Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. weltec

    weltec Usuário Muito Ativo

    4.706 2.861 123

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    Esse padrão 10x38mm é muito utilizado lá fora, aqui no Brasil que é pouco difundido.

    Comprei duas unidades da marca EATON Bussmann, muito conceituada lá fora.

    Diversas pessoas do RJ estão utilizando este padrão para a elétrica dedicada ou já na execução da migração, inclusive umas das pessoas que adquiriu comigo já utiliza este padrão a algum tempo, e é um engenheiro com excelentes habilidades e conhecimentos.

    Possui as vantagens de ocupar muito pouco espaço e ser utilizado em qualquer quadro de distribuição para disjuntor no padrão DIN, sem a necessidade de alterações ou instalações externas ao quadro. Para uso em demais superfícies, basta instalar sobre o trilho para disjuntor DIN, que deve ser vendido em qualquer loja de material elétrico, além de ser de baixo custo.
     
  2. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    É verdade, weltec. Inclusive, acredito que, no exterior, o que é pouco difundido é o padrão NH-000. Há alguns anos o Jorge Knirsch publicou um estudo feito na Alemanha no qual foram feitos comparativos relacionados a diversos modelos e marcas de fusíveis e seccionadoras, e no qual chegou-se à conclusão de que, dentre todos eles, o padrão NH-000 da Siemens, juntamente do fusível Siemens no mesmo padrão, especificação gL/gG era o mais transparente de todos, ou seja, não prejudicava em absolutamente nada o rendimento no áudio e tampouco introduzia colorações.

    Se isso é verdade, eu não sei, mas é um método bastante eficaz de o Jorge defender aquilo que ele mesmo usa e, se não me engano, também comercializa. No exterior, predomina o uso do padrão 10x38mm, mas também não estou defendendo o que estou usando, e sim dizendo o que se observa. Só de modelos "audiófilos" eu encontrei vários, e existem muitos outros para uso "comum", e de excelente qualidade. O exemplo clássico é o Bussmann.

    O que me chamou a atenção mais recentemente nesse ABB, e o que eu só fui descobrir após a compra, buscando informações a respeito dele, é que os seus contatos são feitos com cobre banhado a prata. Na descrição do porta-fusível (arquivo em anexo), consta o seguinte: "The case is made of self-extinguishing thermoplastic material resistant to high temperatures (all materials are UL listed) while the contact clips are in silver plated copper". Eu espero sinceramente que os dois que comprei sejam assim, e não uma cópia "capada" semelhante ao que fazem com os veículos brasileiros, e que o resultado sonoro faça jus ao material com que são construídos. Além do mais, se essa informação for verdadeira, tudo indica que o material dos condutores são ainda melhores do que o Ferraz Shawmut comercializado pela Hi-Fi Tuning, e talvez esteja no mesmo nível do Siemens SITOR, do AHP e do Silent Wire, com a diferença de o ABB custar R$30,00 (não tem a "tarja" hi-end), enquanto o mais barato dos demais custa 45 euros.

    Claro que isso é tudo especulação. O importante será o resultado sonoro...
     

    Anexos:

  3. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Vou dar uma de Redcruz agora, hahahaha.

    Fusível Sax Soul Ágata - primeira parcial - cinco horas de funcionamento

    20171113_134223.jpg

    Primeiro, acho importante falar dos aspectos construtivos deste fusível. O material dos condutores realmente é diferente. No visual é impossível dizer o que é, mas não parece ser latão niquelado ou cromado. Porém, o acabamento é bem ruim. O fusível veio enrolado com plástico bolha e só. Não tem uma caixa, uma embalagem apresentável. O acabamento dele também é bem ruim. Papel impresso fixado com durex, que já chegou aqui soltando. Nada mais. Não acho que prejudique, até porque não é algo que fica à vista. Mesmo assim, seria legal algo mais apresentável, uma embalagem falando do modelo, da marca, contendo algo que é "padrão" numa caixa de fusível, estilo Furutech ou Hi-Fi Tuning. Agora, quanto ao som...

    Sem amaciamento, é difícil, mas a assinatura mudou, de modo geral, e por enquanto perdeu-se um monte de aspectos importantes. Os mais chamativos são velocidade, dinâmica, extensão de agudos e decaimento. Os agudos e o decaimento estão realmente horríveis. O sistema parece que está com um cobertor em cima. Não há extensão, não há presença, o som não possui vida. Também houve perda de articulação, o som está lento e carregado.

    Outras coisas que estão bem evidentes: a ambiência aumentou bastante, mas o palco perdeu muito foco. Sinto um som mais envolvente, com as caixas desaparecendo mais, porém, menos centralizado e com menor precisão. Tomara que uma coisa não seja consequência da outra, e seja possível manter a ambiência ganhando foco.

    Sem prejuízo, considerando que tocou apenas 5h, que o Sax Soul é bom, isso é. A sonoridade é gostosa, o som está rico, não está capado, magro, faltando corpo. Ao contrário. Em certas passagens, o som está até carregado demais e, além disso, algumas outras coisas não estão no lugar. Se tem uma coisa que me incomoda é agudo sem extensão. Tomara que realmente ganhe outra alma com o tempo mas, pela prévia, estou otimista!

