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Music News

Discussão em 'Música e Shows' iniciada por Alex D., 17 Dez 2014.

  1. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    • 3
  2. Alex D.

    Alex D. mralfh


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    • 1
  3. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    Atenção pessoal de Bêlô: (y)

    Show da banda Kiss é confirmado em Belo Horizonte, diz produtora
    A turnê mundial celebra os 40 anos da banda norte-americana.
    Apresentação está prevista para abril na Arena Independência.


    Do G1 MG

    FACEBOOK
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    O baixista Gene Simmons ao lado do guitarrista
    Tommy Thayer e do vocalista Paul Stanley, durante
    show do Kiss em 13 de junho de 2013, em Berlim
    (Foto: AP Photo/dpa,Britta Pedersen, File)
    O Kiss vai passar por Belo Horizonte em 2015. A confirmação é da produtora Nó de Rosa que divulgou a informação em seu site. A turnê faz parte das comemorações dos 40 anos da banda norte-americana.

    O show está marcado para às 19h do dia 23 de abril na Arena Independência, no bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte. Segundo a produtora, os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 5 de janeiro.

    Ainda não há informações sobre postos de venda.

    A banda é famosa por músicas que se tornaram verdadeiros hinos do rock n'roll como "Rock And Roll All Nite", "Do You Love Me" e "Detroit Rock City".
     
  4. marcelo.zappa

    marcelo.zappa Well, well, well...

    4.609 5.385 621

    Desde 5 Dez 2009
    Gravatá PE Brasil
    Legal a ideia!(y)
     
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  5. M E N A U

    M E N A U _____________ad augusta _____________per angusta


    Desde 13 Abr 2010
    Aqui-BR
    Não conheço a maioria dos álbuns, mas um perdido ali no meio sei que ficou muito bom, o da SPOON.

    Alguém palpita aí?

    http://www.allmusic.com/blog/post/vote-for-your-favorite-albums-of-2014

    Honestamente, falta é tempo pra tanta música, inclusive as ótimas dicas dos confrades nos vários tópicos aqui do HTF.
    Mas longe de reclamar, é só tempo mesmo...
     
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  6. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    Votou muito bem Menau! (y)

    Eu destacaria os seguintes dessa lista:

    Aphex Twin - Syro - eletrônica de primeira

    Beck - Morning Phase

    FKA Twigs - LP1 - quem ainda não conhece vale a pena

    Future Islands - Singles


    Parquet Courts - Sunbathing Animal

    Sharon Van Etten - Are We There

    St. Vincent - St. Vincent

    Sun Kil Moon - Benji

    The War on Drugs - Lost in the Dream

    Quero conferir ainda esses do Clapton, The Who e Leonard Cohen, que ainda não escutei.
     
    Última edição: 19 Dez 2014
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  7. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    Ah sim, um que não pode faltar é o do Todd Terje:


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  8. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    Mais uma lista:

    Mojo End Of Year Recordings 2014


    Albums

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    1. Beck – Morning Phase
    2. The War On Drugs – Lost In The Dream
    3. Sleaford Mods – Divide And Exit
    4. Jack White – Lazaretto
    5. St Vincent – St Vincent
    6. Steve Gunn – Way Out Weather
    7. Julie Byrne – Rooms With Walls And Windows
    8. Damon Albarn – Everyday Robots
    9. FKA Twigs – LP1
    10. The Bug – Angels & Devils
    11. Sharon Van Etten – Are We There
    12. Caribou – Our Love
    13. Ty Segall – Manipulator
    14. Elbow – The Take Off And Landing Of Everything
    15. Sturgill Simpson – Metamodern Sounds In Country Music
    16. Wild Beasts – Present Tense
    17. Angel Olsen – Burn Your Fire For No Witness
    18. Kate Tempest – Everybody Down
    19. Robert Plant – Lullaby And…The Ceaseless Roar
    20. Manic Street Preachers – Futureology
    21. Aphex Twin – Syro
    22. Future Islands – Singles
    23. Scott Walker & Sunn O)))
    24. Mirel Wagner – When The Cellar Children See The Light
    25. Pharrell Williams – Girl
    26. Sun Kil Moon – Benji
    27. East India Youth – Total Strife Forever
    28. Real Estate – Atlas
    29. Kasai All Stars – Beware The Fetish
    30. Leonard Cohen – Popular Problems
    31. Morrissey – Word Peace Is None Of Your Busness
    32. Temples – Sun Structures
    33. U2 – Songs Of Inconvenience
    34. The Black Keys – Turn Blue
    35. Nick Mulvey – First Mind
    36. Flying Lotus – You’re Dead
    37. Naomie Shelton & The Gospel Queens – Cold World
    38. Ian William Craig – A Turn Of Breath
    39. Mac Demarco – Salad Days
    40. Lana Del Rey – Ultraviolance
    41. Lee Gamble – Koch
    42. Swans – To Be Kind
    43. Wilko Johnson & Roger Daltry – Going Back Home
    44. David Kilgour And The Heavy 8’s – End Times Undone
    45. Neil Young – A Letter Home
    46. J Mascis – Tied To A Star
    47. Young Fathers – Dead
    48. Pixies – Indie Cindy
    49. King Creosote – From Scotland With Love
    50. Dr John – Ske-Dat-De-Dat… The Sprit Of Satch
     
