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  • Os achados do Holbein.

    "Achei" que aquela quimera com a qual alguns audiotas acalentam-se, e acalentam os leitores, de que o melhor cabo é cabo nenhum poderá ser verdadeira,"mutatis mutandis ". Porque depois de muito destruir para experimentar,
    – destruí um exemplar do cabo “The Second”, do Van den Hul para ver o que tinha dentro e vi que tinha muito mais metal do que carbono;
    -- destruí alguns exemplares de cabos da grife “Logical Cable” e notei que não utilizavam da técnica indicada por Jean Hiraga em 1979 – e hoje adotada por quase todas as boas fábricas do mundo – de dois condutores idênticos para o positivo e o negativo, respectivamente, e mais o “schield” – mas sim e inexplicavelmente a velha técnica dos primórdios do rádio, de fazer da blindagem (“schield”) o condutor negativo...
    -- destruí e destruí SEM PARAR... Inclusive um caro exemplar do cabo digital “Transparent” e nada vi de “criação”, a mesma configuração de todo e qualquer cabo digital... Enganem-lhes que eles gostam!
    Depois dessa destruição toda, "achei" que nenhum cabo por mais caro que tenha custado e melhor aparência que possa exibir; ou usar topologia ortodoxa ou heterodoxa, de cobre comum, cobre livre de oxigênio, prata ou banhado a ouro; nenhum cabo, pois, jamais desempenha SEU MELHOR se for revestido com o famigerado "schield", ainda que na forma flutuante.
    O "schield" torna-se necessário e até indispensável apenas pela circunstância de as impedâncias de saída dos "apparatus" do sistema de som musical, tais saídas são ou serem em sua maioria maior que 50 Ohms.
    "Descobri", entretanto, e também que – louvado seja meu santo padim pade ciço! –, que alguns ledores ("players"), tipo OPPO, têm impedância de saída abaixo do valor de 50 Ohms!
    Assim, portanto, se tais ledores forem interconectados diretos aos amplificadores – e se os ledores possuírem controle de intensidade, e em geral possuem –, nessa situação podemos usar cabo sem "schield" algum! Nessa circunstância, o cabo barato torna-se SOBERBO em termos de som, musicalidade, transparência e ilusão de palco!
    Duvida?
    Faça você no seu “laboratório caseiro” (sua sala de som) esta experiência: dote um de seus pré-amplificadores de impedância de saída em redor dos 10 Ohms (se a impedância original de fábrica for maior que 100 Ohms, não dá certo), pegue dois pedaços de fio de cobre de boa qualidade, de preferências com capa de teflon e rijo, torça um fio contra o outro em espirais de 1 e ½ polegadas, solde as pontas em terminais RCA comuns mas desde que façam bom contato, e vá ouvir seu disco predileto; ou então, tenha o trabalho e a despesa de cortar a capa externa de um par de cabo de grife tipo ZEN, depois cortar e retirar o "schield", e, em seguida, ouça o disco com o qual testa seus aparelhos.

    A diferença de “qualidade musical” é tamanha, tal a diferença de musicalidade que se constata entre um amplificador comum com válvulas comuns e um “singled end” com uma 300B.

