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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. PatLemos

    PatLemos Usuário

    273 117 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Carlos

    Posso concluir, com isso, que a diferença entre uma espuma de 25mm para outra de 35mm, usadas no teto, com a mesma densidade, no caso 28 kg/m3, não terão desempenho muito diferente?

    Abraço,

    Patricia
     
  2. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Patricia,

    No meio do teto não há muitas reflexões de médios-baixos e nem com tanta intensidade como nas paredes e quinas, logo não precisa de absorção absoluta nos agudos nem muita absorção abaixo de 500Hz. Tem é muita reflexão mesmo, demais.

    As minhas espumas do teto são de 35mm de espessura e densidade 38, o que significa cerca 75 a 80% de absorção acima de uns 300Hz até quase 8kHz.

    Abraço !
     
    • 1
  3. PatLemos

    PatLemos Usuário

    273 117 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Carlos, mais uma vez, muito obrigada.
     
    • 1
  4. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Pessoal, boa noite. Há um certo tempo o sistema está tocando e eu apenas apreciando e aprendendo todas as suas novas características. Desde a acústica e o Transparent MM² de força, promovi um leve ajuste nas caixas e segui curtindo, aprendendo as nuances, captando a nova forma de apresentação. Eis que, na semana passada, resolvi colocar em prática algo que queria experimentar já há algum tempo, e consegui encontrar um espaço no dia para fazer a mudança. Estou para relatar desde domingo, mas apenas hoje senti a segurança necessária para escrever um pouco.

    A troca que fiz foi dos pés das Reference: antes bases largas de metal encostando diretamente no chão, agora spikes com bases de metal e borracha. Achei a troca fantástica.

    20181008_233312.jpg

    Estou com as Reference há vários meses, e apenas no primeiro dia, quando ainda tinha o Krell, é que testei os spikes. O resultado foi muito ruim. Como o Krell tem o som mais preciso, mais seco, o som emagreceu demais, os graves ficaram muito duros e os agudos agressivos. Coloquei as bases largas (com as quais o som ficou melhor) e, depois disso, sequer me lembrei da existência dos spikes. Somente há algumas semanas, quando estive na casa do Adriano e vi as 205/2 dele com os spikes foi que me lembrei da sua existência, e marquei como um experimento a fazer. Com a mudança de assinatura promovida pelo V8 e pelo Transparent, associada à mudança de sala e de acerto, achei que seria viável e que poderia ficar melhor caso eu substituísse, e de fato ficou.

    Há não muito tempo, neste post, relatei sobre a necessidade de se ter uma sensibilidade extrema para que não sejam retirados do sistema harmônicos fundamentais. Os spikes trouxeram um som muito mais seco e definido, muito rápido e com uma sensação de espaço impressionante, que eu nunca tinha presenciado no meu próprio sistema. A maior definição apresentou mais notas, mais informação, e acredito que avancei alguns degraus no ganho em resolução. Entretanto, em princípio, a maior secura me deu a sensação de que o som estava magro demais, sem alguns harmônicos e sem a mesma riqueza com que eu estava habituado. Agora, com mais de 10 dias de alteração e, portanto, com os ouvidos mais habituados, tomando por base aquilo que tenho como sendo minhas melhores referências, não consegui confirmar esta falta de harmônicos e passo a achar o resultado superior em tudo, em cada possível aspecto de análise, e ainda sem perder a riqueza que tanto valorizo. No fim, penso que para obter a confirmação absoluta, precisaria fazer a troca pelo menos mais uma vez, mas, por ora, posso dizer que o resultado está incrível.

    O V8 e o Transparent, associados à nova sala, foram responsáveis por uma mudança na forma de apresentação e na assinatura sônica do meu sistema. Acredito que isso colaborou sobremaneira para viabilizar a substituição dos pés grandes pelos spikes, e essa maior flexibilidade com ganhos evidentes me deixa muito feliz. O sistema está tocando muito bem, e embora jamais tenha me desagradado, posso dizer seguramente que nunca me pareceu tão confortável e ao mesmo tempo tão realista e completo. Nada é perfeito, mas para o momento está quase lá! Hehehe.

