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Ver Versão Completa : Amplificadores Digitais - ICEpower, Tripath



Pedro-RJ
22-11-2005, 17:50
Lendo o último número da Stereophile, vi o anúncio da nova linha de amplificadores e.One da BelCanto onde destacam-se os modelos S300 e Ref1000.
Utilizando uma tecnologia conhecida como ICEpower, tecnologia de amplificação por chaveamento analógico, a Bel Canto muda a tecnologia digital empregada em seus amplificadores, em relação à Tripath que usava em seus modelos evo.
ICEpower também está sendo empregada pela Jeff Rowland.
Martin Logan e B&W a estão utilizando em seus módulos de subwoofers.
Desenvolvida em conjunto com a Bang & Olufsen, aparentemente a tecnologia ICEpower está encontrando grande aceitação junto aos fabricantes de nome.

O link abaixo fornece mais detalhes sobre essa tecnologia digital.
http://www.6moons.com/industryfeatures/classd/classd.html

Dentre os novos amplificadores a utilizar a tecnologia digital, um me chamou a atencão baseado nos reviews encontrados pela internet.

O NUForce Reference 9.
http://www.6moons.com/audioreviews/nuforce2/9_2.html

Gostaria de saber se alguém aqui no fórum teve a oportunidade de ouvir esses amplificadores e se poderia tecer alguns comentários.

Sds,

Pedro

Murilo
22-11-2005, 17:53
O Johnnie já deve estar se coçando... :D

cras-sp
22-11-2005, 18:20
Essa tecnologia IcePower desenvolvida pela B&O tem várias aplicações:

http://www.icepower.bang-olufsen.com/sw1054.asp

Daqui pra frente deve aparecer um monte destas tecnologias digitais, outra delas é a "True Fidelity" da Jam Technologies:

http://www.jam-tech.com/main.shtml

outro japonês da Flying Mole:
http://www.positive-feedback.com/Issue17/flyingmoledadm100.htm
http://www.flyingmole.co.jp/en/index.shtml

Carlos R.

fazambuja
22-11-2005, 19:10
Esses amplificadores são os mesmos que vem na Beolab 5.
São o futuro. E imaginar que um amp do tamanho de uma caixa de cigarro da 250w!

Abraços

Pedro-RJ
22-11-2005, 19:26
Tripath and Ice power Class-D amplifiers are band-limited to 20Khz upper bound. NuForce has power bandwidth from 10- 100Khz, technology used in D-100 is capable of 70Khz b/w. Higher b/w means lower phase shift at listening frequencies. Lower phase typically has better imaging.

Definitivamente preciso ouvir esses amplificadores.

cras-sp
22-11-2005, 19:32
Pedro, é bom aguardar um pouco mais, me parece que a qualidade vem aumentando e os preços abaixando:

http://www.nuforce.com/products-monoamps.htm

Carlos R

Desotti
22-11-2005, 19:34
A Rotel também aplicou a tecnologia Icepower da B&O no seu novo amp RMB-1077 (http://europe.rotel.com/reviews/pdfs/poweramps/RMB1077_HiFiNews_dec05.pdf) bem como em dois novos powers a serem lançados brevemente, um monobloco e outro estéreo, ambos com 500WRMS. :tu:

[[]]'s

cras-sp
22-11-2005, 19:37
Creio que em breve teremos novamente o embate analógico x digital; já vi isso antes...:D
Carlos R.

victornba
22-11-2005, 20:40
Já tem alguma coisa aqui no HTForum falando do ICEPower, inclusive perguntei algumas coisas, coloquei alguns links e a galera que sabe das coisas, como o C.A. e o Allan responderam...

Já escutei os monoblocos (ou seriam mini-blocos? :bD ) JR 201 empurrando caixas Nautilus 801D, bem como 2 304 empurrando as Nautilus Caracol e tocam muitíssimo bem, irrepreensíveis. É o futuro sem dúvida. Muito mais eficientes, menores, flexíveis....

E olha que esse módulo do ICe Power é vendido quase completo, ou seja, as diferenças entre um Rotel e um JR provavelmente é nula. E viva os novos RB1091 e 1092 da Rotel!

Abraço,

Victor

fazambuja
22-11-2005, 22:32
Sabe que esses dias vi um amp que vinha com um modulo ICEpower de 250w completo que vem com fonte e tudo, bom era menor que uma caixa. E o fabricante vendia ele por 3k de dolar devido a uns cabos que ele tinha trocado. Esses cabos ele não informava direito o que eram e pelo que lembro eram no maximo 5. Tinha um cheiro de aplique....

Pena não ter nenhuma opção de amp nesse estilo na faixa que procuro (8ch 60w).

Abraços

johnnie
22-11-2005, 22:41
O Johnnie já deve estar se coçando...

Murilo,

amigo confesso que não. Estou super satisfeito com meu setup, cheguei onde queria chegar. Só mesmo uma troca geral de cabos de interconexão para o ano que vem......e mais nada;)

já havia comentado sobre essses novos powers monoblocos Bel Canto. O mais interessante que eles não tem trafo (os EVO tem trafo toroidal e são pesados) os novos modelos pesam apenas 6 kg e potência de 500w em 8 ohms ou 1.000w em 4 ohms:legal:

se não me engano estão na faixa de u$ 3.000/4.000

Carlos Dantas
26-11-2005, 10:55
Prezados amigos
Esta tecnologia usada pela IcePower foi desenvolvida pela Bang Olufsen (dinamarquesa) e por uma renomada Universidade dinamarquesa. A Internet provê acesso até às teses de mestrado e doutoramento que deram suporte a esta tecnologia. Ela é algo diferente da suposta tecnologia usada pela Tripath que não fornece detalhes sobre a mesma, ele guarda segredo sobre o que está atraz da sua tecnologia enquanto que a B&O a abre completamente. Eu estou estudando os papers da Universidade dinamarquesa que não é muito fácil de entender. Uma empresa brasileira solicitou-me que escrevesse um tutorial sobre amplificadores digitais. Já reuni todo o material e devo começar brevemente a escrevê-lo. Esta empresa pretende distribuir este material graciosamente. Assim que eu terminar aviso voces como conseguí-lo. Esta tecnologia da B&O só veiu reforçar ainda mais a minha crença que estamos assistindo uma mudança de paradigma na amplificação de sinais de audio. Na minha opinião não há retorno, os amplificadores analógicos que se cuidem.
Abraços
Dantas

vandernog
26-11-2005, 13:42
concordo plenamente com o mestre Carlos Dantas.
Chega de amplificadores pesando muito e esquentando igual a fornos (ainda mais num país tropical como o nosso).

Provavelmente meu futuro power será digital.

ejo
26-11-2005, 16:04
Inclusive o frete fica bem mais barato. :D
Um par de monoblocos Nuforce pesa uns 3 kG apenas !!!

cras-sp
26-11-2005, 17:11
Aí sim, estes Nuforce custam hoje $950 cada e com certeza irão abaixar mais; amplificadores digitais todos nós vamos ter um dia; o que não concordo é com amplificador digital a preço Hi-End pesando 1.5Kg sendo que uns 1,3Kg é só de carcaça, ehehe!!!

