Prensagem da Polysom: digital?

Discussão em 'Vinil, Calibração e Ajustes' iniciada por luccas.gissoni, 27 Mar 2014.

  1. luccas.gissoni

    luccas.gissoni Usuário


    Desde 6 Dez 2013
    São Paulo
    Pessoal, orçando uma prensagem na Polysom, vi que eles aceitam o master em CD, .wav ou .aiff, apenas. Isto é, prensam o disco a partir do master em uma mídia digital. No meu entendimento, isso importa para o vinil os problemas do CD ou arquivo digital. Naquela discussão analógico X digital, em que há, presumivelmente, prós e contras para cada lado, esse processo da Polysom gera uma mídia, na realidade, com os defeitos de ambas, uma vez que vc grava os defeitos do digital em uma mídia analógica que por sua vez terá seus próprios defeitos.

    Eu gostaria de saber se isso é verdade e se concordam comigo. Além disso, seria interessante saber se todos os discos deles são assim, ou se é somente o que se oferece no site. Talvez nas prensagens oficiais do selo eles busquem como master as fitas originais, se tiverem o equipamento pra rodar elas.

    Alguem sabe disso?
     
    • 1
  2. edmararj

    edmararj Usuário

    5.820 5.873 861

    Desde 2 Out 2008
    Rio de Janeiro
    Luccas,

    A minha opinião é que hoje em dia estamos no mundo digital. 99% das masters feitas hoje serão em mídia digital. O que se pode questionar é a qualidade dessa gravação, vai ser em 44kHz/16bits ou 384Khz/32bits? Quais equipamentos utilizados?

    Somente um percentual muito pequeno de studios hoje em dia ainda utiliza equipamentos analógicos para gerarem as suas masters analógicas, e com certeza, não serão produtos baratos.

    Na sua grande maioria, as masters analógicas são somente aquelas originais de discos gravados antes da década de 90, aí sim a preferência é que se utilize a master original para se gravar um vinil.

    O uso do CD (originado de master analógico) seria em último caso, quando não se tem mais a master original. E existem CDs e CDs!

    Edmar
     
  3. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    No inicio das gravações digitais , o padrão digital era muito diferente dos CDs e muito mais preciso e sofisticado. A partir destas matrizes, eram geradas as versõede vinil e CD. Em relação a Polysom, as "matrizes originais" não são identificadas - com certeza as originais foram analógicas - e a preocpação de todo o artigo do estadão eram as capas e o vinil pretim. Mas as matrizes ...
     
  4. luccas.gissoni

    luccas.gissoni Usuário


    Desde 6 Dez 2013
    São Paulo
    Entendo a ponderação com relação às gravações novas. Mas e esse reedições de albuns antigos - vcs acham que usam as masters originais?
     
  5. edmararj

    edmararj Usuário

    5.820 5.873 861

    Desde 2 Out 2008
    Rio de Janeiro
    Luccas,

    A questão é ter acesso a estas masters e custo. Tecnicamente, não tem porque não usar. Agora, só saberemos se foram usadas, se eles quiserem.

    Edmar
     
  6. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Atualmente que faz os discos direitinho é o Jack White, o Neil Young e o Bob Dylan.
    Quanto aos masters originais creio que os que dizem explicitamente que usam devem
    usar. Agora que não diz nada (como as prensagens Back to Black) ...
     
  7. eneas

    eneas Usuário


    Desde 30 Mai 2007
    São Paulo - Br
    Lucas,

    Fuja das prensagens da Polyson, sofríveis com muuuuuuuuuuuuuita força!!!:irado:

    Comprei um disco do Ultrage e o som era terrível, lembro que tive este album e nada se comparava a isto.
    Junto, comprei também o da Matia Rita, e o som é pasteurizado, chapado como CD.

    Procure no Youtube videos da fábrica da Polysom, eles mostram como são feitos prensados os vinis hoje em dia. Quando assisti a vontade que tive foi de quebrar os discos, tamanho o amadorismo e falta de respeito com a obra original.
    A matriz que gerada para prensar o vinil, é gerada em CD e conforme eles próprios dizem em um vídeo, algumas vezes a mesma é gerada a partir de um cd comercial, ou seja, o mesmo CD que vc comprou na pratileira das lojas Americanas, etc.
    Outro amadorismo é o controle de qualidade pós prensagem, quando no mesmo vídeo que o cara apresenta a fábrica e mostra uma sala onde uma tiazinha com um TD simples e um fone de ouvido fazendo o teste de qualidade, para mim... sem comentários!!! Amadorismo total, puro oportunismo para tirar grana de nós que curtimos vinil.


