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EXPERIÊNCIAS PESSOAIS COM ÁUDIO EM COMPUTADOR PARA SISTEMAS DE ALTO DESEMPENHO.

Discussão em 'Tecnologia e Novos Formatos de Áudio' iniciada por ÉdisonCh, 17 Ago 2011.

  1. m.f.lima

    m.f.lima Usuário


    Desde 12 Dez 2006
    MARÍLIA- SP
    Cabo HDMI?
    Quem compra cabo HDMI de 7 mil dólares?
    Quero ver ele ter coragem de abrir o teste para outros tipos de cabo e colocar o "dinheiro" na "mesa".
     
  2. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Olá a todos. Vou reproduzir aqui um texto que escrevi em outro tópico, eis que se trata de mais uma experiência pessoal com computador.

    Recentemente descobri mais um software interessantíssimo para o uso em computadores dedicados a áudio. Há muitos anos uso (embora acredite que nunca tenha comentado a respeito) um software chamado "All core any cures", com um resultado bastante satisfatório. Vejam que coisa interessante a descrição do desenvolvedor:

    "In Japan, there is a change in the power state every 15 minutes. Because voltage and current change, it was in a state that it was easy to cause digital jitter chronically. So, in order to maintain a uniform state by calculation, I planned to annihilate the potential difference between CPU registers. (...) it was possible to realize a high quality sound output that does not depend on the power state through the process of converting the memory based sound source data to the sound source data of the processing system. Initialize registers by logical operation. Copy the logical operation register to various registers. In order to initialize all registers at the same timing, all registers are initialized by pre-execution by using the structure of Intel Core series called Pre-Compile-Run. Almost all registers are initialized by Pre-Compile-Run, so it is assumed assumption that the load factor is less than 0.1%. We have not changed the Windows setting, but depending on the environment it is accompanied by a big impression change. Also, there is no file access or registry change. It is a structure which obtains effect by high quality processing of all CPU and memory. In order to ensure processing, multithread processing is done, priority is set to critical"
    .

    Em momento posterior, este software foi substituído por outro denominado "High Grade CPU Any Cures" (ambos acompanhavam o Bug Head Emperror). Ciente disso, há alguns meses baixei o mais novo (são gratuitos) e fiz o comparativo entre eles, porém, a versão antiga sempre funcionou melhor. Não em termos de funcionalidade/estabilidade, mas sim em termos de resultado. Mantive, então, o All core any cures. Recentemente, este mesmo desenvolvedor deu início à confecção de outro aplicativo, mais moderno, denominado agora de Minority Clean. Apenas há poucos dias descobri isto e, tão logo o fiz, dei início aos comparativos. O Minority Clean é muito superior. Desempenha basicamente a mesma atribuição, mas a nível de resultado é muito melhor.

    Há mais fluidez e naturalidade no áudio, especialmente nos extremos do espectro audível. Os graves e agudos estão mais fluidos e mais bem recortados, embora não tenha percebido alteração alguma em suavidade, musicalidade e outros aspectos relacionados à música reproduzida. Apenas estas frequências se apresentam com nível de performance e realismo superiores. Para algo gratuito, é surpreendentemente bom! Deixo a indicação.

    Abraço e boa semana.
     
    • 5
  3. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos. Depois de muito adiar, finalmente resolvi experimentar o Linux que é o novo "queridinho" ao redor do mundo: o Euphony Stylus. Depois de ter experimentado a massiva maioria dos Linux pagos e gratuitos (Daphile, Archphile, Runeaudio, Volumio, Jaguar Audio Design, AudioLinux, entre outros, inclusive mais básicos, como KODIbuntu), e de ter falhado na tentativa de programar "do zero" um Linux que fosse superior aos Windows na reprodução musical, curvei-me aos testes do Euphony Stylus, que é comentado em âmbito internacional como sendo o melhor existente. Ele custa absurdos €249,00 (acho ridículo por ser um Linux), mas, por tudo o que ouvi, quem o chama de "melhor da atualidade" tem, de fato, razão.

