Novela Digital

Discussão em 'Hardware e Área Técnica' iniciada por Jonas Negreiros, 4 Nov 2008.

  1. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    NOVELA DIGITAL - Prólogo

    Qual o significado da palavra "analógico"?

    Qual o significado da palavra "digital"?

    Em tecnologia, é a forma de como uma grandeza física varia em função de outra.
    Quando a variação de uma grandeza acontece de forma "suave" ou "contínua", dizemos que ela é "analógica".

    Quando essa variação acontece de forma "abrupta" ou "discreta", dizemos que ela é "digital".

    Um exemplo bem simples para entender esses conceitos é imaginar a forma de como vencer obstáculos em terrenos acidentados.

    Digamos que existam dois terrenos planos com uma diferença de altura de 10 metros entre eles.

    Uma forma de permitir a passagem de um pedestre de um terreno para o outro é construir uma rampa. A outra é através de uma escada.

    Ao deslocar-se de um terreno mais baixo para o mais alto através de uma rampa, o pedestre faz uma caminhada suave, desde que a rampa seja longa.

    Ao deslocar-se através de uma escada, o pedestre ganha altura através de pequenos lances.

    No primeiro caso, não é possível determinar com precisão a altura em que o pedestre está a cada momento do deslocamento. A forma de expressar de tal situação é meio vaga, ou "analógica".

    No segundo caso, sabendo-se qual é o desnível do terreno e o número exato de degraus, é possível dizer com boa precisão a altura em que o pedestre se encontra. É possível expressar tal situação de forma númerica, ou "digital".
     
    kdx125 agradeceu.


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  2. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Primeiro Capítulo

    O que diferencia a TV digital da TV analógica?

    O funcionamento da TV analógica depende da óptica, eletricidade e lógica fixa. O funcionamento da TV digital depende da óptica, eletricidade, lógica flexível, matemática e estatística. A TV analógica, nos primórdios (anos 40-60), somente transmitia imagens. Com o tempo, passou a transmitir outras mensagens.

    A "gestação" da TV digital vem acontecendo no "ventre" da TV analógica.
    A primeira aplicação de TV digital aconteceu na década de 1970, quando as emissoras passaram a transmitir a hora certa para sincronizar a rede de repetidoras.

    Uma importante aplicação das técnicas digitais é a aplicação da "legenda oculta" (close caption), introduzida na década de 1980, pois permitiu aos deficientes auditivos acompanharem os noticiários através de um texto auxiliar.

    Na ponta do telespectador, as técnicas digitais vem sendo aplicadas no receptor de TV, tais como: controle remoto infra-vermelho,
    decodificador de legenda oculta, memória de canais prediletos, anotador de recados, etc.

    Uma aplicação muito interessante, bem explorada no Reino Unido pela BBC, é o teletexto. Conhecido como CEEFAX, este sistema envia, através da TV analógica, páginas e páginas de textos sobre os mais diversos assuntos, tais como: metereologia, utilidade pública, notícias, e alguns joguinhos.

    A principal função, a transmissão de imagens em tempo real, continuou sendo realizada apenas pelas técnicas analógicas até a
    década de 1990.
     
    kdx125 agradeceu.
  3. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capítulo Dois

    Antes de se pensar em televisão digital, era preciso encontrar meios para converter as imagens em dados digitais, isto é, códigos numéricos.

    Somente após vencer esse desafio, seria possível pensar na transmissão das imagens digitalizadas.

    O primeira beneficiária do desenvolvimento das técnicas de digitalização de imagens foi a indústria gráfica (as revistas e os jornais).

    As técnicas estavam no ínicio. Somente através de programas e computadores poderosos (e caros) era possível fazer alguma coisa.

    As reproduções de imagens eram ruins, se comparadas ao método tradicional foto-químico-mecânico.

    Os contornos das figuras eram serrilhados em zigue-zague e a quantidade de cores limitadas. No entanto, era possível escolher uma infinidade de estilos de letra, tamanhos e formas de composição.

    Uma Curiosidade

    A imagem que se forma nas máquinas fotográficas "digitais" são analógicas.

    A câmara fotográfica digital opera pelo efeito foto-elétrico e reage linearmente à luz, isto é, desenvolve tensões elétricas proporcionais à intensidade luminosa.

    Só após a captura a "imagem elétrica" é digitalizada, isto é, transformada em códigos numéricos.

    A imagem que se forma no filme de uma "câmara analógica" é digital, pois ela é formada pela "densidade de grânulos de prata e é proporcional à luz incidente. Esses grãos sensibilizados formam unidades discretas, se vistos num microscópio, podem ser contados (quantizados) com facilidade.

