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Ver Versão Completa : Aterramento - não basta enterrar é preciso medir



johnnie
19-10-2004, 10:10
Amigos,



fazer aterramento não é tão simples como parece. Costumo dizer que é preferível não ter, do que fazer mal feito

não basta simplesmente enterrar uma ou várias hastes de cobre, interligá-las e achar que está bom. É preciso medir a resistência de aterramento.

pois bem, dizem que casa de ferreiro o espeto é de pau. Fiz dois aterramentos anteriores em dois setups distintos, com apenas uma haste cada e não tive a preocupação de medir, mesmo tendo um terrômetro à disposição (ainda vou medir)

preocupado em proteger de modo eficiente o MIG e Shanling, resolvi seguir a risca as instruções do fabricante do AC organizer em que ele pede máximo de 05 ohms (embora o catálogo de instruções especifica 10 ohms)

de acordo com o Sr. Cláudio Lameira da AC organizer eu deveria enterrar 3 hastes em linha distantes 3 mt entre si, interligá-las com fio de cobre cuja bitola escolhida por mim foi de 35 mm

o local escolhido foi um canteiro de jardim, (sempre úmido pelas regas diárias, o que facilita o terra) paralelo ao muro. Por haver espaço coloquei 1 haste a mais, no total 4 hastes em linha com espaçamento de 3 mt

não usei conector entre o cabo e a haste, fui mais longe fazendo solda exotérmica por ser mais eficiente

serviço concluído no mesmo dia e agora de manhã fizemos a medição com um terrômetro digital (aferido e calibrado) marca Megabras igual a esse:

http://www.megabras.com/portugues/produtos/terrometros/MTD_20KWe.htm (http://www.megabras.com/portugues/produtos/terrometros/MTD_20KWe.htm)

o valor encontrado foi 12.47 ohms, ou seja, completamente fora da especificação que é 5 ohms

não fosse pela medição iria achar que estava perfeito

enterrei mais 2 hastes e a resistência caiu apenas de 12.47 ohms para 9.20 ohms

para não acabar com o jardim enterrando dezenas de hastes e arrumar uma briga com a mulher, a única alternativa disponível é fazer tratamento do solo através de produto específico

depois comento o resultado. Mas como vcs podem observar não basta apenas enterrar é preciso medir

obs.: medida da haste: 2.40 m compr x 3/4 diam.

abraços

johnnie
19-10-2004, 10:27
acabei de descobir um site bem interessante. Se bem que cada caso é um caso. O resultado que obtive é bem parecido com "aterramento com hastes verticais alinhadas"

http://myspace.eng.br/eng/para_raios2.asp

mmartins
19-10-2004, 10:55
Caro João,

Aterramento é muito, mas muito, muito, muito importante, não só pra manter seu som protegido, ou quase, como também para fazê-lo tocar relxado, solto, flutuante. Eu uso, aqui na minha casa, aterramento nas ferragens do prédio, nunca medi não, mas pelas normas ABNT parece que os resultados neste tipo de ligação são muito bons. Eu mesmo posso garantir-lhe que funciona mesmo. Conte-me depois sobre os novos resultados, pois quando voce chegar aos 5ohms vai perceber o qto o seu som vai mudar.

Roosevelt
19-10-2004, 11:05
Nada como uma experiência assistida. :aplauso:

Bob
19-10-2004, 11:14
Moro em apartamento e quando fiz a reforma dele, dei um jeito e instalei 3 barras no jardim do prédio :D e o amigo que fez o serviço (ele era responsável pela instalação elétrica de muitos prédios comerciais novos) ficou impressionado com o resultado quando foi medir... então estou tranquilo! :D

Eduardo
19-10-2004, 11:15
Johnnie,

O tipo de solo (principalmente em relação à umidade) tem muita influência também. Eu consegui um ótimo resultado com apenas uma haste e instalada no próprio piso da sala, junto ao equipamento de som.
Os resultados variam muito de equipamento para equipamento. Como já ficou provado, vai da sensibilidade do equipamento o aterramento proporcionar ou não alguma diferença. Se você tem problemas no equipamento, se ele é sensível demais, se a fonte não tiver um bom projeto, se você tiver problemas de interferências eletromagnéticas, etc, certamente um aterramento vai ajudar. Uma curiosidade: a Stereophile não usa aterramento ou filtros/estabilizadores/condicionadores/etc de qualquer espécie na maioria dos seus testes, justamente para avaliar a imunidade do projeto em condições comuns de utilização. (e tem gente por aqui querendo desenvolver salas ideais para teste...se o equipamento for deficiente nesse aspecto...nunca saberemos). No meu caso, apesar do aterramento ser excelente, não obtive qualquer vantagem em termos de qualidade sonora, mas tenho-o para uso no sistema de proteção. Sobre isso, é bom lembrar que o aterramento por sí só não garante qualquer proteção ao equipamento, pelo contrário, pode até atrapalhar se feito inadequadamente. Dispositivos de proteção específicos devem ser utilizados para este fim, e estes sim necessitarão de um aterramento.

Eduardo

johnnie
19-10-2004, 11:31
Roosevelt obrigado

Bob ainda bem, só dá para ficar tranquilo medindo

Martins só vou inaugurar o som em Dezembro

Eduardo,

assim como em condicionadores e filtros, sou cético tbm em relação a aterramento na questão de melhoria de áudio

mas acredito na proteção parcial em casos de surtos. Digo parcial pq a melhor proteção em caso de mau tempo é desligar a tomada. Se um raio cair em cheio, não existe proteção

como a grande maioria, ou todos os fabricantes de aparelhos eletrônicos, seja lá de áudio, vídeo ou quaisquer outros exigem ou aconselham aterramento abaixo de 10 ohms, é preciso medir para ter certeza

abraços

Eduardo
19-10-2004, 11:59
Johnnie,

Aí eu concordo com você....desligar tudo da tomada é mesmo a melhor proteção...

Nilton.P
19-10-2004, 12:39
Eduardo e Johnnie,

Desligar não só da tomada como das antenas em caso de mutios raios.

Johnnie,

como bem disse o Eduardo , o aterramento depende muito do solo, se sua casa esta construida encima de um aterro somente com hastes voce não conseguirá obter o resultado proximo de 5 ohms , voce tera que usar algum produto quimico , antigamente usava-se sal, mas hoje existe um gel quimico que tende a melhorar o aterramento , só tome cuidado com este produto quimico , pois como colocará no solo e encima tem o tão querido jardim da sua esposa , as plantinhas podem sentir.

