Guia definitivo para limpeza e conservação de discos de vinil

Discussão em 'Vinil, Calibração e Ajustes' iniciada por zambembe, 31 Mar 2012.

  1. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    Neste fórum existem vários tópicos sobre limpeza de LPs, e todos eles apresentam contribuições valiosas e definitivas; mas as melhores informações se acham um tanto dispersas. Este tópico será dedicado a reunir num só lugar as melhores referências sobre o tema, incluindo uma das melhores fontes publicadas em português, que tive a sorte de encontrar em minhas pesquisas e que me parece inédita por aqui. Trata-se do Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos - CPBA, que trata da conservação de acervos documentais em geral (preservação de documentos e registros em papel, som, filme, fotografia e meio digital). Embora seja destinada para uso institucional, essa documentação é valiosa para qualquer pessoa que tenha uma biblioteca, discoteca e assim por diante.

    Pois bem, vejamos o que ela diz sobre a limpeza de discos de vinil:

    Os componentes da solução de limpeza: água e surfactante

    Comecemos pelo item mais simples e inofensivo: a água. Ela deve obrigatoriamente ser destilada (ou deionizada), e ser originalmente destinada a uso médico, odontológico ou farmacêutico.

    Vimos acima que a CPBA traduziu a "receita canadense" (Canadian Conservation Institute), que usa partes iguais de Tergitol 15-S-3 e Tergitol 15-S-9. Mas atenção: as quantidades indicadas estão incorretas, provavelmente por causa de um erro de tradução. Se a proporção correta fosse (0,5 x 2) / 100, seria preciso usar (ao todo) 10 ml de Tergitol para cada litro (1.000 ml) d'água. No entanto, basta consultar o artigo original (The Care and Handling of Recorded Sound Materials, de Gilles St-Laurent) para verificar que ele recomenda 0,25 partes de Tergitol 15-S-3 e 0,25 partes of Tergitol 15-S-9 para cada 100 partes d'água. A quantidade de surfactante se reduz à metade, totalizando 5ml de Tergitol (2,5ml de cada variedade) para cada litro d'água.

    A "receita americana" (Congress Library) usa Tergitol 15-S-7 ao invés da combinação acima, e recomenda uma concentração muito menor de surfactante: apenas 0,05%, ou seja, 2ml de Tergitol 15-S-7 para cada 4.000ml de água. Eu não encontrei nenhuma explicação para essa desproporção entre a receita canadense e a americana.

    Outro surfactante muito conhecido e usado é o Triton X-100. A postagem #3 deste tópico discute a quantidade correta de Triton X-100 a ser usada na limpeza de vinil.

    Há uma discussão a respeito do uso do álcool isopropílico em soluções de limpeza de vinil. As fontes "oficiais" não o recomendam; mas em geral considera-se que é seguro adicionar entre 10% a 20% de álcool isopropílico 99,5% à solução de limpeza sem maiores problemas.

    Também será necessária a compra de uma almotolia ou pisseta para aplicação do líquido.

    Cabe fazer aqui um aviso importante: todos os agentes de limpeza (surfactantes) mencionados são, puros ou em concentrações elevadas, nocivos à saúde e devem ser manipulados com muito cuidado. O álcool isopropílico, por sua vez, não é inocente como muitos pensam, e deve-se evitar ao máximo o contato direto com a substância. Informações técnicas sobre cada produto químico podem ser encontradas em documentos chamados MSDS (Material Safety Data Sheet). Essas fichas (que podem ser mais ou menos completas, de acordo com sua fonte) trazem, para cada substância, informações sobre a toxicidade e os procedimentos de emergência em caso de intoxicação. Vale lembrar que a toxicidade das soluções de limpeza prontas é bastante reduzida devido ao alto grau de diluição das substâncias ativas.

    Medição de líquidos

    Quantidades muito pequenas de líquido como as indicadas acima pode ser medidas - com suficiente precisão - usando-se uma seringa descartável.

    A máquina de limpar LPs

    Para atingir o máximo nível de eficiência, a limpeza deve ser realizada numa máquina que faça sucção do líquido de limpeza.

