Ver Versão Completa : Copia de Cd de música - perda de qualidade
Pessoal.
eu copio música em gravador de cd LG em computador, mas sempre acho que se perde qualidade e definição nesse processo.
uso Easy cd Creator 5, e especificamente o cd copier porque penso que copia BIT a BIT. Testei agora com imagem do cd e parece que ficou bom.
Voces tem alguma dica de software e midia para a copia ficar mais proximo da original?
valeu
Não só perde definição como o equilíbrio tonal é alterado, me parece que os agudos ficam mais proeminentes do que na gravação original.
abraços
Caro Marcos,
Sempre gravei Cd's, e recentemente cheguei a copiar um XRCD.
Não noto qualquer diferença entre o original e a cópia, e nem deveria haver, pois estamos gravando códigos digitais, e estes não podem ser alterados. Se o fossem, jamais poderíamos fazer gravações de dados para computador, pois um byte errado pode causar um erro de leitura.
Não entendo o porque de vocês notarem diferenças. Também uso um gravador LG no computador.
Haveria uma explicação "lógica" para que uma diferença pudesse ser percebida?
Eu tb já copiei alguns de meus cds para amigos "abelhudos" e nunca notei qq diferença significativa entre o audio original e a cópia.
Pelo mesmo motivo que os cabos digitais influenciam.
A cópia mais perfeita que já fiz foi em uma gravadora philips com duas bandeijas, naquela eu não consegui diferenciar o original da cópia.
Mesmo utilizando uma gravadora de mesa da philips ligada a um dvd player através de cabo optico e coaxial, a cópia não ficou idêntica.
abraços
Denis Y.
13-04-2003, 17:11
Eu ainda não pude fazer este teste pq meu dvd não roda cd-r-rw, mas a principio teoricamente não, pq a cópia feita é idêntica, byte a byte, não vejo motivo para haver alguma alteração. Prefiro acreditar numa hipótese mais "viajante" como a qualidade da mídia dificultar a leitura do player.
Easy CD não tem igual pra queimar mídia, o NERO é muito melhor, agora se vai ficar mais próximo do original eu não faço a mínima idéia, até pq pra mim em se tratando de cópia é a mesma coisa.
Vinicius Lima
13-04-2003, 17:50
Cavalheiros;
sei que o tema é polêmico , mas confesso que também JAMAIS notei diferença entre cópias digitais.
Fica até difícil justicar a existência dessas diferenças, não é?
Afinal, é como o Eduardo disse, byte é byte...se ele for copiado errado, dá erro de leitura e provalmente haverá algum corte no som.
Grande e forte abraço.
Vinicius A. Barbosa Lima
Fazer o que? As difecenças são nítidas, facilmente perceptíveis.
Olá,
Faço cópias direto aqui no meu computador, e também não vejo diferença ne-nhu-ma entre o original e cópia.
Gente, o processo é todo digital, aqui não entram cabos e nada, o mesmo bit que tá em um está em outro.
Já uma gravação de um CD Player de mesa, através de um cabo, seja ótico, coaxial, ou analógico, para um Gravador de CD também de mesa, ai sim pode haver até grandes diferenças entre as gravações, o original e a cópia.
Mas de micro, com as músicas todas como "track" dentro do computador, ou seja, sem conversão nenhuma, não vejo como poderia haver diferenças.
Seria mais um teste cego ótimo né? :)
O CD original x o CD gravado dentro do micro.
Bom.
Pensei que essa perda de qualidade fosse uma verdade sem discussão, já que em um analise pela clube audio e video a respeito de um gravador de cd (não me lembro qual) dizia que aquele gravador, não perdia equilibrio tonal e etc....
Eu particularmente sinto essa perda de qualidade e por isso eu perguntei se eu estou fazendo alguma coisa errada. Midia diferente pode comprometer a qualidade. Mas o essencial, nao estou afirmando, eu gostaria que pensassem comigo. a forma de queimar uma cd que vem na gravadora e totalmente diferente da queimada em computador, (olha o chute!) a midia queimada na gravadora trabalha com um padrão "red Book"(olha mais um chute) e a do computador um outro padrão de gravação...
Por favor, universitários, esclarecam me.
Por favor, quais são os softwares que voces usam para queimar cd's?
valeu e paz na terra aos homens de boa vontade...
Marcos,
Se vc percebe diferença tudo bem, mas vc já pediu p/ alguém trocar os cds sem que vc saiba qual está tocando, p/ ter certeza de que está mesmo ouvindo tais diferenças?
Eu também uso o Easy CD Creator 5.
Essa análise do gravador de CDs que vc se refere da CAVI, se não estou enganado, era o teste do gravador HHB 850, ou seja, justamente na segunda hipótese que falei, e onde é certo que podem haver diferenças na gravação, aquela feita de um cd de mesa para um gravador também de mesa.
Aproveitando, e só p/ comentar, aquele meu amigo de Belém que possui as CDM 9NT, também possui este gravador HHB, e o aparelho é demais mesmo, o painel traseiro dele é impressionante, até entrada balanceada ele tem.
†Russel Allen†®
13-04-2003, 19:04
Êpa, vou me posicionar aqui também, no time dos "não notei diferença nenhuma"...!
Eu faço cópias de CD aqui, tb, e nunca percebi absolutamente nada de diferente, nem no meu antigo HP CD-Writer Plus 8200i, nem no meu ultra-rápido LG GCE-8240B...!!
Júlio,
Também sou fã de MD, tenho em casa e no carro.
Até no MD, com a compressão Atrac e tudo, é difícil perceber diferença.
Só percebo diferença quando gravo por cabos analógicos RCA, quando gravo por cabo ótico não vejo diferença na gravação do MD.
Só para fazer o papel do advogado do :diabo: , já ouvi dizer que a velocidade de gravação pode influenciar na qualidade do áudio.
Será ?
:confused:
Será que o Prof. Dantas não poderia dar alguma explicação p/ nós a respeito disso?
Claudio Takara
13-04-2003, 19:49
Olhem estes artigos, e depois a gente discute.
http://www.cdrlabs.com/articles/index.php?articleid=16
http://www.cdrlabs.com/reviews/index.php?reviewid=176
Falow
Claudio
Eu também uso o Easy CD Creator.
Caro amigo Márcio,
Você tem certeza do que está dizendo? Não pode haver diferenças, se a gravação for bem feita. Estamos falando de números binários, códigos digitais. Pegue um programa que compare o conteúdo dos CD's e verá que a cópia é idêntica e exata. Se não fosse, não poderíamos fazer cópia de programas de computador, porque simplesmente eles não funcionariam. Eu já gravei um CD de muita qualidade (XRCD) para ouvir no carro, e por curiosidade testei no meu som. Era impossível notar qual era qual. A cópia ficou idêntica.
Acho muito estranho que você tenha notado alguma diferença. qual gravador você utilizou?
Abraços
eduardo
Caro Vinícius,
Parabéns pelo artigo na HT sobre conectores. Está ótimo e coincidiu com um momento em que pesquisava sobre isso para o Russo.
Recomendo a todos a leitura deste artigo. (Home Theater Ed. 83 ainda nas bancas)
Grande abraço.
Eduardo, eu utilizo uma LG 24X, no caso do computador, e já utilizei a 570 da philips e um outro modelo com duas gavetas, esta última foi a única que fez uma cópia perfeita.
Jà fiz cópias com cd prata, gold, verde e azul de marcas como tdk, hp, sony e maxxel, por outro lado nunca consegui perceber difereças de gravação entre mídias deste nível e outras como iota e dr hank, só na durabilidade.
Murilo, já fiz diversas gravações em md, tive um md por duas semanas, pretendia comprar este sony 520 de um amigo mas desisti tamanha a diferença da gravação para o original, a perda de qualidade foi brutal.
Até mesmo este amigo percebeu a diferença quando ouviu no meu sistema, na casa dele não se percebia nada, ele possui um receiver jvc 815(prologic) com caixas jbl LC312.
Em todas as gravações entre o md e o dvd e entre o dvd e a gravadora philips eu utilizei um monster lightspeed 100 e um cabo coaxial de vídeo também da monster.
abraços
Márcio,
Como disse a facilidade de se perceber a diferença do MD para o CD é bem provável mesmo, eu percebo a diferença, mas como disse quando a gravação é feita por cabo analógico.
Música em MD não escuto muito em casa, é muito raro, gravo MDs em casa para uso só no carro, por isso tive a infelicidade de roubarem 67 MDs meus, quando arrombaram meu carro uma vez :choro: (o som não levaram porque eu havia tirado a frente do aparelho).
Gosto de MD por causa da enorme facilidade de gravação e edição das músicas, vc praticamente faz qualquer coisa num MD, o que é bem mais difícil de fazer num CD-R.
Para carro, onde o nosso nível de exigência tem que ser bem menor, penso que a diferença entre CD e MD praticamente anula-se, e ficaria muito, mas muito mais dificil diferenciar um do outro, sendo que aqui o MD leva vantagem pelo enorme buffer de 10 seg, ou seja, ele nunca "pula", o que acontece com os CDs.
