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EXPERIÊNCIAS PESSOAIS COM ÁUDIO EM COMPUTADOR PARA SISTEMAS DE ALTO DESEMPENHO.

Discussão em 'Tecnologia e Novos Formatos de Áudio' iniciada por ÉdisonCh, 17 Ago 2011.

  1. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Por sugestão de alguns colegas estou tentando iniciar um tópico a respeito de experiências pessoais dos membros com áudio produzido em computador, dicas de players, de configuração, de fontes de áudio lossless, mas especificamente testadas e conhecidas na prática pelo forista, de tal forma que seja uma troca de informações práticas sobre o assunto.

    O tópico High End em Computador foi iniciado com esse propósito, mas virou uma discussão sem fim sobre informática e seus efeitos sobre o áudio. Nem trata de áudio High-End, pois admitir isso seria ir contra o conteúdo daquilo que se tem afirmado no tópico, nem trata de experiências pessoais, mas de teorias, citações técnicas, literatura, colocações que são interessantes mas extrapolam o tema.

    Peço desculpas ao pessoal iniciar essa discussão aqui. Mas, julgo que áudio digital não é informática, e muito menos áudio High-End é informática, é muito mais áudio (processamento analógico) do que o processamento digital puro. Inclusive, o processamento digital em computador é dependente da configuração analógica para produzir um áudio digno de ser considerado High-End, da mesma forma que nos players de CD.

    Por esse motivo, "perdi o bonde" das discussões no tópico de áudio High-End em computador e me expulsei de lá. Não quero passar o resto dos meus dias dizendo que aquilo que escuto não é ilusão, que o que falo não é besteira, e que citações técnicas não são fatos, mas opiniões. Números representam idéias, hipóteses, experiências de laboratório, pesquisas, elocubrações técnicas, seja lá o que for, mas não substituem a experiência pessoal do forista a ser transmitida a seus pares.

    Em primeiro lugar, em princípio, todos os colegas são merecedores de fé e respeito.

    Acho que já atingimos um estágio, em áudio tendo como fonte o computador, que permite sua discussão à parte de qualquer outro tipo de fonte de áudio, pois já estão sendo fabricados equipamentos de alto desempenho especificamente para esse uso.


    Transcrição das mensagens do tópico KREL REFERENCE______________________________________:

    DAC WEISS DAC202 - Audição:

    Estava parado em minha configuração de áudio em computador porque esperava algo novo, um crescimento qualitativo, antes de gastar.

    Esse algo novo eu escutei na casa do Cezarsky, com o Weiss DAC202. Para mim, esse dado novo (outros já falaram muito nisso) é a interface firewire 800.

    Vou nessa, depois de testar. Vou tentar mudar para o DAC8, embora o DAC7 ainda esteja tocando muito bem.

    Acho que a deficiência dos sistemas montados com fonte digital HTPC era a interface PC (Note) / DAC . A interconexão USB é tão problemática que você precisa de um clock no meio para melhorar a qualidade. Com a firewire, acho, isso não deve ocorrer em tal dimensão, ou fica muito mais fácil de corrigir. O timbre da voz humana e dos instrumentos estava o mais perfeito que eu poderia supor naquele sistema. A transparência, relaxamento, detalhamento, definição, eram surpreendentes mesmo. O nível de informações até assustava, pois não parecia ter vindo de uma matriz redbook. Imaginem com uma gravação efetivamente HD.

    Ou seja, parece-me que no estágio atual da ARTE, a performance possível fique mesmo muito próxima dessa. Muito embora eu goste mais do timbre de meus AR. Portanto, vou tentar juntar o melhor dos dois mundos. Se der certo, eu paro de comprar CD e passo a comprar apenas mídias HD.

    É tudo supositório, mas de efeito saudável.

    O problema colocado para os DACs que convertem arquivos de áudio provindos do computador é muito diferente daqueles enfrentados por um CD Player que deve processar REAL TIME as informações de leitura digital de um toca-cds. Os problemas a serem resolvidos, os erros a serem corrigidos, são diferentes.

    O computador já apresenta os dados prontos, processados. Os "erros" a serem corrigidos pelo DAC são, simplificadamente, de jitter e clock. Dêem uma olhada nos manuais e textos técnicos da Weiss (lá eles falam de jittering, dittering, clock e uma série de coisas a mais). Por exemplo:
    http://www.weiss-highend.ch/dac202/DAC202TechnicalBackground.html
    Vejam que mesmo a Wadia (381i e série 9), dCS (U-clock e Debussy), Ayre (QB9) e outras já caminham nessa direção de especificidade da solução HTPC.

