Prensagem da Polysom: digital?

Discussão em 'Vinil, Calibração e Ajustes' iniciada por luccas.gissoni, 27 Mar 2014.

  1. marcos_barker

    marcos_barker Usuário


    Desde 7 Jul 2010
    Petrópolis-RJ
    Não faz muito sentido comprar Polysom pelo preço, já que os "originais" custam mais barato. No caso dos antigos como Raul Seixas é só procurar que acha os da época de lançamento. Para novos como é o caso do Arctic Monkeys Tranquility Base Hotel & Casino comprar a versão prateada no site da banda sai mais barato que o da Polysomo_O (não faz o menor sentido alguém comprar o nacional:desculpe:). Por fim não conseguindo comprar um vinil com som de vinil é melhor usar o Tidal ou Spotify.
    Só escuto vinil se o mesmo tocar melhor que outras mídias, caso contrario não faz sentido o trabalho e investimento. Eu quero é qualidade musical e entre capa bonita e um vinil bem prensado, prefiro o vinil sem capa:lol:.

    Por fim vale lembrar que as vezes aparecem ótimas oportunidades nos classificados e tem a ótima loja Juno Recordes dica do colega @Wilton@Wilton, além de feiras e sebos.
     
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  2. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Penso o mesmo em relação a Chico Buarque. Também noto que todos protagonistas da MPB tinham produções caprichadas. Como ressaltado antes, as capas da Polysom são ótimas .

    Também acho improvavel que a repremsagem tenha a mesma sonoridade. Também é suficiente para se apreciar e vai pelo gosto de cada um. Importante lembrar que suas prensagens são de 180 gr e tendem a soar melhor nos TDs deste seculo.
     
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  3. redneck

    redneck Usuário

    2.138 10.113 891

    Desde 26 Out 2008
    vitória es brasil
    Concordo plenamente.
     
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  4. redneck

    redneck Usuário

    2.138 10.113 891

    Desde 26 Out 2008
    vitória es brasil
    Disco bem prensado toca bem em qualquer toca disco.
     
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  5. sandropriebe

    sandropriebe Usuário


    Desde 29 Mai 2009
    Porto alegre
    Aleluia!!!!
    Não aguento mais o "mimimi discos do século passado, mimimi contexto original, mimimi canto da sereia, mimimi audiopppppphhhhiiiilllooooo, mimimimimimimimimi..."
     
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  6. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Esperimentei tocar dynaflex no Clearaudio . Para alguns, o prato de cerâmica não consegue segurar o disco ....

    Talvez com acessorios - clamp, mat de borracha, etc - deva conseguir tocar . E se tornar compativel , sem brilho .….. É feito para discos de peso. E para estes é ótimo.
     
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  7. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    629 1.255 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Os japoneses em questão de exigência são bem rigorosos. Quando compro LPs usados online por aqui, o vendedor já coloca em sua descrição “se você é detalhista e nervosinho, recomendo que não compre este produto, pois podem existir problemas que me são imperceptíveis”. Eu quase ri quando li isso, mas reparei que grande parte dos vendedores coloca a mesma descrição.
    Sobre a qualidade no fabrico de discos no Japão, há algum tempo passou um documentário sobre um cantor japonês da década de 40 que fez muito sucesso. No documentário ele contava que quando foi gravar um disco de 78rpm, o microfone não conseguia captar a sua voz quando tinha que cantar quase como um sussurro. Ao todo a Columbia gastou algumas dezenas de discos de cera (o master era gravado em cera) até acertar. Também disseram que em alguns casos ocorria de entrar ruídos externos, tipo batidas de porta e sirenes de aviso de ataque aéreo. Foi muito interessante ver o documentário, pois lá explicavam que os cantores mais antigos cantavam de pé como se fossem estátuas pois nos estúdios de gravação tinham que ficar estáticos para que a voz não saísse trêmula devido às limitações técnicas existentes a época.
     
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  8. Christian_

    Christian_ By the way: Which one is Pink?


    Desde 7 Dez 2010
    São Paulo
    Finalmente obtive a resposta que eu tanto desejava!

    Semana passada participei da entrevista com um produtor e também amante do vinil. Estávamos conversando antes de começar as gravações e o nome Polysom entrou na jogada. Falei que tenho alguns discos dela e nenhum é sequer satisfatório. Ele me falou "o problema não é a Polysom", e sacou da coleção dele um disco que ele prensou por ela. Fomos pro estúdio e ele colocou o disco pra tocar. Digo que não vi quase nada dos problemas que tenho com discos da Polysom, achei a qualidade muito boa. Então ele começou a me explicar o que acontece com essa fábrica: eles não prezam pela qualidade, nem um pouquinho. Então tudo, em absoluto, fica a cargo do artista ou da gravadora. A maioria esmagadora dos artistas brasileiros que prensam por lá não sabe o que está fazendo. A maioria esmagadora das gravadoras que prensam lá não está nem aí com a qualidade. O lance delas é ter o vinil pra vender, pra exibir na estante.