    Grande abraço, bom final de semana a todos.
     
    • 3
  5. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    No início eu era meio desconfiado quanto aos spikes, achava que tirava graves do sistema. com o tempo acabei percebendo sua boa influência no som e desde que comecei a usar não parei mais.

    Com as Gold300 os spikes são instalados nos plinths, para mim seria melhor se pudesse instalá-los diretamente nas caixas, como no caso das torres Reference. Mas não dá porque a rosca do spike é diferente.

    Um dia ainda vou encontrar uma usina onde possa mandar fazer um jogo de spikes com a rosca na medida certa, para instalar nos furos onde são aparafusados os plinths. ;)

    Abraços
     
    • 3
  6. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Eu gosto muito de testar esse tipo de coisa, e nunca "olhei torto" para spikes, principalmente porque comecei com eles e só colhi bons resultados. Nunca tivemos crise de relacionamento, hahaha.

    Hoje uso spikes no DAC, no PC e no tomadeiro, mas com material e tamanhos diferentes, de ébano, que foram os que mais entregaram uma sonoridade real e associada a uma melhoria sem me fazer sentir que perdi algo. Outros materiais melhoram ou simplesmente mudam o som, mas sempre à custa de um pequeno "desvio" naquilo que considero perfeito. Ainda tenho comigo uns jogos de Viablue HS guardados, mas nestes equipamentos que mencionei, não representam uma melhora, apenas uma mudança, fazendo com que a precisão, a dureza e o foco sejam otimizados, e também "entortando" o timbre, reduzindo a naturalidade, o realismo. Fica um som mais sintético. Evidentemente que as mudanças representam algo mínimo, no limite, mas que acrescentam ao conjunto como um todo e a um custo baixíssimo. Já sob o V8, por comodidade (usava antes, no Krell e assim mantive), uso bases de fibra de carbono, se não me engano de 20mm de diâmetro x 5mm de espessura. No Krell houve tímida melhora, mas no V8 simplesmente coloquei e não avaliei. Como tenho tido pouco tempo, busco direcionar os testes para o que considero mais significativo.

    Algo que considero interessantíssimo, além das alterações promovidas pelos próprios materiais, é que precisa procurar com muito cuidado qual é a melhor distribuição dos spikes sob os dispositivos em que serão usados. Existe uma tendência, mas não uma regra. No Krell, nada que experimentei diretamente no chassi ficou bom. Sempre o melhor resultado obtive acrescentando spikes e/ou bases diretamente sob os quatro pés originais. No Ayre, colocar spikes sob os pés originais foi uma das piores experiências que tive. Ficou péssimo. Retirei dos pés e, por sugestão do amigo Doleys, coloquei imediatamente à frente deles, e assim ficou bom. No computador, o melhor resultado foi colocando um spike + base imediatamente sob o transformador, um spike + base sob a placa-mãe e o outro na parte da frente, fazendo um balanceamento dos demais. O chato é procurar a melhor solução, mas depois que descobre os pontos chave, é interessante.

    Há alguns anos não tenho mais os shindos para experimentar. Gostaria de poder voltar a testá-los no sistema, mas também não é uma demanda importante para o momento.

    Abraço turma!
     
    • 2
  7. PatLemos

    PatLemos Usuário

    273 117 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Pessoal

    Mais uma vez peço desculpas se estiver sendo abusiva com minhas perguntas sobre acústica nesse espaço, mas esse é, de longe, o espaço mais amistoso e onde eu consigo resposta às minhas dúvidas, que não são poucas.