    Depois de muita leitura para verificar o melhor método de ajuste, usei a configuração indicada pela maioria dos usuários como sendo a superior em qualidade sonora. Para isso, (i) carreguei o sistema operacional para a memória RAM, (ii) defini a bufferização das músicas para a memória RAM e (iii) usei o modo Stylus, que, dentre outros disponíveis, aparentemente tem superado o Roon no modo nativo e o Roon combinado com o HQPlayer. A interface do Stylus é extremamente simples, como em qualquer outro Linux, e por isso o pessoal tem optado por usar a combinação Roon (interface) com Stylus (saída de som). Mas, em razão de eu já ter superado o período de testes gratuito do Roon, optei por experimentar o Euphony exclusivamente no modo Stylus.

    Ele é o melhor "sistema operacional pronto e acabado" que já experimentei. É muito superior ao AudioLinux e a qualquer outro, pois não tem aquele "som de lata", excessivamente limpo e polido, que é típico dos Linux, e que os "palcoófilos" e "graveófilos" adoram. O Euphony talvez seja o único Linux que conheci, desde que aprendi a configurar corretamente um Windows e abandonei o Daphile, de que tenha realmente gostado. Ainda perde, por boa margem, para o Windows Server 2019 Datacenter Core Mode (17763.593) com o Audiophile Optimizer v. 3.00, o JPLAY FEMTO e o Minority Clean X instalados. Em comparação direta, o Euphony ainda denota certa secura e pobreza de harmônicos, enquanto o Windows Server 2019 entrega sonoridade muito mais cheia e rica. É um som bem mais bonito e orgânico. Os timbres são corretos, o que não existe com o Linux. Então, apesar de ser menos exibicionista que os demais e de não apelar para a limpidez excessiva para criar uma falsa sensação de detalhamento e definição, continua com a mesma incorreção tímbrica que é comum aos Linux. É impressionante como isso fica explícito.

    Para ouvir “música audiófila” a sonoridade não denota facilmente muitas deficiências sem que haja uma comparação instantânea e direta. Contudo, para ouvir “música comum”, que nem sempre tem um esmero muito grande na gravação ou (re)masterização, o Euphony deixa as coisas um pouco menos confortáveis, mas ainda facilmente audíveis.

    Mas, o que mais me chamou a atenção, e que não havia notado em nenhum outro teste que fiz, nem com os sistemas operacionais gratuitos, nem com os pagos, é que o Euphony limita a dinâmica musical. O sistema perde articulação e não consegue atingir níveis altos de intensidade sonora, como é exigido, por exemplo, nas músicas Stimela do Hugh Masekela e Mama Look a Boo Boo do Harry Belafonte. Ele estabelece um claro limite, como se o amplificador clipasse, o que inexiste com o Windows. Fiquei intrigado, porque nunca, num teste de sistema operacional, essa característica me saltou aos ouvidos. Não posso atestar, pois desconheço as especificidades do projeto e pretendo usar os 30 dias de teste gratuito para esgotar qualquer possibilidade de melhoria do Euphony, mas a sensação que fiquei, depois de horas de audição, foi a de que, no intento de "domar" o som típico de Linux que tanto critico, reduzir o brilho excessivo e o destaque nos primeiros harmônicos, os desenvolvedores acabaram por inserir algum algoritmo ou acerto que, ao mesmo tempo em que deixou a sonoridade de modo geral mais palpável, limitou a articulação, a dinâmica.

    Acredito que o transporte tenha favorecido o desempenho deste Linux, mas é fato que, para quem não tem a oportunidade de traçar um comparativo direto entre um Windows bem ajustado e o Euphony Stylus, ele desempenha muito bem. E mais: para quem não sabe ajustar o Windows com alto grau de aprofundamento e/ou quer algo que seja simples de instalar, configurar (leva menos de 10 minutos), dar o play e esquecer que existe, é o melhor que já tive a oportunidade de conhecer. Toca bem e necessita de pouquíssimos ajustes. Apenas não é barato.