Senhores,
Acabei de copiar um Cd.
Original: Dave Brubeck
Copiado: Também Dave Brubeck (Santa Coincidência, Batman :D )
Me desculpe, Márcio, mas não existe qualquer diferença entre eles. A reprodução no Creek / Arcam / B&W não apresentou um mínimo de diferença sequer.
Convido-o a ouvir os dois discos.
abraços
Bom, então não concordamos.
abraços
mmartins
14-04-2003, 09:20
Senhores,
Gosto de fazer umas cópiazinhas no meu computador com o Easy. Honestamente, nunca percebi difereñça algums apesar de já ter lido numa Hi-Fi Choice que existem diferenças gravando por computador, mas não me lembro qual o númnero. A cópia CD COPIER realiza uma cópia identica do cd original, logo não deveriam haver diferenças. Pra mim, não existem.
Att.
O que pode fazer diferença é a mídia utilizada para a cópia, o resto acredito que não deve haver diferenças, afinal é uma cópia digital, se copiam bit's.
Voces leram o artigo do claudio? Imprimi depois a tarde eu vou ler.
Diga-me os parametros que voces utilizam para queimar o CD? Só se eu tiver fazendo alguma coisa errada, porque insisto, eu percebo as diferenças...,
valeu,
Depois que comprei um gravador de CD Toshiba, eu não gravo mais no micro, concomitantemente, tive que começar a usar mídias específicas para Audio e percebi diferenças sim, mas não posso afirmar que essas diferenças são especificamente em função do gravador, pode ser a mídia.
Uso o NERO, e também não vejo diferença entre o original e a cópia.
Fiz um teste com o CD do BB King e Eric Clapton ((Riding with the King). Para evitar qualquer dúvida, fiz um "teste cego" (minha esposa trocando os CDs), não percebi diferença. Tudo bem que também não sou nenhum especialista em nuances, tons e etc... mas para meus ouvidos, soou igual.
Só um adendo: gravo sempre meus Cds em no máximo 4x.
Ontem fiz mais três gravações, para uso em meu carro, uma da Diana Krall e outra da Norah Jones. Perfeitas, nenhuma diferença. A terceira gravei um disco de HDCD, e reproduziu normalmente também, ativando inclusive o decodificador de HDCD.
No meu computador tenho duas unidades de CD, da LG, sendo que uma é o gravador e a outra só leitor. Gravo direto de uma para a outra. Os dois primeiros discos eu fiz cópia exata de CD, e a opção mínima de velocidade era 6X. O terceiro disco, como apenas queria checar se era possível gravar preservando a codificação HDCD, gravei como disco de áudio, copiando apenas a primeira música, e neste caso gravei em 2X.
Gravei tudo em CD´s da Best Buy.
Márcio, vamos fazer um teste? Me envie um CD que você conhece bem e te faço uma cópia, depois você me diz se notou algo em seu equipamento. Também posso copiar algum meu que você também tenha, talvez seja até mais fácil, e te envio para comparação.
pdaldegan
14-04-2003, 10:52
E ai, pessoal, td bem?
Vou dar os meus "chutes" aqui também...
Para mim não fez o mínimo sentido falar que há perda de qualidade. Estamos falando de cópia digital, ou seja, cópia idêntica do original. Se houvesse diferença, como bem lembrado em uma das mensagens ai, a cópia de QUALQUER arquivo estaria sujeita a erros, e o uso do computadores extremamente comprometido.
No entanto, acredito que possa haver diferenças ao se reproduzir (apesar de que eu, particularmente não consigo notar). Reparem, estou dizendo que os dados na cópia e original são idênticos, mas a reprodução não é. Por quê? Qualidade da mídia, e mais do que isso, diferença na própria expecificação do CDR comparada com a especificação de CDs de produção em massa. Pela própria natureza dessas especificações acho que é possível que os CD players tenham mais dificuldade para ler os dados de CDRs. Lembrem-se que a reprodução tem que ser em tempo real, e no caso de erros, amostras são descartadas. Se o número de amostras descartadas é maior em uma mídia do que em outra, as diferenças tornam-se mais evidentes (mesmo que apenas para analisadores de espectro).
Para ilustrar o que estou dizendo, exemplifico o caso de dois CDs do Iron Maiden que tenho, que estão completamente riscados. Os erros ao tentar reproduzir em CD players são tão abundantes que torna-se impraticável a reprodução. No entanto, com programas como o AudioGrabber, que tenta ler os pontos de erro mais de uma vez, consegui recuperar as informações dos dois CDs. Não uma recuperação parcial, mas uma recuperação integral, uma vez que o teste é feito por CRC! Ou seja, as informações estão lá -- integrais e idênticas a matriz --, apenas não conseguem ser lidas em tempo real, e portanto reproduzidas, pelos CD players.
Abraços,
Pi
pdaldegan
14-04-2003, 11:06
Esqueci de comentar sobre a velocidade de gravação, como foi comentado antes: quanto maior, menor a qualidade da gravação "física". Ou seja, o bit é gravado corretamente, mas de uma forma mais "fraca", e portanto mais susceptível a erros de leitura.
Também esqueci de falar que ouvi dizer certa vez que o contraste ótico entre o zero e o um dos CDRs é menor que o contraste ótico entre o zero e o um dos CDs gravados em massa. Por isso, a sensibilidade do leitor precisa ser melhor, e em todo caso é mais sujeito a erros de leitura. CDRWs teriam um contraste menor ainda, num nível que impossibilita a leitura na grande maioria dos leitores de CD players.
Também esqueci de comentar que um amigo de um amigo (já viu, né?), fanático por áudio -- tão fanático a ponto de ter um analisador de espectro em casa --, fez testes comparativos de análise espectral entre as reproduções de CDs originais e cópias feitas com diversas marcas de CDRs. Consta que a resposta nunca era a mesma, havendo perdas espectrais maiores para os CDRs (não que sejam diferenças audíveis em todos os casos e para todos os ouvidos).
De qualquer forma, continuo insistindo que o conteúdo dos dados, bit a bit, é idêntico.
Abraços,
Pi
POderíamos concluir então que os CD player de computador de R$ 100,00 seriam mais eficientes para leitura do que os leitores de nossos players hi-end??? :confused:
Acho que sim, pois as unidades de cd de computadores conseguem ler até 52X mais rápido, e portanto necessitam de um bom leitor, e com um detalhe, sem erros !!!
O CD player da Pioneer que tinha no meu carro apresentava muitas falhas com CD´s gravados com velocidade acima de 4X. Pode estar por aí o problema.
Marcelo T
14-04-2003, 13:41
Eu acho q a vantagem dos cds high-end está no DAC e não no cd em si. Um vizinho meu q tem um som de 60000US torrou 7000reais num dvd da Denon q tinha trasnporte do panasonic A200 de 600 pilas, e detalhe, o denon não tocava um monte de dvds q o panasonic tocava :rolleyes:
†Russel Allen†®
14-04-2003, 13:55
Originalmente enviado por Murilo
Júlio,
Também sou fã de MD, tenho em casa e no carro.
Até no MD, com a compressão Atrac e tudo, é difícil perceber diferença.
Só percebo diferença quando gravo por cabos analógicos RCA, quando gravo por cabo ótico não vejo diferença na gravação do MD.
Opa! Beleza...!!! Eu tb sou muito fã de MD, eu tenho apenas um deck, da marca Sony, modelo MDS-JE630, é fantástico...!
Eu gravo MP3 do meu computador, quando fico com preguiça de passar tudo pra CD-R... hehehehe...!!
E também eu usava gravação óptica através do meu MiniSystem (já quase falecido), mas não mais...
Ah, a versão do ATRAC do meu é Type-R, e eu juro que não noto diferenças entre o som gravado e o original. É a última versão do ATRAC da Sony, e é realmente muito boa.
Falando nisso, alguém aí sabe de algum encoder ATRAC pra computador, e algum driver/player que eu possa reproduzir esses arquivos?
Marcelo, não posso falar pelos denon porque pouco conheço deles, mas os players realmente high end utilizam normalmente os transportes da panasonic, sony e pioneer, isso porque não conpensaría para eles construir transportes próprios.
As maiores diferenças talvez estejam em circuitos de correção e anti jitter mais caprichados, um melhor dac, uma melhor etapa de saída e uma fonte decente.
Se um player high end utilizar fonte chaveada como os players baratos podem ter certeza de que não é high end nem aqui nem na china, fonte chaveada não combina com alta fidelidade se estiver no mesmo gabinete dos circuitos de áudio, o mínimo que um player de primeira precisa possuir é uma fonte de qualidade com um transformador toroidal ou rcore.
Exatamente como era o caso do DVD-A10 da technics, todas as pessoas que possuem adoram aquele equipamento, foi lançado para promover o dvd-audio, era um equipamento high end de entrada a preço de dvd comum.
abraços
Senhores,
Cheguei meio atrasado neste tópico, mas gostaria de contribuir com algumas informações, complementando as acima.
