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Tópico: Cambio automático ou manual ? Qual sua preferência ?


  1. #166
    Membro Avatar do(a) danban
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    Mas já estão vendendo. Eu já vi na rua.


  2. #167
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    Citação Originalmente Enviado por danban Ver Mensagem
    Mas já estão vendendo. Eu já vi na rua.
    É vero. Acabo de ligar na CCS e me disseram que tem pronta-entrega por 45.5K, completo (Automático, ABS, airbag).

    Segundo a vendedora (papo de vendedor é lasca...) faz em torno de 11km/litro.

    Uma opção bem melhor que o Pálio, sem dúvida!

  3. #168
    Membro Avatar do(a) danban
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    Eu acho uma opção interessante.

  4. #169
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    Pra mim, o único câmbio sem-pedal-de-embreagem que supera o tradicional manual é o câmbio automatizado de dupla-embreagem (VW/Audi DSG, BMW DCT, Porsche PDK, etc). E olha lá, pois ainda existem muitos câmbios de dupla-embregem com desempenho abaixo do esperado (caso do Lancer Evolution X e seu dupla-embreagem SST; considerado por muitos como inferior ao modelo com um manual tradicional).

    Câmbio automático convencional com conversor-de-torque é algo que eu não engulo. E digo isso pois hoje possui dois carros com câmbio automático (uma BMW 330 e um MiniCooper S), e por mais que os carros sejam bons, percebe-se como o câmbio limita o potencial dos veículos. O conversor-de-torque é pesado, além de reduzir o desempenho do veículo ele também piora o consumo. Pode ser confortável para o dia-a-dia, mas p'ra mim, desempenho e consumo é um preço alto demais à se pagar por conforto, além, é claro, de ter que abrir mão da paixão pessoal pela técnica-de-direção do manual. Infelizmente, esses carros só vêm para o Brasil em configuração automática, ou seja, é automático ou nada.

    Já os automatizados de embreagem-única deixam muito à desejar. Sempre deixaram. O consumo e o desempenho são equivalentes ao manual tradicional, mas as trocas são extremamente desconfortáveis. Enquanto o carro com conversor-de-torque faz as trocas "patinando" o conversor (por isso ele é suave) e o câmbio de dupla-embreagem possui um sistema de acoplamento/desacoplamento simultâneo (é como se ele nunca ficasse desacoplado, por isso suas trocas são suaves também), o câmbio com um embreagem-única precisa efetuar desacoplamento para que a troca-de-marcha seja efetuada, é nesse momento de acoplar/desacoplar que surgem os trancos. Quando o carro é manual, andando diaramente com o carro, nós "aprendemos" o ponto da embreagem e conseguimos fazer a troca de maneira suave, sem dar trancos. Já o manual-automatizado é um "robô", ele possui uma programação e vai fazer o que está programado para fazer. E por mais que você consiga criar uma calibragem/programação que garanta trocas-de-marcha satisfatórias em muitas situações, continuará sendo muito dificil projetar um manual automatizado que não irá eventualmente dar trancos desconfortáveis e/ou fazer trocas-de-marcha em momentos inadequados. Pense que, dependendo da situação, até um automático convencional ou um DSG acabam dando seus trancos (como, por exemplo, redução para 1a marcha com o carro já em movimento), mas são situações exepcionais - é uma vez ou outra. Já o automatizado single-clutch dá trancos o tempo todo. De todos os carros nacionais com câmbio automatizado que eu já andei, eu nunca vi um que tivesse trocas aceitáveis; eles acertam a troca em umas, erram em outras, não é agradável. Até mesmo carros de luxo/esportivos com câmbios automatizados single-clutch são muito criticados nesse aspecto; a própria Maserati Quatroporte vinha com um câmbio desses e ele era muito criticado pelos trancos que dava nas trocas. Em condução comum ele era muito mais desconfortável que um automático tradicional. O mesmo vale para as BMWs M5/M6 que possuiam o câmbio SMG de 3a geraçao; muitos proprietários reclamavam de sua operação diária desconfortável. Bom para performance, péssimo para condução diária. Agora pense, se nem mesmo uma BMW ou uma Ferrari/Maserati possuem um automatizado single-clutch aceitável, imagine nossos populares nacionais...

