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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. PatLemos

    PatLemos Usuário

    286 151 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Carlos

    Posso concluir, com isso, que a diferença entre uma espuma de 25mm para outra de 35mm, usadas no teto, com a mesma densidade, no caso 28 kg/m3, não terão desempenho muito diferente?

    Abraço,

    Patricia
     
  2. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Patricia,

    No meio do teto não há muitas reflexões de médios-baixos e nem com tanta intensidade como nas paredes e quinas, logo não precisa de absorção absoluta nos agudos nem muita absorção abaixo de 500Hz. Tem é muita reflexão mesmo, demais.

    As minhas espumas do teto são de 35mm de espessura e densidade 38, o que significa cerca 75 a 80% de absorção acima de uns 300Hz até quase 8kHz.

    Abraço !
     
    • 1
  3. PatLemos

    PatLemos Usuário

    286 151 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Carlos, mais uma vez, muito obrigada.
     
    • 1
  4. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Pessoal, boa noite. Há um certo tempo o sistema está tocando e eu apenas apreciando e aprendendo todas as suas novas características. Desde a acústica e o Transparent MM² de força, promovi um leve ajuste nas caixas e segui curtindo, aprendendo as nuances, captando a nova forma de apresentação. Eis que, na semana passada, resolvi colocar em prática algo que queria experimentar já há algum tempo, e consegui encontrar um espaço no dia para fazer a mudança. Estou para relatar desde domingo, mas apenas hoje senti a segurança necessária para escrever um pouco.

    A troca que fiz foi dos pés das Reference: antes bases largas de metal encostando diretamente no chão, agora spikes com bases de metal e borracha. Achei a troca fantástica.

    20181008_233312.jpg

    Estou com as Reference há vários meses, e apenas no primeiro dia, quando ainda tinha o Krell, é que testei os spikes. O resultado foi muito ruim. Como o Krell tem o som mais preciso, mais seco, o som emagreceu demais, os graves ficaram muito duros e os agudos agressivos. Coloquei as bases largas (com as quais o som ficou melhor) e, depois disso, sequer me lembrei da existência dos spikes. Somente há algumas semanas, quando estive na casa do Adriano e vi as 205/2 dele com os spikes foi que me lembrei da sua existência, e marquei como um experimento a fazer. Com a mudança de assinatura promovida pelo V8 e pelo Transparent, associada à mudança de sala e de acerto, achei que seria viável e que poderia ficar melhor caso eu substituísse, e de fato ficou.

    Há não muito tempo, neste post, relatei sobre a necessidade de se ter uma sensibilidade extrema para que não sejam retirados do sistema harmônicos fundamentais. Os spikes trouxeram um som muito mais seco e definido, muito rápido e com uma sensação de espaço impressionante, que eu nunca tinha presenciado no meu próprio sistema. A maior definição apresentou mais notas, mais informação, e acredito que avancei alguns degraus no ganho em resolução. Entretanto, em princípio, a maior secura me deu a sensação de que o som estava magro demais, sem alguns harmônicos e sem a mesma riqueza com que eu estava habituado. Agora, com mais de 10 dias de alteração e, portanto, com os ouvidos mais habituados, tomando por base aquilo que tenho como sendo minhas melhores referências, não consegui confirmar esta falta de harmônicos e passo a achar o resultado superior em tudo, em cada possível aspecto de análise, e ainda sem perder a riqueza que tanto valorizo. No fim, penso que para obter a confirmação absoluta, precisaria fazer a troca pelo menos mais uma vez, mas, por ora, posso dizer que o resultado está incrível.

    O V8 e o Transparent, associados à nova sala, foram responsáveis por uma mudança na forma de apresentação e na assinatura sônica do meu sistema. Acredito que isso colaborou sobremaneira para viabilizar a substituição dos pés grandes pelos spikes, e essa maior flexibilidade com ganhos evidentes me deixa muito feliz. O sistema está tocando muito bem, e embora jamais tenha me desagradado, posso dizer seguramente que nunca me pareceu tão confortável e ao mesmo tempo tão realista e completo. Nada é perfeito, mas para o momento está quase lá! Hehehe.

    Grande abraço, bom final de semana a todos.
     
    • 3
  5. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    No início eu era meio desconfiado quanto aos spikes, achava que tirava graves do sistema. com o tempo acabei percebendo sua boa influência no som e desde que comecei a usar não parei mais.