    Por essas e outras, concordo parcialmente com todos vocês, e portanto discordo parcialmente de alguns pontos.

    Os programas e os processamentos utilizados em um CD Player superior têm muito a ver com erros/imperfeições de leitura. Os de DACs para HTPCs muito mais com erros/imperfeições de transmissão/interconexão. Corrigidos os problemas de interface/interconexão o trabalho lógico dos DACs dedicados ao áudio em computador devem ficar muito facilitados. Ou seja, permitirão com configurações semelhantes alcançar performance muito superiores aos DACs feitos para CD Players. É uma hipótese.

    Por esse motivo, estive procurando soluções para a inteface computador/DAC, e agora, depois do que escutei na casa do Marcão, acho que encontrei a solução para o atual estado de desenvolvimento do áudio digital: a interconexão firewire 800. Pode ser melhorada ? É provável, mas nossos sistemas ainda nem atingiram tal grau de sofisticação, de exigências, e para os sistemas e mídias atuais acho que essa solução seria conjunturamente a ideal.

    Todavia, ainda acho que os problemas de processamento analógico permanecem dependentes de melhor desenvolvimento/tratamento. Por esse motivo vou testar a conjugação de uma interface firewire com um DAC muito bem resolvido nesse aspecto: meu DAC7.

    Se melhorar em relação à minha solução atual, então vou partir mesmo para o DAC8. Caso contrário, continuo com a Hiface e o DAC7. Parece que agora é, sim, o momento em que se pode decidir com relativa segurança, pois a tecnologia e os meios já estão disponíveis. O patamar de desempenho dos players de CD High-End, pelo que percebo, já foi superado pelos HTPC.

    O problema mais importante, o do formato redbook que ainda limita indireta ou diretamente as gravações atuais, não foi resolvido e não será resolvido - pelo que tudo indica - em futuro próximo. Por esse motivo, pela pouca disponibilidade de gravações efetivamente lossless e pela ausência de perspectivas nesse sentido, acho que devo pegar um DAC tradicional mesmo. O André sabe que as gravações HD de alta qualidade ainda são raras, pelo que ele tem relatado.
     
  2. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Em função da experiência tida com o Weiss DAC202, estou encomendando uma interface firewire para testes. A Weiss INT202. Além disso, achando que o áudio em computador atingiu novas fronteiras, encomendei também um DAC de última geração.

    Irei postar as experiências aqui, ou em outro tópico se for julgado mais conveniente.

    Atualmente uso um computador de mesa, com processador Intel i7, placa-mãe Intel DX58So2, boa memória e boas HDs. Em especial, utilizo uma fonte de alimentação Zalman ZM-1000HP, que julgo ter se tornado o maior upgrade em termos de áudio no computador. Estou usando uma Hiface tradicional, plugada diretamente na saída USB 2.0, e um cabo digital BNC Siltech G7, entre a Hiface e o DAC7 . O programa Media Center é o JRiver-Media Center, que julgo ser muito bom.

    Será tudo isso necessário ? Julgo que sim, pelo menos o produto está muito bom e, em minhas experiências, parece superior ás outras alternativas que testei ou tentei.

    A montagem do HTPC foi orientada pelo Ricardo de Marino e pelo Christian Prucks, da CAVI.
     
  3. Renato

    Renato Construindo um pinheiro DIY...


    Desde 24 Fev 2003
    Rio de Janeiro
    Assinando :) :D (y)
     
  4. robadia

    robadia Usuário


    Desde 9 Fev 2007
    Rio
    Édison, vc que é um dos caras mais experientes nesse assunto, pode falar das diferenças entre PC e Mac? Vc já testou? As configurações de qualquer Mac Mini, que muitos dizem ser muito melhor para áudio do que PC rodando Win, são muito mais discretas do que a configuração que vc citou. Os problemas relacionados ao PC, na minha opinião, são mais complexos pq temos muitas variáveis a modificar (SO, processador, placa, memoria, fonte, interface, player, etc). Além disso o experimento AB com uma troca simples de uma desta variáveis é tarefa muitíssimo complicada. Além de tudo há a questão do cabo de força a ser usado no próprio PC. Como iniciante do uso do PC para alto desempenho em áudio, apesar de ser a minha única fonte, além de iniciante nesse maravilhoso e dispendioso hobby, essas são algumas questões que tenho na cabeça. Eu confesso que fiquei meio perdido no tópico Highend no PC. Também gostaria de ver aqui uma discussão com uma "digestão" mais simples para que não é técnico no assunto.
    Em tempo, uso tb um PC com Win7 Ultimate, JRiver 16 com ASIO, 8Gb de RAM, Placa Mae DH67BLb3, HD Sata III, fonte OCZ STEALTHXSTREAM2 ligada por um Purist 20th Anniversary.
     