    Abraço e boa semana a todos.
     

    Anexos:

    Última edição: 6 Out 2019
    • 7
  4. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Primeiro contato com cabo SATA "audiófilo"
    Longe de ceticismo porém em algum grau desconfiado já que famosos fabricantes não possuem o acessório em seus portifólios... vide Audioquest, Nordost e Siltech.
    Então surgiu-me oportunidade de comprar a custo "razoável", o pachanko Sata MK II.
    As considerações:
    - No SSD do SO não consegui identificar quaisquer mudanças;
    - No SSD da biblioteca percebi o seguinte:
    No princípio achei que o cabo tinha deixado o som mais brilhante. Porém uma audição bem criteriosa percebi que ele traz mais clareza geral deixando o som mais vivo e menos intimista. Não é como tirar um cobertor mas talvez dois lençóis de frente das caixas (risos). O palco também cresce ajudando na percepção de sons sutis. Gostei do resultado.
     
    • 3
  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos. Como vocês já devem estar fartos de saber, há muitos anos invisto parte do tempo do desenvolvimento do sistema com a experimentação de inúmeros softwares e sistemas operacionais, e devo colecionar mais de uma dezena deles na listagem dos que ouvi. Posso dizer que, dentre o que há de mais famoso e bem avaliado, apenas não experimentei o Audirvana para Windows, e tampouco o HQPlayer, este por julgar ser inviável sem que eu tenha um DAC com aptidão para decodificar DSD nativo. Fato é que, ao longo desse tempo, escrevi (e eventualmente fui contestado de forma enfática e enérgica) que nas minhas experimentações os Linux sempre soaram de forma empobrecida, em comparação aos Windows, com falta de harmônicos, com incorreção tímbrica e tudo o quando pode ser extraído dos meus textos. E, recentemente, escrevi sobre o Euphony, que está em fase de experimentação, mas sem grandes expectativas de que melhore mais.

    Em outro momento, na época em que o AudioLinux e os NUCs surgiram como uma "febre" no exterior e com a promessa de ser o novo benchmark em áudio via computador, experimentei-o em casa e, depois de algum tempo de audição cuidadosa, escrevi no Audiophile Style exatamente o seguinte, sendo duramente repreendido por isso:

    "There can be little doubt when an XMOS interface is used midway to the DAC because this interface works very well with Linux. Normally, however, only the fact that the manufacturer provides native specific drivers for Windows already allows playback to take a few steps toward Windows (it's a trend, not a rule). Some time ago, influenced by reading (it's amazing how reading creates "needs" in people who make no sense), I tried everything. There's no success in front of a well-adjusted Windows, and my computer has been stoned for more than five years.

    I don't say this because of AudioLinux, specifically, but because of any Linux (from the "ready" solutions - Daphile and others - to those I tried to adjust for myself). They are simply not good for audio, which I don't consider a Windows "win", since they have price (and optimization software as well), while Linux is free. I also don't write this in defense of the Fidelizer, because I don't use it. I say this because music isn't just detailed sound (which Linux has), music isn't just defined bass (which Linux has), music isn't just an excellent sound stage (which Linux has). Music needs to deliver life, excitement, have as much textures as possible, richer harmonics, and these things, Linux doesn't have. True music is the one we hear with our ears, but we feel with the body, with the heart, and so they convey us expressiveness, emotion, life. I don't like presentations that make it look like we're behind a glass, which, though perfectly translucent, still gets in the way. After years trying a lot of things, and even if I wanted Linux to play better, it didn't. So, I use Windows, which "removes the glass"...".