    O documento produzido (traduzido) pelo CPBA é antigo, razão pela qual ele não cita, entre as várias máquinas de limpar LPs, a famosa PHK, produzida e comercializada pelo Paulo (phk), que é membro deste fórum. Ele também vende frascos com quantidades "sob medida" de solução de limpeza que podem facilitar a vida do usuário, sobretudo aquele que tem filhos pequenos e não quer correr riscos armazenando produtos químicos (muitas vezes semelhantes à água) em casa.

    A freqüência da limpeza

    O documento da CPBA diz que "os registros devem ser limpos antes de cada operação de reprodução". Se você tiver paciência para isso tudo, parabéns... Eu não tenho. Mas há casos muito óbvios em que a limpeza deve ser realizada novamente, mesmo que o LP já esteja limpo: por exemplo, logo antes de uma captura digital.

    Onde comprar surfactantes

    É um tanto difícil, para o consumidor final, comprar surfactantes puros. Eles são vendidos em quantidades enormes (500ml já é uma quantidade enorme), e também não é fácil descobrir as lojas que os vendem. Eu comprei hoje mesmo uma "não muito gigantesca" quantidade de Triton X-100 (236 ml) na Talas Online, que também vende Tergitol. Vou reservar a segunda postagem deste tópico para indicações de lojas que vendam surfactantes e demais componentes da solução de limpeza.

    MSDS

    MSDS do Triton X-100 (PDF, inglês)
    MSDS do Triton X-100 (PDF, português)

    Fontes

    Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos - CPBA


    Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro (em português; altamente recomendado)

    The Care and Handling of Recorded Sound Materials

    Congress Library - Cylinder, Disc and Tape Care in a Nutshell

    Clube da máquina de lavar LPs

    "Guia definitivo para limpeza e conservação de discos de vinil"


    Este é o nome do tópico, e não desta primeira postagem... e eu conto com a colaboração dos foristas para enriquecê-lo e, se for necessário, corrigi-lo. Mas note que ele se destina a discutir procedimentos de limpeza (e de conservação) baseados em pesquisas e utilizados por instituições sérias. Assim, na medida do possível, evite "contribuir" com sua "receitinha" caseira, aquela com água da torneira, detergente, sabão de côco, xixi de poodle e sabe-se mais lá o quê... ;)
     
  2. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    Talas Online

    ...
    ...

    Medidas americanas de volume (convertidas para litros)

    1 pint = 0,473176473
    1 quart = 0,946352946
    1 gallon = 3,785411784

    Recomendação de almotolia ou pisseta

    As primeiras almotolias (ou pissetas) que comprei eram de 250ml. Achei que estava fazendo um bom negócio comprando almotolias maiores pela perspectiva de uma menor freqüência de "recarga". Mas essas pissetas revelaram defeitos importantes:

    (1) Bico reto. (n) Pissetas com bico reto são mais propensas a provocar pequenos desastres caso sejam apertadas com um tantinho de força a mais.
    (2) Tampa frágil. (n) O anel plástico que prende a tampa no bico da pisseta rompeu-se no segundo dia de uso. No total, duas pissetas (em três) apresentaram esse problema.

    A imagem abaixo mostra duas pissetas de 125ml (bico azul) muito bem projetadas. (y) Seu bico é curvo, há uma mangueira interna para conduzir o líquido e as tampas são mais resistentes. A pisseta maior que aparece ao lado delas (bico branco) é exatamente o modelo que foi "reprovado".

    [​IMG]
     
  3. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    A comparação da versão brasileira do documento Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro com as versões em inglês, francês e espanhol não deixa dúvidas em relação às quantidades de Tergitol - 0,25 + 0,25 = 0,5 (ao todo) por cada 100 partes - recomendadas pelo Canadian Conservation Institute (CCI). Resolvi postar aqui um trecho um pouco mais extenso, e já corrigido, da versão brasileira. Não custa lembrar que esse precioso documento também trata do manuseio dos discos e do armazenamento das coleções, razão pela qual não abordei esse tema e resolvi me concentrar no quesito "limpeza".

    Limpeza

    Uma vez que a poeira normalmente se fixa por atração eletrostática, a limpeza a seco com uma flanela ou espanador não funciona. A fricção criada pelo espanador fará com que a poeira retorne à superfície.

