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Pontuação. Vamos Exercitar?

Discussão em 'Zona Livre' iniciada por Caetano Guerreiro, 25 Jun 2018.

  1. Caetano Guerreiro

    Caetano Guerreiro Usuário

    3.147 3.376 551

    Desde 11 Dez 2008
    Cabreúva-SP
    Amigos HT da Zona Livre!

    De maneira lúdica, com exercícios propostos a vocês, vamos seguir um caminho sereno e seguro, para que todos melhorem a produção de seus textos. Tanto aqueles dos cotidiano como os mais complexos, que, por vezes, somos instados a produzir.

    Sou professor de Português, de orientação em Linguística, e quero ajudar todos a evoluir na produção de textos escritos.

    O discurso falado é comum a todos. É um bem adquirido naturalmente, o qual flui facilmente nas relações humanas.

    Vou começar colocando um pequeno texto abaixo. Fica a critério de vocês a pontuação do mesmo.

    Vocês perceberão que esse caminho, a partir do tópico Pontuação, será o começo de uma boa e segura caminhada para revermos aquilo que vocês aprenderam na escola tradicional.

    Sejamos todos muito felizes!(y)

    P.S.: Sem traumas, grifem a pontuação em vermelho, de modo a facilitar minha avaliação e a dos participantes, que espero sejam muitos, pois estou, respeitosamente, utilizando a plataforma do HT, no sentido de testar essa estratégia, a qual pretendo aplicar em cursos rápidos de 30 horas nas empresas interessadas.


    Havia em São Paulo um sujeito muito singular ele tocava zabumba fazendo apresentações sozinho nas praças era um trabalho difícil pois a zabumba é um instrumento de percussão que funciona bem nos trios nordestinos João Jacó no entanto achou a ideia e a pôs em prática e não é que a experiência tem dado certo o percussionista está juntando um bons trocos para garantir o sustento do pessoal de casa parabéns ao João Jacó pela iniciativa
     
    Última edição: 25 Jun 2018
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  2. Ricardo Leão

    Ricardo Leão Usuário


    Desde 12 Jun 2003
    Maceió/AL/Brasil
    Havia em São Paulo um sujeito muito singular, ele tocava zabumba fazendo apresentações sozinho nas praças, era um trabalho difícil, pois a zabumba é um instrumento de percussão que funciona bem nos trios nordestinos; João Jacó no entanto achou a ideia e a pôs em prática, e não é que a experiência tem dado certo? o percussionista está juntando um bons trocos para garantir o sustento do pessoal de casa. Parabéns ao João Jacó pela iniciativa.

    (não consegui colocar a pontuação em vermelho).

    Abraço,

    Ricardo.
     
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  3. lourenço cirino

    lourenço cirino Usuário


    Desde 8 Abr 2018
    contagem
    Muito interessante.
     
    Última edição: 29 Jun 2018
  4. Dinarte

    Dinarte Usuário

    28.676 22.587 966

    Desde 9 Mar 2012
    Em algum lugar do RJ
    Havia em São Paulo um sujeito muito singular, ele tocava zabumba fazendo apresentações sozinho nas praças. Era um trabalho difícil, pois a zabumba é um instrumento de percussão que funciona bem nos trios nordestinos. João Jacó no entanto achou a ideia e a pôs em prática. E não é que a experiência tem dado certo: o percussionista está juntando um bons trocos para garantir o sustento do pessoal de casa. Parabéns ao João Jacó pela iniciativa.
     
  5. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário

    5.421 1.830 576

    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Havia em São Paulo um sujeito muito singular. Ele tocava zabumba, fazendo apresentações sozinho nas praças.

    Era um trabalho difícil, pois a zabumba é um instrumento de percussão que funciona bem nos trios nordestinos. João Jacó, no entanto, achou a ideia e a pôs em prática.

    E não é que a experiência tem dado certo?

    O percussionista está juntando um bons trocos, para garantir o sustento do pessoal de casa.

    Parabéns ao João Jacó, pela iniciativa!
     
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  6. rosamelo

    rosamelo Usuário


    Desde 6 Jan 2014
    Adamantina/SP/Brasil
    Havia em São Paulo, um sujeito muito singular:
    Ele tocava zabumba, fazendo apresentações sozinho nas praças.