    Por último, há o câmbio continuamente-variável, o famoso CVT. Esse é o câmbio mais suave que existe e é o único câmbio autenticamente livre de trancos. Mas é cheio de limitações. Como ele não possui marchas de relações-fixas que trabalham "travadas", mas sim um mecanismo de variabilidade-contínua, o câmbio é extremamente restrito no sentido de não ser capaz de tolerar muito torque. Ao mais, apesar de, em teoria, ser muito eficiente, na prática o seu desempenho deixa à desejar. A aceleração 0-100 é boa por não ter perdas/variações nas trocas-de-marcha, mas em elevadas velocidades o câmbio CVT parece "amarrar" o desempenho do veículo, talvez pela natureza mais "viscosa" desse câmbio ele acabe se tornando "pesado" em altas velocidades. Não é raro ver veículos CVT serem superados em velocidade-final contra seus equivalentes equipados com automáticos convencionais, não preciso nem falar o quanto os manuais convencionais ou de dupla-embreagem são superiores em desempenho.

  5. #170
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    Citação Originalmente Enviado por richardbroder Ver Mensagem
    Pra mim, o único câmbio sem-pedal-de-embreagem que supera o tradicional manual é o câmbio automatizado de dupla-embreagem (VW/Audi DSG, BMW DCT, Porsche PDK, etc).
    Broder, Um dia vou ter um desses.

    Mas por enquanto, vou ficar num patamar mais Sandero e adjacências, hehehe!

    Alguém aí tem ou conhece quem tenha Sandero Automático, prá passar as verdadeiras impressões ? Eu, ao apenas entrar dentro de um na CCS, achei o carro meio simples. Gostaria de saber do desempenho, consumo, se o câmbio passa confiança, robustez. Se é bom em condiçoes de estrada, retomada, etc, etc. Trancos não são o problema. Sei que não deve ser um CVT, como o que estou acostumado, mas com certeza deve ser bem melhor que o automatizado.

    Abraços!

  6. #171
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    Tinha um C4 VTR (cambio apenas manual). Antes, só tive carros de cambio manual (Stilo, Polo, Marea).

    Sempre fui fã da dirigibilidade dos cambios manuais.

    Hoje tenho um fusion (6 marchas), e tenho 29 anos (não sou 'tiozão' ainda...).

    e digo: cambio manual = NUNCA MAIS... rsrsrsrsrs

  7. #172
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    Belo post, richard. Tenho a mesma opinião que a sua quanto a esses tipos de cambios. Apenas nunca tive a capacidade de me expressar tão bem quanto vc fez.

  8. #173
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    Citação Originalmente Enviado por richardbroder Ver Mensagem
    Pra mim, o único câmbio sem-pedal-de-embreagem que supera o tradicional manual é o câmbio automatizado de dupla-embreagem (VW/Audi DSG, BMW DCT, Porsche PDK, etc). E olha lá, pois ainda existem muitos câmbios de dupla-embregem com desempenho abaixo do esperado (caso do Lancer Evolution X e seu dupla-embreagem SST; considerado por muitos como inferior ao modelo com um manual tradicional).

    Câmbio automático convencional com conversor-de-torque é algo que eu não engulo. E digo isso pois hoje possui dois carros com câmbio automático (uma BMW 330 e um MiniCooper S), e por mais que os carros sejam bons, percebe-se como o câmbio limita o potencial dos veículos. O conversor-de-torque é pesado, além de reduzir o desempenho do veículo ele também piora o consumo. Pode ser confortável para o dia-a-dia, mas p'ra mim, desempenho e consumo é um preço alto demais à se pagar por conforto, além, é claro, de ter que abrir mão da paixão pessoal pela técnica-de-direção do manual. Infelizmente, esses carros só vêm para o Brasil em configuração automática, ou seja, é automático ou nada.

