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REMASTERS: do sonho ao pesadelo

Discussão em 'Música e Shows' iniciada por Progger58, 17 Ago 2010.

  1. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Houve uma época em que tudo que eu queria era substituir os meus CDs pelas respectivas edições remasterizadas. Foi assim com Supertramp, foi assim com Genesis, foi assim com Eloy, foi assim com Talk Talk... Enfim, acabei substituindo realmente um monte de cd's que eu possuía pelas tais edições remasterizadas e, pior, me desfiz logo em seguida da grande maioria das edições originais que eu tinha.

    Foi então que comecei a ler alguns artigos, aqui mesmo no HT Forum, sobre o problema da COMPRESSÃO DINÂMICA, bastante comum, segundo os comentários que lia, tanto nessas edições remasters atuais quanto na maioria das gravações de rock do final dos anos 90 para cá. Tem inclusive um tópico antigo, aqui mesmo no subforum de música, tratando minuciosamente dessa questão, mas no momento não consigo localizá-lo.

    Comecei a me dar conta, então, de que muitas dessas gravações modernas e edições remasterizadas realmente chegavam a causar fadiga auditiva depois de algum tempo de audição, além do que, quando analisadas em algum programa de edição de áudio (Sound Forge, por exemplo), apresentavam realmente um desenho completamente "achatado" na região dos picos, como bem demonstravam algumas imagens anexadas no já mencionado tópico.

    Mas foi finalmente depois que adquiri o meu atual receiver (um Marantz) que a coisa ficou definitivamente clara para mim. Notei que, na reprodução de diversos CDs mais atuais (incluindo remasters), um led vermelho se acendia continuamente no painel do aparelho e, ao checar esse led, vi que se tratava de um dispositivo indicativo de nível de compressão. Esse led nunca se acende, por exemplo, quando escuto edições originais de cd’s de rock dos anos 70 e 80, além de algumas gravações atuais de boa qualidade, tornando-se portanto um dispositivo de muita utilidade para mim atualmente.

    Hoje estou na batalha para tentar conseguir as edições originais em CD das bandas que eu gosto, como Supertramp, Camel, Eloy, Strawbs, Ambrosia, Steely Dan, etc. Recebi há poucos dias, por exemplo, a edição original do CD STEELY DAN – Gaucho (adquirida via eBay), e fiquei maravilhado quando botei o cd pra rodar no meu player. Este CD é simplesmente sensacional em sua edição original, mas conseguiram destruir esta maravilha na edição remasterizada. Também adquiri via eBay a edição original do CD "Aja", que deverá estar chegando a minhas mãos em poucos dias. (y)

    Há algumas exceções, é claro, mas são poucas. Alguns poucos exemplos de remasters das quais gostei bastante são as reedições de alguns CDs do Camel, Fruupp, Jade Warrior, etc., pelo selo ESOTERIC RECORDS. Pelo menos as que eu tive a oportunidade de checar até agora ficaram muito boas realmente.

    Alguém mais aqui descontente com a grande maioria dessas edições remasterizadas e gravações modernas em geral que aí estão? Alguém mais aqui de volta às origens?
     
    • 1
  2. JR-RS

    JR-RS Fidelidade sem preconceitos!

    5.642 3.480 711

    Desde 24 Abr 2008
    santa maria, rs, brasil
    Fico aliviado com seu relato Progger, não tanto pela discussão principal do seu tópico, nessa, estou contigo na grande maioria dos casos, mas porque tenho um sr8002 e sempre me entrigou aquela "luzinha" PEAK que acende no painel, pois pelo que haviam me dito seria uma sobrecarga no sinal recebido na rca do receiver, o problema é que uso um player dv7001 também da marantz, que por logica deveria enviar o sinal padrão a um receiver da mesma marca.

    Mas seu relato me deu uma luz, pois casa com o que tenho percebido, gravações atuais e a grande maioria dos remasters, a "luzinha" esta sempre presente.
     
