fabio costa
20-07-2005, 11:23
Agora é a vez das TVs de tela fina
Claudia Facchini De São Paulo
Os consumidores começam a encontrar nas lojas marcas de TVs de plasma e LCD
que poucas pessoas ouviram falar no Brasil, como a espanhola Airis ou as
chinesas AOC e a BenQ. Assim como aconteceu durante a febre dos DVDs, os
chineses estão invadindo o mercado de televisores de tela fina e ajudando a
derrubar seus preços..
A expectativa é que a Copa do Mundo de futebol em 2006 dê o pontapé para o
"boom" na demanda por TVs de tela fina no Brasil e na América Latina de
forma geral. As TVs de plasma e LCD já se consolidaram nos países
desenvolvidos, onde os aparelhos convencionais, de tubo, viraram peça de
museu.
No Brasil, espera-se que o consumo de TVs de plasma e LCD represente menos
de 0,5% do mercado total de TVs, estimado em 8,5 milhões de unidades este
ano. Mas, daqui para frente, a demanda deve crescer exponencialmente.
"A cada ano, o mercado deve dobrar, chegando a 5% ou 6% das vendas totais
de TVs a partir de 2007", acredita Alec Chan, vice-presidente para as
Américas da AOC. A empresa é uma subsidiária da multinacional chinesa TPV,
que faturou US$ 30 bilhões em 2004.
A AOC comprou mundialmente a divisão de monitores da Philips e já é uma
grande fabricante do produto em Manaus, onde faz também para outras marcas
conhecidas. Agora, decidiu iniciar a fabricação de TVs na Zona Franca.
Neste ano, prevê fazer 10 mil televisores, tanto de LCD (de 20 e 27
polegadas) quanto de plasma (de 42 polegadas), mas Chan já espera dobrar a
produção em 2006 e dobrá-la novamente em 2007.
Os aparelhos de 20 polegadas começarão a chegar nas próximas semanas nas
lojas brasileiras ao preço de R$ 3.999 (o equivalente a US$ 1,6 mil). "Nos
EUA, o mesmo aparelho já é vendido por US$ 400. Os preços ainda vão cair
mais no Brasil." Manaus também será a base de exportação da AOC para outros
países da América do Sul, que devem absorver 30% das vendas.
Outra marca que está chegando ao país é a Airis, do grupo Infinity System,
um grande fabricante espanhol de notebooks. "Vamos entrar com preços 20%
mais baixos do que os dos nossos concorrentes", afirma Marcio Cabral,
responsável pela área de marketing. Os televisores de LCD/TFT de 19 e 17
polegadas serão montados por uma empresa terceirizada, a Infocom,
localizada em Manaus.
O volume ainda será baixo neste ano, restringindo-se a 2 mil ou 5 mil TVs.
Mas a Infinity, segundo cabral, pretende crescer e entrar em outros
segmentos, como notebook, máquinas fotográficas e TVs de plasma. O grupo
espanhol, cujos produtos também são feitos na China, já ensaiou um entrada
no mercado brasileiro de notebooks em 2002, mas saiu logo depois.
Na febre dos DVDs, algumas marcas também não deslancharam. Em 2003, o
próprio Marcio Cabral participou da entrada no Brasil da chinesa SVA. A
marca chegou de forma agressiva, derrubando os preços do DVD, mas hoje está
bem mais tímida no varejo. Os DVDs já viraram commodity e podem ser
encontrados por menos de R$ 299. Os próprios supermercados lançaram suas
marcas.
Segundo comunicado da BenQ, a multinacional chinesa fechou contrato de
distribuição nacional com a brasileira Elgin. Com o acordo, prevê faturar
R$ 100 milhões até dezembro de 2005. Entre os equipamentos que estão
chegando no país num primeiro momento, estão notebooks, monitores e TVs
LCD, mouses e teclados, gravadores de CD e DVD e suas mídias.
Além disso, já há estudos da Elgin para fabricar equipamentos BenQ no país
em unidades fabris de Manaus até 2006 - monitores LCD e notebooks. Para o
início da operação BenQ, a Elgin está investindo US$ 3 milhões.
Muitas das fabricantes asiáticas nunca produziram TVs de tubo. Vieram dos
setores de tecnologia e informática. Hoje, com a digitalização, as
diferenças caíram por terra. Um monitor de LCD também pode funcionar como
televisor.