    A única coisa boa, é a qualidade das capas.

    Conselho, procure album original da época, com certeza dará um banho de qualidade no LP da Polysom, eu não compro mais nada deles.


    abs,

    Enéas
     
    • 1
  8. fabiomayo

    fabiomayo Usuário


    Desde 23 Jan 2012
    Niterói, RJ
    Alô, Enéas.
    Já viste o vídeo do Michael Fremer? https://www.youtube.com/watch?v=K29vyFJKCeM
    Mostra uma fábrica muito similar à Polysom (um pouco maior em escala, e talvez automação), inclusive com a tiazinha ouvindo os discos no final da linha. Me parece que eles prensam como tem que ser. Difícil avaliar pois todos esses vídeos são muito superficiais e o pulo do gato se dá nos detalhes. A qualidade do material (vinil) é outra questão difícil de avaliar.

    De qualquer forma, o cuidado em gerar a matriz, a fonte do áudio, a experiência do engenheiro e a qualidade do torno são etapas essenciais à produção de um produto de qualidade. Não vi essa informação, mas se eles usam CDs comerciais, esquece... Aí é falcatrua mesmo...

    Só ouvi um disco desses novos da Polysom, na casa de um amigo, e achei a qualidade de som boa. Nenhum problema óbvio.
     
  9. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Esta avaliação no site da Elusive para o Beatles Live at BBC Vol 2 deste nobre audiofilo :Michael Fremer Rated 9/10 Music, 8/10 Sound in his November 2013 reviews on www.analogplanet.com! Na qualidade sonora, divida a nota por 2. Noto que sempre tem comentários elogiosos , com belo vocabulário, conciso mas o veredito não se mostra coerente , especialmente em relação a som. Este LP estava com um preço razoável e resolvi comprá-lo na Livraria Cultura e é decepcionante - a cópia FLAC do cd é melhor que o vinil, como seria de se esperar.Tem muitos admiradores e seguidores .

    - - - Atualizado - - -

    Esta avaliação no site da Elusive para o Beatles Live at BBC Vol 2 deste nobre audiofilo :Michael Fremer Rated 9/10 Music, 8/10 Sound in his November 2013 reviews on www.analogplanet.com! Na qualidade sonora, divida a nota por 2. Noto que sempre tem comentários elogiosos , com belo vocabulário, conciso mas o veredito não se mostra coerente , especialmente em relação a som. Este LP estava com um preço razoável e resolvi comprá-lo na Livraria Cultura e é decepcionante - a cópia FLAC do cd é melhor que o vinil, como seria de se esperar.Tem muitos admiradores e seguidores .
     
  10. fabiomayo

    fabiomayo Usuário


    Desde 23 Jan 2012
    Niterói, RJ
    Concordo, Jefferson. Esse cara é bem fanfarrão, daqueles que recomenda produtos caros e difíceis de comprar sem contar com boas especificações técnicas. Mencionei o vídeo pelo fato dele mostrar uma fábrica. Apesar de ser um fulano da área de música, a visita à fábrica não é muito diferente daquela feita pelo aborrecidíssimo Otávio Mesquita....

    No vídeo, inclusive ele menciona um fantástico desmagnetizador de discos (não é anti-estática, é desmagnetizador)!!! doido...
     
  11. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Fabiomayo,

    Esse desmagnetizador não é de eletricidade estática, creio que é para inverter o spin dos
    átomos do vinyl. Mas funciona, desde que vc tenha um equipamento à altura ...

    Interessante essa discussão sobre críticos. Li alhures uma metodologia muito simples e
    eficaz para saber quel crítico seguir os conselhos. É o que o Jefferson fez, comprou a
    recomendação e achou que não era o que ele esperava. Passe para outro crítico do mesmo
    disco até que vc encontre alguém que correponde ao teu julgamento. Esse é o cara (como dizem
    por aí).