    Mas tal “achado” requer que mande um técnico de sua confiança – o Rui Fernando, de São Paulo, por exemplo (Tel. (11) 3104.7160; ou e-mail:
    termiônica@terra.com.br), peça ao Rui para construir e instalar, após o circuito de saída de seu pré-amplificador (melhor seria do seu ledor!) um chipe ou um transistor “descrete”, alimentados a pilha, de modo a lograr ter na saída impedância em torno de 10 Ohms.
    [Em outros tempos, naqueles tempos em que se enganavam menos aos audiófilos e as grifes não eram, apenas, assinadas por projetistas de conhecimento e experiência e fama, para efeito de receber “direitos autorais ; nesses tempos um Engenheiro de qualidade conhecido no mundo inteiro como A. Stewart Hegeman; Stewart “bolou” um aparelho a que deu o nome de “Hegeman Input Probe” (“probe” é um “device”, um aparelho para ser intercalado entre aparelhos de áudio com a finalidade de compatibilizar suas impedâncias inter-relacionadas) , alimentado a pilha, para fazer baixar as impedâncias das cápsula fonocaptoras.
    O impiedoso crítico da “The Absolute Sound”, Patrick Donleycoat, analisou o “device” de Stewart Hegeman, em comentário de 1978, do qual dou abaixo um resumo (em tradução livre):
    “... parece que o “Input Probe” pode ter valor quando utilizado após pré-amplificadores menos esotéricos (os high-end de hoje, HM); e, igualmente, quando usado seguido de cabos de longo comprimento...”
    Já o Editor da revista, o célebre Harry Pearson, comentou ao pé do texto do Donleycoat:
    “... aquilo que o Hegeman fez com o “Probe” foi para reduzir , ou eliminar, os efeitos das capacitâncias interagindo nas interconexões...”
    Que é, “mutatis mutandis”, aquilo que faz o “schield” presente em todos os cabos de interconexão: agir sobre os efeitos das capacitâncias dos cabos de interconexão, e um desses efeitos é o de “antena”, isto é, a captação de zumbidos “air borne”, isto é, circulando na atmosfera da sala de música. Mas quando a impedância de saída de ledores ou pré-amplificadores é baixa (e “impedância” é o nome que se dá, num dado circuito, ao efeito combinado de indutância, capacitância e resistência, fatores que impedem a livre circulação da corrente de áudio), quando a impedância é baixa ou abaixo de 50 Ohms, quer isso significar que a capacitância é baixíssima ou inexistente no cabo de interconexão. Assim, portanto, desnecessitando da presença do “schield”.
    Por isso que o “schield” ou blindagem constitui-se um “corpo estranho” no circuito LCR que é um cabo de interconexão; estranho e prejudicial, e prejudicial porque aumenta sem ser preciso a capacitância de tal circuito. E quando um construtor de cabo, como é o caso da Logical Cable, põe o “schield” para conduzir o sinal negativo, comete não só o crime de lesa fidelidade como o pecado de vender gatos por lebres.
    Ainda que, antigamente, as demonstrações públicas realizadas por Gilbert Briggs e Harold Leak cuja finalidade eram comparar a reprodução ao vivo com a reprodução em conserva, nesses tempos ambos utilizavam cabos de interconexão com o “schield” a conduzir o sinal negativo; assim como praticavam a ligação de falantes com cabos ordinários, duplos e flexíveis, e multiveias, de eletricidade...
    E durma-se com uma situação dessa!
    Conclusão apressada: os de antigamente não tínhamos os ouvidos apurados dos audiotas de hoje... que se especializaram em ouvir diferenças de “coisas” as quais, por serem abstratas, dão o nome de “organicidade”, “dinâmica”, “pegada”, “micro detalhes”, ”corpo harmônico” , “palco sonoro”, “textura” etc. Eles todos os antigos, ouvíamos musicalidade, sim, e equilibro total, também. E mais, ouvíamos a articulação, prestávamos atenção ao andamento, gostávamos ou não da sonoridade e da afinação e ficávamos parados nos temas.
