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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos.

    Há muito tempo participo do fórum, e sempre acabo postando nos tópicos referentes aos clubes de caixas acústicas, de cabos ou de computador. Como, eventualmente, a conversa se alonga e parte para rumos que não se referem ao tema do tópico, por vezes, até mesmo, indesejados, muita matéria fica esparsa e perdida pelo caminho. Para além disso, em certas ocasiões falta o espaço adequado para postar sobre pontos específicos, o que acaba sendo "jogado" em algum tópico e cai no esquecimento. De tal maneira, a intenção principal, com a criação do tópico, é poder trocar experiências, contar um pouco da minha evolução no hobby, do que vi ou ouvi, mas principalmente ter um espaço, uma "sala" onde eu possa receber os amigos para uma bater um papo, falar sobre quaisquer temas que nos aprouver e tentar evoluir no conhecimento, na troca de informações, na forma de ouvir e apreciar a música. Como objetivo secundário, tenho a pretensão de participar menos dos tópicos do fórum, e escrever neles somente aquilo que efetivamente se referir aos seus respectivos temas, nada mais.

    Para quem ainda não me conhece, gostaria de dizer que, embora eu goste muito de falar sobre caixas, equipamentos, cabos, acústica e elétrica, tenho a boa mídia e a boa música como pressuposto básico. Gosto de ouvir com o coração, gosto da música que me emociona. Nunca foi do meu feitio fazer indicações de discos, mas sou apreciador da boa música, da música "old school".

    Aos amigos, gostaria de desejar as boas vindas.

    Seguem fotografias do meu sistema e da minha pequena sala. Ela passou por muitas alterações. Aos poucos, nos próximos posts, pretendo fazer um breve histórico da minha evolução no hobby. O detalhamento se encontra na minha assinatura. Não é muita coisa, mas é tudo ajustado com o mais absoluto carinho, e dá para ouvir um som legal.

    Abraço a todos!

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    Índice de posts:

    - Página 1: apresentação; limpeza de contatos; fonte linear para PC (versão MK I).
    - Página 2: upgrade na fonte linear do PC (MK II); Nordost Valhalla XLR; troca dos bornes das caixas.
    - Página 3: opinião sobre montagem de computador para áudio; cabo Audiopheeling Helicopper Power; cabo Audiopheeling SATA Statement; melhorias no computador dedicado (remoção de um SSD).
    - Página 4: continuação nos reviews do cabo SATA e conversa a respeito do tema.
    - Página 5: temas esparsos de elétrica; ajuste fino do corner trap; controle de vibração (damping, acoplamento/desacoplamento, amortecimento, sintonia, etc.); softwares players de música.
    - Página 6: finalização do corner trap, com um pouco de opinião a respeito de material absorvente; testes com cabeamento interno do PC; controle de vibração (continuidade); mod no DAC PS Audio Digital Link III; dicas de configuração da BIOS da placa-mãe (com screen shots), começo do tema "elétrica dedicada".
    - Páginas 7 e 8: elétrica dedicada (fusível, aterramento, neutro, fase, fiação, ligações, etc.).
    - Página 8: conceitos de áudio e audição; construção do rack; filtro SATA da SOtM; elétrica (continuidade); conectores de energia (identificação de modelos originais e diferenciação dos falsos).
    - Página 9: identificação de cabos falsos; elétrica (continuidade); substituição do inlet do DAC; filtro SATA da SOtM (medições); fusível Sax Soul (padrão 10x38mm) e porta-fusíveis.
    - Página 10: reviews do fusível Sax Soul Ágata e do porta-fuusível ABB; dicas de configuração do Exact Audio Copy (com AccurateRip); dicas de configuração do Windows para inicialização automática; medidas da sala e do posicionamento; dicas de configuração do JPlay, do Linn Kazoo e do MinimServer.
    - Página 11: adição de bases de fibra de carbono sob o integrado; novo tomadeiro e novas conexões do aterramento; configuração de JPLAY, BubbleUPnP e TIDAL; comparação entre o TIDAL com diversos modos de drivers e o armazenamento local via JPLAY e MinimServer; teste da fiação do aterramento.
    - Página 13: melhorias na elétrica; novo cabo Audiopheeling SATA Statement; venda da interface SOtM, do DAC PS Audio e chegada do DAC Ayre QB-9 192/24; breves comentários a respeito do Ayre.
    - Página 14: novos comentários a respeito do Ayre QB-9 192/24; comparação com o DAC anterior e seus periféricos; indicação de gravação para ajuste de palco do sistema; pequenos acertos na acústica; comentários sobre como se ouve música, formas de avaliar/apreciar algo.
    - Página 15: continuidade da conversa sobre audições; novos fusíveis Sax Soul Ágata; encontro HT Fórum Bauru/Marília/Quatiguá; mudanças na elétrica; conversão do Krell S-300i para 220v e análise de possíveis benefícios/malefícios.
    - Página 16: continuidade sobre 127v vs. 220v; instalação do Windows Server 2016 no modo Core.
    - Página 17: instalação do Windows Server 2016 no modo Core em RAMdisk e breves comentários a respeito; uso de spikes no Ayre QB-9; substituição do cabo Wireworld Silver Starlight 7 USB; comentários a respeito de transformadores bifásicos e trifásicos e reflexos em sistemas de som; comentários a respeito de bitola de fiação mais adequada para aterramento.
    - Páginas 18, 19 e 20: continuidade sobre elétrica dedicada, com explicações sobre transmissão elétrica, efeito Skin, aterramentos, etc.; diferenças sonoras audíveis, mas não mensuráveis; experimentação de um novo cabo XLR.
    - Páginas 21, 22 e 23: chegada do Curious Cable USB e comentários a respeito; novas abordagens sobre elétrica dedicada.
    - Páginas 23, 24 e 25: dicas de limpeza das caixas de som; retomada do tema "elétrica dedicada", com auxílio a um colega na idealização do seu circuito elétrico; testes com cabos de força; conectores falsos e indicação de marcas chinesas de qualidade.
    - Página 26: filtragem nas tomadas da casa; dúvidas a respeito das novas caixas.
    - Página 27: debate acerca da sinergia entre cabos, entre cabos e sistemas, e possibilidade de a falta de sinergia impor um limitador importante no nível geral de performance; compra das KEF Reference 203/2.
    - Páginas 28, 29 e 30: prosseguimento a respeito de elétrica dedicada; chegada de uma unidade da Reference 203/2.
    - Páginas 31 e 32: fotografias e breves comentários a respeito das KEF Reference 203/2.
    - Página 33: comentários e dicas a respeito de posicionamento de caixas acústicas; breve retrospectiva da evolução de 2011 a 2018.
    - Páginas 34 e 35: cables lift e controle de vibração; influências do comprimento dos cabos no resultado geral de um sistema; dicas de fusíveis e porta-fusíveis; dúvida a respeito de tomadas audio grande; nova fonte linear do computador dedicado (versão MK III).

