira (16), em Brasília, mas foi impedido de prosseguir; um dia depois, num hotel em São Paulo, destilou suas mágoas à imprensa
Além de Gandini, o empresário Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil, participou da reunião da Abeiva com a imprensa nesta sexta. De acordo com ele, as medidas do governo atingem duramente "os carros importados que custam até R$ 60 mil", um segmento de preço em que as marcas filiadas à Abeiva detêm 3,3% das vendas. Para Habib, essa participação, bem como os 5,8% de todos os importados das 27 marcas da Abeiva, jamais justificariam medidas protecionistas, porque não há ameaça real à indústria brasileira. "Mas é uma participação que regula preço", disse o empresário.

O que o dono da JAC quer dizer é o seguinte: com marcas chinesas e coreanas obrigadas a aumentar seus preços, as quatro grandes montadoras -- Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford -- e as demais com fábricas no Brasil estariam livres para voltar a fazer o mesmo -- revertendo a tendência de baixar valores (ou aumentar conteúdo de equipamentos) para enfrentar os rivais asiáticos. O símbolo disso foi a equiparação dos preços do Ford Fiesta Rocam completo aos do JAC J3, anunciada poucos dias depois de a marca chinesa começar intensa campanha publicitária focada nos preços de seus carros. Os valores anunciados pela Ford foram exatamente os mesmos da JAC.

Gandini, da Kia, disse que seus carros devem ser vendidos pelos preços atuais por cerca de 30 dias, prazo de duração de seu estoque de veículos já faturados, sobre os quais o novo IPI não incidirá. Habib também garantiu que não haverá aumento de preços da gama JAC. UOL Carros apurou que o estoque da marca pode ser suficiente para atender a até seis meses de demanda sem majorar os preços. Não havia representantes da chinesa Chery na reunião, e a sulcoreana Hyundai -- outra marca duramente atingida pelas medidas -- não é filiada à Abeiva.

TEORIA: CONSPIRAÇÃO
Nem Habib, nem Gandini, quando provocados a apontar o que pode estar por trás da "canetada" governamental, ousaram dizer seu nome, mas o que corre nos bastidores é uma intensa revolta contra o que é visto como uma suposta ação conjunta dos ministérios envolvidos (Fazenda; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Ciência, Tecnologia e Inovação) com a Anfavea, entidade que congrega as marcas com fábricas instaladas no Brasil.

Sob condição de anonimato, uma fonte disse a UOL Carros que ao menos um empresário ligado à Abeiva teve acesso, recentemente, à informação de que os requisitos para obter isenção do aumento do IPI teriam sido redigidos conjuntamente por governo e Anfavea, com o objetivo específico de tolher o crescimento das marcas chinesas e coreanas no país.

"Do jeito que a coisa ficou, é impossível fazer a fábrica da JAC no Brasil até o final de 2012", disse Sérgio Habib, referindo-se à unidade anunciada no mês passado, ainda sem local definido. A razão: o indice de nacionalização dos carros (vale dizer, a quantidade de peças e componentes de procedência local) deve chegar a 65%. Segundo o chefão da JAC, isso só acontece após três anos de operação. As medidas anunciadas pelo governo valem até 31 de dezembro do ano que vem.

A Abeiva divulgou uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff, que deve ser publicada (como anúncio pago) no final de semana em alguns veículos de imprensa. O conteúdo dela é o seguinte:

"Fomos surpreendidos na tarde de quinta-feira 15 de setembro por uma mudança no regime automotivo que fere os interesses do consumidor, as normas básicas do comércio internacional e a Constituição Brasileira. O aumento de 30 pontos percentuais na alíquota do IPI representa na verdade um acréscimo de 120% a 428% sobre as alíquotas ate então vigentes. Significa uma ação protecionista às montadoras locais (que são as maiores importadoras ) e ao mesmo tempo inviabiliza comercialmente o setor de importação de veículos automotores.

Os carros importados pelas 27 marcas que não possuem fabrica no Brasil representam apenas 5,8% do mercado brasileiro no acumulado de janeiro a agosto último. E se considerarmos somente os produtos de nossas associadas que concorrem diretamente com a indústria local, ou seja, até R$ 60 mil por carro , a participação dos importados da Abeiva cai para 3,3%. Logo, argumentar que estas medidas restritivas a veiculos importados proporcionam geração de empregos aos brasileiros e insustentável.