  9. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    Outra:

    Q Magazine - Top 50 LPs of 2014

    1. The War on Drugs - Lost in the Dream
    2. Alt-J - This Is All Yours
    3. Damon Albarn - Everyday Robots
    4. Manic Street Preachers - Futurology
    5. Beck - Morning Phase
    6. St Vincent - St Vincent
    7. Sharon Van Etten - Are We There
    8. FKA twigs - LP1
    9. Future Islands - Singles
    10. Aphex Twin - Syro
    11. Elbow - The Take Off and Landing of Everything
    12. Interpol - El Pintor
    13. Sam Smith - The Loneliest Hour
    14. Hamilton Leithauser - Black Hours
    15. The Horrors - Luminous
    16. Royal Blood - Royal Blood
    17. Mac De Marco - Salad Days
    18. Paolo Nutini - Caustic Love
    19. Lana Del Rey - Ultraviolence
    20. Sleaford Mods - Divide and Exit
    21. East India Youth - Total Strife Forever
    22. Caribou - Our Love
    23. Jack White - Lazaretto
    24. Kate Tempest - Everybody Down
    25. Ed Sheeran - X
    26. Neneh Cherry - Blank Project
    27. Morrissey - World Peace Is None Of Your Business
    28. Kasabian - 48:13
    29. Jamie T - Carry on the Grudge
    30. Gruff Rhys - American Interior
    31. Mogwai - The Rave Tapes
    32. The Bug - Angels & Devils
    33. Sky Ferreira Night Time, My Time
    34. Wild Beasts - Present Tense
    35. Real Estate - Atlas
    36. Temples - Sun Structures
    37. Baxter Dury - It's a Pleasure
    38. Johnny Marr - Playland
    39. Ty Segall - Manipulator
    40. Grumbling Fur - Preternaturals
    41. The Black Keys - Turn Blue
    42. Robert Plant - Lullaby and... The Ceaseless Roar
    43. Leonard Cohen - Popular Problems
    44. U2 - Songs of Innocence
    45. Warpaint - Warpaint
    46. Thom Yorke - Tomorrow's Modern Boxes
    47. Spoon - They Want My Soul
    48. La Roux - Trouble in Paradise
    49. Shabazz Palaces - Lese Majesty
    50. Jungle - Jungle
     
  10. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
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    Em novo CD, Bob Dylan recria canções imortalizadas na voz de Frank Sinatra
    O disco será lançado no começo do ano que vem

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    Frank Sinatra não era compositor. Este detalhe, contudo, não foi empecilho para que ele se tornasse um dos maiores artistas do século 20. Conhecido como “a voz”, o cantor que vendeu 150 milhões de discos pelo mundo é uma das mais importantes referências da música norte-americana. Bob Dylan, por outro lado, é um dos principais artesãos da canção de todos os tempos. Criou uma linguagem própria, equilibrando-se entre o folk e o rock, e influenciou praticamente todos os que vieram depois dele.

    Não seria surpresa se Sinatra, morto em 1998, anunciasse que gravaria um disco apenas com criações de Dylan — autor, entre outras, de clássicos do quilate de Like a rolling stone e Blowin’ in the wind. Mas a notícia veio ao contrário: é o compositor que prepara um álbum inteiramente com canções do repertório do intérprete. Shadows in the night será lançado em fevereiro do ano que vem, e já está disponível em pré-venda.