Carlos R.

vandernog
26-11-2005, 18:18
como eu disse, provavelmente meus proximos amplificadores serão digitais, mas eu pretendo esperar mais uns anos. Não estou com nem um pouco de pressa.
A vantagem de produtos "high-end" é que não precisamos trocar todo ano, dá pra ficar um bom tempo com o mesmo produto e ainda assim ter um top, hehehe.

cras-sp
26-11-2005, 20:02
É, mas quando esta tecnologia digital estiver madura você poderá escolher no menu do amplificador : o palco mais ou menos profundo, graves mais relaxados ou mais profundos, médios mais doces ou menos doces, agudos cristalinos ou metálicos, assinatura sônica analítica ou melodiosa, ehehe!!!

Os mais sofisticados poderão emular as assinaturas sônicas dos já "vintages" Krell, Mark Levinson, BAT, etc; vai ser só uma questão de escolher a marca no menu associada ao software emulador.

Tudo via software.

Abs,
Carlos R.

johnnie
26-11-2005, 23:26
Ela é algo diferente da suposta tecnologia usada pela Tripath que não fornece detalhes sobre a mesma, ele guarda segredo sobre o que está atraz da sua tecnologia enquanto que a B&O a abre

Mestre Dantas tem razão

pelo segredo de fabricação a Bel Canto só conserta os powers EVO em sua fábrica nos EUA. Diagrama ou manual de serviço não são fornecidos para revendedores e/ou distribuidores

Dmaumau
26-11-2005, 23:32
E quem paga pelo "segredo" em caso de pane ?

johnnie
26-11-2005, 23:38
quem comprou:hilario:

Dmaumau
26-11-2005, 23:50
:aplauso:

:clown: Ô segredinho SAFADO esse, hein ? :clown:

:aplauso:

MAGUS
27-11-2005, 00:02
Mas que eu saiba, em caso de pane, quem "banca" os custos de envio para os EUA é o representante da marca, e não quem comprou;)

johnnie
27-11-2005, 00:08
pois é, mas vc há de convir que existem aparelhos sem representação no Brasil, em caso de defeito o sujeito tem que se virar consertando lá fora ou arriscando um "ténico" de confiança

eu deveria saber, mas não sei qtos anos é a garantia da Bel Canto, vou me informar com o Zé Carlos

acredito que dentro da garantia o conserto e frete seja por conta deles :legal:

MAGUS
27-11-2005, 00:12
Hoje pude conhecer o amplificador integrado eVo 2i generation II. Usa a tecnologia Tripath, com 120 WRMS, dobrando à 4 ohms.

Lindo de morrer:amor: , com controle remoto todo de crital líquido com botões virtuais e com iluminação, claro. Além da função learn. 1 entrada balanceada, mais 5 ou 6 RCA. Cada input de fonte guarda a memória do controle de volume utilizado e, quando se troca de fonte durante as audições, o volume automaticamente abaixa e aumenta:legal:

O som é aquela maravilha que eu canso de repetir aqui no fórum: ouçam e se apaixonem;)

http://www.belcantodesign.com/prod_evo2i.html

http://www.6moons.com/audioreviews/belcanto2i/belcanto2i.html

johnnie
27-11-2005, 00:13
pensando bem, o que alguem poderia consertar em eletrônica??? nada

basta trocar as placas:legal:

johnnie
27-11-2005, 00:16
Magus,

o meu processador de áudio da Bel Canto o Pre6 é assim

o CR remoto é um show a parte. Completamente "amigável"

tri-legal:legal:

MAGUS
27-11-2005, 00:35
Johnnie, eu babei muito por esse controle:legal:


Lindaço e me pareceu robusto como os bons palmtops que eram feitos com carcaça de aço:tu:

johnnie
27-11-2005, 00:41
Magus,

procurei pra caramba esse CR pela internet e não achei

queria dar a dica para a galera. Certamente não é fabricado pela Bel Canto

achando avulso vale a pena, extremamente simples e funcional

zecarlos
27-11-2005, 00:58
Prezado João Alfredo,

A troca de placas é free para produtos com a garantia de fábrica de 1 ano. É o mesmo processo de substituição de itens dos carros importados legalmente.

Cesar,

Vc perdeu a linda festa de inauguração da árvore da Lagoa, a queima de fogos foi linda e o coral cantando músicas ao vivo, reduziu toda aquela tecnologia digital, ou analógica, a um humilde silencio... Ele só foi quebrado horas depois, quando meu olhar passou a contemplar a beleza do reflexo das milhares de lampadas que compõem a árvore, refletidas no tranquilo espelho d'água da Lagoa. Agora, o som limpo e transparente do eVoi é só o fundo musical da belíssima paisagem, realçando nossa memória musical.
Ficou na lembrança a emoção daquelas vozes e a multidão aplaudindo aquele comovente espetáculo que nos trouxe a mensagem de paz do Natal.
Nada substitui um evento musical ao vivo. Nada. Toda esta tecologia que acompanha nossa solidão só serve de consolo virtual do que é real e belo.

Abraços,

Zé Carlos

johnnie
27-11-2005, 01:05
Zé Carlos

obrigado:legal:

vimos a inauguração da árvore da Lagoa pela TV. Maravilhosa!!:rever1:

MAGUS
27-11-2005, 01:35
Vc perdeu a linda festa de inauguração da árvore da Lagoa, a queima de fogos foi linda e o coral cantando músicas ao vivo, reduziu toda aquela tecnologia digital, ou analógica, a um humilde silencio...



Grande Zé,

declinar do seu convite para desfrutar de um momento tão singular, somente mesmo para atender a paciente que lhe falei (após mais de 12 horas de intervenção cirurgica, encontra-se grave e sob risco de vida e, por isso, não consigo dormir: apesar de todo meu esforço em contrário, não parece ser a vontade Dele que esta senhora permaneça entre nós:( ). Felizmente, nesses momentos de solidão;) , o investimento gasto em nossos sistemas parece pequeno, ante a paz de espírito que nos proporciona, nesses momentos de reflexão...

Que o espírito de Natal esteja com todos nós:legal:

Um forte abraço pra ti!

vpmsilva
07-10-2006, 23:06
Articulista lusitano:

http://www.hificlube.net/common/ver_artigo.asp?id_artigo=1311&seccao=Audiofilia%20Aguda&subseccao=Audiofilia%20Aguda


http://www.hificlube.net/common/ver_artigo.asp?id_artigo=1322&seccao=Audiofilia%20Aguda&subseccao=Audiofilia%20Aguda

laol
18-01-2007, 11:09
Acho que esse tópico não merece morrer ainda.

