Anúncio do HT Forum

Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Hoje a sala Rolim foi até a sala do @nihues@nihues. Fiquei muito feliz ao relembrar a forma maravilhosa como tocam as KEF R300 e muito surpreso ao ouvi-las com o Sunrise V8 MK IV. Parabéns pelo set, que está num nível de conforto fantástico. Abraço!!!

    20181227_201100.jpg
     
    • 6
  2. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Viajei por duas semanas este fim/começo de ano e acabei ficando um pouco distante do fórum. Comentei em alguns tópicos no pouco tempo que tive livre na frente do computador, e somente agora verifiquei que este tópico está relativamente desatualizado, especialmente no que diz respeito às alterações elétricas que fiz.

    Eis que providenciei o inlet Furutech FI-06 (G) para colocar no tomadeiro, instalei o Deep Line da Sunrise e troquei o conector Wattgate fêmea do Nordost Valhalla por um Oyaide C-079. Agora toda a parte de alimentação até o tomadeiro é feita com conectores em ouro e carrega as sonoridades muito especiais do próprio Nordost Valhalla e do Oyaide 079. Este Oyaide não tem a mesma resolução e nem o som tão preciso quanto os Oyaide 046 ou 004, mas, dos três, é o mais musical, com som mais fluido e relaxado, o que somou-se às características do Valhalla e foi suficiente para não me fazer querer mexer em mais nada. O som está fantástico em termos de conforto auditivo e agora tem os ganhos somados do Valhalla na alimentação geral (em substituição ao trio Furutech anterior), do Oyaide C-079 e do Deep Line. O cabo agora está sem o conector macho e foi emendado diretamente na saída dos porta-fusíveis, e confirmei que boa parte da aspereza e obstrução de agudos que ouvia anteriormente devia-se à tomada genérica padrão hospital grade que adaptei para fins de experimentação. De resto, está um verdadeiro deleite.

    Então, para sintetizar e ilustrar bem, a elétrica vem por um fio Prysmian Eprotenax Gsette de 3x4mm² (duas fases e um neutro) de 11 metros e mais um fio de 16mm² direto do aterramento. Dos porta-fusíveis ABB (de cobre com banho de prata; estou usando um fusível Sax Soul Ágata de 16A, que pretendo substituir em breve, e um Bussmann NOS de 4A) sai diretamente o Nordost Valhalla com conector fêmea Oyaide C-079. O tomadeiro tem um inlet Furutech FI-06 (G), do qual saem cabos Furutech de cerca de 30cm e independentes por tomada, sendo duas Furutech GTX-D (R) e uma Furutech GTX-D (G). O Sunrise Deep Line está dentro do tomadeiro, na fase que é comum às três tomadas. O integrado está ligado à Furutech GTX-D (G) por meio do Transparent PowerLink MM² (este com conectores Oyaide P-046 e C-079). O DAC está ligado à Furutech GTX-D (R) por meio de outro Nordost Valhalla (com Oyaide P-046 e C-079) e o computador também a uma GTX-D (R) por meio do Purist 20th Anniversary (este com os Oyaide 079 originais nas duas pontas). Por fim, cada tomada tem um Nordost Qv2 independente.

    --------------------------------------------------

    Vendi antes de viajar a placa USB SOtM tx-USBexp. Por sorte fiquei quinze dias com o set desligado e me esqueci do quanto a conexão USB onboard é ruim, horrorosa, deplorável, perto da que eu obtinha com a placa dedicada. Perde-se simplesmente em tudo, desde o mais simplista foco do palco sonoro até em termos de riqueza, extensão e decaimento. Sigo ouvindo por aqui, me desintoxicando as músicas horríveis com que fui obrigado a conviver na praia, e adorando o som, mas aguardando ansioso pela chegada da JCAT USB Card FEMTO.

    --------------------------------------------------

    Por indicação dos amigos Ulisses e Juan, para os quais o Transparent PowerLink MM² com os conectores originais (Wattgate 320i fêmea e Hubbell HBL5266C macho) é muito melhor e mais equilibrado do que com os Oyaide que uso, no final do ano passado devolvi os conectores originais e fiz uma boa apuração das mudanças por mais de uma semana.