    Logo, a técnica de registro de imagens foto-química é totalmente digital!
     
    kdx125 agradeceu.
  4. Spidey

    Spidey Usuário


    Desde 25 Ago 2006
    Barueri - SP
    Caraca, o cara tá confundindo valores discretos com valores digitais.

    "Valores" digitais são aqueles expressos em uma sequência de zeros e uns. Ponto.
    "Valores" analógicos são grandes reais, que não podem ser expressas com zeros e uns finitos, pois tem precisão infinita.

    Essa é a grande diferença. Enquanto um ponto verde na tv analógica tem o verde exato da imagem, um ponto verde digital tem o verde mais próximo do verde real, mas "nunca" o verde real exato.

    A diferença é que essas grandezas reais são transmitidas pelo ar, e são ALTAMENTE suscetíveis a interferências. Do mesmo jeito que a grandeza analógica tem precisão infinita (teoricamente), ela "aceita" uma interferência elétrica/eletro-magnética diretamente no seu sinal. Exemplo disso é o monitor CRT e um ímã. O ímã afeta DIRETAMENTE a imagem no tubo CRT, ele afeta exatamente o sinal a ser transmitido pro canhão de elétrons.

    Já no sinal digital, essa interferência é amplamente minimizada. Como os sinais são discretos, 0 ou 1, existe uma grande margem de erro aceitável. Na verdade, aceita-se aproximadamente qualquer sinal entre 0.Vcc e 0,3.Vcc Volts como 0, e sinais entre 0,7.Vcc até 1.Vcc Volt como 1, sendo Vcc a tensão do circuito (geralmente 5V).
     
    #4    
    kdx125 e Jonas Negreiros agradeceram.
  5. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capitulo Três

    A potência dos computadores gráficos aumentava. A cada geração, conquistavam-se mais velocidade de processamento e mais espaço para a memória.

    Na década de 1980 havia chegada a hora da digitalização de filmes de cinema. Nas filmagens, os resultados de uma tomada de imagens podiam ser observados na hora. E melhor: era possível produzir efeitos especiais como nunca antes.

    Os fãs de Michael Jackson devem relembrar-se do video-clip "Thriller", no qual ocorre a transfiguração do astro da "música pop" em lobisomem.

    E a televisão? Bem, a digitalização de imagens trouxe um sério problema para a transmissão de televisão: a conversão de imagens em dados provocava uma tremenda inflação de informações.

    Como o problema da inflação de dados seria resolvida?

    Aguardem o próximo capítulo...
     
    kdx125 agradeceu.
  6. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Agradeço os comentários de "Spidey", mas os valores analógicos são finitos na prática.
    O limite é conhecido como "relação sinal/ruído". Quanto maior o ruído, menor os níveis analógicos discerníveis...

    Valores discretos e digitais são a mesma coisa.

    O primeiro computador digital ENIAC (1950) era decádico, isto é, operava com dez níveis de tensão diferentes, ou discretos. Era decimal. Nem por isso, deixou de ser digital!

    Um cientista polonês criou a lógica ternária e um sistema digital que opera com três niveis digitais:
    -5, zero e + 5 volts. Infelizmente não pegou.

    A lógica em apenas dois níveis, zero e um, caiu no gosto dos projetistas de micro-sistemas.

    Os computadores analógicos são mais antigos, funcionam com amplificadores operacionais, capazes de somar, subtrair, dividir, multiplicar, integrar e diferenciar. São velozes, mas a precisão desses dispositivos é limitada pelo ruído elétrico e linearidade. Foram usados muito tempo como "pilotos automáticos" e até na previsão do tempo.

    Os computadores digitais binários apenas somam. Todas as outras operações matemáticas realizadas pelos computadores digitais são artifícios obtidos com algorítmos e pelos recursos lógicos "ou", "e" e "não".

    A observação sobre a "inversão" de conceitos de câmaras digitais e analógicas é de um cara chamado Mark Schubin, respeitado consultor de televisão nos EUA.
     
    Spidey e kdx125 agradeceram.
  7. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capítulo Quatro

    Como embarcar um elefante num fusca?

    Como acomodar as informações das imagens digitalizadas num canal de TV analógico?

    Os cientistas tinham de resolver o segundo problema, embora houvesse alguma semelhança como primeiro.

    As ondas de rádio, nas quais seriam transportadas as imagens digitalizadas são, por natureza, analógicas.

