Ver Versão Completa : Absorvedores Acusticos Alternativos
Dennis
esta vai para voce.
Estou levantando este tópico devido a algumas sugestões dadas pelos membros do forum, que estão buscando materiais alternativos para tratarem suas salas, buscando desta forma economizarem o máximo possível, mas sempre buscando um bom resultado.
Começo perguntando o que acham da lã de vidro, como material para se usar na sala para absorção de ondas sonoras, principalmente graves.
Poderiamos aproveitar a sugestão dada em outro tópico e confeccionar molduras revestidas por tecidos e preenche-las com lã de vidro, para um melhor acabamento (e evitar discuções em casa) poderiamos liberar nosso dom artistico e pintar o tecido formando um painel como se fosse uma pintura de um grande artista plástico:D
Estes paineis poderiam ser posicionados atras ou entre as caixas acusticas?
Edson,
Muito bom, também gostaria de seguir nesta mesma direção.
O material que encontrei foi a lã de rocha.
Seria bom discutirmos sobre esse material também.
Pelo que me disseram, para o painel, foi utilizado um quadro (uma moldura) de sarrafo, que foi coberto com um pano dos dois lados (grampeado) ficando um vão oco entre as duas partes do tecido, que posteriormente foi preenchido com a lã de rocha.
Existe diversos tipos de tecido, inclusive o de cortinas, que já vem até decorado.
Talvez pudéssemos utilizar moldura de quadro para dar um acabamento melhor.
Será que a espessura de 2,5 cm é suficiente?
Eduardo
Edson,
A absorção de frequencias baixas apenas com materiais porosos como a lã de vidro é insuficiente - a grossura da lã de vidro teria que ser comparável ao comprimento de onda a ser atenuado, por exemplo para 100 Hz precisaríamos de uma manta de uns 3,4 metros... :susto:
Mas há uma solução alternativa, de baixo custo e fácil construção, que são os absorvedores diafragmáticos, onde uma chapa fina de compensado atua como um diafragma, vibrando e atenuando parcialmente as baixas frequências através da flexão das fibras da madeira. Idealmente, devemos montar esse painel a uma distância da parede, preenchendo parte do espaço com ar e parte com lã de vidro ou de rocha.
Hoje à noite vou escanear 2 figuras para ilustrar a montagem e dar uns números.
Até!
Caro Dennis,
Esta solução pode ser de fácil construção e de baixo custo, mas imagino esse negócio no meio da minha sala... :p
Aí sim, eu seria expulso de casa com direito a paneladas na cabeça :(
Este problema que você citou também ocorre com os painéis Sonare? E qual a vantagem destes painéis então, ou melhor qual é a aplicação correta para eles?
Grato pelas orientações.
Abraços
Eduardo
Dennis
tenho alguns projetos de absorvedores não sei se destes que voce fala, mas vou tentar enviar algo anexo para voce avaliar.
Eduardo,
Na verdade aquele número era só pra ilustrar, os que eu ia propor são bem menores e ficam junto à parede. Esqueci de colocar a imagem aqui, vou ver se até o final de semana consigo, desculpem-me, tenho aula à noite na pós e como o semestre está nos "finalmentes"...
O Sonare "sofre" do mesmo mal :D, assim como Sonex e outros, porque foram desenhados para atenuarem frequências médias e altas. O efeito desse tipo de tratamentos é desprezível nos graves.
Edson,
É bem por aí, minha idéia era propor um mais simples ainda, sem espaço atrás da lã de vidro, e um de canto, e elaborar um pouco sobre a faixa de frequências que cada um atinge.
Abraços,
Senhores,
Estive no centro da cidade ontem e achei uma solução para os Sonexs.
Comprei uma placa de espuma moldada em forma de caixa de ovos no tamanho de uma cama de casal (1,90m x 1,50m).
Existem várias densidades, só que como nem tudo é perfeito, as cores das espumas também variam conforme a densidade. Existem aquelas Verde claro, Rosa claro, azul calcinha, etc...