    O meu fusível antigo é um Bussmann NOS, super slow blow de 4,5A, com conectores de cobre estanhado e especificação militar. É muito bom, e superou diversos outros que tenho. Mesmo novo, o Sax Soul em muita coisa pode ser equiparado ao fusível antigo, em outras supera, e em outras, ainda não chega nem perto. Vou deixá-lo tocando ininterruptamente até domingo, e então farei comparativos diretos. Neste ínterim, só farei novo relato se houver uma mudança muito evidente.

    Abraço a todos!
     
    Última edição: 13 Nov 2017 às 19:41
    Redcruz agradeceu.
  4. Redcruz

    Redcruz Usuário Muito Ativo

    8.935 5.021 113

    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Falou bonito!!! :D :D
     
    nerci e FelipeRolim agradeceram.
  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Fusível Sax Soul Ágata - segunda parcial - nove horas de funcionamento

    Amaciamento é uma coisa interessante. Desde que liguei o sistema, por volta das 14h, ele ficou apenas energizado, até por volta de 18h30min, quando comecei a ouvir. Ouvi por algum tempo, avaliei algumas músicas, e escrevi as pequenas considerações acima. Desde então, o sistema permaneceu tocando música, ou seja, o fusível permaneceu energizado e sob corrente mais elevada, e assim se encontra até agora. Eu parei de ouvir às 19h30min, e voltei por volta das 21h30min, e quando cheguei na sala, constatei nada mais, nada menos, do que uma evolução em alguns pontos, e uma involução em outros. Efeito típico do amaciamento.

    Eu poderia simplesmente deixar tocando sem me preocupar, mas acho muito legal esses reflexos no resultado que a substituição de um item por outro novo e melhor podem trazer. Não é diferente com o fusível Sax Soul Ágata.

    Agora, depois de aproximadamente 9h energizado, verifiquei uma inversão forte na presença das frequências. O som, que por volta das 18h, estava carregado demais, com graves presentes, mas sem muita velocidade, sem agudos, sem extensão, com péssimo decaimento, agora já está com agudos presentes novamente, porém, os graves estão sem profundidade e magros em demasia. O som secou, e secou demais, mas ainda sem boa articulação, sem boa dinâmica, sem boa velocidade. Por outro lado, a ambiência e a espacialidade estão como nunca vistos. Avaliei melhor com o disco da Shelby Lynne, álbum Just a Little Lovin', e está fantástico! O palco ainda não ganhou o mesmo foco de antes (espero que ganhe), mas ganhou profundidade, largura e, principalmente, altura. Fiquei muito impressionado com isso ao ouvir o disco Audiophile Female Voices. Está bem evidente. As caixas estão realmente mais invisíveis, mas não desaparecem por completo. Julgo que seja problema da acústica, pois nunca desapareceram. Agora estão mais próximas disso, o que é um belo salto, em se tratando da substituição de fusível.

    Algo que está difícil de avaliar, e que prezo demais numa audição, é a correção do timbre. Quando ouvi o Sax Soul Zafira II, algo que me chamou muito a atenção, frente ao Nordost Tyr, é o fato de o Zafira II não ter a mesma precisão, o mesmo ritmo, a mesma velocidade e, principalmente, o mesmo timbre do Tyr. O Zafira II é um cabo que entra como "uma dose de azeite" em qualquer sistema. Ele deixa principalmente os agudos redondos, entram no lugar com maestria, e também possuem uma ótima espacialidade, um excelente corpo harmônico, graves muito profundos, mas pecam nos aspectos que descrevi acima. A audição é confortável, mas, no meu entender, não é tão real. Quando ouvi pela primeira vez o fusível Ágata no meu sistema, pensei se tratar exatamente da mesma assinatura sônica. Os indícios disso estavam bem evidentes, em especial na fechada nos agudos e na recheada nos graves. Todavia, depois de mais algumas horas, as audições demonstram que não é o que acontece. Ainda falta corpo, ainda falta velocidade, ainda falta controle, ainda falta muita precisão, ainda falta presença e profundidade de graves, e por isso não consigo avaliar aspectos referentes ao timbre e ao conjunto de harmônicos, e acredito que deva demorar no mínimo duas semanas para que eu possa ter uma posição concreta, coerente e firme a este respeito. Mesmo assim, as impressões a esta altura estão ótimas. Estou gostando bastante das mudanças. O fusível novo mostra muita coisa boa, e em quase 10h de burn-in só me deixa mais otimista e com a expectativa cada vez maior.

    Uma coisa é certa: os ganhos que a substituição do fusível me trouxe já fizeram valer o preço pago, em especial quando se leva em consideração os valores normalmente envolvidas no nosso hobby. Falta pouco para eu dizer que é superior em absolutamente tudo ao Bussmann. Uma pena eu não poder testar diversas outras marcas e, especialmente, traçar um comparativo direto com a seccionadora Siemens e o fusível Ágata no padrão NH-000.