    Já os automatizados de embreagem-única deixam muito à desejar. Sempre deixaram. O consumo e o desempenho são equivalentes ao manual tradicional, mas as trocas são extremamente desconfortáveis. Enquanto o carro com conversor-de-torque faz as trocas "patinando" o conversor (por isso ele é suave) e o câmbio de dupla-embreagem possui um sistema de acoplamento/desacoplamento simultâneo (é como se ele nunca ficasse desacoplado, por isso suas trocas são suaves também), o câmbio com um embreagem-única precisa efetuar desacoplamento para que a troca-de-marcha seja efetuada, é nesse momento de acoplar/desacoplar que surgem os trancos. Quando o carro é manual, andando diaramente com o carro, nós "aprendemos" o ponto da embreagem e conseguimos fazer a troca de maneira suave, sem dar trancos. Já o manual-automatizado é um "robô", ele possui uma programação e vai fazer o que está programado para fazer. E por mais que você consiga criar uma calibragem/programação que garanta trocas-de-marcha satisfatórias em muitas situações, continuará sendo muito dificil projetar um manual automatizado que não irá eventualmente dar trancos desconfortáveis e/ou fazer trocas-de-marcha em momentos inadequados. Pense que, dependendo da situação, até um automático convencional ou um DSG acabam dando seus trancos (como, por exemplo, redução para 1a marcha com o carro já em movimento), mas são situações exepcionais - é uma vez ou outra. Já o automatizado single-clutch dá trancos o tempo todo. De todos os carros nacionais com câmbio automatizado que eu já andei, eu nunca vi um que tivesse trocas aceitáveis; eles acertam a troca em umas, erram em outras, não é agradável. Até mesmo carros de luxo/esportivos com câmbios automatizados single-clutch são muito criticados nesse aspecto; a própria Maserati Quatroporte vinha com um câmbio desses e ele era muito criticado pelos trancos que dava nas trocas. Em condução comum ele era muito mais desconfortável que um automático tradicional. O mesmo vale para as BMWs M5/M6 que possuiam o câmbio SMG de 3a geraçao; muitos proprietários reclamavam de sua operação diária desconfortável. Bom para performance, péssimo para condução diária. Agora pense, se nem mesmo uma BMW ou uma Ferrari/Maserati possuem um automatizado single-clutch aceitável, imagine nossos populares nacionais...

    Por último, há o câmbio continuamente-variável, o famoso CVT. Esse é o câmbio mais suave que existe e é o único câmbio autenticamente livre de trancos. Mas é cheio de limitações. Como ele não possui marchas de relações-fixas que trabalham "travadas", mas sim um mecanismo de variabilidade-contínua, o câmbio é extremamente restrito no sentido de não ser capaz de tolerar muito torque. Ao mais, apesar de, em teoria, ser muito eficiente, na prática o seu desempenho deixa à desejar. A aceleração 0-100 é boa por não ter perdas/variações nas trocas-de-marcha, mas em elevadas velocidades o câmbio CVT parece "amarrar" o desempenho do veículo, talvez pela natureza mais "viscosa" desse câmbio ele acabe se tornando "pesado" em altas velocidades. Não é raro ver veículos CVT serem superados em velocidade-final contra seus equivalentes equipados com automáticos convencionais, não preciso nem falar o quanto os manuais convencionais ou de dupla-embreagem são superiores em desempenho.
    Belo post

    Mas gostaria de esclarecer algo muito importante: é preciso entender que existem diversos tipos de públicos consumidores, da classe A a classe D e E. O seu discurso é ótimo, correto, mas funciona apenas para uma minoria que pode pagar 80k ou mais por um modelo e que enxerga o carro como um mix de "meio transporte", "conforto", "independência", "status" e "prazer". Ou seja, uma discussão entre DSG vs AT ou CVT é ainda, um assunto elitizado no Brasil. Para a maioria esmagadora da população, que compra carro para transporte e conforto, a resposta para esse tópico é simples e objetiva: o melhor câmbio é o automático. Pode não atender a expectativa individual de todos, mas considerando custo, disponibilidade, conforto e usabilidade, certamente é o que mais vai agradar a maioria.
    307 2.0 Feline 05 > Forester 2.0 XS 09 > Outlander 2.4 10 > FL2 SD4 SE 11 > 500 1.4 LoungeAir 12 > BMW 328i 13

  9. #174
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    Perfeito, Pantoja. E ótimo post, Richard.

