HK AVR 135 novo ou Yamaha RVX 1000 usado?

Discussão em 'Receivers, Processadores e Amplificadores' iniciada por Gangster of Love, 2 Ago 2005.

  1. Gangster of Love

    Gangster of Love A Amazônia é nossa!

    Anúncio do HT Forum
    Gostaria de saber a opinião de vocês.

    Saudações,

    GOL
     
  2. Alexurso

    Alexurso Scorpions Acoustica (The Best)


    Desde 12 Nov 2004
    BH-MG-Brasil
    Difícil escolha, pois o 135 é de entrada enquanto o Yamaha é mediano. Mas, me parece que o Yamaha é 5.1 e talvêz não tenha Prologic II. Não escutei o HK 135 mas, o 235 sim. Se ele for um pouquinho inferior com relação ao 235. vá de HK. Esta linha da Yamaha é antiga. Mas, tem gente aqui no forum que tem este Yamaha 1000 até hoje, se não me engano. Espere, e vc terá uma avaliação melhor que a minha. (y)
     
  3. Shauss

    Shauss Usuário

    Prezado:

    Eu trabalho na área de projeto e instalação de sistemas de Home Theater desde 1996, quando o mercado se iniciou. Já instalei dezenas de sistemas no interior e na capital de SP de todas as marcas: Yamaha, HK, Marantz, Denon, Pioneer, etc. Com essa modesta experiencia, permita-me dizer-lhe que:
    1) O Yamaha RX-V1000 é show de bola (tenho um deles funcionando há 5 anos na minha casa e não me desfaço!).
    2) O fato de não ter DPL II é irrelevante nos dias de hoje, em que o DVD (codificado em 5.1 e DTS) é a fonte padrão de sinal A/V do mercado, a não ser que você tenha ainda uma grande coleção de VHS ou LDs. O processamento DPL II foi desenvolvido pela Dolby Laboratories para simular um efeito tipo 5.1 em fontes de áudio analógicas (leia-se fitas VHS Stereo/Hi-Fi e Laserdiscs). O uso de DPL II em sinal de áudio (musical) tipo CD, é trágico, pois a fonte de sinal (no caso o disco original) não foi mixado originalmente em áudio multi-canal e o que se tem é uma falsa percepção de um sinal de áudio envolvente (surround).
    3) Para filmes em VHS / LDs / sinais de TV a cabo, o DPL II até que funciona bem. Dando uma percepção próxima (mas nunca igual) ao de um sinal de áudio 5.1 (genuíno).
    4) Quanto ao HK 135, apesar do grande número de adeptos da linha HK aqui no Fórum, vejo tres problemas: a) potencia/canal (RMS) muito baixa (praticamente a metade do Yamaha RX-V1000); b) um set up mais complicado já que durante a calibração você não acompanha (no Televisor) os parametros que estão sendo reconfigurados (no HK 135 não há a opção do On Screen Menu ou On Screen Guide).
    5) Além disso a manutenção do HK (em geral) é mais problemática. Enquanto existe uma base bem instalada de Yamahas no Brasil, e um distribuidor de peso (DISAC), a HK tem sofrido problemas de distribuição. Até o ano passado era distribuída pela Audiodesk, que perdeu a representação para a TecSul (P.Alegre) e para a Media Gear (Ribeirão Preto). Portanto, se seu HK pifar terás de enviá-lo para Porto Alegre ou Rib. Preto (SP).
    6) E se depois de todos estes argumentos, voce ainda estiver em dúvida, leia o review do RX-V1000 na Clube do Áudio & Vídeo edição Janeiro-Fevereiro 2003, página 136. Neste review (do RX-V1000) o articulista termina sua análise concluindo que: "Nunca percebi pontos fracos no equipamento. Muito pelo contrário acho que excederá as expectativas da grande maioria dos consumidores que anseiam por um receiver de qualidade quanto à performance, recursos e isso por muitos e muitos anos ainda mais com a qualidade de ser um equipamento da marca Yamaha" . Classificação da CAVI: OURO (Recomendado). Ora, se a revista CAVI, lida e relida pelos "golden ears" do Brasil classificou o receiver RX-V1000 como OURO considero a discussão encerrada (em prol do Yamaha!). Quem sou eu para discutir com a turma do high-end!
    7) Portanto, se o preço do RX-V1000 estiver convidativo (um usado bem conservado você pagará na faixa de R$ 1.200,00 - 1.400,00) vá de Yamaha. Os puristas e fãs da linha HK certamente dirão que o áudio do HK é mais aveludado, encorpado, espacial, aural e uma série de outros termos/palavras que pouco ou nenhum significado prático tem. Numa relação custo / benefício, a linha da Yamaha é simplesmente imbatível.