  5. É, vou acompanhar tb para aprender:D

    Boa iniciativa Edson(y)

    Abs
     
  6. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Raphael,

    Sinceramente,

    Há diferença entre os books e os computadores de mesa. O problema fundamental é aquele que toquei acima, o "trabalho" do computador não se dá no vazio, no mundo virtual, mas em uma estrutura física, e está sujeita às mesmas limitações que todas as demais fontes de áudio, principalmente os CD Players, que também são digitais. Portanto, a configuração topo de linha deve ter uma fonte de alimentação poderosa, pois muito do que acontece se dá no âmbito elétrico/eletrônico ou pelo menos tem a influência desse aspecto.

    Mas, escutando o que tocam as fontes digitais em computador com um Apple ( um Macbook-PRO, por exemplo) você percebe que o patamar de desempenho é tão elevado, as diferenças são tão marginais, que apenas os audiófilos mais exigentes e sensíveis (para esse aspecto sutil do refinamento de áudio) irão perceber a diferença.

    Me arrisco ainda mais (pois estamos no terreno das hipóteses): o desempenho de áudio através da porta firewire 800 é de nível tão elevado, é tão perfeita (principalmente com os recursos de clock e antijitter, contidos nos aparelhos da Weiss) que supre com sobras as exigências de praticamente todos os sistemas de áudio.

    Desde que a configuração (cabos, players, drivers, etc.) esteja otimizada, vai tocar muito mesmo nos notebooks, satisfazendo a praticamente todos, com exceção de talvez 1 a 2 % dos audiófilos mais neuróticos, como eu.

    Portanto, fica melhor com um Media Center de mesa, projetado e configurado para essa finalidade ? Sim, e nesse caso já pode tocar melhor do que praticamente todos os players High-End existentes.

    Precisa ? Acho que apenas em alguns casos isso será realmente uma necessidade. Normalmente, já toca bem demais com um Macbook.
     
  7. joaovieiraneto

    joaovieiraneto Usuário


    Desde 14 Abr 2010
    João Pessoa/PB
    Caro Édison,

    Agradeço a criação do tópico, principalmente por ter sido um dos incentivadores dessa criação lá no Clube KEF REFERENCE.

    Vou tentar descrever meu atual estágio no áudio high end usando computador.

    Usava um PC especialmente montado para transporte, com hiface e Dac do Audio Aero Prestige, meu excelente cd player. Mas não estava satisfeito.

    Recebi ontem um Dac Ayre QB9, cujo manual indica um break-in de 100 a 500 horas.

    Comecei a usar com o PC que possuo, e o resultado para mim tem sido excelente, apesar de o Dac estar com poucas horas de uso e o cabo usb (Furutech) ter chegado hoje. Uso o Jriver como player.

    Pretendo testar nos próximos dias o MacMini, desktop da Apple, com o Pure Music 1.8. Chegou hoje um cabo Furutech Alpha, com o conector para o MacMini da Furutech, e pretendo usar em substituição ao cabo da Apple.

    Tenho esperança, pelo que estou ouvindo no momento, que o sistema computador - Dac vai superar o cd player brevemente. Aguardo tb os cabos XLR da Nordost (Valhala) para ver como se comportam e se melhoram o sistema como um todo.
     
  8. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    João,

    Fiz longo o teu curto caminho. Comecei com um computador mais simples e um DAC de entrada. A interface conversora era a USB-Audio, o driver o ASIO. Mesmo essa configuração simples já me surpreendeu bastante bem. Diria que seu resultado equivaleu ao de um player com preço bem maior. Como player, usei alternadamente o Foobar2000 e o Media Monkey.

    Todos os itens desse conjunto, entretanto, precisaram ser melhorados para conseguir um resultado efetivamente High-End, ou seja, que pudesse equivaler a players High-End.

    Qual minha constatação (melhor dizendo, hipótese resultante) ? A de que uma solução no computador efetivamente High-End apenas valeria à pena se pudesse nos levar à fronteira do áudio digital, qual seja, a dos players de ponta. Nessa opção, entretanto um media center fica tão caro quanto um player High-End.