Abraços

johnnie
19-10-2004, 12:47
Nilton,

sei que depende do solo, mas os valores servem como referência

vc viu o site que indiquei? resultados parecidos

para não detonar a terceira guerra mundial devido ao jardim, antes de tratar o solo, mandei enterrar gradativamente mais hastes medindo através do terrômetro até um total de 10, ao longo do muro

a tarde devo ter algum resultado

abraços

mmartins
19-10-2004, 12:58
Cada umtem suas experiencias, não é verdade? No meu sistema, o terra faz um efeito bastante benéfico, ainda bem. Desejo-lhe, meu caro João Alfredo, sucesso nas suas investidas audiofilas.

johnnie
19-10-2004, 13:04
Martins meu amigo, obrigado

mesmo cético a respeito dos benefícios do aterramento na qualidade sonora, não tenha dúvida que vou testar com ou sem

abração

mmartins
19-10-2004, 13:32
Caro João,

O negócio é o seguinte:já tivemos, pelo menos aqui em BSB, vários, mas vários casos de sons ruins que um bom aterramento resolveu, não são poucos não, até equipamento ditos TOPs. Quando voce for colocar o aterramento, aterre apenas um equipamento, de preferência a fonte, como o 8400 não tem aterramento, tem que optar pelo amplificador ou outro componente. O que acontece é que o som relaxa, voce vai ver. A diferença, em alguns casos, mesmo em equipamentos ditos TOPs, é muito grande. Todos que observaram a diferença são audiofilos de carteirinha, que é o seu caso e de muitos outros por aqui, alguns levaram um baita susto. Estou curioso...

Renato
19-10-2004, 14:36
Ligue na malha, um radiador de caminhao de cobre...e taque sal grosso...

parace até simpatia, como o custo é irrisorio, depois nos informe, sei de "causos" que foi a unica solucao...

[]'s

Renato

Vinicius Lima
19-10-2004, 15:32
João, cuidado com esse preparado químico em forma de gel (Aterragel). O danado é bastante tóxico, certamente matará algumas plantas.
Eu prefiro dissolver um quilo de sal grosso para cada 20 litros de água. O resultado é bem satisfatório.
Hoje moro em apartamento, em Santos. Mas quando residia em sampa, na casa da Mama, e com direito a sala dedicada e tudo, fiz um aterramento à regra e despejei 10 litros de água em torno de cada haste. Resultado da medição, realizada 3 anos depois: 1,3 Ohms.
Detalhe: o solo é de terra rouxa.

Abração

Vinicius

johnnie
19-10-2004, 16:38
Amigos,

não vai ser preciso enterrar radiador de caminhão:hilario: e nem molhar com água diluido em sal grosso:) (a dica do Vinicius seria a próxima tentativa, sem menosprezar o radiador, viu Renato)

enterradas 12 hastes em linha com espaçamento 3 em 3 mt ao longo do muro, e 33 mt de cabo de cobre nú 35 mm com solda exotérmica, consegui abaixar a resistência do solo em fantásticos 1.44 ohms:legal:

com 4 hastes = 12.47 ohms
com 6 hastes = 9.20 ohms
com 12 hastes = 1.44 ohms

portanto amigos não basta apenas enterrar é preciso medir

abraços

Filipão
19-10-2004, 17:00
Colegas,

Existe algum método alternativo de aferição da qualidade de um aterramento usando um multímetro comum?

Abraços,

Filipe Rangel.

Eduardo
19-10-2004, 17:08
Filipão,

Por diferença de voltagens (tensão) entre fase/neutro e fase/terra.

Eduardo

johnnie
19-10-2004, 17:13
Filipão,

como o Eduardo comentou existe sim e o procedimento está aqui:

http://www.byknirsch.com.br/index2.htm

só não sei se é confiável. Amanhã vou pedir ao eletricista medir para comparar

abraços

johnnie
20-10-2004, 09:42
Amigos,

confirmei o procedimento By Knirsch para medição de terra sem terrômetro, conforme instruções no site:

http://www.byknirsch.com.br/index2.htm

"Aterramento: Faz Diferença (parte 1)"
"Aterramento: Faz Diferença (parte 2)"

sendo que:

tensão 120 volts máximo 10 volts de diferença entre fases
tensão 220 volts máximo 20 volts de diferença entre fases

valor encontrado do aterramento medido através de terrômetro: 1.44 ohms

medição By Knirsch (minha tensão é 220v)

Fase + Neutro = 235.0 v

Fase + Terra = 234.8 v (medido através da lâmpada de 60w)

Diferença entre fases = 0.2 v

Portanto é uma ótima alternativa para "medição" do terra sem aparelho apropriado

abraços

Filipão
20-10-2004, 10:01
Colegas,

Beleza! :legal:

Vou medir em casa pra ver quanto dá esta diferença.

Alguém saberia informar o motivo para o uso da lâmpada nesta aferição?

Abraços,

Filipe Rangel.

johnnie
20-10-2004, 10:13
Filipão,

talvez para medir com carga. Basta arrumar um soquete comum, com uma lâmpada de 60w, e coloque o multímetro nos dois bornes do soquete (fase e terra)

abraços

Fontes
20-10-2004, 10:54
João

Pois então ? Sempre foi este o meu método de medição. E outro dia fui espinafrado aqui por uma questão destas de aterramento.Fui considerado, por alguns "doutores" como um "ginasiano" no assunto.

O importante do aterramento não é se são duas, quatro ou seis hastes enterradas. Lógico que uma maior quantidade aumenta a possibilidade de maior eficiência. A medição é que diz tudo. O terrômetro é usado para medir a resistencia do aterramento no local. Mas se você conhecer a tensão e a corrente voce chega a resistencia. O método do Knirsch é o que eu uso deste que fiz aterramento do meu primeiro receiver. Já tenho o kit (lampada + pontas de provas) montados num suporte de madeira com terminais para medição da tensão (FASE-NEUTRO e FASE-TERRA).

João, os valores de seu aterramento ficaram ótimos, mas se você tivesse enterrado apenas 3 hastes formando um triangulo equilatero, onde os lados teriam a distância igual ao comprimento das hastes, teria obtido um resultado bem proximo disto. Fiz o meu assim e foi medido com o terrômetro pouco menos de 4 ohms.

um abraço

Fontes

johnnie
20-10-2004, 11:50
Torres,

não fique triste, alguns métodos de aterramento são vistos com desconfiança. O importante é que vc testou e aprovou

realmente o método Knirsch funciona, para ser completo deveria ter uma tabela correspondente volts = ohms para uma melhor avaliação. Se o camarada obter uma diferença de fase + terra de 20 volts (rede de 220v) qto equivaleria em Ohms???

ele não se refere a Ohms (não vi escrito) e sim a diferença de fase em volts

alguns fabricantes pedem 10 ohms outros 5 ohms, nesse caso qual seria a diferença entre fases??? 3, 10, 15 ou 20 volts ???

cheguei a fazer o triângulo equilátero mas obtive resultado superior a 9 ohms. Cheguei a pensar em fazer uma malha de aterramento no jardim, tipo 6 x 6, mas era briga na certa

acabei optando por hastes alinhadas, mesmo pq achei que apenas 4 resolveriam, aí coloca mais uma, coloca outra, mais outra........total 12 :)

pelo menos deu certo

abração

Fontes
20-10-2004, 12:46
João

Esta tabela em ohms seria realmente muito útil. Mas o importante é que a diferença entre as tensões FASE-NEUTRO e FASE-TERRA não seja superior a 3% medidas nos bornes da lâmpada. Por exemplo, se ao medir a tensão FASE-NEUTRO voce encontrar algo como 215 volts a tensão FASE-TERRA não deverá ser inferior a 208 volts. Veja que da tensão efetiva (215v) apenas 7 volts restaram em virtude da resistencia oferecida pelo sistema de aterramento.

