Forças de Atração e Repulsão
Na natureza existem várias forças:
- A força elástica encontrada nas molas, que se manifesta linearmente (X^1);
- A força elétrica, que se manifesta quadraticamente (X^2);
- A força magnética, que se manifesta cubicamente (X^3).
As forças citadas acima podem provocar efeitos de atração e repulsão.
Há também forças que se manifestam no núcleo atômico, razão dos estudos em andamento no LHC, acelerador de partículas da Suíça.
Das forças que conhecemos no macrocosmos, a mais estranha é a da gravidade.
A gravidade é conhecida apenas como força de atração. Newton enunciou: a força de atração entre dois corpos é diretamente proporcial a (suas) massa (s) e inversamente proporcional ao quadrado (X^2) de suas distâncias.
Trocado em miúdos, quanto mais próximos dois corpos, maior a atração entre eles.
A força entre eles será proporcional a massa (X^1), e cada vez menor (X^2) quanto mais distantes estiverem entre si.
Alguém pode pensar: Por que não há repulsão gravitacional?
Alguém já pensou: Pode haver repulsão entre matéria e anti-matéria. Ou entre corpos anti-materiais. Só que ninguém descobriu anti-matéria de forma "natural" no cosmos.
Outra descoberta importante de Newton é o efeito inercial da massa. Tanto a massa gravitacional como inercial, têm relação quadrática (X^2) idêntica.
Através das explicações de Newton, foi possível explicar com precisão o movimento dos astros.
Só faltou explicar o que é a força da gravidade...
Einstein mergulhou de cabeça nessa questão, quando criou a Teoria Geral da Relatividade. Einstein era ótimo em exercícios mentais.
Imagine-se estar dentro de um elevador parado, lá pelo vigésimo andar de um prédio:
Você sentirá o seu peso naturalmente. A ação da força da gravidade é percebida.
Imagine agora a trágica situação, que por motivo de falha de manutenção, o cabo do elevador se quebra:
Você e o elevador vão cair. Você "flutuará" em relação ao elevador e não sentirá mais o seu peso.
Muita gente pensa ser agradável a sensação de falta de gravidade, mas a sensação é exatamente igual a da queda do elevador. Antes de fazer viagens espaciais, astronautas são treinados em aviões especiais que fazem mergulhos para provocarem o efeito da falta de gravidade.
Muito bem, como reconstituir o "efeito de gravidade" no espaço?
Einstein se imaginou dentro de um foguete em aceleração constante:
Outra maneira de reconstituir a gravidade é usando uma estação espacial girante, como a do filme "2001, Uma Odisséia no Espaço":
Baseado na experiência do elevador e do foguete, Einstein intuiu que a força da gravidade é "apenas" a resultante da distorção espaço-temporal" provocada por grandes corpos.
Toda a explicação do fenômeno está na Teoria Geral da Relatividade, cujos conceitos são dominados apenas pelos cientistas partidários dessa teoria.
Bem, voltemos agora ao planeta terra, para tentar provocar os efeitos da gravidade num parque de diversões.
Imagine um garoto girando uma pedra presa a um elástico. A força da pedra é regida por uma lei quadrática (X^2), enquanto a força do elástico é regido por uma lei linear (X^1).
Se o garoto aumentar a velocidade da pedra, esta se distancia do garoto, se diminuir, a predra se aproxima.
Se o garoto estiver no espaço sideral e imprimir uma velocidade muito alta, o elástico vai arrebentar e a pedra seguirá o seu caminho em linha reta.
Voltemos à Terra, novamente...
Coloquemos o garoto num tablado girante de carrossel:
Nessa situação, a velocidade da pedra é somada a velocidade do tablado, de modo que o elástico fica mais esticado. Podemos dizer que há uma soma de forças de repulsão.
Coloquemos agora um segundo garoto no tablado:
O segundo garoto gira a pedra em sentido oposto ao tablado do carrossel.
Enquanto a pedra do primeiro garoto tende a afastar-se do centro do carrossel (repulsão), a pedra do segundo garoto soma a velocidade quando essa passa pelo centro do tablado (atração).
Desta maneira, podemos ter uma visão grosseira, apenas aplicando a Lei de Inércia de Newton, dos fenômenos de atração e repulsão entre massas apenas em função do movimento circular.





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