    Outros tópicos que eventualmente alimento com novidades e experimentações:

    - RAMdisk com Windows Server: https://www.htforum.com/forum/threads/ramdisk-com-windows-server-2016-guia-de-configuracao.302853/

    - Configuração do JPLAY: https://www.htforum.com/forum/threa...o-bubbleupnp-minimserver-ffmpeg-tidal.293842/

    - Configuração do Exact Audio Copy: https://www.htforum.com/forum/threa...-basico-de-configuracao-c-accuraterip.292994/
     
    Última edição: 4 Jul 2018
    • 23
  2. Lemusachi

    Lemusachi lemusachi

    353 161 48

    Desde 22 Jul 2015
    São Bernardo
    Felipe...vc é fera!!!
    Um dia chego lá....pois aprendi e venho aprendendo com cada postagem sua!!!
    E parabéns pelo sistema!!!
    Um grande abraço!!!(y)(y)(y)
     
    • 1
  3. JR-RS

    JR-RS Fidelidade sem preconceitos!

    5.835 3.602 716

    Desde 24 Abr 2008
    santa maria, rs, brasil
    Agora vai:aplauso::aplauso::aplauso:

    Felipe, já que tomou coragem, sugiro que faça um apanhado histórico da sua sala, acho bem bacana quando podemos visualizar a evolução gradual da sala dos colegas.

    Parabéns pela iniciativa!!!!
     
    • 1
  4. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Desde que eu me entendo por gente tenho grande paixão pela música. Passei pela fase de cantar no karaoke, de ter diskman, walkman, de babar no fone de ouvido da Sony, até que em 2006 eu dei meu primeiro passo no hobby com um receiver Sony STR-DG800. Esse tenho guardado até hoje, como minha primeira peça. Tem valor sentimental. Esse receiver eu comprei aos 14 anos de idade, entregando cartas pela cidade. Custou R$1.399,00, e eu entreguei carta a carta, por R$0,50 cada uma, guardei as moedas que meu pai me dava, até conseguir juntar todo o dinheiro.

    Junto desse receiver vieram caixas DIY com falantes automotivos Hurricane e um subwoofer ativo DIY da Pioneer que eu mesmo construí, ativando-o com um módulo Booster de 400w e uma fonte de computador. Acompanhando esse conjunto havia um DVD Sony e uma TV LED de 21". Comprei cabos Tiaflex, e depois troquei por Sparflex e um cabo coaxial Kcres Audio do MercadoLivre. Tudo isso funcionava no meu quarto, que era o cômodo da casa que mais me dava privacidade e liberdade para construir as minhas coisas, ajustar, montar tudo.

    Fiquei com estes equipamentos até o ano e 2011, quando comprei um receiver Denon AVR-2311, um subwoofer Infinity PS-410, um Panamax M-5300PM e um blu-ray Sony BDP-S380. Aquilo para mim foi uma loucura. Não conseguia acreditar na qualidade que entregava, na fidelidade, no envolvimento do multicanal.

    Em 2012 dei meu primeiro passo para a verdadeira qualidade. Comprei as KEF Q300 pouco após o lançamento e, praticamente junto delas, os cabos van den hul Magnum Hybrid. O conjunto era um sonho, as caixas lindas, tocavam um absurdo para a minha referência. Foi tudo no escuro, e eu me apaixonei demais. Para colocar as caixas, ganhei um rack dos meus pais, comprei spikes Viablue HS e consegui trocar o Denon AVR-2311 pelo AVR-3808.

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    Nessa época, meu maior sonho era ter um conjunto 5.1 completo de KEF Q. Iria comprar as KEF Q200c para a central e as Q100 para surround. Eu olhava aquele espaço entre os equipamentos e enxergava a caixinha central fazendo par com as frontais. Era meu maior sonho, até que caí nas mãos de um golpista que atua no fórum. Ele me enganou na negociação de uma Q200c, depositei R$750,00 e ele simplesmente desapareceu com meu dinheiro. Esse desgosto foi tão grande que eu perdi completamente a vontade de ter um conjunto multicanal. Essa "ofuscada" no multicanal reacendeu a chama da música, e foi então que aproveitei o conjunto que estava em minhas mãos e a orientação dos meus colegas de fórum para começar a educar os ouvidos e a mente, a aguçar a percepção.

    Comecei a ouvir as músicas no modo Pure Direct e, no começo, achava um lixo. Foi aí que comecei os testes com o anterior Sparflex e os atuais Magnum Hybrid e notei as diferenças nas características sônicas. O van den hul mostrava um som muito mais cheio, real, o palco mais centralizado, um detalhamento muito superior. O som era encorpado, e foi então que comecei a gostar da coisa no modo Pure Direct. Ela me permitia ouvir as nuances dos equipamentos, do cabeamento, e então, em 2013, tive a oportunidade de testar meu primeiro cabo de energia, o Furutech 3TS762 com plugs FI-11. Custei a acreditar, mas novamente descobri algo novo. Eu fiquei tão impressionado, tão estupefato, que em momento posterior, no mesmo sistema, gravei o seguinte vídeo:



    Já naquela época, não fazia o menor sentido que alguém dissesse que um mero condutor não poderia surtir um resultado positivo em um sistema. Registrei cada momento, com fotos e com vídeos.

