Clube Sax Soul - Novo fabricante Brasileiro de cabos

Discussão em 'Cabos e Conexões de Áudio' iniciada por Lut&erio @lves, 18 Jun 2015.

  1. nerci

    nerci Usuário


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  2. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

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    Fusível Sax Soul Ágata - primeira parcial - cinco horas de funcionamento

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    Primeiro, acho importante falar dos aspectos construtivos deste fusível. O material dos condutores realmente é diferente. No visual é impossível dizer o que é, mas não parece ser latão niquelado ou cromado. Porém, o acabamento é bem ruim. O fusível veio enrolado com plástico bolha e só. Não tem uma caixa, uma embalagem apresentável. O acabamento dele também é bem ruim. Papel impresso fixado com durex, que já chegou aqui soltando. Nada mais. Não acho que prejudique, até porque não é algo que fica à vista. Mesmo assim, seria legal algo mais apresentável, uma embalagem falando do modelo, da marca, contendo algo que é "padrão" numa caixa de fusível, estilo Furutech ou Hi-Fi Tuning. Agora, quanto ao som...

    Sem amaciamento, é difícil, mas a assinatura mudou, de modo geral, e por enquanto perdeu-se um monte de aspectos importantes. Os mais chamativos são velocidade, dinâmica, extensão de agudos e decaimento. Os agudos e o decaimento estão realmente horríveis. O sistema parece que está com um cobertor em cima. Não há extensão, não há presença, o som não possui vida. Também houve perda de articulação, o som está lento e carregado.

    Outras coisas que estão bem evidentes: a ambiência aumentou bastante, mas o palco perdeu muito foco. Sinto um som mais envolvente, com as caixas desaparecendo mais, porém, menos centralizado e com menor precisão. Tomara que uma coisa não seja consequência da outra, e seja possível manter a ambiência ganhando foco.

    Sem prejuízo, considerando que tocou apenas 5h, que o Sax Soul é bom, isso é. A sonoridade é gostosa, o som está rico, não está capado, magro, faltando corpo. Ao contrário. Em certas passagens, o som está até carregado demais e, além disso, algumas outras coisas não estão no lugar. Se tem uma coisa que me incomoda é agudo sem extensão. Tomara que realmente ganhe outra alma com o tempo mas, pela prévia, estou otimista!

    O meu fusível antigo é um Bussmann NOS, super slow blow de 4,5A, com conectores de cobre estanhado e especificação militar. É muito bom, e superou diversos outros que tenho. Mesmo novo, o Sax Soul em muita coisa pode ser equiparado ao fusível antigo, em outras supera, e em outras, ainda não chega nem perto. Vou deixá-lo tocando ininterruptamente até domingo, e então farei comparativos diretos. Neste ínterim, só farei novo relato se houver uma mudança muito evidente.

    Abraço a todos!

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    Fusível Sax Soul Ágata - segunda parcial - nove horas de funcionamento

    Amaciamento é uma coisa interessante. Desde que liguei o sistema, por volta das 14h, ele ficou apenas energizado, até por volta de 18h30min, quando comecei a ouvir. Ouvi por algum tempo, avaliei algumas músicas, e escrevi as pequenas considerações acima. Desde então, o sistema permaneceu tocando música, ou seja, o fusível permaneceu energizado e sob corrente mais elevada, e assim se encontra até agora. Eu parei de ouvir às 19h30min, e voltei por volta das 21h30min, e quando cheguei na sala, constatei nada mais, nada menos, do que uma evolução em alguns pontos, e uma involução em outros. Efeito típico do amaciamento.

    Eu poderia simplesmente deixar tocando sem me preocupar, mas acho muito legal esses reflexos no resultado que a substituição de um item por outro novo e melhor podem trazer. Não é diferente com o fusível Sax Soul Ágata.

    Agora, depois de aproximadamente 9h energizado, verifiquei uma inversão forte na presença das frequências. O som, que por volta das 18h, estava carregado demais, com graves presentes, mas sem muita velocidade, sem agudos, sem extensão, com péssimo decaimento, agora já está com agudos presentes novamente, porém, os graves estão sem profundidade e magros em demasia. O som secou, e secou demais, mas ainda sem boa articulação, sem boa dinâmica, sem boa velocidade. Por outro lado, a ambiência e a espacialidade estão como nunca vistos. Avaliei melhor com o disco da Shelby Lynne, álbum Just a Little Lovin', e está fantástico! O palco ainda não ganhou o mesmo foco de antes (espero que ganhe), mas ganhou profundidade, largura e, principalmente, altura. Fiquei muito impressionado com isso ao ouvir o disco Audiophile Female Voices. Está bem evidente. As caixas estão realmente mais invisíveis, mas não desaparecem por completo. Julgo que seja problema da acústica, pois nunca desapareceram. Agora estão mais próximas disso, o que é um belo salto, em se tratando da substituição de fusível.

