Cápsulas National/Technics

Discussão em 'Braços e Cápsulas' iniciada por Shu, 16 Mar 2019.

  1. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Creio que a grande maioria de nós possui ou já possuiu uma cápsula magnética da National/Technics em sua vida. Originalmente fabricada pela empresa Matsushita, a marca mudou de nome para National e logo depois adotou também a marca Technics para os equipamentos de áudio de alta-fidelidade que produzia.
    Hoje a Matsushita e a National já não existem mais, visto que adotaram o nome Panasonic, mas a Technics ainda permanece como uma divisão de equipamentos de áudio de primeira qualidade dessa mesma empresa.
    Abaixo imagens da cápsula e agulha que são clássicos do mundo do vinil.
    Quem é que não se lembra dessa cápsula e da agulha verde-esmeralda?
    É claro que existiram outras cápsulas e agulhas produzidas pela Technics, mas essa é a que permanece no imaginário dos “vinileiros”.

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  2. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    São muito bem quistas . Mas uma variedade de marcas no Japão e sempre fico tentado com MCs da Yamaha....
     
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  3. EAM

    EAM Usuário


    Desde 23 Set 2008
    São Paulo
    Tenho uma destas, comprei uma agulha verdinha "de reposição" mas francamente não sei a qualidade, não coloquei mais para tocar!
     
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  4. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Imagens da cápsula Technics 205CMK3 com agulha elíptica da JICO.

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    #4    
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  5. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Imagens da cápsula (T4P) Technics EPC-P30 que acompanhava o toca-discos Technics SL-QX300, com headshell adaptador.

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    #5    
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  6. ricsantos

    ricsantos Usuário

    601 3.043 373

    Desde 10 Abr 2009
    Salvador/BA
    No meu novo (pra mim) SL Q303 veio uma EPC U25. A agulha me parece ser a original, cônica.

    Li boas referências dela na internet, inclusive sobre sua superioridade em relação a EPC 270. Estou gostando do resultado das audições até agora, mas ela ainda perde feio para meu DL2000 com capsula Shure V15 type IV e agulha elíptica EVG EN35E.

    Estou cogitando a troca da agulha do Q303 por uma elíptica da Jico. Aliás, acho que o estagiário da Jico errou nos preços dessa agulha. Enquanto outras elípticas tem aproximadamente o mesmo preço, sem torno de us$ 50,00, a EPS 25 elíptica está por US$ 27,00.

    Por outro lado, tenho outra cápsula Shure V15 type IV parada aqui.

    Minha dúvida é qual a melhor cápsula. Seria mais vantagem colocar uma Jico elíptica na EPC 25 ou uma EVG elíptica na Shure?

    Sei que a cápsula Shure V15 type IV é consagrada, mas seria ela melhor que a EPC U25?
     
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  7. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Essa é uma pergunta complicada, pois é bem subjetiva. Eu acabaria comprando para a EPC 25 uma agulha elíptica ou superior. No caso da V15, aconselharia uma hiperelíptica ou SAS. Agora para dizer qual das duas são melhores, teria que ouvi-las para comparar.
    Eu mesmo tenho uma V15 Type IV com uma agulha SAS e gosto muito da sonoridade dela para muitos discos. A EPC U25 eu nunca ouvi, mas no caso da EPC-P30 que eu tenho, acho muito boa com a elíptica que veio junta, mas estou pensando em comprar uma shibata para ela.
     
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  8. ricsantos

    ricsantos Usuário

    601 3.043 373

    Desde 10 Abr 2009
    Salvador/BA
    Obrigado, Shu.

    Vou pegar a elíptica para a EPC U25 da Jico então. O preço está muito bom e o TD já está tocando bem com a cônica. Imagina com esse upgrade. Rsss

    Tentei usar a V15 no Q303, mas ela fica raspando a ”barriga” no disco. Acho que ela é mais alta que a recomendada para o TD. Ou então existe algum ajuste que ainda não descobri como fazer. Vou tentar fazer uma foto para exemplificar.