    Espero ter-lhe ajudado um pouquinho na sua tomada de decisão.
     
  4. Minduin

    Minduin das Candanga


    Desde 11 Jul 2005
    Campinas
    Além do que, percebe-se que vários HK estão dando problema técnicos.

    Tudo bem, na grande maioria tais problemas são resolvidos, mas só a dor de cabeça para correr atrás do conserto já deve ser triste. Você compra um receiver para relaxar e tem que correr atrás de assistência ténica?

    Quanto aos Yamaha, embora sejam a grande maioria aqui no fórum, poucos são os que dão problema, mesmo os mais antigos.

    Abraços,
     
  5. Mauro Santos

    Mauro Santos Leaving HK AVR-235


    Desde 1 Mar 2005
    São Paulo - SP - Brasil
    Shauss, sua experiência é essencial. Aliás, é bom sabermos disso ... sou um novato nesse mundo de HT e sempre tenho dúvidas...:D Já anotei seu nome para uma emergência ...:aplauso:
    Shaus, por favor, longe de mim qualquer intenção de contestar seu relato, pelo amor de Deus ... mas ...
    Comprei em março deste ano um HK 135 (após 30 dias troquei por um HK 235 - virus do up-grade...). Não sabia absolutamente nada de suas configurações, mas permita-me apresentar como vejo este modelo.
    O HK 135 tem sim menu na tela do televisor (todos da linha X35 o têm). À época, por não saber nada de configurações, achei este recurso muito prático. Tanto é que configurei sozinho e me senti muito á vontade. É claro que consultando os experts (entre os quais o incluo) daqui do HTForum.
    Da Yamaha só ouvi o HT120 (um HT in a box). Evidentemente, este modelo está bem abaixo dos dois modelos aqui comparados, mas achei este HT 120 da Yamaha muito bom, tanto é que se não tivesse conhecido o HK já tinha escolhido este como compra excelente e estava quase comprado.
    Quanto à potência nominal do HK 135 (40 W por canal em 6.1), não se deixe enganar ... É um receiver de alta corrente e isso faz toda a diferença.:concordo: Ele toca muuuiiito alto vários tipos de caixa. Já ouvi torres com ele (na r. Sta. Ifigência) e ele empurra com folga muita gente grande por aí (caixas exigentes).:aplauso:
    Quanto à assistência técnica: também pesei este inconveniente, mas raciocinei assim: Mercedez, BMW, Porsche, Ferrari, também não possuem concessionárias por todo lado, mas quem precisa delas? Pouquíssimas vezes são utilizadas ... Se a máquina é boa, confiável não há com o que se preocupar.
    Os poucos problemas que temos tido notícias por aqui, corrijam-me se eu estiver enganado, foram com relação ao fornecimento de energia irregular ou coisa do gênero.
    Você que tem experiência, pode me dizer se estou errado. Se você opta por um bom receiver sua preocupação não deve ser só com a aquisição, mas com todos os demais equipamentos que o cercam. Ou seja, um bom receiver precisa ser bem alimentado. Assim, como os donos dos automóveis que mencionei não podem colocar óleo do motor de R$ 2,00 o litro (utiliza-se óleo sintético, caro R$ 150,00 o litro, etc).
    Devemos sim nos preocupar com a entrada de energia (o que estou fazendo atualmente). Um bom terra, um bom condicionador, uma energia estabilizada, etc.. Enfim, costumo dizer que é um Receiver exigentes para pessoas exigentes.:aplauso:
    É interessante, os que têm os modelos são os mais indicados para opinar, mas são justamente eles (eu, inclusive) que vamos tender, naturalmente, para suas máquinas.:rofl:

