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A mídia irresponsável. Um dos textos mais toscos que tive o desprazer de não ler...

Discussão em 'Mercado, Marcas e Modelos' iniciada por M E N A U, 16 Ago 2013.

  1. rpralon

    rpralon Usuário

    4.898 1.049 616

    Desde 24 Nov 2008
    Florianopolis/SC/Brasil
    Nao eh verdade, existem pessoas e pessoas...
    Nao porque uma pessoa resistiu que todas as outras iram resistir...

    "The NHTSA standard for a sudden impact acceleration on a human that would cause severe injury or death is 75 g's for a "50th percentile male", 65 g's for a "50th percentile female", and 50 g's for a "50th percentile child". These figures assume the human is taking the impact on the chest/stomach, the back, sides or the head. The average value is about 65 g's, so I used that for the fatal impact acceleration on a human being."

    50 g ja mata uma crianca e provavelmente um idoso...

    Um carro mais longo tem mais distancia a se deformar sem compromenter os passageirosm mas em carros pequenos e baratos fazer isto eh muito mais dificil...
    Como eh que vai se permitir deformações na casa de 1m num carro pequeno como Celta cujo comprimento total nao chega a 3,75 metros, e a frente do motorista menos que a metade disto... pra bater nos seus calculos de desaceleracoes acima.


    Óbvio que isto existe..
    Mas se você for analisar chegara a "brilhante" conclusão que carros maiores tendem a ser mais seguros em batidas .etc.
    Vao querer obrigar a ter um comprimento minimo ?
     
  2. LKP

    LKP Usuário


    Desde 27 Jun 2005
    Brasília/DF/Brasil
    Carlos, precisamente, no entanto, vc errou (digitação) a força da gravidade (mas usou o valor certo pra fazer a conta): 9.8m/s² e não os 9.6. ;)
     
  3. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    LKP,

    Obrigado pelo aviso, já corrigi no post !
     
  4. LKP

    LKP Usuário


    Desde 27 Jun 2005
    Brasília/DF/Brasil
    É claro que há pessoas e pessoas. E estamos tratando aqui de limites suportáveis.
    1 - Para chocar-se a 120km/h, causando uma desaceleração até a parada total, em apenas 1m, seria necessário bater em algo praticamente indeformável, tendo a distância da desaceleração apenas dada pela deformação do carro.
    2 - Mesmo na situação hipotética acima, a força G imposta sobre as pessoas PODE não ser fatal.
    3 - Pensando numa situação realística, em que o carro bate em algo e continua andando, a velocidade final não é ZERO, e sim algum valor acima disso. Não precisa considerar o espaço em que o carro vai se arrastando, pois nesse momento os ocupantes já sofreram a desaceleração mais grave. Mas só o fato de não dar como ZERO a velocidade final, se tem uma força G inferior em relação à calculada.
    4 - Claro que há situações em que os acidentes causam uma força G maior ainda (dois carros em sentidos opostos, a 120km/h sofrerão uma desaceleração brutal, e neste caso, por mais equipado que seja o carro, será dificil, pra não dizer impossível, que alguem sobreviva).
    5 - O exemplo foi dado apenas para mostrar que é sim possível suportar índices altos de força G por curto espaço de tempo.



    Concordo. No entanto, a tecnologia existente é capaz de fazer isso mesmo com carros menores. Vide os extremos da F1 e carros similares, que tem um espaço deformação bem menor e mesmo assim conseguem absorver bem o impacto, como visto nos exemplos mencionados, com os pilotos saindo com vida. É claro que os pilotos são muito mais bem preparados fisicamente que a maioria das pessoas que trafegam nas ruas e estradas, mas é proporcional com a velocidade que rodam e com a velocidade dos acidentes tbem.




    Não, claro q não. Um carro pequeno, bem estruturado e com bons dispositivos de segurança, ativa e passiva, vai ser capaz de salvar muitas vidas. Claro que, como eu disse, acidentes fatais vão haver sempre, mas o objetivo com estes avanços em equipamentos de segurança é minimizá-los sempre.
     
  5. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Esganando Estátuas


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Com relação à seguinte afirmação:


    "Ir contra a segurança é pendurar um enfeite de estrelinhas no carro e não explicar as entrelinhas das estrelinhas, fazendo o comprador achar que pode bater o carro de frente com um muro com velocidade de Fórmula Indy que tudo bem."


    Considero-a absurda e até infantil, pois nenhum fabricante, que eu saiba (nem mesmo uma Hyundai CAOA com sua fama de fazer marketing para pessoas com problemas cognitivos) alega que "por ter estrelinhas" o carro poderá bater de frente com um muro na velocidade da Formula Indy.