    Com as Gold300 os spikes são instalados nos plinths, para mim seria melhor se pudesse instalá-los diretamente nas caixas, como no caso das torres Reference. Mas não dá porque a rosca do spike é diferente.

    Um dia ainda vou encontrar uma usina onde possa mandar fazer um jogo de spikes com a rosca na medida certa, para instalar nos furos onde são aparafusados os plinths. ;)

    Abraços
     
    • 3
  6. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Eu gosto muito de testar esse tipo de coisa, e nunca "olhei torto" para spikes, principalmente porque comecei com eles e só colhi bons resultados. Nunca tivemos crise de relacionamento, hahaha.

    Hoje uso spikes no DAC, no PC e no tomadeiro, mas com material e tamanhos diferentes, de ébano, que foram os que mais entregaram uma sonoridade real e associada a uma melhoria sem me fazer sentir que perdi algo. Outros materiais melhoram ou simplesmente mudam o som, mas sempre à custa de um pequeno "desvio" naquilo que considero perfeito. Ainda tenho comigo uns jogos de Viablue HS guardados, mas nestes equipamentos que mencionei, não representam uma melhora, apenas uma mudança, fazendo com que a precisão, a dureza e o foco sejam otimizados, e também "entortando" o timbre, reduzindo a naturalidade, o realismo. Fica um som mais sintético. Evidentemente que as mudanças representam algo mínimo, no limite, mas que acrescentam ao conjunto como um todo e a um custo baixíssimo. Já sob o V8, por comodidade (usava antes, no Krell e assim mantive), uso bases de fibra de carbono, se não me engano de 20mm de diâmetro x 5mm de espessura. No Krell houve tímida melhora, mas no V8 simplesmente coloquei e não avaliei. Como tenho tido pouco tempo, busco direcionar os testes para o que considero mais significativo.

    Algo que considero interessantíssimo, além das alterações promovidas pelos próprios materiais, é que precisa procurar com muito cuidado qual é a melhor distribuição dos spikes sob os dispositivos em que serão usados. Existe uma tendência, mas não uma regra. No Krell, nada que experimentei diretamente no chassi ficou bom. Sempre o melhor resultado obtive acrescentando spikes e/ou bases diretamente sob os quatro pés originais. No Ayre, colocar spikes sob os pés originais foi uma das piores experiências que tive. Ficou péssimo. Retirei dos pés e, por sugestão do amigo Doleys, coloquei imediatamente à frente deles, e assim ficou bom. No computador, o melhor resultado foi colocando um spike + base imediatamente sob o transformador, um spike + base sob a placa-mãe e o outro na parte da frente, fazendo um balanceamento dos demais. O chato é procurar a melhor solução, mas depois que descobre os pontos chave, é interessante.

    Há alguns anos não tenho mais os shindos para experimentar. Gostaria de poder voltar a testá-los no sistema, mas também não é uma demanda importante para o momento.

    Abraço turma!
     
    • 2
  7. PatLemos

    PatLemos Usuário

    286 151 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Pessoal

    Mais uma vez peço desculpas se estiver sendo abusiva com minhas perguntas sobre acústica nesse espaço, mas esse é, de longe, o espaço mais amistoso e onde eu consigo resposta às minhas dúvidas, que não são poucas.

    Estou com uma ideia meio mirabolante para resolver o efeito flutter echo na minha sala, sem prejudicar a estética. Pensei, em vez de encher a parede com painéis, fazer um painel único, de cada lado, como uma grande faixa vertical (revestida com lã de rocha/vidro/pet) que irá do rodapé até o teto e, no sentido horizontal, a partir da frente da caixa até uns 1,5m à frente, abrangendo os dois pontos onde enxergo o twiter da caixa direita e da caixa esquerda com um espelho. Nas paredes laterais, adotaria apenas esses painéis gigantes, na parede frontal colocaria 4 painéis de 0,6m x 1,2m, a partir da altura do rack, além dos corner traps e espumas no teto. Acham que resolve?

