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Bases para equipamentos de Audio

Discussão em 'Acessórios, Ajustes & Tweaks' iniciada por Renato Gomes, 18 Mai 2016.

  1. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Caros amigos,
    Após muitos anos nesse hobby, resolvi incrementar, melhorar a reprodução estéreo do meu sistema com o aumento do sistema MASSA + ACOPLAMENTO do meu integrado.
    Pesquisei algumas situações e materiais e cheguei na madeira de lei (mais especificamente o angelim) por alguns motivos listados abaixo, em ordem de importância com relação à reprodução de som:

    * Saiu-se melhor em testes comparativos com relação ao granito.
    * Ótima fator de amortecimento e controle de ressonâncias.
    * Facilidade de trabalho (podem ser feitas em qualquer medida) e várias possibilidades de acabamento.
    * Material não muito difícil de achar

    Como funciona:

    OBS: todos os relatos aqui são baseados em testes na prática em meu sistema.

    A adição da base ao equipamento, que melhora com um bom acoplamento do sistema equipamento - base*, aumenta a massa e a densidade do conjunto, tornando-o menos suscetível a vibrações nocivas à reprodução de alta fidelidade.
    Nesse sentido, intenção é de que o conjunto equipamento - base passe a se comportar como um corpo único e de massa maior.
    Para o desacoplamento, podem ser utilizados spikes, pezinhos, isoladores ou absorvedores dos mais variados tipos.
    Por aqui, spikes deram melhor resultado. Ainda não realizei testes com isoladores.

    OBS: Maiores detalhes peço a gentileza para me enviar um MP.


    Fotos:

    Acabamento fosco, spikes ViaBlue HS Gold:

    02.jpg 01.jpg 04.jpg 03.jpg


    E aqui com o integrado Creek EVO:

    06.jpg 05.jpg


    Abraços.
     
    Última edição: 19 Mai 2016
    • 6
  2. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Imagens redimensionadas para melhor visualização.
     
  3. Alessio

    Alessio Curtindo em alta definição...


    Desde 18 Ago 2006
    Lavras/MG
    Linda base.
     
    • 1
  4. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Gomes,

    Bacana essa base, muito bem feita. :aplauso:

    Abraços
     
    • 1
  5. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Obrigado Alessio,

    Obrigado Red,

    Parecia simples quando comecei, mas ao todo pra ela ficar pronta foi um processo de mais de uma semana.
    Ao vivo é mais bonita (y)

    Um abraço.
     
    • 1
  6. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Experimentando também nas bases das caixas:

    Levantando 40kg. pra lá e pra cá. Uma delícia pras minhas 4 hérnias de disco.

    01.jpg 02.jpg
     
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  7. GladstonJA

    GladstonJA Usuário


    Desde 7 Jun 2005
    Belo Horizonte/MG/Brasil
    Parabéns Renato,

    Trabalho de primeira!

    Abraços
     
    • 1
  8. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Renato,

    Acabei de receber uns cones de ébano e percebi que o timbre do som mudou, ficou mais
    macio. Imagino que mudando o tipo da madeira o timbre varia. O angelin que vc usou deve
    ter dado um timbre especial, vc percebeu isso?
     
    • 1
  9. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Boa noite Wandique,

    Em relação ao timbre, não houve mudança significativa. O que trouxe mudança maior no timbre por aqui foram os interconnects VDH.
    A base com o angelim deu uma enxugada nos graves, deixando-os ainda mais precisos e gostosos de ouvir.
    Mas repare, a gente está lidando com sutilezas.
    Um grande abraço.
     
  10. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Renato,

    Existe um site (se eu achar novamente posto aqui) que vende cones, para serem usados como suporte de
    equipamentos, feitos de vários tipos de madeira. Imagino que cada madeira tenha a sua característica devido
    à densidade. Sabe-se que o ébano possui uma alta densidade e é preferido para fazer pianos ...
    Realmente são sutiliezas como vc mesmo disse mas muda muito digamos assim, o caráter do som.
    Eu me converti ao uso desses "pézinhos" depois de usar os Vibrapods ...
     