    Nunca li ou ouvi, em propaganda alguma, nenhuma alusão a isso. Então não faz o mínimo sentido dizer que os fabricantes "fazem o consumidor achar" tal coisa.


    Se o autor dessa frase conhecesse alguma matéria com algum fabricante fazendo essa alusão, deveria publicá-la, pois seria algo muito sério.
     
  6. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Exemplo do Celta:

    Vamos considerar que o Celta deformou-se apenas 70cm (bastante razoável, é praticamente o espaço entre o motorista e o painel do carro, ou entre o pára-choques e o bloco do motor) e o objeto em que ele bateu deformou-se só 30 cm, já que até mesmo um muro de tijolos pode deformar mais que isso (pois vai abrir um buraco nele)...

    Deformação (S-So) = 1 m
    Velocidade do choque: 150 km/h = 41,7 m/s (o Celtinha já está quase decolando nessa velocidade...)

    Aplicando Torricelli:

    0 = (41,7)^2 + 1*2*a

    -1738,89=1*2*a

    Logo, a=-869,45 m/(s)^2 que é o mesmo que 88,7G, valor próximo dos 75G da NHTSA.

    O Celta é que vai matar o motorista, com o motor invadindo a cabine e sem airbags, não a desaceleração. Já uma criança poderia mesmo morrer, mas, convenhamos, dar 150km/h num Celta é pedir pra morrer, de qq forma.
     
  7. M E N A U

    M E N A U _____________ad augusta _____________per angusta


    Desde 13 Abr 2010
    Aqui-BR
    Afirmações levianas como a copiada entre aspas pelo colega, mostra o desespero em querer a qq custo tentar desmoralizar institutos sérios, independentes, ao redor do mundo, e com décadas de bons serviços aos consumidores de carros.
    O mais patético de tudo é que, se de nada servem estes institutos e sua mais acessível maneira de passar ao recado de forma direta - por meio de estrelas - eu pergunto: Como esses ilustres senhores recomendariam um carro para um consumidor?
    Duvido que algum deles se sentisse minimamente confortável para sequer, se não indicar, mas contra indicar, pois na concepção deles, o que não pode hoje em dia é Brasilia 79, o resto é tudo seguro, e nós, histéricos.
    Por isso reputo como má fé senão coisa pior...

     
  8. FMtaue

    FMtaue Usuário


    Desde 21 Mai 2005
    São Paulo
    É isso, no fundo você estava dizendo exatamente a mesma coisa.
     
  9. ms73

    ms73 Usuário

    A discussão longa aconteceu porque alguns foristas estavam tentando desqualfiicar os sistemas de segurança dos carros, como afirmando que o esp tem uma margem de atuação muito pequena, que não funcionaria em piso muito escorregadio como terra, ou imagino eu na chuva ou pista com sujeira, é uma falácia.

    Eu inclusive gostaria de saber de onde as pessoas tiram esta idéias, como criam estas "verdades" que contradizem tudo o que se pode ler ou ver em testes, o sistema é eificiente até no gelo, a única explicação que tenho é de que tentam justificar a compra de um carro sem estes recurso, provavelmente porque achou o modelo mais bonito ou porque a costuma do banco era mais bonita, sei lá...

    Obviamente que o comportamento do motorista é sim um problema, mas também não justifica comentários do tipo "se o motorista é imprudente e as estradas são ruins não adianta nada ter esp, airbags e abs", é fácil encontrar comentários deste tipo e estão totalmente equivocado, na verdade considerando os problemas que enfrentamos no trânsito os equipamentos de segurança são ainda mais importantes do que em paises com trânsito civilizado.

     
  10. M E N A U

    M E N A U _____________ad augusta _____________per angusta


    Desde 13 Abr 2010
    Aqui-BR
    No final das contas, pelos menos aqui, e trabalho de formiga, vamos deixando Bob Sharp e seus asseclas falando suas besteiras pras paredes, sendo que em muitas da sandices deles nem se tem a vegonha de tentar disfarçar, como a de chamar de histeria que quer se proteger com o que o mercado tem a oferecer.
     
  11. M E N A U

    M E N A U _____________ad augusta _____________per angusta


    Desde 13 Abr 2010
    Aqui-BR
    Aproveitando para reativar o tópico, passados longos 6 anos, finalmente airbags complementares e ESP, carros 5 estrelas em crash-test, estão deixando de ser lendas urbanas.
    O texto serve pra nos lembrar que devemos tomar cuidado como o que lemos, sempre, em tudo.