Estou para mandar vir um destes:

http://www.6moons.com/audioreviews/trends/ta10.html

Ganhou um tal de Grande Prêmio Audiófilo 2006 não sei de onde:

http://www.enjoythemusic.com/magazin...legift2006.htm (http://www.enjoythemusic.com/magazine/equipment/1206/audiophilegift2006.htm)

Para além (ou aqüém) da propaganda inevitável nesses Grandes Prêmios, tem sido encarado como superação do T-amp em fóruns que se ocupam em melhorar os aparelhos classe T baratos:

http://www.diyaudio.com/forums/showt...threadid=87490

Só não consegui saber ainda qual a melhor opção de origem e envio para a compra.

Encomenda-se por U$90,00 da Ásia, como está na promoção informada no final disso:
http://www.trendsaudio.com/EN/News/News.htm#20060410

Ou por U$120, no Ebay ou direto do simpático site da mesma vendedora, no Canadá:
http://www.musical.ca/page/page/4145584.htm


A quem conhece os aspectos técnicos (ao contrário de mim...), acho que poderão ser interessantes essas informações que a vendedora me passou, e que são cópia de uma resposta a alguém que perguntava qual a diferença do novo modelo do TA-10 versão 1.1, para o TA-10 anterior:

Trends has upgraded the new "TA-10.1" with the following components:

1. Power filtering cap: 220uF ELNA electrolytic has been upgraded to the 1500uF SANYO WG (high freq., low ESR) electorlytic
2. Input coupling cap: ERO MKT 2.2uF was upgraded to BENNIC XPP 2.2uF
Trends says the upgrades provide
"Higher resolution, better sound stage & more dynamic, more punching & solid bass."

There has not yet been an official announcement regarding these upgrades. All my stock of the amp is now the TA-10.1 versions. I will release an official announcement immed after Trends authorizes it.


Agradeço as opiniões sobre essas informações e as dicas, tanto sobre local de compra (como são muito leves, talvez não demorem 3 ou mais meses para vir da China, como ocorre com os amplis tradicionais...), quanto sobre, eventualmente, outros aparelhos equivalentes que queiram indicar.

Além dos preços, uma grande atração para mim é a leveza, pela liberdade de transporte que se harmonizará melhor com o estilo de vida não demasiado urbanófilo que eu gostaria de adotar cada vez mais, na medida do possível...

angeloitacare
21-03-2007, 09:57
Olá

comprei o Trends TA10.1 recentemente, e ele toca extraordinariamente bem.
Também tenho um Valvulado que custa dez mil dólares, mas o Trends toca com mais dinamica, clareza, rapidez, é um outro nível de qualidade. E impressionante. Posso recomendar a qualquer um este aparelho. :tu:

Angelo

Pedro .
02-04-2007, 20:57
Pessoal,

Tenho feito algumas pesquisas e apesar dos ICEpowers ou integrados, liberarem uma enorme potencia e serem compactos custam bem mais que os que nao utilizam a tecnologia e que usam componentes convencionais. Esta diferença de preço está associada devido a "novidade", ou porque realmente um Amp que custa USD8K Icepower é melhor que um de mesmas caracteristicas (potencia etc..) que nao é, e que custa USD5K porexemplo?

:legal:

fazambuja
03-04-2007, 00:19
Pedro muitos modelos ICEpower variam muito pouco entre eles. Alguns são placas OEM e embalados e cobrados a mais ou a menos...
Os JeffRowland já são feitos sob medida.

Abraços

Abcoon
03-04-2007, 00:49
comprei o Trends TA10.1 recentemente, e ele toca extraordinariamente bem.

Como se consegue um belezinha destas aqui no Brasil?

Carlos Dantas
03-04-2007, 09:31
Prezados amigos
A tecnologia Tripath e mais recentemente IcePower é apenas o começo da tecnologia que vai obsoletar os amplificadores convencionais. O preço é só uma questão de volume de produção. Detesto fazer previsões mas depois de muito estudar estas duas tecnologias e avaliar o seu potencial de evolução sinto-me encorajado a dizer que a amplificação digital vai equipar, dentro dos próximos 5 anos, a maioria dos amplificadores de audio, desde os mais simples aos mais sofisticados. É só uma questão de tempo.
Abraços
Dantas

Renato
16-10-2007, 11:49
Amigos,

A turma etsá fazendo a festa com este AMP de USD 225,00 que despeja 200W a 8ohms :) :D

http://www.audiojunkies.com/blog/298/audiosource-classt-digital-stereo-power-amplifier-for-255

http://www.diyaudio.com/forums/showthread.php?threadid=99408&perpage=10&pagenumber=1

[]´s

Renato

VINERP
16-10-2007, 19:25
poxa renato , alem de tudo lindo o aparelho hein!!!
belos vu's!!!
deu até coceira este aparelho...
pelo preço dele otima pedida!!

Pedro .
17-10-2007, 06:46
Pessoal,

Nao desmerecendo os ICEPOWERs, que prometem ser o futuro e os substituidores do sistema atual convencional, mas ouvi o Jeff 201 e nao gostei, nao sei se era por causa da assinatura ou se é porque era IcePower, mas achei que faltou pegada e potencia em relacao ao Krell 2250 que é mais barato e nao era ICE. Posso estar enganado mas neste momento a impressao que se passa é que o preço cobrado em cima dos Iceps está mais atrelado a tecnologia em si do que ao desempenho do dito cujo :legal:

Adriano WR
17-10-2007, 13:09
Só para lembrar que o novo amplificador nacional, o Breeze, usa o sistema ICEPower. Foi testado o protótipo pelo Sidão Romano, que se encantou e já encomendou um; inclusive abriu um tópico sobre isto com review e tudo.

Abs

maukashmir
17-10-2007, 14:05
Só comenttando!!

O Power classe T 300.2 da Audio Research foi descontinuado após 3 anos de vida, o que pode ter ocorrido???



http://www.arcdb.ws/300.2/300.2.html

jmartins
17-10-2007, 14:35
Bem vamos lá, quando falamos em tecnologia digital estamos falando de uma gama de produtos que normalmente são associados a classe D. Onde existem diversos fabricantes que utilizam esta tecnologia basicamente um PWM (Pulse Wide Modulation).
Porém, todavia, entretanto, cada fabricante tem a sua maneira de fazer esta modulação, isto faz com que os projetos sejam muito diferentes entre eles e com sonoridade totalmente diferente entre eles.

Ou seja, não dá para generalizar que o som de um Tripath, Jamtech e Icepower tenham sonoridades semelhantes visto que todos são PWM.
Isto seria um absurdo, é como dizer, que toda válvula soa igual ou como todo transistor soe igual.

Outro fato importante é talvez o principal é que qdo ouvimos um amplificador com um modulo TRIPATH, por exemplo, apenas por exemplo, não podemos falar também que irá soar igual a um outro amplificador que também utilize Tripath, pois como no transistor ou na válvula, temos que levar em conta todo o projeto que esta envolta daquela tecnologia.

Um bom exemplo é a comparação do Cary com o Jeff Roland ambos usam ICEPOWER e será que algém ousa dizer que tem a mesma sonoridade?

Existem muito mais coisas envolvidas no áudio do que apenas um modulo de amplificação, coisas tais como: o projeto da FONTE, transformadores, capacitores e as capacitancias e indutâncias envolvidas.

