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#1
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Um problema celestial - parte I
Digamos que você deixou esta para melhor. E como foi bonzinho (ou boazinha) na terra, foi convocado pelo Todo-Poderoso a analisar com Ele esta situação. Você terá a oportunidade de observar uma estação espacial lilás à sua esquerda, acima. Abaixo, você verá um farol espacial cinza a LASER, que dá uma volta a cada segundo em torno de seu eixo. Verá também um ônibus espacial verde que se distancia do farol e um ônibus espacial vermelho que se aproxima do mesmo farol, ambos em altíssimas e idênticas velocidades. Como todos os objetos estão no mesmo plano e os foguetinhos do farol impelem o artefato a girar indefinidamente no sentido anti-horário, você observará que o raio LASER atingirára a nave vermelha em primeiro lugar, a nave verde em segundo lugar e a estação orbital lilás em terceiro. Para os tripulantes de cada objeto, haverá uma sensação diferente. O faroleiro que está no topo da torre, verá um jorro de luz constante sair do farol. O piloto da nave vermelha verá uma luz intermitente, que pulsa à uma cadência inferior (mais rápida) a uma piscada por segundo. O piloto da nave verde, notará, através de um espelho retrovisor, uma pulsação luminosa com a cadência superior (mais lenta) a uma piscada por segundo. A estação lilás está parada em relação ao farol, de modo que o seu tripulante verá uma piscada a exatamente cada segundo. Para o piloto do onibus vermelho, o tempo fora da nave está encolhendo em relação ao seu relógio de bordo. Para o piloto do onibus verde, o tempo fora da nave está esticando. Para o tripulante da estação espacial, a cadencia do farol bate com o relógio de bordo. O problema é que a nave que vai e a nave que volta estão na mesma velocidade em relação ao farol. E, para o Todo-Poderoso e à você, que não dependem da luz para enxergar, verão tudo acontecer ao mesmo tempo. Outro probleminha: Existe tempo na eternidade? [s] Jonas |
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#2
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Einstein versus Newton
Oi, Guri!
Fiquei admirado com as suas convicções! Muitas das idéias de Einstein já foram provadas. Mas, na estação orbital internacional há um reloginho atômico para detetar se há algum desvio temporal com o movimento da nave. Costumo dizer: "Tempo é o que se perde quando alguém tenta definí-lo" ![]() Valeu, amigão! |
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#3
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A única realidade é o passado.
O presente, de fato, nunca existe, pois é imediatamente transportado ao passado. O futuro, não se concebe dentro desta realidade, sempre uma sugestão, idéia, a fazer. Quem sabe... Guri, é quase por aí, nmho. Tanto prá fazer, e tão pouco tempo... |
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#4
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Oi, Guri!
Que bom encontrar pessoas interessadas nesse assunto tão fascinante! Permita-me, baseado em suas afirmações, fazer minhas considerações: Isso não é problema nenhum. É apenas a teoria da relatividade de Einstein que até hoje ninguém conseguiu provar o contrário. E=mc2 Da velha teoria da mecânica clássica, temos: E= (mv^2)/2. Esta fórmula dá para o gasto em velocidades subsônicas Tudo depende do ponto de vista do observador. Não existe tempo.Nem Passado , nem presente e nem futuro. Os eventos que são simultâneos em referencia a uma coisa, não são simultâneos em referencia a outra coisa. Não existe meio de você dizer que uma coisa está em repouso e outra em movimento. Você só pode dizer que eles estão em movimento um em relação ao outro. Não tem como dizer que os eventos são absolutos ou simultâneos. Imaginemos que o farol do probleminha seja colocado exatamente onde aconteceu o Big-Bang (outra teoria). No passado, antigos acreditavam que a terra era plana. Presentemente, imagina-se que o Cosmos esparrama-se num único plano (ou curva?) O que é mais razoável para o faroleiro: achar que o cosmos gira ao seu redor ou seu farol gira em relação ao cosmos? Considere a massa do farol em relação à massa do cosmos. Quem tem maior inércia? O raio LASER que sai do farol está "vetorado" por um movimento circular uniforme, um primor de singularidade. Não é difícil de imaginar que, a maneira que o feixe avança, este será decomposto em fótons. Aqui temos um problema: a luz se comporta como onda quando está em movimento e comporta-se como matéria quando choca com alguma coisa. Como um fotón pode caminhar como uma onda? Simplesmente não existe tempo absoluto. Além disso existe uma relação inseparável entre o tempo e a velocidade. Einstein criou o conceito espaço-tempo por não ter como provar a existência do éter. Mas, na velhice, reconheceu que espaço-tempo é a mesma coisa. Voltando ao jato de luz, sabemos que o universo está em expansão. Há quem diga que, um dia, não haverá uma única estrela visível no céu. Sabemos que nenhum corpo pode viajar acima da velocidade da luz. Desta maneira, se algum corpo residual do big-bang já atingiu esta velocidade da luz, nunca um fóton liberado pelo farol alcançará tal corpo. Mas aí acontece uma coisa engraçada. Para o faroleiro, ele só pode medir o tempo de giro da sua nave, toda vez que vê na sua janela a mesma estrela distante. Para o corpo que atingiu a velocidade da luz, terá uma distância fixa com o fóton mais próximo e será impossível medir o tempo entre os fotons. Portanto a resposta para a sua pergunta " Existe tempo na eternidade ", é: Nem um e nem outro. Não existe nem tempo e nem eternidade Meu medo é que talvez não exista nada... [s] Jonas Editado por Jonas Negreiros, 25-07-2009 às 09:46 |
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#5
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Big-Bang ou Ping-Pong
Há uma questão complexa sobre a aceleração da velocidade de separação dos astros.