    Qual a vantagem, então, de trocar um pelo outro, ou de optar pelos dois ? Apenas a maior facilidade de operação e a maior disponibilidade de gravações, sabe como é, CDs dos amigos, compra ON LINE de gravações HD.

    Acho pouca essa vantagem para motivar um audiófilo, e apenas optei em desenvolver o Media Center porque percebi em sua transparência, relaxamento e pureza, a possibilidade de ser uma fonte digital de alto desempenho superior ao CD, a médio prazo.

    Ao que parece, é o que está ocorrendo no momento, não apenas com relação ao DAC da Weiss, mas especialmente os Media Center da Linn indicam que o áudio em computador já pode, sim, superar destacadamente players de última geração. Estou falando do Linn Accurate e do Linn Klimax, e de DACs como o Weiss DAC202, do AMR-DP777, do Revelation Audio, e de outros que desconheço ou estão em vias de ser lançados.

    No entanto, como toda opção dita High-End, os custos continuam lá em cima, havendo cabos USB de mais de US$ 4 K, pelo que estive sabendo. Ou seja, a característica típica do comércio de áudio, no qual a concorrência faz os preços aumentarem, ao invés de diminuirem. Os produtos tentam se destacar pelo alto preço, pela sofisticação, pela exclusividade, e não pela relação preço/desempenho.

    Entretanto, malgrado esse aspecto, já uma transição irreversível: o protocolo redbook, depois de mais de 30 anos, está superado. O novo rei ainda não atingiu a maioridade, mas a Regência Trina deverá coroá-lo em breve. Com o computador, bem configurado, o áudio digital se libera da digitalidade do CD e passa a ser compatível com o atual estágio de desenvolvimento do áudio doméstico, pois estava abaixo. Prova disso é o renascimento do LP.
     
  9. marco1205

    marco1205 Usuário


    Desde 2 Ago 2009
    BRASIL
    Hehehe
    Olá a todos os amigos... tópico assinado pelo amigo Edison é garantia de virmos aqui frequentar com certeza.
    abs
    Marco
     
  10. Renato

    Renato Construindo um pinheiro DIY...


    Desde 24 Fev 2003
    Rio de Janeiro
    Amigos,

    Acho que essa questão do "qual" o melhor computador ainda é algo sem uma definição precisa e vai de cada um com suas experiências. Reparem por exemplo que muitos possuem no MAC uma confiança maior, ao mesmo tempo que o Mini tem se mostrado pior que a maioria dos PCs... IMac nem é citado e somente o Pró que pode entrar no universo dos "imexíveis".

    Muito particularmente, acho que o correto é configurar o micro de acordo com o sistema a ser usado, alguns DACs por exemplo estão vindo com USB 2 em sua versão 2.0 e isso é tratado nativamente no Kernel apenas pelo MAC e pelo Linux, então, eu acho natural que esses sejam os escolhidos nesses casos.

    Esse conceito de MEGA-SUPER-COMPUTADOR eu de certa forma questiono adotando um hipotético fator de rendimento, algo como:

    - Um carro pesa duas toneladas, para chegar 300km/h vai precisar de 1000 cavalos
    - Se o carro pesa 400kg, vai chegar nos mesmo 300km/h com apenas 200 cavalos

    Ambos terão a mesma velocidade e rendimento, mas o primeiro precisará ter uma "hardware" muito mais complexo e apurado, mas possivelmente, para tratar e lidar com sua próprias necessidades e exigências de peso, refrigeração, arrasto e etc...

    E as opções são muitas, no LINUX vc pode montar um server por exemplo em Real Time por linha de comando, algo minimalista ao E X T R E M O que pode deixar até um 486 com performance de MultiCore, e por isso que ainda acho que esse conceito de SUPER computador é muito relativo.

    Vejam por exemplo o C.A.P.S. 2.0 e reparem onde ele se encaixa no meu hipotético fator de rendimento:
    http://www.computeraudiophile.com/content/Computer-Audiophile-Pocket-Server-CAPS-v20

    Estou montando um C.E.A.D (Computador Exclusivo para Audio Digital) seguindo a linha do C.A.P.S. e vamos ver como ele se sai, posso deixar com quem quiser aqui do Rio para testar. (y)


    Abração,

    Renato
     
    • 1
  11. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Renato,

    Várias experiências e comparações já foram feitas, por técnicos treinados e experientes em computação e em áudio.