Os carros importados nesta faixa de preço estabelecem um parâmetro mais equilibrado de preços, proporcionando ao consumidor brasileiro acesso a novas tecnologias com condições de mercado mais competitivas.

Assim a Abeiva, confiando no bom senso do Governo brasileiro, solicita que o decreto 7567 seja revisto de acordo com a Constituição brasileira e observando as leis internacionais do livre comércio."

UOL Carros procurou a Anfavea nesta sexta-feira, mas não conseguiu localizar algum representante. Até a última atualização desta reportagem, a associação não se pronunciou oficialmente sobre as medidas do governo, nem reagiu às críticas da Abeiva.

mralfh
17-09-2011, 10:58
Aqui no Brasil não tem jeito, ou o povo acorda de sua inércia apalermada, ou vai ficar tudo como está.

lnb99
17-09-2011, 11:01
Quem voces acham que serão os candidatos mais prováveis a engordar a lista abaixo com o novo IPI?

Conheça alguns dos carros que viraram micos do Brasil
http://carros.ig.com.br/fotos/conheca+alguns+dos+carros+que+viraram+micos+do+bra sil/3168.html

bilics
20-09-2011, 10:04
Alguém sabe se Jetta e Passat vão entrar nessa ?

fljp
20-09-2011, 10:59
Jetta não entra (mexicano), mas o Passat entra sim...

bilics
21-09-2011, 12:34
Bacana fljp! Só espero que o preço do Jetta continue o mesmo... meu medo é que com esse IPI novo, e sem concorrentes com preços mais baixos, o valor suba...

fljp
21-09-2011, 13:56
Isso (o preço subir) é CERTEZA que vai acontecer, mesmo para os nacionais. Olhe os reajustes que estão sendo dados pelas montadoras para os funcionários desde maio. O que estava segurando os preços eram os importados (apesar do absurdo II de 35%). Agora eles têm uma margem de 0-28% para subir os preços, pois 28% são o quanto os importados vão subir em média.

Calmar
22-09-2011, 12:25
Vi na TV Câmara um deputado do DEM anunciando que vai levar a votação a revogação desse novo regime.

CesarRJ
22-09-2011, 15:34
Seja como for, o DEM já ajuizou ação para acabar com esse aumento. E Vai ganhar. O IPI é exceção ao princípio da anterioridade (ou seja, PODE ser cobrado no mesmo ano da sua instituição ou majoração). PORÉM, não é exceção ao princípio da noventena. Portanto, o aumento de 30% só pode ser cobrado 90 dias após a publicação do decreto/medida provisória. Não existe NENHUMA brecha possível. Dona Dilma e Seu Mantega vão ter que engolir essa...



Vi na TV Câmara um deputado do DEM anunciando que vai levar a votação a revogação desse novo regime.

Cubas
22-09-2011, 17:23
Seja como for, o DEM já ajuizou ação para acabar com esse aumento. E Vai ganhar. O IPI é exceção ao princípio da anterioridade (ou seja, PODE ser cobrado no mesmo ano da sua instituição ou majoração). PORÉM, não é exceção ao princípio da noventena. Portanto, o aumento de 30% só pode ser cobrado 90 dias após a publicação do decreto/medida provisória. Não existe NENHUMA brecha possível. Dona Dilma e Seu Mantega vão ter que engolir essa...

Só a noventena é muito pouco... Tem que invalidar a norma integralmente...

Olha esse parecer...

***

Decreto que aumenta alíquota de IPI é inconstitucional
Por Eduardo Maneira

O Decreto 7.567, de 15 de setembro de 2011, que majora as alíquotas do IPI incidente sobre veículos, fere frontalmente a Constituição Federal. Explica-se. A Constituição autoriza que o Poder Executivo altere as alíquotas do IPI, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei (artigo 153, parágrafo 1º), e a Lei no caso sob exame, é a MP 540, de 2/8/2011, que autorizou o Executivo a tratar somente de redução de alíquotas e não de majorações. Isto é, o Executivo majorou o IPI em afronta à MP que pretendeu regulamentar.

Além disso, com o advento da EC 42/2003, passou-se a exigir, a aplicação cumulativa da anterioridade do artigo 150, III, b (que veda a exigência de tributo no mesmo ano em que haja sido publicada a lei que o instituiu ou majorou), com o prazo de vacatio legis de noventa dias, previsto no artigo 150, III, c.