    Na minha opinião, para quem está indo para o seu 1o automático qualquer um serve. Não precisa ter 5 ou 6 marchas, não precisa ser DSG ou CVT.

    Tudo depende de quanto se quer investir, mas qualquer câmbio aut. é muito mais confortável (na cidade) do que um câmbio manual.

  10. #175
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    Citação Originalmente Enviado por Pantoja Ver Mensagem
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    Mas gostaria de esclarecer algo muito importante: é preciso entender que existem diversos tipos de públicos consumidores, da classe A a classe D e E. O seu discurso é ótimo, correto, mas funciona apenas para uma minoria que pode pagar 80k ou mais por um modelo e que enxerga o carro como um mix de "meio transporte", "conforto", "independência", "status" e "prazer". Ou seja, uma discussão entre DSG vs AT ou CVT é ainda, um assunto elitizado no Brasil. Para a maioria esmagadora da população, que compra carro para transporte e conforto, a resposta para esse tópico é simples e objetiva: o melhor câmbio é o automático. Pode não atender a expectativa individual de todos, mas considerando custo, disponibilidade, conforto e usabilidade, certamente é o que mais vai agradar a maioria.
    o fato dele ter colocado a discussão "ainda elitizada" sobre câmbios é importante. precisamos sair desse baixo nível de exigência de qualidade generalizado que temos no mercado brasileiro. não se conformar é o primeiro passo ; )

  11. #176
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    Citação Originalmente Enviado por Pantoja Ver Mensagem
    Belo post

    Mas gostaria de esclarecer algo muito importante: é preciso entender que existem diversos tipos de públicos consumidores, da classe A a classe D e E. O seu discurso é ótimo, correto, mas funciona apenas para uma minoria que pode pagar 80k ou mais por um modelo e que enxerga o carro como um mix de "meio transporte", "conforto", "independência", "status" e "prazer". Ou seja, uma discussão entre DSG vs AT ou CVT é ainda, um assunto elitizado no Brasil. Para a maioria esmagadora da população, que compra carro para transporte e conforto, a resposta para esse tópico é simples e objetiva: o melhor câmbio é o automático. Pode não atender a expectativa individual de todos, mas considerando custo, disponibilidade, conforto e usabilidade, certamente é o que mais vai agradar a maioria.
    Interessante sua observação.

    Certamente, o duelo entre as diferentes tecnologias de transmissão vão além do mero caráter técnico e entram em esferas completamente distintas; como status.

    P'ra mim não existe nada mais interessante e radical do que comparar o consumidor norte-americano e sua concepção sobre câmbios e nós, brasileiros (enquanto os Europeus/Japoneses seriam um intermediário entre esses dois extremos). Por questões de cultura e poder econômico, os EUA foram, sem sombra de dúvidas, o país com maior difusão de veículos com câmbio automático em sua cultura. Essa situação sempre foi assim e (provavelmente) sempre será. A esmagadora maioria de seus veículos possui câmbio automático e a parcela da população que sabe dirigir um veículo com câmbio manual (pois o exame de habilitação por lá é feito em veículos de câmbio automático) é uma minoria que envolve, em boa parte, entusiastas e apaixonados por veículos.