    “Queria ter feito isso há tempos, mas não tive coragem suficiente”, declarou Dylan recentemente. Produzido por ele mesmo, sob o pseudônimo de Jack Frost, o artista garante que, apesar de várias das canções serem bem conhecidas do público, ele pretende tratá-las à sua maneira, sem cair nos clichês que geralmente ocorrem em regravações.

    Dylan, 73 anos, já deu uma prévia do que vem por aí. Soltou a faixa Full moon and empty arms, de Buddy Kaye and Ted Mossman, cantada por Sinatra em 1945. A maioria das canções, registradas de forma acústica pelo artista e banda, são daquela década (veja lista). Até poucos dias, não se sabia que o disco seria integralmente dedicado à obra de Sinatra. “Era possível ouvir tudo na voz dele: a morte, Deus, o universo, tudo”, disse Dylan.
     
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  11. M E N A U

    M E N A U _____________ad augusta _____________per angusta


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  12. Alex D.

    Alex D. mralfh


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    Ex-guitarrista do The Sisters of Mercy, Chris Sheehan morre aos 49 anos

    O guitarrista e ex-integrante da banda britânica The Sisters of Mercy, Chris Sheehan, morreu no dia 18 de dezembro, aos 49 anos, após lutar contra um raro câncer de pele.

    O músico neozelandês integrou a banda de rock gótico entre 1996 e 1997, substituindo Andreas Bruhn, quando o grupo voltou a excursionar após uma pausa na carreira. Sheehan voltou ao Sisters of Mercy em 2000, permanecendo no posto de guitarrista até 2005.

    A informação foi confirmada no Twitter oficial do Sisters of Mercy. "Estamos tristes em informar que nosso antigo Sister Chris Sheehan morreu na quinta-feira (18), após uma longa batalha contra câncer de pele. Nós sentiremos a falta dele".

    Sua carreira musical inclui passagens por bandas como The Starlings, Babyl-on Zoo e Mutton Birds. Com o diagnóstico de câncer, o músico chegou a divulgar uma campanha de crowdfunding para o que chamou de "um último disco, apesar de câncer incurável".
     
  14. Alex D.

    Alex D. mralfh


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    De instalador de aquecedores a roqueiro, a vida excêntrica de Joe Cocker

    O roqueiro inglês Joe Cocker, que morreu nesta segunda-feira (22) aos 70 anos, alcançou um sucesso gigantesco emprestando a voz grave e a alma a músicas compostas por terceiros.

    O sucesso da versão dele para "With a Little Help From my Friends", dos Beatles, chegou ao topo das paradas no Reino Unido em 1968 e rendeu-lhe um telegrama de parabéns assinado pelo quarteto de Liverpool. Anos mais tarde, Cocker contou que Paul McCartney lhe disse que a gravação era "claramente a versão definitiva da canção".

    Comenta-se que a lenda do R&B Ray Charles teria descrito o roqueiro, junto a Aretha Franklin e Marvin Gaye, como um dos três maiores cantores de blues do mundo.

    Elogios como estes ilustram o respeito que Cocker despertava por seu talento vocal.

    Uma de suas performances mais memoráveis aconteceu no festival de Woodstock, em 1969. Com "A Little Help From My Friends", ele mostrou ao mundo como era capaz de dar novo fôlego a velhas composições - a canção original havia aparecido em 1967, no disco "Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band", numa versão animada cantada por Ringo Starr.
    Mas, depois de Cocker colocar as mãos nela, a música virou um hino. Sua performance, com os cachos encharcados de suor enquanto ia e vinha pelo palco, fizeram dele uma estrela nos Estados Unidos.

    Oscar
    A lista de sucessos inclui "Delta Lady", escrita por Leon Russell, "The Letter", do single Box Tops, "Cry me a River", de Julie London, "You are so Beautiful, de Billy Preston and Dennis Wilson, e "It's a Sin When You Love Somebody", de Jimmy Webb.

    Cocker ganhou um Grammy e se apresentou na cerimônia de entrega do Oscar com "Up Where We Belong", um dueto de 1982 com Jennifer Warnes, da trilha sonora de "An Officer And A Gentleman" (cujo título em português é "A Força do Destino").

