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Ciência nossa de cada dia

Discussão em 'Zona Livre' iniciada por Zkyzytuz, 8 Nov 2015.

  1. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Resolvi criar este tópico pois há muitos assuntos interessantes na área que não se encaixam exatamente em outros tópicos. Muitas coisas na astronomia ou tecnologia acabam englobando diversas ciências, por exemplo.

    E para o bem ou para o mal, a Ciência está no nosso dia a dia. Em tudo que usamos, tocamos ou comemos.

    Existe um tópico sobre "Ciência e Pseudo-Ciência", mas além de entregue às moscas, não consigo imaginar coisa pior do que um tópico misturando as duas coisas, mutualmente exclusivas. Vamos ver se este tb não ficará entregue às moscas e se ficar, só mostra como o interesse por ciência é nulo, mesmo na camada supostamente mais informada da nossa sociedade.

    Portanto, que este seja um tópico só sobre ciência tal como reconhecida pelo método científico. Quem quiser discutir pseudo-ciência (que por definição é qq coisa que não respeita a metodologia científica), que crie um tópico para tal.

    Claro que não é um tópico "só para concordar", afinal existem inúmeras teorias e hipóteses discordantes entre si, na verdade é assim que a ciência avança, com dúvidas e questionamentos sobre ela própria. Sem discordância e dúvida, ainda estaríamos nas cavernas. MAS, e isso é MUITO IMPORTANTE SABER: Mesmo para discordar de algo, precisamos ENTENDER esse algo. Questionar no achismo e opinião é fácil porém quase sempre, besteirol, pois só se combate ciência com ciência, ou seja: Para rebater um argumento científico, todo contra-argumento também deve ser científico.

    E muitas vezes, contrapôr uma teoria dá até mais trabalho que a própria. Vide Einstein, que confessou ter tido 10 anos de um trabalho dos infernos para conseguir contrapôr a mecânica clássica de Newton.
     
    Última edição: 8 Nov 2015
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  2. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Nada como começar com Einstein, especialmente com alguns dos mitos e incompreensões que cercam a Teoria da Relatividade, que só não é menos compreendida e menos torcida e distorcida que a Teoria Quântica:

    https://www.universoracionalista.org/einstein-falou-que-tudo-e-relativo/

    (Abaixo, destaquei alguns trechos. Tem muito mais coisa na matéria, incluindo exemplos:)

    Einstein falou que tudo é relativo?
    [​IMG]
    Albert Einstein (1879-1955).

    Por Riis Rhavia Assis Bachega


    Assim como outras teorias científicas tais como a Teoria da Evolução ou a Teoria do Big Bang, o nome “Teoria da Relatividade” tem levado a muitas compreensões errôneas a cerca do real significado da teoria einsteiniana no imaginário popular.

    É comum ver em conversas cotidianas as pessoas falarem que “tudo é relativo” e citarem Einstein. Mas o pior é ver em publicações acadêmicas e livros textos, principalmente das áreas de filosofia e ciências humanas referências à teoria de Einstein como dando suporte ao relativismo moral, cultural e epistemológico; ou a ideia de que não existe realidade objetiva. Onde eu pude ler coisas assim foi na 12ª edição do livro “Convite à Filosofia” da professora Marilena Chauí (não sei se nas edições seguintes esse erro foi corrigido) em que se diziam coisas do tipo “com a teoria da relatividade de Einstein ficou mostrado que as leis da física não são objetivas e dependem de observador” (infelizmente não estou com o livro em mãos para dar a citação exata).

    Nada mais errôneo. Einstein em seu artigo original intitulado “Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento” nunca utilizou a expressão “Teoria da Relatividade”. Quem utilizou esse nome pela primeira vez foi Max Planck e a partir daí o nome se popularizou. Na verdade, Einstein preferia o nome “Teoria da Invariância”.

