Ver Versão Completa : ``Potins`` de alta fidelidade 2.
Ricardo Pontes
14-08-2006, 18:34
Amigos,
uma das maiores preocupaçoes ao ouvir alta fidelidade é o dominio do
GRAVE!.
Isso é uma frequencia chata que tanto pode botar o seu som para os
píncaros da gloria, como LIQUIDA-LO.
Voce pode ter de LEVINSON ou WILSON pra lá ,se nao ajustar essa frequencia o purista vai sair insatisfeito com seu som .
Tenha em mente que o som deve ser 'magro' . Som gordo nao presta...
O grave nao pode sair para sujar os medios e agudos ,ele tem que ficar alí no lugar dele ,rápido , so contando as batidas do contra baixo ,e,quando for chamado a atender uma orquestra pesada ,que faça com vigor ,com energia ,mas sem esparramar pela sala.....
Muito cuidado ao ouvir as caixas aclopadas a sub-woofers .Quanto menor sinal do SUB melhor e partindo do principio que sua caixa é boa o corte deve ser sempre por volta de 45 a 50 retz no máximo .
Aprenda a `ver` seu som quando ouvi-lo. É maravilhoso voce ver o sax na meia direita ,o piano na esquerda ,o contra baixo no meio ,o coral rondando todo o palco. Isso é uma pratica muito boa ,nao entendo quando alguem diz que fecha os olhos quando ouve som!!
Voce tem que fechar os olhos quando for ouvir musica,aí sim!!
UM GRANDE ABRAÇO E BOAS ``AUDIÇOES``
RICARDO.:legal:
Olá Ricardo,
Voce tem absolutamente toda a razão no que disse no seu brilhante post.
Lembro que quando voce esteve ouvindo o meu sistema, 99 % do tempo ficamos falando somente sobre graves.
É absolutamente natural.
Eu chamo isso de a "última fase dos bate-papos sobre alta fidelidade".
Médios, agudos, palco sonoro, etc. já ficaram tudo lá para trás, pois são os primeiros assuntos que resolvemos no nosso sistema.
Graves é um assunto "grave" em áudio.
Tenha em mente que o som deve ser 'magro' . Som gordo nao presta...
Aí é que começam os problemas.
Gostaria que voce indicasse alguns discos/músicas/trechos de músicas onde os graves estejam gravados de forma absolutamente equilibrada, para serem usados como parâmetro de avaliação e ajustes.
Quem como eu possue a opção de ajustar os graves/subgraves, através do crossover e subwoofer, acaba sempre tendo o problema de ajustar o sistema perfeitamente para um determinado disco/música/trecho de música, e quando coloca outro disco nota que o ajuste ficou ou aquém ou além do necessário. Meu sistema está sempre ajustado pela "média" das diferentes sonoridades de graves dos vários discos.
Portanto, caro Ricardo, partindo desta questão que coloquei, o assunto "graves", fica mais "grave" ainda.
Quando o grave "suja" o médio e o agudo, é o grave que está tocando mais alto ou são os médios e agudos que estão tocando baixo demais ?
Boa pergunta essa, né Ricardo.
Bem, caro colega, tá aí um assunto para mais de metro.
Grande abraço,
Victório Benatti
Eu sou da opinião que devemos ajustar a resposta da sala e não ficar "alterando" o ponto de corte e ajustes de grave na hora da reprodução.
Não que isso seja fácil, muito pelo contrário, mas...
Olá Maurício,
Desculpe, eu não entendí o que voce quiz dizer no seu post. Acho que é a idade. :riso:
Daria para voce explicar de outra forma, para eu tentar entender seu raciocínio ?
Abração
Victório Benatti
Quando o grave "suja" o médio e o agudo, é o grave que está tocando mais alto ou são os médios e agudos que estão tocando baixo demais ?
Muito boa pergunta Victorio. :legal:
Ricardo Pontes
14-08-2006, 20:48
:tu: :legal: Victorio,
isso é assunto para muitas paginas ....
Particularmente tenho muito medo de graves . Da mesma forma que ele enaltece a musica na parte de baixo , ele nao deve passar disso ....
O grande problema é a lentidao dessa frequencia ,ela demora a dissipar ,por isso digo que tem que ser rapido e seco fazendo apenas sua
missao de revestir a mao esquerda do piano e nao suja-la !
Quero deixar claro que quando falo de graves aqui ,é o grave hi end e
nao aquele grave tradicional dos home theaters,dos shows ,NAO ,estes
nao tem limites e o nome está dizendo é SHOW ,é cinema ,entao som nas caixas!!!! .
O conselho que dou para quem vai começar um som sério é ``comecem por baixo e depois vao subindo devagarinho``.
Isso é uma opiniao , vamos discutir ,para isso que existe o forum ....
Ricardo.
ps. Mau , é uma opiniao a sua e como tal respeitada.:tu:
Olá Maurício,
Agora entendí e concordo plenamente com voce.
Uma vez as caixas frontais terem seus graves bem ajustados na sala, passa-se então ao ajuste do corte do sub, para que a sonoridade dos graves dele se "entrelaçe" com a sonoridade dos graves das caixas frontais.
Isso varia de caixa para caixa, de sub para sub e de sala para sala.
Após o ajuste de corte, ajusta-se a intensidade com que os graves/subgraves devem sair do sub para completar de forma equilibrada a parte baixa da resposta de frequência do sistema.
Pelo menos é assim que eu faço no meu sistema. Alguém faz diferente ?