No caso de um integrado ainda temos que levar em conta o projeto do pré-amplificador, onde esta a alma (ao meu ver) de um integrado transistorizado ou PWM (classe D).


Segue abaixo uma lista de produtos que hoje já estão utilizando a tecnologia PWM para amplificação.
http://www.avsforum.com/avs-vb/archive/index.php/t-594707.html

abs,
João

jewel
17-10-2007, 20:57
Pedro,
Há algum tempo surgiu a oportunidade de adquirir um JR Concentra a um preço razoável. Sempre achei lindo aquele painel. Consultei um " universitário" sobre o aparelho, e o conselho que foi dado foi o seguinte: é mais marketing pelo que custa, embora os prés sejam muito bons. Não posso afirmar categoricamente que seja ruim ( ou bom) porque não tive oportunidade de comparar.
Se observar a análise da CAVI desses aparelhos, o pré teve nota melhor e nas entrelinhas fica claro um certo desnível nos dois equipos.

Pedro .
18-10-2007, 07:34
exato eu também li o review da Cavi do Concerto e do 201, e os elogios eram quase que todos direcionados para o concerto. Ja o Model 201 ficava algo meio "balançado".

Mas de fato os prés das JR atuais tem sido otimos mas os powers antigos eram praticamente indefectiveis pelo que já li ( e nao eram Ice) :legal:N

arielcs
18-10-2007, 07:59
Teremos logo logo calorosas discussoes sobre o que é melhor : Digital ou Analogico ?

E o filme (sem fim ) ira se repetir, apenas com mais um titulo aos ja existentes :
Valvulados ou Transistorizados ?
Lps ou CDs ?

Prato cheio para as discussoes dos audiofilos :concordo:

;) :legal:

Adriano WR
18-10-2007, 08:57
Esquecendo um pouco a questão do que é melhor ou pior, e procurando nos concentrar na questão monetária.

Vários reviews (outra questão, quem acredita em reviews?), 6moons, stereophile etc..., falaram muito bem daquele minúsculo TA10 da TrendsAudio. Alguns anos atrás o SonicT circulou por aqui e foi testado por alguns, a despeito da baixa potência, me pareceu ter agradado a quem ouviu (acho que o Russo e o Dmaumau estavam entre eles). Por estas experiências dá a impressão que a amplificação D já está podendo competir com a qualidade sônica da A e AB, custando bem menos.

Preço este tbém ditado diretamente pelo background da marca, vide o preço dos JRowland testados na CAVI. Fico na dúvida, aquela dupla custa U$9k, o integrado do link do Renato logo acima U$ 225,; ouviremos esta diferen$$a? (perdoem o erro de português:bD)

Se vai agradar, depende dos ouvidos do indivíduo, gostinho é gostinho...

Abs

arielcs
18-10-2007, 09:30
Adriano com certeza, nesse caso, a diferença de preço nao é proporcional a melhoria sonora.

Mas, as diferenças em dinheiro, entre carros, aparelhos de audio, jóias etc nao sao e nunca foram proporcionais aos valores da construção em si (materiais, mao de obra etc) e sim baseados em outras variaveis.

;) :legal:

Carlos Dantas
18-10-2007, 10:26
Prezado Ariel
Voce está coberto de razões. O grande embate agora é entre os amplificadores convencionais a semicondutores e os amplificadores digitais. esta discussão é muito mais complicada pois envolve alem dos tradicionais conceitos da amplificação analógica conhecimentos da área de processamento digital de informação e conversão AD/DA e da modulaçãp sigma delta. Em outubro de 2003 a revista CAVI publicou um artigo meu intitulado "Amplificadores Digitais- O Futuro é Hoje" onde eu comento esta evolução para a amplificação digital. Na época a revista não teve o menor retorno sobre o artigo mostrando óbviamente que não havia interesse pelo tema. Hoje acho que os audiófilos não podem mais ignorar a realidade da amplificação digital sob a pena de ficarem completamente impossibilitados de participar da grande polêmica que já está presente. Há ainda muito espaço para evolução na amplificação digital. A última fronteira será a completa digitalização da cadeia de reprodução sonora incluindo o amplificador de potência (em 2003 a Sharp já tinha um amplificador comercial com esta tecnologia). A conversão D/A era feita por um simples filtro passa baixas colocado entre a saída do amplificador e a caixa acústica. Quem tem este número da CAVI dê uma pequena lida neste artigo (que já está desatualizado) e poderá compreender melhor a grande revolução que vem por aí.
Abraços
Dantas

Adriano WR
18-10-2007, 12:39
Prof. Dantas, não é a isso que chamam ser um visionário?:aplauso:

Não sou um conhecedor de eletrônica, mas o filtro passa baixas seria um indutor? Pergunto porque neste ampli que eu citei (TA 10), existem 2 indutores a ar antes dos bornes de saída para os sonofletores.

Neste review (já citado antes), além do teste ser bacana, porque o articulista usou mais de 4 sets diferentes de caixas, tbém expõe as entranhas do bichinho, mostra como alterar o bias e como transformar de integrado para power.
http://www.6moons.com/audioreviews/trends/ta10.html

Pra quem não tem a CAVI citada, seu artigo é copyright da revista ou poderia ser disponibilizado via e-mail para leitura?

Abs

M.André
18-10-2007, 20:31
...Não sou um conhecedor de eletrônica, mas o filtro passa baixas seria um indutor? Pergunto porque neste ampli que eu citei (TA 10), existem 2 indutores a ar antes dos bornes de saída para os sonofletores...

No caso do TA-10 que utiliza o circuito integrado TA-2024 da Tripath são utilizados por canal 2 indutores em série com a saída (um indutor ligado em série com cada borne do alto-falante) e dois capacitores ligados de cada saída (borne) do alto-falante para o terra, formando assim um filtro passa-baixa de segunda ordem.

Abraços:legal:

Carlos Dantas
19-10-2007, 08:21
Prezados Adriano e André
Adiano, a informação do André sobre os filtros está absolutamente correta. Estes filtros passa baixas cortam as componentes de trequeência acima da faixa de audio e desta forma limpam o sinal de audio das componentes de frequência muito alta que acompanham o sinal de saída do amplificador evitanto que estas frequencias aqueçam as bobinas móveis dos tweetters e provoquem distorção por intermodulação entre o sinal de audio e estas componentes de frequência alta.
Adriano; mande-me em MP seu endereço que eu lhe envio uma cópia do artigo.
Abraços
Dantas

M.André
20-10-2007, 15:06
Prezado prof. Dantas,

Eu também gostaria de receber o seu artigo, vou lhe enviar uma MP com meu e-mail, ok? Obrigado.:legal:

Abraços

M.André

Carlos Dantas
21-10-2007, 09:11
Prezados Adriano e André
Respondi as MPs que me enviaram. Favor confirmar recebimento das minhas respostas.
Abraços
Dantas