Bem, por sorte tinha um modelo com densidade S23, anti-chama e pasmem, na cor CINZA (igual ao Sonex). O pessoal ainda cortou a placa em 12 pedaços iguais de mais ou menos 46cm x 47cm.
O mais legal de tudo é que ficou na espantosa fortuna de R$37,50.
Bem, prá quem mora em Campinas a loja é a Central Plásticos e Espumas e fica na rua Barão de Parnaíba, 161. Fone: 3231-9188.
É a rua paralela à Av. Andrade Neves (atrás do Primeiro DP).
Tem site também: www.centralplasticos.com.br
Abraços,
Caro Russo,
Mas esta solução funciona? Você chegou a testá-la?
Eu conheço esta espuma, já usei para forrar o interior de duas caixas acústicas que montei com um resultado satisfatório.
Como verifico a densidade da espuma?
Eduardo
Russo
gostariamos de saber se este produto funciona, depois de testá-lo nos informe.
Dennis
o que acha deste produto que o Russo vai usar, será que pode se aproximar do resultado de um sonex.
Não precisa ser perfeito mas se reduzir os problemas já está bom, pelo preço afinal, não podemos nos queixar se não for perfeito:D
Edson,
Acho que sim, imagino que não seja tão eficiente, ou em termos mais precisos, não tenha o mesmo coeficiente de absorção do Sonex, já que não foi projetado para isso, mas deve funcionar, sim. Na pior das hipóteses você pode usar 2 camadas.
Dennis
pelo jeito quando decidir mexer em minha sala:p não vou ter muitos problemas nem gstos extras:D , pois terei muito material alternativo para utilizar:tu: e para confeccionar tambem,
pois o pessoal aqui esta tendo ideias muito boas as quais pretendo utilizar passo a passo
Caro Russo,
Novidades com o absorvedor de espuma? Funcionaram?
Eduardo
Senhores,
Desculpem a demora.
Coloquei algumas placas de espuma coladas com fita dupla face da 3M em alguns pontos da minha "sala de audição".
Apesar de não ter referências de como o som se comportaria se tivesse usado os Sonex originais, acredito que os alternativos funcionaram.
Minhas impressões: o som ficou mais claro e o palco sonoro melhorou muito. O problema com as frequências médio-agudas me pareceu mais atenuado, mas ainda assim acho que faltam graves mais presentes. Pode ser limitação do meu equipamento ou falta de acustumar com o som resultante da mudança. O ideal seria fazer comparações com os originais. Por exemplo, alguém que já tenha os Sonex e faça o teste com os "Pobrex" verificando as diferenças.
Coloquei apenas nos locais de primeiras reflexões nas paredes laterais das caixas. Assim que colocar nas paredes frontal e traseira, posto aqui as próximas impressões.
Acredito que valeu a pena.
Abraços,
mmartins
05-12-2002, 13:33
Dennis e Senhores,
Como sabem, minha sala é de alguma forma trata da seguinte forma:
1 - Na parede atrás das caixas, no centro, uma placa de SONARE com 2.20 m de altura e 1.35 m de comprimento. Valor, com desconto especial, 220 Reais e faz parte da decoração.
2- No teto ( de fora a fora ) , SONITEC ( parecido com o sonex ). 950 reais e faz parte da decoração.
3 - Tapete grosso no chão que cobre quase toda a sala. Não conta, pois faz parte da decoração
4 - Dois sofás bem grandes que fazem parte da decoração.
5 - Uma cortina grossa na parede da esquerda de fora a forma, não conta e faz parte da decoração.
Neste ponto, ainda não tinha feito um tratamento de peso para graves e minha sala estava bem legal. Pra chegar a este ponto, foi muita discussão , mas minha mulher e eu chegamos que compensave pelos benefícios adquiridos.
6 - Agora, estou testando uma armadilha de grave, em forma de cone, da mesma empresa que fabrica o SONITEC. Ela se encaixa no canto da parede e custa apenas 70 reais cada peça de 70 cm de altura. Tem varias cores e realmente fazem uma baita diferença. Segundo o fabricante, os coeficientes de absorção são bem elevados nos graves.