    Gangester of love, dos HK você tem material bastante nos tópicos, é só dar uma procuradinha e você terá muitas informações.
    Vejamos o que dizem os experts sobre o custo/benefício dos dois modelos que você citou.
    Nossa!!!
    Abraços,

    Mauro
     
  6. Márcio

    Márcio Usuário


    Desde 30 Mai 2002
    Pelotas RS
    Este hk135 além do menu na tela possui um crossower variável com cortes em 40hz, 60hz, 80hz e 100hz, além disso este corte é indepentente para cada canal, ou seja, se a central, as frontais e as surround possuírem capacidades diferentes de reprodução de graves é possível fazer o corte mais indicado para cada uma delas.
    Outra vantagem é que é possível configurar as caixas de forma independente para cada fonte, por exemplo, é possível configurar a entrada cd com subwoofer desligado e a entrada dvd com subwoofer ligado, ligando a saída coaxial do dvd na entrada cd e a óptica na entrada dvd é possível assistir filmes com subwoofer ligado e música com subwoofer desligado, para quem gosta de ouvir desta forma é uma mão na roda não precisar entrar no setup a todo momento para trocar a configuração.
    Se formos comparar as possibilidades de configuração, o receiver que parece ser mais caro é o harman e não o yamaha.
    Por último, a algum tempo ouvi o avr135 ligado nas minhas torres P5 e o receiver não teve problemas em amplificar esta caixas, estes 40w/ch tocam muito e com muita dinâmica.
    Com exceção dos 38w a mais que o yamaha tem, não vejo motivos, esta diferença de potência só aparecería em ambientes muito grandes ou com caixas de sensibilidade muito baixa.
    A propósito, o prologic II ainda é muito útil, as locadoras estão cheias de discos dvd para locação com som DD 2.0 (y)
    Abraços
    Márcio
     
  7. GHS

    GHS Usuário


    Desde 7 Ago 2004
    Brasília - DF
    Eu tenho um AVR 135 (estou muito satisfeito) e ia dar o meu pitaco, mas o Márcio e o Mauro já disseram tudo o que eu ia dizer :D . Só faltou um detalhe que pode ser importante: o OSD do 135 só funciona nas entradas de vídeo composto e s-vídeo (nas v. componente não).

    Abraço,

    GHS
     
    #7    
  8. Alexurso

    Alexurso Scorpions Acoustica (The Best)


    Desde 12 Nov 2004
    BH-MG-Brasil
    Sem desmerecer os Yamahas até porque todos os receivers que tive foram Yamahas. Mas vai me desculpar, eu sou um dos que sempre desconfiava da qualidade sonora dos HKs. Resolvi arriscar, e a espectativa foi muito acima da média. tem relatos aqui de muita gente falando que estão tirando seus (CDs) antigos da geladeira e descobrindo notas, instrumentos q passavam a desapercebido, e no meu caso nunca tinha percebido nos Yamahas. Eu sei porque sempre tive Yamahas, 795a, 640, 740 e por fim o 1400. estava pensando em pegar o 2400 até que um amigo nosso aqui do forum resolveu colocar este quadro comparativo.