    Era preciso aumentar a capacidade de transmissão numérica das transmissões analógicas. Nesse ponto ocorre a primeira grande cisão entre as pesquisas americanas e européias.

    Os americanos optaram pela modulação das ondas de rádio em amplitude (AM).

    Nessa técnica, uma onda pode assumir oito níveis de amplitude discretos, logo, pode transportar a cada momento um valor numérico dentro de uma escadinha de oito degraus (zero-um-dois-tres-quatro-cinco-seis-sete).

    Os europeus optaram pela modulação das ondas de rádio em frequência (FM).

    Nessa técnica, uma onda de rádio pode transportar, a cada momento, um valor numérico compreendido entre zero e 63, coordenado numa "tabela de lugares geométricos" de oito linhas por oito colunas.


    O sistema americano de modulação veio a ser conhecido como 8-VSB (Eight [symbol] Vestigial Side Band - uma modalidade de transmissão AM com uma faixa lateral comprimida, herdada do velho sistema analógico NTSC)

    O sistema europeu (no qual derivou o sitema japonês e brasileiro) veio a ser conhecido como COFDM (Coordenated Ortogonal Frequency Division Multiplex - Multiplexação por Divisão de Frequência em Coordenadas Ortogonais).

    Ambos "nasceram" com vantagens e desvantagens "complementares".

    O sistema americano é, por natureza, menos sensível às interferências de descargas elétricas (faíscas de raios, velas de ignição de veículos e motorzinhos de liquidificador). No domínio da televisão analógica, essa interferência pode ser percebida pelo aparecimento de "traços e pipoquinhas" na imagem.

    O sistema europeu é, por natureza, menos sensível aos efeitos de ondas rebatidas (pelo relevo ou edificações). No domínio da televisão analógica, a ocorrência dessas reflexões provocam o aparecimento de "fantasmas" ao lado direito das imagens recebidas.

    O que um tinha de bom, o outro tinha de ruim...

    Afortunadamente desde o início dos testes de transmissão, ambos os sistemas vêm melhorando o desempenho, através de ajustes na estrutura lógica-estatística-matemática.

    Bem, a ampliação da capacidade de transporte de dados pelas ondas de rádio foi suficiente para embarcar o elefante no fusca?

    Ainda não. Mas meio caminho estava andado.

    A capacidade de transporte de um canal de televisão ainda não era suficiente para transmitir esse excesso de informação.

    Mas sobrava um prêmio de consolação: a produção de TV nos estúdios podia ser digitalizada.

    Durante a década de 1980 começou a digitalização dos estúdios de televisão. Das prosaicas superposições de duas imagens e os efeitos em "chroma-key" da era analógica (recortes de imagens sobre fundo azul), era então possível produzir efeitos especiais fantásticos, vistos principalmente nas reportagens de carnaval. Já era possível "dar um nó" nas imagens.

    O problema da inflação de informações na TV digital seria resolvido somente na década de 1990.

    Aguardem o próximo capítulo...
     
  8. valdirneto

    valdirneto Usuário


    Desde 23 Abr 2006
    Rio de Janeiro
    A explicação do colega foi muito boa. O exemplo da rampa e da escada foi ótimo.

    E digital não é necessariamente binário, como o outro colega pensou.

    E o que tem a ver um computador digital e as impressões digitais? Digital vem de "dedos". A "impressão digital" é bem óbvia, mas o outro significado vem do fato de que é "digital" pq pode-se contar nos dedos, ou seja, são números inteiros. Acho que fica meio difícil fazer uma conta do tipo 6,7574 + 5,4398 nos dedos. :D

    Outra origem de palavras que eu acho interessante tb é "cálculo", afinal, o que tem a ver o cálculo matemático e o cálculo dos rins? Simples, "cálculos" são pedras, que eram usadas pra fazer contas...

    Voltando ao analógico e digital, acho engraçado que as pessoas falem dos dois como se fossem antônimos. "Se não é digital é analógico". Chamar uma máquina fotográfica de filme de "analógica" soa bem estranho. :)
     
    Jonas Negreiros agradeceu.
  9. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Grato, Valdir.
    Spidey, sem ressentimentos.
    O fórum HT é um lugar muito especial, no qual encontramos pessoas com objetivos afins.
    O caminho para o conhecimento é estimulante pois é cheio de surpresas.

    (y)


    Jonas
     
    kdx125 agradeceu.
  10. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capítulo 5
    Como embarcar um elefante num fusca? II

    O elefante, ou melhor, o problema da inflação de dados, foi parcialmente resolvido com a expansão da capacidade de transmissão de símbolos numéricos das ondas de rádio.