    Algo que está difícil de avaliar, e que prezo demais numa audição, é a correção do timbre. Quando ouvi o Sax Soul Zafira II, algo que me chamou muito a atenção, frente ao Nordost Tyr, é o fato de o Zafira II não ter a mesma precisão, o mesmo ritmo, a mesma velocidade e, principalmente, o mesmo timbre do Tyr. O Zafira II é um cabo que entra como "uma dose de azeite" em qualquer sistema. Ele deixa principalmente os agudos redondos, entram no lugar com maestria, e também possuem uma ótima espacialidade, um excelente corpo harmônico, graves muito profundos, mas pecam nos aspectos que descrevi acima. A audição é confortável, mas, no meu entender, não é tão real. Quando ouvi pela primeira vez o fusível Ágata no meu sistema, pensei se tratar exatamente da mesma assinatura sônica. Os indícios disso estavam bem evidentes, em especial na fechada nos agudos e na recheada nos graves. Todavia, depois de mais algumas horas, as audições demonstram que não é o que acontece. Ainda falta corpo, ainda falta velocidade, ainda falta controle, ainda falta muita precisão, ainda falta presença e profundidade de graves, e por isso não consigo avaliar aspectos referentes ao timbre e ao conjunto de harmônicos, e acredito que deva demorar no mínimo duas semanas para que eu possa ter uma posição concreta, coerente e firme a este respeito. Mesmo assim, as impressões a esta altura estão ótimas. Estou gostando bastante das mudanças. O fusível novo mostra muita coisa boa, e em quase 10h de burn-in só me deixa mais otimista e com a expectativa cada vez maior.

    Uma coisa é certa: os ganhos que a substituição do fusível me trouxe já fizeram valer o preço pago, em especial quando se leva em consideração os valores normalmente envolvidas no nosso hobby. Falta pouco para eu dizer que é superior em absolutamente tudo ao Bussmann. Uma pena eu não poder testar diversas outras marcas e, especialmente, traçar um comparativo direto com a seccionadora Siemens e o fusível Ágata no padrão NH-000.

    Em tempo: meu arsenal de testes e comparativos.

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    Última edição: 13 Nov 2017 às 23:38
  3. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Fusível Sax Soul Ágata - terceira parcial - trinta horas de funcionamento

    O sistema permanece ligado. Não desliguei nada e não coloquei nada em stand by. Durante o dia hoje deixei tocando por uma 3 ou 4h em volume bem baixo (003 no visor do Krell) e, agora, às 19h, aumentei o volume para a faixa em que costumo ouvir (040 a 045 no visor do Krell). De ontem para hoje, algumas pequenas evoluções ocorreram, como decorrência do amaciamento do fusível. Acredito que boa parte já foi dita ontem, por isso, serei breve.

    Espacialidade, ambiência, profundidade, largura e altura de palco, musicalidade, microdinâmica e extensão de agudos, tudo isso está muito superior ao fusível que usava anteriormente (o Bussmann super slow blow de 4,5A). O palco ganhou uma dimensão nunca vista antes, mas sem ser exagerado. Diria eu que ele não escapa àquilo que é aceitável, e não ganhou dimensão a ponto de deixar a apresentação desproporcional. Os instrumentos e as vozes se apresentam na dimensão correta, com uma "imagem" bastante real e palpável. Estou gostando muito do aspecto mais "invisível" das R300. A microdinâmica está excelente, bem superior ao fusível anterior, de modo que o som apresenta mais sutilezas, mais conteúdo, mas sem ser incisivo ou muito informativo, o que me agrada bastante.

    O fusível, até agora, tem feito jus ao que se diz ser a característica sonora típica da linha Ágata marca, colaborando na obtenção de um som natural, orgânico, relaxado, mas sem ser demasiadamente frouxo, com excelente resolução, nada agressivo (muito pelo contrário, pois penso que pode ser uma boa peça para dar uma pequena contida na presença de agudos, sem prejudicar a extensão e a informação) e microdinâmica fantástica.