    Apesar de ter compreendido perfeitamente o que me disseram, por preferência pessoal, acabei ficando com os Oyaide P-046 e C-079. Talvez seja uma questão de casamento com a sonoridade KEF que adoro, ou com a sonoridade Nordost que adoro, ou de tudo um pouco, para mim a superioridade dos conectores Oyaide no Transparent é muito clara. O uso dos conectores originais deixa o som igualmente muito bom, excelente em termos de conforto auditivo, riqueza de harmônicos, mas o meu especial destaque é para o relaxamento, a musicalidade e a suavidade de agudos. O som fica muito mais "doce". Conheço os conectores Wattgate 320 e 350 de outras ocasiões, embora nunca tenha experimentado o Hubbell em outro cabo. Acredito que o único cabo em que estes conectores realmente ficam MUITO bons é com o Transparent, porque com o Valhalla são uma verdadeira porcaria. É difícil acreditar que a Nordost usava os Wattgate...

    Bem, fato é que, embora os Wattgate e Hubbell tenham deixado o som completamente audível e com excelente equilíbrio e igualmente rico, não retirando nada que fosse "essencial" à reprodução musical, houve uma perda evidente se em comparação aos Oyaide. Naqueles dias, vinha de uma série longa de audições cuidadosas de músicas orquestradas, de alta complexidade, de elevada dinâmica, de altíssima precisão e, com os conectores originais, a perda era evidente. A orquestra não tinha a mesma dimensão, a mesma precisão, os grupos instrumentais se mostraram borrados e, embora o som estivesse sempre muito rico, informativo e delicado, eu apenas conseguia manter uma visão panorâmica do acontecimento musical, sem nenhum destaque para algo que antes eu conseguia "enxergar" com clareza. Posso afirmar seguramente que, se eu não tivesse tanto hábito de ouvir música clássica e de tamanha complexidade, conviveria com o Transparent em seu formato original sem jamais ter alguma queixa, mas foi neste estilo de música que ele mostrou sua fraqueza. De outro lado, além de não ter considerado que a "alma" do Transparent mudou, o uso dos Oyaide me devolveu a precisão e o foco de antes, tornando os grupos musicais muito mais precisos, como também entregou mais extensão de agudos, coisa que eu gosto bastante.

    Por fim, algo nisso tudo me surpreendeu: desde sempre usei e gostei do Transparent PowerLink MM² com os conectores Oyaide. Nesta configuração, considero-o um cabo superior ao Purist 20th Anniversary que também tenho, mas inferior ao Nordost Valhalla, este, para mim, o melhor cabo que uso, embora goste dele no DAC, e não no integrado. Entretanto, com os conectores Wattgate e Hubbell originais, o Transparent não reúne o mínimo de condições de ser comparado com o Purist e menos ainda com o Valhalla. Fiquei realmente surpreso. O Purist é um show de extensão de agudos, de musicalidade, de decaimento, de arejamento, enquanto originalmente o Transparent tem o som bem mais velado, com menos extensão e um tempo de decaimento impreciso. Já com os Oyaide, a sensação que tenho é que o Purist continua sendo mais musical, mas ambos começam a poder ser comparados nos demais quesitos quesitos. Mas, com os Oyaide, julgo o Transparent um cabo levemente mais dinâmico, encorpado e detalhado, e por estes motivos segue sendo uma combinação muito boa com o integrado, que tem variações de dinâmica bastante exigentes.

    Abraço a todos!!!
     
    • 7
  3. Caro Felipe Rolim,

    Passando para agradecer a dica do porta fusível da ABB. Troquei o disjuntor pelo porta fusível que você sugeriu e gostei do resultado.

    Por aqui também instalamos um fusível da SaxSoul Ágata/Gold o que também trouxe melhorias no detalhamento e profundidade. Sei que você não recomenda mais este fusível, mas por aqui o resultado foi muito bom e pretendo manter. Tomei o cuidado de especificar um fusível pela capacidade dos componentes e bem abaixo da capacidade de corrente da fiação.