Não gastei muito, mas estou super satisfeito. Só não sei se poderia fazer uma armadilha de grave mais bonita do que a que eu estou testando.
Att.
Caro Martins,
Sua sala pelo jeito está bem tratada. Acho que ainda vou ter que mexer na minha.
Outro dia estava lendo na CAVI uma reportagem que mencionava umas pastilhas para tratamento acústico. Segundo o autor do artigo, são bem pequenas, e ele nunca tinha visto nada igual em termos de resultado acústico. Você já ouviu falar alguma coisa sobre isso? Ou será que era algum truque?
Uma espuma normal, dessas de colchão, pode mesmo ser usada para tratamento acústico? Tem rendimento parecido com estes painéis comerciais? Pelo menos o custo é muito mais baixo.
Eduardo
Existem algumas informações interessantes neste endereço:
http://planeta.terra.com.br/educacao/audiolist/artigos/absorv/absorv.htm
mmartins
06-12-2002, 08:39
Caro Eduardo,
Sobre armadilhas de graves, queria idéias para construir minha própria de uma forma estética e que fizesse parte da decoração. Gostaria da ajuda de voces, mas que atuasse desde 0Hz ( hehehe). Sobre estas pastilhas nunca ouvi falar. Como vai o seu novo equipamento ?
Att.
Caro Russo,
Como vão as experiências com a espuma?
Fêz novos testes?
Abraços
Senhores,
Sei que este tópico é meio velho, mas resolvi revivê-lo devido a uma foto na CAVI deste mês.
Na pg. 74 tem uma foto do estande da Lautzaudio.
Pois bem, estive no Hi-Fi Show e vi este estande.
O revestimento que foi usado no estande é exatamente o mesmo que eu comprei na loja de espumas de colchão já citada aqui neste tópico.
Para quem queria saber sobre como fica o visual, dê uma olhada na foto em questão. Só que no meu caso, lá na loja os caras cortaram a espuma (que vem no tamanho de um colchão de solteiro ou de casal) em placas mais ou menos de 40cm².
O preço é bem convidativo e o resultado é muito bom.
Abraços,
Marcio, preciso tratar um trecho "invisível" (a parte frontal de um "arco" que divide o HT do escritório) e acho que voi comprar essa espuma. Lembra-se se tem algo em tom amarelo-claro ou beje ?
Mauricio,
Tinha em tons de amarelo calcinha, verde calcinha, rosa calcinha e azul calcinha, He, he, he... Mas essas cores com o tempo, apesar de serem bem claras, vão ficando meio que desbotadas. Não gostei.
Achei as cinza mais bonitas e parecidas com os Sonex, apesar de serem escuras.
Outra coisa é que não tenho certeza de que a densidade dessas outras cores sejam a mesma da cinza. Não sei se isso pode influenciar.
Abração,
Russo
voce instalou estas espumas atrás das caixas e nos pontos das primeiras reflexões ou cobriu toda a parede lateral
Grande Edson,
Coloquei as espumas como se fosse um barrado mais ou menos numa altura que cobrisse tanto o falante quanto o tweeter.
Coloquei atrás das caixas, nas paredes laterais até um pouco mais do meio do quarto e nas paredes traseiras.
Resolveu bem as primeiras reflexões e o reverberamento do ambiente sem ficar muito morto.
Abraços,
Originalmente enviado por Russo
Outra coisa é que não tenho certeza de que a densidade dessas outras cores sejam a mesma da cinza. Não sei se isso pode influenciar.
Li na FAQ da audiolist citada em mensagem anterior que a cinza, também conhecida como ortópédica, tem a densidade correta para utilização em acústica.
Grande Russo
Agora so falta eu convencer minha cara metade, ou criar algo decorativo com as espumas para amenizar minha sala.:sacana:
Edson,
Se olhar bem, até que não fica tão feio. Dá um ar de estúdio.