    No mesmo ano de 2013 vieram para cá o Kimber 8TC de caixa e o Musical Fidelity M1DAC. Aquilo foi uma loucura. Usando o receiver como pré estéreo e power, o Denon AVR-3808, que era uma verdadeira autoridade em corrente de reserva, subiu muito de nível, e a distância do Kimber 8TC para o van den hul Magnum Hybrid era muito grande. O Denon era um receiver que eu estimava muito e compraria novamente, se pudesse. Para finalizar o ano, providenciei para as caixas duas bases de mármore e dei meu primeiro passo na elétrica dedicada, construindo um aterramento simples com três barras de cobre unidas por fios de 14mm² e uma fiação própria de 6mm² para fase e neutro. O quadro ainda tinha dois DPS e um DR, e a ligação era feita por disjuntor Siemens. A alimentação para os equipamentos provinha de uma Furutech GTX-D (G) e uma Furutech FPX de cobre.

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    A melhoria decorreu da venda do Panamax M-5300PM, valor que foi totalmente revertido na elétrica.

    No começo de 2014 vieram para cá um par de cabos RCA Audioquest King Cobra, que peguei em troca pelo Kimber 8TC, o Kimber 12TC de caixas e o Arcam FMJ A38, um integrado pelo qual também guardo grande apreço. Aqui a soma integrado + DAC + cabeamento + elétrica + caixas fazia um trabalho primoroso. Eu era apaixonado pelo sistema (como sou até hoje) e principalmente pelo seu altíssimo custo-benefício. Tocava muito com pouco.

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    Eu praticamente restaurei o Audioquest King Cobra, e sempre zelei muitíssimo bem de todos os meus equipamentos. Normalmente, alguns vão melhores do que vieram, porque eu lustro, dou polimento, faço de tudo para conservá-los.

    No ano de 2014, ainda, eu vim de uma sequência muito frustrante de testes com o PC. Usei um notebook com Windows 7 e foobar2000 com um cabo USB de impressora para alimentar o M1DAC, e não havia meios de comparação com o blu-ray player pela coaxial. O rendimento era altíssimo, e então me convenci a trocar o BDP-380 da Sony por um Pioneer BDP-450. Aqui era impressionante. Na época, sempre ilhado aqui, nunca havia ouvido outro sistema, e eu não acreditei na imagem e no som daquele blu-ray player. Tocava muito, era tudo muito superior.

    A coisa melhorou ainda mais em 2014 quando, em julho, vieram as KEF R300, caixas que me fazem muito feliz até hoje e que não sairão daqui nunca mais. Pelo tanto que tocam, servirão num segundo, terceiro sistema, e custam muito pouco por tudo o que entregam. Não me canso de ouvi-las e admirá-las. É um casamento perfeito.

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    Também em 2014 tive experiências de menor relevância, como o cabo coaxial Wireworld Chroma, um cabo de energia Furutech FP-314Ag, e finalmente vieram os Airon HE-460, que deram nova vida às R300.

    O ano de 2015 marcou o início dos anos mais produtivos nesse hobby, pois conheci muitos outros sistemas e tive a oportunidade de testar muitas coisas aqui antes de comprar e/ou devolver. Como consequência disso, o Arcam A38, o Kimber 12TC, o Pioneer BDP-450, o cabo RCA Furutech FA-220-50 com os plugs WBT-0144 e o Musical Fidelity M1DAC foram todos embora. No lugar entraram o Krell S-300i, o PS Audio Digital Link III, a SOtM dx-USB HD, o Wireworld Gold Starlight 6 coaxial, o Nordost Tyr de caixas com os jumpers Nordost Norse, montei meu primeiro PCA, com a SOtM tx-USBexp e os filtros SATA da SOtM, o Cardas Clear USB e o Nordost Tyr XLR.

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    Em 2016, dentre diversas pequenas mudanças (Furutech FI-03, Furutech 3TS20, Furutech TF-8A, Shindos S-50, Furutech GTX-D (R), dei passos muito importantes para o sistema. Aqui nem preciso dizer o quanto já estava embarcado no estéreo, e nunca senti o mínimo de saudades do multicanal. As experiências me fazem, dia após dia, não ter a menor dúvida de que estou no caminho certo, que é fazer e ouvir o que gosto. É um hobby muito apaixonante, muito complexo e muito prazeroso, desde que sempre conduzido com leveza.

    Voltando à evolução, o primeiro passo importante em 2016 foi a remoção de toda e qualquer fonte chaveada do sistema. Para tanto, construí uma fonte linear para o meu computador, a primeira delas, tudo sozinho e morrendo de medo de explodir. Quando vi que funcionou e, melhor do que isso, OUVI o resultado, não acreditei. É consabido que o ruído de uma chaveada não suja apenas a energia que circula pelo equipamento, mas pode também propagar-se para todos os outros e ainda pode retornar pela energia (fase e neutro), sujando a alimentação de modo geral. O que eu não imaginava, porém, é que a ausência de chaveadas fosse trazer um resultado tão positivo. Já comentei pelo fórum e sempre repito quando possível: meu sistema somente deslanchou, realmente se tornou transparente e sensível, quando eu construí essa linear para o computador. O nível subiu incrivelmente.

    Hoje, felizmente, ela está alimentando o computador de um grande amigo envolvido no hobby, com um resultado igualmente satisfatório. Depois posso passar os detalhes construtivos da fonte MK I. É fácil e muito barata.

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    O ano de 2016 também foi marcante por quatro outros fatores: a) a entrada do USB Wireworld Silver Starlight 7; b) a entrada do Nordost Qv2; c) a utilização de fase e neutro dedicados, desde a rua até o sistema, com a remoção dos DPS e DR e a utilização de um porta-fusível. Essas experiências também colaboraram de maneira evidente para a evolução do sistema, deixando-o mais fiel, mais transparente. O quarto e último, e que merece mais importância, refere-se às mudanças acústicas. Como eu comentei, ouvia o sistema no quarto, e consegui, com muito custo, transformá-lo numa pequena sala "adaptada", pois o guarda-roupas continua fazendo parte dela. Junto da saída da cama, vieram a cortina espessa e o tapete. Novos ares para o sistema respirar mais aliviado e uma boa evolução.