    Estou também com dificuldade pra alinhar corretamente a cápsula v15 IV no SL 2000. O braço dele não tem a mesma medida dos Technics mais comuns, não aceitando bem o Arc protractor disponível no Vinil Engine. E eu não tenho o gauge original, para deixar a agulha a 52mm do fim do shell.

    Tentei vários protractors diferentes e parece que agora consegui melhorar. Mas não consigo remover a sibilância.
     
  9. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Com toda certeza não irá se arrepender com a aquisição da elíptica.
    Sobre o V15 Type IV, será que a força de trilhagem não está muito pesada? Eu uso essa cápsula com uma SAS da JICO e costumo deixar com algo em torno de 1,0g. Em agulhas com elastômero muito macio, ocorre dela ficar muito próxima do disco, mas não chega a encostar. Você também pode tentar conseguir um contrapeso adaptável para ajudar, caso a cápsula seja muito pesada.
    Sobre a sibilância, pode ser característica do próprio disco. Mas caso seja algo que notou recentemente, realmente a cápsula está mal alinhada.
    O problema é que mesmo com o protractor, consegue-se minimizar, mas em muitos casos não desaparece. Justamente por isso você deve escolher entre as opções de alinhamento disponíveis, como por exemplo o Baerwald, Löfgren, Stevenson e etc... Cada um deles apresenta uma característica diferente quanto a sua necessidade. Outra forma de contornar o problema seria utilizando agulhas mais refinadas, como as de contato linear ou microlinear. Elas ajudam muito a diminuir a sibilância, mas há um porém: se os discos foram tocados com agulhas cônicas e elípticas por muito tempo, a sibilância permanece, pois o sulco em si foi parcialmente danificado.

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  10. Russo

    Russo LoucoporSom


    Desde 31 Mai 2002
    Campinas - SP
    Shu,
    Na minha shure V15Vmr com SAS, a recomendação é 1,25g +/-0,25g.
    Uso com 1,40g e está ótimo.
    Com 1,00g alguns discos ela pulava.
     
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  11. ricsantos

    ricsantos Usuário

    601 3.043 373

    Desde 10 Abr 2009
    Salvador/BA
    Opa, @Shu@Shu , obrigado pelas explicações e ajuda.

    Gostei da idéia desse contrapeso adaptável.

    Nesse domingo me debrucei sobre os TD para tentar resolver esses probleminhas que colocam as audições à perder e consegui solucionar o caso.

    Eu vinha tentando reproduzir com uma régua a distância de 52mm da ferramenta de overhang da Technics. Em alguns momentos estava satisfeito, em outros não. Eu estava ajustando em 52mm a distância do encaixe do shell à ponta da agulha e depois jogava no protractor pra alinhar pelos grids, mas sempre acabava saindo da medida inicial e nunca conseguia um bom resultado.

    Mas aí me deparei com uma mensagem no forum do Vinyl Engine na qual um usuário afirmou que ao optar pelo uso do protractor deve-se ignorar a distância da agulha, não tentando combinar os dois métodos. Ambos são válidos, mas não proporcionam o mesmo alinhamento. (https://www.vinylengine.com/turntable_forum/viewtopic.php?t=99440#p847068).

    Vamos lá. Primeiro eu "troquei" as capsulas dos aparelhos, pois já era a minha intenção para uso mais definitivo e coloquei o shell com a V15 IV no SL Q-303 e a EPC U25 no SL2000. Sinceramente, não sei o que estava fazendo de errado, pois dessa vez a V15 não ficou "roçando a barriga" na superfície do disco como em testes anteriores. Vá entender...

    Então abandonei o ajuste da distância da agulha e utilizei para o SL Q303 o Technics Arc Protractor, disponível no site Vinyl Engine para download (https://www.vinylengine.com/cartridge-alignment-protractors.shtml) e o som ganhou uma nova vida, sem distorções ou qualquer outro artefato que não os plic plocs presentes em algumas mídias mais surradas. A sibilância reduziu absurdamente, sendo agora, nas raras vezes que acontece, muito pouco perceptível.