    Márcio se me permite:

    Da revista home theater americana peguei algumas medições de potência:
    YAMAHA RX-V2400
    2CH 8OHMS 0.1% THD 102.9W/1% THD 130.5W
    5CH 8OHMS 0.1% THD 43.5W/1% THD 44.1W
    7CH 8OHMS 0.1% THD 32.3W/1% THD 36.9W

    MARANTZ SR4500
    2CH 8OHMS 0.1% THD 100.4W/1% THD 114.6W
    5CH 8OHMS 0.1% THD 74W/1% THD 96.6W

    DENON 2105/885
    2CH 8OHMS 0.1% THD 105.6W/1% THD 120.6W
    5CH 8OHMS 0.1% THD 62.4W/1% THD 67.8W

    NAD T753
    2CH 8OHMS 0.1% THD 110.7W/1% THD 136W
    5CH 8OHMS 0.1% THD 93.7W/1% THD 105W


    HARMAN AVR630
    2CH 8OHMS 0.1% THD 84.6W/1% THD 100.6W
    5CH 8OHMS 0.1% THD 79.7W/1% THD 93.3W

    DENON 3805
    2CH 8OHMS 0.1% THD 132.2W/1% THD 162.3W
    5CH 8OHMS 0.1% THD 114.9W/1% THD 125W.

    Alêm do mais estamos acostumados com determinadas marcas e esquecemos que a concorrência está aí para que a gente decida pelo melhor.

    Infelizmente não me lembro mais o Filme, mas, o Prologic II faz sim muita diferença. Este filme que assisti dava a sensação que eu estava assistindo em Dolby Digital. Na verdade estava em Prologic II.

    Entnao concluíndo, experimente ouvir um HK e verás o que eu estou falando, para depois analizar e ver que eles são bons demais pelo preço que custam.

    OBS: Não estou aqui para detonar nenhum aparelho, pois não preciso vestir nenhuma camisa, mas, a verdade tem quer ser dita, enquanto a Yamaha continuar com estes aparelhos recentes que aí estão e não mudar drasticamente seus projetos não dá. Deram mais importância a tecnologia de deixaram a qualidade sonora de lado.

    Gangster of Love, ouça primeiro antes de tomar qualquer atitude. Vc vai se surpreender ouvindo um HK. Eu fiquei (y)
     
  9. Márcio

    Márcio Usuário


    Desde 30 Mai 2002
    Pelotas RS
    GHS, infelizmente está é uma falha do 135, 235 e 335, não cheguei a fazer o teste nos 435 e 635.
    Não compreendo porque a harman economiza em algo tão idiota, caso a tv não esteja com uma entrada AV sobrando fica até chato utilizar o menu, sempre que for necessário fazer alguma mudança no setup é preciso conectar um cabo de vídeo na entrada frontal da tv.
    Abraços
     
  10. GHS

    GHS Usuário


    Desde 7 Ago 2004
    Brasília - DF
    Márcio,

    Isso é verdade, a limitação do OSD é uma pequena chateação. Não sei se custaria lá muito mais pra sobrepor o OSD no sinal componente, nem que fosse apenas no componente entrelaçado. Mas eu imaginava que isso era um problema apenas do 135, por ser o modelo de entrada da linha AVR.

    Eu só uso componente e tive que ligar um cabo de vídeo composto tabajara só pra poder acessar o OSD :-/ . Ainda assim, é algo que pouco afeta a excelente relação custo-benefício do bichinho, hehehe.

    Abraço,

    GHS
     
  11. Shauss

    Shauss Usuário

    Aos amigos do Forum:

    Eu sabia que a minha resposta provocaria (no bom sentido, é claro!) os fãs de carteirinha da linha HK...Nada contra a linha. Sou possuidor de um CD-recorder (gaveta dupla) da HK do qual estou satisfeitíssimo. Funciona sem problemas há 4 anos, mas sei (pois já pesquisei) que se necessitar de assistencia técnica, já era....Esse tem sido (pelo menos no Brasil) o calcanhar de Aquiles da linha HK. A troca constante de distribuidores dificulta a criação/manutenção de um estoque de peças de reposição, até porquê, os novos distribuidores estão mais interessados em estocar produtos da nova linha. E se você tem em casa um equipamento HK com mais de 3-4 anos, caso necessite de peças poderá ter problemas.