    Infelizmente, isso provocou a ruptura entre as pesquisas americanas e européias, que resolveram o problema por caminhos diferentes. A esperança de se obter um único padrão de televisão digital mundial foi perdida.

    Deixemos esse problema para mais adiante e vamos acompanhar o que foi feito para resolver o problema da inflação de dados.

    Vamos recorrer ao que acontece com o cinema para entender a solução do problema.

    Para se capturar o movimento de uma cena (por exemplo, um cavalo correndo), uma máquina fotográfica precisa fazer uma foto a cada 1/24 segundo, ou seja, a cada segundo são feitos 24 disparos. Obviamente, cada chapa congela posição em que o cavalo se encontrava no momento do disparo. No entanto, ao reproduzir as fotos na mesma velocidade que foram capturadas, a ilusão de movimento é restituída.

    Ao se observar a olho nu as fotos da sequência filmada, percebe-se que há muito pouca diferença entre um quadro e outro, como também são pequenas as diferenças de tons no corpo do cavalo ou do céu, etc.

    O principal trunfo da TV digital, devido a disponibilidade de circuitos de memória é a eliminação da transmissão daquilo que não se altera (redundâncias).

    O que acontece é que após a captura de uma certa imagem, o trabalho da TV digital resume-se na "manutenção" da cena memorizada, isto é, transmitir apenas que muda de uma cena para outra.

    Este truque permitiu uma drástica redução de dados a serem transmitidos. Todos ficaram surpresos ao perceberem que um canal analógico de TV poderia transportar quatro programas digitais ao mesmo tempo, em qualidade de imagem convencional, ou então, um único programa cuja qualidade de imagem rivaliza-se à do cinema, permitindo a exibição de cenas de TV em telas gigantes sem o aparecimento de falhas.

    Para saber mais:

    Uma metáfora para explicar a compressão do sinal de TV digital
    http://www.searadaciencia.ufc.br/tintim/tecnologia/tvdigital/tvdigital02.htm
     
    kdx125 agradeceu.
  11. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capítulo 6

    O Elefante no Fusca III

    Com todos os artíficios apresentados nos capítulos anteriores, finalmente já era possível embarcar o elefante no fusca. Mas ainda era preciso saber para que lado ia o fusca.

    Foi criada a técnica de previsão do movimento da imagem. E o problema se acabou. (Não sei se o drible de um jogador de futebol pode enganar essa técnica de previsão de movimento...)

    Como pôde ser notado, as técnicas que permitiram a digitalização de imagens, usam e abusam dos recursos da matemática e estatística. Essas técnicas são conhecidas como técnicas de compressão de dados: MPEG II, MPEG IV, JPEG, etc.

    Quando quatro programas diferentes são embutidos em um único canal, o aproveitamento das técnicas de compressão é levado ao máximo.

    Outra questão em jogo são os anúncios comerciais. Eles precisam ser "escalonados" pelas emissoras, a fim de evitar "congestionamento de dados, pois nesses tipos de mensagens há uma troca muito rápida de cenas e "surtos" na produção de dados.

    Todos esses benefícios sacrificaram um recurso da TV analógica: o "zapping".
    A mudança rápida de canais só é possível quando toda a imagem é renovada a cada 1/30 de segundo. Como na TV digital, a imagem precisa ser "formada" para depois ser "mudada", o "zapping" inviabilizou-se.
     
    kdx125 agradeceu.
  12. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capítulo 7

    O sistema digital de televisão via satélite consolidava-se pelo mundo afora. Esse sistema, adotado pela maioria de países do mundo era o Europeu DVB-S (Sucessor do MAC - Analógico). Foi introduzido no Brasil em 1996, através da Globo e Abril.

    A TV digital via cabo tem dois grandes concorrentes, em versões dos padrões americano e europeu.

    Esses sistemas permitem multiprogramação, interatividade (por terem canais de retorno em tempo real) e alta definição.

    A principal vantagem da TV a cabo é o assinante quem decide por qual tipo de serviço vai pagar.

    A transição de sistemas também é decidida pelo assinante, que conta inclusive com a opção dos velhos sistemas analógicos, pois todos eles convivem pacificamente na transmissão via cabo.

    A TV digital via cabo começava a engatinhar no Brasil.

    Quanto à televisão terrestre, nem tudo são flores...


    Novela Digital - Capítulo 8

    Após 8 anos de lançamento do sistema ATSC (versão terrestre) nos EUA, a TV digital estava presente em 1 milhão dos 20 milhões de lares cobertos por esse serviço.