    Em relação ao que eu estava habituado, ainda estou sentindo falta da profundidade e da presença de frequências graves e subgraves (abaixo de 40Hz), de velocidade, de ritmo, de macrodinâmica, de articulação, de uma certa pegada. Quando o som precisa ser delicado e suave, está perfeito. Quando precisa ter pegada e dureza, ainda falta um pouco. Também estou sentindo falta de foco no palco sonoro. Embora ele tenha ganhado em amplitude, embora o fusível tenha colaborado com a ambiência, sinto de falta um pouco de precisão, mas tudo isso já está muito melhor do que ontem e, penso eu, no mínimo até as 100h de funcionamento irá evoluir constantemente. Até o momento, no que o fusível Sax Soul não supera o anterior, já está muito, muito próximo, e certamente irá ultrapassar.

    Ainda não consegui avaliar timbres e corpo harmônico. Acredito que estas duas características somente serão percebidas com maior precisão quando o fusível for comparado com o outro, após o devido amaciamento.

    Volto a reafirmar: o custo-benefício é excelente. O fusível se mostra um excelente investimento, mesmo pelo que entregou até agora. Claro que, se considerarmos que é um fusível, o valor pode ser considerado alto. Todavia, a partir do momento em que o seu valor é posto lado a lado com o valor de um sistema mediano, não representará mais do que 0,5% do valor global, sendo que, sem a menor dúvida, o ganho no geral suplanta a esta porcentagem (até mesmo porque, se fosse um ganho tão ínfimo, duvido que os ouvidos captariam com tanta clareza). Claro que não é uma mudança da água para o vinho, mas colabora muito com aspectos de realidade, oferendo um plus para o "feeling" do ouvinte, tornando a apresentação mais palpável e, naturalmente, mais contagiante.

    Abraço a todos!

    Em tempo: quem me conhece e acompanha o que escrevo sabe que considero as KEF R300 caixas um pouco lentas nos graves, e que gosto de precisão, de velocidade, de articulação. Isso justifica uma eletrônica extremamente dinâmica e controlada e um cabeamento analógico veloz e articulado como são os Nordost. Por isso, quando perco algo relacionado a isto tudo, sinto falta e algo que eu realmente valorizo no meu sistema. Penso, portanto, que caiba nesse meu pequeno "review" uma ressalva no sentido de que, para quem não gosta de um som tão preciso e veloz como eu, ou para quem é indiferente a isso, já seria possível considerar o fusível um upgrade absoluto.
     
    Última edição: 14 Nov 2017 às 19:47
  4. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Fusível Sax Soul Ágata - quarta parcial - oitenta e quatro horas de funcionamento

    Demorei a voltar a escrever, pois disse que só voltaria quando as mudanças fossem mais expressivas. De segunda para terça-feira, as mudanças foram grandes. De terça para quarta-feira, as mudanças foram mínimas. De quarta para ontem, as mudanças ocorreram em maior escala. Eu pretendia revisar o fusível por completo somente no domingo, mas como o Jorge me afirmou por mensagem que ele precisaria de três dias para mostrar o que pode, então me sinto confortável em falar a respeito dele com um "toque definitivo". De fato, acredito que, se faltar alguma coisa para a completa evolução do fusível, deve ser algo mínimo, e se melhorar, só vai ser motivo de mais satisfação pela compra.

    Eu não lembrava que o fio fusível Ágata era feito com ouro, prata e paládio. O Jorge me lembrou desse detalhe ontem, por mensagem. Materiais nobres estes que, especialmente o paládio, segundo o Jorge, deixam a sonoridade muito mais musical, em todos os aspectos. De fato, foi o que atestei aqui, e um pouco mais.

    A primeira coisa importante, e que preciso mencionar, até como contraponto ao que eu mesmo escrevi, é que o Jorge me informou que as caixas do fusível estão prontas, e disse que irá me enviar uma. Anotei esse detalhe como crítica no post anterior e, não poderia ser diferente, agora preciso pontuar como elogio. É honesto da minha parte. Pois bem.

    Em acréscimo a tudo o que eu disse nos outros posts, hoje especialmente posso falar das frequências médio-graves, graves e subgraves. Elas não apenas reapareceram no meu sistema, como também apareceram com uma articulação, uma velocidade e uma leveza impressionantes. O sistema toca com mais controle, com mais ritmo e, algo que me deixou bastante impressionado, com muita transparência em todas as frequências. Ontem, depois das 22h, abaixei o volume para 003 no Krell. Mesmo neste volume, de forma muito mais cristalina do que antes, todo o conjunto de frequências estava ali. Não com o impacto típico do alto volume, não com a mesma massa sonora, mas com um equilíbrio totalmente diferenciado. Isso já acontecia antes, mas agora está com maior evidência e, como sempre costumo ouvir música entre 22h de 1h do dia seguinte, essa constatação foi muito interessante e chamativa. Adicionalmente a isso, o palco voltou a ter o foco habitual, de tal maneira que, qualquer que seja o volume, o som está mais rico, informativo sem ser cansativo, com mais transparência, entregando todo o conteúdo de forma mais límpida e individualizada, o que colabora com maior inteligibilidade, maior resolução, melhor identificação de posições de instrumentos e camadas. Há uma ambiência e uma especialidade impressionantes, que espantam até mesmo em razão das dificuldades da minha sala.