    Para viabilizar tanto os corner traps quanto esses painéis gigantes, estou em dúvidas sobre o que faz um tecido ser adequado para a finalidade. Vejo boa parte das pessoas dizer que o oxford é bom para isso. Tenho painéis de lã de rocha forrados com oxford e tenho painéis de lã de vidro forrado com outro tecido, como esse aqui https://www.portaldaacustica.com.br...de-polipropileno-preco-por-metro-linear-preto.

    O que um tecido ser adequado para a confecção de painéis acústicos?

    Abraço,

    Patricia
     
  8. JR-RS

    JR-RS Fidelidade sem preconceitos!

    6.423 4.188 716

    Desde 24 Abr 2008
    santa maria, rs, brasil
    Patricia, quanto ao tecido, quando fui a caça de um tecido para usar nos painéis aqui, segui uma dica que peguei com um amigo mais experiente no hobby, que é a seguinte:

    Vá a loja de tecidos e escolha os modelos que mais lhe agradem, para saber se são tecidos “transparentes” ao som, faça uma trama com 3 ou 4 camadas dele e tente respirar através desta trama. Serão bons para a aplicação os tecidos em que o ar atravessar sem resistência.
     
    • 4
  9. PatLemos

    PatLemos Usuário

    286 151 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Excelente dica! Muito obrigada.
     
    • 1
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Hahahahaha, foi o que fiz. O Oxford é bastante respirável, hahahahah.
     
    • 3
  11. PatLemos

    PatLemos Usuário

    286 151 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Estão posso usar o oxford na boa. Em geral, é um tecido de um bom preço.
     
  12. Evandro César

    Evandro César Usuário

    3.202 1.017 591

    Desde 19 Dez 2008
    Brasil
    Pat,

    Busca-se com tratamento acústico otimizar (ou melhorar) o tempo de reverberação (RT) da sala, a qual não deve ser nem reflexiva/ reverberante (muito "viva") e nem absorciva em excesso ("sala morta"). Alcançar esse equilíbrio é o "X" da questão. Demanda conhecimento e experiência. Demais disso, geralmente não é compatível com "chutes" no escuro (os quais, ademais, costumam não custar pouco em termos financeiros e de esforços despendidos). Prima facie, tantos painéis como você parece descrever, numa sala tão pequena como a sua, tendem transformá-la numa sala "morta" (ou muito absorciva). E nem há garantia de que o principal problema que você relata e que mais a incomoda seja totalmente resolvido dessa maneira!

    Tudo isto posto, parece uma boa ideia que você, munindo-se de muita paciência, vá experimentando, passo-a-passo, as possíveis soluções em tratamentos acústicos, sugeridas aqui no tópico - em especial pelo mestre Carlos. Eu sei que é mais fácil dizer do que fazer, mas esse parece ser o melhor caminho - além de ser também o mais seguro.

    Pense em tudo isso.

    Grande abraço.

    PS: Galera, talvez eu tenha, em breve, novidades auspiciosas na minha 'sala', (ainda) não-relacionadas ao aprimoramento do tratamento acústico [mas, isto sim, a um consistente upgrade no set estéreo, que, se implementado, implicará 'por tabela' em significativa alteração também no áudio multicanal]. Ainda não tem nada definido, mas a possibilidade existe. A conferir.
     
    • 1
  13. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Evandro,

    Esta foi minha preocupação quando vi as fotos da sala da Lemos. Acho que cheguei a mencionar nos primeiros posts que dirigia ela, que pela quantidade de mobília e absorvedores existentes na sala, jamais imaginaria que houvesse restasse algum tipo de reverberação.

    Na minha humilde opinião e idem experiência a quantidade de material absorvedor existente (incluindo sofá, tapetes e eventuais cortinas) já seria mais do que suficiente para o fim a que se destina. Só acho que está mal distribuído, tudo na parte inferior da sala e nada na parte superior onde está acontecendo o eco.

    A sala dela, onde as caixas parecem estar bem dimensionadas para o tamanho do ambiente e, ainda, com ''invejável'' posicionamento longe das paredes e quinas, não carece de muita coisa a mais do que um básico controle de ambiência, caso a própria mobília não resolva.

    Abraços
     
    Última edição: 13 Out 2018
    • 1
  14. PatLemos

    PatLemos Usuário

    286 151 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Pois é, Red, o que eu pretendia, criando esse enorme painel com cerca de 1,40m de largura por uns 3m de altura, era distribuir os demais painéis existentes nas paredes mais altas da sala. Ainda assim, sobrará muita parede e chão para refletir o som. Quando eu tiver um tempinho, tentarei postar uma imagem do que pretendo fazer aqui.
     