    Os radiodifusores americanos não estão satisfeitos com os resultados obtidos, pois o desejo deles é que a TV aberta amplie a sua fatia de participação no mercado e que o serviço volte a ser um sério concorrente da TV a cabo e satélite.

    Agora, já no fim da transição, marcada para o ano que vem, alguns preveem uma conclusão "catastrófica". A transição vai acontecer "na marra".

    Os gigantes da informática compraram os canais analógicos para uso em banda larga. Os radiodifusores reclamam sobre os riscos de interferências, muita gente vai migrar para cabo ou satélite. Nove milhões pessoas ainda dependem do serviço de TV analógica terrestre.

    Há uma grande ameaça da TV aberta desaparecer nos EUA.
     
    kdx125 agradeceu.
  13. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Novela Digital - Capítulo 9

    Os maus resultados obtidos nas primeiras experiências da Televisão Digital Terrestre, devido à baixa penetração nos EUA e algumas falências na Inglaterra e Espanha, deram origem a mais duas "tentativas" híbridas.
    Uma delas é o sistema Indiano "Telisar", que permite a transmissão silmultânea de dois programas de televisão em um único canal analógico NTSC.

    O outro sistema é o norte-americano "dNTSC", criado pela Dotcast, que permite o serviço de televisão sob encomenda dentro de um canal analógico NTSC.

    Ambos modelos foram apresentados na feira da NAB- Associação de Radiodifusores Americanos em 2002.

    O sistema indiano não foi reconhecido pela União Internacional de Telecomunicações.

    O sistema americano recebeu a autorização de funcionamento nos EUA pela FCC - Comissão Federal de Telecomunicações.

    A Disney testou o sistema dNTSC durante dois anos em três cidades dos EUA. A Disney oferecia cem títulos de filmes de cinema por semana, graváveis em um equipamento especial, nas casas dos assinantes.
    Embora os sistemas híbridos, americano e indiano, fossem limitados em relação à cobertura e capacidade de transporte dos sistemas "totalmente digitais", tinham a vantagem de evitar a duplicação dos sistemas de trasmissão (Estúdios, Canais, Transmissores, Repetidores).

    Essas operações em duplicidade, conhecidas como "simulcast", são muito caras e forçam as emissoras apressarem o "apagão" da televisão analógica.

    Isso pode levar aos telespectadores a necessidade inadiável de compra de conversores para que seus aparelhos analógicos continuem funcionando.

    Particularmente, torci muito pelo sucesso do modelo dNTSC que atualmente sobrevive apenas na TV a cabo.

    Nenhum modelo de TV totalmente digital atingiu o limite da técnica, vão passar por muitas revisões.

    O modelo hibrido é um excelente laboratório de desenvolvimento e não devia ser desprezado.


    Novela Digital - Último Capítulo?

    Enquanto o Brasil pesquisa o modelo ideal de TV digital terretre, a fim de contemplar o telespectador com alguma forma de interatividade, os concorrentes mundiais de TV terreste, a cabo e satélite se digladiam.

    Para complicar o quadro, surge agora mais uma personagem nessa interminável novela.

    As velhas operadoras de telefone, que apanharam tanto para acompanhar o desenvolvimento das técnicas de comunicação digital, estão estreando um serviço de IP-TV nos EUA, Itália e Suíça nas suas (ociosas) linhas de comunicação em banda larga.

    Curiosamente, esse novo serviço está sendo implementado ém áreas em que participação da TV a cabo convencional é muito baixa...
    A IP-TV é a TV em protocolo internet, padrão mundial único (até que enfim!), permite ao assinante a assistir vários canais de TV em tempo real além de gravar programas e filmes "a la carte".

    A interatividade é total e o assinante paga apenas pelo que usa.
    Cogita-se adotar esse padrão em transmissões terrestres, o que permitiria alocar 20 canais de TV em um único canal convencional. No entanto, a técnologia para esse serviço ainda não está madura.

    O grande desafio é reduzir alto custo dos receptores, pois tornam-se complicados como os computadores.

    Um padrão de IP-TV universal, produzido em escala mundial, venceria esse desafio?
     
    kdx125 agradeceu.
  14. arimar

    arimar Usuário


    Desde 16 Jun 2008
    No Mundo
    1 - A Tecnologia está sim madura. Inclusive para TV "on demand"...

    2 - O que não esta maduro... E no Brasil NUNCA FICARÁ é a necessidade de re-alocar a Banda de Televisão, com cada emissora perdendo parte da largura de Banda que acham que SÃO DONAS....