O aterramento daqui de casa tem um pouco mais de 3 volts de diferença entre as duas medidas (aproximadamente 1,5%). É feito com 3 hastes fincadas no formato do triângulo. Um eletricista mediu com um terrometro e achou algo proximo a 4 ohms.

abraços

Fontes

johnnie
20-10-2004, 13:48
Fontes,

pelo menos dispomos de duas referências em 220 v:

1.44 ohms = 0.2 volts
4.00 ohms = 3.0 volts

se bem que vai depender do neutro de cada um

abraços

Fontes
20-10-2004, 14:36
João

Exatamente. Segundo o Knirsch, a eficiencia do aterramento do Neutro, feito pela concessionaria de energia, influi sobre este resultado.

abraços

Fontes

Vinicius Lima
20-10-2004, 16:43
Fui considerado, por alguns "doutores" como um "ginasiano" no assunto.
Caramba Fontes, fui eu quem disse isso, e pensei ter deixado claro que não estava me referindo a você :discordo: , mas sim a alguns "medalhões" audiófilos que vemos por aí falando e dando conselhos sobre o assunto, mas que na verdade mal concluíram o curso ginasial.

Não precisava ficar "mordido", o comentário não havia sido direcionado a você.:legal:

Grande e forte abraço.

Vinicius

Fontes
20-10-2004, 17:10
Vinicius

Desculpe a minha interpretação apressada! Tudo Beleza!:legal: :brinde:

Também não expressei corretamente minha opinião sobre o fato. É claro que não concordo plenamente com o aterramento em portas e janelas, tanto assim que não utilizo isto como o aterramento principal para toda a rede da residencia. Apenas aterrei o receiver (carcaça) naquela porta e constatei que funcionou, inclusive com medições eletricas acima do esperado. Hoje a porta não existe mais (não foi destruida pelo raio :bD ), com a reforma ela sumiu.

:brinde:

abraços

Fontes

Bolasete
21-10-2010, 23:50
Pessoal, verificando a fiação elétrica no forro da minha casa ( construção antiga), fiquei assustado.
Constatei muitas irregularidades a ôlho nú, apesar de não ser eletricista.

Tenho o fio terra apenas num bico onde está ligado o PC devido o formato da tomada e,
por desencargo de consciência, resolvi medir, agora a noite, as tensões nos pontos dessa tomada
e o resultado foi esse:

neutro = pino da esquerda
fase = pino da direita
terra = pino centro baixo

neutro + fase = 118V
fase + terra = 123V

Achei muito estranho o fase+terra estar dando 123V.
Não contente, percorri os cantos da casa medindo todos
as tomadas neutro+fase encontrando o resultado igual de 118V.

O que estaria de errado ?

Obrigado

_rau_
22-10-2010, 14:01
Cara, vc ressucitou um tópico de 2004 e eu sem querer segui na sua onda!

A questão da medição entre Fase-Terra dar maior que entre Fase-Neutro pode ser o fato de o neutro da rede de distribuição está sobrecarregado. Coloca uma carga no seu aterramento, que provavelmente é um TT, e verá a tensão ir lá pra baixo.

Aterramento não é só medição, praticamente todo mundo esquece desses três tópicos:

1 - Equipotencialização.

2 - Proteção contra contatos indiretos (Dispositivo DR - especialmente com aterramento em esquema TT)

3 - Proteção contra surtos (DPS) em modo diferencial e comum (especialmente em modo comum no esquema TT).

Bolasete
29-10-2010, 23:56
Cara, vc ressucitou um tópico de 2004 e eu sem querer segui na sua onda!

A questão da medição entre Fase-Terra dar maior que entre Fase-Neutro pode ser o fato de o neutro da rede de distribuição está sobrecarregado. Coloca uma carga no seu aterramento, que provavelmente é um TT, e verá a tensão ir lá pra baixo.

Aterramento não é só medição, praticamente todo mundo esquece desses três tópicos:

1 - Equipotencialização.

2 - Proteção contra contatos indiretos (Dispositivo DR - especialmente com aterramento em esquema TT)

3 - Proteção contra surtos (DPS) em modo diferencial e comum (especialmente em modo comum no esquema TT).


Caro _RAU_:

Colocar uma carga é ligar uma lâmpada de 60W e medir a voltagem ?
Por favor, explique sua diretiva.

Obrigado
[ ]ss

_rau_
30-10-2010, 09:35
Esse teste não serve pra absolutamente nada! Não nos diz nada sobre o estado do aterramento. Na verdade até diz, se der uma queda de tensão de 10V como propagam por aí, esquece que esse aterramento está horrível! Quando eu disse colocar uma carga, sim, 60W pode indicar alguma coisa, uma queda de tensão, mas colocar uma carga eu diria algo bem mais elevado que 60W.

Há vários textos por aí dando a instrução para realizar esse teste dizendo aind que uma queda de até 10V com 60W de carga no fio terra é algo normal ou 20V em 220V. Um absurdo esse tipo de afirmação!

O fio terra foi criado em princípio para a proteção de pessoas e como tal não pode permitir que uma massa condutora (superfície de metal) tenha seu potencial elevado acima de patamares seguros ou seja, 25V chão molhado e 50V piso seco. Acima desses valores há um tempo máximo em que essas supefícies podem permanecer energizadas e são tempos bem curtos, na ordem de milisegundos.

E como manter esses tempos baixos o suficiente? Depende do esquema de aterramento utilizado, TN (TN-C, TN-C-S, TN-S), TT e IT, já que cada um apresenta características diversas e de impedâncias diversas. Há vários calculos um tanto quanto chatos e massantes para se por exemplo conseguir manter o tempo de seccionamento de um circuito em fuga Fase-Terra num esquema TN, usando-se apenas um disjuntor. O tamanho do circuito é algo crucial e é definido nesses calculos, mas há dezenas de outros detalhes que entram no calculo. Por isso o esquema TN, qualquer um deles, é dificil de se manter com segurança pq exige um pessoal treinado quando houver necessidade de por exemplo aumentar a distância de um circuito, mudar as caracteristicas de um disjuntor, etc. Um esquema TN apresenta impedâncias na ordem de 0.x ou 0,0x Ohms, uma impedância baixissima, permitindo que uma curto circuito franco Fase-Terra jogue a corrente em milhares de amperes, permitindo que nesse instante um disjuntor simples seccione imediatamente um circuito em falta. Isso é de extrema importância devido à elevação de potencial das massas aterradas quando uma fase entra em contato acidentalmente com esta. Se não houver seccionamento praticamente instantâneo, alguém tomará um choque feio sendo que o tempo de exposição é um fator primordial nessa questão. Entretanto, as questões são mais complexas ainda, mas não entrarei em detalhes. Agora num aterramento separado, com hastes independentes, caracterizado como um aterramento no esquema TT, as impedâncias giram na ordem de dezenas à milhares de Ohms. Um aterramento nesse esquema mesmo que se consiga digamos 2,3 Ohms, o que é uma impedância relativamente baixa e dificil de se conseguir um aterramento TT, não permitiria por exemplo um tráfego de corrente maior do que 100A @ 230V - Lei de Ohm. Ah, mas você poderia dizer que 100A é o suficiente para um disjuntor comum de 20 ou 25A desligar rapidamente, sim até certo ponto é verdade, mas rápidamente o quanto? Nessa questão estamos falando de milisegundos e 100A só faz um disjuntor de 20 ou 25A desligar em alguns segundos (talvez 2 a 5 segundos) e não milisegundos. Conseguir 2,3Ohms de resistência num aterramento TT não é nada fácil, precisa-se de um solo muito bom, talvez até quimicamente tratado, úmido, com hastes de alta qualidade e várias hastes, ainda assim não serve para o propósito de proteção. Isso porque ainda estamos falando de correntes com frequência industrial (50/60Hz), numa descarga atmosférica (que apresenta frequências passando os Khz) onde a impedância se eleva mais ainda.
Jogar meros 60W no fio terra e mesmo que não meça queda de tensão alguma em relação à medição Fase-Neutro, é uma coisa, jogar 25A (5500W @ 220V) nesse aterramento é outra totalmente diferente - resistência aumenta com a elevação de corrente, logo se há uma queda de digamos 10V com 60W, quanto que dará com 5500W? Cairá todos os 110V e ainda surgirá um potencial elevado nas carcaças aterradas. De que que serve um aterramento como esse? Só pra escoar pequenas fugas de corrente nas carcaças e nada mais - pra parar de dar choquinhos, mas mesmo assim existe uma porta aberta para outros fenômenos perigosos que não vou entrar em detalhe e tem explicando no meu tópico fixo sobre o assunto.