    Longe de afirmar que as leis da física não têm existência objetiva e que dependem de observador, a teoria de Einstein é por excelência uma teoria realista. Tanto que os dois postulados da teoria deixam claro o caráter realista:

    • Princípio da Relatividade: As leis da física são as mesmas para todos os referenciais inerciais. Não há observadores privilegiados.
    • Princípio da Constância da Velocidade da Luz: A velocidade da luz no vácuo é a mesma para todos os referenciais inerciais.
    É importante destacar que o primeiro postulado já existe na relatividade de Galileu. O que muda é o segundo. Para Galileu, a velocidade é uma grandeza relativa: Se você se move a uma velocidade v em relação a um objeto com uma velocidade v’, a velocidade relativa é a soma das duas velocidades caso vocês estejam se encontrando, e a é a diferença entre as velocidades caso estejam se afastando. Para Einstein, a velocidade da luz c é a mesma independente do observador estar viajando de encontro ou se afastando em relação ao feixe de luz, o que é demonstrado experimentalmente pelo experimento realizado em 1887 por Michelson e Morley

    Como consequência dos postulados, medidas como a simultaneidade de eventos, o intervalo de tempo medido por relógios e o comprimento medido por réguas, acabam dependendo do estado de movimento do observador. É importante salientar que intervalos de tempo e comprimento são medidas e não leis da física! Por serem medidas, elas dependem do sistema de coordenadas adotado. Por outro lado, a conservação da Energia, dos momentos linear e angular e da carga elétrica, são leis físicas fundamentais e continuam valendo independente do estado de movimento do observador.

    O realismo é à base da Teoria da Relatividade Especial e de sua expansão, a Teoria da Relatividade Geral (que busca estender o princípio da relatividade para referenciais não inerciais). Nas teorias da relatividade, a representação de muitas grandezas físicas depende do sistema de referência adotado, mas essas representações podem ser relacionadas pelas chamadas transformações covariantes. Essas transformações garantem o caráter realista da teoria: se uma grandeza física (que pode ser escalar, vetorial ou tensorial) existe em um sistema de referência ela existe em todos os sistemas de referência, já se ela não existe (seu valor é nulo), ela não existe em nenhum sistema de referência.

    Como vimos, Einstein acreditava fortemente na natureza objetiva da realidade e estruturou suas teorias da relatividade especial e geral para respeitarem este princípio. A crença na natureza objetiva da realidade estava por trás da forte oposição de Einstein a Mecânica Quântica que ele exerceu posteriormente. Algumas coisas são relativas, justamente por que outras coisas mais fundamentais são absolutas!

    Então, nada de citar Einstein para defender relativismo ou subjetivismo, por favor.
     
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  3. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Muitas noções científicas são usadas de forma completamente errada pela população em geral, noções como Prova, Teoria, Evolução e etc.

    Abaixo um guia simples e rápido para não se perder mais com isso:

    https://www.universoracionalista.or...iam-que-voce-parasse-de-usar-de-forma-errada/


    10 ideias científicas que cientistas gostariam que você parasse de usar de forma errada
    [​IMG]
    Crédito da Imagem: Mimi and Eunice.

    Muitas ideias deixaram o mundo da ciência e tomaram seu lugar na nossa linguagem cotidiana – e infelizmente elas são quase sempre utilizadas de forma incorreta. Pedimos a um grupo de cientistas para que nos contassem quais termos científicos eles acreditam que sejam os mais comumente mal compreendidos. Aqui estão 10 deles.

    1. Prova

    O Físico Sean Carroll disse que:

    Eu diria que a “prova” é o conceito mais mal-entendido em toda a ciência. Ele tem uma definição técnica (uma demonstração lógica de que certas conclusões seguem a partir de certas suposições) que difere muito da forma como o termo costuma ser utilizado em conversas casuais, que está mais próxima de significar “fortes evidências a favor de alguma coisa”. Há uma incompatibilidade entre a forma como os cientistas falam e a forma como as pessoas escutam, pois esses tem uma definição mais forte em mente. Seguindo esta definição, a ciência nunca prova nada! Então quando somos perguntados “Qual é a sua prova de que evoluímos a partir de outras espécies?” ou “Você pode realmente provar que o aquecimento global é causado por ação antrópica?” nós tendemos a titubear ao invés de simplesmente responder “É claro que podemos provar”. O fato de que a ciência nunca prova nada, mas simplesmente cria teorias cada vez mais confiáveis sobre o mundo, mas que ainda assim estão sempre sujeitas a atualizações e melhorias, é um dos aspectos chave do porquê a ciência é tão bem sucedida.