Se fizermos uma composição Newton-Einstein, teremos um resultado interessante. Imaginemos que o espaço não seja apenas curvo, mas esférico, como quase é o planeta terra. Sabemos que a parte conhecida do cosmos esparrama-se num plano. Esse "plano" pode ser apenas a "tangente visível" ou "horizonte do cosmos". Lembram-se do problema dos barquinhos que desaparecem no horizonte quando avançam para o mar? Digamos que o big-bang aconteceu no "polo norte" do espaço esférico. ![]() É razoavel supor, pelas idéias de Newton que todas as "partículas" dessa explosão afastem-se do polo norte em velocidade constante. Mas o que explicaria o aumento da velocidade de separação entre os astros? Inflação cósmica? Elementar, meu caro Watson. As particulas, se trilhassem por linhas imaginárias, como os fusos-horários, distanciariam-se umas das outras até chegarem ao "equador" do cosmos. Pelo caminho, alguns tufões (buracos negros) poderiam acontecer. A partir daí, recomeça a aproximação. E todas as partículas se re-encontrariam no polo sul. Teríamos o big-crunch (grande esmagamento). A massa aumentaria a um valor insuportável no polo sul. Teríamos um novo big-bang. Ou mais um ciclo do ping-pong Editado por Jonas Negreiros, 25-07-2009 às 10:07 |
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#6
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Sou um semi-analfabeto einsteniano...
Citação:
A questão do ganho de massa em aceleradores de partículas já foi verificada. O problema é que as idéias de Newton podem ser compreendidas pela minha razão e verificada pelos meus sentidos. A função da física não é levar a compreensão humana sobre os mistérios da natureza? Veja o caso da física quântica (um desdobramento da teoria da relatividade): Voce não entende mas deve aceitá-la. Logo, isso virou religião. Nem Bohr consegui convencer Eistein sobre tal teoria... Quanto ao computador de Marselha (que bom saber!), deixo um pensamento cético: Pessoas e números, quando torturados, confessam qualquer coisa! ![]() Não me leve a mal... [s] Jonas |
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#7
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Newton x Einstein II
Obrigado pela compreensão, Guri!
Sabemos, através das idéias de Einstein, que o tempo e o espaço é relativo. Mas sabemos, também, que nada pode viajar acima da velocidade da luz. Ok, mas a velocidade da luz está referenciada a quê? Imaginemos um acelerador linear de partículas, tal e qual um canhão. A cada estágio do acelerador, uma certa partícula recebe energia e vai ganhando velocidade, de modo que será necessário cada vez mais energia para acelerá-la a cada novo estágio. Imaginemos que este canhão seja suficientemente longo para levar tal partícula à velocidade da luz. À partir desse ponto não será mais possível acelerar a partícula, pois toda a energia aplicada à ela se transforma em massa, aumentando sua inércia. Coloquemos, agora, esse acelerador de partículas no espaço sideral. Através de um arranjo externo de foguetes, levamos o acelerador de partículas a metade da velocidade da luz. À partir daí, iniciamos o processo de aceleração da partícula. Já foi afirmado que, dentro de uma nave sem janelas, não há como provar se a nave está parada ou em movimento, se a nave caminha um movimento retilíneo uniforme. A pergunta que fica no ar é a seguinte: A particula vai começar a ganhar massa à partir metade da velocidade da luz, em relação ao acelerador ? Percebe-se, amigo Guri, que para levar todas as idéias de Einstein na prática, vamos precisar avançar muito na tecnologia... Quanto ao tempo, este ainda não foi quantizado, mas quem sabe um dia... [s] Jonas P.S.: O papo está muito legal. Espero não estar prejudicando a organização de sua vida. Sobre a não-existência do tempo e espaço absolutos: Procure convencer seu senhorio em receber apenas um real pelo aluguel do espaço (apartamento) em relação ao tempo (mensalidade) que você ocupou o imóvel (em relação a quê?). As idéias de Newton estão arraigadas às pessoas muito mais do que você imagina !