No meu caso, fixei as placas com pequenos pedaços (2cm x 2cm) de fita dupla face da 3M (aquela fofinha) nas pontas das placas. Assim fica fácil retirar em caso de necessidade.
Acho que existem tintas que podem ser aplicadas sobre as espumas sem derretê-las, mas não sei se modifica sua eficiência.
De qualquer modo, o preço vale a pena fazer pelo menos uma experiência.
Abraços,
Russo
valeu seu pionerismo, pois com certeza auxiliará muito de nós que não pode no momento investir em materiais mais indicados para esta finalidade.
Além de que pode-se utilizar este material como referencia para obter-se um melhor equilibrio da sala aplicando-os nos pontos corretos, depois de definido estes pontos, poderemos adiquirir materiais como sonex, sonitec, ou outros na quantidade necessária para atingirtmos nossos objetivos.
Pessoal,
No sábado comprei uma placa de espuma D33 bege pra aplicar em alguns pontos "ocultos" aqui da minha sala. O resultado ficou tão satisfatório que acabei fazendo um painel nos dois lados do sofá, que resolveram de vez o problema de reverberação que tinha na sala.
R$ 46 por uma placa de 1,90x1,40.
Me resta ainda outro problema, pois minha sala tem 8,40, dividida +- na metade entre HT e um mini-escritório e a parte nâ- HT ainda apresenta um eco bastante pronunciado. :xingo:
Beleza, Mauricio.
Mais um que comprovou que as espumas baratas, também dão resultado!!
Parabéns,
Maurício,
Estou quase entrando nessa de usar espumas também.
Você pelo jeito aprova.
Que espuma vc usou? é lisa ou é aquela de caixa de ovo?
Qual espessura? E no teto, vc não está usando nada?
Desculpe o interrogatório.
Abraços
Eduardo
Mauricio
Esta parte vou adiantar para o Russo, aqui vai a descrição da espuma que ele esta usando.
"""Comprei uma placa de espuma moldada em forma de caixa de ovos no tamanho de uma cama de casal (1,90m x 1,50m).""
""Bem, por sorte tinha um modelo com densidade S23, anti-chama e pasmem, na cor CINZA (igual ao Sonex).""
Pelo que ele me informou não existe nada no teto somente nas paredes laterais e traseiras.
Edu, é a caixa de ovo. Tem 30mm de pico e 15mm de vale, com densidade d33 (nomenclatura de colchão), sendo mais densa do que a cinza, que custa R$ 19,90, se não me engano.
Na minha parede, que é amarelinha, ficou bem legal.
Foto1 (http://www.meuftpweb.hpg.ig.com.br/htforum/Sep22%2301.jpg)
Foto2 (http://www.meuftpweb.hpg.ig.com.br/htforum/Sep22%2302.jpg)
Ah, e no teto eu não uso nada (ainda). Mas tem um 'arco" que divide as salas e a parte do arco que fica para dentro do HT foi devidamente revestida com a mesma espuma.
Maurício,
Será que eu conseguiria um resultado satisfatório com uma espuma lisa?
Eduardo
Edu, encontrando uma com a densidade correta, não vejo porque não, apesar de que a "furadinha" deve promover ALGUM nível de difusão que pode ser benéfico, dependendo da acústica da tua sala.
O Dennis poderia dar um pitaco nesse assunto.
Senhores,
Como andam as experiências com as espumas?
Vocês ainda estão utilizando-as? Chegaram a testá-las no teto também.
Conversei com um pessoal que trabalha com acústica, aqui de SP, responsáveis por projetos residênciais e salas de espetáculos. Eles sugerem que a metade da sala (onde estão as caixas), teto e pares, sejam forradas com material absorvente, e a outra metade com difusores. Será que esta receitinha é básica?
Eduardo
Eduardo,
O conceito de aplicar materiais absorvedores na parte frontal da sala e difusores na parte posterior já vem de um bom tempo, eu mesmo tenho dito isso há algum tempo por aqui. É importante contudo observar que o "forrar" as metades, além de esteticamente questionável, é perigoso para a qualidade final do som. Tudo em excesso na vida é ruim :D e não seria diferente com acústica.