    Era um trabalho difícil, pois a zabumba é um instrumento de percussão, que funciona bem nos trios nordestinos. João Jacó ,no entanto, achou a ideia boa e a pôs em prática e não é que a experiência tem dado certo. O percussionista está juntando um bons trocos, para garantir o sustento do pessoal de casa.

    Parabéns ao João Jacó pela iniciativa!
     
    Última edição: 2 Jul 2018
  7. danban

    danban Usuário

    7.599 1.507 576

    Desde 7 Fev 2009
    São Paulo/SP
    Havia em São Paulo um sujeito muito singular. Ele tocava zabumba, fazendo apresentações sozinho nas praças.

    Era um trabalho difícil pois a zabumba é um instrumento de percussão que funciona bem nos trios nordestinos. João Jacó, no entanto, achou a ideia e a pôs em prática.
    E não é que a experiência tem dado certo? O percussionista está juntando um bons trocos para garantir o sustento do pessoal de casa.

    P
    arabéns ao João Jacó pela iniciativa!
     
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  8. Caetano Guerreiro

    Caetano Guerreiro Usuário

    3.147 3.376 551

    Desde 11 Dez 2008
    Cabreúva-SP
    Amigos HT da Pontuação!

    Não é (apenas) por causa da Copa :D, mas prometo avaliar o trabalho de cada participante, até agora, nesta sexta-feira, 29/06/18. Se Deus quiser.

    Sejamos todos muito felizes!(y)
     
    • 3
  9. Jonas Negreiros

    Jonas Negreiros Usuário

    5.421 1.830 576

    Desde 2 Nov 2008
    jundiaí/sp/brasil
    Caro Caetano,

    Sabemos que, em parte, a pontuação reflete o estilo de quem escreve.

    Sugiro que antes de mais nada, você apresente o texto pontuado em acordo com o "padrão culto da língua" e explique-nos por quê.
     
    Última edição: 28 Jun 2018
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  10. sergioserra

    sergioserra Usuário sem ONG.


    Desde 12 Jan 2005
    Curitiba
    Respeito muito quem teve a paciência de estudar a língua portuguesa, mas acredito que boa parte do nosso atraso se deve a ela. Dificílima, beirando ao impossível por vezes. Cliquem " figuras de linguagem " no Google e vejam se o nosso povo consegue ter o mínimo de compreensão necessária. Sem dizer que cada verbo tem quantas conjugações, professor ? Sessenta mais ou menos ?
     
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  11. Caetano Guerreiro

    Caetano Guerreiro Usuário

    3.147 3.376 551

    Desde 11 Dez 2008
    Cabreúva-SP
    Amigos HT da Pontuação...

    Boa a sugestão do mano Jonas, sobre a comparação do texto que propus aos amigos.

    Vamos fazer, assim, então. Vou usar a cor vermelha na pontuação obrigatória e usar a cor azul na pontuação opcional.

    Após isso, vou discorrer objetivamente a questão do pontuar em nossa língua.

    Havia, em São Paulo, um sujeito muito singular. Ele tocava zabumba, fazendo apresentações, sozinho, nas praças. Era um trabalho difícil, pois a zabumba é um instrumento de percussão, que funciona bem nos trios nordestinos. João Jacó, no entanto, achou a ideia boa e a pôs em prática. E não é que a experiência tem dado certo? O percussionista está juntando um bons trocos, para garantir o sustento do pessoal de casa. Parabéns ao João Jacó pela iniciativa.

    A língua portuguesa unifica toda a comunidade lusófona no mundo. Não somos escravos de nossa língua, pelo contrário, somos sócios dela.
    Nada impede, por exemplo, de que um de nós possamos criar uma palavra nova. Bastaria a essa palavra ser aceita por parcela da comunidade, ganhando o status inicial de gíria ou jargão. A medida em que essa palavra ganhasse corpo e importância, sendo compreendida e falada por muita gente, os dicionaristas incluiriam a palavra criada em nosso vocabulário. Lembrando, vocabulário é o conjunto de palavras componentes no idioma. Dicionário é a reunião de vocábulos e seus significados.