    Em tempo: meu arsenal de testes e comparativos.

    20171113_233335.jpg
     
    Última edição: 13 Nov 2017 às 23:35
    nerci e Redcruz agradeceram.
  6. Grilo-RJ

    Grilo-RJ Vendo e ouvindo

    5.952 4.319 113

    Desde 1 Out 2006
    RJ/RJ/BR
    Mas as caixas só sumirão por completo em músicas onde sempre haverá coisas tocando em ambos canais. Se em fase perfeita, no meio do caminho entre as caixas. Se fora de fase, outro lugar. Se tocar só em um canal, a caixa aparecerá. Pelo menos isso fica muito claro em algumas músicas.

    Ouça essa dos Beatles, já que você gosta. Parece quase que "dual mono":

     
    FelipeRolim agradeceu.
  7. weltec

    weltec Usuário Muito Ativo

    4.706 2.861 123

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro

    Claro que a questão de mixagem entre os canais, fase e etc... são o que propiciam esse efeito de a caixa sumir.

    Mas acho que o Felipe estava com um outro foco quando falou sobre esta característica.

    As vezes a reprodução lhe passa a sensação de que um som, mesmo que quando vindo de uma posição específica(de uma lateral do palco), vem quase que direto da caixa para o ouvinte, você percebe que é a caixa quem está emitindo aquele som.

    Quando então se troca um equipamento, e o mesmo som na mesma música não mais vem da caixa, parece que foi emitido por algo que não está presente no ambiente. É como se a caixa diminuísse a “comunicação com o ouvinte”. Logo, não é a mixagem da música, sua fase ou qualquer outra característica da música, mas sim o equipamento e ajuste do sistema quem permitiu isso.
     
  8. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Depois de ler e reler, fiquei pensativo, heheh. Entendi o que o Grilo disse, e também o que o weltec disse, e acho que aqui tenho um problema acústico que causa esse efeito descrito pelo weltec, mas também tenho gravações que causam este efeito descrito pelo Grilo. Acho que o efeito do que sinto tem relação com ambas as coisas: ambiente e conteúdo. Certas coisas parecem que saem da caixa, e não fazem parte do acontecimento musical como um todo.

    Naquele disco da Shelby Lynne que mencionei, no começo da primeira música, existe um prato que toca intermitentemente. Gosto muito dele para certas avaliações. Durante muito tempo, esse prato veio diretamente da caixa. O acontecimento musical estava todo à frente, mas o prato vinha da caixa. Na minha concepção, aquele seria o "limite" do palco naquele disco, mas, em conversa com o weltec, ele disse que no sistema dele o prato não estava vindo da caixa. Depois de alguns acertos, acredito que tenha conseguido fazê-lo tocar na posição correta, que é algo mais centralizado no palco, um pouco mais para dentro da caixa esquerda, mas não diretamente dela.

    No palco que minhas caixas formam é possível identificar claramente, no mínimo, nove ou dez posições. Claro que não estão todas numa única gravação, mas é possível identificar distanciamentos bastante precisos em relação ao centro e as laterais. Diria que, entre o centro e o limite de cada lado, dê para identificar pelo menos mais três posições distintas. Já há algum tempo consigo isso. O problema maior, e aí culpo a acústica, é fazer certas coisas se integrarem no acontecimento musical e se desconectarem das caixas. Essa sensação de "desapego" da caixa aumentou com o fusível Sax Soul, e estava bem legal até ontem, por volta da 00h30min, quando apertei o stop, rs.

    Outro disco que gosto muito para avaliar posicionamentos de palco é o The Music Film of Hans Zimmer. Tem certas massas orquestrais que formam algo grandioso e definido. O palco cresce para todas as direções e chega a impressionar. Neste caso, acredito que o processo de captação tenha sido feito a relativa distância da orquestra e com pouquíssimos microfones, porque é possível enxergá-la toda à frente, em especial a localização das grandes massas de instrumento. É bem fácil perceber a organização da orquestra. A música a seguir é um excelente exemplo (não na filmagem, claro) de algo incrível deste álbum:



    Hoje só voltarei a ouvir à noite, e o sistema está totalmente ligado desde ontem. Vamos ver o que acontece.
     
    Marcos_Tavares agradeceu.
  9. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Fusível Sax Soul Ágata - terceira parcial - trinta horas de funcionamento

    O sistema permanece ligado. Não desliguei nada e não coloquei nada em stand by. Durante o dia hoje deixei tocando por uma 3 ou 4h em volume bem baixo (003 no visor do Krell) e, agora, às 19h, aumentei o volume para a faixa em que costumo ouvir (040 a 045 no visor do Krell). De ontem para hoje, algumas pequenas evoluções ocorreram, como decorrência do amaciamento do fusível. Acredito que boa parte já foi dita ontem, por isso, serei breve.