    Ele falou que todos os discos que ele prensou pela Polysom ficaram muito bons porque ele mesmo faz a masterização, ele manda fazer a capa fora, ele cuida de todas as partes do processo. "A qualidade do vinil fica a que você quiser. Se você não tem conhecimento suficiente pra prensar um vinil, pra masterizar pra vinil, esqueça a Polysom."

    E ontem, conversando com outro amigo, que também já fez alguns vinis, ele corroborou com a história. Disse que a Polysom aceita qualquer coisa. Tu pode mandar um CD, um mp3, um WAV 44/16, super comprimido, qualquer coisa. O foco deles é o dinheiro. Eles não têm gente com conhecimento pra avaliar um material e dizer se a prensagem vai ficar boa. Eles simplesmente fazem.
     
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  9. marcos_barker

    marcos_barker Usuário


    Desde 7 Jul 2010
    Petrópolis-RJ
    Então o problema é a Polysom.
     
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  10. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Isso não é problema, é negócio que está satisfazendo a procura de LPs,
    nunca ninguém falou em qualidade.
     
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  11. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Suspeitava desde o princípio. E me agrada este procedimento. A maior parte das prensagens nacionais das matrizes internacionais sempre seguiram esta regra . A tendencia atual é que haja um algo a mais e para isto cabe uma remasterização. Polysom só prensa. E parece que ainda não se aventurou em remix...
     
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  12. Jefferson Domiciano

    Jefferson Domiciano Usuário


    Desde 28 Dez 2017
    Fortaleza, Ceará
    Interessante.

    Isso explica por que alguns discos saem ótimos, como por exemplo o "É Samba Novo" do Edison Machado.
     
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  13. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Só ouvindo..


    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Acho que se todos os discos tivessem o mesmo padrão.... Seria muito monótono.
     
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  14. mateusfig

    mateusfig Lively Up Yourself!


    Desde 29 Nov 2006
    Salvador-Bahia
    Exatamente. Este disco saiu, não digo perfeito, mas excelente. Os ruídos de fundo ainda existem pela prensagem mal assessorada. Aliás, este é um problema grave, não é só a masterização ruim.

    Comprei meu primeiro disco da Vinil Brasil (Leno - Vida e Obra de Johnny McCartney) e digo que esqueçam Polysom, já que insistem em lançar péssimas prensagens. Minha experiência foi imensamente melhor (80% satisfatória em relação a prensagem e 100% em relação ao som!).
     
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  15. Jefferson Domiciano

    Jefferson Domiciano Usuário


    Desde 28 Dez 2017
    Fortaleza, Ceará
    Depois do que fizeram com o do Raul Seixas creio que o Selo 180 não trabalhe mais com a Polysom. Parecem ter aprendido com o que aconteceu.
     
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  16. mateusfig

    mateusfig Lively Up Yourself!


    Desde 29 Nov 2006
    Salvador-Bahia
    Exatamente. Eles me disseram que não prensam mais nada com a Polysom. Este foi o último. Espero que a Polysom aprenda, antes de perder mercado. Não queremos apenas com belas capas, pra enfeitar as estantes.
     
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  17. Jefferson Domiciano

    Jefferson Domiciano Usuário


    Desde 28 Dez 2017
    Fortaleza, Ceará
    Imagino o que a Polysom vai fazer com o relançamento do Amoroso, do João Gilberto. Sabendo bem do quão perfeccionista o JG foi com sua obra, acredito que ele iria ficar louco com o resultado final..
     
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  18. mateusfig

    mateusfig Lively Up Yourself!


    Desde 29 Nov 2006
    Salvador-Bahia
    Não sei se já experimentaram discos ditos feitos no "Mercosul" (Argentina), a pedido do Discobertas. Estes discos têm um silêncio de fundo excelente. Considerei o áudio de boa qualidade, embora eu não tenha os compactos originais e nem o CD com esta gravação. Digo isto baseado em minha primeira experiência com eles, através do LP Alceu Valença - Raridades Anos 70.
     
  19. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    629 1.255 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Sei que o que irei postar não tem relação com a Polysom, mas achei interessante para sabermos um pouco da história da gravação comercial de discos. O vídeo abaixo nos mostra como a HMV (Victor) gravava discos de 78rpm antes da invenção da válvula eletrônica. Naquela época a gravação era totalmente mecânica e dependia da “força” da voz do cantor ou dos instrumentos musicais. Justamente por isso se cantava perto da corneta para conseguir captar o máximo possível as vibrações sonoras que eram gravadas por uma agulha em um disco de cera. Muito interessante e vale a pena assistir.

     
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  20. Shu

    Shu Sagarana do analógico

    629 1.255 101

    Desde 4 Dez 2016
    Ota, Gunma, Japan
    Estive lendo um artigo de um engenheiro de gravação aqui do Japão que falava sobre algumas questões relativas a técnica do corte.
    Segundo ele, para se ter uma gravação (corte) perfeita e em alta fidelidade, tanto a fita contendo o material que será gravado em acetato como também o próprio acetato, seriam colocados para rodar com a metade da velocidade original no momento do corte. Isso permitiria que sons com frequência mais alta fossem registradas em acetato com maior precisão e com menor distorção.
     
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