Embora a maioria dos CD-Rs possa ser tocado nos CD players convencionais, eles são fundamentalmente diferentes do CD-DA (o convencional).
No CD-DA a informação é gravada, depois de codificada, em "pits" ou pequenos buracos, sobre a superfície metalizada do disco. A profundidade dos pits é tal (aprox. 1/4 do compirmento de onda do laser no substrato) que quando o laser está sobre eles a luz refletida é apenas 25% da incidida, permitindo que o detetor óptico entenda o código. As trilhas são formadas pelo conjunto sequencial dos pits e são gravadas no processo de produção do disco.
Os CD-Rs, assim como os CD-DAs, são construídos sobre um substrato de policarbonato e contêm uma camada reflexiva e outra de proteção. No entanto, "espremida" entre o substrato e a camada reflexiva, há uma nova camada, composta por uma tintura orgânica, geralmente esverdeada ou amarelada. Além disso, os CD-Rs são fabricados com uma trilha em espiral pré-gravada, usada para guiar o laser na gravação e que simplifica enormemente o hardware necessário para realizar a gravação. Esse trilho é gravado na forma de uma senóide de 22,05 kHz modulada por outra de ± 1 kHz, de modo que o gravador possa controlar a velocidade linear do disco e também extrair uma base de tempo.
Na posição "-35 segundos" do CD-R há uma área especial, chamada de PCA ou Power Calibration Area, que permite que o laser de leitura faça uma calibração da potência ótima (entre 4 e 8 mW) para a gravação naquele disco. Essa área tem um limite de 100 "partições" para teste, impedindo portanto que se realize mais de 100 gravações num CD-R. Aparentemente, nem todos os gravadores de computador utilizam-se dessa área.
A camada orgânica é foto-absorvedora, ou seja, absorve energia do laser de gravação, que penetra pelo substrato e esquenta a camada orgância até 250 °C, degradando-a e causando uma queda na refletividade suficiente para atingir os 25% como no CD-DA.
Na leitura as mudanças de refletividade são lidas do mesmo modo como no CD.
Se tudo der certo, o CD-R sairá com uma qualidade igual à do CD-DA original. Notem, no entanto, que ao invés de trabalhar com hardware altamente sofisticado e preciso como no processo de manufatura dos CD-DAs, estamos trabalhando com equipamento pessoal barato, de procedência muitas vezes duvidosa :rolleyes:, de 1234871623 marcas diferentes, que muitas vezes pode deixar a desejar no atendimento às especificações do padrão CD-DA.
Estamos sujeitos, ainda, à qualidade da mídia e desse material orgânico. O que acontece, como foi dito acima, se a reflexividade não cair até 25%, mas ficar mais alta...? O detetor óptico pode começar a errar, embora muita coisa ainda possa ser corrigida pelos CRCs, mas só pra ilustrar que as variáveis são muitas, ao contrário do processo industrial do CD-DA onde tudo é muito bem controlado (supõe-se).
Abraços.
he, he, he... Estamos chegando lá!!!
Abraços
Que beleza de explicação Dennis. Gostei mesmo.
Mas ainda bem então que não tenho ouvidos que detectam uma mosca pousando na mesa, e não percebo diferenças tão sutis, sendo assim sou mais feliz pois posso curtir a música :)
Pessoal,
Também já fiz cópias de CDs na casa do meu cunhado e no meu sistema não percebi diferenças. Ele tem um DVD rom/ gravador de CD da LG.
Abraços,
Murilo, Russo,
Eu procurei apenas ilustrar onde as coisas podem dar errado e mostrar que estamos muito mais dependentes da qualidade do gravador de CD xing-ling do podemos estar pensando. Evidentemente há aprelhos bons por aí que fazem tudo direitinho e que poderiam dar origem a "cópias virtualmente perfeitas". ;)
Abraços,
Carlos Dantas
15-04-2003, 11:42
Prezado Murilo
Eu pedi a Deus para que este assunto nunca fosse levantado porque existe um mar de contovércias aqui pior que nos cabos. Em tese poderia haver alguma diferença. Quando o Cd recorder lê o seu CD e o transforma em sinal elétrico para depois transferí-lo para o gravador ele extrai o relógio de leitura dos bits e pode introduzir nesta leitura um jitter. que, teóricamente poderia ser transferido para o CD que está sendo gravado. Na prática este jitter é muito baixo e não há experiências conclusivas que ele possa deteriorar de forma perceptível o som gerado pelo CD gravado. Numa das experiências que li um indivíduo gravou 99 vezes o mesmo CD sendo que cada gravação era cópia da última cópia. Pois bem! Ele não conseguiu perceber alterações sonoras no último CD gravado em relação ao CD mãe. Eu acredito que estas degradações provocadas pelo eventual jitter que possa ser transferido à cópia é muito pequeno para que possa ser facilmente perceptível. Talvez nos equipamentos de high-end ou ouvidos muito treinados possam perceber algo. Entretanto se voce fizer esta cópia num equipamento de má qualidade ou defeituoso as coisas possam ficar diferentes. Uma dica que vi numa revista diz que para se obter a melhor gravação possível(sem ou com muito pouco jitter) deve-se usar a menor velociddade de gravação possível. Isto vai levar muito mais tempo para copiar o CD mas a qualidade final será superior.
Fica entretanto claro que as sequencias digitais gravadas são cópia xerox das originais e portanto não poderiam originar dese quilíbrios tonais na reprodução. Se isto é notado é porque o jitter deve estar sendo ouvido como que provocando um efeito que se assemelha ao desequilíbrio tonal.
Abraços
Dantas
Fernandoluis
15-04-2003, 14:29
Originalmente enviado por Dennis
Senhores,
Cheguei meio atrasado neste tópico, mas gostaria de contribuir com algumas informações, complementando as do Pi (pdaldegan).
Embora a maioria dos CD-Rs possa ser tocado nos CD players convencionais, eles são fundamentalmente diferentes do CD-DA (o convencional).
No CD-DA a informação é gravada, depois de codificada, em "pits" ou pequenos buracos, sobre a superfície metalizada do disco. A profundidade dos pits é tal (aprox. 1/4 do compirmento de onda do laser no substrato) que quando o laser está sobre eles a luz refletida é apenas 25% da incidida, permitindo que o detetor óptico entenda o código. As trilhas são formadas pelo conjunto sequencial dos pits e são gravadas no processo de produção do disco.
...
Se tudo der certo, o CD-R sairá com uma qualidade igual à do CD-DA original. Notem, no entanto, que ao invés de trabalhar com hardware altamente sofisticado e preciso como no processo de manufatura dos CD-DAs, estamos trabalhando com equipamento pessoal barato, de procedência muitas vezes duvidosa :rolleyes:, de 1234871623 marcas diferentes, que muitas vezes pode deixar a desejar no atendimento às especificações do padrão CD-DA.
Estamos sujeitos, ainda, à qualidade da mídia e desse material orgânico. O que acontece, como o Pi disse, se a reflexividade não cair até 25%, mas ficar mais alta...? O detetor óptico pode começar a errar, embora muita coisa ainda possa ser corrigida pelos CRCs, mas só pra ilustrar que as variáveis são muitas, ao contrário do processo industrial do CD-DA onde tudo é muito bem controlado (supõe-se).
Abraços.
Tambem cheguei atrasado no tópico, mas pelo visto nosso amigo Dennis, já deu a sua aula...(ainda bem!!). Com o que tenho de conhecimento...o que posso dizer para contribuir é que assino em baixo os depoimentos do Dennis e do Pdaldegan e que com isso parece que chegamos a uma conclusão. É óbvio que a qualidade da mídia influencia (e nós não temos muito controle sobre isso) e tambem a velocidade de gravação. Aconselho-os fortemente a apenas gravar música a 4x (no máximo, quando estiver sem saco e sem preocupação com uma qualidade maior, usar a 8x...e de preferência em um gravador da marca Plextor...)
Abraços
Prof. Dantas,
Agradeço a ótima e bem fundamentada resposta para nossa dúvida.
Com base em todas as informações prestadas pelo sr. e pelo amigo Dennis, chego a conclusão de que pode sim ser possível haver diferença na qualidade, mesmo sendo um CD a cópia "fiel" do outro.
Vejam aqui a importância do objetivismo x subjetivismo. Uma coisa é só afirmar que existem diferenças e não se propor nem a explica-las, ai fica muito subjetivo e na verdade as "diferenças" podem nem existir mesmo (os testes cegos estão ai para provar isso), já quando se pode comprovar com dados objetivos, pode-se aceitar e compreender perfeitamente que um colega perceba as diferenças entre um original e uma cópia.
Assim, tendo em vista tudo o que foi dito, talvez eu não perceba diferença nenhuma em virtude de três fatos:
1) Minha gravadora de CDs no micro é uma HP, que esqueci o modelo, mas todas as HPs são de muito boa qualidade.
2) Só gravo CDs em 4X, nunca mais do que isso, porque tenho receio de perder a mídia em velocidades altas.