    • 1
  11. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    É interessantíssimo observar os efeitos que os diferentes materiais causam no resultado do áudio. Já vi algumas pessoas céticas, talvez inexperientes, sustentarem que nos equipamentos transistorizados (como a grande maioria dos nossos integrados), bem como em quaisquer outros em que inexistem partes móveis, não há qualquer efeito prático no uso de isoladores/absorvedores. Entretanto, é perfeitamente perceptível a diferença de quando se usa spikes, shidos, bases de mármore, de madeira, etc. Obviamente que, quando existem partes móveis (como no caso de um PC com HD), os benefícios são bastante superiores.

    Aqui testei algumas configurações e a melhor que encontrei foi usar bases de mármore sobre spikes, e os equipamentos sobre as bases de mármore, mas apoiados em shindos. Assim, a ordem, de baixo para cima, fica: spikes - mármore - shindos - equipamentos. Testei outras possibilidades, mas o resultado prático não foi tão benéfico.

    E não só isso. É interessante testar vários posicionamentos dos próprios apoios. No meu PCA isso mudou a reprodução. No integrado e no DAC não.

    Abraço!
     
    • 2
  12. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Acompanhando, estava perguntando isso com o FelipeRolim sobre se e perceptível as diferenças rack vs base e etc..
     
    • 1
  13. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Olha Diego eu emprestei os meus Vibrapods para um amigo que tem um equipamento
    mais simples e ele não ouviu diferença alguma. Para que isso faça diferença o sistema
    deve ter um nivel de construção mais apurado.
     
    • 1
  14. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Os Vibrapods e os Foculpods são mais delicados. Alguns não suportam tanto pedo quantos os shindos ou os sort kones. Por isso, é precisa saber em que tipo de equipamento eles serão utilizados.

    Num amplificador de 20Kg, eu jamais indicaria Vibrapods, já para um PC ou toca-discos, acho extremamente adequados e até mais indicados. Seu amortecimento é maior e, por isso, eles são mais sensíveis, mas perdem rendimento quando se aumenta o peso.

    Esse tipo de coisa é interessante, só testando mesmo. Em casa, até a localização dos shindos faz diferença no PC. Preferi com dois shindos na frente e um atrás. A ordem inversa faz o sistema perder em recorte e o palco perder em profundidade.
     
    • 2
  15. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Felipe,

    Você acha que faz diferença entre usar 3 e 4 shindos?
     
    • 1
  16. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Acho sim wandique.

    Quem conhece os shindos pessoalmente consegue perceber que, quanto mais se adiciona peso, mais "moles" parece que eles ficam. Eles possuem umas esferas metálias dentro e a impressão que me passa é que, quanto mais peso eu coloco sobre eles, mais essas esferas funcionam bem.

    Se eu não me engano, cada unidade de shindo da Airon suporta 15Kg. Dividir o peso de um equipamento leve em 4 shindos, ao meu ver, acabaria por fazer com que eles não tivessem um rendimento muito bom, caso em que eu vejo como melhor opção um kit de Vibrapods ou Foculpods.

    Até mesmo um integrado pesado eu acho que fica bom com 3 shindos, e mais ainda PC, DAC, player. No meu caso, se eu quiser usar, terá que ser quatro no integrado, por causa da forma que ficarão apoiados.

    Em todo caso, como eu disse: sempre é bom testar e ver o que produz melhor resultado. Numa dessas, um PC leve com 4 shindos acaba ficando melhor do que com 3.

    Abraço!
     
    • 2
  17. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Um tema relacionado a este:

    Há algumas semanas um membro do fórum me emprestou, para que eu pudesse conhecer, um jogo de pés de fibra de carbono, de dimensões 5x25mm. Coloquei sob o Krell, sem mudar qualquer outra configuração, e achei o resultado muito interessante, em especial considerando o custo envolvido (cerca de $20,00, no Ebay).