E como fazer nessa questão? Resumidamente:

Aterramento TT = Uso de dispositivo DR - Dispositivos DR detecta "instantaneamente" fugas na ordem de Miliamperes ao fio terra, geralmente 30mA é o valor usado para proteção contra contatos indiretos (fugas de energia acidentais para as massas condutoras, geralmente a carcaça de um equipamento). Para se conseguir entretanto, que um dispositivo DR de 30mA haja rapido o suficiente é necessário que a impedância dessa malha de aterramento fique na ordem de 1666 Ohms ou 833Ohms para não permitir que o potencial dessas massas não suba além de 25V dentro do tempo que o DR leva para disparar, o que digamos é algo muito fácil de se conseguir, a não ser que vc enterre as hastes em areia pura ou um terreno só de pedras.

Por razões de complexidade de projeto dos circuitos com aterramento TN, que use apenas disjuntores para realizar o seccionamento dos circuitos em falta, as normas atuais recomendam enormente o uso de dispositivos DR, ao menos para áreas sujeitas a umidade, piso molhado, pés descalços. Apesar de que numa residência típica, as distâncias são curtas e com uso de disjuntores com Curva de atuação do tipo B, disjuntores de disparo rapido, é fácil de se conseguir que haja um disparo em tempo seguro mesmo sem realizar calculos complexos de dimensionamento de circuitos.

1 - Equipotencialização:

Interligação de todas superfícies condutoras estranhas ou não à instalação elétrica diretamente à um ponto único de aterramento. De extrema importância para a proteção das pessoas no esquema TN. Há critérios para se fazer essa interligação.

2 - Proteção contra contatos indiretos - já explicado acima. No esquema TT - Dispositivo DR para todos os circuitos e dimensionamento correto de circuitos no esquema TN - apesar de que o uso de Dispositivos de corrente diferencial residual serem muito recomendados.

3 - DPS - Raios são um trem complicado de se conter, mas o uso de DPS's protegendo todas as linhas é algo de extrema importância. No esquema TN quando há uma descarga na rede externa, há uma elevação de tensão tanto nas fases como no neutro, mas por neutro e terra estarem em algum ponto da rede convergindo para a mesma malha de aterramento, desse ponto em diante teoricamente não existirá diferença de potencial entre neutro-terra, os potenciais se igualam ali. Entretanto isso não é de todo verdade, já que mais à frente um protetor que esteja instalado num ou mais Fases e jogando o pico de tensão de volta ao neutro, irá criar uma queda de tensão elevadissima no condutor neutro que se refletirá numa DDP de centenas à milhares de volts em relação ao condutor de aterramento, logo necessitameos da proteção por DPS entre N/PE (Neutro/Terra) num ou mais pontos distantes do ponto de convergência ou separação dos condutores neutro e terra da mesma malha de aterramento, independente do esquema utilizado. Há equipamentos que são fortemente imunes à esses disturbios, outros já nem tanto e outros bem frágeis, logo um aterramento do tipo TT pode muito bem criar diferenças de potenciais elevadadas entre duas malhas distintas tendo esse equipamento no meio interligando as duas malhas e sofrendo todos os dandos possiveis de uma descarga atmosférica que cause essa DDP.

Há muitas outras coisas referentes à esse assunto que não dá pra entrar em detalhes, mas é um tema muito interessante e digno de livros só sobre o assunto.

_rau_
19-11-2010, 21:59
Amigos,

confirmei o procedimento By Knirsch para medição de terra sem terrômetro, conforme instruções no site:

http://www.byknirsch.com.br/index2.htm

"Aterramento: Faz Diferença (parte 1)"
"Aterramento: Faz Diferença (parte 2)"

sendo que:

tensão 120 volts máximo 10 volts de diferença entre fases
tensão 220 volts máximo 20 volts de diferença entre fases

valor encontrado do aterramento medido através de terrômetro: 1.44 ohms

medição By Knirsch (minha tensão é 220v)

Fase + Neutro = 235.0 v

Fase + Terra = 234.8 v (medido através da lâmpada de 60w)

Diferença entre fases = 0.2 v

Portanto é uma ótima alternativa para "medição" do terra sem aparelho apropriado

abraços

Com bases nesses valores dá pra dizer que um calculo feito usando-se a Lei de Ohm, dá pra se ter uma idéia muito boa do estado do aterramento, da sua resistência, sem o uso de um terrômetro.

Veja que com um equipamento de medição apropriado dá pra se ter uma exatidão maior e realizar medições com correntes mais elevadas e frequências além de 60Hz, dando um resultado muito mais apurado sobre a malha local de aterramento em condições esporádicas, como escoamento de correntes de disturbios gerados por raios ou as correntes harmônicas geradas por vários equipamentos eletrônicos que estão foram da frequência industrial de 50 ou 60Hz.

Outra coisa que já mencionei é a equipotencialização junto com o uso de protetores adequados independente do esquema de aterramento usado. No caso de uma malha separada da malha do neutro, esquema TT, deve se usar um dispositivo DR em qualquer hipótese e para todos os circuitos. Devemos se preocupar tb com a proteção contra descargas atmosféricas usando-se DPS's entre Neutro/Terra e Fase-Neutro (ou terra).

Enfim, o cálculo é o seguinte:

A lei de Ohm pode ser usada pra realizar vários calculos, considerando sempre uma carga resistiva. Aqui no caso precisamos calcular a corrente e resistência. Antes de tudo medimos a tensão entre Fase-Neutro e Fase-Terra utilizando uma carga de 100W ou 60W já que vou usar os dados fornecidos acima.

Carga: 60W resistivos
Fase-Neutro - 235V
Fase-Terra - 234,8V
DDP: 0,2V
Resistência medida pelo terrômetro: 1,44 Ohms

Calculamos então:

60W / 235V: 0,2553191489361702 (Amperes)

60W / 234,8: 0,2555366269165247 (Amperes)

Para encontrar a resistência desse circuito com a lampada de 60W em ambas medições:

235 / 0,2553191489361702 = 920,4166666666667 (Ohms)

234,8 / 0,2555366269165247 = 918,8506666666667 (Ohms)

Realiza-se então uma diferença entre 920,4166666666667 e 918,8506666666667 = 1,56 Ohms - valor esse bem próximo dos 1,44Ohms aferido pelo terrômetro, que considero ser um empate técnico.