    • 1
  15. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Lemos,

    A ideia é interessante no meu modo de ver e acho que pode funcionar. Mas custo a acreditar que tua sala precise de mais absorvedores do que já possui. Não posso falar com muita certeza porque cada sala tem suas características e resposta própria, Entretanto, se o objetivo primeiro é se livrar da tal reverberação, acredito que posicionando os absorvedores, já existentes, mais próximos do teto (ainda que nas paredes), sobretudo na área onde há a reverberação, consiga resolver o problema.

    Se tiver como fazer acho que vale o teste, poderá se surpreender, quiçá até resolver o problema sem gastar mais. E se não der resultado, parte para outra solução.

    Agora, se além de eliminar o eco pretende também um tratamento mais dedicado, melhor seria começar do zero, seguir as dicas do Camardella, tentando aproveitar os absorvedores que já tem aí. (y)
     
  16. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Pessoal, vejam: eu realmente defendo a ideia de que nada supera a experimentação, mas acho que as coisas não podem ser tanto o céu, nem tanto o inferno. Muito do que aplicamos na prática encontra eco em quase a totalidade da doutrina acerca de acústica, e vice-versa. Foram poucos os resultados práticos que identifiquei em relação aos quais eu (ainda) não localizei material a respeito. O exemplo mais claro e já repetido aqui por diversas vezes foi o problema que causou a adoção de lã de rocha de alta densidade (80Kg/m³), frente à de 32Kg/m³. Então, nessas horas, e ante a possibilidade de perder tempo e dinheiro, eu seguiria à risca aquela receia "arroz com feijão" para controlar o tempo de resposta. Construiria as colunas de corner-traps, trataria horizontalmente a frente e o fundo do teto também com corners (eliminando quatro cantos triplos), absorveria as primárias laterais e, eventualmente, do fundo, e cobriria superfície parcial do teto.

    Não vejo maneira de errar procedendo assim. Talvez seja discutível se a experimentação in loco e exaustiva por diversas superfícies poderia oferecer algo melhor, se algo poderia ser otimizado e se os testes poderiam resultar em algo superior. Contudo, o básico é praticamente infalível, e para quem quer uma sala de audição boa, com um resultado aceitável e claramente acima da média, não vejo como pode dar errado a adoção do método elementar, tratando apenas o essencial. Sem ao menos um microfone para extrair algo mais palpável, é o que eu faria, efetivamente fiz, e indico.

    Grande abraço a todos, e que tenhamos uma semana abençoada!
     
    Última edição: 14 Out 2018
    • 2
  17. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Amigos, boa noite. Venho "ressuscitar" o tópico trazendo-lhes uma dúvida, com a qual conto com a colaboração de todos, inclusive do nosso mestre Camardella, hehehe.

    Bem, o final do ano está se aproximando, e para 2019 a reforma da casa já é uma realidade. Juntamente dela, promoverei o reforço/otimização dos meus circuitos de aterramento, e já por isso pretendo ter tudo previamente traçado na mente, para não cometer erros, já fazer as cotações e, oportunamente, ir direto ao ponto de executar o trabalho (eu mesmo farei essa parte). Hoje, meus sistemas de aterramento são compostos por três e quatro hastes, respectivamente, sendo o com três hastes o TT, diretamente enviado ao sistema, e o com quatro hastes o TN, ao qual denomino de "reforço de neutro" porque vai ligado diretamente ao neutro logo na entrada do telhado. Eles estão em lados opostos do terreno, distanciados por aproximadamente 12m, talvez pouco mais, mas não menos do que isso e nem mais do que 15m. Ambos estão em linha, e um deles num corredor de 1,5m de largura e acredito que 30m de comprimento ou pouco mais.

    Antes de escrever esta postagem, dediquei um BOM tempo promovendo uma revisão geral em tudo o que já foi postado aqui, e consegui já eliminar uma série de dúvidas, mas outras poucas ficaram pendentes, e por isso acho que seria interessante, intuitivo e construtivo para nós que fossem esclarecidas. Acho que pode haver mais gente na mesma situação minha. Pois bem.