    E não era isso, ou não era só isso: os aparelhos dos de antigamente, QUAD, Marantz e McIntosh e Leak e Scott etc. não atingiam as especificações ótimas dos equipamentos “high-end” de agora; por isso que uma distorção harmônica da ordem de 1% era tolerável, em especial nos amplificadores valvulados “singled-end”, pentodos.
    Mas os musicistas de então, estes estávamos ligados não nas especificações técnicas que não as sabíamos avaliar convenientemente – como ainda hoje os audiotas não sabem pois em geral leem os números metafisicamente, isto é, como se fossem números absolutos desassociados de seus contextos (uma câmara anecóica é tudo por tudo diferente de uma sala de música situada numa casa ou num apê); e também os audiotas de hoje estão “conectados” nas grifes e na wattatagem de seus aparelhos mas não na peça musical que porventura ouvem, nos temas dessa peça musical, na musicalidade da orquestra, no andamento da regência etc.
    Aliás, tal como hoje acontece com as transmissões dos jogos de futebol pela técnica HD: encantam-nos, sem dúvida encantam-nos os detalhes das chuteiras multicoloridas dos jogadores e as camisas furta-cores dos clubes; interessam-nos se o bico da chuteira do jogador do ataque que fez um lindo gol de letra contra o time pelo qual torcemos, pelo tira-teima da TV do Galvão Bueno o bico da chuteira do atacante estava adiante do bico da chuteira do jogador da defesa de seu time – e por isso o gol foi feito em impedimento“(off-side”) – ainda que a jogada do atacante tenha sido uma obra-prima de uma “folha-seca”, de um bate-pronto, de um drible, de uma caneta, de um chapéu etc.
    Da mesma forma agimos os audiotas. Mesmo porque não estamos mais acostumados, nem interessados em ouvir música, uma sinfonia inteira, uma longa ópera. Nos habituamos a ouvir tons isolados, um triângulo que bate lá no fundo da orquestra, o trac-trac da palheta do saxofone do Dexter Goldon, no seu disco “Ballads”; ou, como é avaliação do Fernando Andrette, se a batequeta bateu doze vezes nas bordas do tambor... Para ele, isso é alta-fideliade, isso é “high-end”, isso merece uma capa da sua revista.
    Importa nada aos audiotas que os cabos da grife “Logical Cable”, e os cabos ditos de carbono do Van den Hul aproveitem o “schield” como condutor negativo, técnica condenada pelo cientista de áudio Jean Hiraga desde 1977 (!!!) quando afirmou em artigo na publicação “Revue Du Son”: Tradução livre, HM): “É recomendável que o sinal use a mesma qualidade de cabo (ou fio) TANTO PARA O SINAL POSITIVO QUANTO PARA O SINAL NEGATIVO, OTERRA. E a razão é simples: se se usa o “schield” como condutor , ele apresenta 1/3 de resistência a mais (grifo meu,HM) que o condutor positivo do sinal. A melhor solução é usar os dois condutores do sinal, positivo e negativo, similares e tanto quanto possível iguais, além do “schield.” O “schield” pode ser conectado apenas numa das pontas do cabo a fim de minimizar o seu efeito deletério.
    O meu “achado” mais recente é que SEM ‘SCHIELD” NENHUM qualquer cabo de interconexão desempenha melhor do que com “schield”; devido ao que Jean Hiraga chama de efeito do “schield”.
    Ora, se você já gosta do desempenho do cabo que usa, se lograr baixar a impedância de saída do ledor ou do pré-amplificador, e assim puder usar o seu cabo sem o “schield” com que vem dotado de fábrica, sentirá imediatamente que o som fica mais aberto, desaparece um certa “névoa” mui tênue que encobre o som musical replicado, dificultando sua visibilidade plena e total, que a sua topologia enseja . Fiz essa experiência em casa de um Amigo, comparando um cabo com “schield” Cardas Golden com um singelo cabo feito por mim, sem “schield” nenhum; e até o dono da casa sentiu a diferença na “aeração”... Os instrumentos pareciam mais “purificados”.
    Amém.
    Este artigo foi originalmente publicado dentro do fórum, no tópico: Os achados do Holbein. criado por Holbein Menezes Ver mensagem original
    Comentários 148 Comentários
    1. Avatar do(a) jd200172
      jd200172 -
      Senhor Holbien,