    Já para o SL2000, talvez pelas dimensões do braço serem diferentes dos principais modelos da Technics, não consegui realizar o ajuste com nenhum "arc protractor" disponível. Nem mesmo com o Kerns Universal Arc Protractor que, mesmo sendo o mesmo oferecido como universal (https://www.vinylengine.com/ve_downloads/index.php?kearns_protractor.pdf), não havia como a ponta da agulha seguir o arco impresso no papel.

    Tentei alinhar pelos "Stupid Protractor", também disponíveis no Vinyl Engine (Baerwald e Loefgren B), mas os resultados não foram bons.

    Já que não tinha mais ideia do que fazer, resolvi inventar. Retirei o shell com a EPC u25 do SL2000, atarrachei-a no braço do SL Q303, regulei o contrapeso e alinhei a capsula pelo "Technics Arc Protractor". Testei com um LP e ficou tocando bem. Daí transportei da shell de volta para o SL2000 e efetuei apenas um novo alinhamento utilizando o Baerwald Stupid Protractor, procurando não alterar a distância da ponta da agulha. O resultado foi surpreendente. O som sai agora limpo, sem distorções.

    Estou usando a regulagem de peso recomendada nos manuais dos fabrigantes. Assim como o amigo @Russo@Russo , na V15 IV, que está agora no SL Q303, estou usando 1,25g e 0,8 de antiskating. Pode ser impressão, mas o som me agradou mais em 1,25g que em 1g. A agulha é nova. Uma elíptica fabricada pela EVG (Russel Co.), que ainda está sendo amaciada (tem umas 15h apenas). A expectativa é que ela ainda "abra" um pouco mais. Vou ponderar a compra de uma SAS da Jico, mesmo porquê tenho uma outra V15 IV aqui parada, sem agulha.

    Já a EPC U25, que está no SL2000, fixei em 1,75g e 1,75 também de antiskating. Cheguei a diminuir o contrapeso para 1,25g, mas olhando o conjunto de lado, a agulha não me parecia perpendicular à superfície do disco (acho que isso é o SRA, não é?). Aí voltei para os valores recomendados pelo fabricante e achei que ficou mais "redondo", ao menos no visual. A agulha é a original, cônica. Não sei quantas horas de uso, pois veio com o TD, mas está tocando bem ainda. É a que dará lugar à Jico elíptica.

    Abração!
     
    Última edição: 20 Mai 2019
    • 1
  12. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Compatibilidade de agulhas

    Arrumando a bagunça, tive a ideia de ver se a agulha EPS-270 da Technics seria compatível com a cápsula MG-27 da Otto (Sanyo). Qual não foi a surpresa ao perceber que são perfeitamente compatíveis!!!

    Cápsula Technics com agulha elíptica de junção que recondicionei.
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    Cápsula Technics com agulha ST-27 da Otto (Sanyo)
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    Cápsula MG-27 da Otto (Sanyo) com agulha EPS-270 da Technics.
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    Última edição: 25 Jan 2020
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  13. filipetolhuizen

    filipetolhuizen Usuário

    4.115 4.039 871

    Desde 4 Jun 2008
    Curitiba/PR/Brasil
    Sobre a V15 type IV, notei que a reposição da EVG tem suspensão mais macia se comparada às originais da Shure. Em alguns discos mais empenados ela tende a saltar onde a Shure m97xe e a Ortofon 2m Blue passam sem problemas.
     
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  14. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    595 1.155 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Eu também percebi que as agulhas da V15 Type IV acabam ficando com o elastômero rígido. Quando eu peguei uma hiperelíptica e uma SAS da JICO, o problema foi sanado. Aqui no Japão, as agulhas originais da Shure são muito procuradas, mas o problema do elastômero nos faz ficar receosos de comprar. Justamente por isso, uma dica é não comprar agulhas de lotes antigos, pois há grande possibilidade do elastômero já estar danificado e não possuir a maciez necessária para percorrer os sulcos sinuosos do disco.
     
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  15. Hpnunes

    Hpnunes Usuário


    Desde 25 Fev 2015
    São Paulo
    Eu tenho uma cápsula EPS 270 guardada, era a original do meu SL 2900. Como estou usando uma Axxis no momento, não comprei uma EVG para ela.

    No momento estou gastando dinheiro em outros brinquedos, hehehe
     
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