    Numa das postagens do mestre Carlos, consta o seguinte:

    Bem, com base nisso, passei a tentar "visualizar" o sistema de aterramento que ficará neste corredor de 1,5m de largura. Partindo da premissa de que (i) pretendo usar barras de 2,4m de comprimento, (ii) as barras não podem se comunicar pelo solo e, por isso, devem manter distância entre si, que corresponde pelo menos ao seu comprimento, e (iii) há uma limitação intransponível (ao menos até que algo muito diferente seja pensado a respeito, o que não cogito) de 1,5m de largura do corredor, cheguei à conclusão de que devo distanciar as barras na diagonal e conectá-las todas entre si. Isso significa que, para 2,4m de diagonal, terei uma distância, em linha reta, entre uma barra de outra em linha reta, de 3,72m. Em outras palavras, para cada triângulo que eu construísse com dois lados de 2,4m, teria um terceiro lado de 3,70m, aproximadamente. Essa seria a solução básica e mais simplista. Todavia, como não poderei cruzar o corredor de fora a fora no sentido do seu comprimento, isso não me permitiria usar mais do que 6 hastes, no limite, 7. Considerando que eu gostaria de usar o máximo que fosse tecnicamente possível, passei a pensar numa alternativa, mas não consigo fazer a menor ideia acerca de sua viabilidade técnica, dado que as hastes ficariam próximas entre si. Para facilitar, anexo aqui o desenho que fiz.

    A ideia, basicamente, consiste em construir dois "circuitos" isolados entre si, em sentidos opostos e em zique-zague, sem que as hastes de cada um deles se comuniquem por meio dos condutores elétricos, unindo-se apenas e tão somente quando forem conectados ao neutro da casa, lá na rua, logo após o padrão. Achei interessante questionar sobre a viabilidade deste modelo, pois que permitiria dobrar o número de hastes num mesmo espaço. Não sei, porém, se seria possível que elas se comunicassem pelo solo, aumentando a capacitância do aterramento, na exata forma indicada pelo Carlos no último parágrafo do trecho de sua postagem a que fiz referência acima. Se isso for um problema ou incrementar algum risco, então sigo o "básico" e uso um número menor de hastes.

    O outro aterramento não é preocupante, pois poderá ser construído num espaço de 6 ou 7m de largura por uns 15m de comprimento, então haverá espaço para formar figuras geométricas com tranquilidade. Inclusive, cogito que, dado o maior número de hastes e a maior área do terreno a cobrir, este seja o aterramento TN, e o menor, ao lado do sistema, o aterramento TT. Alguma consideração a fazer, neste ponto em especial? A mim, do ponto de vista lógico, faz mais sentido que o aterramento MAIOR seja o TN, e o MENOR seja o TT, em face das grandezas envolvidas.

    Last, but not least, por volta das páginas 19 e 20 do tópico falamos muito sobre efeito skin, filtragem AC, bitolas dos condutores para evitar/proporcionar tráfego de frequências elevadas, na casa dos KHz, MHz e até GHz, entre outras coisas. Para simplificar e não me estender: algo cabo específico é mais recomendável para o sistema de aterramento? Hoje uso 16mm² flexível e multifilar, que é o cabo com MAIOR bitola que existe na minha casa. Os das fases e neutro são de 10mm² rígidos (quanto a eles, já planejamos deixar algo meio "pronto" na reforma para facilitar a melhoria no futuro). Como a casa tem instalação trifásica de 50A por fase, penso em usar, para o neutro, bitola de 35mm² (ou acrescentar mais um de 16mm²), que é gigantesca, mas com capacidade para algo próximo de 110A. Entretanto, não sei se essa bitola teria também implicação na dissipação/captação de ruído, interferiria negativamente na capacidade do aterramento, entre outras coisas. Já para o aterramento TT exclusivo do sistema, penso que 16mm² dê com folga, pois apto para lidar com mais de 60A, que é muito mais do que podem os fusíveis que uso.

    Enfim, gostaria de ler algumas considerações a respeito disso tudo. Sei que não é tema simples, mas conto com a colaboração da turma.

    Um grande abraço a todos.
     