A EC 42/2003 modificou, ainda, o parágrafo 1º, do artigo 150, que trata das exceções à anterioridade, com a finalidade de acrescentar àquele dispositivo, as exceções à nova regra da noventena. O IPI continou excepcionado da anterioridade do artigo 150, III, b, mas não foi excepcionado da vacatio legis de 90 dias, do artigo 150, III, c.

Assim, de acordo com o que dispõe o artigo 150, III, c, combinado com artigo 150, parágrafo 1º da Constituição, qualquer norma que majore alíquota do IPI deve esperar 90 dias para entrar em vigor.

Em síntese, o Decreto 7.567, de 15/9/2011, a pretexto de regular os artigos 5º e 6º da MP 540/2011, que tratam de redução de alíquota do IPI, aumentou o imposto para determinadas categorias de veículos (art. 10), estabelecendo que tais majorações têm vigência imediata (art. 16), desrespeitando, pois, os arts. 153 §1º, ao majorar tributo em sentido contrário à orientação da MP nº 540 que alegou regulamentar e o artigo 150, III, c, ao determinar a vigência imediata do aumento do imposto.

Mas o pior está por vir. O governo vem divulgando que o decreto reduziu a alíquota do IPI do veículo nacional e aumentou do veículo importado. Não é verdade! Aumentou-se o IPI para todos os veículos em 30% e, em seguida, reduziu em 30% para os veículos nacionais, desde que atendessem a determinadas condições. Se forem atendidos todos os requisitos, os veículos nacionais continuarão com a mesma tributação que vigia antes do Decreto e os veículos importados pagarão mais. Por exemplo, a alíquota do veículo de 1000 cc (NCM 8703.21.00) que era de 7% (sete por cento) passou para 37% (trinta e sete por cento). Entretanto, para os fabricantes nacionais que cumprirem com determinadas exigências, a alíquota volta a ser de 7%. Em síntese final, o Decreto não reduziu nada para o veículo nacional! Apenas aumentou o IPI do importado!

Cubas
29-09-2011, 14:56
Olha aqui o carro do meu sonho gente!!!


***

Toyota Aqua faz 40 km com um litro de gasolina (http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-09-01_2011-09-30.html#2011_09-29_13_27_53-142809534-0)

http://www.autoinforme.com.br/foto_noticia/foto-noticia-id-g10956.jpg
A Toyota apresentou ao mercado "o carro mais econômico do mundo", o Aqua, que faz 40 quilômetros com um litro de gasolina. O carro começa a ser vendido em janeiro do ano que vem no Japão, por US$ 22 mil, quatro mil dólares a menos do que o híbrido Toyota Prius.
O Aqua também é um híbrido, funciona com um sistema de propulsão que usa um motor à gasolina e outro elétrico. Os carros híbridos têm grande popularidade no Japão e recebem incentivos governamentais.
A Toyota tem longa tradição nesse segmento. A empresa pretende incrementar os investimentos e anunciou o lançamento de mais dez modelos híbridos até 2015.

Cubas
27-01-2012, 11:06
Montadoras enviam ao exterior US$ 5,58 bi faturados no Brasil em 2011Pedro Kutney
Colaboração para o UOL

Comentários237 (http://carros.uol.com.br/ultnot/2012/01/27/montadoras-fazem-remessa-recorde-de-us-56-bilhoes-ao-exterior-em-2011.jhtm#comentarios)



http://cro.i.uol.com.br/carros/2012/01/26/cledorvino-belini-presidente-da-anfavea-1327609404865_560x400.jpgCledorvino Belini, presidente da Anfavea, que reúne as montadoras com fábrica no Brasil e que geralmente são entendidas como "nacionais" -- entre elas, Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford: produção cresceu pouco, remessa para ajudar matrizes cresceu muito


A julgar pelos lucros que receberam, as matrizes de diversas montadoras de automóveis não tiveram do que reclamar de suas subsidiárias brasileiras em 2011. Os dados estão fresquinhos, foram divulgados pelo Banco Central na última terça-feira (24): a indústria automotiva no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, à frente até de bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Não se trata de números frívolos: foram os próprios fabricantes de veículos que registraram junto ao BC remessas de lucros e dividendos no total de US$ 5,58 bilhões, o maior valor de todos os tempos, equivalente a 19% de todas as operações desse tipo no ano no Brasil e 36% superior aos US$ 4,1 bilhões de 2010.

