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REMASTERS: do sonho ao pesadelo

Discussão em 'Música e Shows' iniciada por Progger58, 17 Ago 2010.

  1. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Comungo integralmente na sua opinião também. (y) :aplauso:

    Vide igualmente o exemplo do Vapor Trails, do Rush, que também chega a doer nos ouvidos da gente de tão alto/comprimido que ficou.
     
  2. maxheadroom

    maxheadroom Usuário


    Desde 10 Dez 2009
    Sao Paulo, Brasil
    Eu acabei virando o rei de comprar "CD velho" como uns podem chamar. A grande maioria dos CDs de primeira prensagem tem o som natural, tão agradável de se escutar quanto um bom LP. Nada de fadiga, nada de compressão excessiva. Só música da boa, bem mixada, bem gravada e bem masterizada.
     
  3. MarceloEduardo

    MarceloEduardo Usuário


    Desde 6 Mai 2007
    SP / Brasil
    Somos dois, colega!!

    Ultimamente a maioria das minhas aquisições têm sido de albuns usados no eBay, de preferência as primeiras edições prensadas no Japão.

    Há remasters que se comparam a aberrações de tão equalizadas e comprimidas. No fone de ouvido isso é muito perceptível e fatigante.

    Nada como uma masterização "flat" para total aproveitamento do som... Recentemente adquiri o CD "So" do Peter Gabriel nesta versão (a famosa edição black triangle da EMI). Uma sonoridade incrível, aberta e sem a tradicional amplificação empregada nos remasters...

    []'s

    Marcelo
     
  4. maxheadroom

    maxheadroom Usuário


    Desde 10 Dez 2009
    Sao Paulo, Brasil
    Mais aquisições de CDs "velhos" por aqui: Trespass e Selling England by the Pound, do Genesis, a primeira prensagem da Virgin/Charisma.

    E também um Bob Marley & The Wailers - Burnin', masterizado pelo Barry Diament. Daqueles tão gostosos que quando acaba vc bota pra tocar de novo.
     
  5. Desotti

    Desotti Say hello to my little friend!


    Desde 11 Ago 2002
    80's Miami...
    Entre ontem e hoje realizei um pequeno "shootout" com CD's que possuo tanto nas nas versões originais da época de seus lançamentos quanto as remasterizadas (todos importados), são eles:


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    Detalhe: o Duran Duran Arena foi o primeiro CD que adquiri, no longínquo ano de 1986...

    Tenho em meu sistema um equalizador GR-777 que utilizo muito eventualmente para tornar mais agradáveis as gravações ruins e cuja função principal é servir como analisador de espectro, muito útil quando se quer ter uma real noção da compressão dinâmica de uma gravação de forma visual imediata, sendo que posso deixá-lo nesta função sem que ocorra qualquer alteração do sinal de gravação, visto meu pré estéreo possui chaveamento "tape\source".

    Todas as quatro gravações remasterizadas apresentaram leitura que indicava muita compressão em toda a faixa de frequências.

    De fato, nas 3 primeiras gravações remasterizadas nota-se uma melhoria em corpo harmônico, obtida às custas dessa maior compressão, sendo que ao menos em meu sistema ficou muito evidente uma saturação demasiada do sinal especialmente na região dos médios, que causava fadiga auditiva em pouco tempo como bem apontou o amigo Demétrio.

    Apenas como exemplo, a faixa "Woman In Chains" do disco "Tears For Fears – The Seeds Of Love", impressiona positivamente nos trinta segundos iniciais da versão remasterizada pelo impacto muito maior dos instrumentos, mas lá pelos 3:30, quando os vocais ficam mais intensos, já é possível sentir os ouvidos "pesando".

    Na gravação original é preciso aumentar o volume para igualá-lo ao da versão remasterizada e mesmo assim o som não tem o mesmo corpo, mas a fadiga auditiva é zero e, o que considero mais importante, não se perde detalhamento algum, pois acredito que muita gente pensa que ao adquirir uma gravação remasterizada será presenteada com sons que não ouvira antes nas gravações originais, o que nem sempre deverá ocorrer.