    A água destilada é utilizada para a limpeza de discos e CDs por muitas razões. Sua composição química é conhecida, não deixa qualquer resíduo, é de uso seguro e não é cara. A água dispersa as cargas estáticas e contrabalança o aumento na condutividade pelo acúmulo de depósitos de sal presentes em impressões digitais. Contudo, a água isoladamente não consegue dissolver graxas, o que requer o uso de surfatantes como aditivos para permitir a remoção deste tipo de substância. Os surfatantes rompem as ligações na superfície das graxas e permitem que a água penetre em partículas de graxa sólidas, causando a inchação destas e, subseqüentemente, a dispersão aleatória.

    O Canadian Conservation Institute (CCI) recomenda o uso de surfatantes não-iônicos, condensados de óxido de etileno, para a limpeza de registros sonoros. O CCI não prevê problemas a longo prazo associados ao uso de surfatantes não-iônicos tais como o Tergitol. O Tergitol 15-S-3 é um surfatante solúvel em óleo e o 15-S-9 é um surfatante solúvel em água. Combinados, eles removem uma ampla gama de poeira e graxas e podem seguramente ser utilizados em registros sonoros. Use 0,25 parte de Tergitol 15-S-3 e 0,25 parte de Tergitol 15-S-9 para 100 partes de água destilada. Mantenha uma pistola de ar manual para eliminar a poeira superficial mais leve.

    Discos

    A limpeza dos discos deve ser feita com uma máquina de limpeza de discos como a Keith Monks, VPI, Nitty Gritty, usando-se 0,25 parte de Tergitol 15-S-3 e 0,25 parte de Tergitol 15-S-9 para 100 partes de água destilada. Estas máquinas permitem uma dispersão uniforme do fluido e podem, em seguida, drenar o líquido, deixando uma superfície limpa e seca. Os registros devem ser limpos antes de cada operação de reprodução.


    Fonte: CPBA, Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro (versão corrigida).
    Nota legal: os textos publicados pelo CPBA podem ser reproduzidos e utilizados para fins não comerciais.

    O grande problema (levando-se em conta que as duas receitas usam produtos similares, todos da "família" Tergitol 15-S) é a grande discrepância entre a "receita" do CCI (0,5 para cada 100 partes de água, ou seja, 5 ml por litro) e a "receita" da Congress Library (0,5 ml por litro). As indicações da Congress Library são bastante precisas: To prepare 4 L (~ 1 gal) of solution, place 2 mL of Tergitol™ 15-S-7 Surfactant into a suitable container... and fill with deionized water. This results in a 0.05% solution. A coerência matemática entre os enunciados praticamente descarta a possibilidade de erros de digitação no texto. Assim, restam apenas duas hipóteses:

    1. Existe uma considerável diferença entre o Tergitol 15-S-7 (usado pela Congress Library) e a combinação de Tergitol 15-S-3 com Tergitol 15-S-9 (usado pelo CCI).

    2. O CCI simplesmente usa uma solução de limpeza "mais agressiva" do que a Congress Library.

    Tudo leva a crer que as quantidades indicadas para o uso do Tergitol em limpeza de discos de vinil servem como referência para o uso do Triton X-100. No entanto, diante do dilema que acabei de expor, é bastante difícil fornecer uma indicação precisa. Aparentemente, qualquer quantidade entre 0,5ml e 5ml por litro pode ser considerada aceitável.

    Só mais uma coisa. O documento publicado pelo CPBA recomenda, para retirada de "poeira superficial mais leve", uma pistola de ar manual. Bem melhor do que aquela "sopradinha" que borrifa os LPs com invisíveis gotículas de saliva, não é mesmo? Pois bem, eu não conheço a tal "pistola de ar", mas tenho este "soprador de ar", que é utilizado para tirar poeira das lentes de câmeras fotográficas (e também serve como um excelente limpador de teclados de computador). Acho que vou passar a guardá-lo ao lado do toca-discos...

    eof
     
  4. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    Chegou ontem o meio pinto (236 ml) de Triton X-100 que encomendei na Talas. Ele veio com um pedaço de fita adesiva parda fixando a tampa ao frasco, o que eu vejo como aquele "algo mais" em matéria de segurança que demonstra a seriedade da loja. O isqueiro ali ao lado serve como referência de tamanho.