    Estou com uma ideia meio mirabolante para resolver o efeito flutter echo na minha sala, sem prejudicar a estética. Pensei, em vez de encher a parede com painéis, fazer um painel único, de cada lado, como uma grande faixa vertical (revestida com lã de rocha/vidro/pet) que irá do rodapé até o teto e, no sentido horizontal, a partir da frente da caixa até uns 1,5m à frente, abrangendo os dois pontos onde enxergo o twiter da caixa direita e da caixa esquerda com um espelho. Nas paredes laterais, adotaria apenas esses painéis gigantes, na parede frontal colocaria 4 painéis de 0,6m x 1,2m, a partir da altura do rack, além dos corner traps e espumas no teto. Acham que resolve?

    Para viabilizar tanto os corner traps quanto esses painéis gigantes, estou em dúvidas sobre o que faz um tecido ser adequado para a finalidade. Vejo boa parte das pessoas dizer que o oxford é bom para isso. Tenho painéis de lã de rocha forrados com oxford e tenho painéis de lã de vidro forrado com outro tecido, como esse aqui https://www.portaldaacustica.com.br...de-polipropileno-preco-por-metro-linear-preto.

    O que um tecido ser adequado para a confecção de painéis acústicos?

    Abraço,

    Patricia
     
  8. JR-RS

    JR-RS Fidelidade sem preconceitos!

    6.110 3.858 716

    Desde 24 Abr 2008
    santa maria, rs, brasil
    Patricia, quanto ao tecido, quando fui a caça de um tecido para usar nos painéis aqui, segui uma dica que peguei com um amigo mais experiente no hobby, que é a seguinte:

    Vá a loja de tecidos e escolha os modelos que mais lhe agradem, para saber se são tecidos “transparentes” ao som, faça uma trama com 3 ou 4 camadas dele e tente respirar através desta trama. Serão bons para a aplicação os tecidos em que o ar atravessar sem resistência.
     
    • 4
  9. PatLemos

    PatLemos Usuário

    273 117 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Excelente dica! Muito obrigada.
     
    • 1
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Hahahahaha, foi o que fiz. O Oxford é bastante respirável, hahahahah.
     
    • 3
  11. PatLemos

    PatLemos Usuário

    273 117 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Estão posso usar o oxford na boa. Em geral, é um tecido de um bom preço.
     
  12. Evandro César

    Evandro César Usuário


    Desde 19 Dez 2008
    Brasil
    Pat,

    Busca-se com tratamento acústico otimizar (ou melhorar) o tempo de reverberação (RT) da sala, a qual não deve ser nem reflexiva/ reverberante (muito "viva") e nem absorciva em excesso ("sala morta"). Alcançar esse equilíbrio é o "X" da questão. Demanda conhecimento e experiência. Demais disso, geralmente não é compatível com "chutes" no escuro (os quais, ademais, costumam não custar pouco em termos financeiros e de esforços despendidos). Prima facie, tantos painéis como você parece descrever, numa sala tão pequena como a sua, tendem transformá-la numa sala "morta" (ou muito absorciva). E nem há garantia de que o principal problema que você relata e que mais a incomoda seja totalmente resolvido dessa maneira!

    Tudo isto posto, parece uma boa ideia que você, munindo-se de muita paciência, vá experimentando, passo-a-passo, as possíveis soluções em tratamentos acústicos, sugeridas aqui no tópico - em especial pelo mestre Carlos. Eu sei que é mais fácil dizer do que fazer, mas esse parece ser o melhor caminho - além de ser também o mais seguro.

    Pense em tudo isso.

    Grande abraço.

    PS: Galera, talvez eu tenha, em breve, novidades auspiciosas na minha 'sala', (ainda) não-relacionadas ao aprimoramento do tratamento acústico [mas, isto sim, a um consistente upgrade no set estéreo, que, se implementado, implicará 'por tabela' em significativa alteração também no áudio multicanal]. Ainda não tem nada definido, mas a possibilidade existe. A conferir.
     
