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Carta Resposta do CCDB

Discussão em 'DIY' iniciada por Craftsman, 25 Jul 2005.

  1. Craftsman

    Craftsman Voltando as atividades........


    Desde 12 Jul 2003
    Ilha do Governador, RJ
    Galera,

    Decidi publicar parte do bate-papo havido no fim do ano passado com o eterno mestre Cláudio César Dias Batista ( CCDB ) no intuito de colaborar com a divulgação do seu trabalho, agora exclusivamente dedicado à literatura, denominado "GÉA".



    ----- Original Message -----

    From: marcogarcia
    To: ccdb@ccdb.gea.nom.br
    Sent: Sunday, November 07, 2004 9:54 PM
    Subject: Admirador


    1) Sou admirador do seu trabalho desde os tempos áureos da revista nova eletrônica. Gostaria de saber se voce por acaso ministras algum curso ligado ao Áudio e, caso não ministre, qual o treinamento e instituição da sua recomendação.
    2) Seria possível uma entrevista para publicação no fórum de internet que participo, o www.htforum .com ?
    3) Sobre o Trabalho Géa, onde poderia adquirir um exemplar autografado para presentear minha filha.


    Respeitosamente,
    Marco

    ========================================================

    Olá, Marco!



    Obrigado por sua mensagem ótima! Fico feliz em que meu trabalho lhe tenha sido útil.

    Como está dito no site www.ccdb.gea.nom.br (o qual peço-lhe o favor e a honra de visitar, caso o não tenha feito), minha atividade atual se resume em escrever obras literárias. Portanto, não dou entrevistas a respeito de áudio.

    Porém, se o tema for minha obra de escritor, principalmente aquela denominada "Géa", estarei ao seu inteiro dispor para uma ou quantas entrevistas você quiser. Dentro desse tema principal, numa entrevista, não me negarei a responder de passagem algo sobre minha carreira no áudio, desde que e somente se no objetivo de divulgar a obra literária, à qual me dedico inteiramente há mais de dez anos.

    Assuntos de Mutantes e cia, não quererei comentar. Lamento essa restrição e peço sua compreensão. As pessoas felizmente evolvem, e é o meu caso. Lembre-se de Spock e Leonard Nimoy (ou seria Spock versus Leonard Nimoy?...): não sou apenas o CCDB do áudio, e minha obra atual como escritor assaz supera a que realizei no áudio, na eletrônica, na direção da EDITELE - Nova Eletrônica e no da música.

    Eu gostaria imenso de poder autografar uma cópia de Géa; aliás, os treze volumes! todavia Géa só está publicada em livro eletrônico, cujos arquivos você pode adquirir para presentear sua filha no site www.ccdb.gea.nom.br, onde há links específicos para essa compra, a qual é feita, depois de se clicar um desses links, na editora que publicou os livros de Géa.

    Cada livro precisa ser comprado separadamente; portanto, se você quiser presentear sua filha com a coleção inteira, precisará dar-se ao trabalho de realizar a compra de cada livro voltando ao meu (nosso!) site e clicando um link, repetindo cada vez o processo de compra.

    Poderia comprar direto na editora (iEditora), mas isso não me permitiria acompanhar o bom atendimento desta a você.

    Caso me favoreça com a aquisição dos livros por meio dos links do site www.ccdb.gea.nom.br, peço-lhe o favor de me enviar a cópia de cada documento virtual que a editora lhe fornecer após cada compra desses livros de Géa, de modo a que eu possa exigir o bom atendimento da editora a você e sua filha. Se você não comprar os treze livros num só ato, sugiro a aquisição do Livro Treze logo no início da compra, porque esse livro é importante para a leitura dos outros. O site explica isso melhor.

    Cada livro eletrônico pode ser impresso por você uma só vez, porque é assim que a editora os fornece. Por esse motivo, se você imprimir ao menos uma página inicial de cada livro, ou só uma do Livro Primeiro, e ma enviar pelos correios (fornecerei meu endereço nesse caso), eu a assinarei e enviarei ao seu endereço (que me fornecerá), com uma dedicatória a sua filha. Acho que é o jeito de eu poder escrever a dedicatória, inclusive porque as páginas virtuais dos livros não podem ser copiadas para envio pela Internet, a não ser com PrintScreen, o que não daria fácil um tamanho igual às originais e nem uma boa resolução gráfica ao imprimirem-se aqui. Outro jeito seria, depois de você me enviar a cópia do documento virtual que a editora fornecesse pelos livros de Géa que você adquirisse, eu imprimir uma página direto da obra original, dedicar a sua filha (cujos dados você me forneceria) e enviar ao endereço que você me informasse.