    2. Teoria

    O Astrofísico Dave Goldberg tem uma teoria sobre a palavra “teoria”:

    O publico geral ouve a palavra “teoria” como um sinônimo para “ideia” ou “suposição”. Sabemos que não é assim. Teorias científicas são sistemas inteiros de ideias testáveis que são potencialmente refutáveis tanto pelas evidências disponíveis quanto por experimentos que alguém possa realizar. As melhores teorias (nas quais eu incluo a relatividade restrita, a mecânica quântica e a evolução) resistiram a cem anos ou mais de desafios, tanto de pessoas que queriam se provar mais inteligentes que Einstein, quanto de pessoas que não gostam de desafios metafísicos contra sua visão de mundo. Por fim, teorias são maleáveis, mas não indefinidamente. Elas podem estar incompletas ou erradas em algum detalhe específico sem que elas inteiras desmoronem por causa disso. A evolução,por exemplo, sofreu várias adaptações ao longo dos anos, mas não tanto a ponto de que não se possa mais reconhecer que ainda se trata da mesma teoria. O problema com a frase “só uma teoria” é que ela sugere que uma teoria científica real é algo pequeno, o que não é verdade.

    3. Incerteza e Estranheza Quânticas

    Goldberg adiciona que há outra ideia que foi mal interpretada de forma ainda mais perniciosa do que a de “teoria”. Acontece quando pessoas se apropriam de conceitos da física para propósitos espirituais ou “New Age”.

    Esta interpretação errada é uma exploração da mecânica quântica por uma certa estirpe de espiritualistas e autores de auto-ajuda, sintetizada pela abominação (o documentário) “ Quem Somos Nós?” (“What the Bleep Do We Know?”). A mecânica quântica, de forma bem conhecida, trabalha com medidas desde sua parte central. Um observador medindo posição, momento ou energia faz com que a “função de onda colapse” de forma não determinística. (Inclusive, uma das primeiras colunas que escrevi foi “Quão esperto você precisa ser para colapsar uma função de onda?”). Mas o fato de o universo não ser determinístico não significa que é você que o está controlando. É notável (e, francamente, alarmante) o grau com que a incerteza e a estranheza quânticas são inextricavelmente ligadas por certos grupos à ideia de alma, de humanos controlando o universo, ou alguma outra pseudociência. No fim das contas, nós somos feitos de partículas quânticas (prótons, nêutrons, elétrons) e somos parte do universo quântico. Isso é legal, claro, mas apenas no sentido de que toda a física é legal.

    4. Aprendido vs Inato

    A Bióloga Evolutiva Marlene Zuk diz que:

    Um dos meus [enganos] favoritos é a ideia de o comportamento ser “aprendido vs inato” ou qualquer outra versão “estímulos-natureza” disso. A primeira pergunta que geralmente me fazem quando eu falo sobre o comportamento, é se ele é “genético” ou não, o que é uma interpretação errada, pois TODAS as características, o tempo todo, são o resultado de uma contribuição vinda dos genes e outra do ambiente. Apenas as diferenças entre as características, e não as características em si, podem ser genéticas ou aprendidas – como o caso de você ter dois gêmeos idênticos criados em ambientes diferentes que fazem algo diferente (como falar idiomas diferentes) – esta diferença é aprendida. Mas falar francês ou italiano ou qualquer outra língua não é algo apenas aprendido, pois, obviamente, uma pessoa precisa de um certo plano de fundo genético para simplesmente ser capaz de falar.

