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High-End No Pc!!

Discussão em 'Computadores e Media Players/Servers' iniciada por Soul_Flying, 23 Ago 2008.

  1. dbcoelho

    dbcoelho Usuário


    Desde 24 Fev 2006
    Brasília DF
    Por aqui uso o Schiit, mas ainda não parti para uma solução em PC... Acompanho o tópico para me manter atualizado e acompanhar as discussões técnicas.
     
  2. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Preciso fazer um adendo: ao reler o que escrevi, fiquei com a sensação de ter dado ao texto conotação que permita entender que considero as interfaces como a Schiit um "penduricalho". Não é verdade, e por este motivo achei importante fazer o esclarecimento. Isso porque, para os DACs que permitem (não é o meu caso), ainda considero as conexões coaxial e AES/EBU com potencial para serem superiores à USB, e sou prova e testemunha de que interfaces USB/SPDIF efetivamente podem colaborar com o resultado, sendo, em algumas circunstâncias, fundamentais.

    Por "penduricalhos" me refiro a filtros em série ou paralelo (iFi, Audioquest, JCAT, Intona, Wyred4Sound etc.), fontes que prometem eliminar ruído e isolar o equipamento do meio elétrico em que ele está (Uptone, iFi), dispositivos que prometem melhorar um sinal degradado, dessincronizado ou poluído, entre outras coisas (Uptone, iFi, Wyred4Sound, SOtM) e equipamentos que fazem (re)conversão de rede para USB por meio de um hardware deficiente e um software mais deficiente ainda (SOtM, Sonore). Não estou dizendo que não façam diferença, mas sim que são acessórios que custam caro e que podem não corresponder ao que custam, ou então não representarem um upgrade efetivo, e sim apenas e tão somente uma mudança na forma de tocar.

    Tenho vários exemplos disso, mas dois são mais marcantes: (i) recebi, em certa ocasião, um amigo em casa para comparar seu Wireworld Platinum Starlight + Audioquest JitterBug com meu Curious Cable USB. A percepção que tive, ao ouvir a sonoridade introduzida pelo JitterBug, foi a de que ele colaborou para retirar o brilho excessivo do Wireworld, trouxe mais musicalidade, relaxamento, delicadeza e por isso, em série com o sinal, ele colaborou. Mas, ao usá-lo com o Curious Cable, que já é muito mais bem resolvido, ele simplesmente estragou o som, deixando-o borrado, anasalado, sem nenhum tipo de precisão nos graves. A conclusão a que chegamos foi a de que o Curious era claramente melhor, sozinho, do que a outra dupla; (ii) por várias vezes ouvi a dupla de SOtM sMS-200 com a bateria mBPS-d2s. Ouvindo-os, sempre tive boa impressão, inclusive com os DACs da Ayre e da Wyred4Sound. Bastou configurar adequada e minimamente um notebook XPS antigo, com processador Intel Core i7 de segunda geração, para que ele passasse a tocar melhor do que a dupla da SOtM. Isso significou aproximadamente R$3.000,00 no bolso do dono.

    Não dá para focar na simplificação sempre, a ponto de comprar um nano PC que cabe na palma da mão (esses Raspberry são uma bela enganação), mas também não dá para pensar que, ao acrescentar equipamentos excessivos e periféricos, somente benefícios poderão daí advir. Ao contrário, o preço sobe, o número de conexões e tudo vira um emaranhado de fios sem objetivo algum. A primeira fonte linear simplista que construí para o computador foi vendida por R$300,00 para um amigo. Ele foi quem também comprou de mim a placa USB da SOtM, a tx-USBexp, quando fiz upgrade para a JCAT USB Card FEMTO. Sou capaz de apostar que o computador dele, se bem acertado a nível de software, toca mais do que toda essa "bagunça digital".

    PS.: antes que a Moderação ou algum colaborador do fórum se sinta ofendido ou ameaçado pela menção à fonte linear que construí e vendi (já tive postagens excluídas por fazer referência a ela), deixo claro que não tenho interesse comercial algum nisso. Caso seja de interesse comum, posso inaugurar um tópico específico na seção de computador para pormenorizar os seus detalhes construtivos e esboçar alguma ideia para que sirva de referência e orientação a quem pretender se aventurar.
     
    Última edição: 27 Jul 2019
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  3. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos. Depois de muito adiar, finalmente resolvi experimentar o Linux que é o novo "queridinho" ao redor do mundo: o Euphony Stylus. Depois de ter experimentado a massiva maioria dos Linux pagos e gratuitos (Daphile, Archphile, Runeaudio, Volumio, Jaguar Audio Design, AudioLinux, entre outros, inclusive mais básicos, como KODIbuntu), e de ter falhado na tentativa de programar "do zero" um Linux que fosse superior aos Windows na reprodução musical, curvei-me aos testes do Euphony Stylus, que é comentado em âmbito internacional como sendo o melhor existente. Ele custa absurdos €249,00 (acho ridículo por ser um Linux), mas, por tudo o que ouvi, quem o chama de "melhor da atualidade" tem, de fato, razão.

    Depois de muita leitura para verificar o melhor método de ajuste, usei a configuração indicada pela maioria dos usuários como sendo a superior em qualidade sonora. Para isso, (i) carreguei o sistema operacional para a memória RAM, (ii) defini a bufferização das músicas para a memória RAM e (iii) usei o modo Stylus, que, dentre outros disponíveis, aparentemente tem superado o Roon no modo nativo e o Roon combinado com o HQPlayer. A interface do Stylus é extremamente simples, como em qualquer outro Linux, e por isso o pessoal tem optado por usar a combinação Roon (interface) com Stylus (saída de som). Mas, em razão de eu já ter superado o período de testes gratuito do Roon, optei por experimentar o Euphony exclusivamente no modo Stylus.