Carlos Dantas
21-10-2007, 09:42
Prezado Adriano
Eu errei na resposta que lhe dei sobre a potencia do amplifgicador x posição do potenciometro. Na verdade o que lhe enviei foi sobre um potenciometro linear e não logarítmico. Como esta resposta pode interessar a mais colegas vou colocá-la aqui no Forum.
Supondo o uso de um controle de volume típico logarítmico e que na posião de máximo volume a potencia de saída do amplificador é de 100W, a potencia para cada posição do controle (% em relação a posição máxima que é de 100%) é de:
10% - 0,2W
20% - 0,5W
30% - 1W
40% - 4W
50% - 8W
60% - 14W
70% - 34W
80% - 60W
90% - 90W
100% - 100W

Abraços
Dantas

M.André
21-10-2007, 09:50
Prezados Adriano e André
Respondi as MPs que me enviaram. Favor confirmar recebimento das minhas respostas.
Abraços
Dantas

Prezado prof. Dantas,

MP recebida e respondida.:legal:

Abraços,

M.André

Carlos Dantas
21-10-2007, 09:55
Podemos dizer a grosso modo que até 80% da excursão, para o potenciometro logarítmico considerado como padrão, a potencia aumenta de aproximadamente 3dB(ela dobra) para cada mudança de posição de um valor de 10%.
Abraços
Dantas
Nota: estes valores foram determinados para o potenciometro ALPS modelo RK50112 curva K(25A)

Adriano WR
21-10-2007, 17:17
Ôpa, acabei de ler sua MP e já respondi. E já li sua correção aqui postada. Muito obrigado!:aplauso:

Aproveito o interesse dos outros foristas pelo assunto, para sugerir que entrem em contato com os moderadores, pedindo a abertura de uma coluna fixa sobre amplificação. A exemplo do que o Dennis fez com a tecnologia plasma X LCD - que eu já li mais de uma vez, e a cada vez consigo extrair nova informação, este tema ajudaria muitos de nós a entender como funcionam os equipos, e como fazer comparações entre eles. Potência, distorção, topologia de amplificação e por aí vai, quantos entre os 20k associados entendem o mínimo disto?

Essa dúvida sobre o funcionamento do potenciômetro eu já tinha há muito, e nunca encontrei "mastigada" deste jeito que o prof Dantas expôs. Aproveitando, gostaria de tirar outra (muito óbvia:verg:). À medida que aumentamos o volume, para gerar mais potência (watts) na saída, nós estamos aumentando a amplitude (altura) da senóide de tensão e também a corrente, visto que diminuímos a resistência do pot, certo?

Abs

Carlos Dantas
23-10-2007, 09:11
Prezado Adriano
Toda vez que voce aumenta o controle de volume aumentam as tensões e consequentemente as correntes sobre a carga do amplificador representada pelas caixas acústicas. Este aumento é provocado pela atuação indireta do potenciometro que tem a sua resistencia alterada em função da posição do controle de volume. O potenciometro não aje diretamente sobre as tensãoes de saída do amplificador pois está colocado em uma etapa bem anterior, normalmente bem junto da entrada do amplificador e se a reistencia aumenta ou diminui com o aumento do volume depende do referencial que voce adota. Normalmente com um dos lados do potenciometro aterrado e o outro ligado à fonte do sinal e a saída tomada entre o cursor do potenciometro e a terra, a resistencia entre o cursor e a terra aumente com o aumento do volume e vice versa; mas podem existir outras formas de conexão do potenciometro.
Abraços
Dantas

Adriano WR
23-10-2007, 10:28
Mais uma vez obrigado!

Aproveitando que estamos nos tornando "habituès" deste tópico, eu gostaria de tirar mais dúvidas sobre amplificação em geral, até chegar na classe D. Se fosse possível o senhor (e outros tbém claro) acompanhar meu raciocínio, corrigindo as falhas, eu agradeceria muitíssimo.

Em primeiro lugar, a fonte. Quer seja analógica ou digital, a fonte vai apresentar na sua saída analógica, tensão e corrente muito baixas. O sinal de áudio, é transmitido através das variações de tensão, sons agudos teremos ondas de frequência maior, sons graves ondas de frequencia menor; sons com maior altura (no caso significando volume) gerarão ondas de maior amplitude, menor altura gerarão menor amplitude (por exemplo um fade out no final da música, teremos uma senóide mais alta, que vai decrescendo até zero). A tensão da fonte, citada nos specs, por exemplo 150 mV, é a tensão máxima de saída, ou seja varia de 150 a 0. Hã..., tudo certo?

Abs

Adriano

victornba
23-10-2007, 13:06
Pessoal, alguém aqui assina a HiFi Critic? Na última edição, o Martin Colloms fez uma extensa matéria à respeito dos amps Classe D, falando sobre o conceito destes, e também testando e medindo 4 modelos, entre eles um Bel Canto, um Nu Force, um Pro-ject e um outro lá.

Resumindo, foram todos mal e ele não recomendaria nenhum deles pra uso "audiófilo". Recomendo para todos a leitura da matéria. :tu:

Abraço,

Victor

Carlos Dantas
23-10-2007, 22:22
Prezado Sidney
Soube que voce ontem fez aniversário. Lhe envio meus sinceros parabens e que esta data se reproduza por incontáveis anos a fio para que possamos escutar todo o repertório operístico que voce tem em sua casa. Um grande abraço.
Sobre o integrado da Breeze eu já vi integrados com válvulas no estágio de pré e saída a semicondutores. Parece-me que a Audiopax produz um integrado deste para a Lando. A idéia por trás desta combinação válvula/semicondutores está em reunir as vantagens dos dois dispositivos, reproduzindo o tão desejado som de válvulas na etapa de pré-amplificação (som mais macio e mais quente) com as características de maior potência, melhor controle de graves e resposta mais rápida dos estágios de potencia a semicondutores. No caso da Breeze ela ainda deu um salto adiante usando um amplificador digital a semicondutores no estágio de saída que alem de todas as vantagens dos estágios tradicionais a semicondutores tem uma eficiência elevadíssima; chega a ser maior que 90%. Isto significa que o amplificador pode usar dissipadores menores, praticamente não esquenta e economiza muita energia da rede. Quanto aos amplificadores digitais existem hoje dois grandes fornecedores de chips para estes powers; a Tripath e a Ice-power, esta última mais recente e produzindo circuitos mais "up-to date" do que a Tripath (melhor desempenho). Os circuitos da Ice-power foram desenvolvidos na Dinamarca pela Bang-Olufsen em conjunto com pesquisadores de uma grande universidade dinamarquesa. A pesquisa foi publicada como tese de doutoramento destes pesquisadores e são, portanto, de domínio público. Consegui ler algo destas teses e foi o suficiente para me convencer que estamos assistindo o limiar do aparecimento de uma nova tecnologia de amplificadores de audio de alta qualidade, apta a ser empregada com vantagens nos modernos amplificadores de high-end. Alguns fabricantes de fama internacional já estão apresentando produtos de high end com esta tecnologia e os resultados são muito bons. É uma tecnologia superior a empregada pela Tripath que equipa os amplificadpres da Bel Canto por exemplo, já estes muito elogiados pelas revistas especializadas. É claro que vai haver muita reação contra esta tecnologia pois alem dos interesses em jogo há uma ala do público de high end que desconfia de tudo que represente mudança de paradigma. Uma opinião muito pessoal minha é que esta nova tecnologia veiu para ficar e um dia, não tão distante, vai obsoletar todas as outras.
Abraços
Dantas

Carlos Dantas
23-10-2007, 22:30
Prezado Adriano
Voce está absolutamente correto no seu raciocínio. Não tenho nada a acrescentar. Eu só aconselharia, quando voce fala do fade out no final do sinal de música voce use o termo "sinal" mesmo e não "senóide " para explicar a diminuição inversamente exponencial do nível do sinal de música .
Abraços
Dantas

victornba
24-10-2007, 13:45
Caro prof. Dantas,

A Bel Canto utiliza a placa ICEpower nos seus novos amplificadores, antes era realmente Tripath.