    3 - O Espectro magnético é um bem finito de uso coletivo. Para implementar IPTV on The air, MUITOS GRUPOS teriam de ceder parte ou até todo o espectro magnético que detem (mmds por exemplo...)

    4 - Se Lá fora é difícil.. quase impossível que aconteça.. Quem dirá no Brasil?

    Assim IPTV só para inglês.. Francês e americano ver....
     
    Jonas Negreiros agradeceu.
  15. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Oi, Arimar!

    Grato pelos seus comentários. Concordo com sua indignação com o descaso à IP-TV.

    O Brasil continua na contra-mão no movimento pela convergência dos meios de comunicação. Deve ter suas razões...

    Mas o poder da economia é irresistível. A IP-TV ainda vai ter seu espaço.

    Minha preocupação maior é com os "orfãos da TV analógica". Se o processo de transição não for bem conduzido, muita gente poderá ficar sem comunicação alguma.

    Veja um filmete do Youtube que exemplifica o problema. Querem desligar a TV analógica nos EUA "no grito". A mensagem é satírica, mas nela há uma boa dose de verdade.....

    http://www.youtube.com/watch?v=DuiGJ8hUWLc

    Nota: O vídeo saiu do ar. A historia é de uma velhinha que fica sabendo da transição de TV nos EUA e luta para ligar o conversor na sua TV (em preto-e-branco). Agora, após o apagão, deve ter ficado sem televisão.
     
  16. arimar

    arimar Usuário


    Desde 16 Jun 2008
    No Mundo
    Não se preocupe.

    Participei de todo o processo de escolha de TV digital pelo Brasil.

    A intenção oculta e desejo de muitos é que fracasse e NUNCA a TV analógica seja tirada do ar.

    Voce pode ver qual é o indice de adesão a TV digital, a quantidade de programas em HD, e verificar o que acontecerá.

    O Governo tem a intenção de re-alocar a banda de VHF assim como a da TV por assinatura inicial (MMDS) , mas existe uma resistência ENORME dos detentores dessas tecnologias ultrapassadas em NUNCA abrir mão.

    Assim toda a faixa de VHF e a de MMDS (2500Mhz) poderia servir para o início da IPTV...mas é como o cachorro do açougue... Ficam em cima de Todos os ossos que sobraram.. mesmo sabendo que não pode come-los....

    Como os interesses são difusos, vai ficar do jeito que está... pelo menos nos próximos dez anos.... A naõ ser que....
     
  17. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Arimar disse:

    " Participei de todo o processo de escolha de TV digital pelo Brasil.

    A intenção oculta e desejo de muitos é que fracasse e NUNCA a TV analógica seja tirada do ar."


    Grato, Arimar.

    Mesmo querendo, vai ser difícil continuar operando TV analógica.
    O interesse da industria de eletrônica mundial é mudar tudo para digital. Dentro de alguns anos não haverá mais cinescópios, fly-backs para montar TVs tradicionais. Vai sobrar apenas um legado envelhecido.


    Jonas
     
  18. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Tenho algumas idéias heterodoxas para auxiliar o desenvolvimento da TV digital no Brasil.

    Essa é uma batalha antiga (desde quando estavam conformando o SBTVD nos laboratórios) e fico muito feliz em poder ocupar o espaço cedido pelo querido "HT Forum" para apresentar minhas críticas, elogios, idéias e colaborações.

    O HT é um ponto de encontro privilegiado. Vejam as últimas notícias da secção "HDTV em Campinas" e entenderão porquê.

    O diferencial da TVD para o público das telinhas (14 e 20 polegadas) é a INTERATIVIDADE.

    A iteratividade vem sendo feita há mais de VINTE ANOS no Reino Unido - através do serviço CEEFAX, da BBC - em CANAIS ANALÓGICOS de TV no sistema PAL!

    Nos EUA, há um sistema hibrido, conhecido com dNTSC, usado em serviço terrestre ou cabo, capaz de levar 2.000.000 de bits/segundo "de carona" no canal analógico de TV, sem provocar o menor dano nas imagens recebidas!

    Se o Brasil utilizasse a infraestrutura de 6OOO TRANSMISSORES e repetidores em PAL-M para INTERATIVIDADE, poderia ajudar em muito a difusão da CULTURA DIGITAL em pouquíssimo tempo.

    Imaginemos que a interatividade (parcial ou plena) funcionasse tantos nos transmissores PAL-M (Rede Analógica) como em ISDB-t (Rede Digital SBTVD-t, em formação).