Esse calculo é feito ao encontrar a resistência total do circuito para realizarmos uma diferenciação com a resistência do circuito Fase-Terra, chegando a esse valor bem próximo ao dado pelo terrômetro.

Pode ser que não seja um valor de todo confiável, mas dá uma ótima idéia do estado da malha local. Mais importante do que isso é saber aplicar os esquemas de aterramento de acordo com cada necessidade local e utilizar protetores adequados para completar a segurança das pessoas e dos equipamentos.

Bolasete
05-12-2010, 01:02
Olá amigos do fórum,

Fiz a instalação do fio terra da minha casa (haste + 25m. fio 6mm)
exclusivo para os chuveiros e fui medir a tensão, apresentando o
seguinte resultado no multímetro:

118,4v sem carga (fase e terra)
89,4 ~ 91,3v com carga de 1 lâmpada de 60W
68,0 ~ 69,5v com carga de 2 lâmpadas de 60W cada

É normal esta queda de tensão ?
O aterramento não está perfeito ?

A Fase e Neutro da residência estão nos mesmos 118,4v.

[ ]s, Bolasete

_rau_
06-12-2010, 22:49
Não é normal e indica que seu aterramento é insuficiente, apresentando alta resistência.

Mas o mais importante é realizar um equipotencialização com a malha do aterramento do neutro da CIA Elétrica se quiser que esse aterramento te dê alguma proteção com uso apenas de disjuntores simples. Esse tipo de aterramento separado (TT) não oferece proteção alguma sem uso de um Disjuntor (Dispositivo) DR.

A equipotencialização reduzirá a resistência de todo sistema de aterramento de forma natural, já que o neutro aterrado (TN) da CIA apresenta baixissima resistência/impedância, permitindo que qualquer fuga de corrente entre Fase-Terra seja interrompida por um disjuntor comum - para que isso aconteça de forma segura é um assunto mais complexo, mas falando de uma residência típica isso acontece de forma tal que protege o usuário contra choques elétricos, ainda assim o dispositivo DR é desejável em qualquer esquema de aterramento já que esse detectará pequenas fugas de corrente antes que essa fuga gere correntes de curto-circuito elevadas.

hotsauce2007
08-12-2010, 03:14
Rau

Aproveitando o barco, tenho aqui em casa uma barra de 2 metros de cobre no jardim, um fio sai direto da barra e termina na minha tomada hubbell, qual seria o melhor fio para usar neste caso? Sei que este tipo de aterramento esta LONGE de ser o perfeito, mas vou trocar o cabo somente agora, pois ainda espero o eletricista vir e fazer o serviço completo separando a caixa com chave seccionadora...

Abração e parabéns pelas respostas...sempre salvo todas...

_rau_
08-12-2010, 11:37
Eu não sou "adepto" desse tipo de aterramento, em esquema TT, porque ele é muito vulnerável à descargas atmoféricas, podendo criar um gradiente de diferença de potencial entre o aterramento do neutro da CIA Elétrica e este aterramento feito no jardim, podendo criar danos diversos inclusive envolvendo a vida do usuário. De qualquer forma, nenhum esquema de aterramento é 100% seguro, já que o esquema TN depende de um neutro muito bem aterrado e com manutenção periódica, sofrendo de um mal chamado sobretensão no neutro caso esse perca seu referencial com o transformador da rua ou com hastes aterradas, podendo em raros casos eletrocutar o usuário. No caso do terra TT deve-se tomar cautela em utilizar Dispositivo(s) DR para a proteção do usuário contra choques elétricos e utilizar no quadro geral um DPS de elevada capacidade de corrente e colocado entre o condutor neutro e o condutor terra, para proteger contra possíveis DDP's entre esses dois condutores aterrados e claro, já que se coloca um DPS entre esses dois condutores, deve ser adotado da mesma forma DPS entre Fase(s)-Neutro no mesmo quadro, ambos antes do(s) Dispositivo(s) DR.

Você perguntou do cabo. Pra aterramento é melhor cabo do que fio, e sua seção nominal ("bitola") deve seguir a bitola do condutor fase quando este for de até 16mm2. Como seu aterramento é um TT e está ligado só numa tomada, a bitola pode seguir a bitola do fase que chega na tomada. Se esse terra for distribuido a partir do quadro para todos os pontos na casa, você deve utilizar um cabo de seção nominal igual ao Fase principal da casa e a partir do quadro distribuir em condutores de seção nominal iguais aos dos circuitos finais.

hotsauce2007
12-12-2010, 15:45
Eu não sou "adepto" desse tipo de aterramento, em esquema TT, porque ele é muito vulnerável à descargas atmoféricas, podendo criar um gradiente de diferença de potencial entre o aterramento do neutro da CIA Elétrica e este aterramento feito no jardim, podendo criar danos diversos inclusive envolvendo a vida do usuário. De qualquer forma, nenhum esquema de aterramento é 100% seguro, já que o esquema TN depende de um neutro muito bem aterrado e com manutenção periódica, sofrendo de um mal chamado sobretensão no neutro caso esse perca seu referencial com o transformador da rua ou com hastes aterradas, podendo em raros casos eletrocutar o usuário. No caso do terra TT deve-se tomar cautela em utilizar Dispositivo(s) DR para a proteção do usuário contra choques elétricos e utilizar no quadro geral um DPS de elevada capacidade de corrente e colocado entre o condutor neutro e o condutor terra, para proteger contra possíveis DDP's entre esses dois condutores aterrados e claro, já que se coloca um DPS entre esses dois condutores, deve ser adotado da mesma forma DPS entre Fase(s)-Neutro no mesmo quadro, ambos antes do(s) Dispositivo(s) DR.

Você perguntou do cabo. Pra aterramento é melhor cabo do que fio, e sua seção nominal ("bitola") deve seguir a bitola do condutor fase quando este for de até 16mm2. Como seu aterramento é um TT e está ligado só numa tomada, a bitola pode seguir a bitola do fase que chega na tomada. Se esse terra for distribuido a partir do quadro para todos os pontos na casa, você deve utilizar um cabo de seção nominal igual ao Fase principal da casa e a partir do quadro distribuir em condutores de seção nominal iguais aos dos circuitos finais.


Rau,

Obrigado pela aula, como sempre prestativo cada resposta é uma folha que cai na impressora...haha

Vou reformar a caixa de luz aqui, consegui trazer uma caixa separada para minha sala, esta caixa recebe ligação da caixa central que fica na frente da casa, vou colocar algum cabo de qualidade entre a caixa / minhas tomadas, como a distancia é de apenas 5 metros, então vou comprar um cabo da furutech ou outra do mercado, você tem algum site para me recomendar que possui um esquema bom de ligação? tenho este aqui:

http://www.logicalcables.com.br/mrsite/home/default.asp?titulo=Dicas Elétrica Dedicada&staticpage=yes

Posso seguir este diagrama e pedir para o rapaz fazer? eu entendo um pouco mas com a sua ajuda eu sei se ele irá fazer certo ou não, pretendo abrir um tópico e ir colocando o passo a passo, outra coisa que gostaria de perguntar é sobre as chaves seccionadoras, fusíveis e demais aparelhos de proteção, se puder me indicar os melhores do mercado, fico grato, estou voltando dos USA agora final do ano e posso trazer essas coisas na mala sem problemas dentro da cota, visto que aqui as coisas são bem melhores e mais baratas, só me falar o nome dos tops que eu procuro aqui e pego, se precisar de algum dado ou informação da sala me avise, obrigado mais uma vez pela ajuda

ate mais
Robert

_rau_
12-12-2010, 17:15
Esquema do que exatamente? A ligação dos quadros elétricos é bem que padronizada, não tem muita diferença entre um tipo e outra, vai depender dos dispositivos que forem incluso na caixa, tipo DR, DPS, e esquema de aterramento. O link indicado não mostra nada.