3) Considero que tenho ótima audição, mas não sou de procurar defeitos, e sim de apreciar a música.
kusipata
15-04-2003, 15:40
:D Amigos na minha humilde opinião estamos discutindo quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Em uma gravação digital se copia bit's logo a copia é idêntica ao original em bit's ou não seria uma copia. Ficando então a diferença de qualidade por conta da mídia utilizada para a copia.
Ontem escutei meus CDs gravados com carinho, à noite, com a sala totalmente em silêncio.
Não existe qualquer diferença.
Originalmente enviado por Murilo
Vejam aqui a importância do objetivismo x subjetivismo. Uma coisa é só afirmar que existem diferenças e não se propor nem a explica-las, ai fica muito subjetivo e na verdade as "diferenças" podem nem existir mesmo (os testes cegos estão ai para provar isso), já quando se pode comprovar com dados objetivos, pode-se aceitar e compreender perfeitamente que um colega perceba as diferenças entre um original e uma cópia.Grandes palvras, nobre colega Murilo. :tu:
Murilo, eu também acho muito interessante quando é possível comprovar o que se ouve, mas não esqueça que muitas vezes nós não sabemos como explicar, o que não quer dizer que o fato seja inexplicável, ou não seja real.
Se for possível aceitar apenas o que se pode comprovar, então todos vocês "ouviram coisas" no curso porque nenhum dos colegas de fórum encontrou uma explicação aceitável para este fenômeno.
Abraços
Pessoal,
Olha, o forum é para isso mesmo, de repente, embasar o que sentimos com ajuda da comunidade, penso que aqui, ninguém esta para competir quem ouve mais. No meu caso, era só uma questão de que não estava de acordo com o que desejava. Agora o ruim do meu software é que a velocidade minima de gravação é 8x, o nero eu tenho possibilidade de gravar com 4x..?
abraços,
marcos
Márcio e Dennis,
No curso, o Prof. Dantas e mais alguém, que agora não lembro (talvez tenha sido o Vitor Mirol ou o Andrette), em uma troca de idéias, chegaram a uma conclusão, que exponho abaixo.
Se eu estiver enganado, corrija-me por favor, Prof. Dantas.
Acho que era na troca de idéias sobre o Jitter.
A conversa foi mais ou menos assim:
Logo que foi lançado o CD, não se sabia da existência do fenômeno do jitter, e muitos criticaram o CD mas não sabiam e não podiam explicar o porque dele tocar pior que o vinil.
A descoberta do efeito que o jitter causa, degradando o som, só foi feita anos depois do lançamento do CD, e só então houve uma explicação objetiva para o som do CD ser pior que o do vinil, quando do lançamento.
Então o que pode ocorrer? e isso, se não me engano, é o que Prof. Dantas vai tentar fazer em conjunto com a CAVI.
Pode acontecer que algumas diferenças que hoje alguns percebem, seja em cabos, etc, na mesa de testes não seja mensurável objetivamente, vejam, isto HOJE.
Talvez um dia, com tecnologia mais avançada, poderá ser feita uma medida objetiva de tais fenômenos, tal qual como aconteceu com a descoberta do jitter.
Não sei se me fiz entender.
Prof. Dantas, se o sr. tiver mais considerações a respeito, penso que todos gostaríamos de escutar.
Márcio, em relação às diferenças que ouvimos no curso, elas são facilmente, e objetivamente explicáveis. Qual a explicação? Os cabos eram uns melhores que os outros, só isso.
Objetivamente, se vc fosse coloca-los em uma mesa de teste, seria comprovada a diferença e superioridade técnica do VDH Inspiration em relação ao Pirelli.
Denis Y.
15-04-2003, 18:05
alguém poderia me explicar do que se trata o "jitter" ?? :confused:
Murilo,
Penso que a explicação para o que vocês ouviram está aí, em algum lugar, e é algo mensurável, mas por alguma razão não foi observado ou levado em conta, como no caso do jitter. A ciência está repleta dessas "descobertas" de coisas que sempre estiveram debaixo do nosso nariz. ;)
Xará,
Veja neste tópico (http://www.htforum.com/vb/showthread.php?s=&threadid=17) mais antigo.
Abraço,
Dennis,
Certamente, o que ouvimos deve ser fácil de detectar, até a olho nú :), pois basta vc olhar o VDH Inpiration e depois olhar o Pirelli que vc vê a diferença entre ambos, sendo que um custa U$ 600 o metro e o outro R$ 2,50.
O grande mérito do Pirelli está justamente ai, e a finalidade a que ele se destina, e que o Prof. Dantas sugeriu, é para ligação dos aparelhos que a maioria de nós utiliza. Vale a pena pagar U$600 para ligar num receiver? certamente não. Por isso que estamos esperando o anúncio do novo cabo que o Prof. ficou de nos indicar.
Eu pessoalmente não uso o Pirelli, mas assim que puder vou montar um para testar.
Murilo, é exatamente este o meu ponto, muitas vezes o fato de nos faltar conhecimento para explicar algo não significa que este algo não exista, ou talvez sim, mas como já ouvi e li muitas vezes que cabos não fazem diferença porque não se pode medir estas diferenças é, no mínimo, uma colocação imprudente :D . Gostaram??
Eu não comparo o pirelli apenas com o inspiration, comparo com outros mais baratos, mesmo que o pirelli seja um cabo excelente, o que não sei se é, ele não será o ideal para todos os sistemas, no caso do Eduardo ele eliminou(ou diminuiu) a estridência que estava incomodando, já no caso do Maurício(se não estou enganado, talvez seja do Ronaldo :D ) o pirelli fez com que o som ficasse abafado, com perda de detalhes nas altas frequências.
Por este motivo, acho que não se pode eleger um cabo como ótimo para todas as situações.
Eu percebo diferenças entre cabos desde a época em que utilizava receivers, é claro que com um sistema hifi as diferenças são muito mais perceptíveis, mas mesmo assim já percebo a influência de cabos desde os tempos do meu pioneer 607 + caixas cdm.
Murilo, como o teu sistema é composto por eletrônica yamaha e caixas paradigm acredito que o pirelli pode realmente ser benéfico.
Abraços
Márcio,
A única coisa que sempre questionei a respeito de cabos é o seguinte: Custo x Benefício, só. :)
Se vc procurar, eu nunca afirmei que cabos não faziam diferença, mesmo antes de ter ido ao curso, o que sempre falei é que as vezes o ganho é marginal, mas a diferença de preços é absurda. E além do que, as vezes um cabo mais barato, pode tocar num determinado sistema melhor do que um caríssimo.
O Pirelli vou montar apenas para teste, pois não pretendo substituir os meus cabos da caixas principais, que são muito bons e estou muito satisfeito com eles.
Mas como se explica que audiófilos "percebam" diferença entre a troca de cabos, quando a pessoa dizia que iria colocar determinado cabo, e na verdade nem sequer chegou a ser trocado cabo algum??? (refiro-me aqui a um teste que um colega comentou feito fora do Brasil)
E qual a razão de tanto medo dos testes cegos??
O grande problema é que a maioria dos audiófilos não quer explicação para nada, e tive a prova disso no curso.
Se a explicação ainda não pode ser dada é uma coisa, mas não querer nem ir atrás para saber é outra bem diferente.
Por favor Márcio, em nenhum momento aqui estou me referindo a sua pessoa heim. Paz e Amor :)
Carlos Dantas
15-04-2003, 21:33
Prezado Murilo
Tudo que voce disse sobre o meu papo com o Andrette e o Victor Mirol está corretíssimo. Complementando posso dizer-lhe que a degradação auditiva que o jitter provoca é assunto aberto, ou seja, ainda existe espaço para pesquisa. Para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre o jitter e seus efeitos sobre o som eu recomendo que procurem o seguinte site www.digido.com/jitteressay.html
Vale a pena ler este artigo que tem por título Everything you always wanted to know about jitter but were afraid to ask.
Se eu tivesse que começar a estudar, por exemplo, as diferenças entre cabos ópticos e cabos digitais, se elas existirem, certamente tem algo a ver com o jitter e eu começaria por aí.
O jitter é um belo exemplo de um fenômeno que teve sua influência no som primeiramente detetada pelos ouvintes e depois equacionada pelos técnicos. Sua existência era conhecida mas sua influência foi erradamente desprezada pelo pessoal técnico(objetivistas). A minha tese é que em outros fenomenos pode estar acontecendo o mesmo que aconteceu com o jitter. Eu apenas digo que pode estar acontecendo e não afirmo que está acontecendo. Só uma pesquisa séria pode confirmar se existe ou não esta correlação. O grande problema é que as entidades científicas que fazem pesquisa não demonstram nenhum interesse de fazê-la na área do áudio doméstico. Talvez entidades como a CAVI possam ter um dia um laboratório onde estas pesquisas possam ser feitas. Os consumidores muito se beneficiariam disto. Quem sabe!
Abraços
Dantas
Murilo, não levei para o lado pessoal de forma nenhuma, e também não "insinuei" que afirmavas que cabos não faziam diferença, esta afirmação eu já ouço a muito tempo, não é de hoje.
cheguei a ler o aburdo de que um cabo rca de boa qualidade toda igual a um destes cabos rca ordinários branco/vermelho de R$2.