      Isso vicia. Li o seu primeiro artigo, aquele sobre cabos, e o próximo e os comentários e não sei como acabei descobrindo o "Jornal de 1 artigo" e viciei. Não consigo parar de ler... Como sou leigo!!

      Um grande abraço,

      Juliano
    1. Avatar do(a) geok1ng
      geok1ng -
      Meu Deus. Método científico por favor:

      Mantenham-se os demais fatores iguais, e testem-se apenas os cabos.

      Teste-se! Isso mesmo, o anátema e tabu da audiofilia: coloque-se um microfone fixo no sweet spot auditivo de uma sala com temperatura e registrem-se os resultados, com gráficos depois comparando o comportamento que os cabos tiveram no resultado sonoro. Bons microfones captam ruidos que estão 100dB abaixo do sinal principal, mais de mil vezes além do que o ouvido humano pode perceber.

      DEPOIS que se obtem os resultados EMPIRICOS E OBJETIVOS é que procede a desmontagem dos equipamentos para tentar compreender os motivos que levaram aos resultados.

      Sem isso a enumeração de argumentos pseudocientíficos que levam tecnologia de construção A ser superior a tecnologia de construcão B perde-se no vazio. Ciência não é o uso abusivo de jargões e termos técnicos para enfiar na cabeça dos outrros ( consumidores, audiotas, etc) suas CRENÇAS, é o teste sistemático de hipotéses com experiências que as desafiem.

      O texto, em que pese a elegância com que usa os termos técnicos e descreve a construção dos cabos, não os testa, nem responde efetivamente a pergunta que interesa aos leitores: que cabo é melhor, que tipo de construção de cabo introduz menos distorçõe se ruídos no sinal final? e por aí vai.

      Em tempo: minha CRENÇA pessoal é que cabos de 5m são incapazes de introduzir efeitos perceptíveis por ouvidos humanos, como bem explicado, testdo e comentado em :
      http://www.roger-russell.com/wire/wire.htm#introduction
    1. Avatar do(a) dumas
      dumas -
      Outro dia estava eu conversando com um amigo e disparei uma pergunta: Cabo faz diferença ?

      Ele de pronto respondeu : Sim, infelizmente !

      Aqui em casa cabos de força, interconnects e cabos de caixa apresentam significativas diferenças na apresentação do evento musical reproduzido eletronicamente.

      O último cabo que estive a testar aqui em casa foi o de caixa ... VDH Inspiration, Supra Sword, ASI Liveline, Combak Harmonix e outros ...

      No meu sistema, todos os cabos de caixa tocaram diferente ... estavam presentes diversas pessoas ... não foi ilusão ... e a diferença foi grande ... fácil de perceber.

      Queria eu que não fossem tão gritantes as melhorias ou piorias ... assim qualquer cabo de caixa serviria, qualquer cabo de força serviria, qualquer interconnect serviria ...

      Repito então o que meu amigo respondeu, em sintese: Sim, cabos fazem diferença - infelizmente.

      Acrescento que em sistemas com maior detalhamento / resolução / neutralidade é mais fácil de perceber.

      Gostaria muito de usar a ciência (até da engenharia elétrica) para enganar o meu cérebro e meus sentidos tentando convencê-lo que não senti / ouvi o que ouvi / senti. Seria muito mais barato.

      Em alguns sistemas cabos não fazem diferença nenhuma. Infelizmente no meu sistema faz ... que faço ? Troco de sistema ? Compro os cabos ? Me interno ? Deixo assim mesmo ? Trabalho mais ? Largo tudo ?

      Fraternos Abraços,
      RD.
    1. Avatar do(a) Miro Teixeira
      Miro Teixeira -
      Citação Originalmente Enviado por geok1ng Ver Mensagem
      Bons microfones captam ruidos que estão 100dB abaixo do sinal principal, mais de mil vezes além do que o ouvido humano pode perceber.
      Mas para quê, se no final, o que importa realmente é o que o ouvido humano pode perceber

      Falando em perceber o que o ouvido pode sentir, quem não acredita que cabos não fazem diferença, deveria é sim, procurar um bom otorrinolaringologista (ôô palavrinha....) e sim fazer uma boa audiometria e avaliar a capacidade do ouvido, antes de duvidar que outros percebam diferenças que ele não percebe

      Grande Holbeim Bom saber que voltou a escrever no Forum e abrirá um espaço na internet para ótimos artigos, como sempre

      Abraços
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Amigos que fiz cá neste extraordinário e bem-sucedido HTForum:

      De agora em diante estou no MEU saite

      www.audioliberum.com.br

      com as malcriações que foram rejeitadas por outros saites.

      O autêntico Holbein.
    1. Avatar do(a) fibra
      fibra -
      Holbein, simplesmente sensacional !

      Sou seu fã, e quando digo isso declaro que sou fã do "Holbein Personalidade" e do "Holbein Audiófilo Cientista".