    Para "aproveitar" o frete, que é sempre salgado, comprei uma tesoura alemã (TTB025003) que é uma beleza. Passou direto sem cobrança de imposto.

    Ver anexo 76335
    [/CENTER]
     
  5. supekutorumandx

    supekutorumandx Usuário Ativo


    Desde 26 Mar 2011
    São Paulo
    Fale pra gente o que achou deste Triton. E seria possível emitir suas opiniões sobre este Triton em comparação aos produtos do PHK?
     
  6. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    Foi bom você perguntar isso, pois eu queria mesmo esclarecer esse ponto. Comprei o Triton X-100 também para ter uma "reserva" de líquido de limpeza de vinis, mas principalmente para limpar os meus CDs. O manual do CBPA recomenda uma solução de Tergitol para limpeza de CDs, e optei pelo Triton X-100 para substituir o Tergitol. Como tenho muito mais CDs do que vinis, achei que valeria a pena investir no Triton.

    Assim, por enquanto, estou usando apenas as soluções de limpeza do Paulo (PHK e XYZ) para limpar vinis. O resultado (como todo mundo já sabe) é fantástico. Se não fosse pelos CDs, eu não teria comprado o Triton.
     
  7. supekutorumandx

    supekutorumandx Usuário Ativo


    Desde 26 Mar 2011
    São Paulo
    Grato. Hoje aproveitei a emenda do feriado e comprei um frasco de álcool isopropílico para diluir na solução PHK. Eu não fiz isto da primeira vez e gostaria de saber se de fato há uma melhora na eficiência de limpeza.
     
  8. Dennis

    Dennis Moderador


    Desde 21 Mai 2002
    Excelente tópico. :aplauso:
     
  9. rafael_nader

    rafael_nader Usuário Muito Ativo


    Desde 26 Dez 2007
    Rio de Janeiro
    Quem sabe não poderia ficar fixo nesta sessão :)
    Vira e mexe aparece alguem com soluções malucas para limpeza de vinil!!!
     
  10. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    Obrigado, Dennis. Pelo estímulo e por este espaço fora de série que é o HT. :)

    Obrigado, Rafael. Só acho que está faltando, ali na primeira postagem, um agradecimento direto às pessoas que contribuíram de maneira brilhante nos diversos tópicos dedicados ao tema. Acho que nunca é demais lembrar que este tópico é o resultado de um esforço coletivo. Meu único mérito foi descobrir o CBPA e compilar (criticamente) as informações. :)

    O Paulo, no manual da PHK, recomenda o uso de álcool isopropílico numa proporção de 13% e diz que isso aumenta a eficiência da fórmula. Deve ajudar bastante na limpeza dos discos mais sujos. Eu acho que o segredo é não economizar na compra de pissetas ou almotolias. Por que digo isso? Eu comprei três: uma para a solução PHK, outra para a XYZ, outra para o Triton. Pois bem, é pouco. Eu deveria ter comprado pelo menos mais uma para encher com água destilada pura (que vai ser essencial para enxaguar os CDs). E que tal mais uma pisseta, que seria usada exclusivamente com uma solução turbinada com 13% de álcool isopropílico?

    Pode parecer exagero, mas... Tendo um "arsenal" completo de pissetas à mão, cada qual com uma solução diferente, teremos mais opções na hora de escolher a estratégia de limpeza deste ou daquele disco. Os discos não foram criados iguais e nem se sujaram da mesma maneira... Assim, um disco pode estar precisando só de PHK, outro de XYZ + PHK, outro ainda de XYZ + PHK com álcool isopropílico... Ou então, por exemplo, quem tiver muitos escrúpulos em usar soluções com isopropanol talvez possa fazer uma última lavagem usando apenas água destilada... E assim por diante. Creio que esse é o caminho para exercitar a intuição e ir ganhando experiência.
     
  11. davisouzarj

    davisouzarj Ativo, bem ativo

    803 215 43

    Desde 3 Fev 2009
    Rio de Janeiro
    zambembe, boa tarde! Depois dessa explanação tão detalhada, quase lembrei das minhas aulas de química experimental na escola técnica... rs... agradeci lá em cima por este tópico muito bom.