Estes testes cegos em equipamentos que não conhecemos são muito discutíveis :D , é o que eu penso.
Por experiência própria sei que nossa memória auditiva é muito curta e fica muito complicado comparar qualquer equipamento ou acessória quando não estamos familiarizados com o sistema, só é possível ter certeza quando a diferença entre o que estivermos comparando for muito grande, do contrário poderemos não ouvir diferenças ou nos enganarmos por acharmos estava tocando de determinada forma, quando na verdade não estava.
Eu nunca troco dois componentes do sistema ao mesmo tempo, isso porque se eu não estiver totalmente acostumado ao som do sistema existe a possibilidade de avaliar de forma errada.
O teste cego que eu acho válido é o feito em equipamento próprio com um amigo, ou esposa/namorada fazendo as trocas, teste cego em equipamento de outra pessoa é muito complicado.
Abraços
Highlander
16-04-2003, 01:47
0 e 1, é tudo que os gravadores de CD copiam.
Não tem como ele copiar diferente, por isso, o som será sempre o mesmo.
Talvez, por usar midias de qualidade inferior, isso interfira na execução do CD.
Caros Highlander e Márcio,
Eu sempre procuro defender algumas idéias, justamente para provocar uma reação contrária de igual ou maior intensidade que mude o vetor de meu conhecimento ( :( caramba!!! essa foi forte... )
Afirmar com absoluta certeza, eu não faço. Acho cedo para dizer com toda a certeza que não existem diferenças entre um CD original e um gravado. Defendo sim a idéia de que isto é praticamente impossível, se utilizarmos um gravador e mídias competentes. Quando digo competentes, é exatamente isso, que façam sua parte corretamente, nada mais do que isso.
Eu não percebo qualquer diferença entre as gravações assim como alguns cabos, mas não coloco isso como absolutamente verdadeiro. Melhor aguardar. :D
Eduardo,
Quais são as midias que voce está usando?
valeu
Smartbuy na maior parte das vezes, ou Mitsui.
Ninguém me perguntou, mas eu utilizo CDR Maxell Verde e CDRW da marca LC, que me pareceram MUITO bons.
Eu utilizo o HP(preferencialmente) verde e o tdk também verde, por um tempo eu utilizei o maxxel dourado mas já a algum tempo não consigo encontrar.
Abraços
eu costumo usar o smart buy, mas estou sem tempo para ir na Santa ifigêcnia e comprei perto do meu trabalho (Na vila mariana) na Maxibite, sony cd-r supremas por R$ 2,00, to achando muito barato para ser sony...
marcos
Highlander
17-04-2003, 01:29
Originalmente enviado por Eduardo
Caros Highlander e Márcio,
Eu sempre procuro defender algumas idéias, justamente para provocar uma reação contrária de igual ou maior intensidade que mude o vetor de meu conhecimento ( :( caramba!!! essa foi forte... )
Afirmar com absoluta certeza, eu não faço. Acho cedo para dizer com toda a certeza que não existem diferenças entre um CD original e um gravado. Defendo sim a idéia de que isto é praticamente impossível, se utilizarmos um gravador e mídias competentes. Quando digo competentes, é exatamente isso, que façam sua parte corretamente, nada mais do que isso.
Eu não percebo qualquer diferença entre as gravações assim como alguns cabos, mas não coloco isso como absolutamente verdadeiro. Melhor aguardar. :D
Então, é isso mesmo...caso o CD (midia), e o gravador de CD, sejam de qualidade, ou seja, gravem corretamente os dados, o som será igual.
Se um dos 2 não for de qualidade, pode provocar pequenos erros de gravação, que resultarão numa qualidade inferior de música. Assim como, quando vc grava um arquivo num disquete (famoso por dar erros), se ocorrer um erro, o arquivo não abrirá corretamente.
Interessante...
Os Cds que gravei reproduzem muito bem em casa, sem qualquer problema. No carro, a partir da faixa 8 começam uns "clicks". Tive o mesmo problema com o meu Pioneer anterior. Num sony e num Kenwood que testei, isso não ocorre. Segundo me disseram os lojistas aqui da Santa Efigênia, os Pioneers mais baratos não reproduzem CDR, e quando o fazem, problemas costumam ocorrer.
Ps. Desculpem-me pela quantidade e tamanho dos quotes um pouco longos, mas achei necessário para melhor entendimento e para reunir tudo em um único post.
Reparem, estou dizendo que os dados na cópia e original são idênticos, mas a reprodução não é. Por quê? Qualidade da mídia, e mais do que isso, diferença na própria expecificação do CDR comparada com a especificação de CDs de produção em massa. Pela própria natureza dessas especificações acho que é possível que os CD players tenham mais dificuldade para ler os dados de CDRs. Lembrem-se que a reprodução tem que ser em tempo real, e no caso de erros, amostras são descartadas. Se o número de amostras descartadas é maior em uma mídia do que em outra, as diferenças tornam-se mais evidentes (mesmo que apenas para analisadores de espectro).
Para ilustrar o que estou dizendo, exemplifico o caso de dois CDs do Iron Maiden que tenho, que estão completamente riscados. Os erros ao tentar reproduzir em CD players são tão abundantes que torna-se impraticável a reprodução. No entanto, com programas como o AudioGrabber, que tenta ler os pontos de erro mais de uma vez, consegui recuperar as informações dos dois CDs. Não uma recuperação parcial, mas uma recuperação integral, uma vez que o teste é feito por CRC! Ou seja, as informações estão lá -- integrais e idênticas a matriz --, apenas não conseguem ser lidas em tempo real, e portanto reproduzidas, pelos CD players.
Nos trechos acima dá a entender que o CD original e a cópia são idênticos e que pode haver é uma dificuldade maior do leitor ler um CD copiado e como a leitura é em tempo real (praticamente no mesmo tempo em que a música está sendo executada, então pode-se haver perdas de determinadas amostras. Mas isso não seria facilmente resolvido com um buffer de 10 segundos e com isso o leitor teria tempo de tentar ler a amostra que seria perdida até conseguir?
Ps. O que é esse teste CRC?
Também esqueci de falar que ouvi dizer certa vez que o contraste ótico entre o zero e o um dos CDRs é menor que o contraste ótico entre o zero e o um dos CDs gravados em massa. Por isso, a sensibilidade do leitor precisa ser melhor, e em todo caso é mais sujeito a erros de leitura. CDRWs teriam um contraste menor ainda, num nível que impossibilita a leitura na grande maioria dos leitores de CD players.
Isso quer dizer que um leitor que consiga ler CD-RW é melhor do que um leitor que leia apenas CD-R?
Na posição "-35 segundos" do CD-R há uma área especial, chamada de PCA ou Power Calibration Area, que permite que o laser de leitura faça uma calibração da potência ótima (entre 4 e 8 mW) para a gravação naquele disco. Essa área tem um limite de 100 "partições" para teste, impedindo portanto que se realize mais de 100 gravações num CD-R. Aparentemente, nem todos os gravadores de computador utilizam-se dessa área.
O que seria essas 100 gravações? 100 gravaçòes realizadas em diferentes momentos?
Como alguns colegas observaram, o processo é totalmente digital e a extração e conversão de arquivos .wav é praticamente integral, ou seja, não a perda (perceptível) ou compressão.
No caso de cópias "ISO" (Cópias na íntegra de dados sem conversão) ele copiará dados integrais e isso gerara um CD de dados idênticos.
Como os dados necessitam de conversão para AUDIO, utilizamos os famosos CODECs (Lame, MP3, WMA, wav)
Existe um programa chamado dBpowerAMP Music Converter (http://www.dbpoweramp.com/dmc.htm) que possui CODECs lossless (Monkeys, Flac, Shorten, Wavpack, OptimFROG). Considero este programa o melhor em termos de extração e conversão de audio.
Vale lembrar que este software não possui nem spywares, adwares, bundlewares e nem popups. Extremamente recomendável.
Outro :
Alguns procedimentos podem até melhor a qualidade do áudio.
O famoso programa Pro Tools (www.digidesign.com (http://www.digidesign.com/)) é um deles
No PC este programa não é tão eficiente, no entanto pode gerar bons efeitos e resultados (Câmara de eco, reverbação, normalização e assim por diante)
No Mac, o Pro Tools é utilizado até em studio profissionais, podendo corrigir eventuais desafinações de tons, harmonicas e equalização.
Dizer que o processo de cópia altera o audio é um pouco desafiador.
O Ouvido humano não é tão aguçado a ponto de perceber estas mínimas perdas.
Em relação a velocidade de gravação, aí entramos na parte da mídia. Mas isso já é uma outra história.
Pra se ter uma idéia. discutir sobre audio digital é como discutir sobre caixas acústicas e discutir sobre mídia é como discutir sobre cabos.
Abraços,
Joy
Fat,
Veja mais explicações aqui (http://htforum.com/vb/showpost.php?p=70230&postcount=37).