O Sr. tem acesso à HiFi Critic? O Martin Colloms é um reviewer muito respeitado mundialmente, tem profundo conhecimento técnico, tendo escrito diversos artigos de aspectos técnicos pouco conhecidos de nosso hobby. Ele coloca diversos aspectos dos powers Classe D que são potencialmente prejudiciais ao audio, em particular as diversas fontes de ruído de alta frequência que exigem o uso de filtros e também o uso de fontes chaveadas nestes equipamentos. Ele alega que o somente o uso de fonte chaveada já prejudica a performance de todos outros equipamentos de um sistema pelos ruídos devolvidos à rede elétrica. Em parte (só ouviu um dos equipamentos) o Paul Messenger corrobora com a avaliação do Martim Colloms.

Pra quem não conhece, segue a lista de pontuação de avaliação subjetiva de audio do M.Colloms - http://www.hificritic.com/colloms/poweramps.aspx . Os powers Classe D avaliados por ele no máximo chegaram a 13 pontos, para o modelo da Channel Island. O Bel Canto recebeu 10 pontos, o Nu Force 9 e o Pro-ject 5.

Abraço,

Victor

Adriano WR
24-10-2007, 17:42
Li em algum tópico, o Carlos Carmadella explicando a tecnologia UCD desenvolvida por um engenheiro da Philips. Na opinião dele, mostrava-se superior à Tripath e Icepower. Alguém tem alguma experiência?

Caro Prof Dantas, continuando meu raciocínio, o sinal da fonte entra no pré amplificador, e através do pot (que é um resistor variáve), será mais ou menos atenuado, para haver um controle na amplitude deste sinal a ser apresentado ao amplificador, consequentemente na pressão sonora que vai sair lá na frente nas caixas de som. O atenuador passivo não tem nenhuma energização, a não ser a própria energia oferecida pela fonte. Já o pré ativo, tem fonte de alimentação, o objetivo desta é alimentar um driver, para apresentar um sinal pré-amplificado ao power, neste caso tbém possibilitando a inclusão de alguma "perfumarias" como high filter, low filter, etc, além de controlar várias entradas de fontes diferentes. Vi alguns tópicos em que o sr defende o uso de atenuadores passivos, basicamente porque eles não acrescentam nenhum tipo de informação ao sinal recebido, risco que ocorre nos ativos.

O sinal do pré vai entrar no circuito do amplificador, para que seus milivolts e miliampères sejam transformados em volts/ampères e possam excitar os alto-falantes. Eu penso que basicamente existem 2 caminhos num circuito de amplificação: de A -> B seria o circuito do áudio (da entrada até as caixas), de C -> D seria o circuito da energia das "pernas" da fonte de alimentação. No meio do caminho transistores ou válvulas, que vão desviar parte da energia C/D para A/B, aumentando o sinal de áudio. É aí que entram as topologias diferentes de amplificação. Tudo certo?

Abraços,

Adriano

PS: peço desculpas por insistir no assunto, e estar sendo simplista ao extremo, mas é que ele não tem nada a ver com minha profissão, e gostaria de aprender a raciocinar em cima disto, até pra poder desanuviar a cuca com outras coisas diferentes dos meus problemas do dia a dia.

victornba
24-10-2007, 18:36
Adriano, o Channel Island que menciono acima é UcD. :tu:

M.André
24-10-2007, 20:36
...Ele alega que o somente o uso de fonte chaveada já prejudica a performance de todos outros equipamentos de um sistema pelos ruídos devolvidos à rede elétrica...

Caro Victor,

Neste caso específico da fonte de alimentação, nada impede que seja utilizada uma fonte de alimentação linear (igual as fontes de alimentação utilizadas na maioria dos amplificadores) ao invés de uma fonte chaveada no projeto do amplificador digital, ou seja, o fato de ser um amplificador digital não faz com que ele necessariamente tenha que utilizar uma fonte chaveada.;)

Abraços,

M.André

jewel
24-10-2007, 20:49
Prof Dantas,
Considerando que o player lê o sinal digital, o transforma em analógico, pré amplifica, disponibiliza ao amplificador, e no caso desses modelos digitais, vai transformar esse sinal analógico em digital novamente para depois amplificá-lo e entregar aos falantes, pergunto se existe, ou se seria possível, enviar o sinal lido pelo player diretamente à etapa de amplificação de um amplificador digital.
Até onde sei, são modulações diferentes, porém eliminaria duas etapas no processo.
Seria possível?

MAGUS
24-10-2007, 22:41
Jewel quem sabe o dia que inventarem um DAC que forneça um sinal ánalógico de alta voltagem/corrente ? Daí ligaríamos o player direto as caixas hehehe


Victor fiquei impressionado com o review. A HFC não está perdoando :martelo:

jmartins
24-10-2007, 22:54
Caro Victor,

Neste caso específico da fonte de alimentação, nada impede que seja utilizada uma fonte de alimentação linear (igual as fontes de alimentação utilizadas na maioria dos amplificadores) ao invés de uma fonte chaveada no projeto do amplificador digital, ou seja, o fato de ser um amplificador digital não faz com que ele necessariamente tenha que utilizar uma fonte chaveada.;)

Abraços,
M.André

M.André,
você esta correto, a fonte é independente da tecnologia do modulo de amplificação.

Por exemplo: O amplificador Breeze utiliza o modulo IcePower, porém sua fonte é de alimentação linear.

abs,
João Martins

Adriano WR
24-10-2007, 23:26
Eu acho que o Jewel quis dizer, o leitor passar diretamente o sinal digital sem conversão, para o amplificador também digital amplificá-lo, e somente antes das caixas, ser transformado em analógico (por um filtro passa baixas). Ocorreria a transformação D/A apenas uma vez, teoricamente com menos chance de incorrer em erros. Mas, a informação digital lida no cd, é a mesma trabalhada pelo amplificador?

Outra coisa, já li em mais de um lugar, que a amplificação classe D, tem esse nome, somente porque foi idealizada depois da A, B e C, sendo a próxima letra a ser usada, e que esse D não tem nada a ver com "digital".