    Apenas com o objetivo de complementar a informação com uns pequenos comentários técnicos do velho químico aqui, que quem teve o cuidado de organizar um procedimento tão detalhado deve se interessar:

    1) "quantidades muito pequenas de líquido como as indicadas acima pode ser medidas - com precisão - usando-se uma seringa descartável..." Na verdade, "precisão" é algo difícil de se definir, sem um parâmetro da "quantidade de precisão" que você precisa. Imagino que você colocou o termo em itálico exatamente para deixar isso grifado. Em métodos clássicos de laboratório, a precisão mais comumente considerada é de até a segunda casa decimal, para medições em mL. No caso em questão, acho a "quantidade de precisão" fornecida por uma seringa mais que suficiente.

    2) Mais que as outras substâncias citadas, água destilada é algo muito "perecível", digamos assim (na falta de um termo melhor). O simples fato de você abrir uma embalagem lacrada, e expor essa água ao contato com o ar, já começa nela o processo de dissolução de sais e compostos orgânicos em suspensão no ar. Pode-se dizer que, em alguns dias, ela já não é mais destilada. Então se o purismo que os colegas desejam na hora de limpar seus discos pede tal cuidado, troquem suas águas destiladas com frequência.

    3) Entendo que ao fazer a solução de limpeza, para cada surfactante, vocês gotejem o mesmo com o auxílio dos pissetes dentro da seringa descartável, correto? Nesse caso, mais uma vez, se a preocupação dos colegas com a precisão é tanta, sugiro "rinsar" (passar várias vezes) a água destilada dentro desta, entre a medição de um surfactante e outro, descartando-se essa água de rinsagem. Assim, pode se garantir a medida mais correta possível do surfactante que se seguirá na seringa. Outro detalhe importante é jamais retornar o resto de surfactante ou água destilada que sobrar na seringa (ou ao se auferir o volume) para seu frasco original, para não contaminar o mesmo.

    Os comentários acima são de fato pequenas técnicas que se usam em laboratórios químicos, e a intenção é contribuir.

    Abs!
     
  12. rafael_nader

    rafael_nader Usuário Muito Ativo


    Desde 26 Dez 2007
    Rio de Janeiro
    É só editar e acrescentar.....
     
  13. Almiro Lemos

    Almiro Lemos Usuário Muito Ativo


    Desde 24 Fev 2004
    Natal/RN
    Proponho algumas questões para Talvez enriquecer ainda mais o excelente tópico.

    Alguém já tentou, em casos mais complicados, por o disco de molho por um período mais prolongado nessas soluções para a remoção de agentes orgânicos? Tenho alguns casos que o molho de 5 minutos recomendado pelo Paulo na aplicação do Zyx não resolveu.

    Outra dúvida, após a remoção pela lavagem e armazenagem correta do disco os agentes orgânicos retornam? Pode haver "contaminação" de discos novos colocados na mesma estante de usados?
     
  14. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    davisouzarj, obrigado pela preciosa contribuição ao tópico! :aplauso:

    Intuitivamente, já havia seguido a "regra 3" aqui, jogando fora uns 150ml de água destilada (em vez de retorná-la ao galão). Por enquanto, só estou usando os frascos vendidos pelo PHK, que facilitam tudo porque cada frasco é uma "dose única" (para um litro d'água). Quando chegar a hora de usar o Triton, pretendo usar uma seringa descartável (e jogá-la fora em seguida).

    De resto, não estou sendo tão escrupuloso assim. Por exemplo, preparei cada litro de solução em garrafas vazias de água mineral. Sei que ali existem traços de outras substâncias... Mas acho que posso conviver com isso, e meus LPs também. :)

    Vou aproveitar sua presença aqui para fazer uma pergunta. Estou guardando o Triton X-100 fora da geladeira, em lugar fresco, e envolvido em papel pardo para protegê-lo da luz. É o bastante? E quanto aos membros da "família" Tergitol? Eles exigem cuidados de conservação específicos? Eu diria que essas informações são capitais num tópico como este, e sua ajuda será muito bem-vinda.

    Abraços!