Senhores,
Estou realizando testes em CDs prensados e CD-Rs gravados através de hardware/software que adquiri recentemente e que permite medir erros corrigíveis e incorrigíveis individualmente, além de jitter, beta e outros testes em mídia virgem.
Só posso dizer por enquanto que vocês vão se surpreender muito com os resultados, que serão publicados assim que eu tiver testes suficientes para suportar as conclusões. Acreditem, nem os CDs prensados, originais, são perfeitos...
Roosevelt
13-02-2004, 02:02
Dennis,
Aguardo ansioso. Bela iniciativa! :aplauso:
Confesso que não vejo esses testes como os católicos veêm a Bíblia, mas sou plenamente favorável à eles, pois ajudam a ter uma visão mais ampla de um assunto tão controverso. Se "certas" revistas tivessem esse comportamento, já seria uma vitória.
Amigos,
Realmente, o fato de um CD ser original, não o garante como imune à defeitos ou erros de prensagem.
Já tive de trocar CDs novos que apresentavam ruído. Lembro que em um dos casos, o defeito era quase imperceptível. Para o grande público, totalmente imperceptível. Tanto que foi uma luta fazer o fulano da loja entender. Ele finalmente conseguiu perceber o "defeito" com um teste A-B.
Quanto aos CDs gravados em casa, ainda acredito que bons gravadores e boas mídias, dentro de condições favoráveis e livres de "grandes" interferências, produzam facilmente, cópias boas, ótimas ou excelentes.
Não estou dizendo perfeitas!
Infelizmente (?), a reprodução do que foi gravado não depende apenas do disco, objeto do ato de gravar, mas essencialmente do sistema, objeto do ato de reproduzir.
Então estaríamos culpando quem nessa história toda?
Abraço,
Roosevelt
Até eu que reconheço ter um par de "ouvidos de lata" reconheço que as cópias que tenho CD para HD para CDR têm os agudos mais irritantes que o original, e os médios um pouco mais elevados.
Abraços,
Adelmo
Adelmo, é exatamente o que percebo.
Abraços
Pelo amor de deus, não me tomem como oráculo porque sinceramente não tenho "ouvidos de ouro" ou a menor pretensão audófila.:-/
Apenas sei diferenciar quando uma gravação é de boa ou má qualidade. Tenho apenas uma vocação natural para a percepção do belo em todas as suas vertentes, entre as quais a musical.:)
Abraços,
Adelmo
Adelmo, não estou te tomando por um oráculo :bD, mas a perda de resolução e um aumento dos médios altos e agudos é exatamente o que percebo nestas gravações.
Positivo e operante, amigo.
Abraços,
Adelmo
Márcio
Tem um programa (deve ter milhares de outros, mas esse eu já vi), o Sound Forge, que analisa as frequências de uma música, inclusive permitindo sobrepor uma à outra (visualmente na tela). Creio que uma análise neste programa permita concluir (ou mostrar objetivamente) o aumento na região de médios altos e agudos que você ouve. Não sei se é isso que o Dennis está preparando, mas é uma dica...
Abraço
Audiorama
18-02-2004, 18:52
Faço minhas compilações com certa frequencia e não há diferença alguma. Como muitos já disseram aqui - estamos lidando com "0"s e "1"s, nada mais que isso. A cópia é fiel, não poderia pensar em duiferenças...
Ou será que um Windows XP "pirata" apresentaria uns Teletubies dançando naquele gramadinho ridículo do wall-paper original???
Nada a ver!
Alex Sound
18-02-2004, 19:04
Mais uma vez entra em cena a capacidade auditiva de cada um.
Pode ser que, para a maioria, as diferenças entre o cd original e a cópia em cd-r não sejam percebidas ou são tão pequenas que somente pessoas treinadas consigam ouví-las.
Mas que existem, existem.
Eduardão,
Sinto dizê-lo, mas dessa vez V. S.a. pisou no tomate... hehehe
A gravação/leitura de cds de dados no micro é totalmente diferente da leitura de um cd de audio pelo cd player.
Abração.
Alex, não é necessário muito treino não. Em um receiver, com kit de caixas e um dvd player talvez seja difícil notar as diferenças sonoras, mas num sistema um pouco melhor, mesmo numa boa cópia as diferenças são perceptíveis, mesmo que não gritantes.
:legal:
A algum tempo convenci meu pai a copiar os cd's para evitar arranhões e danos por conta do calor, pois bem, fiz as cópias do discos que ele costuma levar para o carro.
Depois de alguns dias ele me disse que havia algun problema com os falantes do carro, nas palavras dele tudo estava soando com "som de lata".
Depois de muito procurar descobrimos que havia uma perda significativa nos graves, resultado, precisei regular o equalizador do rádio para que o som voltasse a reproduzir graves razoáveis.
Abraços
Marchesi
21-02-2004, 17:34
Galera,
Deixa eu dar um pitaco aqui.
Tenho feito muitas, mas muiiiiitass gravações mesmo em CD-R sejam elas Games, CDs Audio, etc. (Uso um Gravador Sansung, que vem dando conta do recado muitíssimo bem).
O que percebo é que cada programa tem diversos recursos e maneiras de se gravar um CD-Audio.
Assim por exemplo podemos fazer uma cópia direta do CD, fazer uma imagem primeiro e depois gravar, ripar o CD (Mp3, wma, etc) e depois gerar o CD-Audio, aplicar filtros no audio (Normalizar, reduzir ruidos, equalizar, eliminar a pausa, etc sem falar nas opções de gravar texto ...
Dái que a forma que se grava o CD é que pode gerar diferenças entre o CD original e a cópia.
Particularmente, acho que a melhor forma de copiar um CD-Audio para que se tenha uma cópia perfeita é:
1º - Use um CD de fundo Diamante (atenção, não é prata !) - Gosto muito dos Fosco / Diamante;
2º - Não aplique nenhum filtro - a menos que o original esteja arranhado quando se poderá aplicar um filtro anti-flicking;
3º - Sempre faça uma Imagem do CD antes de queimar o CD-R;
4º - Na leitura, quanto mais baixa a velocidade, maior a fidelidade em relação ao original (4x é o ideal);
5º - Atenção na velocidade de gravação pois alguns CD player não leem bem CDs gravados em alta velocidade (acima de 16x)
6º - Quando estiver gravando, deixe apenas o software de gravação rodando para prevenir eventuais travamentos ou falhas na gravação.
E por último, porém o mais importante !!
7º - Nunca ripe o CD !! faça sempre cópia exata, isto é, não converta os arquivos em Mp3 ou qualquer outro formato que não o original.
Acho que é isso.
adacorso
03-04-2004, 09:15
Pessoal,
Sei que estou muito atrasado neste tópico, mas apenas para ajudar, eu resolvi passar toda minha coleção de discos de vinil para CD, e também a maior parte das minhas fitas cassete.
Tive alguns problemas com a qualidade da gravação, com alguns CDs que ficaram realmente com qualidade de som bastante ruim.
Passei a testar a qualidade das gravações com um software de testes que baixei no site do fabricante do software de gravação Nero (Ahead), chamado CDSPEED e detectei que os CD que apresentavam problema estavam cheios de erros de gravação (o software verifica a qualidade do CD gravado).
Pesquisando um pouco mais, achei alguns relatos de que a qualidade da gravação depende de uma combinação da mídia com o gravador de CD, ou seja, alguns gravadores gravam melhor em uma mídia e outros em outra mídia.
Este fato comprovei fazendo testes (tenho 2 gravadores de CD) e discos que não apresentavam defeito em um gravador (detectado pelo software), apresentavam defeito no outro.
Notem que isto afeta inclusive a capacidade de leitura dos CDs.
Outro fato interessante que ainda não foi mensionado é de que na gravação de CDs de dados são gravados bits adicionais de correção (paridade) para garantir a confiabilidade dos dados.
Infelizmente, na gravação de CDs de áudio isto não acontece, portanto, normalmente, pode acontecer de haver bits ou mal gravados, ou lidos de forma incorreta, o que não deve causar alterações significativas na audição, pois ocorrerão em pequeno número.
Portanto se você quiser garantir que fatores de vida útil degradem a qualidade de um CDs com música (apenas para preservar a gravação), o ideal seria preservar a música em um CD de dados(no formato .wav)
Considerado isto, sempre tenho como providência, testar a qualidade da gravacão após terminá-la e caso tenha algum problema, fazer uma nova cópia, abandonando a anterior. Já houve casos de ter CDs de mídia ruim que apresentaram 100% de setores danificados (não lembro bem a unidade de verificação do software).
Este software (CDSPEED) que eu citei é bem simples, mas pode ajudar a determinar, qual gravador de CD e mídias, vocês poderão utilizar para realizar boas gravações.