  3. ANTUNES CARLOS

    ANTUNES CARLOS Usuário


    Desde 11 Mar 2006
    MINAS GERAIS
    Demétrio, nesse ponto, eu sempre fiquei com o pé atrás. Só comprei a coleção do Led Zeppelin, (Box Made In Japan - 12 cds),depois que eu li, que todos os cds, foram supervisionados, (e mremasterizados), pessoalmente pelo Jimmy Page. Eu sempre corri daquelas famosas "tarjas enormes", que colocavam sobre os cds, "REMASTERS" ou "REMASTERED". Sempre esperava uma avaliação de alguém que já tinha comprado. Conheço pessoas, que se deram mal, com os "REMASTERS" do Creedence e do JethroTull. Agora, saiu uma caixa, (box set) do Creedence, que é uma maravilha, e uma do Jethro Tull, masterizada pelo próprio Anderson, que ficou sensacional. Outra jóia que saíu foi a edição, (05 cds - box set), do KING CRIMSON - IN THE COURT OF THE CRIMSON KING. Outra porcaria, são os cds "REMASTERS" do Roger Waters, pode passar longe.....
     
  4. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Pois é, Junior, no início eu também fiquei intrigado com aquele led acendendo aqui e acolá e confesso que até pensei em trocar de receiver por conta disso, no entanto hoje eu nem penso mais nessa possibilidade, pois além do receiver ser ótimo tem também esse recurso que, como mencionei acima, tem sido de uma utilidade enorme para mim particularmente. (y)
     
  5. JrPinto

    JrPinto Crimhead


    Desde 3 Ago 2005
    Vitória / ES / Brazil
    Demétrio,
    Eu adoro as primeiras edições remasterizadas dos discos do Yes (deste não conheço as outras mais novas) e do Genesis (não gostei das edições 2007/8, remixadas). Na minha opinião, dão um banho nas primeiras edições em CD. A diferença chega a ser gritante a favor da remaster em "The Yes Album", "Tales from Topographic Ocean", "The Lamb Lies Down on Broadway".

    Agora fiquei ansioso com esses remasters do Tull, supervisionados pelo Ian Anderson, tal como o Antonio Carlos falou aí atrás. Será que no Aqualung finalmente conseguiram tirar "o pano que fica na frente dos falantes"?
     
  6. Renato_CWB

    Renato_CWB Membro & Colaborador


    Desde 15 Jul 2005
    Curitiba - PR
    Muito interessante. Realmente, nem todo disco remasterizado tem qualidade melhor....

    Estou bastante curioso, pois semana passada encomendei nove álbuns remasterizados do Alan Parsons Project. Como este mesmo é engenheiro de som, espero que seja de uma safra de remasters boas. (y)
     
  7. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Renato, sem querer desanimá-lo: se forem as remasters da Arista, pelo menos em relação a dois que eu tenho -- I Robot e Ammonia Avenue (os quais já foram para a minha lista de cd's à venda logo no dia seguinte após tê-los recebido), infelizmente ficaram horríveis NMHO. Parece que o Alan Parsons lamentavelmente também aderiu à filosofia do "LOUD IS BETTER", pois essas duas remasters ficaram realmente bastante comprimidas -- o que me leva a acreditar que as demais também sejam do mesmo jeito. :(
     
  8. Renato_CWB

    Renato_CWB Membro & Colaborador


    Desde 15 Jul 2005
    Curitiba - PR
    Demétrio, pelo que eu saiba são dos labels Arista e Sony Legacy. Bom, vamos ver, tomara que não seja tão desastroso assim.... :p

    No meu caso pelo menos não são substituições... eu tive anos atrás uns dois ou três vinis (já foram embora há muito tempo) do APP e me deu saudades de ouvir novamente, encomendei por este motivo. Quando chegam vou postar aqui as minhas impressões. (y)
     
  9. CesarSC

    CesarSC Usuário


    Desde 9 Abr 2009
    Joinville
    Qual seria o motivo desta 'compressão' ? Tocar mais alto? só isso?

    A tal guerra do som é travada na busca da atenção do consumidor e tocar alto com som 'cheio' é uma forma de faze-lo, ok faz sentido. Todos sabemosm que esse recurso é, irritantemente, usado nos intervalos comerciais da TV..

    Mas entendo que esta situação se aplica para as musicas que tocam nas rádios, no computador etc (musicas do dia-dia) onde o 'consumidor' esta fazendo outras coisas e o som que esta tocando deve chamar sua atenção...