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#8
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Se me permitem a intromissão no diálogo...
Citação:
O famoso experimento de Michelson-Morley tinha como objetivo medir a velocidade da Terra em relação ao éter, através da diferença da velocidade entre raios de luz que se propagavam em orientações diferentes. E o resultado não bateu com a teoria vigente na época...era como se a Terra estivesse sempre estacionária em relação ao éter, o que não faz sentido por causa de todos os movimentos que o planeta executa. O que a teoria da relatividade diz é que todos os observadores, independentemente da sua velocidade e movimento observarão a velocidade da luz no vácuo com sempre o mesmo valor. Assim, a velocidade da luz é sempre a mesma, qualquer que seja a referência. Citação:
Citação:
É o mesmo caso da velocidade. Suponha que o acelerador esteja com metade da velocidade da luz (0.5 c) e a partícula tenha sido acelerada até 0.7 c (velocidade medida por quem está na nave/acelerador). Se alguém aqui da Terra pudesse medir a velocidade da partícula, deveria medir 1.2 c, segundo a física Newtoniana (para simplificar, estou supondo que a partícula esteja se movendo na mesma direção do movimento da nave ao invés de fazer trajetórias circulares como na maioria dos aceleradores). Na realidade a medida dará algo em torno de 0.89 c. Perto de velocidades relativísticas, compor velocidades é um pouco mais complicado que simplesmente somar. Citação:
Mas para o nosso dia a dia, de velocidades muito menores do que c, a física Newtoniana é mais do que suficiente e adequada. |
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#9
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Fumei e gostei
Pessoal (Jonas, Guri, Byrd, Wesley), fumei este negócio todo e gostei.
Mas tenho medo dos efeitos colaterais (da "lombra", como se dizia no Sul, há uns 20 anos). |
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#10
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Deixa eu dar um pitaco aqui, com algumas observações eivadas de humildade porque eu também tento entender o negócio. E um pequeno histórico.
No século XIX foram elaboradas as teorias da eletricidade e do magnetismo, resultando nas equações de Maxwell. Elas previram a propagação das ondas eletromagnéticas na velocidade c (quase 300.000 km/s) e somente nessa velocidade. Contudo, num raciocínio bem Newtoniano, alguém se deu conta de que se perseguimos um raio luminoso com uma velocidade de 9/10 de c, nós veríamos o raio de luz se afastar a 1/10 de c somente, invalidando as equações de Maxwell. O gênio de Einstein, através das equações denominadas transformações de Lorenz, percebeu ser possível resolver este paradoxo, resultando daí uma teoria bastante contra-intuitiva onde independente da velocidade com que perseguimos o raio de luz, ele sempre se afastará de nós na velocidade c. Ou seja, a velocidade da luz é sempre c com relação a qualquer sistema de referência inercial. Apesar de contra-intuitiva, esta teoria tem sido comprovada através de milhares de experiências, nos últimos 90 anos, com uma precisão impressionante. Agora, os efeitos paradoxais envolvendo o tempo só são significativos quando lidamos com velocidades próximas da luz. Por exemplo, se considerarmos A um evento ocorrido em Porto Alegre dia 01/10/1963 e B como um evento ocorrido em Porto Alegre em 01/10/2163 e viajarmos a 300m/s partindo de A, percorrendo um caminho aleatório pelos cosmos, e voltarmos a B, o tempo próprio para quem viajou dentro do móvel é de 199,999999999999 anos. -nenhuma partícula com massa pode se movimentar na velocidade da luz. Você teria que dispender uma quantidade infinita de energia. Com efeito, os fótons têm massa zero. - O Tempo tem um sentido. Existe uma "seta termodinâmica" do tempo. Não podemos retornar ao passado. O fato do tempo passar mais devagar para o gêmeo que está no móvel a velocidade da luz, com relação ao seu irmão que ficou na Terra e que o encontrará mais jovem no futuro não significa que o tempo próprio do universo retrocedeu. - não existe nenhuma contradição entre as predições da relatividade e nossa experiência cotidiana; o que existe é uma contradição entre a relatividade e a extrapolação errônea que fizemos de nossa experiência cotidiana, talvez por considerarmos a mecânica Newtoniana, que é um caso particular inserido na relatividade de Einstein, como uma teoria definitiva. Apesar disso, a mecânica Newtoniana é a mais assombrosa aproximação da realidade formulada por um ser humano. Dá para o gasto e sobra... Incrível, jamais esperaria por isso no HT Fórum. Este fórum é especial mesmo. Grande abraço a todos. |
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#11
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Bons Ventos!