    Detalhe: na época do link acima, 2013, nem airbag duplo, sequer ESP eram obrigatórios no braziu, coisa que só ocorreu em 2014.

    Apenas mais um comentário...
    Quando for escolher o próprio carro, seria prudente comprar o melhor que se pode pagar, com o quesito segurança acima de todos os demais, pois nunca temos como saber quem está na mesma via, p.ex., pronto para cruzar uma preferencial e colidir fortemente em sua lateral (ou na do carro que acabou de comprar ou ajudar a escolher pro próprio filho).
    E mais, nem mesmo sendo extremamente zeloso, ninguém - incluindo nós mesmos, minimamente conscientes - está imune a cometer deslizes, descuidos pela própria vida estressante e cansativa da atualidade, e que, a bordo de um massa de mais de 1 tonelada em movimento, tem-se nas mãos algo com potencial de arma letal contra si e terceiros.

    E sempre deve se perseguir o que pode ter potencial para se salvar uma única vida de uma morte estúpida, como as do trânsito, imagine-se então, num pseudo país como o nosso, responsável por perto de 40 mil óbitos/ano, e 600 mil/ano em sequelas graves e permanentes.
    Tanto é verdade que medidas de segurança veicular são importantes, que se constata redução gradativa, ano a ano, porém ainda longe do minimamente aceitável.


    As mortes por acidentes de trânsito no país estão em queda. Um levantamento inédito do Ministério da Saúde divulgado hoje (18), que marca o início da Semana Nacional do Trânsito, aponta que, em seis anos, houve uma redução de 27,4% dos óbitos nas capitais do país. Em 2010, foram registrados 7.952 óbitos, contra 5.773 em 2016, o que representa uma diminuição de 2,1 mil mortes no período. Apesar da redução, o país segue longe da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê redução de 50% no número de vítimas em 10 anos, contados a partir de 2011.

    Além disso, considerando todas as cidades do Brasil, não apenas as capitais, foram registradas 37.345 mortes de trânsito em 2016, que é o último ano com dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O número é 14,8% menor do que o registrado, por exemplo, em 2014, quando ocorreram 43.870 óbitos no trânsito brasileiro. A meta do país, em 2020, é não ultrapassar o número de 19 mil vítimas fatais por ano.

    “Esse número de 37 mil vidas perdidas em acidentes por ano é superior à população de muitas cidades brasileiras. Infelizmente, quando boa parte da população pensa em trânsito, o que vem à mente são os congestionamentos e chamada indústria da multa, mas o que temos é uma indústria da dor e da morte”, afirma Renato Campestrini, advogado, especialista em trânsito e gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). Além das mortes, 600 mil pessoas ficam com sequelas permanentes todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito.




    http://agenciabrasil.ebc.com.br/ger...-no-transito-mas-esta-longe-da-meta-para-2020
     
    • 3
  12. maicon09

    maicon09 Usuário


    Desde 2 Nov 2011
    SC
    Não li o texto de 2013 completo, mas já deu pra perceber que não condiz com a realidade.

    Esse número de mortes ainda vai baixar muito quando sistemas de frenagem automática e acc se popularizarem.
     
    • 1
  13. ms73

    ms73 Usuário

    Hoje abaixo dos médios temos apenas dois modelos cinco estrelas, ônix e polo/virtus, se os fabricantes começarem a seguir o ônix lançando mais modelos seguros certamente a redução dos óbitos em acidentes irá acontecer, infelizmente temos milhões de tampas de caixão circulando nas ruas.
     
    Última edição: 23 Out 2019
    • 2
  14. TAL666

    TAL666 Usuário


    Desde 25 Jul 2011
    São Paulo
    Eu trabalho com trauma há muitos anos e é notável a diminuição de pacientes graves vítimas de acidentes de carro na última década. Pelo menos aqui em SP, que não tem tanto carro velho.
    Em compensação, as motos criaram uma fábrica de cadáveres e inválidos permanentes.
     
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  15. M E N A U

    M E N A U _____________ad augusta _____________per angusta


    Desde 13 Abr 2010
    Aqui-BR
    Triste!
     
  16. FMtaue

    FMtaue Usuário


    Desde 21 Mai 2005
    São Paulo
    Não foram as motos, foram os motociclistas e motoristas. mas principalmente os motociclistas (ou motoqueiros, como quiserem).
     
  17. J냃åz

    J냃åz Sunbird


    Desde 4 Jan 2008
    Natal/RN
    • 1
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