    Isso pode demorar um pouquinho: para não cometer nenhuma injustiça, terei que reler os tópicos. Mas um dos membros do fórum que eu faço questão de mencionar desde já (sem causar ciúmes nos demais membros, espero), é o stpamarante (cito de memória, se estiver errado me desculpem). Ele (pela minha avaliação, claro) "bateu todas no prego e nenhuma na tábua". Mas é claro que há vários outros nomes a serem citados. (y)
     
  15. davisouzarj

    davisouzarj Ativo, bem ativo

    803 215 43

    Desde 3 Fev 2009
    Rio de Janeiro
    zambembe, não estou (ainda) na onda dos vinis, então não lido especificamente com esses produtos. Mas de forma geral, guardar bem tampado, protegido da luz, e em local fresco é o suficiente para a maioria dos produtos químicos.

    Mais importante é seguir as recomendações do fabricante, que costumam se encontrar no rótulo.

    Abs!
     
  16. zambembe

    zambembe Usuário


    Desde 20 Set 2010
    Rio
    Não no rótulo do meu frasco, que é de revenda... Eu segui as instruções do MSDS do Triton X-100, que são exatamente essas. Obrigado mais uma vez, abraços!

    Almiro, estou começando pelos discos menos sujos, e ainda não me deparei com uma situação "crítica" como essa. Caso aconteça, é provável que eu use da força (limpeza mecânica, com água da torneira e uma esponja macia) antes de passar para a etapa da limpeza química. Eu suponho que uma primeira lavagem debaixo da torneira não vá prejudicar os vinis desde que, logo em seguida, eles sejam limpos com a máquina e as duas soluções, como reza a cartilha. Mas aqui eu estou no terreno da hipótese e posso estar falando bobagem. É simplesmente o que eu faria.

    Aqui teríamos que discriminar que agentes orgânicos são esses e pedir ajuda a um biólogo. De saída, o essencial é trocar os plásticos internos, depois da limpeza, por plásticos novos. Também me parece interessante deixar a capa de papelão arejar por algum tempo, e trocar os plásticos externos. Para mim isso parece ser o suficiente para prevenir novas contaminações, porém, mais uma vez, posso estar enganado...

    Um abraço
     
  17. gabby

    gabby Usuário


    Desde 12 Mar 2012
    Curitiba
    Alguém já limpou um disco usando cola?
    Eu já vi vários videos no Youtube, mas não tinha coragem de tentar, até q esses dias resolvi experimentar num disco do balão mágico (pq se estragasse o disco não ia fazer falta). Eu achei o resultado muito bom, diminui consideravelmente os 'plocs', mas não fiz isso com outros discos pq receio que essa técnica possa danificar o disco a longo prazo. Algém aqui jpa fez isso? Será que causa algum dano?
    Eis um vídeo [h=1]http://www.youtube.com/watch?v=_gyvipBs6Vs&feature=related[/h]

    Att.
     
  18. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    7.475 11.358 123

    Desde 29 Mar 2007
    25,439509 S 49,285519 W
  19. gabby

    gabby Usuário


    Desde 12 Mar 2012
    Curitiba
    Ah sim, é um parto pra secar a cola, principalmente nesses dias frios de Curitiba. Tem q fazer de um dia para o outro.
    Mas achei uma boa solução para os discos mais craquentos, aqueles q mesmo após uma boa lavagem ainda estralam bastante.
    Não tenho a máquina PHK, mas pelos vídeos q assisti parece ser bem mais prática mesmo.
     
  20. redneck

    redneck Usuário Muito Ativo

    1.113 4.495 113

    Desde 26 Out 2008
    vitória es brasil
    Olá Gabby
    Eu já limpei muitos discos com cola. Fiz teste com várias marcas,a melhor é a marca americana TITEBOND ll (cola de madeira). Não use a cola TENAZ,pois ela em contato com o vinil cria uma reação quimica que deixa residuos que não tem como tirar. A melhor maneira de limpar com é pressionando a mesma com os dedos nos sulcos do vinil. Se não conseguir limpar com cola o vinil,nada vai limpar. Eu tenho maquina de sucção VPI que para tirar poeira dos vinis é uma maravilha,mas sujeira profunda só cola mesmo.
    Um abraço