    Espacialidade, ambiência, profundidade, largura e altura de palco, musicalidade, microdinâmica e extensão de agudos, tudo isso está muito superior ao fusível que usava anteriormente (o Bussmann super slow blow de 4,5A). O palco ganhou uma dimensão nunca vista antes, mas sem ser exagerado. Diria eu que ele não escapa àquilo que é aceitável, e não ganhou dimensão a ponto de deixar a apresentação desproporcional. Os instrumentos e as vozes se apresentam na dimensão correta, com uma "imagem" bastante real e palpável. Estou gostando muito do aspecto mais "invisível" das R300. A microdinâmica está excelente, bem superior ao fusível anterior, de modo que o som apresenta mais sutilezas, mais conteúdo, mas sem ser incisivo ou muito informativo, o que me agrada bastante.

    O fusível, até agora, tem feito jus ao que se diz ser a característica sonora típica da linha Ágata marca, colaborando na obtenção de um som natural, orgânico, relaxado, mas sem ser demasiadamente frouxo, com excelente resolução, nada agressivo (muito pelo contrário, pois penso que pode ser uma boa peça para dar uma pequena contida na presença de agudos, sem prejudicar a extensão e a informação) e microdinâmica fantástica.

    Em relação ao que eu estava habituado, ainda estou sentindo falta da profundidade e da presença de frequências graves e subgraves (abaixo de 40Hz), de velocidade, de ritmo, de macrodinâmica, de articulação, de uma certa pegada. Quando o som precisa ser delicado e suave, está perfeito. Quando precisa ter pegada e dureza, ainda falta um pouco. Também estou sentindo falta de foco no palco sonoro. Embora ele tenha ganhado em amplitude, embora o fusível tenha colaborado com a ambiência, sinto de falta um pouco de precisão, mas tudo isso já está muito melhor do que ontem e, penso eu, no mínimo até as 100h de funcionamento irá evoluir constantemente. Até o momento, no que o fusível Sax Soul não supera o anterior, já está muito, muito próximo, e certamente irá ultrapassar.

    Ainda não consegui avaliar timbres e corpo harmônico. Acredito que estas duas características somente serão percebidas com maior precisão quando o fusível for comparado com o outro, após o devido amaciamento.

    Volto a reafirmar: o custo-benefício é excelente. O fusível se mostra um excelente investimento, mesmo pelo que entregou até agora. Claro que, se considerarmos que é um fusível, o valor pode ser considerado alto. Todavia, a partir do momento em que o seu valor é posto lado a lado com o valor de um sistema mediano, não representará mais do que 0,5% do valor global, sendo que, sem a menor dúvida, o ganho no geral suplanta a esta porcentagem (até mesmo porque, se fosse um ganho tão ínfimo, duvido que os ouvidos captariam com tanta clareza). Claro que não é uma mudança da água para o vinho, mas colabora muito com aspectos de realidade, oferendo um plus para o "feeling" do ouvinte, tornando a apresentação mais palpável e, naturalmente, mais contagiante.

    Abraço a todos!

    Em tempo: quem me conhece e acompanha o que escrevo sabe que considero as KEF R300 caixas um pouco lentas nos graves, e que gosto de precisão, de velocidade, de articulação. Isso justifica uma eletrônica extremamente dinâmica e controlada e um cabeamento analógico veloz e articulado como são os Nordost. Por isso, quando perco algo relacionado a isto tudo, sinto falta e algo que eu realmente valorizo no meu sistema. Penso, portanto, que caiba nesse meu pequeno "review" uma ressalva no sentido de que, para quem não gosta de um som tão preciso e veloz como eu, ou para quem é indiferente a isso, já seria possível considerar o fusível um upgrade absoluto.
     
    Última edição: 14 Nov 2017 às 19:46
    nerci agradeceu.
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Amigos, novamente, peço-lhes a licença para replicar outro texto do grande amigo @ÉdisonCh@ÉdisonCh. É um orgulho poder aprender com ele e ter a sensação de que estou no caminho certo. Leitura valiosa. Segue:

    "Embora já exista um tópico específico, como essa é uma visão pessoal, decidi pela abertura de um novo tópico.

    Aqueles que acompanham as discussões de que participo, aqui no HTF, puderam perceber que gosto de PALCO sonoro (sound stage), considero-o importante, mas não um parâmetro fundamental para avaliar o desempenho de um sistema de áudio.

    O Palco varia em função de N fatores. É gostoso . Como um bom vinho, acompanha bem o som . Mas é efeito.

    Vários fatores contribuem para a otimização do palco, desde a construção da caixa, as medidas da sala, a posição das caixas e sua distância das paredes, a forma e distribuição dos móveis na sala, o cabeamento, a eletricidade, o tratamento acústico e a própria acústica da sala, enfim, a relação é quase interminável, mas não podemos nos esquecer da gravação. Muitas gravações são mixadas de forma a acentuar o efeito palco.

    No entanto, não existe uma correlação direta entre a qualidade da caixa acústica, e de todo setup, e a qualidade do palco. Há caixas acústicas melhores que apresentam palcos menos desenhados, com menor foco e recorte, do que outras caixas com qualidade geral inferior.

    Nada obstante, toda caixa boa apresenta um bom palco. Toda caixa excelente, em um setup adequado, tem um palco pelo menos muito bom.