Não por acaso, as remessas recordistas de lucros e dividendos das montadoras instaladas no país aumentaram justamente no momento em que as matrizes mais sofrem nos mercados maduros de Europa e América do Norte, e por isso precisam sustentar seus resultados financeiros com o caixa das subsidiárias em países emergentes. O BC não publica a lista de empresas remetentes de dinheiro nem os valores individuais, muito menos as empresas informam qualquer dado sobre o tema, alegando que só divulgam balanços no exterior -- mas lá também não se encontram os lucros recebidos de cada subsidiária; e assim tudo fica por isso mesmo.


US$ 5,6 bilhõesfoi o valor total remetido às matrizes pelo setor automotivo em 2011, recorde histórico e maior montante em toda a economia do país
0,7%foi o crescimento da produção de veículos no Brasil em 2011 ante 2010; o total chegou a 3,4 milhões de unidades no ano
36%foi o crescimento dos valores remetidos ao exterior em 2011 ante 2010, apesar do pífio aumento na produção
US$ 1.647foi o valor enviado ao exterior a cada veículo produzido aqui, independentemente de marca, preço local e destino (Brasil ou exportação)




Nada contra o lucro, tudo contra esconder esses números como se fosse coisa ilegal. Não é. Contudo, é no mínimo desconfortável, tendo em vista que as montadoras, em maior ou menor grau, estão alinhadas ao discurso da falta de competitividade brasileira, que torna difícil a vida por aqui, e que por isso precisaria ser compensada com generosos incentivos fiscais e financiamento público de investimentos. Os dividendos remetidos mostram que a vida no Brasil pode ser complicada, mas também pode ser altamente lucrativa.

CONCEITO ALOPRADO
É fato que existem problemas de competitividade. Por isso mesmo é surpreendente que, em ambiente tão adverso como pintam as montadoras, as remessas de lucros e dividendos tenham aumentado tanto.

Vale destacar que esses resultados foram conseguidos, em sua maioria, com a venda de carros que têm graus de sofisticação e conforto bastante inferiores em comparação com os modelos fabricados nos países de origem das empresas instaladas aqui, porque no Brasil o poder aquisitivo dos consumidores também é menor -- ainda que esteja em ascensão. Em tese, são produtos menos rentáveis, que -- para piorar -- no Brasil recebem uma das maiores cargas tributárias do mundo para competir com a margem de lucro.

Cabe ressaltar, também, que a produção das fábricas brasileiras de veículos avançou muito pouco em 2011, apenas 0,7% sobre 2010 -- ou seja, produziu-se quase o mesmo e, ainda assim, foi possível remeter muito mais lucro: US$ 1,5 bilhão a mais do que no exercício anterior.

Portanto, temos no Brasil um caso inusitado, digno de estudos acadêmicos ainda a serem feitos: fabricantes de veículos dizem enfrentar aqui custos altos de toda natureza, fazem produtos considerados de baixa rentabilidade, com alta incidência de impostos, a produção não avança -- e, ainda assim, remetem lucros bilionários às matrizes.

Além disso, ainda sobra algum para prometer investimentos combinados que já passam de US$ 26 bilhões nos próximos cinco anos, considerando somente os anúncios feitos até dezembro passado. Só lucros generosos -- e financiamentos públicos idem -- podem justificar a aplicação de tamanha fortuna para fazer no Brasil novos produtos e aumentar a capacidade de 18 fábricas de carros e nove de caminhões, além da construção de oito novas plantas de automóveis e seis de veículos comerciais pesados, elevando o número total de unidades de produção das atuais 24 para 38, com capacidade para fazer 6,5 milhões de unidades por ano a partir de 2015.

Por mais aloprado que o conceito pareça, é preciso reconhecer que "Custo Brasil" e "Lucro Brasil" são como irmãos siameses: andam grudados, um puxando o outro, mas sempre na mesma direção: para cima, no preço dos carros, relativamente altos em relação ao que oferecem.

BOM EXEMPLO
O Brasil tem, sim, problemas de competitividade a enfrentar, mas por certo o lucro não está entre eles. Portanto, não há nenhuma justificativa para aumentá-los por meio das medidas de incentivo ao setor automotivo nacional (ou seria transnacional?), que estão em gestação no governo e podem ser anunciadas em fevereiro.

Muito pelo contrário: assim como o país deveria reduzir impostos sobre veículos, as montadoras deveriam dar o bom exemplo de diminuir lucros e incluir mais qualidade tecnológica nos modelos produzidos aqui.