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    Para encerrar o ano, em 2016 pude ter MUITA experiência com baterias para alimentar pontos específicos do sistema. Pude testar uma série de compostos e extrair conclusões muito legais, que serviram de aprendizado.

    Em 2017 fiz pequenas mudanças, mas as mais significativas foram o rack, com a saída do monstrengo anterior juntamente com o painel, a entrada de novos Nordost Qv2, a entrada de um Purist 20th Anniversary de energia, a entrada de um Nordost Valhalla de energia, o desenvolvimento da versão MK II da fonte linear do meu computador dedicado e, recentemente, de um Nordost Valhalla XLR, no lugar do Tyr.

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    Ainda faltam alguns acertos no PCA, pois pretendo trocar toda a fiação interna por outra de melhor qualidade, substituir essa seção retificadora anterior, talvez organizar melhor os capacitores e resistores, e pretendo também promover outras melhorias pontuais. Por último, como dizem os americanos, "at last, but not the least", estou promovendo alterações mais incisivas na acústica. Minha sala é assimétrica e a elevação do nível do sistema tem cobrado seu preço. Meus últimos comentários sobre a acústica estão aqui, e sobre o Valhalla XLR, aqui.

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    Remeto os amigos aos meus comentários sobre o Valhalla XLR e peço a atenção a uma parte muito importante, que se refere à limpeza dos conectores dos nossos sistemas. Postei algo a respeito esses dias, e assim que o encontrar, farei uma réplica de texto integral aqui. Considero ser parte FUNDAMENTAL do rendimento de um sistema de som.

    Tentei ser breve, mas não consegui. Posteriormente pretendo falar de outros sistemas que já ouvi, de outros equipamentos que já testei, e desde já me coloco à disposição para esclarecer alguma pergunta pontual sobre o meu sistema. Fiquem todos à vontade para suas colocações, colaborações, sugestões, opiniões.

    Grande abraço!
     
    Última edição: 8 Ago 2017
    • 16
  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Sobre a limpeza dos contatos. Reforço que o post é de algum tempo atrás, então não se encontra totalmente atualizado, fazendo referencia ao Nordost Tyr XLR, sendo que atualmente o cabo que uso é o Valhalla XLR.

    Por várias vezes já mencionei nos fóruns que frequento acerca da necessidade de manter os contatos dos cabos e conectores limpos, seja por questões de oxidação, seja por questões de condutividade. Não é raro, pois, trocarmos um cabo e ficarmos surpresos com a qualidade do que é novo. Naturalmente, tudo o que é novo surpreende, encanta, tanto pela possível qualidade superior, quanto pelo fator psicológico. Entretanto, nesse processo de comparações, evoluções, nem sempre nos lembramos de cuidar daquele cabo de 3, 5, 10 anos de idade, que possivelmente está precisando de uma limpeza, de uma revisão, para que possa voltar à vida, para que possa entregar aquilo que é capaz. É algo natural, e é algo que o compromissado precisa se atentar constantemente para evitar a queda de condutividade e de qualidade sonora, mas, principalmente, para evitar de se iludir com o novo por uma questão diversa de suas características intrínsecas.

    Aqui, promovo ao menos uma vez por ano (tento manter a frequência de seis meses) a limpeza de todos os condutores do meu sistema, e sempre observo que um ou outro está mais oxidado, escurecido. No final do processo, o resultado é algo muito positivo em termos de rendimento e traz uma boa economia, uma vez que permite colher o real resultado da utilização de determinado condutor e, a depender do caso, recuar na possibilidade de sua substituição. Já passei pela fase da cera automotiva, a qual abandonei por conta da abrasividade e da piora em rendimento. Depois passei a usar isopropanol, mas encontrei tantos de qualidade duvidosa que desisti. O que estava usando era o Limpa Contato da Wurth, com um excelente resultado.

    Recentemente, por indicação da Wireworld para manutenção dos cabos, testei a limpeza com esses dois óleos da foto abaixo que ganhei de presente dos amigos Renato Gomes e Silas. O amarelo serve à lubrificação e aumento da condutividade de condutores de ouro. Já o vermelho, para a limpeza de quaisquer deles, lubrificação e aumento da condutividade. Nos conectores de ouro, ambos são complementares. Primeiro usa-se o Cleaner & Enhancer e depois o ProGold. Esses produtos possuem um químico que aumenta a condutividade do metal.

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    Os benefícios, teoricamente, são vários: 1) remoção da oxidação; 2) criação de uma camada protetora de umidade, etc.; 3) diminuição do atrito metal/metal, aumentando a longevidade de eventual camada superior de material especial (prata, ouro, ródio, platina, etc.); 4) aumento da condutividade.

    Na prática, a promoção da limpeza pelo DeoxIT não me parece dispensar o Limpa Contato. Observei que o Cleaner & Enhancer não é tão eficaz quanto o Limpa Contato, em razão do que tenho os utilizado de maneira complementar, o que me pareceu ótimo: primeiro o Limpa Contato da Wurth, depois o Cleaner & Enhaner e, nos condutores de ouro, finalizo com o ProGold. O resultado é fantástico. Alguns condutores de ouro, especialmente dos cabos Nordost, aparentaram ganhar outra vida, outra aparência. Nunca os vi com aparência tão boa quanto agora.

    Segundo os técnicos da Wireworld me passaram via e-mail, a aplicação dos DeoxIT Cleaner & Enhancer e ProGold nos cabos dispensa a limpeza futura, pois a camada protetora criada é tão eficaz que irá minimizar a oxidação e a queda de rendimento a um grau mínimo. Foram bem pontuais ao explicar que a pressão dos conectores, somado ao preenchimento dos espaços vazios pelos DeoxIT torna dispensável o conecta/desconecta e as futuras limpezas, pelos motivos que mencionei acima. Se isso é propaganda ou fato real, somente saberei em alguns meses.