    Note-se que o Fremmer possui um sistema invejável. Isso demonstra que nossos ouvidos
    são um elo importantíssimo do nosso sistema de som ...
     
  12. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Caro Wandique : Vejo um vazio enorme em relação a crítica. Há uma acomodação generalizada - desde a preocupação de não se meter em uma enrascada, um jabaculê poderoso e também uma demagogia gigantesca - nunca a voz do povo tem sido a voz de Deus como agora. Um olhar crítico nas análises tecnicas e subjetivas não se consegue estabelecer uma coerencia e tudo é possível e factível. Isto fica mais evidente nas publicações nacionais e as de fora não conseguem fugir desta realidade também. No fundo, ninguem é independente para fazer um juízo claro e efetivo. E isto não se restringe a audio.
     
  13. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Coragem Jefferson, amanhã o sol vai nascer :)
     
  14. chains

    chains Usuário


    Desde 25 Mai 2009
    Rio Grande, RS
    Eu costumo comprar Blu-ray de filmes e existem diversos sites que dão notas fantásticas à discos nem tão bons. Quando se vê, é banner da distribuidora no site, entrevistas exclusivas e estas coisas. Infelizmente, é muito melhor hoje ir atrás de consumidores do que de críticos. Eu costumo dar uma olhada no fórum do Steve Hoffman, para ter uma ideia de avaliações sobre as famigeradas novas prensagens "audiófilas" de 180g. Antes de comprar, se procuro lá o disco para saber o que acham. É claro que, muitas vezes, os caras exageram também, encontram pelo em ovo. Mas, ainda assim, dá pra confiar mais na isenção do que com críticos profissionais.
     
  15. eneas

    eneas Usuário


    Desde 30 Mai 2007
    São Paulo - Br
    É pessoal,



    esta cada vez mais difícil comprar novos lançamentos com qualidade e procedência, hoje dos relançamentos compro da ORG, Blue Note (music matters, ltd), Mobile Fidelity e Analogue Productions.

    No mais, tenho procurado lp's usados originais da época, claro que alguns impossíveis de comprar pelo valor irreal pedido, mas muito melhor que estes lançamentos.

    To louco pra comprar estes novos relançamentos do Led Zeppelin, mas confesso que estou com medo, vou aguardar algumas avaliações..

    obs.: minha crítica não foi à tiazinha que estava testando a qualidade dos lp's d Polysom, mas sim ao processo "Amador" como um todo, pq se ela tem competência e equipamento e processo a altura não vejo nenhum problema, mas não foi o que me pareceu em relação a fábrica. NMHO, esta reabertura da fábrica é puro oportunismo!


    abs,


    Enéas
     
  16. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Enéas,

    Por mais que o(s) dono(s) da Polysom gostem de LPs eles estão num negócio
    para ganhar dinheiro. Com certeza eles sabem a qualidade de discos que
    estão produzindo. Enquanto comprarem os discos eles vão fabricando da
    mesma maneira. Ninguém é obrigado a comprar os discos deles. Talvez se
    houvesse outra fábrica por aqui a concorrência poderia melhorar a qualidade
    dis discos. Não creio que seja "oportunismo".

    Da mesma maneira os LPs de 180 e 200g produzidos por aí seguem os mesmos
    princípios. Sempre vai haver quem compre um disco "mal prensado" por
    desconhecimento ou por preguiça de procurar prensagens originais. Eu dou
    meu voto de confiança para a Polysom, sempre há esperança.
     
    • 1
  17. fabiomayo

    fabiomayo Usuário


    Desde 23 Jan 2012
    Niterói, RJ
    Tem cara de oportunismo mesmo, Enéas. Mas não me parece ter nada de fundamentalmente errado com o processo (à exceção da matriz a partir de CDs comerciais, que eu ainda não conferi se procede). Talvez seja a questão do material, das tolerâncias, etc... Não me animei em comprar nada pelo preço cobrado no site e não vi pra vender mais barato em lojas.... Também sigo com os MoFi, MusicMatter, AnalogueProductions. Até comprei uns discos brasileiros lançados pelo selo Four Men With Beards (Clube da Esquina, Jorge Ben). Todos muito bons, embora às vezes pequem no acabamento: os discos me parecem vir muito sujos e com muitas rebarbas. Nada crítico, na verdade.