    Ocorre que, apesar das duras críticas sofridas na época, depois de certo tempo alguns usuários passaram a ter compreensão similar à minha, o que coincidiu, em primeiro instante, com o que imaginei que fosse ser adotado como o novo "queridinho" da reprodução digital: o Euphony. Julguei que esse entendimento pudesse ter sido adotado como subterfúgio para defender sua nova sonoridade, e por um tempo, estive convencido disso. Eis que, na semana passada, o mesmo texto que escrevi acima, transcrevi para o inglês e compartilhei no Audiophile Style. Naturalmente que houve quem discordasse e justificasse minha percepção, mas fiquei surpreso ao ler alguns comentários a respeito, que transcrevo na sequência:

    "I kinda agree with Windows X's comparison between Windows and Linux that Linux always lack harmonics and consistency, make you feel that the sound stage is huge but empty".

    "I would describe it as highly resolving, nice black background and good separation and good wide soundstage with a decent sense of depth. Really all the things that you would think would draw you into the performance. But it just wasn’t, something was off I couldn’t quite put a finger on it, it just sounded like the life was missing. So back to XXHighEnd and Windows out of RAM I went. Now what was missing was readily obvious! The textures, the body, the sense of real depth, the naturalness. It really was no comparison. Stylus was just not even in the same league. Could it get there? I don’t know, but it has a long way to go and I’m not sure if Linux is the underlying issue".

    "For years, I've been using Windows Server optimized with AudioPhileOptimizer in my highly tweaked music server with i7 CPU (dated at this point). Last year, I installed AudioLinux (boot from USB on the same server) - my first foray into Linux. It was exactly like you described, good soundstage, lots of details and extension. But the richer texture, full bodied sound that I get from Windows Server was missing. After tweaking AL for months, I gave up and went back to Windows Server again. Last month, I tried Euphony only for few days. Really impressed with how good the whole package is. More dynamic and musical than AL. Didn't try Euphony's 100% file caching but overall while it sounded better than AL but fell short compare to Windows Server optimized with AO. There's something about this dryness in Linux sound, it gets fatiguing".


    Percebam que esta postagem, não há dúvida alguma disso, advoga para o sentido daquilo que defendo, com base em tudo o que experimentei ao longo dos anos. Estou muito distante de ser o dono da razão, mas aparentemente também longe de estar sozinho na minha percepção. O que precisamos é ter paciência para configurar e ouvir, pouco a pouco, sem imediatismo.

    Abraço e boa semana a todos.
     
    Última edição: 21 Out 2019
    • 3
  6. nihues

    nihues Usuário


    Desde 23 Mai 2006
    Balneário Camboriú - SC
    Legal Felipe! Chegou a ver algum comparativo com raspberry? Estou bastante interessado no novo projeto da Allo, customizaram o rpi3, dividiram o sistema entre usb/ethernet que era junto e colocaram filtros (tanto no usb como ethernet) para reduzir os problemas e limpar a energia. E estão trabalhando junto aos projetos de audio do rpi para ter drivers e sistemas otimizados pra versão allo (moode, volumio etc)

    Estou acompanhando um topico do Allo Shanti (fonte linear com banco de capacitores, no estilo da Uptone LPS), onde o pessoal começou a receber esse novo Rpi (USBRIDGE SIGNATURE) e estão falando muito bem (do tipo "foi só ligar que nota-se melhorias/diferenças"), principalmente com fonte linear. Não sei até que ponto chega próximo num sistema completo com windows/linux, porém pela questão de praticidade e preço deve estar num patamar próprio.