Saudações,
Claudia Facchini De São Paulo
Os consumidores começam a encontrar nas lojas marcas de TVs de plasma e LCD
que poucas pessoas ouviram falar no Brasil, como a espanhola Airis ou as
chinesas AOC e a BenQ. Assim como aconteceu durante a febre dos DVDs, os
chineses estão invadindo o mercado de televisores de tela fina e ajudando a
derrubar seus preços..
A expectativa é que a Copa do Mundo de futebol em 2006 dê o pontapé para o
"boom" na demanda por TVs de tela fina no Brasil e na América Latina de
forma geral. As TVs de plasma e LCD já se consolidaram nos países
desenvolvidos, onde os aparelhos convencionais, de tubo, viraram peça de
museu.
No Brasil, espera-se que o consumo de TVs de plasma e LCD represente menos
de 0,5% do mercado total de TVs, estimado em 8,5 milhões de unidades este
ano. Mas, daqui para frente, a demanda deve crescer exponencialmente.
"A cada ano, o mercado deve dobrar, chegando a 5% ou 6% das vendas totais
de TVs a partir de 2007", acredita Alec Chan, vice-presidente para as
Américas da AOC. A empresa é uma subsidiária da multinacional chinesa TPV,
que faturou US$ 30 bilhões em 2004.
A AOC comprou mundialmente a divisão de monitores da Philips e já é uma
grande fabricante do produto em Manaus, onde faz também para outras marcas
conhecidas. Agora, decidiu iniciar a fabricação de TVs na Zona Franca.
Neste ano, prevê fazer 10 mil televisores, tanto de LCD (de 20 e 27
polegadas) quanto de plasma (de 42 polegadas), mas Chan já espera dobrar a
produção em 2006 e dobrá-la novamente em 2007.
Os aparelhos de 20 polegadas começarão a chegar nas próximas semanas nas
lojas brasileiras ao preço de R$ 3.999 (o equivalente a US$ 1,6 mil). "Nos
EUA, o mesmo aparelho já é vendido por US$ 400. Os preços ainda vão cair
mais no Brasil." Manaus também será a base de exportação da AOC para outros
países da América do Sul, que devem absorver 30% das vendas.
Outra marca que está chegando ao país é a Airis, do grupo Infinity System,
um grande fabricante espanhol de notebooks. "Vamos entrar com preços 20%
mais baixos do que os dos nossos concorrentes", afirma Marcio Cabral,
responsável pela área de marketing. Os televisores de LCD/TFT de 19 e 17
polegadas serão montados por uma empresa terceirizada, a Infocom,
localizada em Manaus.
O volume ainda será baixo neste ano, restringindo-se a 2 mil ou 5 mil TVs.
Mas a Infinity, segundo cabral, pretende crescer e entrar em outros
segmentos, como notebook, máquinas fotográficas e TVs de plasma. O grupo
espanhol, cujos produtos também são feitos na China, já ensaiou um entrada
no mercado brasileiro de notebooks em 2002, mas saiu logo depois.
Na febre dos DVDs, algumas marcas também não deslancharam. Em 2003, o
próprio Marcio Cabral participou da entrada no Brasil da chinesa SVA. A
marca chegou de forma agressiva, derrubando os preços do DVD, mas hoje está
bem mais tímida no varejo. Os DVDs já viraram commodity e podem ser
encontrados por menos de R$ 299. Os próprios supermercados lançaram suas
marcas.
Segundo comunicado da BenQ, a multinacional chinesa fechou contrato de
distribuição nacional com a brasileira Elgin. Com o acordo, prevê faturar
R$ 100 milhões até dezembro de 2005. Entre os equipamentos que estão
chegando no país num primeiro momento, estão notebooks, monitores e TVs
LCD, mouses e teclados, gravadores de CD e DVD e suas mídias.
Além disso, já há estudos da Elgin para fabricar equipamentos BenQ no país
em unidades fabris de Manaus até 2006 - monitores LCD e notebooks. Para o
início da operação BenQ, a Elgin está investindo US$ 3 milhões.
Muitas das fabricantes asiáticas nunca produziram TVs de tubo. Vieram dos
setores de tecnologia e informática. Hoje, com a digitalização, as
diferenças caíram por terra. Um monitor de LCD também pode funcionar como
televisor.
Saudações,