      Meus sinceros parabéns, pois o seu novo site está lindo e com MUITA personalidade.

      Forte Abraço
    1. Avatar do(a) Sphinx
      Sphinx -
      Acho que como a LOGICAL CABLES foi citada, deveria vir a público explicar essa lambança de utilizar a blindagem como condutora do sinal negativo. Como sou cliente desta marca e acredito que tenha muitos outros por aqui, tenho direito de saber a versão da empresa.
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Citação Originalmente Enviado por Sphinx Ver Mensagem
      Acho que como a LOGICAL CABLES foi citada, deveria vir a público explicar essa lambança de utilizar a blindagem como condutora do sinal negativo. Como sou cliente desta marca e acredito que tenha muitos outros por aqui, tenho direito de saber a versão da empresa.
      Remeti em pacote via SEDEX que foi recebido pela Logical, tenho confirmação dos Correios, remeti nesse pacote um cabo da grife Logical Cable parcialmente desmontado em cujo desmonte vê-se que o cabo utiliza a blindagem como condutor de sinal.

      Tenho o outro cabo deste par cá comigo para remeter a quem interessar possa.

      Holbein.
    1. Avatar do(a) Sphinx
      Sphinx -
      Caro Holbein,
      Sua contribuição é valiosíssima e serve para desmistificar certos dogmas em áudio hi-end. Sinto que o Brasil, mais do que em outros países, o consumidor não tem organismos de proteção e defesa, cada um inventa o que quer, importa-se materiais "aeroespaciais", constroi e vende alegando ser o melhor do mundo, mas será que é verdade? Daí a importância do que vc faz, alertando que as coisas não são bem assim. É incrível como existem pessoas que compram cabos de valor até maior do que o próprio equipamento, será que elas conseguem escutar assim tantos detalhes a mais?
      Um abraço
    1. Avatar do(a) eborten
      eborten -
      Olá todos, acabo de me registrar nesta lista de uma vez, e acabo entrando num tema super polêmico. Já discuti um bocado com meu filho a respeito, mas por um azar ainda não pude ir à casa dele participar de um teste de qualidade de cabos.
      A priori, acho esse ponto algo meio inútil. Por exemplo, o "shield" que você menciona, Holbein, a meu ver não deveria fazer ter muito efeito, porque a impedância do circuito de saída do amplificador é baixíssima (4 ou 8 ohms), e isso, em termos de indução não chega a ser um quadro muito favorável à recepção de sinais espúrios.
      Por outro lado, impedâncias baixas exigem um cabo de baixa impedância, qualquer 1 ohm (se é que um cabo numa sala chega a tanto) seria algo importante.
      Quanto aos antigos (sou um deles), eles sabiam que a distorção harmônica de um amplificador de potência iria bem abaixo dos 1%. A distorção eventualmente introduzida pelas caixas seria bem maior.
      Nem vamos falar do excelente circuito de saída hiper-linear da McIntosh, com as grades auxiliares dos seus pentodos de saída ligados a taps dos pesadíssimos transformadores de saída, que tinha tap a dar com o pau, se bem me lembro, cada catodo tinha seu tap, também, para gerar um pouco de realimentação. Que maravilha de engenharia...
      Para mim, o ponto fraco de uma cadeia de audio continuam a ser as caixas acústicas (nossa, tem cada horror por aí, não vi nenhuma que me entusiasmasse - ainda mais com esses tais de 'surround', na faixa dos miles de dólares, que imagino que esse pessoal de hoje não tem mais ouvido.) O segundo ponto fraco da cadeia de som é a construção da sala - já sonhei com lajes flutuantes, mas nunca cheguei a implementá-las - e todo o amortecimento acústico da coisa. Em terceiro lugar, os vizinhos, que não sabem apreciar uma boa instalação. Em quarto lugar, o amplificador de potência, desde que seja um desses 'high end' de 100 W rms por canal, tipo Marantz, é claro.
      Mas, parabéns pela sua iniciativa a respeito dos cabos. Estou do seu lado.


      Erik
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Eborten (Erik).