Além disso, é preciso muito critério para escolher apropriadamente o material absorvedor, pois o coeficiente de absorção varia conforme a frequência e conforme o posicionamento do mesmo. Tome por exemplo um absorvedor poroso do tipo Sonex ou Sonare, cujo princípio de funcionamento é a perda de velocidade - logo energia - das partículas de ar ao atravessarem o material. Posicionado num canto da sala, a performance desse tipo de absorvedor cai dramaticamente, pois a velocidade das partículas é próxima de zero.
Uma nota em particular sobre difusores, estes precisam ser escolhidos com ainda mais critério. Em 1992, dois cientistas chamados Fujiwara e Miyajima provaram que boa parte dos difusores mais "badalados", os difusores de Schröder, exibiam coeficientes de absorção altíssimos, logo estavam atuando muito mais como absorvedores do que como difusores. Foi apenas em 1995 que outro cara chamado Mechel desenvolveu uma teoria para explicar o fenômeno e de lá para cá várias novas restrições foram incorporadas ao projeto desse tipo de difusores.
A idéia não é desestimulá-lo, muito pelo contrário, apenas lembrá-lo que soluções do tipo "forrar" nem sempre vão produzir o resultado esperado. :)
Abraço,
Pois é, Dennis, eu li tudo o que já foi dito aqui no fórum sobre tratamento acústico. Li desde Terça-feira cada uma das discussões sobre o assunto. Vi uma sala de HT na Video Som com as paredes totalmente revestidas, e liguei para a empresa responsável pelo projeto acústico. É uma empresa muito séria e aparentemente bem competente. A pessoa que me atendeu disse que aquela sala da revista levou em conta outros compromissos, e que para a minha finalidade o ideal seria um outro tipo de tratamento.
Como já disse em outra oportunidade, estou fazendo uma pequena reforma na casa e mexendo na sala, que agora terá 3,91 X 5,70 m por 2,75 de pé direito. Na parede atrás das caixas não haverá mais estantes, e estava pretendendo já revestí-la com chapas de MDF revestidas com painéis acústicos absorvedores, assim como parte das paredes laterais e parte do teto sobre as caixas. O que eu queria era fazer algo básico e já deixar alguma coisa pronta, e depois ir fazendo os ajustes finais. Eu levantei uma parede falsa de tijolo com várias aberturas, e nestas aberturas ficarão a TV, os aparelhos e os Subs, exceto as caixas frontais que ficarão livres para melhor posicionamento. Esta parede que receberá o revestimento de MDF com portinhas para expor a TV e o restante do equipamento, ou seja, com as portinhas fechadas, não haverá nada "estranho" para atrapalhar o som. A superfície deste MDF, incluindo as portinhas, receberia um revestimento absorvedor, ou poderia ficar com partes em madeira exposta, não sei ainda. Queria fazer um básico agora, sem errar muito.
Grato pela ajuda.
Eduardo
Li certa vez, numa revista especializada (salvo engano a Home Theater americana), uma matéria completa sobre tratamento acústico de uma determinada sala de HT. Nesta sala específica, a parede da frente foi totalmente revestida com material absorvedor, a parede de trás com difusor, e nas paredes laterais foram utilizados painéis difusores e absorvedores aplicados de forma alternada, ou seja, um painel absorvedor embaixo e um difusor em cima, em seguida um difusor embaixo e um absorvedor em cima, e assim sucessivamente.
Demétrio.
Denis
Formulei uma teoria (projeto) e gostaria de sua opinião.
Caracteristica : Som estereo
A sala revestida da seguinte forma.
Parte Frontal
Atras das caixas acusticas Paineis Absorvedores
Entre as caixas Paineis Difusores
Parede Traseira
Nas junções das paredes (90º) Absorvedores de Graves
Entre os AG Difusores
Parede Lateral
Misto de paineis Absorvedores e Reflexivos, devidamente calculados de acordo com o angulo de reflexão das ondas e suas intensidades, ou seja, onde for excessivamente reflexiva utiliza-se Absorvedores e onde for menos intensa Refletores.