M E N A U
03-02-2012, 08:19
No braziu: caro, inseguro e se for sorteado, podre:
http://hnfrdg.blogspot.com/

Para que a tropa de choque não venha dizer que isso é caso isolado, e para quem tiver interesse, só que tem que se cadastrar no Honda Fit Clube, o caso se nao é corriqueiro também não é raro:
http://www.fitclube.com/viewtopic.php?f=9&t=2741&start=10

Se ao menos custasse USD12K, como lá fora, simples, todo ano deixava o carro no ferro-velho e pegava um novo, tinindo, logicamente esse novo com ESP e air-bags de cortina, por esses USD12-15k.

CesarRJ
03-02-2012, 11:04
Pelo menos a Dilma está sendo muito mais "homem" do que o Sr. Lula que vivia levando porrada do Evo Morales (Bolívia) e do Hugo Chavez (Venezuela),com grandes prejuízos para o Brasil (vide o caso da Petrobrás e da construtora brasileira), e não fazia nada a não ser oferecer a outra face para apanhar!

Jura!? Neste momento (HOJE mesmo), os brasileiros que moram no Paraguai e que compraram LEGALMENTE suas terras estão com seguranças em suas propriedades, pois o (des)governo Lugo está estimulando a invasão das propriedades dos ''imperialistas'' brasileiros. Haverá derramento de sangue - sem sombra alguma - mas Dona Dilma não se manifestou a favor dos brasileiros que lá residem para não magoar Lugo.

Já na ''querida'' Bolívia, o (des)governo Evo Morales lançou um decreto em 2011 que regulariza automaticamente qualquer veículo, MESMO QUE TENHA SIDO ROUBADO/FURTADO em outro país (no caso, o Brasil)! As revistas nacionais chegaram a fazer reportagem sobre isso! Obviamente, Dona Dilma fica calada para não melindrar o coleguinha boliviano.

Meu caro, estamos perdidos, ainda mais aqui no RJ: Eduardo Paes (prefeito), Sèrgio Cabral (governador) e Dona Dilma (presidente)... Realmente ninguém merece isso!

Cubas
04-02-2012, 10:07
Cadê o pessoal da Abeiva? Cadê os representantes das empresas que estão com projetos de instalações de fábricas no Brasil?

Essa lista de participantes é a prova cabal da existência de um grande monopólio automobilístico no Brasil...

***

Executivos da Anfavea discutem acordo automotivo com Ministério da Fazenda

Rosana Hessel ("")
Publicação: 03/02/2012 17:34 Atualização:
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, está reunido desde às 15h com empresários do setor automotivo. Na pauta, o novo do acordo automotivo que está previsto para entrar em vigor em janeiro de 2013. A revisão do acordo com o México, firmado em 2002, também está na pauta de discussões. Segue a lista dos participantes da reunião da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) com Barbosa e técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Presentes:

1. Cledorvino Belini – presidente da Anfavea
2. Antonio C. Prataviera Calcagnotto - vice-presidente Anfavea (Diretor da Renault)
3. Antonio Megale – vice-presidente da Anfavea (Diretor da Volkswagen)
4. Carlos Eduardo Lemos - vice-presidente da Anfavea (Mercedes-Benz)
5. Luiz Carlos Moraes - vice-presidente da Anfavea (Diretor da
Mercedes-Benz)
6. Luiz Moan - 1º vice-presidente da Anfavea (Diretor da General Motors - GM)
7. Ricardo Bastos - vice-presidente da Anfavea (Toyota)
8. Rogelio Golfarb - vice-presidente da Anfavea (Diretor da Ford)
9. Paulo Sotero Pires Costa - diretor executivo da (Anfavea)
10. Paulo Bedran – diretor do Departamento de Indústria e Equipamentos de Transporte (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC)
11. Heloisa Menezes - Secretária do Desenvolvimento da Produção (MDIC)

M E N A U
07-02-2012, 16:08
Enquanto mendigamos carros mais seguros, um dos donos da festa comemora à vontade:
http://br.finance.yahoo.com/news/Itaú-tem-maior-lucro-história-efebr-2841637108.html?x=0

Cubas
15-03-2012, 23:34
Olhem aí uma boa notícia...