    E estou esperando também o novo DAC pra avaliar se vale a troca por ele ou parto pros grandes, já deram alguns insights no tópico que o DAC Revolution (a ser lançado esse mês) trouxe melhorias sonoras significativas (+ pro lado musical, mas mantendo detalhamento dos ESS Sabre). E o mais interessante é que da pra juntar tudo numa caixinha de fósforo! :lol:
     
  7. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Olá Fabrício. Nunca li nada a respeito. Estive diante do Raspberry Pi3 duas vezes, uma na qual fiquei por semanas com ele em casa, junto da Hifiberry Digi+, outra na qual o Pi3 estava se valendo da DigiOne Allo Signature com duas vias de alimentação independente. Nunca me pareceu o tipo de equipamento sério que me permitisse sustentar um sistema de alto nível com todos os atributos necessários, embora sempre tivesse me parecido o que mais toca com o menor custo. Da mesma forma, eu e um amigo experimentamos à exaustão o sMS-200 da SOtM, com sua bateria mBPS-d2s. Estes dois não acompanharam sequer um notebook razoavelmente configurado para áudio, e foi isto o que apagou completamente estas alternativas do meu radar.

    Desde então, deixei até mesmo de acompanhar temas relacionados ao assunto, pois eu não seria capaz de colaborar com algo construtivo e, como é natural que aconteça, qualquer opinião minha no sentido das minhas conclusões será também de alguma forma rechaçada. De todo modo, o Raspberry com seus adjuntos sempre me pareceu ter bom custo-benefício. Nada além.

    Abração!!!
     
    Última edição: 21 Out 2019
    • 2
  8. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Pachanko SATA pure Reference (primeiras horas no SSD de dados):
    Considerar que pus o MK II no S.O.
    Passou do ponto: médios pra cima desequilibrou geral, ganho de clareza, transparência e separação mas perda de naturalidade, maior aspereza, perda de corpo, calor. Enfim... é aguardar mas se não evoluir assim não fica. Tentarei, posterior, a inversão.
     
    • 2
  9. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Tive uma impressão bem semelhante com meu Pachanko. Passou do ponto e até secou o som. Como você sabe, hoje em dia eu mesmo monto meus SATA, usando o método do Holbein, que ele não permitiu divulgar. Não sei porque.
     
    • 2
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Já o Audiopheeling Encounter, quando novo, tem uma apresentação bastante diferente. Começa tocando fechado e com os graves indicando certa secura e falta de extensão. Por essa somatória de características, as primeiras horas denotam um som apagado, com pouca vida, pouco empolgante. Após aproximadamente 10h de funcionamento, a situação se inverte relativamente. Os agudos abrem, ganham extensão e bons tempos de decaimento. Porém, como consequência, ele se torna um cabo com característica acentuadamente analítica, até que, na etapa subsequente, as notas começam a ganhar melhor forma, contornos mais bonitos, o corpo volta a se apresentar com riqueza, e então, finalmente atinge o ponto de equilíbrio.

    Esta última versão, a definitiva denominada "Encounter", após passar por diversos protótipos com os mais diversos tipos de sonoridade, atingiu um ponto de equilíbrio e uma sonoridade fantástica. Toca com muito equilíbrio, com bom corpo, boa extensão, musicalidade, relaxamento, muita delicadeza e uma imagem musical avassaladora. Até mesmo o palco sonoro, que não é um atributo que valorizo muito, fica fantástico, mas sem que haja excesso de informação, destaque para passagens que não são merecedoras ou inversão de planos. As primeiras versões dessa nova série eram excessivamente brilhosas e analíticas, com um destaque especial nos primeiros harmônicos, o que fazia dele um cabo de sonoridade empobrecida para o seu nível, talvez próximo daquilo que os Pachanko entregam: uma apresentação bastante translúcida, em que cada detalhe salta aos ouvidos, mas que, ao final e ao cabo, não é real, pois ultrapassa a vivacidade da própria música.

    O cabo que o Édison fez para mim, com o Deronxin-T na versão comum (não de servidor), foi referência por muito tempo, pois é equilibrado, tem texturas fantásticas, timbres corretos, toca com corpo e extensão, e era somente ele que tinha aptidão e nível suficientes para evidenciar a forma incorreta como as versões prototipais do Audiopheeling tocavam. Este último, que toca hoje em meu sistema, tem uma apresentação fantástica, pois tem um "approach" de sonoridade parecidíssimo com aquele do Édison, mas a nível superior. Numa descrição utópica de um dispositivo de áudio, poderia dizer que ambos soam como "não cabos", o Encounter num nível muito superior, mas ambos fantásticos, discretos, sem chamarem a atenção para algo que não a própria música.