Abração
Victório Benatti
Olá Cocurocci,
Essa pergunta que eu fiz é "clássica" na alta fidelidade.:riso:
O que eu aprecio na alta fidelidade, e é bem difícil de se conseguir, é justamente o "ataque" em todas as frequências, seja nos graves, médios ou agudos. Com equilíbrio e naturalidade. Sempre onde a música exige. Devemos ouvir tão bem uma tacada bem dada de baqueta num prato de bateria, quanto uma soprada bem dada num trumpete, ou uma pancada bem dada num tímpano. Assim como um grito ensurdecedor de uma maluca cantando a todo vapor.
Ou seja, gosto de ouvir uma bela festa na minha frente.
Cuidado, não estou falando de "volume alto", e sim de "ataque", que são coisas bem diferentes.
Abração
Victório Benatti
Eu penso que, faça-se o que se puder no sistema, mas o grave sempra vai soar como permitido pela sala. Um estudo da melhor solução é fundamental.
O grave na minha concepção pessoal nunca deve ser ouvido como grave, e sim o som de um instrumento que por sua vez produz notas ou armônicos nas baixas frequências, com timbre e intensidade próprios. Quando a pessoa não mais percebe estar ouvindo grave, e sim o complemento no extremo inferior, está com o equipo no caminho certo :legal:
[]'s
Ebone
Ricardo Pontes
15-08-2006, 09:34
Ebone,
é isso aí:tu: :concordo:
Ricardo.
Miro Teixeira
15-08-2006, 10:08
Exatamente como na sala do amigo Zé Carlos, não é verdade Ricardo?
Gostei muito dos graves da sala dele:legal:
Eu penso que, faça-se o que se puder no sistema, mas o grave sempra vai soar como permitido pela sala.
Concordo também, penso da mesmíssima forma. :legal:
Concordo também, penso da mesmíssima forma.
Olá Colegas,
Concordo também, mas existe remédio para uma sala não muito boa.
Se a sala é ruim de acústica e voce tiver a opção de "separar" a caixa de graves (um subwoofer por exemplo) do resto do sistema, voce tem a opção de escolher através da experimentação de posicionamento do sub o melhor ponto da sala onde os graves soem o melhor possível.
Este é o problema de todas as caixas. Os woofers estão juntos com os médios e tweeters e não temos como separá-los. E só os woofers são os responsáveis pelos graves.
É claro que o negócio não é tão fácil como parece. É preciso crossover/power/sub e muita paciência. Se o usuário for tinhoso o resultado será espetacular.
Abração
Victório Benatti
e o pior é que se você não gosta de suas caixas arrebenta o cheque especial e troca, mas, se não gosta da sala ou se ela não toca, mesmo tendo dimdim na conta, nem sempre dá pra sair quebrando paredes.....:lol:
ÉdisonCh
15-08-2006, 16:30
Minha experiência pessoal bate inteiramente com o que colocou o Ricardo Pontez.
Um grave firme, razoavelmente enxuto, profundo, com o corpo correto e bem definido permite que seu som seja muito melhor, mais equilibrado, melhora o timbre dos intrumentos, melhora a textura, ou seja, a compreensão do texto musical, minimiza as distorções, aperfeiçoa a micro-dinâmica e os transientes, enfim, libera teu som de suas (dele) amarras.
Os médios apenas conseguirão a leveza, a sutileza, a transiência, a entonação e a inflexão corretas se os graves estiverem perfeitamente domados e equilibrados.
Não quer dizer grave magro, raquítico, não. Ao contrário, é grave correto, encorpado, definido, extenso, mas controlado.
Isso eu não tirei de planilhas de cálculo, mesmo porque não são minha seara, mas da experiência com som e música.
Levo um pouco mais longe. Entre um grave um pouco exagerado e um um pouco enxuto, prefiro o segundo, pois me proporciona uma audição mais inteligente e viva, me permite escutar com clareza o discurso musical e perceber a intenção do intérprete.
O melhor, todavia, é um grave correto.
Abraços,
Édison
Eu tenho um GRAVE problema com GRAVES.
Graves me incomodam, me pertubam, quando ouço um sistema em que "ouço os graves", é porque com certeza estes passaram da conta.
Concordo plenamente com o Ricardo, tem que ter a medidada certa, e para mim, tambem é um grave mais magro, ou melhor um equilibrio entre todas as frequencias.
Como gosto muito de shows ao vivo, é estremamente incomodo o modo com que os tecnicos de som regulam o som no ambiente (seja ele CREDICARD HALL, OLYMPIA, o antigo PALACE etc), os caras acham que para o povo escutar musica, tem que arrebentar os timpanos com o volume e o som grave nas alturas, exemplo disso foram os ultimos shows da MAria Rita e da MArisa Monte aqui em SP.
Fora a sala SP e outros pouquissimos lugares, tá dificil ouvir musica ao vivo, tá mais facil regular o som em casa :D.
WILSON.
Ricardo Pontes
09-10-2006, 08:59
Edsom ch ,
voce está certo ,graves magros nao quer dizer graves raquiticos ..:)
Ricardo.
Para o meus gosto musical os graves são também um problema a ser resolvido. Tenho como exemplo o cd do Pär Lindh (mundus incompertus) faixa 1 Baroque Impression (http://www.parlindh.com/audio/Baroque%20impression%20NO1.mp3) onde existe uma mistura de clássico barroco com roque progressivo, lá a certa altura começa a bateria num tremendo ataque usando pedal de repetição e o escambau :oloko: e sem controle nos graves não dá pra entender nada.
Ps.: aí emcima coloquei um trecho da música com a entrada da caixa e orgão e quase no fim do trecho o bumbo + guitarra entre outros.(site oficial).
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