    O músico começou a carreira trabalhando como instalador de aquecedores de gás durante o dia e tocando em bandas de rock na cidade inglesa de Sheffield durante a noite. Usando o nome artístico Vance Arnold, ele chegou a abrir shows de bandas como The Rolling Stones e The Hollies na cidade.

    Anos depois, ele disse ter aprendido o estilo com Ray Charles, por quem tinha "absoluta admiração". O primeiro single, uma versão de "I'll Cry Instead", dos Beatles, não o levou a lugar nenhum -- ele perdeu o contrato com uma gravadora e voltou a instalar aquecedores.

    Cocker continuou se apresentando ao vivo, até que conseguiu um novo contrato. Dessa vez escolheu gravar "With A Little Help From My Friends" - com uma pequena ajuda do guitarrista Jimmy Page.

    Após se tornar uma estrela no Reino Unido, foi para os Estados Unidos e ganhou fãs ao aparecer no famoso programa de TV "The Ed Sullivan Show" - mesmo com os produtores aparentemente tentando esconder seus movimentos atrás de um grupo de dançarinas.

    Concertos
    Em 1970, junto a 34 outros músicos, Cocker protagonizou a épica turnê "Mad Dogs and Englishmen", cujos frutos renderam um disco ao vivo e um filme.

    A turnê, entretanto, significou um enorme obstáculo pessoal. Ao longo dos anos 1970, ele ficou conhecido pelos abusos com álcool e drogas e por suas apresentações confusas, que às vezes o levavam a vomitar em pleno palco.

    "As pessoas me diziam que eu tinha feito shows terríveis e eu me recusava a acreditar", disse o astro mais tarde. "Então alguém colocava uma gravação minha e eu dizia: 'você só pode ter alterado esta música para me fazer soar dessa maneira. Eu não canto mal assim'. Depois, então, percebi que aquilo era eu mesmo."

    Em outra entrevista, ele explicou: "Se eu tivesse sido mais forte mentalmente, não teria caído na tentação". "Mas não havia clínicas de reabilitação naquela época. Drogas eram superdisponíveis e eu mergulhei de cabeça."

    O fundo do poço veio quando ele foi deportado das Austrália durante uma turnê, em 1972. Cocker havia sido preso por porte de drogas e por envolvimento em uma briga no hotel em que se hospedava na cidade de Adelaide. Comenta-se que quando a polícia entrou em seu quarto e perguntou se ele tinha maconha, ele educadamente respondeu: "Tem um pouco em algum lugar por aqui".

    As coisas mudaram quando ele conheceu a esposa, a norte-americana Pam, em 1978. "No começo dos anos 1980, eu reencontrei o foco - ou era isso ou eu ia acabar me matando com tantas drogas", disse.

    O retorno às paradas musicais veio graças a seu dueto com Jennifer Warnes, que virou um hit por todo o mundo entre 1982 e 1983.

    Ele continuou gravando e fazendo shows, lançando um total de 40 álbuns. Sua última aparição entre as 40 músicas mais tocadas do Reino Unido aconteceu há 20 anos, com "Let The Healing Begin".

    Fora dos palcos, Cocker vivia num rancho no Colorado, onde ele e Pam tinham uma lanchonete com o nome de um de seus principais sucessos - "Mad Dog Cafe".

    Cocker deixa Pam, o irmão Victor, uma enteada e dois netos.

    http://musica.uol.com.br/noticias/b...-roqueiro-a-vida-excentrica-de-joe-cocker.htm
     
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  15. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    ‘Unforgettable Fire’, clássico do U2, completa 30 anos

    Quarto disco de estúdio do U2, o “The Unforgettable Fire” completou em 2014 três décadas de existência, mas, ao ser ouvido hoje, ainda soa como um álbum moderno. Quem o escutar pela primeira vez e não conferir a data de seu lançamento, o dia 1º de outubro de 1984, diria que ele poderia ter vindo de uma época que remete ao futuro de glórias do próprio U2. Não é exagero dizer que este disco marcou o início de uma nova era para os então quatro jovens irlandeses, que deste álbum partiriam nos anos seguintes para três discos antológicos em sequência: o “Joshua Tree”, de 1987, o ao vivo “Rattle and Hum”, de 1988, e o “Achtung Baby”, de 1991.