    Esse tipo de ganho em qualidade sem compromisso em gravações dentro do padrão "redbook" eu somente percebi de forma totalmente convincente em transposições para o formato XRCD.

    Apenas o último disco apresentou os aspectos positivos esperados sem aumento de fadiga em meu sistema, o que faz um placar de 3 x 1 a favor das gravações originais.

    Mesmo sendo uma amostragem diminuta de apenas quatro gravações, espero ter contribuído para com o assunto através destas constatações.

    [[]]'s
     
  6. Rodriguezz

    Rodriguezz Turn On, Tune Up, Rock Out!


    Desde 20 Jan 2006
    Rio
    Muito bem explicado, Desotti (y)
     
  7. Dbstay

    Dbstay Usuário


    Desde 14 Mar 2007
    Brasil
    Desotti,

    Excelente análise. Nunca tive paciência pra fazer o que você fez. Obrigado. É o que penso. Remaster se eu ouvir "coisas que não ouvia na versão anterior", ótimo. Agora remaster só pra aumentar o volume, não dá. E pra causar fadiga auditiva pior ainda. Tô ficando velho e de fadiga já chega a do dia a dia. Estou reconsiderando muito a compra de remasters. Seria o caso de ir direto para versões, quando possível, seja tanto em disponibilidade quanto em $$ ir sempre pra as versões XRCD, SACD etc ou ficar com a velha versão? Acho que sim. Embora existam remasters ótimos, como já mencionei aqui os do U2, ainda o Mothership do Led Zepp, que conseguiu aumentar o volume sem distorcer nadinha, e o do R.E M. "Murmur" que considero um remaster fantástico.


    Creio que o pior remaster que já ouvi é o novo remaster de "Some Girls" dos Rolling Stones. Alguém já ouviu?
     
  8. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Excelente análise, Desotti. (y) Esse problema da fadiga auditiva tornou-se realmente muito presente na grande maioria dessas remasterizações mais recentes.

    Eu já detectei casos, inclusive, de remasters lançadas por um mesmo selo, mas em épocas distintas, serem absurdamente diferentes no que concerne ao problema da compressão dinâmica. Exemplo claro disso são as remasters lançadas pelo selo alemão REPERTOIRE: tenho aqui remasters da Repertoire de antes de 1996 / 1997 que ficaram excelentes, no entanto as mesmas remasters posteriores a essa época, lançadas exatamente pelo mesmo selo, saíram absurdamente comprimidas. Decorrência, evidentemente, da famigerada "LOUDNESS WAR".
     
  9. maxheadroom

    maxheadroom Usuário


    Desde 10 Dez 2009
    Sao Paulo, Brasil
    Eu geralmente analiso essas coisas ripando o CD e abrindo o WAV no Audacity (além de, claro, OUVIR quando o remaster está uma tragédia). Quando os caras matam a dinamica o WAV fica com essa cara horrível:

    Ver anexo 50902
     
  10. Marcosmika

    Marcosmika Usuário


    Desde 17 Mar 2004
    Garanhuns/PE
    um método nada ortodoxo,porém eficaz de acabar com loudness war!:p

    [​IMG]



    Está pior a cada ano... os remasters de 2010 são horríveis,vejo que a mídia campeã dessa "obscenidade" é a SHM-CD. Os engenheiros parecem ter os dedos colados no botão de compressor dinâmico.

    abç
     
  11. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    HAHAHAHAHAHA...

    Ótimo realmente esse método para acabar de vez com a loudness war.

    :lol: :ataque: :ataque: :ataque: :lol:
     
  12. Rodriguezz

    Rodriguezz Turn On, Tune Up, Rock Out!


    Desde 20 Jan 2006
    Rio
    Muito bom :lol:
     
  13. Desotti

    Desotti Say hello to my little friend!