    Quanto ao corpo harmônico e os timbres, algo que valorizo muito, se antes eu já considerava corretíssimos, agora considero ainda melhores. Não sou um músico experiente, não tenho a bagagem que gostaria, mas conheço suficientemente bem alguns instrumentos. A riqueza e completude de harmônicos com que estão se apresentando, especialmente em vista do tamanho do ambiente e das limitações das caixas, é impressionante de se observar. A fidelidade dos timbres é a parte mais interessante disso tudo. Acho que só pensamos que algo é perfeito até conhecer outra coisa ainda melhor. Foi o que aconteceu aqui. Eu nunca vi no meu sistema, em especial, violões, saxofones, violinos, violoncelos e pianos com o som tão rico, real e substancioso. Claro, sempre lembrando que se trata de mídia gravada, então não há precedentes de comparação com um piano ou violoncelo reais, por exemplo. Mesmo assim, os aspectos de realismo (não apenas advindos do fusível, claro) deixam a audição muito confortável, agradável, tocante e impactante. É música que se sente, e não apenas se ouve, música que comove, que transmite emoção, expressividade, sensação.

    Para encerrar, mais três observações importantes: primeiro, não sei se o fusível apenas remove uma limitação elétrica importante, ou se também possui acertos e sintonias que acabam por melhorar a qualidade da energia elétrica. O que eu sei é que não posso citar um aspecto sequer em que não houve crescimento. A evolução é clara, e mais ainda quando, num jogo rápido, devolve-se o fusível anterior (que eu já achava bom). Parece que o decréscimo sempre é mais chamativo que o acréscimo; segundo, considerando os preços praticados por marcas como Furutech, Hi-Fi Tuning, Synergistic Research, entre outros, e considerando, ainda, os custos envolvidos no hobby, o preço pedido pelo fusível é honestíssmo.

    Finalmente, gostaria de deixar um incentivo aos colegas que cogitam usar uma seccionadora Siemens na elétrica dedicada. Ao invés de pagar R$150,00 pela seccionadora, compre um porta-fusível padrão 10x38mm de R$29,90, da marca ABB (que tem contatos de cobre e prata) e pague R$200,00 pelo fusível Ágata. Não ganho nada com isso, não é uma propaganda gratuita, mas depois de ter testado meia dúzia de fusíveis, asseguro que o ganho compensa. Acho justo prestar esse tipo de ajuda calcada em conhecimento empírico a quem lê.

    Abraço a todos.
     
  5. Marcos_Tavares

    Marcos_Tavares Usuário Ativo

    Caro Felipe Rolim,

    Muito interessante e detalhados os seus comentários.

    Gostei da dica do porta-fusível da ABB, parece um excelente componente mesmo. Uma boa opção em relação à seccionadora da Siemens.É interessante o fato de pode ser usado no mesmo lugar de um disjuntor DIN.

    Tem planos de instalar o fusível da SaxSoul no integrado Krell S-300i também? Por aqui comecei na seccionadora, depois instalei no condicionador e no integrado Sunrise V8 MK III (antes do último mod., o MK IV não usa fusível). O resultados foram cumulativos.

    Um grande abraço.

    Que JESUS o abençoe

    Marcos
     
    jtsilva e FelipeRolim agradeceram.
  6. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Bom dia Marcos!

    A ideia do ABB, na verdade, não é minha. Quem me passou foi o CarlosTP, grande colega de fórum. Chegaram ontem, mas ainda não substituí para não perder a referência do fusível Sax Soul. Seguem algumas fotos, em anexo. Tentei capturar as partes de cobre com prata. E, sim, o Krell é a próxima vítima, hehe.

    Abraço e fique com Deus!

    Edit: também estou anexando o arquivo em PDF a respeito do porta-fusível ABB.
     

    Anexos:

    Última edição: 17 Nov 2017 às 09:47
    jtsilva, eneas e Marcos_Tavares agradeceram.