    Quanto ao fato de ter mencionado que o AVR 135 não tinha On Screen Setup, peço humildemente as minhas desculpas pois esqueci de mencionar que isso só ocorria através das entradas RCA e S-Video. Como sempre instalo home theaters com cabos de video componente (devido a qualidade do sinal) apanhei um pouquinho para descobrir este detalhe quando instalei os primeiros recievers da linha da HK com final 5. Mas, recordo-me (se não estou enganado) que a linha AVR 130, não tinha esta facilidade pois a configuração era feita pelo display do receiver.

    Inegávelmente a musicalidade da linha HK é muito boa. Mas nunca tive a oportunidade de colocar dois receiver (Yamaha e HK) lado a lado, com as mesmas caixas e fonte de sinal e simplesmente chaveá-los num teste comparativo. Já fiz isso com o Onkyo e este sim, deu pau no Yamaha! Na minha resposta, procurei apenas enfatizar a relação custo benefício, sem me ater a marcas. E sob este aspecto, pela quantidade de entradas disponíveis (tanto analógicas quanto digitais), pela solidez de construção, pelos vários processamentos disponíveis (tipo DSP) a Yamaha dá um show de bola nessa linha RX-V. Tenho vários receivers Yamaha instalados na casa de clientes desde 1997 e até hoje absolutamente nenhum deles me chamou para uma eventual assistencia técnica. Nem mesmo por mau contato de algum componente neles plugados.

    Concordo plenamente com os amigos que mencionaram o problema da instabilidades da rede elétrica neste país, cheia de ruídos e harmonicos, muito mais prejudicial aos equipamentos importados do que qualquer outra coisa. Não instalo nenhum home theater se o cliente não providenciar tomadas aterradas tripolares (meço tb. o terra no ponto de energia!) e não instalo NENHUM equipamento sem um bom estabilizador de tensão e um condicionador de linha dos mais confiáveis. Atualmente trabalho com a linha da GR Savage específica para áudio e vídeo (excelentes!) que dão conta do recado e que tiveram um excelente review na CAVI.

    Agradeço aos amigos que enriqueceram esta discussão. Afinal, fórum é pra isso mesmo. Obrigado!
     
  12. Alexurso

    Alexurso Scorpions Acoustica (The Best)


    Desde 12 Nov 2004
    BH-MG-Brasil
    Ok Shauss,

    mas, as diferenças são audíveis, e é notável a melhora do HK, visto que na prática isto aconteceu comigo em relação aos Yamahas, inclusive do meu saudoso 795a que eu gostava tanto. No caso de assistência, isto está mudando. Também concordo com vc da qualidade elétrica de algumas cidades, só que no meu caso, em específico onde moro BH, nunca tive problemas com rede elétrica. Pra vc ter uma idéia, o meu HK635 está ligado direto a tomada.

    Nada tenho contra a Yamaha, pois antes do HK todos foram Yamahas, te confeço que realmente os DSPs da Yamaha são fantásticos, mas, de fato vc não usa nem 20% deles. Outro aspécto, no Prologic II que pra mim é muito bom para CDs, pelo menos no HK635 que usa o processador Texas Instruments DA610, ficou melhor que do Yamaha RX-V1400.
    Como dizem aqui no forum, a melhor arma que vc tem é seus ouvidos. (y)
     
  13. Shauss

    Shauss Usuário

    Caro Alex:

    Concordo plenamente! Afinal um bom par de orelhas, limpas com cotonetes e um costume de ouvir musica ao vivo (isso é fundamental) lhe dá o treinamento auditivo necessário para você discernir e selecionar um bom amplificador. Mas infelizmente no mundo do áudio isso não é tudo...A sinergia entre o amplificador/receiver e as caixas, os cabos de caixa, um posicionamento correto das mesmas, energia filtrada, etc. são fatores fundamentais para que se obtenha o que convencionamos chamar de "um bom som".