Antonio Dacorso
Carlos Dantas
03-04-2004, 10:36
Prezados amigos
Considerando válidos os bons conseljos do Marchesi e considerando equipamentos de confiável qualidade podemos dizer que erros de codificação devem representar uma parcela desprezível do problema. Na maioria das vezes o que pode afetar o fato de uma cópia de CD de audio parecer soar diferente do CD original é o fenômeno do "jitter" que pode aparecer de forma diferente nas duas mídias. Teóricamente o jitter existente na cópia pode ser maior igual ou menor que no original significando que a reprodução sonora do CD-ROM pode ser pior, igual ou melhor que a do CD original. Existem hoje dispositivos que conseguem reduzir o jitter de uma dada fonte e, neste caso, o CD-Rom pode soar melhor que o CD original. Estamos entretanto tratando de uma degradação que em 90% dos casos só pode ser percebida por equipamentos de alta qualidade e por uma audição muito atenta. O contrasenso disto é que equipamentos de alta qualidade(CDs players e conversores D/A por ex.) são os que, em tese, não apresentam de forma sensível o problema.
O fenomeno do jitter é um dos que apresentam maior dificuldade de ser equacionado e entendido pelos engeheiros.É de uma grande complexidade teórica e qualquer aproximação não rigorosa pode levar a caminhos sem saída. Existe entretanto um site na Internet que discute este assunto de forma mais degustável e que trata principalmente do asunto das cópias de CDs. Recomendo a voces a leitura do artigo "Everthing You Always Wanted to Know About Jitter But Were Afraid to Ask" http://.digido.com/jitteressay.html
Abraços
Dantas
mmartins
03-04-2004, 14:07
Senhores,
É, eu também faço algumas cópias de cd no meu computador. Já fiz muitos testes e nunca percebi diferença. Se elas existem eu não as ouço.
Att.
iMilazzo
03-04-2004, 21:04
Só para fazer o papel do advogado do :diabo: , já ouvi dizer que a velocidade de gravação pode influenciar na qualidade do áudio.
Será ?
:confused:
Com certeza !! Quanto mais rápido você grava maior a possibilidade de haver erros e/ou perdas nas informações (independente de música ou dados) gravados.
E tem mais, no caso de música, os bits e bytes copiados são os mesmos, considerando que não houveram nenhuma dessas perdas/erros na leitura também, às vezes são imperceptíveis, às vezes não. E ainda tem o problema da mídia a ser gravada, a qualidade dela também pode induzir a erros/perdas.
Eu sempre escolho mídias de marca e gravo nas velocidades mais baixas e ainda sim ocorre o que já foi citado, a gravação fica mais aguda !!
Já notaram que as versões nacionais dos CD's que vem de fora estão sempre nessas condições. Pode ter algo a ver ?!?!?!?
Abraços,
iMilazzo
zeppeliano
03-04-2004, 21:45
Pedi para um amigo fazer uma cópia do cd do Ronnie james Dio," Evil or Divine", que é um disco com excelente áudio. A gravação foi em wav.A mídia usada foi um Sony prata.Os graves ficaram muito bons. Eu percebi perda foi nos detalhes. No início da música Holy Diver tem uns efeitos, tipo relâmpagos, e na cópia esta parte da música ficou abafada.Testei várias vezes e a diferença é gritante. Até o meu filho de 13 anos percebeu.
Um dos grandes problemas que estamos enfrentando é a falta de qualidade das mídias, até um ano e meio atrás eu conseguia encontrar uma mídia hp que era excelente, ao menos se comparada com as atuais, agora não encontro mais a hp e nenhum outro disco com qualidade razoável, nem mesmo os de marca.
A muito tempo atrás eu utilizei uma gravadora de mesa e ficou na minha memória que a mídia era de boa qualidade, por este motivo resolvi tentar os discos específicos para áudio, comprei philips, tdk, jvc e sony, para minha decepção eles são tão vagabundos quanto os comuns.
Perdi as esperanças, agora só uso cópias para o carro e para o quarto, ou então para gravar discos que não tenho possibilidade de conseguir, seja porque os importados estão custando um absurdo ou porque o disco não foi lançado em cd.
Abraços
Márcio
mmartins
03-04-2004, 23:37
Caro Márcio,
Como vai,tudo blz ?
Voce esta dizendo que todas as minhas cópias de cd podem estar com problemas ?
Quem faz as cópias é minha esposa, ela usa o CD COPIER "8x" do Roxio, com mídia SONY. Honestamente, ainda não percebi diferenças audíveis em cópias. O que será que está acontecendo ? Tô ficando surdo ? Uma vez até li um artigo se não me engano na HIFI NEWS e o cidadão disse que as cópias não são identicas, mas mesmo assim não consigo ouvir diferenças audíveis. Porque ?
Leiam a próxima mensagem pois fiz alguns testes e cai para trás.
Att.
mmartins
mmartins
04-04-2004, 00:31
Senhores,
Pois é, são 00:30 horas de domingo. Gravei uma cópia de um cd de música clássica, de muito boa qualidade, CONCERTOS IN SEVEN PARTS DONE FROM THE LESSONS OF DOMENICO SCARLATTI,CHARLES AVISON, ALPHA. Ouvi a gravação original por duas vezes, estavamos eu e minha esposa. Depois colocamos a cópia, e para nossa surpresa, vimos diferenças. +- 2 anos atrás estas diferenças não eram faceis de serem percebidas por nós, mas hoje, com o passar dos meses, já ficam bem mais fáceis.
Resumindo: A cópia perdeu foco/recorte, grave esparramou abafando nitidamente o som, perdeu um pouco da musicalidade da cópia. Fiz novamente o teste e descobri que na verdade a perda é geral, em todos os quesitos da metodologia da CAVI. Enfim, estou decepcionado por minhas cópias. Mas, continuarei a fazer algumas raras.
Att.
Mauro, concordo inteiramente com tudo o que relataste, e mais, mesmo em equipamentos mais simples como o som do meu carro eu noto perda nos graves e aumento da quantidade de médios altos e agudos.
Ainda não consegui gravar um cdr que me satisfaça na comparação com o original.
O caso é que concordamos que o jitter existe, e pode incomodar na simples reprodução de um cd.
Quando copiamos um cd, existe o jitter na leitura, depois também ocorrem erros na execução da gravação, e depois mais jitter na reprodução da cópia.
A gravação original fica sujeita a três sessões de erros de leitura/gravação contra apenas uma quando reproduzimos um cd original, isso sem falar na qualidade desgraçada das mídias.
Abraços
Márcio
mmartins
04-04-2004, 01:12
Caro Márcio,
Descoberto o problema, qual seria o procedimento para garantir 100% de qualidade numa gravação ?
Att.
mmartins
Olha, acho que muita reza e alguma macumba :tu:
Eu nunca tive um gravador com duas bandejas, mas quem fez o teste diz que gravadores com duas bandejas fazem uma cópia exata, bom, se encontrarmos uma mídia decente é claro!
A vantagem em relação aos gravadores com uma bandeja, que nos obrigam a ligar um cd player na entrada digital, é que o sinal não sobre conversão.
Se ligamos o cd player ao gravador somos obrigados a utilizar uma conexão otica ou uma coaxial, em ambos os casos o sinal sofre conversão, no caso da ótica em luz e na coaxial em pulso elétrico.
Eu fiz algumas cópias em uma gravadora pioneer PDR05 e em todos os casos a inferioridade da cópia é nítida, parece que um lençol foi colocado na frente das caixas.
Abraços
Márcio
mmartins
04-04-2004, 01:24
Márcio,
Bastante elucidativo. Voce tem alguma gravadora de duas bandejas para indicar que resolva este pequeno probleminha ?
Att.
Marcelo T
04-04-2004, 02:14
O jeito mais fácil de se fazer cópias boas é usar o programa exact audio copy. Pelo menos a extração digital dele é perfeita. Se a midia for razoável e a gravação for abaixo de 8x, ela fica quase perfeita.
Nilton.P
04-04-2004, 10:12
Marcelo ,
Qual a versão que voce usa deste programa , entrei no site deles e existe um bocado delas.... Eu uso as vezes o CloneCD.
Obrigado
Martins,
Em uma CAVI, o FA fez uma análise de um Gravador de CD que conseguiria fazer copias boas. vou checar e depois te digo.
abraços,
Marcos
mmartins
04-04-2004, 10:53
Marcos,
Agradeceria muito.
Estive conversando com um amigo e ele me disse que fazer cópias 2x é melhor. Isto precede ?
Att.
Marcelo T
04-04-2004, 12:04
Nilton, pegue a mais nova :D
O clone cd é bom, mas prefiro o EAC pq ele ainda remove proteção de cópias, deixando a tua cópia melhor q o original :D
Nilton.P
04-04-2004, 13:49
Ok Marcelo,
vou baixar esta então : Exact Audio Copy V0.95 prebeta 5 ( achei interessante pré beta...hehehe)
Obrigado
Abraços
Mmartins,
Achei a revista, na verdade é a melhores do ano de 2000, ano 5 n. 54 - jan-fev/2001
O aparelho em questão é : CD RECORD HHB CDR 850, distribuidor SK audio, 0xx19 3234-6944, preço US$ 2.800,00.