Que bom que o tópico está dando 'IBOPE"! Vamos prestigiá-lo, lançando assuntos afins.
A revista Fapesp Pesquisa publicou recentemente várias matérias sobre o centenário do "ano miraculoso" Para saber mais, visitem: http://www.revistapesquisa.fapesp.br...&bd=1&pg=1&lg= http://www.revistapesquisa.fapesp.br...&bd=2&pg=1&lg= |
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#12
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A cunha de Einstein
Einstein ousou quebrar os paradígmas clássicos, baseado nos experimentos de Michelson e Morley.
A dupla já havia granjeado prestígio, ao medir a velocidade da luz no ar com uma técnica esbroboscópica, baseada em espelhos girantes. ![]() Com o uso de um interferômetro de mercúrio, a dupla M&M (nada a ver com os confeitos) tentaram medir a variação da velocidade da luz, considerando-se o movimento da terrra em relação ao sol. ![]() O experimento (do século 19) não mediu nenhuma variação esperada na velocidade da luz. Será que funcionou mesmo? (Há alguma coisa mais moderna que a engenhoca de Michelson e Morley?) Einstein deve ter pensado: se a velocidade da luz não varia, devem variar o tempo e o espaço! E a física virou "um samba do crioulo doido"... !A física clássica foi detonada. O último rebento é a física quântica. Hoje, devemos "aceitar" que uma partícula material pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. (Que tempo?! Que lugar?!) Uma "canja" de um texto recomendado: A tecnologia actual não permite distinguir entre a teoria da relatividade e outras teorias alternativas que foram propostas, que fazem as mesmas previsões de 1ª ordem de (v/c) e discordam em termos de ordem superior. Algumas delas consideram que pode de facto existir o éter. Uma delas é a Teoria do éter de Lorentz modificada, proposta por Hatch, um dos maiores peritos na navegação GPS, que defende que a operação dos satélites GPS contradiz as previsões da Relatividade Restrita. Para saber mais: M&M: http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%...chelson-Morley Quem é Hatch: http://www.worldnpa.org/php/index.ph...1&memberid=257 [s] Jonas |
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#13
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E se todos nós fôssemos cegos?
Citação do amigo Zeca:
Contudo, num raciocínio bem Newtoniano, alguém se deu conta de que se perseguimos um raio luminoso com uma velocidade de 9/10 de c, nós veríamos o raio de luz se afastar a 1/10 de c somente, invalidando as equações de Maxwell. O gênio de Einstein, através das equações denominadas transformações de Lorenz, percebeu ser possível resolver este paradoxo, resultando daí uma teoria bastante contra-intuitiva onde independente da velocidade com que perseguimos o raio de luz, ele sempre se afastará de nós na velocidade c. Ou seja, a velocidade da luz é sempre c com relação a qualquer sistema de referência inercial. Dentro de um avião supersônico, como o Concorde, podemos conversar normalmente. Digamos, se por um descuido da lei de Darwin, os morcegos se tornassem os seres mais inteligentes da terra. Provavelmente, o "morcego-einstein" (com todo o respeito que o mestre merece) criaria sua teoria baseada na velocidade do som como constante universal !Para os apressadinhos que invocam a variação velocidade do som em relação ao meio (sólido, líquido, gasoso), o mesmo acontece com a luz: - Em cabos coaxiais, a velocidade de uma onda eletromagnética é de 0,6 C; - Em guias de microondas, já se obteve a velocidade superior a C. Acho que todos os fenômenos de propagação das ondas luminosas podem ser transpostos para o domínio da acústica, em especial, através de imagens em ultra-som. Daí, as coisas ficam mais fáceis de serem compreendidas. Citação do amigo Wesley: O pensamento no fim do século 19 é que existiria o "éter", algo que permearia todo espaço e proveria um meio para as ondas eletromagnéticas se propagarem. Além disso, ele seria um "frame" de referência absoluto para medir todas as velocidades. Por influência de Mach (por acaso, o cara que definiu a velocidade do som), Einstein descartou o "eter", por não ter como provar sua existência. Mas o próprio Einstein reconheceu que o ente "Espaço-Tempo" é apenas um nome novo para o Éter. A teoria do mar de neutrinos (ou matéria escura) que permeariam todo o universo ainda não foi abandonada... [s] Jonas |
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#14
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Nós somos cegos !!