    Permita-me discordar do amigo quanto a ligação do seu HK direto na tomada elétrica. No Brasil, as empresas usuárias de energia elétrica não tem a obrigação de filtrar a energia ao devolvê-la à rede. Consequentemente, quando uma fábrica (e em BH existem muitas) alimenta seus motores com energia, cada motor adiciona à corrente elétrica harmônicos e espúrios diversos os quais não são filtrados e retornam à rede da concessionária. E é esta a mesma energia (poluida) que viajará pelos cabos da rede até entrar na tomada em que você liga o seu receiver HK e o fará funcionar. Como o seu HK foi projetado para funcionar em países de primeiro mundo (onde a energia é tratada antes de ser encaminhada à rede) os circuitos do seu adorado HK trabalharão não otimizados e consequentemente não renderão o que deveriam. Traduzindo: encolhe o palco sonoro, chapa o som. Experimente estabilizar a corrente que chega na sua tomada e depois, filtre-a com um GR Savage 1500SQS. Melhor ainda: peça à um eletricista de confiança que instale um circuito dedicado na sua sala de audição (puxado direto do quadro e devidamente aterrado!). Você vai ouvir nuances no seu HK que antes você não ouvia...Energia não condicionada nos nossos preciosos brinquedinhos é como gasolina "batizada' com solvente nos nossos carrinhos. Ele anda mas não corre....
     
  14. Alexurso

    Alexurso Scorpions Acoustica (The Best)


    Desde 12 Nov 2004
    BH-MG-Brasil
    :D Adorado HK tem tom de ironia? Não fique nervoso, estou brincando. :feliz:

    Concordo com vc, no que se diz respeito a eventuais surpresas. Não quis dizer que isto nunca acontecerá comigo, eu disse que no meu caso, até hoje não aconteceu. Mas, certo que o brinquedinho é relativamente caro, lógico que vou providenciar um estabilizador competente para tal tarefa. Afinal não quero ter surprezas desagradáveis. (y)

    Shauss, um abraço!

    Alex
     
  15. Shauss

    Shauss Usuário

    Alex:

    Se o prezado me permite a sugestão, aproveite para:

    1) Providenciar um bom terra com 3 hastes de cobre interligadas, em solução salina. Um bom eletricista sabe como fazê-lo. Caso contrário, números antigos da CAVI ensinam exatamente como proceder.
    2) Em seguida, puxe uma fiação diretamente do quadro elétrico da sua casa (com disjuntor dedicado) até o ponto onde você conectará o estabilizador (com tomada tripolar, e depois de efetuado o aterramento).
    3) Conecte o estabilizador (jamais use aqueles modelos baratinhos para computador. Foram todos reprovados num teste recente da revista PC & Cia!!). Sugiro o estabilizador da GR Savage produzido especialmente para home theaters dotado de núcleo toroidal!
    4) No estabilizador conecte o condicionador de energia da Savage (sugiro o 1500 SQS, mas visite o site para outras opções).
    5) Conecte todos os seus equipamentos no condicionador
    6) Enjoy the sound! Vais escutar um "novo" equipamento. Creia-me.

    Lembre-se: o estabilizador apenas estabiliza as flutuações da corrente elétrica (que no Brasil varia demais, dependendo da região, e você está próximo de Betim, uma região fortemente industrializada de alto consumo de energia). O Condicionador de energia (como o nome diz) irá "condicionar" a energia estabilizada (pelo estabilizador), filtrando-a e entregando ao seu HK (e outros) uma energia elétrica estabilizada / limpa de espúrios. Isso é tão importante quanto você adquirir o top de linha da HK, Yamaha, Denon, etc ou qquer outro receiver! Imagine uma gasolina "batizada" num Audi ou BMW. É mais ou menos o que acontece hoje, quando você liga o seu HK diretamente na tomada. Ele toca, mas não "canta" (if you know what I mean...)
     