    5. Natural

    O Biólogo Sintético Terry Johnson está realmente cansado das pessoas não entenderem o significado desta palavra:

    “Natural” é uma palavra que tem sido usada em muitos contextos, com tantos significados diferentes que se tornou quase impossível de analisar. Seu uso mais básico, para distinguir fenômenos que existem apenas por causa da humanidade de fenômenos que não precisam dela para existir, presume que os humanos são, de alguma forma, separados da natureza, que nossos trabalhos são não-naturais quando comparados com, digamos, o de castores ou abelhas.


    Quando se trata de comida “natural”, o termo é ainda mais escorregadio. Ele tem significados diferentes em países diferentes, e nos EUA, a FDA (US Food and Drug Administration) desistiu de dar uma definição significativa à comida natural (em grande parte em favor de outro termo nebuloso, “orgânico”). No Canadá, eu poderia comprar milho como “natural”, desde que não tenham sido a ele adicionadas ou removidas várias coisas antes da venda, porém o milho é o resultado de milhares de anos de seleção pelos humanos, de uma planta que não existiria sem nossa intervenção.

    6. Gene

    Johnson tem uma preocupação ainda maior com a forma como a palavra “gene” é usada:

    Levou dois dias para 25 cientistas chegarem a: “uma região localizável da sequência genômica, correspondente a uma unidade de herança, que é associada a regiões reguladoras, transcritas e/ou outras regiões de sequências funcionais”. Isso significa que um gene é uma pequeno pedaço de DNA para o qual podemos apontar e dizer, “isso faz alguma coisa ou regula a produção de alguma coisa”. A definição, dessa forma, é bem flexível; não faz muito tempo desde que pensávamos que a maior parte do nosso DNA não servia para nada. Nós a chamávamos de “junk DNA” (DNA lixo, em tradução livre), mas nós estamos descobrindo que muito daquele “lixo” tem propósitos que não eram imediatamente óbvios.

    Tipicamente, a palavra “gene” é mal utilizada quando vem seguida da palavra “para”. Há dois problemas aí. Todos nós temos genes para hemoglobinas, mas nem todos nós temos anemia falciforme. Pessoas diferentes possuem versões diferentes do gene da hemoglobina, chamados alelos. Há alelos de hemoglobina que são associados a doenças de células falciformes e outros que não são. Então, um gene se refere a uma família de alelos, da qual apenas alguns poucos membros, se algum, estão associados a doenças. O gene não é mal, pode acreditar em mim, você não vai viver muito sem hemoglobina – ainda que uma determinada versão de hemoglobina que você tenha possa vir a se tornar problemática.

    O que mais me preocupa é a popularização da ideia de que quando uma variação genética está relacionada a alguma coisa, isso é o “gene para” aquela coisa. Esta linguagem sugere que “este gene causa doenças do coração”, quando na realidade, o que costuma ocorrer é que “pessoas que possuem este alelo parecem sofrer uma incidência ligeiramente maior de doenças do coração, mas nós não sabemos o motivo, e talvez existam vantagens que compensem esta característica, mas que nós ainda não percebemos por não estarmos procurando por elas”.


    7. Estatisticamente Significativo

    O matemático Jordan Ellenberg quer ajustar nossos registros sobre esta ideia:

    “Estatisticamente significativo” é uma daquelas frases que os cientistas adorariam ter a chance de voltar atrás e dar a ela outro nome. “Significativo” sugere importância, mas o teste de significância estatística, desenvolvido pelo estatístico inglês R.A. Fisher, não mede a importância ou o tamanho de um efeito, apenas se somos capazes de distingui-lo, usando nossas mais afiadas ferramentas estatísticas, de zero. “Estatisticamente perceptível” ou “Estatisticamente notável” seriam muito melhores.