    Para falar a verdade (como sempre), nem eu possuo um exemplar impresso de Géa! Os que imprimi foram para a Biblioteca Nacional fazer o registro da obra. E eu gostaria muito de ter Géa impressa para ler; mas, quando pus de lado a carreira do áudio para escrever Géa, sabia que isso me encurtaria muito o rendimento, e hoje não tenho condições de imprimir uma cópia inteira da obra. Mas isso logo melhorará, quando ela for publicada nas outras mídias, que o site www.ccdb.gea.nom.br sugere e que a ajuda dos amigos em divulgação da obra e do site aproximará muito.

    Fico à espera de sua resposta com atenção!
    Cordial e respeitosamente,
    Cláudio
    CCDB
     


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  2. Angelo Lopes

    Angelo Lopes Jazz, Blues...


    Desde 1 Mar 2005
    Ilha Solteira/SP/Brasil
    Marco,

    Eu poderia, ao invés deste post, mandar-lhe um e-mail comentando a respeito do CCDB. Você qualquer áudio DIY'er brasileiro que se preze, independente da idade, conhece a engenhosidade e criatividade do Cláudio Baptista. Imensas horns com frequências abissais e sensibilidades estúpidas, W-Horn, exponenciais, hiperbólicas, booster's de 1/4 de onda e tantas e tantas dicas memoráveis. Algum tempo atrás estive "googando" o Cláudio para saber a quantas andava e deparei-me com o site dele e Géa. Sei lá porque motivo, as colocações do Cláudio me remeteram a um quadro interessante: O CCDB como um Paulo Coelho (o "mago") patinando sem sair do lugar, um Dom Quixote sem Rocinante, tentando encontrar seu Sancho Pança. Confesso que fiquei frustrado, em cada palavra, em cada página salta a figura de alguém totalmente obcecado (a meu entendimento) com o que ele chama de a maior obra literária de todos os tempos. Géa...Moinhos de vento?
    Confesso que fiquei em profundo pesar. Meio que deslocado, muito intrigado.
    Talvez por me considerar relativamente culto, bem (in)formado...e NUNCA ter visto/lido nada sobre tão peremptória afirmativa. Muito estranho...
    Aquela sensação ficou adormecida, escondida num dos meus escaninhos mentais, até o momento em que, lendo sua citação, decidí escrever, trazendo-a à tona.
    Sentimentos tristes, mas não curiosidade por Géa.
    Que será que está acontecendo com o Claudio César Dias Baptista, o CCDB???
    Engenheiro inteligente, arrojado, inventivo, inovador, poético, lúdico; circunvolupto ao descrever algum fenômeno elétrico, tornando a física poema?
    Este Sr. tem uma história interessante...e mesmo que não queira, é figura pública! (?)
    Que aconteceu com CCDB?
    Você sabe me dizer, Marco? Dom Cervantes de La Mancha?
    Ou alguém?

    Angelo :preoc: :suspeito: :pens:
     
  3. Angelo Lopes

    Angelo Lopes Jazz, Blues...


    Desde 1 Mar 2005
    Ilha Solteira/SP/Brasil
    Ao final, leia-se: ...Miguel de Cervantes? Dom Quixote de La Mancha?...
    (falha nossa!)
    Angelo:preoc: (y)
     
  4. J. Schmaedecke

    J. Schmaedecke Usuário


    Desde 19 Mai 2003
    Porto Alegre - RS
    Craft e Angelo!
    Já nos textos que ninguém esquece, pois foram referências, ele sempre citava a tal "GEA".
    Mas também externo aqui o meu pesar, e meu desejo que o "novo" CCDB seja feliz no seu caminho seja ele qual for.
    abraço
    Jorge
     
  5. supahcool

    supahcool se preferir me chama de Marcio


    Desde 25 Mai 2004
    Curitiba
    no texto na nova eletrônica sobre as LT´s ele dava umas piradas , não li o site, mas tb desejo sucesso...
     
  6. working man

    working man Usuário


    Desde 22 Dez 2004
    São Paulo
    Interessante... onde posso encontrar mais escritos dele, referentes à áudio?
     