    Como disse acima, a alimentação tem muito a ver com a performance de áudio, que é aquela que aqui interessa.

    Notei, entretanto, com os últimos upgrades, uma pequena queda de desempenho do JRiver com o uso do Wasapi. Tentei o KS e não ficou melhor, acho até que piorou. Talvez eles estejam mesmo dirigindo o player para a plataforma da Apple, a fim de trabalhar melhor com o Kernell Streaming. Tanto que alguns amigos já optaram por migrar para o Linux e usar o Kernell Streaming.

    Eu fiquei no passado, e ainda utilizo o JR sem upsampling associado ao Reclock com upsampling. Tem sido a melhor sonoridade, mas me parece estar abaixo daquela que eu obtinha há alguns meses. Tentei retirar o Reclock e não ficou melhor. Pode ser voodoo, mas ainda prefiro a sonoridade com o Reclock associado.

    Escutei na quinta a comparação do Weiss, com firewire 800, contra o AR DAC7, este com Hiface e cabo digital. Tudo isso tocando através de um Macbook. A diferença foi muito grande a favor do firewire.

    No entanto, toquei as mesmas músicas aqui em casa, com JRiver e computador de mesa, e preferi a sonoridade do DAC7. Fique claro que o nivel de informações, a transparência, a correção, a dinâmica, etc., do Weiss foram implacáveis em relação ao DAC7, na casa do Marcão. Todavia, acho que isso tem muito a ver com o fato de que o Weiss está associado aos players da plataforma OSX. E à saída firewire 800 de 9 elementos, que é padrão nos Macbook e fizeram o DAC da Weiss dar um salto de performance.

    Ou seja, ficou evidente para mim que com o DAC7 meu sistema tocou muito melhor do que o sistema do Marcão com o mesmo DAC e o Macbook. Todavia, preciso ainda comparar as duas opções frente a frente aqui em casa, pois comparar de memória é uma coisa que não existe em áudio.

    Leia o review do Ricardo De Marino, que é uma das pessoas com cultura de computação e áudio, que tem trabalhado continuamente no desenvolvimento dos media-centers, na penúltima edição, a respeito desses detalhes. Tenho convicção de que o computador de mesa toca melhor, assim como um player de CD High-End, com configuração analógica superdimensionada, toca melhor do que um player com o mesmo conjunto leitor e processador, porém com uma configuração analógica mais simples.
     
  12. Renato

    Renato Construindo um pinheiro DIY...


    Desde 24 Fev 2003
    Rio de Janeiro
    Édison,


    Exatamente como diz o tema desse tópico, são somente: EXPERIÊNCIAS PESSOAIS ... (y)

    E por isso respeito, apenas não tenho o mesmo pensamento baseado nos meus testes. (y)

    Eu sempre falei que o PC era um caminho natural, assim como não vai demorar para ter-mos sistemas embarcados de hardware e software para lidar com crossovers e correção digital de ambiente em tempo real... isso é ótimo! :D :)

    Abração,

    Renato
     
  13. Álvaro Coutinho

    Álvaro Coutinho Usuário


    Desde 1 Mai 2007
    Rio de Janeiro
    Olá,

    Édison,

    Assinando para acompanhar. Volto aqui para fazer a leitura completa, que agora não me é possível. (y)
     
  14. Batman-X

    Batman-X Usuário


    Desde 29 Jan 2006
    Morrinhos-GO
    Postando para deixar salvo. (y)
     
  15. joaovieiraneto

    joaovieiraneto Usuário


    Desde 14 Abr 2010
    João Pessoa/PB
    Édison, diria que as suas experiências e de outros, compartilhadas aqui no htforum, é que permitiram que eu fizesse um curto caminho, que de outra forma seria longo e sinuoso.
     
  16. Storelli

    Storelli Usuário


    Desde 6 Nov 2004
    Curitiba
    Assinando o tópico.
     
  17. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Grande Renato.

    Você tem razão mesmo. Cada um busca e escuta coisas diferentes. O importante é que ambas plataformas já tocam bem demais.

    Vou ser sincero em minha intuição, com o enorme risco de parecer ingênuo, de errar conforme a situação, o setup ou o gosto do audiófilo: o media-center já toca mais que qualquer player. A diferença é pequena, mas já existe, desde que devidamente configurado, desde que você invista no media-center tanto quanto investiria (em cabos, principalmente) em um player verdadeiramente High-End.