    8. Sobrevivência do Mais Apto

    A Paleoecologista Jacquelyn Gill diz que as pessoas entendem errado alguns dos princípios básicos da teoria evolutiva:

    No topo da minha lista estaria a “sobrevivência do mais apto”. Pra começar, estas não são realmente as palavras de Darwin, e segundo, as pessoas tem um conceito equivocado sobre o que “aptidão” significa. Da mesma forma, há uma grande confusão sobre a evolução em geral, incluindo a ideia persistente de que ela é progressiva e direcional (ou inclusive dirigida pelos organismos; as pessoas não compreendem a ideia de seleção natural), ou que todas as características precisam ser adaptativas (Seleção sexual existe! Mutações aleatórias também!).

    Mais apto não significa mais forte nem mais inteligente. Significa apenas um organismo que está mais bem adaptado ao seu ambiente, o que pode significar qualquer coisa, de “menor” ou “mais escorregadio”, até “mais venenoso” ou “mais capaz de viver sem água por semanas”. Ainda, as criaturas nem sempre evoluem de uma maneira que podemos explicar como adaptações. Seu caminho evolutivo pode ter mais a ver com mutações aleatórias, ou características que outros membros daquela espécie acham atraentes.



    9. Escalas de Tempo Geológicas

    Gill, cujo trabalho é centrado em ambientes Pleistocenos, que existiram há mais de 15,000 anos, diz estar consternada pelo quão pouco as pessoas parecem entender sobre as escalas de tempo do planeta.

    Uma questão com a qual eu frequentemente me deparo é a falta de entendimento público das escalas de tempo geológicas. Qualquer coisa pré-histórica é comprimida na mente das pessoas, que acham que há 20,000 anos existiam espécies drasticamente diferente das atuais (não), ou até dinossauros (não, não, não). Aquelas miniaturas de plástico de dinossauros que frequentemente incluem no mesmo pacote homens das cavernas e até mamutes não ajudam muito.



    10. Orgânico

    A Entomologista Gwen Pearson diz que há uma constelação de termos que “viajam juntos” com a palavra “orgânico”, como “sem produtos químicos” e “natural”. Ela está cansada de ver o quão profundamente as pessoas os interpretam errado.

    Estou menos incomodada sobre a maneira como tais termos estão tecnicamente incorretos [uma vez que toda comida é orgânica, por conter carbono e etc…]. [Minha preocupação é] a maneira como eles são utilizados para dispensar ou minimizar as diferenças reais na comida e sua cadeia de produção.

    Coisas podem ser naturais e “orgânicas”, mas ainda bastante perigosas

    Coisas podem ser “sintéticas” e fabricadas, porém seguras, e às vezes escolhas melhores. Se você está usando insulina, há boas chances de que seja de uma bactéria GMO. E ela está salvando vidas.
     
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  4. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Por que o debate Criacionismo X Evolução não faz sentido
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    A crença no Criacionismo é uma questão séria nos EUA. E, no Brasil, o que não faltam são tentativas de tornar isso uma questão séria aqui também. Recentemente, Bill Nye aceitou fazer parte de um debate promovido por Ken Ham, criador do Museu Criacionista, lá nos EUA. Muita gente chiou, céticos como Richard Dawkins criticaram a decisão de Nye de debater sobre isso, alegando que aceitar o debate é validar algo que não tem validade, e por aí vai. Eu fiz duas análises sobre o debate (que você pode ler, se quiser, aqui e aqui) e, embora eu acredito que entenda especificamente os motivos pelos quais Bill Nye aceitou o debate, eu também entendo as críticas a ele. Afinal, debater sobre criacionismo X evolução é um absurdo maior do que é possível conter neste texto. Mas, para efeitos didáticos, espero conseguir ser claro nos pontos principais dos quais tratarei aqui.


    https://www.universoracionalista.org/por-que-o-debate-criacionismo-x-evolucao-nao-faz-sentido/
     
  5. HellioW

    HellioW Usuário

    6.846 2.239 1

    Desde 22 Abr 2013
    São Paulo - SP
    Sempre que leio esse tipo de coisa me lembro do "artista" (na realidade celebridade burro motivado) Marcelo D2 cantando o verso "uma erva natural não pode te fazer mal". Como alguém afirma tamanha asneira óbvia e pensa que realmente está comunicando algum tipo de idéia propriamente dita? :D
     
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  6. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    O que aconteceu no filme Perdidos em Marte é ciência verdadeira ou ficção?