    Mas...isso se aplica para fãs de rock progressivo e assemelhados? Sera que acham que os CDs vão virar hits de sucesso?

    Será que sai mais barato fazer comprimido?

    Outra duvida, sera que esses LPs relançados tambem sofrem alguma forma de 'compressão'?


    Quanta dúvida...
    um abraço
     
  10. Wil_SOM

    Wil_SOM Usuário


    Desde 2 Mai 2007
    Vinhedo-SP / Brasil
    Bom, apesar de gostar muito de música, estou longe de ser audiófilo. Procuro equipamentos de qualidade, mas reconheço estar distante daquilo que gostaria de ter na minha sala.

    Com relação às edições remasterizadas, tive algumas experiências positivas com CDs do DAVID GILMOUR, GENESIS, SUPERTRAMP e BEATLES. Na minha opinião, os vários CDs remasterizados que adquiri são muito melhores do que suas versões originais.

    Talvez o que as faça soar assim seja justamente a citada maior compressão, não sei..., mas, na contramão do que pensa o autor do tópico, a vontade que tenho, com relação às versões originais, é de jogá-las no lixo. Mas as conservo, para compará-las de vez em quando, por exemplo, após tomar conhecimento de opiniões contrárias.

    Abraços!(y)
     
  11. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Wilson, eu não o condeno por pensar assim. Eu pensava exatamente como você antes de ter uma noção mais precisa do que é esse tão profalado conceito da alta fidelidade e de começar a sentir os efeitos da chamada compressão dinâmica durante audições prolongadas, quando também comecei a perceber o problema da chamada fadiga auditiva.

    Acho muito sábia, portanto, essa sua decisão de manter suas edições originais, mesmo após adquirir as remasterizadas, pois pode ser que amanhã você também venha a convencer-se de que elas são melhores que a maioria dessas edições remasterizadas atuais. Principalmente as do GENESIS e SUPERTRAMP que você mencionou, não se desfaça delas (ou seja, das originais). (y)
     
  12. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Faço minha a pergunta acima: também existem LP's com compressão dinâmica, ou isto é um problema afeto unicamente ao digital?
     
  13. MarceloEduardo

    MarceloEduardo Usuário


    Desde 6 Mai 2007
    SP / Brasil
    Ao que sei, há edições em LP recentes (como as edições "Back to Back" em vinil 180g da Universal) cujas fontes são digitais. Entendo que isso possa sim resultar na amplificação artificial do sinal, ainda que natureza da mídia não ofereça o limite de frequências. Tive a oportunidade de ouvir o LP "Gaucho" do Steely Dan prensado por esta edição, e constatei que na faixa-título há um gap próximo do final da faixa. Este mesmo defeito está presente no CD remasterizado de 2000 bem como no meu SHM-CD japonês. Isso é um indício que a fonte é mesma. Contudo, o LP ainda ganha pela melhor definição de palco e naturalidade harmônica.

    A compressão é muito mais evidente quando ouvimos com fones! O chamado efeito "brickwallet", além de causar notória perda de definição, torna a audição fatigante e pesada. De um tempo pra cá também tento substituir certos albuns por edições alemãs ou japonesas usadas no eBay. "So" do Peter Gabriel é um dos exemplos: a 1a edição japonesa (popularmente conhecida por "black triangle") está livre da amplificação desnecessária apresentada na remasterização de 2002. Isso como já foi citado no tópico para "...chamar atenção do consumidor que está fazendo outras coisas...", e também para ter melhor resposta em fontes de baixa fidelidade, onde estão MP3 players, celulares, notebooks e por aí vai...

    Adquiri o album "Essential" do Alan Parsons Project remasterizada pelo próprio Alan junto com os demais albuns. Embora a seleção seja muito boa nos 3 discos, também achei que a qualidade sonora foi um pouco prejudicada. Está certo, há detalhes que antes não podiam ser notados, mas o som não é natural como um vinil. Menos mal no seu caso, pois está adquirindo pela primeira vez. Mas quem possui as primeiras edições, sugiro mante-las antes de conhecer as novas. Em contra-partida, os DVD-Audios (na verdade HDADs, com uma faixa DVD-A e outra em DVD-V) lançados pela Classic Records dos álbuns I ROBOT, TURN OF A FRIENDLY CARD e EYE OF THE SKY estão excelentes, muito bem equilibrados e tocam confortavelmente sem notória compressão.