      Minha experiência sexagenária plena, quer dizer, de todos os dias(!) e de muitíssimas oportunidades não me leva a ter a sala como problema segundo da montagem de um som musical. Aprendi ao longo desse tempo uma verdade simples e de tão singela pouco observada: nenhuma sala ressoa! E se não ressoa não carece de absorventes antiressonantes! Isso é invenção dos mercadores de produtos exóticos de absorção.

      Sala de alvenaria com concreto, que não vibra, reverbera! Uma vez que o fenômeno da ressonância está ligado à vibração. Ora, se uma sala destinada ao som musical não ressoa de conta própria, não há porque "tratá-la" com os placebos de absorção que se vendem e se poropagam por aí.

      Quando à reverberação, qualquer sala de qualquer tamanho pode ter um tempo de reverberação exemplar, e exemplar aqui está ligado ao gosto musical de cada um. O "remédio" para ter-se uma adequada reverberação na sala musical é apôr-se nela painés de controle do tempo e frequências de reverberação.

      O cientista Amar Bose estabeleceu esse tempo como ótimo desde que estivesse próximo dos números 11% para o som direto e 89% para o som refletido.

      Quanto ao efeito da blindagem em um cabo de audio, não é para "melhorar o som" mas para não piorá-lo além do som produzido em forma de corrente elétrica na sua origem. Quanto mais direto correr esssa corrente de áudio mais próximo estará do original. Dois fios rijos cobertos com capa de teflon e entrelaçados um sobre o outro, para mim é o melhor caminho para a condução da corrente de áudio.

      Concordo! Ainda são os alto-falantes os elos mais fracos da corrente de áudio para o som musical

      Holbein..
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Em outras palavras:

      Por que alto-falantes é ainda o elo mais fraco?
      Porque existem, basicamente, dois tipos de falantes, o de bobina móvel e os eletrostáticos (não incluo os isodinânimos porque são uma corruptela dos eletrostáticos...).
      (1) Os falantes de bobina móvel sofrem da inevitável tendência da curva ascendente de seu fator de impedância;
      (2) São dependentes, por estarem conectados aos chassi e ao campo magnético, dependentes do importante fator de complacência – material usado na suspensão e na aranha;
      (3) Seu desempenho está diretamente proporcional ao volume e consistência das caixas que os abrigam: o natural e inevitável ponto de ressonância de cada unidade desloca-se para cima, em comparação ao ponto de ressonância da unidade ao ar livre, em grandeza inversa do volume da caixa; quando menor o volume da caixa mais elevada a freqüência de ressonância em Hertz;
      (4) Há uma relação pessoal e intransferível entre o campo magnético de dada unidade de falante (imã em oersteds) e o fator de amortecimento do amplificador; acertar o melhor casamento, em termos de mercado, desses dois importantes fatores é quase uma questão de “milagre”;
      (5) Cada componente posto no caminho entre os amplificadores e os falantes(divisores de frequência, circuitos de linearidade e divisores de tensão para alinhar a sensibilidade, alteram radicalmente as curvas de impedância e a de freqüência de resposta dos alto-falantes (as várias unidades de uma caixa);
      (6) A máxima de Gilbert Briggs, da Wharfedale, “The big the best” para caixas só será verdadeira se a caixa for de material não vibratório como tais o concreto e o metal; se for de madeira, “the big the worst”;
      (7) E, por último mas não por fim, quando menos massa tiver o cone do alto-falante mais detalhes de média e alta frequência da música reproduzirá; em contrapartida, quando mais leve, mais distorção gerará nas médias-baixas e baixas freqüência.
      É por isso que um reles fone de ouvido reproduz o som musical melhor que o melhor e mais caro das caixas de alto-falantes, por a influência dois fatores acima referidos agem em mínimas quantidades.
      Holbein.
    1. Avatar do(a) fibra
      fibra -
      Grande Holbein, eu sempre aprendo algo a mais contigo.

      Meus sinceros agradecimentos.

      Abrço
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Mas há, FIBRA, quem ainda compre caixas de alto-falantes pela beleza estética, pelo nome da grife, pelos elogios que as revistas de áudio estampam em suas páginas em troca de grosso dinheiro por linha.