Nós SOMOS praticamente cegos !
O espectro da luz visível é uma titica dentro do espectro das ondas eletromagnéticas, para o qual as leis de Maxwell e Einstein se aplicam. (e os morcegos enxergam sim, eu não duvido!) E o mundo das ondas mecânicas e das ondas eletromagnéticas é totalmente distinto. Água e Vinho. Mas consigo perceber o que você quer dizer e acho louvável sua iniciativa. Debates acerca da ciência são muito importantes. Precisamos falar sobre ciência. O descrédito por que passa a ciência é uma injustiça e um perigo para nossa raça. Parafraseando Carl Sagan, “a ciência é pouco, mas é tudo o que temos; uma vela no escuro”. Sua pergunta é muito interessante. Certamente se fôssemos totalmente cegos, o caminho percorrido na busca do entendimento da realidade teria sido outro. Talvez a ciência sequer houvesse nascido, afinal o pensamento científico é único, originou-se na Grécia em condições muito particulares e tomou conta do mundo ocidental. O fato do sentido da visão ser um sentido privilegiado certamente é um condicionante importante no nosso entendimento do mundo. De fato, radicalizando ainda mais a tua pergunta, nós NUNCA temos acesso direto à realidade, só temos acesso direto às nossas sensações, ao que chega até nós através dos nossos sentidos. Este problema foi bastante debatido por Hume e Kant e, não raro, é responsável, injustamente, pelo ceticismo acerca das idéias científicas na medida que não podemos PROVAR a existência do mundo exterior - fato que motiva ficções sensacionais como o filme MATRIX, por exemplo. Ora, mas supor que as nossas sensações refletem mais ou menos fielmente o mundo exterior é uma hipótese bastante razoável. Se isso não fosse verdade toda a evolução biológica não teria sido possível. Com efeito, quanto mais fidedigna for a resposta de meus órgãos sensoriais aos estímulos do mundo externo, mais vantagem evolutiva eu terei. Só pra dar um exemplo esclarecedor. A eletrodinâmica quântica previu, por uma série de equações, que o momento magnético do elétron haveria de ter um valor de 1,001159652201. Anos mais tarde, com os avanços tecnológicos, foi realizada a experiência para testar aquela predição teórica. Resultado: 1,001159652188. Esta concordância entre teoria e experiência seria impossível se a ciência nada dissesse de verdadeiro sobre o mundo. Einstein está errado? Não sei. O fato é que E=m.c2 está experimentalmente comprovada com alto grau de precisão. Newton estava errado? Sim. Um pouquinho... Sua teoria é um caso particular na teoria de Einstein. Mas o alto conteúdo de verdade contido em suas equações é demonstrado cada vez que um Boeing com 150 toneladas de gente e alumínio descola seus pneus do asfalto a 340 km/h e ganha os céus! Um avião é praticamente um teorema!! E por “milagre” científico semelhante, eu estou escutando neste momento a voz de Stevie Ray Vaughan que morreu há quase 20 anos!! (Que sessão espírita faria isso por mim?). Grande abraço, ZK. |
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#15
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Boas Observações
Oi, Zeca!
Até pouco tempo, achava-se que os buracos negros "engoliam tudo". Por sorte nossa (graças à Roentgen), descobriu-se que tais buracos emitem raios-x. (Outro "trechinho estreito" do espectro eletromagnético). Gostaria de ler algum tratado sobre as semelhanças e diferenças dos campos acústico e eletromagnético. Concordo com o amigo que não devemos mergulhar nas trevas. A Idade Média durou séculos e sufocou mentes brilhantes. Mas, à vista da maioria, cientistas ainda são vistos como "bruxos". Não sou do time dos Esotéricos. Sou do time dos Exotéricos. O primeiro time diz que o conhecimento é muito valioso para ser dados aos "porcos". O segundo time defende que todo o conhecimento deve ser compartilhado. Ainda bem que existe a Internet... [s] Jonas |
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