    Ao ver os relançamentos do Genesis, fiquei muito entusiasmado. Mas após várias reviews, há um consenso que o som foi sacrificado, não só na compressão como na mixagem. Há quem diga que o mellotron de Banks soa como um instrumento MIDI. Obviamente têm suas qualidades (ouvir Genesis em 5.1 deve ser fascinante!), porém afirmam estar bem diferente da primeira edição em CD e das "definitive edition" lançadas em 1994.

    Acompanhem no eBay os leilões de CDs japoneses "first edition", MFSL, DCC e comprovem...

    []'s
    Marcelo
     
  14. AndreNIT

    AndreNIT Usuário


    Desde 24 Abr 2009
    Niterói/RJ/Brasil
    Demétrio,

    Já comentei em outro tópico teu sobre a enorme compressão dos CDs do Dream Theater a partir do Train Of Thoughts. Você já comparou as edições "comuns" destes albuns com essas especiais "japonesas", SHM-CD entre outras (desculpe a falta de conhecimento sobre estas midias)?

    Abraços,

    André
     
  15. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    André, de um modo geral eu NÃO GOSTEI das edições SHM-CD que escutei até agora, tanto que andei me desfazendo de quase todas elas (fiquei apenas com a "The Very Best of SUPERTRAMP", que me pareceu ter pouca ou quase nenhuma compressão).

    Tem colegas aqui no forum, no entanto, que simplesmente adoraram essas edições SHM-CD japonesas (lembro bem que o TUTU falou muito bem de muitas delas em outro tópico), portanto eu acho que vai do gosto pessoal de cada um. Eu particularmente ando extremamente arredio a CDs que apresentam esse problema da compressão dinâmica, por isso o meu descontentamento com a grande maioria dessas tais edições que eu tive a oportunidade de checar até agora.
     
  16. JrPinto

    JrPinto Crimhead


    Desde 3 Ago 2005
    Vitória / ES / Brazil
    Marcelo, realmente as novas edições do Genesis (remixadas) deixam bastante a desejar, muito em razão da masterização comprimida, o que acho um pecado já que o objetivo era o lançamento em SACD.

    Agora, NMO, as "definitive edition" dão um banho nas primeiras lançadas em CD. Basta fazer a comparação com "The Lamb Lies Down on Broadway".
     
  17. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Já vi que esse negócio de audiofilia é complicado realmente. No forum do Steve Hoffman, por exemplo ( http://www.stevehoffman.tv/forums/ ), o pessoal simplesmente execra essas "DEFINITIVE EDITION" do Genesis. ;)

    Eu particularmente não conheço as edições originais em CD do Genesis, com exceção apenas do "Trick of the Tail", que adquiri recentemente (ATCO 38101-2). Pelo menos com relação a este eu posso dizer que a edição original é excelente realmente. (y)
     
  18. MarceloEduardo

    MarceloEduardo Usuário


    Desde 6 Mai 2007
    SP / Brasil
    Eu particularmente só ouvi Genesis de alguns remasters que possuo (de Foxtrot ao Duke). O pessoal comenta bastante da edição de "Duke" em comparação à primeira prensagem, afirmando que a primeira é bem superior e dinâmica. Na remaster, o som realmente parece meio abafado !

    É realmente lamentável a ação das gravadoras em lançar e relançar o mesmo título. Recebo a cada quinzena o mailing da CD Japan e de uns tempos pra cá fiquei bobo observando os (re)lançamentos do primeiro album do Dire Straits. Acompanhem:

    1a tiragem SHM-CD: meados de maio de 2008 (junto com os primeiros SHM-CDs)
    2a tiragem SHM-CD: 04/08/2008 (2500Y) em estojo acrílico
    1a tiragem SHM-CD mini-lp: 22/10/2008 (2800Y)
    3a tiragem SHM-CD: 24/06/2009 (2000Y) em estojo acrílico
    2a tiragem SHM-CD mini-lp: 03/04/2010 (2800Y)
    1a tiragem SHM-SACD mini-lp: 25/08/2010 (4500Y)