    É interessante perceber que, para muitos, a preferência dos americanos para câmbios automáticos ia além da mera condição econômica privilegiada de ser a maior potência do mundo. Para muitos, seus grandes e beberrões veículos com motores V8 eram a escolha óbvia de um povo que sempre foi conhecido por ser egoísta, egocêntrico e mais preocupado com seu trabalho do que com sua saúde. O câmbio automático caía como uma luva para os sedentários americanos. "Big lazy automatics for big lazy americans". Não é toa que nas últimas décadas o país explodiu com uma febre de preocupação acerca da péssima saúde fruto de sua péssima alimentação (a alimentação do americano é discutivelmente a pior e mais industrializada do mundo) e seus hábitos excessivamente sedentários.

    Nessa distante realidade, já passada, os carros manuais eram um nicho elitizado. Sim, elitizado, pois os esportivos mais caros e mais rápidos (tanto os Corvettes, Dodges e Mustangs locais quanto os Porsches e Ferraris importadas da Europa) eram manuais. Existiam os "esportivos automáticos", afinal, sempre houveram ricos que queriam ostentar um Corvette Stingray em sua garagem, mas não tinham intimidade/conhecimento para adquirir um modelo manual. Mas the "real deal" sempre foram os mecânicos; para quem podia e sabia, não havia prazer maior do que poder ostentar o luxo e a sofisticação de se ter esportivo manual em sua garagem.

    Hoje em dia as coisas mudaram, como tudo muda. Qualquer um pode ter um Civic mecânico em sua garagem; não existe mais aquele prazer em poder ostentar um carro manual que havia antigamente. Mas, por ser uma população tipicamente "automatic only", ainda existe muito orgulho por parte de quem possui e dirige um carro mecânico simplesmente pela sensação de exclusividade que isso traz pra eles. Claro que aqui eu estou apenas na esfera social. Para um purista, um carro manual será sempre um manual. Não existe nenhum tipo de transmissão que o deixe mais intimimente conectado com o motor e o modo como ele transmite a força às rodas que o bom e clássico manual de 3-pedais, e isso é o tipo de coisa que não muda, independente do país em que se esteja. Mas por lá ainda existe o fator "exclusividade" que não existe aqui. Essa "resistência manual" é tão proeminente que os EUA são, hoje, um dos países com mais elevado índice de consumo de veículos esportivos equipados com o bom-e-velho manual. Muitos americanos não conseguem engolir os "DSGs" da vida, pois, por mais que sejam melhores em termos técnicos, ter um DSG significa abrir mão do prazer e da exclusividade de se ter um manual tradicional; e isso significa muito para eles. Tanto é que muitos veículos que aqui no Brasil vêm apenas com câmbio DSG, nos EUA são vendidos também em opção manual - para esses puristas/entusiastas que precisam e querem um carro manual, à qualquer custo.

    Aqui no Brasil vivemos uma realidade quase oposta. Nós somos o país dos carros que possuem câmbio manual por uma mera questão de custo. O Americano dirige um manual porque ele gosta, o Brasileiro porque precisa. Essa é a cultura instaurada. Quando o Brasileiro sobe na vida, a primeira coisa que ele quer é se livrar de tudo que o faz lembrar da época de limitação financeira - e isso parece incluir os carros manuais. Muitos carros importados europeus, que possuem opção de câmbio mecânico lá fora, vêm exclusivamente com câmbio automático aqui para o Brasil, por saber que o público de classe média-alta/alta sofre uma enorme barreira psicológica para digerir um carro caro com câmbio mecânico. A verdade é que o Brasileiro evita o carro manual à todo custo. Ele engole qualquer coisa para se livrar do terceiro pedal.