    Ele é o melhor "sistema operacional pronto e acabado" que já experimentei. É muito superior ao AudioLinux e a qualquer outro, pois não tem aquele "som de lata", excessivamente limpo e polido, que é típico dos Linux, e que os "palcoófilos" e "graveófilos" adoram. O Euphony talvez seja o único Linux que conheci, desde que aprendi a configurar corretamente um Windows e abandonei o Daphile, de que tenha realmente gostado. Ainda perde, por boa margem, para o Windows Server 2019 Datacenter Core Mode (17763.593) com o Audiophile Optimizer v. 3.00, o JPLAY FEMTO e o Minority Clean X instalados. Em comparação direta, o Euphony ainda denota certa secura e pobreza de harmônicos, enquanto o Windows Server 2019 entrega sonoridade muito mais cheia e rica. É um som bem mais bonito e orgânico. Os timbres são corretos, o que não existe com o Linux. Então, apesar de ser menos exibicionista que os demais e de não apelar para a limpidez excessiva para criar uma falsa sensação de detalhamento e definição, continua com a mesma incorreção tímbrica que é comum aos Linux. É impressionante como isso fica explícito.

    Para ouvir “música audiófila” a sonoridade não denota facilmente muitas deficiências sem que haja uma comparação instantânea e direta. Contudo, para ouvir “música comum”, que nem sempre tem um esmero muito grande na gravação ou (re)masterização, o Euphony deixa as coisas um pouco menos confortáveis, mas ainda facilmente audíveis.

    Mas, o que mais me chamou a atenção, e que não havia notado em nenhum outro teste que fiz, nem com os sistemas operacionais gratuitos, nem com os pagos, é que o Euphony limita a dinâmica musical. O sistema perde articulação e não consegue atingir níveis altos de intensidade sonora, como é exigido, por exemplo, nas músicas Stimela do Hugh Masekela e Mama Look a Boo Boo do Harry Belafonte. Ele estabelece um claro limite, como se o amplificador clipasse, o que inexiste com o Windows. Fiquei intrigado, porque nunca, num teste de sistema operacional, essa característica me saltou aos ouvidos. Não posso atestar, pois desconheço as especificidades do projeto e pretendo usar os 30 dias de teste gratuito para esgotar qualquer possibilidade de melhoria do Euphony, mas a sensação que fiquei, depois de horas de audição, foi a de que, no intento de "domar" o som típico de Linux que tanto critico, reduzir o brilho excessivo e o destaque nos primeiros harmônicos, os desenvolvedores acabaram por inserir algum algoritmo ou acerto que, ao mesmo tempo em que deixou a sonoridade de modo geral mais palpável, limitou a articulação, a dinâmica.

    Acredito que o transporte tenha favorecido o desempenho deste Linux, mas é fato que, para quem não tem a oportunidade de traçar um comparativo direto entre um Windows bem ajustado e o Euphony Stylus, ele desempenha muito bem. E mais: para quem não sabe ajustar o Windows com alto grau de aprofundamento e/ou quer algo que seja simples de instalar, configurar (leva menos de 10 minutos), dar o play e esquecer que existe, é o melhor que já tive a oportunidade de conhecer. Toca bem e necessita de pouquíssimos ajustes. Apenas não é barato.

    Abraço e boa semana a todos.
     

    Anexos:

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  4. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Muito bom Felipe sempre com novidades !!!
    Apesar do valor ser salgado se levarmos em conta o preço de uma licença genuína do Windows Server este já ultrapassa.. Mas se tratando de Linux um SO aberto foram bem longe no preço bom a o menos para nos..
     
  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Obrigado, Diego. Fico feliz que tenha trazido informações interessantes e que talvez despertem o interesse das pessoas.

    Há muitos anos se fala em dar especial relevo para a fonte, e sustenta-se que, a nível de equipamento, é melhor que o sistema esteja nivelado pelos extremos, ou seja, pela fonte e pelas caixas. Por tudo o que experimentei ao longo dos anos, no meu e em outros sistemas, concordo com essa assertiva. Contudo, muita gente comete o erro, por descuido ou falta de conhecimento, de pensar que a fonte se resume ao DAC, sendo que, em verdade, ela é composta pelo conjunto transporte digital e DAC, ou transporte analógico e pré de phono. Então, não podemos insistir no pensamento de que basta ter um DAC de bom nível. É preciso, também, que o transporte acompanhe a performance, e o sistema operacional é parte elementar na integração desses equipamentos.

    O Euphony Stylus realmente é caro, mas se considerar que ele possui suporte constante, possibilidade de receber atualizações e é algo literalmente "pronto e acabado", facilmente configurável em 15 minutos, talvez seja possível chegar à conclusão de que custa um preço bastante razoável e justo. Fora isso, acredito que qualquer um que tenha um sistema letárgico ou excessivamente lento, que se beneficie com certa "enxugada", pode vir a preferir um Linux, e neste caso, o Euphony Stylus é excelente opção. Na realidade, seria a minha única.

    De qualquer maneira, para o meu sistema, o acerto que conferi, e para extrair o máximo que consigo do Ayre QB-9, o Windows Server ainda é sensivelmente superior. Abraço!
     
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  6. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    (y)
    Verdade.
    Não faz muito tempo que tinha esse pensamento de que que o DAC seria o ponto chave e de certa forma o transporte não influencia muito , apesar de não ter testado na pratica em pesquisas por diversos fórums a fora o pessoal investe pesado no transporte (computador dedicado) as vezes ate mais caro que o próprio DAC e relatam um grande evolução no sistema.
     
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