    Como os DeoxIT são uma espécie de óleo, fiquei receoso com os efeitos que isso pudesse causar no desempenho. Por esta razão, resolvi avaliar aos poucos. Até agora somente apliquei nos condutores do DAC (todos), das caixas (somente os novos), na conexão XLR do Krell, no cabo Nordost Tyr XLR e na ponta que vai à caixa dos Nordost Tyr de caixa. Ainda não apliquei na interface SOtM, na fonte da interface, no cabo coaxial, no cabo USB, nos demais conectores do Krell, na ponta do amplificador dos Nordost Tyr, em nenhum cabo de energia e nem nas conexões do PC. Com essa parcial feita, no áudio, nota-se uma diferença muito pequena, muito sutil, para melhor. A evolução é apenas pouco superior a uma limpeza "simples" com o Limpa Contato. Há maior desobstrução de frequências médio-agudas e agudas, um ganho pouco perceptível em espacialidade e divisão de palco e um som mais suave. Parece que o som ficou mais musical, menos duro, mas sem perder correção, precisão, articulação. Quanto ao restante, não há nada novo.

    Como o preço de ambos os produtos DeoxIT, somados, fica pouco acima do Limpa Contato (o par custa $11,00 + frete), achei muito válido compartilhar pelo custo-benefício e aproveitar para reforçar a necessidade de manutenção. O "kit de limpeza" que tenho aqui não custa mais do que R$100,00 e traz um belo implemento. A curto prazo há uma diferença pequena apenas no áudio. A longo prazo creio que ajude muito na conservação dos metais.

    Abraço!

    PS.: acredito que a leitura deste post faça muito mais sentido se for seguida ou precedida da leitura do post onde comento do Nordost Valhalla XLR. Sem a menor dúvida, é o cabo do meu sistema que mais evidenciou diferenças para melhor após o processo de limpeza. Acredito que valha à pena para fins de elucidação.
     
    • 6
  6. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    5.979 2.895 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Tô na área!!!
    Parabéns pela sala, pelo trabalho e pela história.
    Essa alquimia do áudio é muito gostosa.
    Vamos em frente.
    Um grande abraço.
     
    • 3
  7. bob51

    bob51 Usuário


    Desde 3 Fev 2014
    Cotia - SP
    Pra quem esta começando a sala do zero, esse tópico é imperdível!!!

    Vai economizar muito dinheiro indo pelo caminho certo e ainda por cima vai ganhar muito conhecimento.

    Fico perplexo com sua vontade e paciência em ajudar os colegas, sou totalmente leigo nessa parte digital, logo vou me inclinar pra esse lado, pela facilidade!!

    Grande abraço.
     
    • 6
  8. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Bob, fico muito grato pelas suas palavras de incentivo.

    Eu já sou diferente, hahah, não me vejo de modo algum ajustando um toca-discos, lavando LPs, e olha que tenho uma paciência absurda para ajustar, testar, construir, montar. A mídia analógica não me atrai muito, embora eu confesse ter uma grande atração, em especial, pela parte de pré-amplificação valvulada. Um dia pretendo testar.

    Um dado interessante: estou no hobby desde 2006, mas guardando dinheiro desde 2005. Posso colocar algo entre 11 e 12 anos de investimento. Tempos atrás, conversando com uns amigos, cheguei à conclusão de que, neste tempo todo, gastei muito menos dinheiro com meu sistema do que eles gastaram com bebida alcoólica e, alguns, com cigarro. Essa informação não deixou de me impressionar, mas ao mesmo tempo fiquei feliz por ter feito bom uso.

    Abraço e seja bem-vindo!
     
    • 5
  9. Ezequiel

    Ezequiel Usuário


    Desde 26 Dez 2004
    Fortaleza/Ce/Brasil
    Parabens, Felipe, pela sala e pelas excepcionais experiencias!
    Minha principal fonte é PC e fiquei curioso quanto a construção da fonte de alimentação linear. Poderia passar mais informações?
    Obrigado.
     
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Oi Ezequiel! Bom te ver por aqui!

    Primeiro, falando genericamente sobre fonte e PC, o que tenho a dizer é: toda fonte de baixo sinal que faz parte do sistema (computador, pré de phono, pré-amplificador, DAC, etc.) é extremamente mais sensível do que a fonte de alto sinal (normalmente, amplificadores, integrados, etc.). Isso porque a relação sinal-ruído (SNR) entre eles é bem pequena, na comparação direta. Exemplificativamente, um ruído de 0,5v representa muito mais para um circuito com tensão de 1,5, 4 ou 5v (como na conexão USB, ou entre o DAC e o pré, ou ainda entre o pré e o power) do que para um sinal de 35, 50v (saída amplificada). Isso faz com que um cuidado bastante especial com ruídos, principalmente ruídos de alta frequência, seja necessário nos nossos sistemas. Existem muitas maneiras de se livrar disso, e a mais eficaz é o aterramento (ou reforço) do neutro da casa, mas pontualmente, no sistema em si, a maneira que considero mais eficaz e significativa é a saída de fontes chaveadas nos equipamentos de baixo sinal.

    Muitas pessoas sustentam que a blindagem eletromagnética é de boa eficiência, majoritariamente quando se usa o mu-metal, mas isso somente isola fisicamente os elementos do circuito. Eu posso, por exemplo, envolver um transformador com mu-metal, ou uma fonte, e possivelmente a irradiação de alta frequência será controlada. Porém, existem outras duas grandes vertentes que constituem parte elementar da equação: a) controlar a irradiação de ondas EMI/RFI não significam que elas deixarão de existir, mas apenas que elas ficarão confinadas. Importa dizer que, ao envolver uma fonte de PC, por exemplo, com um material isolador, tudo o que ela irradiar ficará confinado lá dentro, refletindo indefinidamente. Há uma diferença grande entre isolar e absorver; b) mesmo com o controle da incidência física de ondas eletromagnéticas, não se pode esquecer que o ruído também circula pelos condutores, pelo cabeamento. No nosso caso, está circulando no computador.