    Um detalhe interessante para o qual as muitas e muitas horas de audição, experimentação e troca de cabos SATA me chamaram a atenção foi o fato de que, nesta espécie de cabo em especial, se eu puder quantificar a "quantidade de mudança" com o passar do tempo, diria que evolui mais enquanto não toca, mas está ligado/energizado, do que quando toca. Ou seja, a sensação nítida que tinha era a de que 1h com o computador ocioso, sem tocar música, mas ligado, oferecia uma mudança maior do que a mesma 1h de reprodução. Experimentei uma dezena de cabos SATA, e em todas as vezes tive a mesmíssima impressão. Pode ser coisa da minha cabeça, mas...
     

    Anexos:

    Última edição: 22 Out 2019
    • 1
  11. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Atualização: continua... vozes secas, sem corpo, agudos levemente ásperos. Felipe falou bem:
    . Por ora, é exatamente isso.
     
  12. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Minha curta experiência com cabos SATA:
    Obviamente em outro set o comportamento pode ser totalmente diverso...
    O SSD de dados se mostrou bem mais sensível a mudança de cabos. Isso contrariou a expectativa inicial, totalmente.
    O pachanko pure reference em sistemas opacos, sem vida, abafados e pouco transparentes deve funcionar bem. Aqui ele não resultou bem no SSD de dados. Deixei tocando apenas 24hrs mas dá pena e não consegui ter paciência pra prosseguir. Fazendo a alteração passando o Pure reference para o SSD do S.O. retornando o MK II pra biblio, (ufa, o medo era grande) mas tudo melhora ou pelo menos volta ao estado anterior, pra um certo alívio.
     
    • 2
  13. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Outra dica: com conectores angulares ganhamos de 5 a 7 cm de cabo SATA. O cabos tendem a ser mais rígidos conforme a blindagem e tipo de material. O pure reference é semirigido tendendo a rígido e o MK2 fica atrás porém não por grande margem. Logo se fores precisar alterar a direção o angular acho interessante.
     
  14. weltec

    weltec Usuário

    6.288 3.999 526

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    E pensar que faz tempo que já existia forista levantando essa questão de cabo SATA, e só dava gente torcendo o nariz...
     
    • 2
  15. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    E se puxar um pouco mais para trás não era o nariz que torciam e sim o pescoço, quando se falava em PC como fonte/transporte de áudio.:lol:

    Neste ponto posso me gabar de ter sido um dos primeiros a adotar PC, antes mesmo de entrar no Fórum e começar a montar um sistema mais seriamente, já tinha adotado o PC para audio. ;)
     
    • 2
  16. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    Tenho sistema baseado em PC há muito tempo, bem mais de uma década, e há pelo menos 8 anos uso apenas PCA. Estou um tanto frustrado, porque previ, incorretamente, que essa modalidade de reprodução de áudio iria melhorar muito, com a evolução da tecnologia. Porém, o investimento em áudio por computador tem sido muito periférico, no universo do áudio de alto desempenho. Imaginei que com o USB 3.0 e as possibilidades que ele descortina, teríamos um salto no áudio digital. Ilusão minha.

    O áudio digital via computador ainda depende da iniciativa de alguns pesquisadores e empresas fora do circuito principal do áudio. Mas, vai evoluindo. No entanto, o áudio via USB ainda não toca melhor do que o áudio via Firewire com a tecnologia da Weiss. Acho isso um absurdo.

    No entanto, os princípios que defendia há muitos anos, mesmo antes de iniciar este tópico, parecem continuar válidos, ao menos para mim (talvez porque meu conhecimento em informática e eletrônica seja limitado).