  7. ericyoshino

    ericyoshino Usuário


    Desde 16 Mai 2007
    Jandira/São Paulo/Brasil
    Eu sinceramente discordo com oque é falado por muitos aqui.

    Problemas mentais? É um problema mental ter fé em algo?

    Vejo nas falas de CCDB uma sinceridade tremenda quando se refere a sua obra, ele realmente acredita em seu trabalho e o vejo esperançoso ao se referir nos dias que virão.

    Ninguem aqui (inclusive eu) pode o julgar, ou simplesmente discodar com o ponto de vista DELE sobre sua obra, cada um tem seu juizo, e se ele acredita que sua obra é a maior de todos os tempo, não existe ninguem que pode dizer o contrário.

    Se as suas obras literarias são algo que mantém a sua fé, que o mantém vivo, não vejo porque não dedicar sua vida nelas.

    Falta isso nas pessoas (inclusive em mim), fazer oque acha melhor para si, seguir oque acreditam independentemente do que os outros falam.
    Se ele não se sentia completo na sua profissão anterior, fez a melhor escolha a partir do momento que fez algo que realmente o satisfaz

    Outro item há de ser questionado, qual dos grandes genios do mundo foram entendidos plenamente no contexto no qual viviam? Poucos, muito poucos sobreviveram a discriminação de suas ideias... Vanguardistas... Homens além do seu tempo...

    Não estou dizendo (e nem poderia dizer) que Géa ou qualquer outra de suas obras é a melhor do mundo, pois não tive ainda a oportunidade de ler... Mas acho que se CCDB fez uma escolha em sua vida, ela deve ser respeitada, afinal é a sua vida, e de mais ninguem...

    Alias, alguém aqui ja leu Géa? Principalmente aqueles que o julgam um louco...
     
  8. kleberlpa

    kleberlpa Membro avantajado


    Desde 23 Jan 2006
    Brasília
    Realmente... Não dá pra julgar o Cláudio.

    Ele parou com o áudio por problemas físicos/saúde. Resolveu ocupar a mente com outra coisa. Quem acompanhou a saga na Nova Eletrônica sabe como é o estilo dele... sempre "transcedental". "Vamos transferir nossa mente para uma situação tal, um ambiente escuro, onde acontece tal coisa, o corpo sente tal coisa...". Tá, não é algo tão "normal", mas quem é normal? Hauhauhauhauhau.

    Acho que pra ele, superar o "áudio" foi uma etapa penosa, por isto talvez não queira mais tocar nesse assunto. Uma pena, mas cada um sabe o que é melhor pra si. Encontrei o filho dele no Orkut, conversei bastante, e ele me falou em mais detalhes da saída do Cláudio do áudio (poxa, chega rima... :ataque:).

    Infelizmente anda impossível completar minha coleção das NEs antigas (1979 a 82). Antes eu achava sempre num sebo aqui perto do trabalho, mas a fonte secou com força... não acho mais nada. Sobraram poucos artigos, alguns pela metade...
     
  9. ericyoshino

    ericyoshino Usuário


    Desde 16 Mai 2007
    Jandira/São Paulo/Brasil
  10. mff11

    mff11 Usuário


    Desde 17 Set 2007
    tatui/sp/br
    sei lá achei uma literatura um pouco dicificil, mas com certeza não é loucura talves genialidade incompreendida!!!!!
    mas fiquei curioso se ele desse uma entrevista abordando tanto os temas ligados a seus livros, quanto ligados a eletronica.
    parabens pelas iniciativas tanto do entrevistador como do futuro entrevistado.(y)
     
  11. ericyoshino

    ericyoshino Usuário


    Desde 16 Mai 2007
    Jandira/São Paulo/Brasil
    Vanguarda!
     