    Embora Bono Vox considere “Bad” e “Pride (In The Name of Love)”, duas das melhores músicas – para muitos as duas melhores do “The Unforgettable Fire” -, “esboços incompletos”, pois a banda ainda estava em busca da maturidade que depois alcançaria para se consagrar como uma das maiores de todos os tempos, a própria sinceridade do vocalista traduzia o que o grupo depois tornaria uma marca de sua trajetória: a ousadia e nenhum temor em mudar seu estilo.

    Estilo este que depois ficaria mais pop, como o próprio nome homônimo ao estilo, do álbum de 1997, não deixa mentir. Muito criticado pelos fãs mais tradicionais e adeptos ao rock, pela sua linha mais eletrônica e até dançante em algumas canções, o disco “Pop” foi um outro passo polêmico da banda após o também contestado “Zooropa” (de 1993), que marcaria a icônica turnê “Zoo TV”, o auge da era futurista dos megashows do U2 nos anos 90.

    Mas nada disso teria sido possível sem o primeiro passo mais ousado da carreira da banda com o lançamento do “The Unforgettable Fire”, que, por sinal, foi o primeiro de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr sob a produção de Brian Eno, músico que trabalhou com o grupo Talking Heads, e Daniel Lanois, engenheiro de áudio, que depois acompanhariam a banda ao longo de uma carreira que atingiria o seu auge naquela mesma década de 80 e início da de 90 com o “Achtung Baby”.

    O som de protesto consagrado em “Sunday, Bloody Sunday”, do disco “War”, de 1983, terceiro álbum de estúdio da banda após os ainda “imaturos” “Boy” (de 1980) e “October” (1981), passou a dar lugar a um som que trouxe o U2 a uma nova plataforma, ampliando o seu alcance a um universo mais eclético de fãs.

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    A batida seca da bateria de Larry Mullen Jr e as letras diretas e mais agressivas, até do ponto de vista de sua sonoridade, deram lugar a ritmos conduzidos de forma mais lenta e explorando os instrumentos de maneira mais distribuída, assim como explorando mais os teclados, com menos peso no baixo de Clayton e na guitarra de The Edge, e abusando de sons atmosféricos que garantiram o ar moderno ao álbum, o que já fica claro desde a sua primeira faixa: “A Sort of Homecoming”.

    Para mergulhar de cabeça em um novo ambiente musical e buscar inspiração, o U2 viajou pela Irlanda por alguns dias procurando locais que trouxessem a banda a uma nova “viagem sonora”, assim como iniciou as gravações deste seu quarto disco de estúdio no Slane Castle, em Dublin, onde o quarteto se sentiu à vontade para tocar as canções e chegou a utilizar um salão gótico do local para tentar encenar um clima ainda maior de “experimentalismo” neste início de nova fase para a banda.

    Com toda esta preparação e ousadia, o U2 ao mesmo tempo não deixou de ser questionador ou de abordar temas polêmicos como fez em seus primeiros discos. Isso ficou claro na música “Bad”, que fala do vício em heroína, ou em “Pride (In The Name of Love)” e “MLK”, que foram compostas em tributo a Martin Luther King Jr, ícone da luta contra o racismo e pelos direitos civis nos Estados Unidos.

    Já a faixa-título do álbum, “The Unforgettable Fire”, teve inspiração em uma exposição de arte, realizada no Museu da Paz de Chicago, em homenagem às vítimas dos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945. A letra da música, porém, não faz referência aos ataques nucleares e é bastante abstrata.

    Com dez faixas ao total, “The Unforgettable Fire” chegou a receber fortes críticas por trazer algumas letras com conteúdo considerado vago ou músicas que pareciam inacabadas, mas se tornou marcante o suficiente para projetar um novo horizonte musical ao quarteto de Dublin, que depois provou ter dado um passo certeiro no caminho para se tornar uma das maiores referências da história da música e uma das bandas de maior sucesso comercial em todos os tempos. Foi um inquestionável início de uma nova era para o U2.
     
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  16. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
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    Morre aos 91 anos, na Flórida, o clarinetista de jazz Buddy DeFranco

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    O renomado clarinetista de jazz Buddy DeFranco - que colaborou com Frank Sinatra, Billie Holiday e outros dos maiores cantores e músicos de sua época - morreu aos 91 anos.

    A família de DeFranco disse à AP nesta sexta-feira (26) que o músico morreu na noite de quarta, em um hospital de Panama City, na Flórida.