    Pois é.... opinião pessoal.

    Opinião que, constato, não corresponde à da maioria dos audiófilos, principalmente aqueles “Pós-CAVI”, a geração palco sonoro.

    Quando a gente vai escutar o som de alguém, a primeira coisa a ser notada, quase sempre, é o Palco Sonoro.

    -“ Que belo palco, Fernandinho” ! O proprietário fica todo satisfeiro. É a coroação feliz de todo esforço e dinheiro despendidos.

    Quando alguém está avaliando uma caixa nova, um componente, sempre fala da ambiência, da presença, do foco, como se fossem alguns dos aspectos mais importantes avaliados, normalmente os mais relevantes.

    - “ Não tem a mesma presença da outra caixa”. “O Palco está profundo, mas não tem altura”. "A cantora está sentada" (às vezes estava mesmo, na gravação).

    Chegamos hoje a uma situação em que otimizar um sistema equivale a melhorar seu palco. Um dia desses, um amigo estava mostrando seu equipamento para um profissional da área do áudio internacional, e para um membro de uma destacada publicação de áudio e vídeo. Quando perguntou sobre o som, ambos passaram a enumerar uma série de sugestões que, todas, visavam a melhorar a presença, o palco. Nenhuma delas buscava melhorar as características sonoras fundamentais, timbre, coerência e equilíbrio tonal, corpo, transientes, etc., mas voltavam-se simplesmente a melhorar a aparência, as sensações de espaço e de localização.

    Em função disso, concluo que, hoje, o SOM , o sistema de áudio, converteu-se muito mais uma coisa a ser mostrada, um tônico da aparência da música, do que um meio para se escutar a própria música.

    Um bem de consumo ostentatório. Bem, todos o são, mas no nicho audiófilo sempre se deu prioridade ou ao SOM ou à MÚSICA. Hoje, o identificador do pedigree, do status de um sistema, é a Presença, e nela o mais importante é o palco sonoro, a recriação de uma ambiência com uma definição e clareza que de fato não existem no mundo real.

    O SOM – A MÚSICA

    Bem. É uma posição estritamente pessoal.

    Mas, quando busco o aperfeiçoamento de meu sistema, espero recriar com ele da forma mais fiel possível, com os meios de que disponho, as sensações que tenho em uma audição musical ao vivo.

    Ou seja, viso a recriar a audição de tal forma que me permita escutar com a mesma emoção, sentir a ilusão de estar presente no evento, acompanhar os detalhes de execução, a intencionalidades, as sonoridades, os contrastes, os impactos, os crescendos, as pausas. Afinal, permitir que eu tenha em minha sala, da melhor forma possível, as percepções, sensações, emoções e idéias que teria em uma sala de concerto ou um show.

    Para isso, os aspectos fundamentais a serem melhorados são o timbre, o mais natural e vivo possível, o equilíbrio tonal, de forma que os diversos sons se apresentem com os mesmos peso, extensão, textura, conformação e composição harmônica com que foram captados, coerentes com as características dos instrumentos originais; uma micro e macro dinâmica que me permitam perceber com clareza o ritmo, o tempo e o volume, a massa, os crescendos e diminuendos, as articulações no fraseamento musical que recriem a vivacidade e a naturalidade de uma apresentação real, e as variações expressionais típicas que identificam uma audição ao vivo. Enfim, busco a transparência e a organicidade da apresentação.

    Os aspectos em que se decompõe uma apresentação musical são inúmeros, e cada um pode escolher aqueles que lhe pareçam mais significativos. Mas, com exceção da presença e da ambiência, o palco propriamente dito (foco e recorte) não faz parte das características essenciais. Há apresentações ao vivo em que é impossível obter foco e recorte, e no entanto podem ser espetaculares, impactantes, memoráveis. Palco é sempre o efeito de uma boa reprodução. É um belo subproduto de uma boa reprodução de áudio. Mas não deve ofuscar os aspectos sonoros mais importantes de uma performance musical.

    Mas, feliz ou infelizmente, é o que está se tornando. As pessoas chegam a não prestar atenção no timbre, que muitas sequer conhecem ao natural; desdenham o equilíbrio tonal e o corpo harmônico, aspectos essenciais para se definir a fidelidade de um sistema; para prestar atenção apenas na ilusão de presença, de distância, de direção e localização. Sensações que, como sugerimos, são percebidas diferentemente em uma apresentação ao vivo, de acordo com o meio físico, a distância da audição, a posição do ouvinte, etc., e cuja ausência não prejudica um bom show ou concerto.

    CAPA DO SUPER HOMEM

    Eu diria que a analogia mais próxima que podemos fazer do PALCO é com a CAPA do Super Homem. Até parece que o Sr. Kent tem seus poderes apenas quando coloca a capa. Sabemos que não é essa a estória. A capa é um disfarce. Mas parece que ele apenas se torna invencível quando está com seu uniforme característico.

    O Palco virou a Capa de Super Homem. A aparência transformou-se em essência.