    E não apenas isso. O ruído de alta frequência não tem "sentido", não tem um rumo definido. Ao mesmo tempo em que ele chega por meio dos cabos elétricos (fase e neutro), ele também tem aptidão para retornar por este cabo. Em poucas palavras, significa que o ruído gerado pela chaveada do computador se propaga pelos componentes internos, se espalha pelos equipamentos pelo cabo USB, pelo cabo coaxial, pelo cabo RCA/XLR e chega até as caixas, mas também retorna pelos cabos elétricos para realimentar os demais equipamentos. Trata-se, portanto, de um duplo prejuízo. Há pouco tempo fui altamente contestado num grupo do Facebook ao fazer estes apontamentos, mas ninguém se dispôs a me comprovar o contrário, por meio de um osciloscópio. É óbvio que existem lineares e LINEARES, chaveadas e CHAVEADAS, e que uma chaveada excelente poderá ser melhor do que uma linear ruim, mas o princípio básico é o de que, trabalhando a linear em 60Hz, e a chaveada em altíssima frequência, esta, por sua própria natureza, é ruidosa, e o controle disso é dificílimo, diria eu, impossível, a partir de certo ponto.

    A construção da versão MK I da fonte linear partiu de três premissas básicas, decorrentes do que acima expus, que são: a) eliminar uma fonte geradora de alta frequência, deixando o sistema completamente livre delas (hoje meu sistema só possui fontes lineares); b) criar um sistema de filtragem que, no mínimo, fizesse da fonte linear uma fonte "neutra", que não gerasse mais nem menos ruído, e trabalhasse em 60Hz, como as lineares "padrão"; c) construir algo muito eficaz e com o menor custo possível, tudo manualmente.

    Partindo daí comecei as experiências, e as duas primeiras conclusões a que cheguei, bem específicas, e que decorreram diretamente do que eu ouvi, são: a) no mercado nacional, não existe uma ponte retificadora tão boa quando diodos ultra-rápidos, como os UF e os MUR. Aliás, a maioria das pontes encontradas no mercado nacional são um verdadeiro horror, não são transparentes; b) todo e qualquer regulador de tensão prejudica, em maior ou menor grau, a qualidade do som. Os piores são os LM78xx e LM79xx, seguidos pelo LM317, e os melhores que encontrei foram os LT1083, 1084 e posteriores. Esses são quase perfeitos, mas ainda ficam devendo um pouco.

    Adicionei, portanto, uma quarta premissa: minha fonte linear será composta por diodos ultra-rápidos MUR860 e não terá regulador de tensão. Ela vai "flutuar" conforme a tensão AC da rede oscila. Este foi o primeiríssimo passo que dei na construção de algo dedicado e pensado, mas encontrei também a primeira dificuldade, que foi localizar uma PicoPSU que tivesse regulador interno. A grande maioria trabalha em 12v, e comecei a vasculhar a China até encontrar a que está nas fotos abaixo. Ela trabalhava de 16 a 24v, o que me permitia boa elasticidade.

    20150930_192950.jpg 20150930_193041.jpg


    As especificações para mim eram perfeitas, porque dentro do meu objetivo de ser purista, pude construir uma fonte sem regulador nenhum. A tensão DC subia, na fonte, conforme a AC subia, na rede, e vice-versa. Para ter segurança, construí a fonte para entregar 20v DC a 127v. A explicação para isso é simples: 20v DC é a média entre os 16v e os 24v que a PicoPSU trabalhava. Com isso, a PicoPSU somente entraria em modo de proteção quando a tensão AC ultrapassasse 152v ou fosse inferior a 101v, o que, obviamente, nunca ocorreu.

    Quanto aos capacitores, não procurei nenhuma marca renomada e nem testei muitos modelos. Usei apenas um valor consideravelmente alto para a demanda do PC. Foram, no total, 22000uF, montados numa PCB.

    20160317_012412.jpg

    O transformador eu encomendei com o Helder Santos, nas exatas especificações que eu desejava. Ele possuía, se não estou muito enganado 15v no secundário e 12A de capacidade, um total de aproximadamente 180w.

    Fixei tudo dentro de um gabinete e coloquei para funcionar. Como todo componente eletrônico, estes também precisariam passar pelo processo de amaciamento, e por isso fiquei ouvindo por vários dias.

    20160409_110711.jpg 20160409_122038.jpg

    Eu nunca havia ouvido nada na minha vida, em qualquer sistema que eu tenha conhecido, uma naturalidade tão grande, uma reprodução tão real. Prova de que? De que a fonte que eu fiz é muito boa? Não! Prova de que fontes chaveadas, com raras exceções, são inapropriadas para a aplicação em áudio.

    Os agudos deram uma pequena recuada, o que aumentou sensivelmente o nível de conforto auditivo. O som parecia estar mais analógico, dando a sensação de que não havia nada "duro", estava tudo soando muito harmônico, coerente, natural, com os agudos menos granulados, mais cristalinos. Achei os graves mais controlados, mais impactantes, mais profundos, e o palco mais profundo. Os médios ficaram incríveis, nada incisivos, quaisquer que fossem as vozes ou instrumentos que estivessem cantando ou tocando.

    O ganho foi muito superior a qualquer cabo de energia que eu tivesse experimentado. Era impressionante como o som estava tocando relaxado e, ao mesmo tempo, ganhou em controle, em dinâmica. A fonte anterior era uma limitação gigantesca no meu sistema, não tinha nenhuma tecnologia, o cooler era ruidoso e ficava 100% do tempo ligado em máxima velocidade, além de ser uma verdadeira caldeira (mesmo com cooler).

    Algum tempo depois, segui nos ajustes. A fonte era de baixo ruído, trabalhando em 60Hz, mas não possuía qualquer filtragem além daquela inerente aos capacitores e aos próprios circuitos da placa-mãe e da PicoPSU. Assim, resolvi implementar mais uma solução, que foi a instalação de um capacitor Wima de 0,1uF diretamente na PSU.