Teto
Difusores e Absorvedores dipsostos da mesma forma narrada acima
Isto e um projeto virtual sem que seja levado em conta as dimensões da sala, materiais utilizados na construção, assim como mobilia e objetos utilizados. Partindo do principio de uma sala vazia, dedicada a audio estereo.
Qual a sua opinião seria uma alternativa de acustica, os resultados seriam satisfatorios ou um desastre. Volto a frisar que este projeto não existe e apenas uma suposição.
Na verdade e uma forma de eu aprender mais.
Edson,
De modo genérico, "filosófico", seu projeto é bom e o resultado será bom. :)
Note que a escolha dos materiais usados e a medição dos resultados são tão críticas quanto o posicionamento e essa é uma das grandes dificuldades que se encontra no estudo da acústica, cada projeto é um projeto...
Lembre-se, a diferença fundamental entre um absorvedor e um difusor é que o primeiro remove energia da sala e o segundo espalha a energia. O uso de difusores, portanto, ganhou muito espaço originalmente no tratamento de grandes espaços, onde é preciso preservar a energia, e seu uso acabou sendo estendido em salas menores. Em salas pequenas, existe um grande consenso em se usar absorvedores para atenuar as primeiras reflexões, nas paredes laterais, frontal, teto e chão. Difusores podem ser usados, mas normalmente a distância é tão pequena que é preciso mais absorver energia do que espalhá-la. Em todo resto da sala é preciso ir devagar. É fundamental medir a contribuição de cada conjunto de painéis instalados para verificar se eles estão atendendo o que se esperava deles. Isso é o mais importante. Siar instalando não resolve. Se você realmente quer que seu projeto dê certo, instale um conjunto de painéis (por exemplo os destinados a conter a primeira reflexão lateral direita) e meça o resultado, senão se algo der errado você nunca vai saber o que foi.
A idéia mais aceita e que tem se provado consistentemente uma fórmula de sucesso tanto em grandes auditórios quanto em salas menores, é a de se criar um initial time-delay gap, um "silêncio" inicial - reduzindo-se significativamente as primeiras reflexões no intervalo inicial de alguns milissegundos (em torno de 8 a 10 ms no nosso caso) entre o sinal direto e as primeiras reflexões, seguido de um campo difuso. Uma maneira de se obter algo próximo disso sem pensar muito é a idéia mencionada pelo Eduardo de se "forrar" a frente da sala com material absorvedor e a parte traseira com material difusor. é claro que um estudo cuidadoso poderia obter resultados um pouco melhores do que "forrar", mas pra quem está afim de algo rápido é uma opção.
Um ressalva em relação ao posicionamento das armadilhas de graves, lembre-se que a direção em que elas são instaladas faz diferença. Por exemplo um cilindro em pé no canto da sala será eficiente com relação aos modos gerados pelos pares de paredes laterais e frente-fundo, mas ineficiente em relação aos modos teto-chão.
Por último, é preciso tomar muito cuidado na construção e/ou aquisição de difusores comerciais. Muitos deles absorvem muito mais do que difundem... Exija do fabricante os coeficientes tanto de absorção quanto de difusão.
Abraço,
Dennis
Alguns detalhes que voce menciona eu tinha conhecimento, por exemplo que o coeficiente de absorção esta relacionado ao tipo de material utilizado na sua confecção, por ex. existem absorvedores que atuam na frequencia de 500 hrtz outros 1k ou 5k. e que o correto seria uma analise da sala para se ter um coeficiente exato das frequencias mais problematicas e atuar somente sobre elas.
Mas esta sala virtual era na verdade um laboratorio para exercitar meus conhecimentos de acustica, os quais são limitados e que felizmente tenho aprendido muito com voce. E hoje aprendi um pouco mais.
e a aproposta da sala virtual era justamente esta uma solução rapida, sem a preocupação de anular algumas frequencias desde que o audio ficasse satisfatorio.
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