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HYUNDAI EM SEPARAÇÃO DA CAOA (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/hyundai-em-separacao-da-caoa/1596)Publicado em 15-03-12 às 16h43 por David Alves COMENTE!
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(http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/hyundai-em-separacao-da-caoa/1596#comment)
Coreanos tomam as rédeas da operação no Brasil das mãos da Caoa

[/URL][URL="http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/hyundai-em-separacao-da-caoa/1596#"] (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/hyundai-em-separacao-da-caoa/1596#)2 (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/hyundai-em-separacao-da-caoa/1596#)




http://caranddriverbrasil.uol.com.br/upload/imagens_upload/1_30_1.jpg (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/visualizacao/hyundai-em-separacao-da-caoa/1-30-1/)
A Hyundai irá retirar da Caoa o controle da operação no Brasil. Segundo o site Exame (http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/eles-foram-demitidos-pelas-marcas-que-construiram-no-brasil), os coreanos irão assumir a produção, vendas e marketing no País, restando ao grupo do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade um papel menor.
MAIS DE HYUNDAI

Hyundai revela o novo Santa Fe (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/pre-estreia/hyundai-revela-o-novo-santa-fe/1566)
Novo Hyundai i30 wagon quer mudar o jogo (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/blogs/da-redacao/novo-hyundai-i30-wagon-quer-mudar-o-jogo/1537)
Salão de Genebra: Hyundai i20 ganha reestilização (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/pre-estreia/salao-de-genebra-hyundai-i20-ganha-reestilizacao/1517)

Desde 2007 a Caoa monta veículos da marca em Goiânia. Porém, a Hyundai anunciou a construção de uma nova planta em Piracicaba, com investimento próprio e sem a intervenção do grupo brasileiro. Lá será fabricado o novo modelo HB (http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/hyundai-vai-produzir-hatch-seda-e-suv-no-brasil/1446), além de um sedã e um mini SUV.
De acordo com o jornal Brasil Econômico, os antigos parceiros já negociam uma indenização equivalente à duas vezes o faturamento da marca no País no ano passado, valor que pode chegar à R$ 16 bilhões

Cubas
19-03-2012, 21:48
Toda vez que aparece essa notícia, me dá calafrios misturado com um sentimento de raiva: Carros para emergentes ou Carros exclusivos para o Brasil... é o caso da JAC...

O dia que os brasileiros falarem: nós não queremos carros para emergentes ou coisa que o valho, queremos o mesmo carro produzido na Europa ou EUA...


***


Jac comemora aniversário


com 4 modelos brasileiros e IPI menorSergio Habib diz que governo vai reduzir imposto para quem investir no país.
Novos carros da Jac serão exclusivos para o mercado brasileiro.

Priscila Dal PoggettoDo G1, em Mata de São João (BA)









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saiba mais

Mudança em acordo entre Brasil e México começa a valer
(http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/03/mudanca-em-acordo-entre-brasil-e-mexico-vale-partir-de-hoje.html)
Com restrição ao México, Brasil terá mais tecnologia, dizem especialistas (http://com%20restri%C3%A7%C3%A3o%20ao%20m%C3%A9xico%2C%20 brasil%20ter%C3%A1%20mais%20tecnologia%2C%20dizem% 20especialistas/)
Veja carros vendidos no Brasil que vêm do México (http://veja%20carros%20vendidos%20no%20brasil%20que%20v%C 3%AAm%20do%20m%C3%A9xico/)

O aniversário de um ano da Jac Motors do Brasil, completos neste domingo (18), foi comemorado com o lançamento do sedã J5 e com o anúncio de quatro carros que serão fabricados na planta de Camaçari, na Bahia, prevista para ser inaugurada em 2014 e que receberá R$ 900 milhões de investimento - sem considerar o capital de giro.

A fábrica é a grande aposta da Jac, que, segundo o presidente da Jac Motors Brasil, Sérgio Habib, será beneficiada pelo pacote do governo que deve ser anunciado em abril. "O novo acordo dispensa o IPI para quem investir no Brasil. Ele vai sair em abril", diz Habib. "O que ainda não sabemos é se teremos que pagar o IPI e recuperar o dinheiro quando a fábrica abrir ou se teremos um cronograma para cumprir", revela.

Habib afirma ainda que o governo também aliviará a exigência do índice de nacionalização de 65% dos carros produzidos no país, sendo os dois primeiros anos de adaptação. "Estamos questionando este índice", afirma Habib, ao falar das montadoras com projeto no Brasil, como a também chinesa Chery.