    A mulher de DeFranco, Joyce, afirmou que a saúde do músico estava em declínio nos últimos anos.

    DeFranco liderou a Orquestra Glenn Miller de 1966 a 1974 e se apresentou ao redor do mundo por 75 anos e gravou com músicos como Sinatra, Holliday, Art Tatum, Ella Fitzgerald, Tony Bennett e Oscar Peterson. No início da carreira, ele chegou a tocar com o septeto de Count Basie, com o pianista Sonny Clark e com o guitarrista Tal Farlow.

    Ele recebeu inúmeros prêmios, entre eles o de Lenda Viva do Jazz, e foi reconhecido 16 vezes com o prêmio Playboy All-Star de melhor clarinetista de jazz do mundo.

    Sua última apresentação ocorreu quando ele tinha 89 anos.


     
  17. Alex D.

    Alex D. mralfh


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    Tanganmandapio
    A fase mais roqueira do Ten Years After

    Marcelo Moreira

    O guitarrista mais veloz do mundo e aquele que tinha o feeling mais apurado no rock. Essa era a fama de Alvin Lee, o líder do Ten Years After, um dos gigantes do blues rock inglês.

    Em tempos de concorrência bravíssima – Eric Clapton, Jeff Beck, Jimmy Page, Jimi Hendrix, Rory Gallagher, Mick Taylor, Peter Green, Steve Howe, Keith Richards, Pete Townshend, Peter Frampton, Robbie Krieger, Pete Townshend, Robert Fripp e muitos outros -, para se destacar na cena britânica era preciso ser excelente e fazer algo de diferente.

    Extremamente técnico e virtuoso, Alvin Lee e seu quarteto optaram por um estilo mais pesado de blues, antecipando o que se tornaria conhecido como blues rock. Foi a maneira que encontrou para se diferenciar do blues tradicional de John Mayall, do purismo exagerado do Fleetwood Mac e do experimentalismo blueseiro do Canned Heat.

    A fase mais roqueira do Ten Years After ganhou há um tempo atrás uma versão remixada e remasterizada em uma caixa com três CDs. “Think About The Times: The Chrysalis Years 1969 To 1972″ traz os quatro álbuns lançados nesta época mais algumas faixas extras como bônus.

    Os álbuns em questão “Ssssh…'', o quarto da banda, de 1969, “Cricklewood Green'', o quinto, de 1970, “A Space in Time'', o sétimo, de 1971, e o oitavo, “Rock'n Roll Music to the World'', de 1972. É a fase onde a banda estava sob contrato com a gravadora Chrysalis, que já tinha abrigado o Jethro Tull.

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    “Sssh…'' coincide com a apresentação bombástica da banda no festival de Woodstock e tornou a banda conhecida nos Estados Unidos. “Cricklewood Green'' traz o hite “Love Like a Man'', que colocou o Ten Years After nos lugares mais altos das paradas inglesa e norte-americana, apostando mais no rock'n roll básico.

    “A Space in Time'' aprofunda a mistura de blues e rock e traz outro grande hit, “I'd Love To Change the World''. Finalmente, “Rock'n Roll Music to the World'' mostra um rock mais pesado e acelerado, trazendo elementos mais experimentais – fato que provocou desgastes grandes entre os integrantes e que precipitou o o primeiro fim da banda em 1973.

    Classifico o Ten Years After como mais uma das grandes bandas injustiçadas, ao lado de artistas como Robin Trower e Rory Gallagher. Apesar da qualidade altíssima de seu trabalho, sofreu com a enorme concorrência dos grandes nomes da época e com o surgimento de grupos iniciantes, como o Queen.

    A caixa é um tesouro que foi resgatado pela Chrysalis e reacende o interesse pelo blues rock inglês do final dos anos 60. Resta agora esperar que o serviço fique completo com o lançamento dos três primeiros álbuns, da fase mais blueseira – “Ten Years After'', de 1967, “Undead'', de 1968, e “Stonedhenge'', de 1969, editados na época pela Polygram.