    A localização tinha um objetivo: filtrar imediatamente o ruído do circuito do PC e, ainda, evitar que as estacionárias eventualmente formadas pelo cabeamento da fonte refletissem de forma negativa no desempenho. A questão das estacionárias é um pouco complexa. Resume-se a um cálculo usado na área de telecomunicações segundo o qual, grosso modo, o cabo reflete ondas eletromagnéticas que não tenham comprimento de onda (lambda) correspondente ao seu próprio comprimento. A ideia, com o capacitor de valor bem pequeno instalado em paralelo à alimentação, é filtrar as interferências de alta frequência que eventualmente estivessem chegando à placa mãe por meio do cabo de alimentação (é uma espécie de filtro-passa baixa com um corte altíssimo). Enfim, segue a foto do capacitor:

    20160902_002651 (1).jpg

    Isso colaborou com mais uma limpada nas frequências agudas e com um ganho interessante em espacialidade.

    O mais interessante dessa fonte linear foi o preço. Gastei algo por volta de R$300,00 a R$350,00 e o ganho em rendimento do computador foi muito alto. Óbvio que a versão MK II trouxe uma bela diferença, em relação à MK I, mas o valor daquela é cinco vezes maior do que esta e o ganho não é diretamente proporcional. É aquela coisa que fica no limite, no limiar da qualidade, mas que acrescenta, transparece e agrada. O custo-benefício da primeira versão da minha fonte linear é altíssimo, e o resultado é de impressionar, quando o sistema colabora.

    Abraço a todos!
     
    Última edição: 8 Ago 2017
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  11. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista

    5.979 2.895 926

    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Enviei Mensagem no ZAP (y)
     
  12. ivan65

    ivan65 Usuário

    Olá. Nunca fiz uma limpeza tão minuciosa em meus cabos. Pergunto: Após aplicar os liquidos devemos limpar com uma flanela?
     
  13. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Oi Ivan. Não, depois da aplicação, que, claro, deve ser em pequena quantidade, não se deve fazer a remoção com a flanela. O líquido é espesso e não escorre, e também não existe risco de provocar curto-circuito. O procedimento aqui faço apenas com algodão puro e estopa, além do limpador de cachimbo de algodão, que uso para a limpeza do interior dos conectores, onde normalmente o algodão, o cotonete ou a estopa não chegam.

    O limpador de cachimbo pode ser comprado pela internet e dura muito, já que, uma vez suja a ponta, basta cortá-la para conseguir aproveitar mais a haste inteira. Os meus devem ter no mínimo uns dois anos e só usei uma.

    [​IMG]

    O procedimento completo é: 1) aplico Limpa Contato (aqui uso o da Wurth, mas se diz que o LC-150 da 3M é melhor); 2) faço o polimento com estopa ou algodão, cotonete ou limpador de cachimbo (sai muita sujeira); 3) aplico novamente o Limpa Contato e faço novo polimento; 4) usando um algodão ou limpador de cachimbo novos, limpos e secos, procedo a um novo polimento dos conectores, sem a aplicação de nenhum líquido; 5) em todos os conectores, aplico uma camada bastante uniforme e fina de DeoxIT Cleaner & Enhancer; 6) se o conector for de ouro, faço a secagem e aplico uma camada final de DeoxIT ProGold. Depois disso, sem limpar, faço a conexão.

    Como eu comentei, segundo o que me foi passado, uma vez feito esse processo todo, uma camada muito eficiente de proteção é criada, contra qualquer tipo de intempérie. Me disseram que a eficácia é suficiente a ponto de dispensar limpezas futuras. Feita a conexão, pode-se esquecer que ela existe. Não sei se acredito, mas a confirmação eu darei em alguns meses, aqui neste tópico, quando for conferir efetivamente cada um dos contatos dos equipamentos.

    Em anexo está um material sobre os DeoxIT.

    Para quem não viu o link sobre o Nordost Valhalla XLR, seguem duas fotos, do antes e do depois:

    20170804_161639.jpg 20170804_162215.jpg

    Abraço!
     

    Anexos:

    Última edição: 8 Ago 2017
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  14. ivan65

    ivan65 Usuário

    Muito bom. Vou procurar fazer em meus conectores
     
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  15. Fox _ Mulder

    Fox _ Mulder Usuário

    2.507 3.556 576

    Desde 18 Out 2009
    Niterói - RJ
    Aprendendo muito por aqui.
    Simplesmente fantástico.
     
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  16. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Para você e para os demais colegas, queria reforçar que esta é uma "sala para receber os amigos". Não é um monólogo, e o que escrevo é sempre com a intenção de ajudar e também de aprender cada vez mais. Então, se tiverem opiniões, sugestões, ou qualquer outra coisa, podem se sentir à vontade.

    Abraço!
     
    • 3
  17. Lemusachi

    Lemusachi lemusachi

    353 161 48

    Desde 22 Jul 2015
    São Bernardo
    História notável caro @FelipeRolim@FelipeRolim ...:aplauso::aplauso::aplauso:UOTE="FelipeRolim, post: 7752460, member: 57374"]Sobre a limpeza dos contatos. Reforço que o post é de algum tempo atrás, então não se encontra totalmente atualizado, fazendo referencia ao Nordost Tyr XLR, sendo que atualmente o cabo que uso é o Valhalla XLR.

    Por várias vezes já mencionei nos fóruns que frequento acerca da necessidade de manter os contatos dos cabos e conectores limpos, seja por questões de oxidação, seja por questões de condutividade. Não é raro, pois, trocarmos um cabo e ficarmos surpresos com a qualidade do que é novo. Naturalmente, tudo o que é novo surpreende, encanta, tanto pela possível qualidade superior, quanto pelo fator psicológico. Entretanto, nesse processo de comparações, evoluções, nem sempre nos lembramos de cuidar daquele cabo de 3, 5, 10 anos de idade, que possivelmente está precisando de uma limpeza, de uma revisão, para que possa voltar à vida, para que possa entregar aquilo que é capaz. É algo natural, e é algo que o compromissado precisa se atentar constantemente para evitar a queda de condutividade e de qualidade sonora, mas, principalmente, para evitar de se iludir com o novo por uma questão diversa de suas características intrínsecas.