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  13. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Evandro,

    Esta foi minha preocupação quando vi as fotos da sala da Lemos. Acho que cheguei a mencionar nos primeiros posts que dirigia ela, que pela quantidade de mobília e absorvedores existentes na sala, jamais imaginaria que houvesse restasse algum tipo de reverberação.

    Na minha humilde opinião e idem experiência a quantidade de material absorvedor existente (incluindo sofá, tapetes e eventuais cortinas) já seria mais do que suficiente para o fim a que se destina. Só acho que está mal distribuído, tudo na parte inferior da sala e nada na parte superior onde está acontecendo o eco.

    A sala dela, onde as caixas parecem estar bem dimensionadas para o tamanho do ambiente e, ainda, com ''invejável'' posicionamento longe das paredes e quinas, não carece de muita coisa a mais do que um básico controle de ambiência, caso a própria mobília não resolva.

    Abraços
     
    Última edição: 13 Out 2018 às 21:32
    • 1
  14. PatLemos

    PatLemos Usuário

    273 117 48

    Desde 22 Fev 2012
    João Pessoa/PB/Brasil
    Pois é, Red, o que eu pretendia, criando esse enorme painel com cerca de 1,40m de largura por uns 3m de altura, era distribuir os demais painéis existentes nas paredes mais altas da sala. Ainda assim, sobrará muita parede e chão para refletir o som. Quando eu tiver um tempinho, tentarei postar uma imagem do que pretendo fazer aqui.
     
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  15. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Lemos,

    A ideia é interessante no meu modo de ver e acho que pode funcionar. Mas custo a acreditar que tua sala precise de mais absorvedores do que já possui. Não posso falar com muita certeza porque cada sala tem suas características e resposta própria, Entretanto, se o objetivo primeiro é se livrar da tal reverberação, acredito que posicionando os absorvedores, já existentes, mais próximos do teto (ainda que nas paredes), sobretudo na área onde há a reverberação, consiga resolver o problema.

    Se tiver como fazer acho que vale o teste, poderá se surpreender, quiçá até resolver o problema sem gastar mais. E se não der resultado, parte para outra solução.

    Agora, se além de eliminar o eco pretende também um tratamento mais dedicado, melhor seria começar do zero, seguir as dicas do Camardella, tentando aproveitar os absorvedores que já tem aí. (y)
     
  16. FelipeRolim

    FelipeRolim Breaking The Sound Barrier


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Pessoal, vejam: eu realmente defendo a ideia de que nada supera a experimentação, mas acho que as coisas não podem ser tanto o céu, nem tanto o inferno. Muito do que aplicamos na prática encontra eco em quase a totalidade da doutrina acerca de acústica, e vice-versa. Foram poucos os resultados práticos que identifiquei em relação aos quais eu (ainda) não localizei material a respeito. O exemplo mais claro e já repetido aqui por diversas vezes foi o problema que causou a adoção de lã de rocha de alta densidade (80Kg/m³), frente à de 32Kg/m³. Então, nessas horas, e ante a possibilidade de perder tempo e dinheiro, eu seguiria à risca aquela receia "arroz com feijão" para controlar o tempo de resposta. Construiria as colunas de corner-traps, trataria horizontalmente a frente e o fundo do teto também com corners (eliminando quatro cantos triplos), absorveria as primárias laterais e, eventualmente, do fundo, e cobriria superfície parcial do teto.

    Não vejo maneira de errar procedendo assim. Talvez seja discutível se a experimentação in loco e exaustiva por diversas superfícies poderia oferecer algo melhor, se algo poderia ser otimizado e se os testes poderiam resultar em algo superior. Contudo, o básico é praticamente infalível, e para quem quer uma sala de audição boa, com um resultado aceitável e claramente acima da média, não vejo como pode dar errado a adoção do método elementar, tratando apenas o essencial. Sem ao menos um microfone para extrair algo mais palpável, é o que eu faria, efetivamente fiz, e indico.

    Grande abraço a todos, e que tenhamos uma semana abençoada!
     
    Última edição: 14 Out 2018 às 20:30
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