    Grato por tudo.

    Que JESUS o abençoe

    Marcos
     
    Última edição: 9 Jan 2019
    • 2
  4. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Oi Marcos. Fico feliz que tenha colhido resultados tão bons, e acredito que a superação da etapa de burn-in deva trazer melhorias ainda maiores.

    Sobre os fusíveis Sax Soul Ágata, eu realmente adoro a sonoridade que possuem. Preciso de mais um de 10x38mm no meu sistema e gostaria muito de que fossem os Sax Soul, talvez até o novo Ágata/Gold. Todavia, depois de insistentes tentativas de obter junto ao fabricante os resultados dos ensaios em bancada que foram feitos, todas sem sucesso, não senti mais segurança em comprá-los. Eu fico triste por isso, pois é uma alternativa nacional e de excelente custo, mas sem que ofereçam a segurança mínima necessária (não há uma garantia sequer que não a própria palavra do fabricante de que funcionam), eu não compro mais nenhum e também não recomendo. Não que a minha palavra valha de alguma coisa nesta seara, mas entre um Siemens ou um ABB e um Sax Soul, atualmente, eu prefiro sacrificar a qualidade em detrimento da proteção ou, melhor dizendo, da garantia de funcionamento dentro do especificado pela norma.

    Espero que, no futuro, munido dos laudos necessários à comprovação de adequação técnica, eu volte a poder comprar estes itens. Realmente é mágico o que um pedaço de condutor de menos de 4cm faz com o resultado geral, e o Sax Soul, em específico, é o modelo com melhores características sonoras que conheço.

    Abraço e boas audições. Obrigado por reportar os resultados aqui e enriquecer o tópico.

    -------------------------------------------------------

    Olá a todos. A reforma da casa finalmente saiu do papel, e junto com ela a reconstrução dos sistemas de aterramento. Pedi algumas sugestões aqui no HTF e, com o que colaboraram, algumas ideias certamente serão colocadas em prática. Infelizmente não consegui dissipar todas as dúvidas, mas com o que estudei ao longo dos anos e com o que ajudaram, certamente conseguirei construir algo que seja melhor do que nada, embora ainda distante da perfeição. Hoje venho pedir a vocês mais uma sugestão, e essa precisa ser com relativa rapidez e de fácil acesso.

    Essa semana vou mexer no aterramento TT exclusivo do sistema, e por isso comecei a fazer algumas apurações que são do meu interesse. O atual aterramento foi construído em 2012 com o que eu consegui fazer, à época, considerando a margem de flexibilidade então existente. Aproveitei um espaço livre atrás da casa, perfurei o chão e enterrei as hastes até o quanto pude para fazer as conexões. Ficaram cinco centímetros de cada haste expostos, para que fosse feita a conexão do cabo de 16mm². Para vedar isso tudo, um antigo usuário do fórum me recomendou que eu fizesse uma espécie de "capa" de silicone. Ele argumentou que isso tornaria a conexão resistente a água, sol e outras intempéries, e foi o que fiz. Há muito tenho adiado a revisão das conexões deste aterramento TT, justamente pelo fato de que a reforma da casa está sendo discutida há tempos, e era esta a oportunidade que esperava para fazer tudo adequadamente.

    Bem, hoje retirei as capas de silicone que fiz em 2012 e me assustei com o quão deploráveis estão as conexões (três fotos em anexo). Fato é que, no novo circuito, além de melhores distâncias entre as hastes, além de estar totalmente enterrado, além de serem adotados hastes e cabos de proporções adequadas, o que resultará em algo muito mais bem dimensionado e possivelmente eficaz, pretendo também fazer conexões que tenham mais robustez e que sejam capazes de aguentar por um bom tempo. O grande problema é que, embora seja um processo relativamente barato, na região onde moro não existe ninguém que faça solda exotérmica, de modo que terei que adotar soluções "amadoras". É para isto que gostaria de sugestões dos amigos. Pensei na ideia de usar uma quantidade generosa de fita veda rosca e depois recobrir tudo com outra quantidade de fita de autofusão, que foi o que fiz no aterramento TN (que também será refeito em momento posterior) para recobrir os conectores de pressão. Com certeza está longe da perfeição, mas é o máximo que consegui pensar para efetivar esta conexão.