    Adoro Palco Sonoro. Áudio é um prazer diferente e quase tão bom quando uma audição ao vivo. São prazeres que não se opõem. A não ser para os puristas.

    Mas se quisermos um sistema fiel e orgânico, bem ajustado, precisamos dar maior atenção aos aspectos fundamentais do áudio, alguns dos quais citamos acima, a fim de não nos iludirmos apenas pela aparência e avaliarmos a força do super-homem pelo tamanho da capa".
     
    Última edição: 14 Nov 2017 às 23:03
  11. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Fusível Sax Soul Ágata - quarta parcial - oitenta e quatro horas de funcionamento

    Demorei a voltar a escrever, pois disse que só voltaria quando as mudanças fossem mais expressivas. De segunda para terça-feira, as mudanças foram grandes. De terça para quarta-feira, as mudanças foram mínimas. De quarta para ontem, as mudanças ocorreram em maior escala. Eu pretendia revisar o fusível por completo somente no domingo, mas como o Jorge me afirmou por mensagem que ele precisaria de três dias para mostrar o que pode, então me sinto confortável em falar a respeito dele com um "toque definitivo". Acredito que, se faltar alguma coisa para a completa evolução do fusível, deve ser algo mínimo, e se melhorar, só vai ser motivo de mais satisfação pela compra.

    Eu não lembrava que o fio fusível Ágata era feito com ouro, prata e paládio. O Jorge me lembrou desse detalhe ontem, por mensagem. Materiais nobres estes que, especialmente o paládio, segundo o Jorge, deixam a sonoridade muito mais musical, em todos os aspectos. De fato, foi o que atestei aqui, e um pouco mais.

    A primeira coisa importante, e que preciso mencionar, até como contraponto ao que eu mesmo escrevi, é que o Jorge me informou que as caixas do fusível estão prontas, e disse que irá me enviar uma. Anotei esse detalhe como crítica no post anterior e, não poderia ser diferente, agora preciso pontuar como elogio. É honesto da minha parte. Pois bem.

    Em acréscimo a tudo o que eu disse nos outros posts, hoje especialmente posso falar das frequências médio-graves, graves e subgraves. Elas não apenas reapareceram no meu sistema, como também apareceram com uma articulação, uma velocidade e uma leveza impressionantes. O sistema toca com mais controle, com mais ritmo e, algo que me deixou bastante impressionado, com muita transparência em todas as frequências. Ontem, depois das 22h, abaixei o volume para 003 no Krell. Mesmo neste volume, de forma muito mais cristalina do que antes, todo o conjunto de frequências estava ali. Não com o impacto típico do alto volume, não com a mesma massa sonora, mas com um equilíbrio totalmente diferenciado. Isso já acontecia antes, mas agora está com maior evidência e, como sempre costumo ouvir música entre 22h de 1h do dia seguinte, essa constatação foi muito interessante e chamativa. Adicionalmente a isso, o palco voltou a ter o foco habitual, de tal maneira que, qualquer que seja o volume, o som está mais rico, informativo sem ser cansativo, com mais transparência, entregando todo o conteúdo de forma mais límpida e individualizada, o que colabora com maior inteligibilidade, maior resolução, melhor identificação de posições de instrumentos e camadas. Há uma ambiência e uma especialidade impressionantes, que espantam até mesmo em razão das dificuldades da minha sala.

    Quanto ao corpo harmônico e os timbres, algo que valorizo muito, se antes eu já considerava corretíssimos, agora considero ainda melhores. Não sou um músico experiente, não tenho a bagagem que gostaria, mas conheço suficientemente bem alguns instrumentos. A riqueza e completude de harmônicos com que estão se apresentando, especialmente em vista do tamanho do ambiente e das limitações das caixas, é impressionante de se observar. A fidelidade dos timbres é a parte mais interessante disso tudo. Acho que só pensamos que algo é perfeito até conhecer outra coisa ainda melhor. Foi o que aconteceu aqui. Eu nunca vi no meu sistema, em especial, violões, saxofones, violinos, violoncelos e pianos com o som tão rico, real e substancioso. Claro, sempre lembrando que se trata de mídia gravada, então não há precedentes de comparação com um piano ou violoncelo reais, por exemplo. Mesmo assim, os aspectos de realismo (não apenas advindos do fusível, claro) deixam a audição muito confortável, agradável, tocante e impactante. É música que se sente, e não apenas se ouve, música que comove, que transmite emoção, expressividade, sensação.