    As indústrias poderiam fabricar conversores duplos: SBTVD e PAL-M.
    Todo mundo poderia usufruir da interatividade em curtíssimo prazo.

    E, quando o serviço digital estivesse estreando em uma nova praça,
    já haveria um parque considerável de conversores em uso para alavancar a TV digital.

    Links:
    A experiência do teletexto CEEFAX no Reino Unido
    http://teletext.mb21.co.uk/gallery/ceefax/main1.shtml

    Como transmitir Dados Digitais em Canais Analógicos
    http://www.dotcast.com/terrestrial_datacasting.asp

    O que acham os colegas sobre essas idéias?
    :aplauso:
     
  19. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Vez ou outra, vejo um colega em dúvida sobre o que é "alta definição".

    O termo "HD" é cercado de relatividades. O tradicional sistema, usado na maioria das casas do brasileiros, já foi chamado de "HD" quando entrou em operação!

    Os japoneses já estão trabalhando em um padrão UHD - ultra alta definição. Talvez, um dia, será conhecido como SD - definição padrão!

    Para entender um pouco mais sobre o assunto, convido os colegas do HT-Forum à leitura abaixo:

    A história registra fatos curiosos durante o desenvolvimento da televisão mundial.

    O primeiro padrão de televisão "oficial" foi o modelo "A", britânico, em preto-e-branco 425 linhas, que entrou em operação no final da década de 1930, antes da segunda guerra mundial.

    Durante esse período, os Estados Unidos operava experimentalmente um padrão eletromecânico, em 325 linhas e o padrão alemão, em 441 linhas, totalmente eletrônico.

    No início da década de 1940, temendo o avanço do padrão britânico, os americanos criaram um novo padrão de televisão, uma composição de todos os avanços tecnológicos disponíveis na época.

    Ressaltamos a técnica de entrelaçamento de linhas, desenvolvida pelos alemães, que permitia o aumento de definição das imagens e redução do efeito de cintilação sem aumentar a largura de um canal de transmissão.


    Nascia o padrão NTSC, em preto-e-branco. Esse padrão veio a ser adotado pelos EUA, Canadá ("Commomwealth Britânico"), México, America Central, Brasil, no formato "M" em 525 linhas, 30 quadros por segundo, em canais de 6 MHz de largura.

    Só não foi adotado em sua estrutura completa nos países do cone sul:
    Agentina, Paraguai e Uruguai. Esses países (e alguns estados brasileiros) utilizavam redes elétricas de 50 Hz e adotaram a variante "N" em 625 linhas, 25 quadros, em canais de 6 MHz. (Em 1960, o padrão "M", após a racionalização das redes elétricas, tornou-se único no Brasil).

    Mal lançaram o padrão em 525 linhas e começava a corrida pelas 1100 linhas, algo que somente aconteceu no Japão em fins dos anos 1980.


    A transição dos primeiros sistemas de TV para o sistema NTSC não era difícil. Havia poucos aparelhos operando nos padrões experimentais e muitos países nem sonhavam com o advento da televisão.

    Vem a década de 1950 os Estados Unidos deparavam-se com um grande dilema: adotar um novo sistema de televisão em cores, além de planejar uma possível transição de sistemas, pois na época já havia cerca de um milhão de televisores funcionando no padrão "M", em preto-e-branco.

    Concorriam dois sistemas: O sistema em cores em 144 campos sequenciais, da CBS, em 405 linhas, 72 quadros por segundo "pronto para ser usado" e o sistema de pontos sequenciais, da RCA, em 525 linhas, compatível com o legado, porém "em desenvolvimento".

    A despeito da incompatibilidade, o sistema CBS "dava um show" em desempenho pela simplicidade e eficiência (embora ainda fosse um sistema eletro-mecânico). O sistema RCA, totalmente eletrônico, estava cheio de problemas (estabilidade e pureza de cores, convergência, interferências...).

    O sistema CBS foi adotado em 1948 e inaugurado em 25 de junho de 1951, mas teve a sua implantação prejudicada.

    As transmissões ocorreram até 19 de outubro de 1951, quando a produção de aparelhos foi proibida, em função do esforço de guerra dos EUA na Coréia...

    Esse impedimento, permitiu a sobrevida do sistema de TV em preto-e-branco, aumentou a "população" desses televisores e favoreceu a RCA a continuar o desenvolvimento de seu sistema de TV compatível.

    O sistema de pontos sequenciais da RCA venceu . Passou a ser chamado de sistema de televisão em cores compatível NTSC. Foi adotado nos EUA em 21 de julho de 1953 e entrou em operação comercial em 1o. de janeiro de 1954.