    Aqui, promovo ao menos uma vez por ano (tento manter a frequência de seis meses) a limpeza de todos os condutores do meu sistema, e sempre observo que um ou outro está mais oxidado, escurecido. No final do processo, o resultado é algo muito positivo em termos de rendimento e traz uma boa economia, uma vez que permite colher o real resultado da utilização de determinado condutor e, a depender do caso, recuar na possibilidade de sua substituição. Já passei pela fase da cera automotiva, a qual abandonei por conta da abrasividade e da piora em rendimento. Depois passei a usar isopropanol, mas encontrei tantos de qualidade duvidosa que desisti. O que estava usando era o Limpa Contato da Wurth, com um excelente resultado.

    Recentemente, por indicação da Wireworld para manutenção dos cabos, testei a limpeza com esses dois óleos da foto abaixo que ganhei de presente dos amigos Renato Gomes e Silas. O amarelo serve à lubrificação e aumento da condutividade de condutores de ouro. Já o vermelho, para a limpeza de quaisquer deles, lubrificação e aumento da condutividade. Nos conectores de ouro, ambos são complementares. Primeiro usa-se o Cleaner & Enhancer e depois o ProGold. Esses produtos possuem um químico que aumenta a condutividade do metal.

    [​IMG]

    Os benefícios, teoricamente, são vários: 1) remoção da oxidação; 2) criação de uma camada protetora de umidade, etc.; 3) diminuição do atrito metal/metal, aumentando a longevidade de eventual camada superior de material especial (prata, ouro, ródio, platina, etc.); 4) aumento da condutividade.

    Na prática, a promoção da limpeza pelo DeoxIT não me parece dispensar o Limpa Contato. Observei que o Cleaner & Enhancer não é tão eficaz quanto o Limpa Contato, em razão do que tenho os utilizado de maneira complementar, o que me pareceu ótimo: primeiro o Limpa Contato da Wurth, depois o Cleaner & Enhaner e, nos condutores de ouro, finalizo com o ProGold. O resultado é fantástico. Alguns condutores de ouro, especialmente dos cabos Nordost, aparentaram ganhar outra vida, outra aparência. Nunca os vi com aparência tão boa quanto agora.

    Segundo os técnicos da Wireworld me passaram via e-mail, a aplicação dos DeoxIT Cleaner & Enhancer e ProGold nos cabos dispensa a limpeza futura, pois a camada protetora criada é tão eficaz que irá minimizar a oxidação e a queda de rendimento a um grau mínimo. Foram bem pontuais ao explicar que a pressão dos conectores, somado ao preenchimento dos espaços vazios pelos DeoxIT torna dispensável o conecta/desconecta e as futuras limpezas, pelos motivos que mencionei acima. Se isso é propaganda ou fato real, somente saberei em alguns meses.

    Como os DeoxIT são uma espécie de óleo, fiquei receoso com os efeitos que isso pudesse causar no desempenho. Por esta razão, resolvi avaliar aos poucos. Até agora somente apliquei nos condutores do DAC (todos), das caixas (somente os novos), na conexão XLR do Krell, no cabo Nordost Tyr XLR e na ponta que vai à caixa dos Nordost Tyr de caixa. Ainda não apliquei na interface SOtM, na fonte da interface, no cabo coaxial, no cabo USB, nos demais conectores do Krell, na ponta do amplificador dos Nordost Tyr, em nenhum cabo de energia e nem nas conexões do PC. Com essa parcial feita, no áudio, nota-se uma diferença muito pequena, muito sutil, para melhor. A evolução é apenas pouco superior a uma limpeza "simples" com o Limpa Contato. Há maior desobstrução de frequências médio-agudas e agudas, um ganho pouco perceptível em espacialidade e divisão de palco e um som mais suave. Parece que o som ficou mais musical, menos duro, mas sem perder correção, precisão, articulação. Quanto ao restante, não há nada novo.

    Como o preço de ambos os produtos DeoxIT, somados, fica pouco acima do Limpa Contato (o par custa $11,00 + frete), achei muito válido compartilhar pelo custo-benefício e aproveitar para reforçar a necessidade de manutenção. O "kit de limpeza" que tenho aqui não custa mais do que R$100,00 e traz um belo implemento. A curto prazo há uma diferença pequena apenas no áudio. A longo prazo creio que ajude muito na conservação dos metais.

    Abraço!

    PS.: acredito que a leitura deste post faça muito mais sentido se for seguida ou precedida da leitura do post onde comento do Nordost Valhalla XLR. Sem a menor dúvida, é o cabo do meu sistema que mais evidenciou diferenças para melhor após o processo de limpeza. Acredito que valha à pena para fins de elucidação.[/QUOTE]
    Hist
     
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  18. weltec

    weltec Usuário

    5.411 3.277 376

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    Embora já conheça boa parte dessas histórias passadas, estou aqui para acompanhar as do futuro e discutir com os demais interessados.

    Muito boa a iniciativa de criar o tópico da sua sala(y)
     
    • 2
  19. Gafanhoto-RJ

    Gafanhoto-RJ Vendo e ouvindo

    8.998 6.003 866

    Desde 1 Out 2006
    RJ/RJ/BR
    Legal, não tinha visto que abrira um tópico. :aplauso::aplauso::aplauso::aplauso::aplauso:

    Depois tire umas fotos estilo de revista! :cool:

    Vou assinar aqui.

    Abs.
     
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  20. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    Estava mais do que na hora de ter um tópico dedicado, você produz muito matéria interessante sobre áudio e afins, que posta outros tópicos. Tudo reunido em um só tópico fica bem melhor. :aplauso:

    Abraços
     
    • 3
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