  12. Smartx21

    Smartx21 Usuário


    Desde 27 Jul 2009
    Santiago/RS/Brasil
    Entendo perfeitamente o que é ser gênio e incompreendido. Já vi muito disso. Quando bate o desgosto pelo mundo como ele é, confrontado com como o gênio o idealiza - e tem plena e profunda certeza da beleza e perfeição que o seria dessa almejada forma - e, faltando a força necessária e a persistência para chegar ao objetivo, ou mesmo tendo já cumprido a sua missão, contribuido com a sua parcela, então só resta tirar o time de campo. Normal, nada demais nisso. É bom respeitar mesmo.
    Mas nada impede de contemplar, enaltecer, reverenciar.:aplauso: O maior mestre de todos os tempos - pelo menos para a maioria da humanidade - foi um incompreendido, e talvez não tenha conseguido cumprir com sua missão plenamente! Isso se repete com o passar dos tempos, sempre.
    Vamos guardar aquela maravilhosa lembrança do Claudio para sempre. E dos seus projetos. E dos seus textos malucos. Como não poderia deixar de ser algo que partisse de alguém ligado aos Mutantes (que, por sinal, nunca me chamaram a mínima atenção!!!, ao contrário do Claudio, que polarizava minhas buscas na NE).
    De tudo o que vi dele, ficou uma curiosidade: nunca tive acesso ao esquema do amplificador CC700 de sua autoria. Alguém tem idéia do que tinha por dentro dessa lenda (pelo menos aos olhos do CCDB)? Alguém já usou esse amplificador? Agradeço os comentários.
    Abraço.
    Max.
     
  13. Renato

    Renato Construindo um pinheiro DIY...


    Desde 24 Fev 2003
    Rio de Janeiro
  14. kleberlpa

    kleberlpa Membro avantajado


    Desde 23 Jan 2006
    Brasília
    Alguém viu isto?

    http://www.ccdb.gea.nom.br/ccdb_no_mundo_da_moda.html

    Cara, CCDB me surpreende sempre. O cara definitivamente não cabe dentro de uma única genialidade.

    Só fico triste de, agora que finalmente a tecnologia nos dá acesso a pessoas como ele, não mais poder falar sobre áudio.
     
  15. LuisChada

    LuisChada Usuário


    Desde 12 Abr 2010
    Rio de Janeiro
    Toda a minha base e formação sobre audio foi aprendida atraves dos artigos que ele escrevia na Nova Eletronica. Eu garimpava a revista em sebos, folheava os exemplares e só comprava os que continham os artigos do Claudio.

    A tecnologia avançou e muita coisa mudou, mas a base, os conceitos e a fisica não mudaram.

    Recomendo fortemente a leitura dos artigos do CCDB na Nova Eletronica. Ele tinha um estilo peculiar de escrever artigos técnicos e confesso que além de aprender muito, me divertia com a leitura.

    Compartilho de sua opniao Kleberlpa o cara surpreende, se renova, se reinventa mas poxa, precisava largar o audio?

    []'s

    Luis Chada
     
  16. Smartx21

    Smartx21 Usuário


    Desde 27 Jul 2009
    Santiago/RS/Brasil
    E vc acha que era o único???:lol:

    Só para contar um caso... montei 4 unidades da W-Horn, seguindo todos os passos e detalhes (inclusive curvas, colagem, sarrafos, pregos, calafetagem, etc.), lá pelos idos de 1992, para utilizar em sonorização de grandes ambientes. Tinha uma sociedade com um amigo. Mas, como trabalhava com Informática, estava ficando cansado de não ter fim de semana! Então deixei a sociedade, e todo o aparato com o ex-sócio. E ele adquiriu mais 4 caixas iguais, de um tal de Formigão (!!!), para fazer parceria com as minhas.
    Passados uns anos, depois que a moda apontava para outro modelo de caixas, ele resolveu mandar desmontar tudo para utilizar o material na confecção de novas caixas, diferentes. O sujeito encarregado da missão retornou, meio sem jeito: "Aquelas caixas do Formigão foi só dar uma martelada aqui e outra ali que já tá tudo no chão!. Mas, as do Max...................................., melhor deixar como estão! Não tem como desmanchar!" :lol::lol::lol::lol::rofl:
     
  17. kleberlpa

    kleberlpa Membro avantajado


    Desde 23 Jan 2006
    Brasília
    Eu acho que áudio pra ele virou tabu por problemas físicos. O cara respirava áudio, imagine-se sem poder trabalhar naquilo por problemas de saúde... ou ele pirava, ou ele se isolava daquilo. É o que eu acho, claro, pode ser que pra ele seja uma jornada espiritual ou coisa mais profunda...

    O fato é que eu não consigo pensar no CCDB como "lenda". Queria poder ter contato com alguns equipos, ouvir o som residencial dele... quem sabe até conseguir uns esquemas.

    Quem sabe mais pra frente eu não me meto a "caçá-lo".
     
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