    [​IMG] [​IMG]

    Sem falar de áudio, por enquanto, notei que, logo após a colocação dos pés sob o Krell, ele se tornou muito mais inerte, coisa que eu não imaginava que fosse acontecer. Curiosíssimo que, ao encostar levemente o dedo na tampa do Krell, com música em reprodução e com os pés de fibra de carbono, pude perceber que a tampa vibrava bem menos do que sem eles. O Krell se tornou mais estável, menos "vibrante".

    Isso também surtiu reflexos no áudio. Não foram tantas as características alteradas, mas as que foram, mudaram de forma bem sensível. Basicamente, as mudanças foram: a) altura de palco (a apresentação, em si, ficou um pouco mais alta e, além disso, o palco consegue "subir" mais quando necessário); b) controle de graves (os graves ficaram levemente, mas muito levemente mais controlados em certas passagens, e isso fez com que algumas notas conseguissem se destacar mais em meio à reprodução); c) espacialidade e organização de palco (essa foi a característica mais interessante; o palco se apresentou com mais espaço, mais arejamento, como se as caixas estivessem tocando mais relaxadas, com mais facilidade, e isso fez com que a apresentação ficasse mais organizada, menos "bagunçada", como se o palco tivesse ganhado mais posições, tanto em largura, quanto em profundidade).

    Uma pena que eles ficaram por alguns dias, apenas, mas com certeza vão entrar na minha lista de compras.

    Algo que eu queria testar, mas acabei não o fazendo, é a combinação shindos + pés de fibra de carbono. Farei quando eu comprar os meus, hehe.
     
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  18. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Valeu pela experiência Felipe,

    Acho que seria interessante testar os pés sob uma base e o Krell apoiado nessa base, para adicionar mais massa ao conjunto. Acho que vai deixar tudo ainda mais inerte.

    (y)
     
  19. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Eu só não fiz isso usando minhas próprias bases de mármore com spikes porque, pelo que me foi recomendado, os pés de fibra de carbono possuem um limite máximo de peso. Fiquei com medo de racharem, sei lá, e aí acabei testando somente sob o Krell.

    Sobre a questão de aumentar o peso do conjunto, tenho notado que isso varia muito de equipamento para equipamento, e de base/pé/spike para base/pé/spike. Explico.

    Nas minhas experiências, tenho percebido que, se um isolador mecânico (como o shindo, por exemplo) foi feito para trabalhar num determinado peso, e se algo muito leve (em relação ao peso limite) é colocado sobre ele, o efeito do isolador é bem pequeno. Do mesmo modo, se algo com peso perto do limite suportado pelo isolador é colocado sobre ele, então o resultado também é prejudicado. Por isso que acho melhor usar Vibrapods em certas ocasiões, pois existem várias categorias de peso/unidade.

    Por exemplo: os 3 shindos que uso sob o PC suportam, juntos 45Kg, salvo engano. Se eu colocar algo de 1Kg sobre eles, o resultado será pequeno, senão insignificante. Se eu colocar algo de 40Kg sobre eles, o resultado será igualmente pequeno/insignificante. Tenho experimentado sempre isso de acrescentar/retirar peso dos equipamentos. Deve haver pressão suficiente para que eles possam funcionar com a firmeza necessária sobre os isoladores, mas não elevada a ponto de fazê-los chegar no limite.

    No caso, o Krell está com seu peso (cerca de 20Kg) dividido sobre duas bases de mármore de cerca de 30Kg cada uma, e estas, por sua vez, apoiadas sobre 8 spikes. Os pés de fibra de carbono, talvez, tenham entrado na equação num ponto bem estratégico (sobre mármore e spikes e sob o Krell), e o funcionamento ficou bem legal. Pelo preço, é uma compra certa. Eu só precisaria ver as especificações para conseguir avaliar o quanto de peso posso colocar sobre eles e, com isso, extrair o máximo de funcionalidade. Mesmo assim, sem testar, acho difícil fazer uma conta aritmética e descobrir o peso ideal.

    Abraço!
     
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  20. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    6.055 2.932 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Show de bola,
    Mesmo ficando peto do limite em alguns casos, acho que vale a pena o teste. As vezes o resultado pode surpreender.

    Abraços.
     
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