    wandique, confesso que ainda há um certo convencimento para que eu possa aceitar a idéia de desmagnetizar um disco. Não vejo benefício teórico e, no momento, não tenho nenhuma vontade de gastar dinheiro ou tempo para experimentar. Quem sabe num futuro? Enquanto isso o Michael Fremer vai tentando nos convencer... Tem outros tentando também: http://www.soundstage.com/vinyl/vinyl200702.htm Parece que por qualquer mil e oitocentos dólares podemos ter nossos CDs e cabos desmagnetizados e remover o proverbial cobertor da frente de nossos falantes...
     
  18. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Vejo que Polysom - que nada tem a ver com Polydor - tem investido em capas. Em muitos albuns, a capa faz parte da obra ao contrário do CD. Noto também que seu repertório apesar de limitado possue algumas obras de bom conteúdo artístico, sendo que o acervo da Elenco - motivo do último jabaculê no Estadão - está acima da média. Mas faz lembrar o Simca em seu lançamento, apelidado de Belo Antonio - filme homônimo . De uma belissima apararência - um galã - e impotente. Os discos provavelmente não soam com a naturalidade original.
     
  19. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Jefferson,

    Lembro do SIMCA Tufão que meu pai comprou em 1965, nós vivíamos empurrando para pegar ...

    Fabio,

    A "nossa" indústria (especialmente depois da chegada dos chineses) vai de "mala pior". Nós que tivemos
    a graça de ouvir os Chicos e Caetanos naquela época sabemos o que o nosso país passou e tem passado.

    Sobre o desmagnetizador a "teoria" (não me pergunte onde li que não vou lembrar) parece ser correta mas,
    da mesma maneira que a discussão sobre cabos, creio que depende muito da qualidade de reprodução do
    sistema como um todo. Já escrevi aqui neste forum em vários e diferentes posts que só pude perceber
    diferenças entre cabos (e elas exitem sim!) depois que comprei um pré de fono decente ... Mas o preço
    do desmagnetizador é proibitivo para experimentar sem ter a certeza do ganho para o nosso sistema.
    Talvez com "aquelas" Dynaudio e com "aquele" darTZeel o dispositivo faça diferença ...

    Está anunciada a reprensagem do "Me and Mr Johnson" do Clapton. Como é uma reprensagem de um
    original de 2004 ninguém pode reclamar que é uma rprensgem de cd e toda aquela choradeira :rofl:

    Em tempo: uma consideração da indústria de audio sobre a indústria de audio :

    “People and companies taking the easy route to sales not looking at how to build the business. What is trendy today brings in the money and that is where their mind is at. They are not looking to develop a customer base and feed their passions. There interest is in the ease of purchase, time bound velocity, and, most of all, controlling costs.” - Stuart Levine, former Marketing Manager, Harman

    Mais informações aqui.
     
  20. eneas

    eneas Usuário


    Desde 30 Mai 2007
    São Paulo - Br
    Esta discussão vai longe, o negócio é cada um tirar suas próprias conclusões, de preferência comparando com o original (em bom estado).

    O problema é que como muitos estão acostumados a ouvir cd's durante décadas, em um primeiro momento estas prensagens podem parecer boas, mas aí vc ouve o original e vê que se perdeu muuuuito.

    Quando saiu a caixa o dos Beatles, vi um sonho realizado. Imaginei todos aqueles discos fantásticos prensados com qualidade superior, etc.. Que decepção... M inha vontade era devolver tudo, achei um crime o que fizeram com as prensagens, som chapado, palco limitado, alguns com excesso de agudos, enfim, tem disco que ainda nem abri, mesmo um ano após comprar.
    o que salva são as capas, o álbum de fotos e toda parte gráfica, mas o principal que é a prensagem está lamentável.
    dos que ouvi o melhor é o Revolver...
    Estes da para avaliar mesmo sem comparação, mas comparei com prensagens inglesas, americanas e nacional e com excessao de uma ou outra prensagem brasileira, os discos perdem de lavada.


    abs,

    Enéas
     
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