    Para encerrar, mais três observações importantes: primeiro, não sei se o fusível apenas remove uma limitação elétrica importante, ou se também possui acertos e sintonias que acabam por melhorar a qualidade da energia elétrica. O que eu sei é que não posso citar um aspecto sequer em que não houve crescimento. A evolução é clara, e mais ainda quando, num jogo rápido, devolve-se o fusível anterior (que eu já achava bom). Parece que o decréscimo sempre é mais chamativo que o acréscimo; segundo, considerando os preços praticados por marcas como Furutech, Hi-Fi Tuning, Synergistic Research, entre outros, e considerando, ainda, os custos envolvidos no hobby, o preço pedido pelo fusível é honestíssmo; finalmente, gostaria de deixar um incentivo aos colegas que cogitam usar seccionadora Siemens na elétrica dedicada. Ao invés de pagar R$150,00 pela seccionadora, compre um porta-fusível padrão 10x38mm de R$29,90, da marca ABB (que tem contatos de cobre e prata) e pague R$200,00 pelo fusível Ágata. Não ganho nada com isso, não é uma propaganda gratuita, mas depois de ter testado meia dúzia de fusíveis, asseguro que o ganho compensa. Acho justo prestar esse tipo de ajuda calcada em conhecimento empírico a quem lê.

    Abraço a todos.
     
    Última edição: 17 Nov 2017 às 09:45
    nerci, Redcruz e FHN agradeceram.
  12. Redcruz

    Redcruz Usuário Muito Ativo

    8.935 5.021 113

    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    Brevemente seguirei seu conselho sobre o porta fusível. Já é uma coisa que pretendo fazer há muito tempo e nunca o fiz.
    Só que depois de suas experiências a empreitada ficou bem mais fácil. :assobio: :D

    Esse porta fusível da marca ABB é fácil de se encontrado no Brasil??

    Mas tem um detalhe, o porta fusível vai ter que ficar no QDC onde está atualmente o disjuntor destinado ao sistema. Teria algum problema??

    Abraços
     
  13. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Red, comprei no site da Alfatronic. Chegou em menos de uma semana. Vou deixar o link para facilitar.

    https://www.alfatronic.com.br/detalhes/produtos-abb/fusiveis/chave-fusivel-abb-e91-32-32a/

    Não há problema algum em ficar no quadro de distribuição. Inclusive, no meu ponto de vista, em um "mundo perfeito", é o mais correto a se fazer, tecnicamente. Aqui só fiz separado por conta da antiguidade da instalação geral da casa e da pouca flexibilidade em mexer no que já está pronto. O ideal é ter tudo centralizado.

    Instalei há pouco o ABB no sistema. Não tocou ainda. Vou deixar no amaciamento e esperar que domingo esteja ok. Daqui para lá, o sistema seguirá ligado, como de costume. Tomara que acelere as coisas.

    Abraço meu amigo! Boa sorte nas compras aí!

    PS.: a superioridade na construção é de babar. Veja as fotos em anexo.

    PS. 2: o próximo passo, sem dúvida, será ajeitar esse quadro de distribuição. Está vergonhoso...
     

    Anexos:

    Última edição: 17 Nov 2017 às 13:48
    Redcruz agradeceu.
  14. Redcruz

    Redcruz Usuário Muito Ativo

    8.935 5.021 113

    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Valeu meu caro!! (y)

    Assim que estiver com o porta fusível em mãos, te perturbo novamente para saber com adquirir o fusível Ágata.

    Abraços
     
  15. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier

    8.805 6.190 648

    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Ouvindo música por aqui, e com uma boa notícia. A troca do porta-fusível Metaltex pelo ABB não depreciou em NADA a qualidade do som. Bom sinal. Espero que com o amaciamento faça-o melhorar ainda mais. Se novo está assim, a tendência é que fique ainda melhor! Há uma pequena, muito pequena, sibilância nos agudos. Único sintoma que detectei com a troca do porta-fusível. O resto está impecável. Vamos ver o que acontece ao longo dos dias.

    Bom final de semana a todos!

    Detalhe: como o sistema foi totalmente desligado para a troca, os equipamentos esfriaram um pouco. Isso pode ter influenciado em algo na sonoridade...

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    A movimentação está grande! No site da Alfatronic, onde comprei meu porta-fusível, tinham dezesseis em estoque. Agora só quatro! Espero que seja para o pessoal do fórum, e que o resultado seja tão compensador quanto aqui.

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    Desde ontem, às 13h30min, o porta-fusível ABB está instalado no sistema, já com o fusível Sax Soul. Isso significa que hoje, às 20h, estava com mais do que 30h energizado. É desde este horário que estou ouvindo música por aqui, e com a nítida impressão de que a pequena sibilância foi-se embora, e os agudos retornaram para o seu devido lugar.

    Às vezes me pergunto qual o limite da capacidade das minhas caixas, do meu amplificador, do meu DAC, etc. É óbvio, e não poderia ser diferente, que, sem substituí-los, são raras as ocasiões em que a mudança de qualidade e/ou sonoridade será drástica. Nada obstante, quando promovo mudanças com o intuito de obter melhoras, e efetivamente as obtenho, fica notório que a situação pretérita era inapta a extrair todo o potencial do que tenho em mãos. Inclusive, estou absolutamente certo de que minha maior inimiga é a acústica. Quando paro e avalio dimensões, flexibilidade, o próprio tratamento que conferi à sala, acho até que consegui obter muito, pois a situação é crítica.