    Abraço a todos. Aguardo sugestões.

    PS.: fiquei impressionado com o fato de que estas conexões têm cerca de 7 anos e que já se encontram neste estado. Por isto imagino como deve estar a haste de aterramento do padrão de uma casa de 30 anos de idade. Simplesmente não tem como funcionar de maneira adequada. Este é mais um motivo pelo qual pretendo incrementar ainda mais o meu aterramento TN.
     

    Anexos:

    Última edição: 22 Abr 2019
    • 2
  5. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Acho que por mais que aplique muita veda rosca e fusão a própria umidade da terra com o passar dos anos vai oxidar. Eu tentaria primeiro usar fio que pode ficar diretamente enterrado ou a prova d'água já garante uma melhor resistência contra oxidação. Depois da conexão montada aplicava umas camadas de verniz anti-corrosivo.
     
    • 1
  6. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    Quando li que a conexão estava em estado deplorável imaginei algo em bem pior. Olhando as fotos não estou vendo nada de anormal. De fato parecem até bem conservadas para o que são expostas. Claro que se forem comparadas às conexões que não são expostas à intempéries, esta parece muito ruim, mas assim mesmo que ficam, ou pior.

    Aqui tinha feito uma caixa de inspeção, mas no final acabei colocando concreto por cima de tudo. No teu caso poderia fazer uma caixa de inspeção em torno da conexão, talvez até de material sintético que possa ficar bem vedado, encher de sílica (areia de gato ou saquinhos mesmo).

    Não acredito que o aterramento perca eficiência por causa dessa oxidação, a não ser que se rompa alguma coisa, do contrário, como a finalidade inclui os materiais estarem em contato o terreno, pelo menos nas partes enterradas duvido que essa ferrugem faça alguma diferença. :suspeito:

    Abraços
     
  7. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Red, confesso que quando vi fiquei bem decepcionado, então também estou surpreso com suas palavras. De fato, eu nunca tive contato com nenhuma conexão antiga que eu possa chamar de "externa", ou seja, que está fora da casa, exposta a qualquer tipo de elemento climático (em especial temperatura e umidade). Quando vi achei deplorável, mas nada disso estava representado por uma queda de tensão nas medições fase-neutro e fase-terra. Isso, para mim, só pode indicar de uma vez por todas que este é um teste completamente ineficaz, pois não consigo conceber que, mesmo tendo 127v entre fase e terra, este circuito de aterramento seja capaz de proteger alguma coisa.

    Quero ver se amanhã no final do dia retiro as barras do chão de verifico seu estado. Espero que estejam boas, mas, mesmo assim, acho pouco provável que vá reaproveitá-las. A ideia é usar, neste aterramento TT, quatro ou cinco hastes dispostas alternadamente em lados opostos do corredor (que tem 1,5m de largura), a uma distância mínima de 2,4m entre elas. Ainda não sei exatamente como farei, mas gostaria muito de deixar uma caixa de inspeção ao menos na haste de aterramento que ficará imediatamente "no pé" do sistema.

    Um grande amigo que é ex-servidor da companhia de energia de São Paulo me disse que naquele Estado recomendam a vedação das conexões com massa para calafetar. Sequer sei onde é que encontrarei algo assim aqui na minha cidade, mas a ideia me pareceu boa. Possivelmente farei a primeira blindagem com fita veda rosca e depois adotarei algo como essa massa.
     