    O futuro dos manuais tradicionais parece ser incerto. Se antigamente o esportivo, para ter o máximo e o melhor, DEVERIA vir com um câmbio manual, hoje em dia quem quer o máximo e o mais rápido posivel opta pelo dupla-embreagem. A Fórmula 1 não mente; tendo as duas mãos sempre no volante o permite ter o maior e o melhor controle possível sobre o carro, trocar de marcha manualmente é uma tarefa ineficaz dentro da ótica automobilística extrema. Mas ahn, como o bom-e-velho manual faz falta. Eu pessoalmente acredito que um bom motorista deve aprimorar sua técnica em um carro com câmbio manual, só assim ele pode desenvolver e compreender a profunda ligação que há entre motor, câmbio, chassi e entender, mesmo que inconscientemente, como extraír o máximo disso para dirigir de maneira mais rápida e segura possível. Uma vez que ele tenha dominado completamente e extraiu o máximo que há para se extraír de um veículo com câmbio manual, então e somente então ele estará preparado para tomar o próximo passo e assumir um veículo com dupla-embreagem; se antes você tinha que fazer punta-taco e utilizar técnicas ainda mais complexas como o left-foot/right-foot-braking (muito utilizados por pilotos de Rally na época áurea), agora você tem as duas mãos no volante e apenas dois pedais; concentração total para aprimorar a sensibilidade de direção, frenagem e aceleração.

    Sou um purista e um apaixonado por carros e técnicas de direção, acima de tudo. Eu acredito que o desenvolvimento de técnicas sofisticadas de direção e bom-senso permitem conciliar benefícios como viajar mais rápido e com mais segurança, como os Alemães há muitos anos provam ser possivel em suas auto-estradas de altíssima velocidade e baixíssimos índices de acidentes. Detesto o câmbio automático do Cooper S e da 330i e detesto a imagem de "riquinho mimado" que é tão facilmente associável à qualquer um que dirige um importado automático. Mas, acima de qualquer outra coisa, detesto a idéia de pessoas sem capacidade e sem a menor noção automobilística comprando carros cada vez mais caros e potentes ("culpa" da ascensão econômica e o acesso facilitado ao crédito). Compram esportivos não por serem apaixonados por carros, mas sim por quererem ostentar sua condição financeira. Essa realidade de câmbios DSG não vai ajudar, só vai piorar. O mecânico, queira ou não, o "força" à ter uma ligação mais íntima com o carro.

    O dupla-embreagem, por mais que seja a melhor em termos de primazia técnica e desempenho, continua tendo o mesmo problema de qualquer outro automático; incentiva a população a se afastar cada vez mais da técnica refinada de direção. É a evolução dos carros incentivando o regresso dos motoristas.

  12. #177
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    Sempre tive muita resistencia com cambios automáticos mas recentemente testei um Cruze auto com 6 marchas, gostei do desempenho do cambio, não muito do motor, com um custo acessivel e se eu tivesse necessidade até compraria um carro automatico hj, num esportivo se houver a possibilidade de um cambio manual seria minha escolha natural pq a interatividade com a maquina é maior e mais prazeirosa.

  13. #178
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    Vou repetir aqui (mais adequado) o que falei em outro tópico, sobre caixas de mudança disponíveis hoje.
    Num breve resumo e na minha modesta visão, apenas para os modelos mais comercializados:
    - Privilégio à Performance e admissibilidade de motores de maior cilindrada e torque: DCT (VW/Audi DSG) ou CVT toroidal (Nissan);
    - Suavidade na condução e escolha pela economia de combustível: CVT com correia metálica e, mais recentemente, com conversor de torque, para maior robustez;
    - controle absoluto da tocada sem abrir mão da precisão e silencio dos engates: caixas mecânicas com mecanismos em ligas de magnésio e alumínio ou similares, garfos oscilantes apoiados em rolamentos, duplos, p.ex., modelo mais básico, a MQ200 da VW. http://www.vwpoloclub.com.br/pdf/fasc_10.pdf
    - opção mais simples e barata: caixas manuais comuns;
    - robustez a baixo custo com alguma adaptabilidade ao modo de conduzir: caixas AT de 4 marchas da Aisin e ZF;
    - grade lógica melhorada, possibilidade de padle-shifters: AT5 marchas da Honda e AT4 da Toyota;

    Há ainda:
    - variações em cada tipo para as mudanças no sistema de troca manual dos automáticos, podendo ser no piso, no console ou borboletas no volante.
    - também as particularidades de auto adaptação ao modo de conduzir, auxílio para saída em piso escorregadio, modo esporte, acionamento de Neutro nas paradas de semáforo, impedimento de descida em ladeiras etc