Abs

victornba
25-10-2007, 09:07
M.André e João,

Certamente uma fonte linear pode ser usada, como é o caso do Breeze que o João citou e é o caso do Channel Islands (melhor avaliado provavelmente também por esse motivo) testado pela HF Critic. Mas porque os fabricantes em geral não usam, se é tão problemática assim?

Magus Cesar e Adriano, pelo que entendo o que necessitamos pra ter o sinal digital até a conversão antes das caixas é um DAC de alta potência e corrente, como o Magus falou mesmo. E quando ele diz DAC, não necessariamente precisa estar no player, pode estar no power também. Mas pelo que sei esse tipo de componente não existe, e imagino que devam existir uma série de complicações técnicas para ser desenvolvido.

E César, a HiFi Critic tá mesmo detonando, e estou achando muito bom! Já estou cansado de revistas que são elogios do começo ao fim... E não foram só os amps classe D que eles falaram mal, da nova KEf Reference nem o Martin e nem o Paul Messenger gostaram.

Abraços,

Victor

Anddre
25-10-2007, 09:19
Caros Victor e Cesar,

Será que esse produto da monarchy (http://cls.audiogon.com/cgi-bin/cls.pl?dgtlconv&1198002386) seria o começo para se atingir o caminho por vocês proposto?

Um Abraço,
André

Carlos Dantas
25-10-2007, 09:47
Prezados amigos
Este tópico está excelente pois põe o dedo na ferida, ou seja, na digitalização do último elo da cadeia da reprodução sonora, o amplificador de potência. Este tema está repleto de novos conceitos e novas tecnologias que precisam ser estudados a fundo para que se possa avaliar do seu real potencial. Respeito muito a opinião de reviewrs como a do Sr. Martim Collons que acompanho de longa data. Apesar da competencia e respeitabilidade que ganharam ao longo dos anos a maioria deles não conseguiu absorver o impacto da digitalização do audio justamente por não terem mergulhado fundo nos seus fundamentos. Há ainda um preconceito muito forte contra a digitalização do audio e isto está impactando hoje a introdução desta digitalização em um dos elos da cadeia (amplificação de potência) considerado um bastião inexpugnável da reprodução analógica.
Infelizmente hoje é um dia da semana terrível para mim mas prometo voltar a explorar este tema neste fim de semana pois o acho da mais extrema relevância. Cumprimento a todos os colegas que aqui estão colocando sua opinião e, desta forma, engrandecendo este debate.
Abraços
Dantas

niko
25-10-2007, 10:06
Bom, pelo que sempre entendi, mas posso estar errado, uma coisa é o sinal de áudio codificado digitalmente, baseado em frequência de amostragem do sinal analógico original. Outra coisa é amplificação "digital", na verdade amplificação por mudança ("switching amplification"), pois os transitores (geralmente MOSFETs) ficam trocando o estado entre ligado e desligado a uma certa frequência, bem acima da frequência do sinal que passa. É necessário um gerador de pulsos para excitar ou não esses transistores. A tecnologia de geração de pulsos é são patenteados.

Bom, é isso que entendo sobre amplificadores "digitais". Se alguém souber de mais coisas, pode discordar de mim, pois só sou um aprendiz.:legal:

[]´s

Ricardo

jmartins
25-10-2007, 11:14
M.André e João,

Certamente uma fonte linear pode ser usada, como é o caso do Breeze que o João citou e é o caso do Channel Islands (melhor avaliado provavelmente também por esse motivo) testado pela HF Critic. Mas porque os fabricantes em geral não usam, se é tão problemática assim?

Magus Cesar e Adriano, pelo que entendo o que necessitamos pra ter o sinal digital até a conversão antes das caixas é um DAC de alta potência e corrente, como o Magus falou mesmo. E quando ele diz DAC, não necessariamente precisa estar no player, pode estar no power também. Mas pelo que sei esse tipo de componente não existe, e imagino que devam existir uma série de complicações técnicas para ser desenvolvido.

E César, a HiFi Critic tá mesmo detonando, e estou achando muito bom! Já estou cansado de revistas que são elogios do começo ao fim... E não foram só os amps classe D que eles falaram mal, da nova KEf Reference nem o Martin e nem o Paul Messenger gostaram.

Abraços,

Victor


Victor,
veja este tópicio por favor
http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=56946

abs,
Joao

jewel
25-10-2007, 21:12
Jewel quem sabe o dia que inventarem um DAC que forneça um sinal ánalógico de alta voltagem/corrente ? Daí ligaríamos o player direto as caixas hehehe


Cesar,
A idéia é mais ou menos essa. O sinal digital vindo do leitor, comandaria o estágio de potência.
Quam não iria gostar muito seriam os fabricantes de cabos :D

M.André
25-10-2007, 21:46
...Certamente uma fonte linear pode ser usada, como é o caso do Breeze que o João citou e é o caso do Channel Islands (melhor avaliado provavelmente também por esse motivo) testado pela HF Critic. Mas porque os fabricantes em geral não usam, se é tão problemática assim?...

Caro Victor,

Normalmente nos bons projetos de fontes chaveadas são utilizados filtros para eliminar ou reduzir as interferências por ela geradas, porém se mesmo assim estas interferências persistem ao ponto de prejudicar a performance de outros equipamentos conforme relata o review da HiFi Critic, o jeito é fazer como a Breeze e a Channel Islands e utilizar fontes lineares.

Abraços,

M.André

Carlos Dantas
26-10-2007, 15:33
Prezados amigos
Dando mais um palpite neste tópico me parece que a imagem de um amplificador digital está sendo associada à necessidade de uma fonte de alimentação chaveada. Na verdade isto não está correto. Fontes convencionais e fontes chaveadas servem igualmente para serem usadas em amplificadores digitais. O amplificador digital da Bel Canto Evo2, por exemplo, usa uma fonte convencional. O fato de alguns fabricantes terem optado por fontes chaveadas é para reduzir drasticamente o volume e peso das fontes convencionais o que representaria menores e mais leves amplificadores, aproveitando ainda mais a redução enorme do volume dos dissipadores de potencia do estagio final digital.
Um segundo ponto a esclarecer é que a "classe D" de operação, este D não significa digital. Há mais de trinta anos atrás, quando apareceram os primeiros amplificadores classe D para audio este D significava apenas que era uma classe de operação dos amplificadores que vinha depois dos de classe C (usada apenas em amplificadores de RF). Na verdade o amplificador classe D usa um método de modulação do sinal de audio conhecido por PWM (Modulação por largura de pulsos). Neste método de modulação a largura dos pulsos gerado é proporcional à amplitude do sinal de áudio. A Amplitude dos pulsos é constante, ou seja, excursiona entre as duas tensões e da fonte de alimentação (+V e -V). Como existem apenas duas possibilidades para a tensão de saída este amplificador ficou conhecido, mais tarde, como amplificador digital de potência para audio.
Depois continuo
Abraços
Dantas

vandernog
27-10-2007, 13:05
Grande professor a amigos

Acho que ainda veremos por muitos anos audiófilos e reviewrs falarem mal dos amplificadores digitais, a maioria dos quais sem ter a menor idéia do que estão falando ou mesmo sem ter ouvido (como é muito comum no atualmente chamado high-end).