  16. Alexurso

    Alexurso Scorpions Acoustica (The Best)


    Desde 12 Nov 2004
    BH-MG-Brasil
    No meu HK635 existe uma conexão que exibe o nome (GND).

    Nos Yamahas esta opção era para aterrar o aparelho, visto que o manual apresentava até uma ilustração para tal, e como deveria ser feita.

    Bom, no HK635 vide imagem, também tem esta conexão, mas, nada fala no manual se realmente podemos colocar ali um fio terra ligado a uma aste. Esta aste está enterrada a dois metros terra a baixo e é de cobre.

    Posso ligar este aparelho a um fio terra ligado a esta aste lá fora, sem passar pela rede elétrica?
     
  17. Mauro Santos

    Mauro Santos Leaving HK AVR-235


    Desde 1 Mar 2005
    São Paulo - SP - Brasil
    Shauss e demais amigos, aproveitando o gancho de estabilizador e condicionador, permitam-me uma pergunta::D
    Aqui em casa (SP) a energia oscila sempre entre 128 a 132 V. Tinha meu HK 235 ligado somente a um filtro de linha ForceLine (R$ 20,00) e troquei este último por um estabilizador de computador (SMS). Com o estabilizador a energia fica entre 118 e 121 V, mas tive a impressão de que o som encolheu ... Parece que perdeu o "brilho" ... ou será que deixou o som mais original???
    Shauss, isso tem a ver com o que você disse sobre não usar estabilizador de PC? O que diferencia este (R$ 60,00) do da Savage que custa R$ 1.000,00!!!??
    Como ficarei mais seguro e com melhor qualidade sem gastar R$ 2.000,00 só em proteção::confuso:
    a) estabilizador de PC (R$ 60,00) mais Savage 1500 S (R$ 500,00)
    b) Home Theater Protector (SMS) que condiciona e estabiliza (R$ 450,00);
    c) só estabilizador de PC e abro mão do condicionamento;
    d) estabilizador Savage (R$ 1.000,00) e condicionador Savage 1500 S (R$ 500,00) ou Savage 1500 SQV (R$ 750,00) (aqui fica caro heim!!!!)
    Obrigado,

    Mauro
     
  18. Álvaro Ney

    Álvaro Ney Usuário


    Desde 1 Jun 2005
    Rio de Janeiro
    Creio que em áudio a análise nem é sempre subjetiva, um aparelho pode ser melhor pra uns e pior para outros, isto é uma questão de gosto e não se discute, no entanto, algumas colocações de proprietários de determinadas marcas eu creio serem extremamente exageradas e às vezes alguns membros até se abstém de tecer comentários sobre equipamentos para evitar desgaste e mal estar com os colegas.
    Eu já tive oportunidade de comparar equipamentos a fundo e constatar diferenças significativas, mas deixei de postar para evitar aborrecimentos.

    Entretanto, no intuito de alertar alguns leitores, decidi emitir minha experiência como parâmetro de apreciação:

    Eu tive acidentalmente uma oportunidade ímpar de comparar um HK 635 com um Yamaha 2500, isto porque, comprei os dois e durante aproximadamente um mês tive oportunidade de cotejá-los com a mesma fonte, ambiente e caixas, me possibilitando constatar segundo meu ponto de vista pessoal que o 2500 apresenta um áudio muito mais refinado que o Hk 635. A diferença não é nada sutil. O equilíbrio tonal e a performance superior na região dos médios e agudos é perceptível mesmo para ouvidos menos treinados. Foi o que constatei aqui na minha modesta sala.