Um trechinho do comentario:
"Como gravador, trata-se sem dúvida nenhuma de uma referência tanto para o mercado profissional quanto ao doméstico. Pela primeira vez tivemos a possibilidade de constatar que a principal limitação dos gravadores de CD-R - diminuição de palco e estreitamento das imagens laterais - foi plenamente superada. Outra realidade impar doCD-R 850 é o refinamento e apresentação dos extremos da frequência, com recuperação total de qualquer detalhe. ......."
Fernando Andrete
Abraços,
Marcosm
O Exact Audio Copy é realmente muito bom, é o que uso aqui.
Roosevelt
04-04-2004, 14:09
Onde consigo esse software?
Abraços,
Roosevelt
mmartins
04-04-2004, 14:13
Marcos,
Obrigado pela ajuda. Agora, é bem baratinho. Se fosse 1/3 do preço, até que poderia comprar em 24 meses, mas por este preço, fica para outra época quando ganhar na mega-sena.
Att.
mmartins
Roosevelt
04-04-2004, 19:37
Valeu Dennis! :legal:
Roosevelt
Martins,
Nas ultima edições da AV o distribuidor, SK Audio (Silmar - 11-6283.6466) esta anunciano o HHB CDR-830, por 900U$.
Na verdade o 830 é uma plataforma PIONEER (PDR) modificado, eu possuo o PDR609, e os dois saõ a mesma cara.
http://www.pioneerelectronics.com/pna/product/detail/0,,2076_4147_34748,00.html
http://www.hhb.co.uk/hhb/int/hhbproducts/cdr830/index.asp
Acho que agora da para voce fazer em 12 parcela.
Abraço.
WILSON.
mmartins
04-04-2004, 22:43
Caro Wilson,
Muito obrigado pela dica.
Att.
mmartins
Martins,
Nesse review ele diz também que é um ótimo Cd player e também transporte.
Abraços,
Marcos
mmartins
05-04-2004, 08:19
Caro Wilson,
Voce poderia transcrevr aqui o que ele realmente fala sobre ser bom cd player e bom transporte ?
Att.
Mmartins
É o Marcos. Ficou em casa a revista, de casa descrevo o que ele escreveu.
Abraços,
Marcos
Martins
Vou tentar resumir:
Teste CDR850 HHB - AV Nº 51 out/2000.
...outra qualidade impar do CDR850, é o refinamento e apresentação dos extremos das frequencias, com recuperação total de qualquer detalhe...
...e fomos surpreendidos por uma resposta sempre de nivel high-end...
...dinamica excelente, boa organicidade, atingindo niveis acima da media em gravações audiofilas, e uma musicalidade que deveria ser padão em todas as gravações comerciais...
...como CD player, outra grata surpresa uma vez que coloca em cheque muitos cd high-end de 4 a 5 mil U$.
...como transporte superou inumeros modelos por nos testados...
Veja bem que este teste é o do modelo 850, e o garvador em promoção é o 830.
WILSON.
mmartins
05-04-2004, 12:37
Senhores,
Liguei para lá e ele só vende a vista.
Obrigado pela dica novamente.
Att.
SantoAngelo
05-04-2004, 16:56
UFA !!!
Depois de ler tantos comentários fiquei até meio zureta !!! kkkk
Olha, minha opinião é a seguinte podem haver diferenças na gravação de um cd original para um cd copia sim.
Vou explicar o por quê ???
Principalmente cds antigos que eram gravados em velocidades mais baixas como por exemplo 20 X experimenta gravar um cd destes em 40 X pra ver se não da diferença não só da diferença de som mas também de sincronismo não é uma diferença absurda mas da pra perceber.
Falo isso pq tenho um cd da banda Ace of Base, foi um dos primeiros lançados no Brasil logo quando saiu a tecnologia de CD, o dia em que fiz uma copia em 40X estranhei um pouco o áudio.
Agora os cds mais atuais isso não ocorre não pude sentir diferença alguma no som.
Já com os cds de vídeo formatos AVI MPG WMV entre outros formatos não senti perda de imagem lembrando que se gravarem em mais de 4X com certeza irão perder qualidade de imagem, pois formatos de vídeo são muito sensíveis e tem que ser gravados numa velocidade bem lenda eu recomendo 2x mas também pode ser gravado em 4X.
[]´s
Fábio
SantoAngelo
05-04-2004, 16:58
Ah esqueci de postar uma coisa importantíssima !!!
Qualidade de mídia também influencia, ja notei algumas diferenças nas mídias Dr. Hank e TDK.
[]´s
Fábio
mmartins
05-04-2004, 17:31
Caro Fábio,
Sempre fui um dos que defendia de unhas e dentes que cópias de cd feitas em computador são perfeitas. Um dia estava lendo um artigo na Absolute Sound e um usuário fez comentários bem claros sobre o assunto e afirmava veementememte que cd copiados em computador não soam iguais aos originais.
Na época não dei muita bola, mas diante deste tópico resolvi fazer os devidos testes, já que hoje meu equipamento bem equilibrado e conheço cada detalhe dele, resolvi fazer um teste. Peguei um cd muito bom, gravei em 8x e 2x. nas duas cópias a diferença, no meu sistema, para o meu ouvido, forma bastante grandes. Claro que uma pessoas menos terinada talvez não percebesse a diferença ou um outro equipamento também não mostrasse a diferença. O fato é que preciso rever alguns conceitos de audiofilia.
Att.
Roosevelt,
Em que consiste esse teste A - B ? Poderia explicar com mais detalhes?
Obrigado.
Roosevelt
07-04-2004, 02:10
Já tive de trocar CDs novos que apresentavam ruído. Lembro que em um dos casos, o defeito era quase imperceptível. Para o grande público, totalmente imperceptível. Tanto que foi uma luta fazer o fulano da loja entender. Ele finalmente conseguiu perceber o "defeito" com um teste A-B.
Roosevelt
Elmano,
Eu me referia a um simples teste de ouvido. Escutar atentamente (com fones) o CD defeituoso (A) e depois uma outra cópia (B), de um outro lote da loja.
Geralmente os vendedores apenas colocam o CD no primeiro boombox que encontram pela frente e vão passando as faixas. Acham eles, que defeito é apenas o CD não tocar...
Abraços,
Roosevelt
Senhores,
Acompanhei com bastante interesse essa discussão. Porém, quase sempre não faço cópia direta, já que gravo apenas o que me interessa - extraio as faixas em wav. Ao receber uma gravação feita por um amigo, percebi uns silvos, vozes excessivamente sibilantes. Utilizei um software com analisador de espectros e vi que as freqüências de 10kHz a 12kHz tinham sido simplesmente cortadas! Seria o software de extração? Fiz, então extrações utilizando 3 softwares diferentes: Easy CD Creator, SIMPLE e Exact Audio Copy. O resultado?
Estou disponibilizando em: http://geocities.yahoo.com.br/natoolvera/EXTRACAO.pdf
E gravando, as diferenças são mesmo audíveis...
CleitonMarques
04-07-2004, 23:07
Qual seria então o melhor gravador(es) software, mídias e velocidade para minimizar ( se é que existem) as perdas?
Abraços....
POis é, Cleiton, As curvas produzidas são diferentes do Easy para o Simple e Exact Audio Copy. Se formos levar em conta o que se diz, o Simple e o Exact devem ser mais realistas do que o Easy.
Mas eu imaginava que fossem iguais antes de fazer o teste, porque a conversão do CD para .wav era igual: 44.1 kHz 16 bits.
Eu, particularmente, passarei a gravar como Exact pra ver se a cópia fica diferente da original...
mmartins
16-12-2004, 22:14
Senhores,
Eu até "pouco" tempo jurava de pés juntos que as diferenças não existem para cópia de cd de música, até que um dia fui testar se uma cópia da Sinfonia No. 5 de Prokofiev estava ok, quando percebi que os graves estavam diferentes, provavelmente o tal do desequilibrio tonal, o que demonstra claramente que as diferenças existem. Vejam, a diferença apareceu com mais facilidade em uma orquestra, disco da Teldec, e elas aparecm muitio menos em disco de jazz por exemplo , mas aindas estão lá. Façam o teste, como uma música que voces conheçam muito bem e com muita massa orquestra que pode ser um caminho para se descobrir a diferença. Elas existem e são audíveis, pelo menos pra mim.
Podem existir algumas diferenças em função da mídia utilizada, do gravador e até da velocidade escolhida. Em alguns casos, a diferença pode até não existir.
Roosevelt
17-12-2004, 13:52
E aquele mega teste que o Dennis estava patrocinando?
Estou curioso com os resultados.
Roosevelt,
Vou tentar organizar todos os dados e colocar os resultados no começo do ano que vem. :tu:
ricardo_pedrassani
04-07-2005, 02:12
Roosevelt,
Vou tentar organizar todos os dados e colocar os resultados no começo do ano que vem. :tu:
Na verdade, restou comprovado que cópias em boas mídias com bons gravadores são até mesmo MELHORES que os originais. E os tais dos erros C2 e CU não ficam presentes tanto no original quanto no gravado. Então a qualidade é absolutamente comparável em relação ao original - CD-R
Ricardo,
Seguiro a leitura deste tópico (http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=12227). ;)
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