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A bolha do setor automotivo brasileiro - o bobo, o esperto e o malandro

Discussão em 'Mercado, Marcas e Modelos' iniciada por J. Snow, 28 Ago 2019.

  1. rpralon

    rpralon Usuário

    4.981 1.090 726

    Desde 24 Nov 2008
    Florianopolis/SC/Brasil
    ja é assim no IPI ou não...
     
  2. π2018

    π2018 Usuário


    Desde 19 Set 2006
    Atlanta/GA
    Qualquer produto de consumo que não seja vício, como tabaco ou álcool e cuja tributação ao consumidor final exceda 20% é estupidez, para não dizer roubo como costuma dizer a turma do Estado mínimo.
    Quanto maior o imposto sobre o consumo e menor o imposto sobre a renda, mais injusto e regressivo é o sistema tributário de um país.
     
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  3. ms73

    ms73 Usuário

    Carro 1.0 ainda paga menos imposto do que um carro com motor maior, ao menos até onde eu sei.

     
  4. JP!

    JP! Curioso


    Desde 19 Abr 2008
    São Paulo
    Separação total de bens (y)

    JP
     
    Última edição: 16 Jan 2020
  5. vrebolho

    vrebolho Usuário

    Já é assim. Carro 1.0 tem alíquota menor de imposto. Acontece que as montadoras não estão repassando essa economia. O que se vê são modelos 1.0 turbos sendo lançados com preços mais caros que os 1.6 aspirado, que paga imposto maior.
     
  6. ms73

    ms73 Usuário

    Em primeiro lugar estes motores turbo modernos certamente custam mais para produzir do que um 1.6 antiquado, então não sei até qual ponto poderiam custar menos.
    Mas meu comentário foi em outro sentido, se o ipi fosse calculado sobre o consumo do carro e não o volume do motor talvez alguns carros teriam motores melhores, novamente, este 1.0 tsi do polo com 128cv poderia ser substituido pelo 1.4 turbo de 122cv utilizado nos audi tempos atrás, mas como o 1.0 paga menos imposto fica inviabilizado.

     
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  7. Mack

    Mack Usuário

    3.202 1.010 986

    Desde 27 Mar 2006
    GO/Brasil
    É bom que revejam essa tributação, calculando por desempenho de consumo, assim carros com tecnologias mais novas, independente da litragem pagariam menos impostos.
     
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  8. π2018

    π2018 Usuário


    Desde 19 Set 2006
    Atlanta/GA
    Ao que me consta o regime automotivo aprovado no apagar das luzes do governo Temer prevê isso.
    O Inovar Auto anterior também previu isso, do contrário não teria sido desenvolvido está nova geração de motores turbo mais eficientes.
    Por conta disso a GM aposentou o Monzatech e os VHC, a VW os AP e a Fiat terá que se livrar dos E-torq.
     
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  9. ms73

    ms73 Usuário

    Previu, mas já acabou, era algo provisório, e não é a mesma coisa, previa descontos nos impostos para carros econômicos, mas a diferença lá na fonte do ipi diferenciado para motores 1.0 continuou.

     
    Última edição: 17 Jan 2020
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  10. J. Snow

    J. Snow Usuário


    Desde 21 Mar 2009
    Rio Grande do Sul
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  11. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Esganando Estátuas


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Desde 2008 o governo dá pencas de isenções fiscais bilionárias às montadoras, e estas isenções só crescem a cada ano, em 2018 bateram recorde.

    A acordo era quem, em troca das isenções, as montadoras investissem mais, contratassem mais, ou mesmo baixassem os preços.

    Perguntem se qq coisa dessas aconteceu.

    https://economia.uol.com.br/noticia...oras-atingirao-recorde-de-r-72-bi-em-2019.htm

    Benefícios fiscais para montadoras atingirão recorde de R$ 7,2 bi em 2019
    16/09/2018 08h26
    O governo vai abrir mão, no ano que vem, de R$ 7,2 bilhões em impostos com a concessão de incentivos tributários para a indústria automobilística, um dos setores com maior força de pressão em Brasília.