    Digo isso de forma introdutória para alinhavar, mais uma vez, a constatação de que a troca do porta-fusível deixou claro que o desempenho do meu sistema não está em seu auge. A primeira coisa que me chamou a atenção diz respeito aos contatos do porta-fusível ABB. No Metaltex, antigo, feito em latão, a conexão era muito apertada e extremamente áspera. Isso era bem sensível no momento de fazer a conexão do fusível. O apertamento e a aspereza eram tantos que, às vezes, ouvia-se barulho de metal raspando (aquele som agudo rasgado). Quando fui colocar o Sax Soul nele, fiquei receoso de que o banho de platina que foi dado nos terminais fosse arrancado pela pressão dos contatos. Já com o ABB, isto não acontece. A suavidade e, ao mesmo tempo, a firmeza da conexão me lembraram muito as tomadas Furutech GTX. É uma conexão polida, suave, delicada, mas que é firme. O encaixe é muito superior, a firmeza da conexão e o acabamento também. Não tem como comparar um e outro.

    Quanto ao som, as mudanças observadas não foram em muitas variáveis, mas, em certos aspectos, foram bem diferentes das que ouvi quando troquei o fusível propriamente dito. A mais chamativa de todas foi o silêncio de fundo. Vejam. Nas minhas pesquisas referentes à proximidade/distância do fusível em relação ao sistema, encontrei diversos argumentos defendendo suas respectivas opiniões. Dentre os que defendiam que o fusível precisa estar o mais distante possível, encontra-se o argumento de que a conexão elétrica do porta-fusível/seccionadora e do próprio fusível causam um certo "distúrbio" na rede elétrica, uma oscilação que prejudica a qualidade sonora, e que o percurso maior do fio sem intersecções bastava a atenuar ou anular este distúrbio. Não posso atestar que isto realmente acontece, não sei se é mensurável ou verificável de alguma forma que não a própria audição. Digo isso tudo para relatar que, com a substituição do porta-fusível pelo ABB, que tem conexões muito mais robustas, seja no próprio fusível, seja nos conectores dos cabos, houve uma implementação grande no silêncio de fundo. Não estou a dizer que havia alguma de ruído vindo das caixas ou dos equipamentos, mas sim que é possível ter a clara sensação de que a diferença entre as notas tocadas e o silêncio absoluto é maior. Eu poderia chamar isso de arejamento, mas não sei se é uma palavra adequada, porque arejamento me remete à limpidez do som em determinado volume, ao passo que o que ouço aqui é exatamente o que descrevi: uma maior distância entre o que está sendo tocado e o silêncio absoluto, daquela mídia em específico.

    Isso teve como reflexo um reforço naquilo que o fusível já havia melhorado, que é a alta inteligibilidade, em qualquer que seja o volume. Agora, perto de meia noite, como de praxe, estou ouvindo com o Krell no volume 003. A clareza com que tudo está tocando é muito grande, e hoje está ainda melhor. O conteúdo está todo presente, sem destaques, sem desequilíbrios. Também não sei se eu poderia associar isso ao ganho em resolução, detalhamento. Penso que não. Não estou ouvindo mais detalhes, e sim ouvindo melhor os detalhes já anteriormente presentes. É muito interessante de perceber isso, pois me sinto "menos surdo", claro, porque o sistema está entregando melhor a música.

    Enquanto escrevia este post, questionei-me a razão de não ter ficado preocupado pelo fato de o material do porta-fusível ser prata e cobre. Com efeito, normalmente prata é associado a som aberto. Confesso que nem havia me atentado a este fato, mas agora que lembrei me demorei um pouco buscando outras alterações no equilíbrio tonal, que não sejam aquelas que relatei no post anterior e no início deste, relativas aos agudos. Não há nada diferente, ou meus ouvidos não perceberam, em nenhuma parte do espectro audível. Está tudo como antes, com as implementações que descrevi. Também notei uma pequena melhora no foco do palco, sem mudança de amplitude. Porém, não sei se isso pode ser atribuído ao porta-fusível, ao fusível Sax Soul (que continua melhorando), ou a ambos. A cada vez, sinto como se o palco fosse mais preciso e pontual no que se refere às posições, e parece cada vez mais irrestrito com relação a isso. Acho essa facilidade um ponto positivíssimo dos Uni-Q da KEF.

    Como último aspecto, tenho percebido ainda um melhor "timing" do sistema, um decaimento mais preciso entre as notas, o que também não sei se decorre do Sax Soul, ou do ABB. Fato é que isso tem chamado a atenção.

    Enfim, colegas e amigos, eu disse no meu último post referente ao fusível Ágata que, ao invés de gastar R$150,00 na seccionadora Siemens, mais um tanto no fusível NH-000 Siemens, considero uma alternativa muito mais acertada comprar um porta-fusível ABB e um fusível Sax Soul. De fato, essa dupla tem feito maravilhas com meu sistema, trazendo melhorias que, ainda que com a expectativa alta, eram inesperadas. Estou gostando muito do acerto, em razão do que acho útil que eu reforce esta afirmação. É uma compra relativamente barata e com ótimo retorno.

    Abraço a todos e um bom domingo cheio de música!
     
    Última edição: 19 Nov 2017 às 02:29