      E eu posso aqui garantir pois tenho o dieito de afirmar por vivência e análises no miolo dessas caixas que seus divisores de frequência são feitos com bobinas de núcleo de ferro e capacitores de poliester!

      E as especificações das unidades dos falantes são abaixo do nível considerado aceitável pelas Normas da Alta-Fidelidade.

      Alta-Fidelidade não é um substantivo comum, é adjetivo, qualifica e determina um dado grau de qualidade; se os componentes alcançarem tal grau de qualidade são alta-fidelidade; do contrário, são enganação como aquela que vi um dia numa loja de produtos de áudio: uma faixa tipo faixa presidencial com os seguintes dizeres "RESSONÂNCIA GARANTIDA"

      Ainda semana passada Professor Aparecido e eu trocamos dois capacitores de um pré-amplificador, de poliester de 2 MFD por um coquetel de capacitores de polipropileno, polistireno e óleo, perfazendo o mesmo valor de 2 MFD: e o resultado deixou-nos de boca aberta! O som eletrônico e o som musical!

      Holbein.
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Fibra,

      para utilizar na TV SONY de Tela de Cristal Líquido, modelo KDL 46EX605, cuja imagem em HD foi otimizada por um técnico especializado da SKY, e ficou um cinema mas o som era péssimo, initeligível às vezes, até mesmo em programaas da GLOBO; para otimizar o SOM ganhei do meu amigo Aparecido Lopes, de Guaratinguetá, um par das caixas KEF Q 15, e instalei. Não ocoreu melhora, o som das vozes humanas continuou initeligével.

      Abri uma das caixas, retirei o "crossover" e verifiquei que a internacional grife KEF importada da Inglaterra utiliza capacitores eletrolíticos nos braços do divisor, um de 9 MFD e outro de 11 MFD. Troquei-os por capacitores de polipropileno e agora compreende-se as vozes dos locutores, em especial a péssima locução dos dubladores de filmes.

      É a isso quwe chamo de vender gato por lebre...

      Holbein
    1. Avatar do(a) fibra
      fibra -
      Holbein, querido, isso aí é apenas mais um exemplo. Infelizmente.


      Forte Abrço
    1. Avatar do(a) Marco André
      Marco André -
      Bem, sou novato no HT Forum e confesso que fico meio perdido com tanta informação. Na realidade, gostaria de fazer um upgrade no meu sistema. Penso em manter os cabos e as caixas e comprar um integrado em um CD Player. Alguém poderia, por favor, recomendar uma alternativa razoável ? Quanto, no mínimo, eu gastaria para comprar um conjunto desses ? Desde já, obrigado.
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Por incrível que possa pareçer, Marco André, se um integrado com CD Player houver, e eu duvido que haja, essa é a maneira mais inteligente de montar-se um sistema de som musical.

      Porque o bom está no simples e a solução inteligente está na descomplicação.

      A linha reta continua a ser a menor distância entre dois pontos...

      Holbein Menezes.
    1. Avatar do(a) Holbein Menezes
      Holbein Menezes -
      Eram, Julio Cesar, de poliester da marca MAC, 400 V, portanto Simens, com tolerância de apenas 4%! E os eletrolíticos que troquei do "crossover" da Caixa KEF Q-15, eram Elytine despolarizado, 100 V, tolerância de 0,1%!

      Donde se conclui que a qualidade musical não está na marca nem na tolerância, mas nos dielétricos!

      Já abri caixa de som de afamada grife e a bobina era de núicleo de ferro, de 4,7 umF; quando troquei por bobina de núcleo de ar a estridência que eu ouvia DESAPARECEU!

      São os gatos por lebre, Julio Cesar!

      Holbein.
    1. Avatar do(a) JulioCesar
      JulioCesar -
      O Aparecido contou da saga em achar os capacitores adequados , o que é triste é ver uma economia em aparelhos ditos de alta-fidelidade . Quando se trata de objetos de produção em massa , como as Kef , pode-se fazer vista grossa , mas nos ditos "estado da arte " , é imperdoável , pois apesar de caros , os componentes eletrolíticos são uma pequena fração do que é cobrado pela pangeia final .