     
  7. HellioW

    HellioW Usuário

    6.846 2.239 1

    Desde 22 Abr 2013
    São Paulo - SP
  8. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora

    Pois é.. Moralidade, ética nem sempre anda junto com religião.

    Na verdade, pode ser até pior se a religião faz vista grossa para determinados comportamentos não éticos. Isso muitas vezes é visto como desculpa para cometer crimes, pois afinal "deus permite".

    Vide os crimes de estupros de órfãs e solteiras sem pai no oriente médio, já que aquela crença maluca deles não dá a mínima bola para mulheres "sem homem".
     
  9. HellioW

    HellioW Usuário

    6.846 2.239 1

    Desde 22 Abr 2013
    São Paulo - SP
    Falando sério, estudos como o do meu post anterior são muito limitados e devem ser lidos e interpretados com muita cautela. No máximo indica algo que na realidade pode estar de acordo com o que muita gente já percebeu por experiência pessoal e intuição, mas não prova absolutamente nada. Muitos desses estudos psicológicos não são nada rigorosos do ponto de vista de método científico (nenhuma novidade aqui).

    Dito isso todo mundo sabe que religião ou religiosidade, ou mesmo falta de, na prática não tem a ver diretamente com bom comportamento moral ou ético.
     
    Última edição: 9 Nov 2015
  10. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Sim, mas é o que vc disse: Na prática, milhões de pessoas que convivem com outras milhões, a grande maioria com religião, já atestam isso na prática.

    Agora, o ponto mais crítico é: Quando a religião ENDOSSA um crime, muitos religiosos, que não possuem uma ética pessoal, não estão nem aí.

    De novo, o exemplo dos estupros no oriente médio.

    E outra coisa que quase todo mundo consideraria crime mas é lugar comum por lá: Como muitas meninas casam com 8 ou 9 anos, é bem frequente o caso de meninas morrendo de hemorragia ou ferimentos no útero. E nada acontece com ninguém, pois a lei e a religião endossam sexo com meninas dessa idade, desde que no casamento. Tudo fica no "que azar, aconteceu"

    Mas alguém com uma ética independente de religião provavelmente teria mais escrúpulos em não concordar em fazer sexo com uma criança de 8 anos.
     
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  11. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário

    5.727 2.018 676

    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Escândalo da Relatividade revelado na Palestra de Sheldrake foi semi-banida.

    Roger J. Anderton


    Rupert Sheldrake fez uma palestra no TED. Algumas pessoas dizem que essa palestra foi banida, mas parece que foi semi-banida.

    enlace:

    http://www.htforum.com/forum/threads/os-dez-dogmas-da-ciencia.240172/

    Como parte da apresentação, Sheldrake fez uma exposição significativa de um escândalo na Relatividade de Einstein, não me parece que o escândalo foi plenamente observado, pois o que Sheldrake expôs foi para falar de outras coisas, de modo que sua palestra causou polêmica.

    Os defensores da física oficial, notadamente a Relatividade, tentam encobrir o escândalo, acidentalmente exposto.

    Esse artigo (em inglês) trata exclusivamente da questão da Relatividade, apresentada na palestra de Sheldrake.

    enlace:



    Relativity scandal revealed in semi-banned lecture by Rupert Sheldrake:
    http://www.gsjournal.net/Science-Journals/Essays-Relativity Theory/Download/4949
     
  12. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Rupert Sheldrake? Aquele que escreveu um livro dizendo que cachorros se comunicam telepaticamente com humanos e que existem "campos morfogenéticos" que transmitem informação através do espaço tempo entre populações e mesmo espécies, como campos magnéticos (ou seja, telepatia, de novo?)

    Por que é que todos os "detratores" da relatividade sempre são estes tipos?