A Jac pretende fabricar no país nos primeiros anos 120 mil unidades anuais, em dois turnos, e contratar 3,5 mil pessoas diretamente. A terraplanagem no terreno em Camaçari começa em setembro.
http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/03/19/jac.jpgJac J5 acaba de ser lançado no país mas ainda não faz parte dos modelos que serão produzidos no Brasil (Foto: Divulgação)
Primeiro, um hatch
O primeiro modelo a ser fabricado em solo brasileiro será um carro totalmente novo, desenvolvido na China exclusivamente para o Brasil. Logo em seguida, virá a versão sedã dele. Para 2015, Habib confirma a produção de mais dois modelos, mas não revela detalhes. Ele só garante que os carros feitos aqui terão opção de câmbio automático CVT, em resposta às críticas de que os carros da marca como o J5, que tem apenas câmbio manual.

Mercado tímido
A Jac pretende atingir 2,5% de participação no mercado brasileiro assim que iniciar a produção local. No entanto, Sergio Habib acredita que o mercado de veículos no Brasil crescerá, porém de forma bem mais lenta do que aconteceu de 2006 até 2011, quando o volume chegou a 3,42 milhões de unidades emplacadas.

Segundo Habib, o mercado deve crescer neste ano 2%, para 3,5 milhões de unidades vendidas. Já a previsão para 2013 é de chegar a 3,68 milhões. "Este não vai ser um ano muito fácil, as vendas estão fracas. O mercado não tem mais esse crescimento explosivo", diz o empresário.

Habib atribui a nova realidade do mercado nacional às medidas restritivas de crédito tomadas pelo governo e que, com o aumento do depósito compulsório, deixaram os bancos mais restritivos para liberar crédito. "Os bancos não querem mais financiar em 60 meses", afirma Habib, ao destacar a dificuldade maior encontrada pelos consumidores para ter um financiamento liberado e a exigência das financeiras de entradas maiores.
Na análise de Habib o mercado de veículos no Brasil vai chegar a 4 milhões de unidades, e até a 5 milhões, mas vai demorar mais. "O setor no Brasil só vai voltar a crescer com mais força quando aumentar a massa salarial, e isso afeta muito o Nordeste, e quando o índice de inadimplência diminuir", analisa o presidente da Jac.

Presente mexicano
O anúncio do governo brasileiro, feito na última sexta-feira (16), de limitar as importações mexicanas caiu para a Jac como um presente de aniversário. O que a China tem a ver com o México? Nada, mas com a Jac, muito. Basicamente, um mercado a ser explorado com a abertura da fábrica em Camaçari e a barreira do IPI mais alto, que enfrenta desde dezembro do ano passado.

Para se ter uma ideia, somente o efeito psicológico com o anúncio em setembro do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados sobre os carros importados fez com que a participação da Jac no país caísse de 1% para 0,65%. Agora, sem ajustar preços, a marca conseguiu recuperar um pouco o mercado perdido e chega a 0,83%. "As pessoas ficaram com medo de comprar. O anúncio da fábrica ajudou muito", diz Habib.

"A decisão do governo brasileiro foi correta. Os mexicanos estavam invadindo o Brasil." Traduzindo, de certa forma, a restrição diminuiu o abismo entre os preços de modelos importados pelas montadoras sem operações no país, representadas pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), e os dos importados do México, também com maior valor agregado.

“Era natural que o consumidor que comprava carro importado de uma empresa da Abeiva (BMW, Audi, Kia etc.), com o aumento dos 30 pontos percentuais do IPI migrasse para um modelo equivalente produzido no México. Então, as associadas da Abeiva, de certa forma, foram ‘beneficiadas’ pela revisão do acordo”, disse o consultor e sócio da consultoria PwC, Marcelo Cioffi, consultado pelo G1, quando o anúncio foi feito.

Cubas
28-03-2012, 16:29
Só não tem tecnologia quem não quer (http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/so-nao-tem-tecnologia-quem-nao-quer/) COMENTE (http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/so-nao-tem-tecnologia-quem-nao-quer/#comentarios)
Joel Leite (http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/author/joelleite/)