    A renúncia fiscal mais do que triplicou em relação aos R$ 2,3 bilhões previstos para este ano. Será o maior valor da história. A título de comparação, corresponde a 6% de todos os recursos previstos para a área de educação na proposta de Orçamento de 2019, em tramitação no Congresso.

    De 2008 a 2019, o governo deixará de arrecadar R$ 34,6 bilhões com o setor, de acordo com estimativa da Receita Federal.

    O salto de R$5 bilhões entre 2018 e 2019 será puxado pelo crescimento na produção de veículos, esperado para o ano que vem. O aumento também é resultado da mudança de metodologia que permitiu à Receita "captar" melhor dados que estavam "fugindo" do alcance dos fiscais na elaboração das projeções. Para 2019, pela primeira vez, a Receita usou dados de Escrituração Contábil, o programa entregue pelas empresas com diversos dados, como balanço patrimonial, produção e vendas.

    A fatura no ano que vem pode aumentar ainda mais. Parlamentares já acenaram que vão ampliar os incentivos previstos na Medida Provisória que criou o Rota 2030, o novo programa de incentivos aprovado pelo presidente Michel Temer, que ainda tramita no Congresso. Polêmico, o Rota vai conceder R$ 2,1 bilhões de renúncia para o setor automotivo em 2019.

    Além disso, também pode ser renovado o programa de incentivos que responde pela maior parte da renúncia de 2019. O fisco estima que custará R$ 4,6 bilhões um benefício concedido a montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que têm crédito presumido de IPI em troca de projetos de investimentos apresentados até 2010. O incentivo existe desde 1997, mas foi sendo renovado e ampliado ao longo dos anos. O benefício tem prazo para terminar em 2020, mas o senador Armando Monteiro (PTB-PE) já apresentou emenda para renová-lo mais uma vez.

    Montadoras com fábricas na região têm procurado parlamentares para pressionar pela renovação. Em visita a Pernambuco, em março, o presidente Michel Temer disse que iria "providenciar" a renovação. Monteiro sustenta que a prorrogação é necessária para viabilizar, por exemplo, a expansão de uma fábrica da Fiat que prevê investimentos de R$ 7,5 bilhões até 2022. "Sem os incentivos, a viabilidade econômica dos projetos na região estaria comprometida."

    O incremento de renúncias tributárias para o setor automotivo está na contramão do plano exigido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de reduzir, em 10 anos, 50% do volume dos incentivos concedidos por meio de tributos, que só em 2019 vai chegar a R$ 306,4 bilhões.


    Mar de renúncias
    Conforme mostrou reportagem do jornal "O Estado de São Paulo" há duas semanas, as renúncias tributárias, como desonerações e incentivos fiscais, terão um salto de R$ 23 bilhões em 2019 e vão atingir R$ 306,4 bilhões já no primeiro ano do próximo governo, segundo a proposta de lei orçamentária enviada ao Congresso. Esse valor deixará de entrar nos cofres do governo por conta da grande quantidade de benefícios concedidos às empresas, entidades filantrópicas e pessoas físicas. Os R$ 23 bilhões a mais em benefícios representam quase 80% do gasto anual projetado para o Bolsa Família.

    O aumento dos "gastos tributários" da União --alguns deles previstos até mesmo na Constituição, como os incentivos da Zona Franca de Manaus- será de 8% em relação aos R$ 283,4 milhões previstos para 2018. Um ritmo de crescimento bem maior do que a correção do teto de gasto para 2019, de 4,39%. O teto de gasto é o mecanismo que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. A perda de arrecadação com as renúncias será equivalente a 21% de toda a arrecadação prevista em 2019, de R$ 1,4 trilhão.

    A previsão da Receita é de que haverá um aumento de 18,7% em 2019 no montante que o governo deixa de arrecadar com rendimentos isentos e não tributáveis. Essa rubrica inclui, por exemplo, o pagamento de lucros e dividendos a sócios de empresas e benefícios como auxílio-moradia e alimentação pagos a servidores públicos. A renúncia passará de R$ 27 bilhões em 2018 para R$ 32 bilhões no próximo ano.

    O Tribunal de Contas da União (TCU) já alertou que quase metade das renúncias não tem nenhum tipo de fiscalização sobre sua eficácia e cobra do governo a revisão dos benefícios.
     
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