    Ora, ante tal constatação, decidi repassar o HK, não sem antes informar ao pretendente que o aparelho na minha opinião não era o que se propagava a seu respeito, pois sem dúvida alguma tinha potência, até de sobra, pelo que declara no seu manual, entretanto, no quesito qualidade, no meu ponto de vista deixava a desejar se comparado com o 2500.

    É relevante salientar que ao comprar o HK, me orientei com a opinião de alguns membros que o consideram um ótimo equipamento, o que não deixa de ser verdade, pois se não tivesse oportunidade de comparar, estaria provavelmente hoje, defendendo as qualidades do HK em detrimento de outras.

    Creio que para qualquer um, mesmo os maiores defensores da marca, reavaliariam suas opiniões se tivessem a oportunidade de fazer um teste comparativo nas mesmas condições que fiz. Esta foi a razão de ter optado pelo RXV 2500.

    Fica o questionamento: Quem é melhor? Harmam Kardon ou Yamaha?

    A resposta é depende. Depende da fonte, do ambiente, das caixas, etc.. em iguais condições é possível se avaliar e chegar a uma conclusão objetiva acerca das características de cada um.

    Já em relação as características que mais agradam, vai entrar a sensibilidade auditiva e gosto individual, que por serem personalíssimos, estão acima de discussão. Cada um tem o seu.

    O que não pode é serem desprezados elementos fáticos de inconteste aferimento impassíveis de reprovação, tais como processamento e recursos, avaliados por especialistas no assunto. É só examinar os testes da secrets, audioholics ...

    E do que se sabe, quando o aparelho não passa no teste de qualidade, eles nem revelam, por esta razão, simplesmente não tem avaliações de vários modelos de algumas marcas.

    Por fim, é aceitável que alguém diga: gosto mais de HK, ou gosto mais de Yamaha, ou outra marca qualquer, mas apregoar superioridade, sem respaldar com fundamentos, mesmo que empíricos, no mínimo, induz quem está indeciso na compra a um erro de difícil correção.

    Foi o que ocorreu comigo ao considerar exclusivamente a opinião apaixonada de alguns proprietários, sem o cuidado de comparar pessoalmente.



    É o que desejo alertar a quem deseja adquirir equipamentos de áudio. Confie sempre na sua avaliação e tenha a opinião de outrem como mero acessório da sua análise pessoal. (y)
     
  19. Renato_CWB

    Renato_CWB Membro & Colaborador


    Desde 15 Jul 2005
    Curitiba - PR
    Caro Biney, ótimo post, como sempre! Tenho uma curiosidade: a tua observação citada acima se referiu a reprodução de ambos os formatos de audio estéreo bem como o processamento nos formatos HT/cinéma? Estou perguntando pois minha impressão resumida (analisando inúmeros posts no forum) era que existia um certo consenso de que a linha HK em geral tinha as suas principais qualidades e vantagens para reprodução de aúdio, enquanto a linha Yamaha em geral foi muito elogiada pela "superioridade" no que diz respeito aos formatos HT.

    Um grande abraço.

    PS: Obrigado por tua intervenção no "outro" thread... ;-)
     
  20. Alexurso

    Alexurso Scorpions Acoustica (The Best)


    Desde 12 Nov 2004
    BH-MG-Brasil
    Não estou querendo induzir ninguêm para que comprem HK. Longe disto. Simplesmente por eu ter a minha vida inteira de HT baseada em Yamahas, disse que (CLARAMENTE SENTI UMA MELHORA CONCIDERÁVEL NO QUE SE DIZ RESPEITO A CDS) nada mais. Ora, se eu percebo detalhes que nunca tinha percebido antes com este HK, como posso falar que ele é inferior aos, eu disse aos Yamahas que sempre tive. Conheço muito bem os Yamahas, e sem dúvida são aparelhos muito bons, só que a gente ficar apaixonado com uma só marca, nos tira o privilégio de esperimentar outras. Certo!

    Pra mim este assunto se encerra aqui.

    Amigos que estão em dúvida, sigam os seus próprios ouvidos.
     
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