http://www.autoinforme.com.br/foto_noticia/foto-noticia-id-g11347.jpg
– A tecnologia automotiva está à disposição, basta as montadoras quererem equipar seus carros.
– Um controlador de velocidade tem um custo de R$ 50,00, segundo consultor. “Mas as montadoras não querem investir”
“O ser humano só faz as coisas quando é obrigado a fazer”. A frase, do presidente da Continental, Maurício Muramoto, foi dada em resposta a uma questão que tomou conta do simpósio da SAE Brasil Novas Tecnologias Automotivas, realizado esta semana em São Paulo: os carros brasileiros vão acompanhar em tecnologia e equipamentos os carros do Primeiro Mundo?
Se o ser humano só reage quando for exigido, imagine as empresas. É isso o que quis dizer o executivo:
“É preciso que o concorrente venha com algo a mais para que a montadora corra atrás”.
Tanto Maurício quanto o consultor Francisco Satkunas – que por 30 anos foi o executivo da GM – analisam o mercado do ponto de vista do fabricante, e mesmo nessa condição, fazem críticas às montadoras. Ambos foram palestrantes no simpósio da SAE.
Satkunas acha que, com pequeno investimento, as montadoras instaladas no Brasil poderiam disponibilizar em seus carros equipamentos que fariam a diferença em relação aos chineses. Ele enumera alguns itens que exigiriam investimentos ínfimos e que “encantariam” o consumidor.
“Todos os carros, que a partir de 2014 terão obrigatoriamente que serem equipados com o sistema de freios ABS – avalia – poderiam ter o controle de tração, bastando para isso uma pequena adaptação no equipamento.”
“O custo de uma modificação como essa não é mais de R$ 50,00”, revelou.
- Sendo um investimento tão pequeno, porque as montadoras não o fazem?
“As montadoras não querem investir em nada que represente aumento de custo. Se o projeto prevê o gasto de R$ 1,00 a mais eles não aprovam”. disse o consultor.
Não se trata, da parte dele, de uma crítica às montadoras, mas um alerta. Satkunas acha que elas poderiam, com pouco dinheiro, ter um diferencial importante dos chineses que acabaram atraindo a atenção do consumidor por oferecer carros equipados por preço equivalente ao dos carros fabricados no Brasil sem os mesmos equipamentos.
Ele dá o exemplo do controlador de velocidade, também conhecido como piloto automático. Segundo Satkunas, o custo da inclusão de um equipamento como esse não passaria de R$ 50,00. Outro equipamento citado, com custo semelhante, é o sistema que coloca o câmbio automático na posição “neutro” cinco segundos após o carro parar (no trânsito ou no farol), o que, segundo ele, resulta numa economia de 3% a 5% de combustível.
O que se viu no simpósio dos engenheiros é que a produção de tecnologia para veículos é muito grande e está disponível para quem quiser construir um carro mais moderno.
O engenheiro Francisco Satkunas confirma essa disponibilidade:
“A tecnologia está na prateleira. Basta a montadora resolver investir e escolher o que quer colocar no carro. É preciso saber o que o consumidor deseja, quais os equipamentos que podem encantar o cliente e então equipar os seus carros com eles, oferecendo o ‘algo mais’, criando valor no produto e assim a empresa terá uma vantagem competitiva”.

Azura
28-03-2012, 17:49
Encatar o brasileiro? É bastante facil. Ponha uns adesivos, escapes cromados, rodinhas liga leve,SOMZERA e uma sigla "flamejante" como GT, SS, R-S, Sport, Plus, EX etc etc.
Nunca foi tao facil vender um carro assim.

Publico mais velho e quer algo a mais? Mais facil ainda, um interior com cromados, um pouco de couro e um cambio automatico. Nem vao ligar se o carro tem freio a tambor, o classico eixo de torção ou airbag e tao menos litragem do motor, ja que o limite de velocidade é relativamente baixo mesmo. Ate um 1.0 chega a 80km/h ne.

Mas o executivo flw tudo mesmo, pra que botar algo que nao querem...

Alex Sound
29-03-2012, 07:25
Quanto mais eletrônica embarcada, mais coisa para quebrar.
Nao e' novidade para ninguém que os carros brasileiros sao inferiores em qualidade de material ao importados do primeiro mundo.
Imagine o Gol com a sopa de letrinhas completa de fabrica por um custo de apenas 1000 reais a mais (custo hipotético), se 0,5% dos carros apresentarem problemas nos componentes eletrônicos no primeiro ano seriam uns 12 mil carros para conserto, o suficiente para movimentar os fóruns automotivos por anos, com os haters e os fanboys se degladiando.
Por isso que carros populares nao terão sistemas sofisticados no Brasil

plisb
07-06-2014, 22:31
Carros caros com freio traseiro a tambor (http://www.noticiasautomotivas.com.br/carros-caros-com-freio-traseiro-a-tambor/)