Não recomendo trazer nada nos EUA, a norma americana de instalações elétricas, NEC, é bem diferente da nossa, inclusive os disjuntores usados aí nos EUA possuem encaixes diferentes dos quadros usados por aqui. Nossa norma nacional se baseia nas normas européias e da IEC (Comissão Internacional de Eletrotécnica). Os disjuntores padrão europeu, brancos padrão IEC, são por exemplo são muito melhores que os americanos. Nos EUA dificilmente se usa Dispositivos DR nos quadros elétricos, que são sempre de metal diga-se de passagem, mas sim se faz uso de dispositivos DR (GFI ou GFCI) diretamente nas tomadas que atendem áreas de maior risco, banheiros, cozinhas, garagens, áreas externas, etc. O esquema de aterramento usado nos EUA quase sempre é o TN-C-S (TN-S a partir da entrada elétrica - "Main panel"). A NEC atualmente recomenda uso de um outro dispositivo existente só nos EUA que se chama de AFCI que é um disjuntor que detecta curto-circuitos de alta impedância ou seja, faiscamentos que não conseguem provocar o desligamento de disjuntores que podem causar incêndios. Interessantemente os disjuntores comuns usados nos EUA possuem uma curva de disparo elevada ou seja, são mais lentos por assim dizer, não detectam pequenos curto-circuitos comos os disjuntores padrão IEC, mas suspeito que seja assim devido as características elétricas inerentes do sistema americano, no qual é comum as casas terem quadros de 100 à 200A em Split Phase, com cabos bem grossos entrando no quadro o que se traduz em correntes de curto-circuito elevadas, logo os disjuntores precisam suportar essas correntes em caso de curto e por consequência são menos sensíveis por serem mais robustos.

fyck
19-01-2011, 15:02
Ola, companheiros tudo tranquilo? - Espero que sim (rs,rs,rs,rs).

Procurando na net algo sobre aterramento me deparei com esses comentários desse fórum e resolvi fazer mais um "questionamento" e/ou adentrar um pouquinho no assunto ora abordado pelos Srs. johnnie, Fontes e o _rau_, esse por último me parece um expert no assunto e espero conseguir atender e/ou adentrar mais no assunto.

Sr. _rau_ parabéns pelo detalhamento técnico que o mesmo fez em um outro fórum. Estarei adentrando em alguns detalhes do mesmo assunto por lá.

De "longe" eu quero ensinar de como fazer um bom aterramento, pois isso necessita de vários "fatores" e as vezes sai mais barato contratar um especialista somente em aterramento do que contratar um simples eletricista. Que o diga o johnnie!!!.

Trabalho na área e ouço diversas hipóteses tanto dos engenheiros eletricista como dos técnicos e a respeito da medição do aterramento, todos afirmam que a maneira mais confiável é o uso do terrômetro e a maioria dos técnicos ou digamos "poucos entendedores" acham que é só colocar uma lâmpada no neutro e no terra e se ela acender "bacana", ta "beleza".

Eu concordo com o raciocino do Sr. _rau_ postada no dia 30/10/2010 as 09:35 e queria saber se o mesmo já fez esse tipo de teste com a lâmpada ou somente tirou os cálculos para chegar na escala ôhmica?

Voltando ao assunto do parágrafo 5 desse post, recentemente tive que fazer uns testes em um cliente e para não locar um terrômetro, utilizei esse método e me pareceu um tanto constrangedor no inicio mas no final me pareceu uma boa alternativa no final, vejamos:

No local há o uso de Dispositivos DR e DPS de 45kA 275V e de acordo com alguns testes pude verificar que o DR não desligava instantaneamente nos quadros dedicados a tomadas, a qual costumamos falar de "tomadas de piso ou chão". O sistema no local é o TN-C-S, Trifásico 220V com 4 condutores (Fase R,S,T + Neutro). Já nos quadros para iluminação o DR desligava quase que instantâneo.

A norma solicita que o aterramento seja no máximo até 10ohms, porém especialistas dizem que quanto menor melhor e que um aterramento bom deve ser menor ou igual a 5ohms. Vi alguns documentos com algumas tabelas com as seguintes informações:

Entre 0 e 5ohms = Aterramento excelente
Entre 5 e 15ohms = Aterramento bom
Entre 15 e 30ohms = Aterramento aceitável
Maior que 30ohms = Aterramento condenado

Prefiro me basear na ordem de 10ohms.

Ao medir as tensões pude verificar:

Fase + Neutro = 132.10V
Fase + Terra c/ lâmpada de 60W = 126.9V
Fase + Terra c/ lâmpada de 100W = 122.4V

Se eu fosse pela "regra dos" 10V das diferenças para aplicações 127V e 20V para 220V eu tava perdido, vejamos o por que:

Cálculo com lâmpada 60Watts

60/132.10 = 0,4542013626040878
132.10/0,4542013626040878 = 290,8401666666667

60/126.9 = 0,4728132387706856
126,9/0,4728132387706856 = 268,3935

290,8401666666667 - 268,3935 = 22,4466666666667 (22,45ohms)

Cálculo com lâmpada 100Watts

100/132.10 = 0,757002271006813
132.10/ 0,757002271006813 = 174,5041

100/122.4 = 0,8169934640522876
122.4/ 0,8169934640522876 = 149,8176

174,5041 - 149,8176 = 24,6865 (24,69ohms)

De acordo com a tabela citada logo acima este aterramento estaria "aceitável", porém o DR do local está demorando para desarmar e isso pode ser um grande problema.

Detalhe: Fiz o teste entre Fase e o Terra e a lâmpada acendeu perfeitamente sem que eu pudesse notar alguma diferença da luminosidade quando feito entre Fase e Neutro.

Cabrero até então, resolvi medir os quadros dedicados para iluminação e pude perceber uma notável diferença nos valores obtidos. Vejamos:

Fase + Neutro = 133.9V
Fase + Terra c/ lâmpada de 60W = 133.8V

60/133.9 = 0,4480955937266617
133.9/ 0,4480955937266617 = 298,8201666666667

60/133.8 = 0,4484304932735426
133.8/0,4484304932735426 = 298,374

298,8201666666667 - 298,374 = 0,4461666666667 (0,45 ohms)

Em locais mais longe tive um diferença máxima de apenas 0,5V a qual resulta em aproximadamente 2.23ohms.