    Anexos:

    Última edição: 23 Out 2018
    • 1
  18. Evandro César

    Evandro César Usuário

    3.202 1.017 591

    Desde 19 Dez 2008
    Brasil
    Caro Felipe,

    No que concerne à geometria dos eletrodos, ao seu espaçamento, e às melhores cordoalhas para interconexão dos eletrodos, à toda evidência o mestre Carlos é o mais qualificado para melhor opinar e orientar.

    Isto posto, e considerando a sua limitação quanto à quantidade total de eletrodos que é possível enterrar, eu quero suscitar uma questão óbvia (mas que pode passar despercebida): Já que a quantidade total de hastes é muito limitada, capriche no aumento da condutividade elétrica do solo. Você pode fazer isso de duas maneiras simples (e concomitantes):

    1ª - Ao invés de simplesmente cravar cada haste usando uma marreta, primeiramente faça orifícios do maior diâmetro possível (e também da maior profundidade possível). Misture sal grosso à terra solta saída desses orifícios. (Você pode adquirir a baixo custo sal iodado destinado à alimentação de bovinos, disponível em sacos com 20 Kg cada, em lojas de produtos agropecuários). Feita a mistura com a terra solta, crave cada haste bem aprumada no centro do fundo do orifício de seção circular que você abriu [aqui, eu usei perfurador de solo motorizado, disponível na minha oficina, mas é perfeitamente possível usar cavadeiras manuais simples ("de boca") - especialmente no seu caso, com poucas hastes a enterrar].

    2ª - Junto com o sal (NaCl), você pode adicionar à terra solta carvão vegetal. Na pressa, eu, aqui, usei carvão destinado às churrasqueiras. Se você recorda-se da descrição do meu aterramento TN, saberá que foram duas malhas: uma (nova), de 12 eletrodos, rente ao padrão da concessionária de energia. E uma 2ª malha (pré-existente), de 24 eletrodos, na outra extremidade: sob o jardim de inverno no centro da casa, anteriormente destinada ao pára-raios (que eu, afinal, não instalei). Essas duas malhas foram interligadas por cordoalha de cobre flexível de 64 m de comprimento e 16 mm2 de seção por recomendação do mestre Carlos. E foi ao longo dessa cordoalha de 64 m que eu apliquei a maior parte do carvão vegetal, misturado à terra solta usada para o fechamento da vala.

    Finalmente, eu vou usar mais um expediente (também óbvio) para aumentar/ otimizar a condutividade elétrica do solo: Aqui na minha região ocorrem estiagens prolongadas. Por essa razão, vou implantar floreiras sobre a malha contígua ao padrão, que serão irrigadas por gotejamento na ausência de chuvas. [A malha sob o jardim de inverno, obviamente, já será irrigada - por micro-aspersão]. É despiciendo acrescentar: com a adição de carvão e de sal (NaCL) à terra em volta dos eletrodos, mantida sempre úmida (mas não com excesso, capaz de promover indesejável lixiviação), a condutividade elétrica do solo melhora muito.

    Conclusão: São medidas simples, mas que melhoram muito a condutividade elétrica do solo (e, consequentemente, a eficiência do aterramento - máxime se for do tipo TT).

    Grande abraço, extensivo aos demais amigos.
     
    • 2
  19. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Evandro, excelente a sua contribuição! Eu havia pensado na solução do sal misturado à terra que circunda as hastes, e até mesmo em comprar o Exogel, que é próprio para aterramentos, mas não na do carvão. O seu post ficou bastante intuitivo e muito agregador, mas na parte específica do carvão é que não compreendi na plenitude. Então, para resumir, veja se estou correto: (i) nos buracos circulares que você fez para cravar todas as hastes, misturou a terra com sal grosso e, depois de alocadas as hastes exatamente no centro do furo, preencheu com a terra misturada ao sal, e; (ii) na camada de terra superior, em que trafega a cordoalha de cobre de 16mm², é misturada a terra com carvão vegetal. É isso mesmo?

    Eu gostaria muito, também, de conseguir usar a solda exotérmica, mas por aqui deve ser absolutamente impossível, e comprar o material não é uma ideia que alimento, por ora.

    Um grande abraço e obrigado pelo acréscimo de ideias.
     
  20. UrielDias

    UrielDias Usuário

    352 101 83

    Desde 15 Fev 2015
    Ubá_MG
    :aplauso::aplauso::aplauso::aplauso:
    tudo muito lindo,tanto a história quanto o setup
    parabéns
     
    • 1
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