    A maioria das pessoas ainda vai resistir muito contra isso, pois as tira do "equilíbrio" atual, coloca-as em um patamar de incertezas e novidades desconhecidas.

    Por enquanto, só ouvi tocar desse jeito com o Mac do Marcão, pois aqui em casa não consegui fazer tocar. Lá, o salto com o firewire 800 foi muito expressivo e conforme já relatei, não imagino qualquer player tocando ali do mesmo jeito. Como a Weiss associa seu produto ao AMARRA, não sei se tocaria com meu PC de forma tão destacada como tocou lá. Mas, acho que sim. Em poucos dias, estarei experimentando a interface firewire em casa, então conto para vocês se houve "compatibilidade".
     
  18. Renato

    Renato Construindo um pinheiro DIY...


    Desde 24 Fev 2003
    Rio de Janeiro
    Édison,

    Na correria, acabei não colocando alguns pontos...

    - Não imagina o quanto fiquei feliz em saber que o Weiss é justamente do Marcão, esse cara absolutamente fantástico que nutro muito respeito e uma admiração sem tamanho... (y)

    - Que notícia legal a sua sobre a vinda de um novo DAC, vai ser aquele altamente sofisticado que já tem o pré embutido?

    - Fantástico você poder testar ai as INT202 pois vai responder de forma clara se a performance do DAC Weiss vem da conversão via Firewire ou se do conjunto total.
    http://designwsound.com/dwsblog/2009/12/weiss-int202-firewire-interface/ Para variar, o que desanima é o custo para mortais, quase USD 2K ... rsrss

    - Ainda no papo PC x Player, o que acho mais legal não é a briga pelo topo do pinheiro e sim, o nível de qualidade que é possível em sistemas intermediários, esse ao meu ver foi a grande revolução, pois um DAC mediano com um PC já toca de uma forma, que em Players tradicionais já custavam muito pelo que ofereciam...

    Sucesso aí,

    Renato
     
  19. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Pois é, Renato. Também acho, sujeito a erros, chuvas e trovoadas, que para tocar muito bem, através de um media-center, não é preciso gastar muito, e esse player vai alimentar suficientemente sistemas de muito boa qualidade.

    Digamos, um Macmini, um V-Dac, ou Arcam,ou muitos outros, bom cabo USB (US$ 50/100), bons cabos de interligação. Vai tocar muito bem sistemas de US$ 2.000,00 ou mais.

    Com um DAC de até US$ 1.500,00, como o Bel Canto, Bekerley, PS Audio, etc., vai alimentar sistemas de US$ 10.000,00/15.000,00 ou mais.

    Com Ayre QB9 e similares, já começa a complicar a conta, pois tudo passa a ser importante, mais cabos e cabos mais caros, exigências maiores, e os media-center já começam a se equivaler em custo a players de boa performance.

    Portanto, talvez haja várias opções pelo áudio em computador: praticidade, acesso a mídias, relação preço/qualidade nos conjuntos mais simples, e alta performance nos conjuntos mais caros. Quando se chega perto do "topo do pinheiro", a coisa sempre fica salgada, e nós, meros aficcionados, meros apreciadores perfeccionistas do áudio doméstico, temos que começar a pagar os preços de um mercado de luxo, que não seria nossa intenção nem nosso campo natural de atuação. Não é nossa morada. E talvez por isso exista tanta negação e tanta briga a respeito do áudio HIEND.

    Porque pagar tanto a mais por algo que parece apenas um pouco melhor ? Essa pergunta cada um terá que responder.
     
  20. Guto Pereira

    Guto Pereira Usuário


    Desde 10 Jan 2008
    Rio de Janeiro
    Nobre Édison,

    O único entrave que percebo é a resistência de muitos audiófilos em aceitarem o digital evoluído, e apenas enxergam um bom player ou ainda o analógico como solução definitiva. À partir do momento que esta "maioria" render-se a esta solução ultra eficiente de fonte sonora Hi-End, então teremos mais experiências e experimentações no hobby, ampliando assim as opções e vertentes de configuração.

    Nunca ouvi nada do que vc citou, mas a julgar pelos que ouvi e que estão abaixo dos que vc citou, realmente a conta sobe muito e o nível passa a ser para sistemas de "gente grande".

    Fico muito feliz cada vez que leio sobre suas experimentações e evoluções nessa vertente, PARABÉNS POR NOS ENRIQUECER COM TANTA INFORMAÇÃO!

    Abração do Gutão!
     
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