    Think About The Times: The Chrysalis Years 1969 To 1972

    DISCO 1 – 01. Bad Scene 02. Two Time Mama 03. Stoned Woman 04. Good Morning Little Schoolgirl 05. If You Should Love Me 06. I Don't Know That You Don't Know My Name 07. The Stomp 08. I Woke Up This Morning 09. If You Should Love Me [B-side of Love Like A Man] 10. Sugar The Road 11. Working On The Road 12. 50,000 Miles Beneath My Brain 13. Year 3,000 Blues 14. Me And My Baby 15. Love Like A Man 16. Circles 17. As The Sun Still Burns Away

    DISCO 2 – 01. Love Like A Man [Single A-side] 02. I'm Coming On 03. My Baby Left Me 04. Think About The Times 05. I Say Yeah 06. The Band With No Name 07. Gonna Run 08. She Lies In The Morning 09. Sweet Little Sixteen 10. One Of These Days 11. Here They Come 12. I'd Love To Change The World 13. Over The Hill 14. Baby Won't You Let Me Rock 'N' Roll You 15. Once There Was A Time 16. Let The Sky Fall 17. Hard Monkeys 18. I've Been There Too 19. Uncle Jam

    DISCO 3 – 01. I'd Love To Change The World [Single Edit] 02. You Give Me Loving 03. Convention Prevention 04. Turned Off T.V. Blues 05. Standing At The Station 06. You Can't Win Them All 07. Religion 08. Choo Choo Mama 09. Tomorrow I'll Be Out Of Town 10. Rock & Roll Music To The World 11. Choo Choo Mama 12. Love Like A Man – Live [B-side]
     
    • 2
  18. marcelo.zappa

    marcelo.zappa Well, well, well...

    4.609 5.385 621

    Desde 5 Dez 2009
    Gravatá PE Brasil
    Sou suspeito pra falar do TYA.
    Pra mim uma das bandas de R&R que mais curto na vida.
    Este ano foi cruel, pois perdemos o Alvin Lee:choro:.
     
  19. Rodriguezz

    Rodriguezz Turn On, Tune Up, Rock Out!


    Desde 20 Jan 2006
    Rio
    +1 aqui!!!

    Uma das performances mais memoráveis no maior concerto de rock de todos os tempos... simples assim!

    “This is a little thing called 'I'm Going Home' by helicopter."

    (y)
     
    • 1
  20. Alex D.

    Alex D. mralfh


    Desde 16 Mar 2009
    Tanganmandapio
    Morre Alberta Adams, a última estrela do blues pós-Segunda Guerra Mundial
    • [​IMG]
      A cantora Alberta Adams em foto de 2006
    A cantora americana Alberta Adams, conhecida como a "Rainha do Blues" de Detroit, morreu aos 97 anos no dia de Natal, informou seu selo fonográfico nesta sexta-feira (26).

    "Em grande escala, ela era verdadeiramente a última grande cantora de blues do pós-Segunda Guerra Mundial", disse RJ Spangler, que a ajudou a relançar sua carreira na década de 1990, através do selo Eastlawn, especializado em jazz e blues.

    Nascida em Indianápolis (leste dos Estados Unidos) e criada em um lar conflituoso de Detroit (nordeste), Adams começou a carreira como bailarina de sapateado nos clubes da Motor City, antes de substituir a então convalescente cantora Kitty Stevenson.

    Rapidamente, Adams começou a agendar apresentações com os grandes nomes do blues, como T-Bone Walker, Louis Jordan, John Lee Hooker e Cleanhead Vinson, assim como o pioneiro do jazz, Duke Ellington.

    A artista fez turnês nacionais e internacionais, e assinou um contrato com o lendário selo de blues de Chicago Chess Records, pouco antes de o som da Motown definir Detroit.

    Ao final da carreira, ela restringiu suas apresentações a clubes próximos de Detroit, mas sua voz se manteve poderosa.

    Em 1994, assinou com o selo de Spangler e lançou o álbum "Born with the Blues", em 1999, com o guitarrista de blues Johnnie Bassett.

    "Adorei trabalhar com ela, era uma alegria estar perto dela, nunca estava de mal humor ou irritada", disse Spangler à AFP.

    Adams parou de cantar vários anos atrás, quando perdeu a audição e sua saúde decaiu.

    Uma de suas primeiras canções, que voltou a gravar aos 90 anos, foi uma versão de Leroy Carr, que começa com a frase: "Só se lembre de mim, meu bem, quando estiver a seis palmos do chão frio" (Just remember me baby, when I'm in six feet of cold, cold ground).
     
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