    Desde 11 Ago 2002
    80's Miami...
    Esse método é mesmo BALA! :D

    Não sei se chegaram a ver, mas há um bom artigo no Wikipedia sobre o assunto... http://en.wikipedia.org/wiki/Loudness_war ...

    ... e um vídeo bem didático no youtube:

    [yt]3Gmex_4hreQ[/yt]

    [[]]'s
     
  14. Rodriguezz

    Rodriguezz Turn On, Tune Up, Rock Out!


    Desde 20 Jan 2006
    Rio
  15. tlbino

    tlbino Usuário


    Desde 12 Mai 2009
    Belem/PA/Brasil
    Pessoal, estava pesquisando para adquirir a Box de remasters dos Beatles em Stereo, e vi na Amazon.com uma versão americana e uma japonesa... A japonesa custa o dobro do preço... A diferenças entre elas? De qualidade de audio?
     
  16. asiufy

    asiufy Usuário


    Desde 30 Abr 2007
    A japonesa vem em formato mini-LP. Creio que o som seja o mesmo.


    alexandre
     
  17. Redlaw

    Redlaw Usuário


    Desde 13 Dez 2003
    Brasil
    Estou aqui :D. Grato pela lembrança :aplauso:. Praticamente deixei de postar no fórum por absoluta falta de tempo. Numa idade que deveria pensar em me aposentar, fiz o contrário, aumentei em muito a minha jornada diária.

    Mas acompanho o fórum, com leituras quase diárias de alguns tópicos.

    Quando retornar à normalidade, tomara que não demore muito, volto a participar naturalmente.

    Grande abraço a você Rodrigues, ao Demétrio, e todos os amigos do Fórum.

    [ ]'s Walder.
     
  18. Mario_Fpolis

    Mario_Fpolis Membro ativo


    Desde 1 Abr 2003
    Excelente tópico.

    De há muito o sítio tnt-audio vem combatendo o loudness war, concitando as pessoas a comprarem discos com alto nível de dynamic range (DR), produzidos por selos independentes ou com preocupações de qualidade. Assim são o Word of Art e Grim determination meets the fields of sorrow do David Peacock.
    O disco do David Peacock está disponível para download gratuito e realmente é impressionante a extensão dinâmica da música.

    Eu comprei o disco do Joe Walsh The Smoker You Drink, The Player You Get, da Audio Fidelity em ouro 24k, onde está dito "The original dynamic range of this recording was noto maximized, brickwalled, limited or compressed in any way during remastering", mostrando a preocupação do selo em manter a fidelidade.

    http://www.audiofidelity.net/

    Eles possuem um catálogo não tão amplo, mas por preços abaixo dos hoje em dia não-tão-apreciados SHM-CD.

    Há, ainda, um selo novo, www.oldies.com , que está relançando discos famosos, como o Turn Of Cards do Renaissance, que acabei de comprar. Infelizmente, como não tinha o disco original, não tenho como comparar e dizer se a masterização está sendo bem feita ou não.

    Ainda, o último disco da Kate Bush, Aerial, possui uma qualidade de gravação sublime, mostrando que a loudness war ainda não ganhou!

    Por fim, o selo biscoitofino, nosso, brasileiro, possui discos de excepcional qualidade, principalmente se considerarmos o resgate de material efetuado, exemplos que tenho e posso comentar o Dizzy Gillespie no Brasil com Trio Mocotó e também o disco do Paulinho da Viola e Elton Medeiros em Na Madrugada.

    Meus dois centavos.
     
  19. Progger58

    Progger58 Usuário


    Desde 7 Mai 2004
    Campina Grande-PB
    Grande Walder, faça como eu fiz: aposente-se de uma vez e venha logo participar mais ativamente aqui do forum!!! :D (y)

    Grande abraço (y) :aplauso:
     
  20. Dbstay

    Dbstay Usuário


    Desde 14 Mar 2007
    Brasil
    Mais um post que cita Kate Bush. Eis algo novo pra mim, vou explorar.
     
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