    Por outro lado:
    - problemas iminentes, trancos e imprecisão: caixa AL4 da PSA e Renault;
    - quebras, trancos e futuro incerto: caixas automatizadas, tida como pior principalmente Easytronic da GM, sendo a I-motion da VW a intermediária e o Dualogic de 2º geração (reprogramação) a menos ruim.
    - apenas ganho de escala e baixo custo: caixas mecânicas da maioria das montadoras aqui instaladas, com a superioridade já reconhecida da caixa que equipa a linha VW Golf, Polo e Fox, as caixas mecânicas da Honda e Toyota (menos a embreagem do Civic, problemática). Na outra ponta, as mais sofríveis as que equipam os modelos 1.0 das 4 grandes, as quais se mostram com cursos longos e imprecisos, barulhentas e por vezes desobedientes.

    Como disse, apenas uma visão pessoal em apertadíssimo resumo.
    Eu, atualmente, prefiro o conforto de qualquer caixa AT, de preferência da Aisin ou ZF, mesmo que 4 marchas, ou das atuais 5 ou 6 marchas de qualquer montadora. CVT, já tive no Fit e fiz TD no Fluence, mas, NMHO, para se ganhar em suavidade, perde-se com na interação, pois a condução fica muito ''pasteurizada''.
    Se for um AT com possibilidade de trocas manuais, preferiria a que possibilitasse tanto via borboleta como na própria alavanca no piso.
    As DCT ainda parecem mais caras e talvez de manutenção mais dispendiosa no caso de problemas, não vejo, por ora, algo que realmente justifique, afinal, andar mais forte fica em 2º plano, lembrando sempre das vias de rodagem com tantos buracos, radares fixos e móveis, que funcionam mesmo à noite, o mesmo motivo que pra mim, fica fácil escolher o conforto do AT em vez da performance das MT de 1º linha.
    A questão do maior consumo, dos trancos e da reação mais lenta, leva o motorista a reaprender certos hábitos, isso se o condutor quiser melhorar estes quesitos, pois dá para dosar no próprio pé um funcionamento mais suave, um kick-down mais vigoroso, e até usar, quando disponível a seleção esportiva, para se ter melhores respostas, sensação de freio motor.
    Estressar cansa... principalmente aos outros!

  14. #179
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    Citação Originalmente Enviado por M E N A U Ver Mensagem
    As DCT ainda parecem mais caras e talvez de manutenção mais dispendiosa no caso de problemas, não vejo, por ora, algo que realmente justifique, afinal, andar mais forte fica em 2º plano, lembrando sempre das vias de rodagem com tantos buracos, radares fixos e móveis, que funcionam mesmo à noite, o mesmo motivo que pra mim, fica fácil escolher o conforto do AT em vez da performance das MT de 1º linha.
    A questão do maior consumo, dos trancos e da reação mais lenta, leva o motorista a reaprender certos hábitos, isso se o condutor quiser melhorar estes quesitos, pois dá para dosar no próprio pé um funcionamento mais suave, um kick-down mais vigoroso, e até usar, quando disponível a seleção esportiva, para se ter melhores respostas, sensação de freio motor.
    Menau, a questão do desempenho não é uma questão de ficar acelerando e tirando rachas no meio da cidade. É questão de poder viajar com seu carro e fazer uma ultrapassagem de segurança, sem passar por "sufocos" na hora de ultrapassar um caminhão, viajar com tranquilidade. Ou seja, é uma questão de segurança. Desempenho nunca é demais.

    Na cidade, principalmente em situações mais urbanas (congestionamento, sinaleiros, buracos, etc), o problema dos automáticos não é o desempenho, pois nessas situações não há muito que se exigir do carro em termos de desempenho. O problema é o consumo abusivo gerado pelo esforço do motor para operar o pesado conversor-de-torque. Quanto menor a média de velocidade, mais beberrão o automático fica. Um conhecido meu foi de um Civic AT p/ um Jetta TSi. Em situações de trânsito extremo o consumo do Civic chegava a cair para 6km/l ou até menos. O Jetta TSi, na mesma condição, faz 8.5km/l. Agora volte para o Civic; 6km/l em um carro que sequer oferece desempenho aceitável? Não, dá, simplesmente. Não tem como engolir isso.