Isso é normal no ser humano. Com o tempo acredito que irá aumentando o número dos que passarão a aceitar essa tecnologia no áudio de ponta, assim como haverá obviamente aprimoramento por parte de fabricantes e projetistas.

Se até hoje tem fanáticos que não querem nem saber e afirmam taxativamente que valvulado é superior a transistorizado, como não crer que esse mesmo tipo de coisa existirá entre digitais e analógicos?

Eu também sou dos que acreditam que a tecnologia digital veio pra ficar. Num primeiro momento talvez fique mais popular entre aparelhos mais simples, mas isso muda. Só temos que esperar pra ver.

abraço a todos

Vander

Carlos Dantas
28-10-2007, 09:08
Prezado Vander
Concordo com suas colocações. No início uma mudança tecnológica procura sustento econômico procurando atingir mercados de consumo maiores e é por isto que a amplificação digital está sendo introduzida com maior ênfase nos receivers. Mas já existem alguns produtos que estão na faixa dos high-end de entrada e tudo indica que este segmento deve crescer. A década de 90 ,e agora a primeira década do século 21, trouxe uma grande expansão na utilização nas técnicas de processamento digital de informação. São estas t´cnicas e o aperfeiçoamento do método de obtenção do sinal PWM , com o uso da modulaão Sigma-Delta, que estão permitindo um passo muito grande na digitalização dos amplificadores de pot~encia de audio. Esta técnica de modulação, que é usada para obtenção dos SACD, pode até dispensar a conversão D/A que seria realizada simplesmente com o uso de um pequeno filtro passa baixas entre a saída do amplificaor e as caixas acústicas. Existe um futuro enorme para a amplificação digital, o que vemos hoje é apenas a ponta de um iceberg que dia a dia vai se tornar mais visível. O que me dá esta certeza é que a pesquisa nesta área já deixou de ser feita exclusivamente nas empresas privadas que fabricam produtos nesta área para serem igualmente feitas pelos centros de pesquisa das grandes universidades . Para quem quizer se aprofundar um pouco mais no assunto leiam o artigo que publiquei na CAVI no número de Outubro de 2003 ( "Amplificadores Digitais - O Futuro é Hoje") e notem que este artigo já está em boa parte obsoleto.
Abraços
Dantas

Matias
29-10-2007, 17:06
Carlos, fiquei imaginando um CD player ligado via SPDIF direto no amplificador... Que loucura não? Ou seria na verdade só a realidade em um futuro próximo? Bem legal! :tu:

M.André
30-10-2007, 21:07
Prezado professor Dantas,

Primeiramente eu quero lhe agradecer :legal: pelo artigo "Amplificadores Digitais - O Futuro é Hoje". Gostei muito do artigo, que explica de uma forma bem didática como tudo começou há mais de 30 anos, foi evoluindo com a modulação Sigma-Delta, como foram contornados alguns problemas encontrados, o funcionamento da modulação e demodulação do sinal, enfim, para quem gosta do assunto é um artigo de leitura indispensável, parabéns!:aplauso:

A possibilidade de conectar diretamente fontes codificadas com modulação Sigma-Delta (como o SACD) ao amplificador dispensando o conversor D/A da fonte e A/D no amplificador é excelente, e vem de encontro as expectativas de muitos colegas que tem participado deste tópico.:legal:

Eu também penso da mesma forma que os amigos aqui do forum que acreditam na evolução desta tecnologia, e estou na torcida para que esta evolução seja constante, conforme tem acontecido nestes últimos anos.

Um abraço a todos,

M.André

Carlos Dantas
31-10-2007, 08:53
Prezados amigos
A ligação direta na forma digital entre o CD player e o amplificador de potencia digital já era uma realidade no ano 2000 quando a Sharp lançou no mercado, um amplificador experimental , o SM-SX100 , que possibilitava esta conexão . Estamos realmente no caminho de ampliar a cadeia de digitalização inclindo o amplificador de potencia nela. Há ainda muito que caminhar mas a evolução é inexorável.
Abraços
Dantas

Adriano WR
01-11-2007, 12:59
Gostaria de tornar público meu agradecimento ao Prof Dantas, pois recebi hoje seu artigo publicado na CAVI, remetido por ele, numa grande manifestação de companheirismo.

Assunto complexo, explicado de maneira didática, impossível não compreendê-lo (claro que algumas leituras a mais serão necessárias para penetrar em todos seus mistérios desvendados). Fica claro que, tudo é uma questão de tempo, maior eficiência, menor custo, logo a fidelidade equiparável aos analógicos será alcançada.

Os amplificadores lançados pela Sharp - SM-SX1, SD-AT1000 e SM-SX100 -, ainda são fabricados? E será que alguém daqui teve a oportunidade de ouví-los? (um link para os atuais equipamentos classe D desta marca "1-bit digital world" http://sharp-world.com/products/1-bit/index.html#)

Um forte abraço,

Adriano

victornba
06-11-2007, 16:41
Será que esse produto da monarchy (http://cls.audiogon.com/cgi-bin/cls.pl?dgtlconv&1198002386) seria o começo para se atingir o caminho por vocês proposto?


Oi Anddre, acho que não, pois pelo que entendi ele é um DAC com dois estágios de saída tradicionais, um valvulado e outro solid state. A idéia seria do próprio DAC gerar a amplificação, creio eu. :tu:



Victor,
veja este tópicio por favor
http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=56946



João, vou olhar. :legal:



...Normalmente nos bons projetos de fontes chaveadas são utilizados filtros para eliminar ou reduzir as interferências por ela geradas, porém se mesmo assim estas interferências persistem ao ponto de prejudicar a performance de outros equipamentos conforme relata o review da HiFi Critic, o jeito é fazer como a Breeze e a Channel Islands e utilizar fontes lineares...


M.André, deve ser por aí mesmo, pois não tenho dúvida que empresas como a Bel Canto tomam cuidado e implementam filtros corretamente em suas fontes. Talvez isso não seja suficiente.


Porfessor Dantas e amigos, acho que o ponto principal que devemos sempre estar atentos é a qualidade musical, o que pode parecer óbvio, mas quantas vezes não somos hipnotizados pela promessa do "novo e melhor"? No fim, nossos ouvidos devem ser os juízes. Não tenho embasamento técnico para discutir os projetos desses amplificadores, mas confio no que ouço, e também acho interessantes as opiniões práticas de pessoas sérias como o Martim Collons e vocês colegas de fórum. Por isso acho sim que estamos perto de uma grande revolução, mas tudo indica que na prática este perto vai demorar um pouco pra chegar.

Abraços!

Victor

Renato
26-06-2008, 19:11
Amigos,

Cabos hi-end, que nada... Esse amplifcador aqui é no mínimo interessante, aliás, não seria uma placa de som sem fio? :)

1.300W RMS

http://www.hifiatx.com/hfx.php?lang=EN&module=class-d

[]´s

Renato