    Um estudioso de grande influência no mundo, chamado Ferdinand de Saussure, professor suíço de línguas e linguagens, a partir da matéria que ele transmitia a seus alunos, criou aquilo que, modernamente, chamamos de Linguística, o estudo das línguas naturais. É curioso informar que Saussure não publicou seus ensinamentos. Quem transmitiu suas ideias foram seus alunos, ou melhor, discípulos, que as organizam e publicaram para estudo de todos.

    O comentário acima serve para dar sustentação à máxima ensinada por Saussure a seus alunos.
    "A língua é uma estrutura".

    Sabemos que a linguagem se adquire naturalmente por nós, humanos, pois nascemos com o dom de aprender linguagens. E a linguagem verbal é a mais importante para nos comunicar.

    A língua falada é a língua gratuita, natural, que a grande maioria dos seres humanos usam sem maiores problemas.
    Porém, para ser estudada, é necessário que tenhamos um conjunto de normas, para que ela seja compreendida e perpetuada com eficiência.

    Sabiamente, os gramáticos se apoiaram no textos dos bons escritores, de modo a obter um padrão elevado, o qual seria o melhor rumo para para perpetuar os idiomas.

    Explicações genéricas, à parte, vou tratar, agora, objetivamente, a questão da linguagem escrita, que é um produto da linguagem falada.
    Nesse primeiro momento, trabalharemos com a
    Pontuação, importante meio de organizar o discurso escrito, necessário para a difusão de qualidade da língua. Não vou usar os nomes dos fenômenos do discurso, aos quais os gramáticos normativos muito trabalharam, para oferecer um aspecto científico dos fenômenos naturais de nossa língua. Daí esse montão de nomes para identificar os fenômenos naturais da língua. Meu objetivo é a compreensão do discurso escrito, que é escrito por qualquer pessoa, sem que seja necessária uma carga de de conhecimento da Norma Culta. Não nos esqueçamos, jamais, que a língua portuguesa nos pertence. Somos sócios dela.

    O discurso se realiza com três elementos fundamentais na estrutura dele. São, via de regra, na oração, o Sujeito, Verbo e Predicado. O discurso não realiza, se ele não tiver os três elementos, na maioria dos casos, devidamente ordenados para o sucesso da comunicação.

    Para entendermos quem é quem ou que é o que, devemos considerar:

    1) A oração se realiza com o movimento executado pelo sujeito, apresentando o tipo de ação que ele realiza, por meio de um verbo e, na maioria dos casos, sendo informado o tipo de complemento apresentado pelo verbo ou pelo próprio sujeito;

    2) Para identificarmos o melhor caminho para a compreensão da citada frase, deveremos perguntar ao verbo quem ou o quê faz e o objetivo da ação proposta pelo verbo. Mesmo que a frase não tenha sujeito, o verbo determinará a razão do fato realizado. Língua, enfim, é baseada em movimento;

    3) Aquilo que é essencial em uma oração são o Sujeito, o Verbo e o Predicado;

    4) Os elementos, acima apresentados, são fundamentais para a construção do discurso;

    5) Existem elementos acessórios, os quais adicionam informações complementares aos termos essenciais da oração. Esses elementos acessórios podem ser apresentados entre vírgulas, até para facilitar a compreensão do leitor. Jamais um ou mais elementos acessórios podem ser apresentados com uma vírgula, quebrando a conexão entre os elementos essenciais da oração;

    6) Os códigos Ponto e Vírgula resolvem, seguramente, mais de 90% das necessidades de pontuação do texto escrito. Vamos trabalhar com toda a pontuação existente, ao longo dessa primeira fase de nossas aulas. Mas, não se esqueçam de que o Ponto e a Vírgula são fundamentais para o sucesso da comunicação escrita.

    Como exemplos de orações escritas, vou apresentar-lhes três construções corretas, abaixo.

    a) Eu prefiro comer vegetais. Eles são mais saudáveis que a carne de outros animais.

    b) Eu, de maneira geral, prefiro comer vegetais. Eles são, seguramente, mais saudáveis que a carne de outros animais.

    c) Eu de maneira geral prefiro comer vegetais. Eles são seguramente mais saudáveis que a carne de outros animas.

    Obs.: A construção da frase b é mais fácil de ser assimilada, na leitura, que a frase c, pois ambas são consideradas corretas pela Norma Culta.