    Parto do princípio de que os melhores players digitais das principais marcas (dCS, Esoteric, MSB, etc.) constroem máquinas poderosas, robustas, com ênfase na qualidade dos componentes internos, fontes de alimentação superdimensionadas, especialização nas funções por parte de componentes e circuitos, etc.. Por isso, privilegio esses aspectos, e investi em um servidor poderoso, baseado no CAPS.IV, porém com características superiores, especializado apenas na função de reproduzir áudio,com grande capacidade de trabalho, enormes cachês, cabos internos de qualidade, blindados ou revestidos, inclusive de alimentação, etc.. Acho que deu certo.

    A forma de tocar, de apresentar o acontecimento musical, do áudio via computador, parece-me bem mais natural, relaxada, próxima do analógico, do que as demais formas de reprodução de áudio digital.
     
    • 5
  17. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Essa falta de evolução para mim se deve à conexão USB que, ao que parece, já deu o que tinha que dar, além de nunca ter sido aquilo que se esperava dela. Forçaram a barra para que se transformasse na melhor conexões para áudio, mas não colou. Assim como a HDMI também não colou como melhor qualidade de áudio. Chegaram a sucatear as SPDIF para usar como justificativa.

    Penso que se tivessem focado na já existente via óptica, teriam chegado mais longe.
     
  18. ÉdisonCh

    ÉdisonCh Usuário


    Desde 1 Dez 2005
    Araras/SP/BR
    As características do USB 3.0, juntando vantagens práticas do 2.0 e a velocidade e segurança muito superiores, próprios de outros tipos de protocolos/modalidades de transporte de dados, me pareceu que seria revolucionária para o áudio digital via computador. Velocidade até 5 vezes superior.

    Mas, as potencialidades não foram aproveitadas, a não ser de forma marginal.

    Todavia, isso não é uma crítica ao áudio via computador. Ele continua tendo enormes vantagens em relação ao CD tradicional, pelo menos até determinado nível de performance e custo. Além da praticidade e da facilidade do acesso a mídias gravadas por diversos meios.

    O que ocorre foi que a "indústria de entretenimento" resolveu promover o "streaming" (que pode atingir a um mercado enorme de consumidores de música Hifi) e os LPs. É muito mais fácil controlar o mercado dessa forma.

    Com um bom servidor de áudio, entretanto, você investindo em componentes de maior qualidade, ainda acho a reprodução via computador difícil de superar, com exceção - como citei - dos CD Players caríssimos que são servidores digitais com as mesmas vantagens relativas do áudio em computador e mais outras próprias de uma máquina feita apenas para tocar.
     
    • 2
  19. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Utilizo bastante streaming e hoje, acrescentei um AQ Ethernet Cinnamon passando o Forest (modelo imediatamente inferior da linha) para mais longe do PC. Quando da aquisição do Forest gostei do resultado. Comprei este na TheCableco e o imposto pegou firme. Com o Cinnamon as alterações foram bem mais sutis. O grave ganhou um punch e um vigor extra e no geral a sensação é de uma muito sutil, até discutível, diminuição do ruído talvez gerado pela interação router/interface LAN, ou algo do gênero. Foi uma atualização no geral pouco relevante.
     
    • 3
  20. JuniorDoleys

    JuniorDoleys Luz, Calor e Som


    Desde 7 Abr 2011
    Charqueadas/RS
    Uma vez já assentado a troca do cabo ethernet resultou um upgrade interessante. Porém pode não ser correto atribuir somente a troca do Forest pelo Cinnamon. Aliás segundo relatos a diferença é bem sutil. Ocorre que saquei um cabo flat cat.7 da entrada do roteador passando a usar o Forest ali e desconfio que isso tenha trazido um benefício extra. Conversando com o ex-proprietário do cinnamon, que possui outro exemplar, este conta que fez o mesmo procedimento retirando um cat. 6 da entrada do router e que, de imediato sentiu melhoria no streaming o que o fez desistir de vendê-lo.
     
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