    Por que não mostram uma contra-prova matematicamente rigorosa refutando a teoria da relatividade? Qq um que conseguir isso com certeza ganhará o Nobel.
     
    Última edição: 11 Nov 2015
  13. HellioW

    HellioW Usuário

    6.846 2.239 1

    Desde 22 Abr 2013
    São Paulo - SP
    Talvez seja melhor mudar o tópico para "Ciência OFICIAL nossa de cada dia", assim os que acreditam em "ciências paralelas" etc terão que abrir outro tópico. :D
     
  14. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Já é bem ruim um biólogo (ou qq um que não seja físico ou matemático) querendo refutar uma teoria hard no campo da física (dificilmente ele dará demonstrações matemáticas, apenas argumentos vagos, genéricos ou o máximo "filosóficos")

    Pior ainda é um biológico ruim querendo fazer a mesma coisa. Sheldrake é piada entre os biólogos.
     
    Última edição: 11 Nov 2015
  15. HellioW

    HellioW Usuário

    6.846 2.239 1

    Desde 22 Abr 2013
    São Paulo - SP

    http://www.healthline.com/health/schizophrenia/symptoms#Overview1

    " Hallucinations and delusions are standard symptoms of schizophrenic disorders. Most people with schizophrenia will hear voices that no one else hears. They may believe the voices are trying to control or spy on them. A strong belief in conspiracy theories is a common signifier of possible delusions. "



    Children Exposed To Religion Have Difficulty Distinguishing Fact From Fiction, Study Finds
    http://www.huffingtonpost.com/2014/...09.html?ncid=fcbklnkushpmg00000043&ir=Science

    Outro estudo limitado e potencialmente furado, mas digamos que insinua algo que muita gente já suspeitava...
     
    Última edição: 11 Nov 2015
  16. J냃åz

    J냃åz Sunbird


    Desde 4 Jan 2008
    Natal/RN
  17. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário

    5.727 2.018 676

    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Sky,
    Einstein ganhou o Nobel pela explicação do efeito foto-elétrico, descoberto por Becquerel.
     
  18. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário

    5.727 2.018 676

    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Pessoal, estamos falando de teorias...
    Sheldrake entrevistou físicos para saber sobre a "indexação" da velocidade da luz como constante cosmológica. Por favor, leiam o documento recomendado.

    Aproveito a oportunidade para mandar uma piada de biólogos sobre os físicos:

    [​IMG]



    ...E mais uma sobre a Navalha de Occam, instrumento que Einstein usou para liquidar com o éter:

    [​IMG]
     
    Última edição: 11 Nov 2015
  19. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Eu sei, mas... o que isso tem a ver com o fato de quem refutar/superar a relatividade provavelmente ganhará um Nobel?

    A Relatividade é uma das teorias bem mais sedimentadas, mais bem embasadas e que mais explicam de forma muito satisfatória uma penca de coisas no mundo natural. Quem conseguir superar algo assim entrará pra história, no mínimo
     
  20. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Não, não são teorias. O que Sheldrake fala nem chega perto de ser uma teoria, mal chega a ser mera especulação ou hipótese.

    Uma teoria precisa de forte base, evidências, seja argumentativa, matemática e/ou empírica, essa base precisa ser revisada por pares para começar a ser levada a sério e daí publicada em um periódico científico indexado.

    Isso é o mínimo. Não basta um cientista ou qq um chegar e falar algo pra ser considerado teoria. Só pq alguém é cientista não lhe dá autoridade pra dizer que o que ele fala é teoria, ele preciso evidenciar e embasar o que diz.

    Para piorar, o que Sheldrake diz na própria área de biológicas é considerado viagem na maioneses, justo pq ele nunca evidenciou nada do que diz.

    Agora, imagina um biológo querendo falar de física.

    O mesmo vale para o inverso, o prêmio nobel Linus Pauling de física resolver se meter a falar de nutrição e vitamina C e só falou um monte de bobagem.
     
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