    Antes de adquirir meus CDs do Dire Straits, investiguei e observei que a primeira remasterização saiu pelo selo Vertigo/Polygram em 1996 (a mais famosa) e que em 2000, uma nova masterização foi produzida (ambas por Bob Ludwig), porém lançada apenas nos EUA pela Warner Bros. Considerando que SHM-CDs foram criados pela Universal (agora detentora do catálogo Polygram), pode-se presumir que a prensagem é a mesma de 1996. Haja $$$ para comprar todas as edições, em especial àqueles que se destinam a colecionar o catálogo integral do grupo!

    O que mais chama atenção é lançaram esse tal SHM-SACD. Isso hoje só existe no Japão, e ao que pude ver, não há lançamento previsto para outros mercados.
    Arrisco afirmar que sua fonte não são as masters analógicas, mas sim o material previamente masterizado em 1996 e convertido do PCM para o DSD, método adotado na produção de vários SACDs. Resumindo, podemos estar sujeitos a adquirir novamente o mesmo material (comprimido), porém em mídia de alta resolução, porém num preço um tanto exorbitante (4500Y ~ US$ 40-45 ~ R$ 80, mais frete).

    Outro caso é tão esperado SACD "Aja" do Steely Dan: saiu recentemente em SHM-SACD no Japão, somente 2ch e em mídia não híbrida.
    Comparando ao SACD "Gaucho", que é híbrido e conta até com mix 5.1, porque o SHM-SACD não possuiria tais melhorias ? Talves a fonte digital usada seja a remasterização de 2000 lançada em CD, que obviamente focou o lançamento em CD e não está disponível em 5.1ch !!! :D


    []'s

    Marcelo
     
  19. fjazzlover

    fjazzlover Usuário


    Desde 1 Set 2009
    são paulo
    Concordo com o primeiro post ( e todos os outros) que alertam contra os REMASTERS.
    Tenho o "Love" do The Cult em versão remasterizada e não consigo ouvir nem por 30 segundos devido ao volume alto demais e a compressão. Isso mata qualquer gravação!
    O mesmo em vinil (edição nacional) é muito melhor.
     
  20. Dbstay

    Dbstay Usuário


    Desde 14 Mar 2007
    Brasil
    Esse tópico é interessantíssimo. Eis um assunto que tem me preocupado.

    A tal "loudness war" se tornou uma praga em tempos de ipod. Uma pena. Temos que pesquisar mais para comprar discos. Não adianta, eu ainda compro CDs. Não gosto de download. Gosto de música ocupando espaço físico na minha casa. Se minha música ficar no HD, eu esqueço dela. Esqueço que ela existe. Já se ela ficar na minha prateleira, eu vou lá e vejo que aquele disco do Miles Davis de 1966 tá lá - Miles Smiles - sorrindo e querendo ser tocado. Mas é opinião minha. Paro por aqui.

    Eu queria chamar a atenção do pessoal aqui para os remasters do U2. Foram remasterizados os 3 primeiros discos - Boy, October, War - mais os clássicos The Unforgetable Fire e The Joshua Tree. Todos originais dos anos 80.

    Todos foram remasterizados pelo guitarrista The Edge. Me chamou muuuito a atenção o fato de que essas remasterizações do U2 melhoraram muito os discos, mas sem necessariamente ficarem MAIS ALTOS. Ou seja, não precisa ficar mais alto para ser... melhor. Muito melhor. Isso me chamou muito a atenção. Fico feliz de ver que o U2 não entrou na tal "loudness war".

    Da mesma forma não achei que os remasters dos Beatles ficaram mais altos também. Ficaram ótimos em detalhamento, não em volume !

    Aliás não são necessáriamente os remasters que são comprimidos em excesso. Discos novos também. O novo disco do REM está inaudível, de tão alto que a voz de Michael Stipe chega a ficar distorcida.

    Que paradoxo. Nunca tivemos tanta tecnologia. E nunca os discos (muitos) soaram tão ruins.

    Antes de comprar um disco, agora, presto atenção nisso também.

    Abraços,
     
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