    Um exemplo de construção incorreta, baseada nas frases acima:

    a) Eu, prefiro comer vegetais. Eles, são, mais saudáveis que a carne de outros animais.

    Em minha próxima postagem, vou trazer outro texto para vocês pontuarem. Seguindo a pedagogia desse curso, vou solicitar o uso apenas do Ponto e Vírgula, para que alcancemos a melhor assimilação do início desse trabalho.

    Sejamos todos muito felizes!



     
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  12. Dinarte

    Dinarte Usuário

    28.676 22.587 966

    Desde 9 Mar 2012
    Em algum lugar do RJ
    @Caetano Guerreiro@Caetano Guerreiro eu não entendi essa parte grifada. Você está dizendo que iniciar as orações (ou frases) com letra maiúscula é opcional?
     
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  13. Caetano Guerreiro

    Caetano Guerreiro Usuário

    3.147 3.376 551

    Desde 11 Dez 2008
    Cabreúva-SP
    Cabe o início de outra frase, Dinarte.
    Um abraço!
     
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  14. Dinarte

    Dinarte Usuário

    28.676 22.587 966

    Desde 9 Mar 2012
    Em algum lugar do RJ
    Cabe o início de outra frase?! Você tá querendo dizer que poderia ter escrito todo o texto usando vírgulas, ao invés dos pontos, e por isso o . + Maiúscula virou opcional?

    Não entendi, pode explicar melhor?
     
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  15. danban

    danban Usuário

    7.599 1.507 576

    Desde 7 Fev 2009
    São Paulo/SP
    Essa vírgula não seria opcional, dependendo do sentido da frase?
     
    Última edição: 30 Jun 2018
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  16. danban

    danban Usuário

    7.599 1.507 576

    Desde 7 Fev 2009
    São Paulo/SP
    E essa vírgula aqui, realmente não consegui entender.
     
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  17. Zkyzytuz

    Zkyzytuz Tutan Kome On


    Desde 6 Jun 2005
    Juiz de Fora
    Também não entendi. E acho que esta vírgula até quebra totalmente o fluxo desta frase, seja textualmente ou na fala, fica muito estranho. Experimente falar esta frase emulando a vírgula e sem ela.
     
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  18. Caetano Guerreiro

    Caetano Guerreiro Usuário

    3.147 3.376 551

    Desde 11 Dez 2008
    Cabreúva-SP
    Zkytuz!

    Para garantir o sustento do pessoal de casa indica a finalidade dos bons trocos da primeira oração. Portanto, a vírgula separa as duas orações, sendo que uma é subordinada à outra.
    Vou trabalhar melhor esses conceitos nas próximas intervenções, comprovando o expediente de perguntar a estrutura da oração ou das orações para o verbo.

    Dinarte!

    A decisão de usar um ponto ou uma vírgula, por parte do autor da construção, respeitadas as regras, já comentadas aqui.
    Como escritor e professor, vou explicar adiante o uso mais adequado da vírgula ou ponto, dependendo do contexto.
    Vou, também, orientar vocês sobre a construção dos parágrafos em uma redação.


    Danban!

    Em ...pois a zabumba é instrumento, que funciona bem nos trios nordestinos a vírgula se faz necessária, pois em que funciona bem nos trios nordestinos tem o valor de uma oração relacionada e subordinada à principal, já que explica a finalidade do instrumento. Existe uma confusão generalizada por aí sobre a função do que como mero elemento conectivo entre conceitos, em vez de entendê-lo como introdutor de uma outra outra oração subordinada à oração principal.

    Obrigado a todos pelas dúvidas apresentadas. Vamos trabalhar bastante, no tempo que for necessário, para eliminar dúvidas sobre a pontuação.

    Bom fim de semana!
     
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  19. Dinarte

    Dinarte Usuário

    28.676 22.587 966

    Desde 9 Mar 2012
    Em algum lugar do RJ
    Admitindo que a vírgula e ponto sejam opcionais e a critério do autor, ainda temos a questão de começar uma frase com maiúscula seria opcional. Isso você até agora não explicou.
     
  20. danban

    danban Usuário

    7.599 1.507 576

    Desde 7 Fev 2009
    São Paulo/SP
    Eu continuo achando que a primeira vírgula que citei é opcional, dependendo do sentido que se dá à frase, e a última vírgula não existe.
     
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