Fase + Neutro = 133.8V
Fase + Terra = 133.3V

60/133.8 = 0,4484304932735426
133.8/0,4484304932735426 = 298,374

60/133.3 = 0,450112528132033
133.3/0,450112528132033 = 296,1481666666667

298,374 - 296,1481666666667 = 2,2258333333333 (2.23ohms)

Olhando para esse cenário, fiz um jumper do barramento do terra desse quadro para o barramento do quadro que "desconfiava" estar com problema com um cabo de "chupeta" com engate rápido (garra de jacaré). Eliminei a entrada do Neutro no DR e fiz o teste entre Fase e Neutro com a lâmpada e pude notar a luminosidade normal, fiz o teste entre Fase e Terra e normal e ainda com a lâmpada entre a Fase e Terra, retirei o jumper e pude notar uma pequena diferença na luminosidade, mas pequena mesmo, percebi apenas por que ora eu tirava o jumper, ora colocava e a luminosidade era diferente ao ponto de quando eu colocava o Jumper.

Fiz o teste com o Jumper conectado e "PRONTO" o DR desarmou praticamente que instantâneo. Resolvi o problema passando um novo cabo para o aterramento e pude verificar que o cabo antigo estava todo oxidado devido a chuva. A cada corte que eu vazia no cabo o mesmo dava para verificar a existência da oxidação. Foram cerca de quase 30 metros cortando o cabo e praticamente 70% do cabo estava oxidado.

Olhando para o meu cenário pude perceber e"concluir" que não dá para basear nas diferenças dos 10V e 20V (127V ou 220V) e muito menos no cálculo de porcentagem comentado no post do FONTES citado no dia 20/10/2004 as 11:46 e do johnnie no dia 20/10/2004 as 12:48 em relação a escala ôhmica.

Com relação a isso pude perceber que a diferença em volts para 127V não pode ser maior que 2,38V algo em torno de 1,87% e para aplicações em 220V em torno de 1,36V algo em torno de 0,62%. Isto estou falando para se obter até 10ohms e "acredito" que a margem em porcentagem não deva ser usada pois quanto maior a voltagem maior será a diferença no cálculo, vejamos um pequeno exemplo:

Aplicações em 127V com diferença máxima de 2,38V e não em porcentagem:

127V - 1,87% = 124,6251 (124,62V)

60/127 = 0,4724409448818898
127/0,4724409448818898 = 268,8166666666666

60/124,62 = 0,4814636494944632
124,62/0,4814636494944632 = 258,83574

268,8166666666666 - 258,83574 = 9,9809266666666 (9,98ohms)

Referência em termos de porcentagem:

132V - 1,87% = 129,5316 (129,53V). Só aqui já temos uma diferença de 2,47V.

60/132 = 0,4545454545454545
132/0,4545454545454545 = 290,40

60/129,53 = 0,4632131552536092
129,53/0,4632131552536092 = 279,6336816666667

290,40 - 279,6336816666667 = 10,7663183333333 (10,77ohms)

Aplicações em 220 com diferença máxima de 1,36V e não em porcentagem:

220V - 0,62% = 218,64V

60/220 = 0,2727272727272727
220/ 0,2727272727272727 = 806,6666666666667

60/218,64 = 0,274423710208562
218,64/0,274423710208562 = 796,7241600000001

806,6666666666667 - 796,7241600000001 = 9,9425066666666 (9,94ohms)

Referência em termos de porcentagem:

225 - 0,62% = 223,60. Temos apenas uma diferença de 0,03V comparado aos 1,36V "permitido".

60/225 = 0,2666666666666667
225/0,2666666666666667 = 843,7499999999999

60/223,60 = 0,2683363148479428
223,60/0,2683363148479428 = 833,2826666666665

843,7499999999999 - 833,2826666666665 = 10,4673333333334 (10,46ohms).

Ou, seja, para termos até 5ohms no aterramento a diferença não pode ser maior que 1,19V para aplicações em 127V e 0,68V em 220V.

Façam as contas...

Att,

_rau_
19-01-2011, 22:57
Cara, que textão hein! :)

Primeiramente não sou nenhum expert nem trabalho diretamente com isso, sou apenas um curioso e estudioso do asssunto, um auto-ditada...

Li bem rápido seu texto, posso deixar ter passado algo batido, mas prometo que vou lê-lo com calma depois! Mas em tempo:

O tempo de atuação segura de um Dispositivo DR pode variar dependendo do que se quer proteger. Internacionalmente é dito que a proteção contra contatos indiretos deve ser tal qual não permita que a tensão de contato suba acima de 50 volts para áreas secas e 25V para áreas molhadas. Dentro desses valores é seguro manter contato com a superfície energizada. Quanto maior for a tensão, menor deve ser o tempo de exposição do usuário e para isso o DR deve atuar em tempo hábil pra não deixar a tensão subir além destes patamares. Os tempos de exposição considerados seguros variam de acordo com vários fatores, mas tempos teóricos foram definidos e estes não costumam passar de 0,3 segundos num esquema TT + DR de 30mA e para que que consiga isso, um aterramento bem ruim, até 1600Ohms, mais exatamente 1666Ohms, é o suficiente ou 833Ohms para uma tensão de contato máxima de 25V não se desenvolva na carcaça. A formula básica pra calcular isso é Sensibilidade do DR deve ser menor ou igual a divisão da tensão de contato máxima (25 ou 50V) dividida pela resistência do aterramento.

Por exemplo:

50V / 1000Ohms = 0,05A ou seja 50mA. Com um DR de 50mA (caso existisse), uma pessoa estaria protegida, nesse caso deveriamos selecionar um DR de 30mA. E se tivessemos um aterramento relativamente bom, 20 Ohms.

50V / 20 = 2,5A ou seja, você poderia usar um DR de 2,5A de sensibilidade que conseguiria proteger um usuário contra contatos indiretos. Lembrando que contra contatos DIRETOS, apenas DR de 30mA pra baixo!

To com preguiça de escrever, mas caso saiba inglês, veja esse link que explica bem melhor:

http://www.electrical-installation.org/wiki/Implementation_of_the_TT_system

Ai mostra a resistência máxima possível de uma malha de aterramento TT para uso com dispositivos DR de 30mA à 3A de sensibilidade, dada a tensão máxima admissível nas carcaças dos equipamentos, nos valores normalizados de 25 e 50V, valores esses considerados seguros dependendo da condição do ambiente.

Em esquema TN qualquer que seja, o aterramento apresenta resistência baxissima, já que é o aterramento do neutro, que por si está ligado no centro estrela do transforamdor da rua, apresentando naturalmente uma impedância bem baixa, o que sensibilizaria rapidamente qualquer DR, mesmo os de 500mA ou maior. A resistência de um aterramento TN-C-S não passa de 0,8Ohms, não deveria, se tá maior é pq tem algum mal contato em algum lugar! Se de acordo com a teoria do link acima, 1666Ohms num DR de 30mA de sensibilidade é possivel desconexão em até 0,3 segundos - definido por norma para um esquema TT como tempo máximo para desconexão (Sendo que qualquer DR atua muito mais rapidamente que isso), então alguma coisa há de errado ou com este DR ou com algum ponto do caminho de falta à terra que vc testou ou seja, altissima resistência, talvez até no contato entre Fase-Terra ou no condutor em si, oxidaçao como vc comentou que viu aí.