    Não que todo AT seja ruim. Tenho hoje dois veículos com câmbio AT de 6 marchas e eles são ok; quebram um galho. Mas, se eu pudesse trocá-los por modelos com câmbio de dupla-embreagem, eu não pensaria duas vezes. A BMW agora está padronizando todos seus novos lançamentos de câmbio AT com uma caixa ZF de 8 marchas. É uma das automáticas mais modernas do mundo, certamente superior às dinossauricas automáticas de 4 e 5 marchas que nossos sedans utilizam aqui no Brasil, mas mesmo a moderníssima ZF de 8 marchas não equivale a um bom câmbio de dupla-embreagem. Não é a toa que a M5, carro mais potente e mais veloz hoje oferecido pela marca, usa um câmbio DCT de 2a geração.

    Por que a BMW escolheu um AT para suas linhas comuns e deixou o DCT exclusivo para os esportivos? Decisão estratégica da BMW; não sabemos o motivo ao certo. Acredito que seja uma questão de custo e amadurecimento da tecnologia, acima de qualquer outra coisa. A BMW já teve problemas com o seu 1o DCT, lançado na última geração da M3 que tivemos; no caso, os problemas não eram mecânicos, mas de natureza operacional derivados da eletrônica que operava o câmbio. Por sorte a M3 era um carro de nicho; imagine no tamanho do estrago, tivesse a BMW padronizado o câmbio DCT em toda a série 3. No mais, graças ao ultra-escalonamento (8 marchas) e na padronização de tecnologias como a start-stop (um sistema micro-híbrido que desliga o motor do carro em paradas urbanas, e utiliza um pequeno motor-elétrico ligado ao virabrequim do carro que o coloca em movimento novamente, o motor à combustão só é ligado para mantér o movimento do veículo, ou quando a carga da bateria de lítio estiver baixa) a BMW declara valores de consumo bastante otimistas para veículos equipado com seu ZF-8marchas.

    Mas, isso não muda; o dupla-embreagem continua sendo superior por ser mais eficiente em sua natureza. Se uma BMW com um ZF-8marchas e sistema start-stop é veloz e econômica, seria ainda mais veloz e mais econômica se tivesse um DCT de 8marchas e o mesmo sistema start-stop.

  15. #180
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    richard, na verdade eu acho que as caixas DCT tem tudo para ser a referência em AT, mas o que pode barrar é o custo frente às atuais tradicionais ou mesmo as CVT.
    Ou seja, pode até se popularizar, mas antes disso tem que ganhar em escala de produção, e antes disso se mostrar robusta, e de reparo condizente.
    Potencial, sem dúvida a DCT tem e muito.

    PS. na verdade quando digo andar forte é uma alusão aos atuais donos do Jetta TSI e mesmo Passat, ex donos de Civic Si e outros esportivos, que cá entre nós, não estão verdadeiramente preocupados com a segurança em ultrapassagens e muito menos se o carro se mostra 10, 20% mais econômico, ou seja, o fator de peso é realmente poder exigir mais da caixa DCT em performance, em modo sequencial, sem abrir mão do conforto das AT pras horas de trânsito burocrático, lógico tudo empurrado por um powertrain eficiente e moderno.
    Foi neste sentido que eu quis dizer que a DCT ainda não me atrai.
    Quanto à segurança, ainda prefiro controle de estabilidade e airbags de cortina, e calma na hora de ultrapassar.
    Quanto à economia de combustível, como são poucos os DCT, os preços dos modelos que o disponibiliza ainda são altos, e por isso demorariam muito a se pagar.
    Estressar cansa... principalmente aos outros!

 
 
 
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