    As pesquisas da RCA, deram origem a outros dois sistemas SECAM, francês, e PAL, Alemão (e mais um filho rebelde, PAL-M, brasileiro).

    Eis a famosa equação NTSC (no meio técnico, é claro):
    Y = 0,59G + 0,30R + 0,11B

    A luminosidade do branco é igual a soma de 59% da luminosidade do verde, mais 30% da luminosidade do vermelho mais 11% da luminosidade do azul é usada por todos os sistemas de TV em cores do mundo, analógicos ou digitais.

    O cinescópio tricromático desenvolvido pela RCA, em uso até hoje pela maioria dos televisores, foi elogiado pelos franceses:

    "...esse audacioso empreendimento merece receber a nossa admiração, desejamos que o futuro reserve aos seus valiosos protagonistas um sucesso digno de seu entusiasmo..."

    (A televisão, de Pierre Grivet e Pierre Herreng, doutores de ciências da Escola Normal Superior, França, década de 1950).
     
  20. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário Muito Ativo


    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Apesar da oferta de progamas em HD estar aumentado aos poucos, boa parte das pessoas que tem aparelhos digitais ainda não conseguem perceber quando o programa recebido é em alta definição ou não.

    Além de possuir TVs digitais de telas gigantes, é preciso que as pessoas se "reeduquem" para desfrutar dos benefícios da alta definição.

    Algo parecido ocorreu no passado. Com o advento da radio difusão sonora em FM, além das gravações em equipamentos de alta fidelidade, quer em fita ou em discos 33 1/3 RPM "microssulco", poucos foram aqueles que perceberam o "salto de qualidade sonora" em relação ao rádio em AM e as gravações nos velhos discos de 78 RPM de "agulhas grossas".

    O problema da "reeducação" reside na "psico-acústica" e "psico-óptica".

    Embora o sentido da visão seja reconhecido como o principal para a ligação do homem ao seu meio, tanto na visão como na audição, os "dados" coletados pelos órgãos correspondentes são transportados por "cabos nervosos" de 300 mil vias.

    A conclusão que se chega, é que o "volume de informação" capturados por esses órgãos são equivalentes, bem com "trabalho de decodificação e interpretação cerebral" vindos desses dois "cabos" devem consumir o mesmo "volume de processamento".

    Os sistemas artificiais de reprodução sonora ou luminosa diferenciam-se da realidade concreta. Desta maneira, quando vemos uma foto ou ouvimos um som artificial, o cérebro humano faz uma correlação com a realidade, a fim de traduzir e interpretar esses símbolos.

    Um cachorro é capaz de reconhecer-se através de um espelho, mas não por uma foto ou TV. O homem aprende isso durante a sua infância.

    Todos devem se lembrar do cachorrinho da Victor em frente a um Gramofone. O "slogan" dos discos: "His Master Voice", traduzido como "A Voz do Dono" (dono do cachorro e da sua própria voz...).

    Faça uma experiência simples: chame pelo seu cachorro enquanto sua voz é gravada num dispositivo eletrônico (gravador cassette ou digital).

    Seu cachorro o atenderá, pois reconhece o chamado do dono. Minutos depois, ponha o gravador para reproduzir o seu chamado. Por melhor que seja o seu equipamento de som, seu cachorro não dará a menor bola para o "chamado".

    A capacidade humana de adaptação aos meios artificias de reprodução sonora é fantástica.

    Há relatos dos primeiros ouvintes de gramofone, quando a voz humana ainda era registrada mecanicamente, sentiam-se encantados com a "fidelidade de reproduçao" e "pureza sonora" dessas máquinas rudimentares.

    Ao verificar o período de transição da alta fidelidade ou da TV em cores, constatamos um tempo médio de 20 anos. Esse "número cabalístico" tem duas raízes: um deles é econômico; os royalties caducam após 15 anos. O outro é o tempo médio de uma nova geração humana.

    Acredite se quiser, há pessoas que preferem "a riqueza de tons" de uma TV em preto e branco, ou a "inteligibilidade" de uma emissão sonora em AM, que transmite apenas a faixa de voz.

    Devo confessar que, mesmo fã da alta-fidelidade, após uma longa vida profissional, os meus ouvidos foram afetados pela forte exposição de ruído industrial, de modo que hoje me encaixo perfeitamente no "segundo grupo" acima. E com uma certa decepção com a quantidade de tons exibida pela TV em cores, desde 1972...

    Que venha a TV em alta-definição! Mas será melhor saboreada pelas gerações futuras...

    (y)