Nesse outro link da mesma pagina, mostra os tempos de desconexão teóricos definidos por normas e outras informações:

http://www.electrical-installation.org/wiki/Protection_against_indirect_contact

Todo DR por segurança atua em tempo menor do que os recomendáveis como seguro e geralmente é instantaneo à olho nu, mesmo que a resistência do aterramento seja bem alta, 1666 Ohms definido por norma para uso de DR de 30mA. Há DR's com tempo de atuação instantaneo, outros com retardo de alguns milisegundos, estes feito assim para serem mais imunes á descargas atmosféricas, mas por mais lento que um DR seja, nunca ultrapassará os tempos máximos definidos em estudos como tempo seguro de atuação, tempo esse nunca superior a 0,8 segundos no pior dos casos. Se o percuso de falta à terra estiver com resistência baixa o suficiente (1666 Ohms), não tem pq o DR demorar atuar. Pra vc ter idéia, meu DR Siemens atua rapidamente com um simples fio fase enfiado num vaso de plantas com terra umida.

Atualização:

Nesse texto que vc pode baixar no link abaixo, que é da NBR5410/97 comentada pela Revista Eletricidade Moderna, no capitulo 3 "Proteção contra Choques Elétricos", vc tb encontra toda teoria acima sobre tempo de atuação do DR, sensibilidade, esquema de aterramento, inclusive a formulinha acima... Tudo em português!

http://www.coisarada.net/downloads/doc_details/70-nbr-5410-guia-eletricidade-moderna.html

fyck
21-01-2011, 15:16
Aqui eu quis só colocar um prenúncio do mito dos 10V e 20V (127V e 220V) que ocorre nas diferenças que podem ocorrer no aterramento.

Agora em relação da demora do DR que estava dando era maluca, mas não estava desarmando em milissegundos e/ou segundos favoráveis. Cheguei a fazer testes em alguns locais (tomadas) e por incrível que pareça chegava a demorar cerca de 5 a 8 segundos.

Como mencionei, acabei trocando o cabo do aterramento do quadro e parou o problema. Melhor que ficar testando todas as tomadas do local.

Um abraço.

_rau_
21-01-2011, 17:14
Ok, é que eu li sua msg de forma corrida! Ainda vou relê-la, mas de fato você está correto, eu não sei quem ou onde invetaram essa historinha de 10 ou 20V de diferença, isso não existe, aterramento dando essa diferença ai é completamente errado e se dá, não vai dar proteção mínima que seja sem uso de Dispositivo DR.

Bolasete
24-01-2011, 22:26
Olá pessoal !

Lá no relógio de medição constatei que os disjuntores (dois disjuntores) estão
ligados após o medidor e, tenho pesquisado e observei que alguns esquemas postados na
internet tem os disjuntores instalados antes do medidor e, após o medidor, a fiação vai
para o QGD.

Qual é o procedimento correto de ligação dos disjuntores? Antes ou depois do medidor (relógio) ?

E, como fica a instalção do DPS ?

Obrigado a todos pelas dicas pois gostaria de fazer a coisa certa.

[ ]s, bolasete,SPo

..

_rau_
25-01-2011, 13:35
Isso aí depende das normas locais da CIA Elétrica. Nos EUA por exemplo há locais onde o disjuntor geral fica dentro do quadro principal da casa por exemplo. O disjuntor estando antes ou depois do medidor não importa, o medidor estará protegido contra sobrecarga da mesma forma.

Já os DPS's, não tem local certo para instala-lo, na maioria das vezes a instalação será realizada dentro dos quadros de disjuntor, mas pode ser instalado perto do medidor tb, se a CIA Elétrica permitir, até dentro do quadro do medidor. O esquema de ligação dos mesmos vai depender de duas coisas básicas, tipo de aterramento e ponto onde o DPS está instalado. Via de regra, na entrada do medidor vai apenas 1 DPS por fase, ligados contra o neutro. Nos quadros de disjuntores é um DPS por fase + 1 DPS para o neutro contra o fio terra, caso esse exista.

Bolasete
25-01-2011, 19:07
Certo, certo, _rau_ ,

Vamos dizer que não tenho espaço no QGD, eu poderia então fazer a instalação dos 2 DPS lá na
caixa do medidor, que já está agregado o aterramento TN-S (haste=terra + neutro=malha da Eletropaulo) ficando
assim:

2 DPS para as Fases contra o Terra
1 DPS para o Neutro contra o Terra (aqui então, intercalo um DPS do NEUTRO que vem da RUA
contra o terra, não é ?)

[ ]ss

_rau_
25-01-2011, 19:57
Se a CIA Elétrica daí não reclamar, pode!

Não há necessidade de DPS pro neutro quando o DPS é instalado dentro do quadro do medidor já que aí neutro e terra em TN-S são a mesma coisa. Depois que neutro e terra são separados, no mínimo 10 metros depois, já é recomendado que terra e neutro sejam protegidos, na impossibilidade de fazer isso no QDG, utilize protetores depois da tomada que façam isso, video os Clampers Computer Protector por exemplo, ou UPSAI FHT-1200.

Bolasete
27-01-2011, 16:36
Bem pessoal, estou me deparando com um outro problema que preciso
me inteirar e agradeço indicar algum tópico relativo:

É sobre a curva dos disjuntores termoelétricos e a sensibilidade dos interruptores DR.

Conforme as normas da NBR 5410, banheiro e área de serviço (outras áreas de riscos também)
deverão conter um DTM e um IDR em série.
Vou supor que reformei a instalação elétrica do banheiro e o chuveiro é fase+fase+terra 220v.
O que me intriga é, no caso (TUEs):

Qual disjuntor usar (amp) em relação a que curva ?
Qual interruptor DR usar e qual sensibilidade (30ma, 100ma) ?

E quanto às tomadas (TUGs) ?

[ ]ss

suitepee
28-01-2011, 16:11
Use disjuntor e fios com a bitola adequada a corrente recomendada pelo fabricante do chuveiro, quanto à curva, recomendo usar disjuntores curva B.
Na minha opinião é economicamente inviável instalar vários IDRs dedicados para cada circuito da residência. Portanto eu colocaria o IDR com sensibilidade de 30ma com corrente igual à do disjuntor geral do quadro de distribuição, ligando-os em série.

JP!
19-06-2012, 16:52
Eu fiz a medição aqui no apartamento com aterramento nos ferros da viga e obtive 115v entre fase-terra e fase-neutro em uso normal (com carga).

Se alguém puder esclarecer:

1) Para medir fase-neutro devo fazê-lo sem nenhuma carga no sistema ?
2) O que indicará empiricamente a resistência do aterramento é a evolução da voltagem a medida que a carga aumenta ?

JP

Nask
08-10-2012, 10:08
Terrometro Portatil...

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-244244290-terrometro-portatil-alicate-de-aterramento-netfio-_JM (http://Terrometro%20Portatil)

Rafael23_RJ
05-04-2014, 22:38
João

Exatamente. Segundo o Knirsch, a eficiencia do aterramento do Neutro, feito pela concessionaria de energia, influi sobre este resultado.

abraços

Fontes
Aqui a Light disse que nosso aterramento (3 hastes formando um triangulo equilátero) segura o NEUTRO da concessionária caso ele se parta no caminho, de tão bom como foi feito.
O meu Pai já é falecido e estava nessa dúvida, mas conversando com um amigo dele que soldou as hastes, ele disse que foi soldado com uma solda diferente por se tratarem de hastes de cobre.