  8. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    É provável que ao retirar as hastes elas estejam em estado semelhante, se estiverem em melhor estado já fica uma solução para a conexão que está para fora, enterrá-la também. :lol:

    Mas veja, basta pensar que todos os aterramentos por aí sofrem do mesmo mal e não perdem a eficiência por causa disso, alguns com décadas de existência. O importante para o aterramento é que as peças tenham bom contato com o solo. E não será uma corrosão que vai inviabilizar este contato, a não ser que a oxidação chegue ao ponto de se transformar em material isolante, o que duvido muito.

    Amanhã se leu lembrar vou verificar a conexão da haste de aterramento do medidor, a fornecedora de energia exige que fique em uma caixa de inspeção.
     
    Última edição: 16 Jan 2019
    • 1
  9. weltec

    weltec Usuário

    6.356 4.077 526

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    As fotos não mostram se existe oxidação nos contatos entre a barra e os cabos. O que não está em contato não serve para nada, e é justamente a parte que a foto mostra.

    Duvido muito que as residências possuam um aterramento isento de algum tipo de oxidação ou semelhante nos seus aterramentos.

    Acredito que este estado aí seja normal e duvido que não proteja nada, no máximo você está perdendo o pelo do ovo:lol::p
     
    • 1
    • 1
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Retirei uma das barras do chão, lavei toda a terra com uma bucha e fiz uma inspeção visual. Numa análise da superfície da barra, notei que fui eu mesmo que estraguei e deixei daquele jeito e, se não fosse por isso, estaria em excelente estado. Ela é só folheada com cobre. Na parte onde ainda há cobre não tem sequer sinais de oxidação, com exceção da que ficou acima do chão. O problema é que na hora de martelar para baixo, acho que o próprio concreto serviu como uma lixa e arrancou o cobre da superfície. Tem partes onde a barra está claramente com um "degrau", alguns "mascados", marcas que não estavam ali quando coloquei. Provavelmente as barras nunca estiveram 100% e, pelo que verifiquei nelas, foram danificadas assim que coloquei no chão.

    Consultei várias pessoas para proceder às novas instalações e vou seguir diversas orientações que me foram repassadas. Segundo o amigo Giovanni Palomba, da Timeless, o atrito estraga a barra, e por isso eu devo cavar o máximo possível antes de fincá-la no solo. É o que farei. Quanto às três barras antigas, acredito que não vou jogá-las fora, e sim usar como complementação, no final deste aterramento TT que estou próximo de mexer. Ainda não defini alguns pequenos detalhes, mas tudo está se encaminhando. O TN deve demorar um pouco mais. Anexei fotos.

    PS.: a outra foto indica que fiz uma conexão fraquíssima, na época. É possível perceber que na parte do fio onde havia pressão os contatos estão perfeitos, sem sinais de oxidação, e que uma pequena parte de cobre conserva seu brilho. Isso só pode indicar, no meu entender, que a conexão estava fraca, ou seja, com pouca área de contato, e que a vedação que fiz foi inadequada...
     

    Anexos:

  11. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Oi Felipe,

    Desculpe, estou em dívida contigo. Todo dia deixo pra te responder de noite, e todo dia minha mulher me arruma alguma coisa pra fazer urgente, me enrolo, e quando vou ver já passou da meia-noite e meia e tenho que ir dormir, pois acordo 6:30h pra ir pro trabalho.

    Bem... massa de calafetar é ridiculamente barata, mas resseca. Se resseca, não vai vedar por muito tempo. Se for por esse caminho, sugiro usar massinha acrílica de modelar, de criança mesmo. Mas, tem um método mais caro e muito mais eficiente, que vai na linha do silicone, mas, deferentemente dele, que não deu certo porque fica poroso quando exposto ao tempo, a minha sugestão não dá galho: o bom e velho Araldite !!! Outra opção é usar SOS, uma massa epoxi como o Durepoxi, mas resistente à água. Porém, é mais poroso do um patacão de Araldite.

    Você tinha me perguntado lá atrás sobre fazer dois circuitos em zigue-zague, certo ? Fiz as contas, e não vale a pena.

    Vou ver se acho na internet as figuras para te mostrar as equações de forma mais fácil.
     
    Última edição: 16 Jan 2019
    • 1
    • 1
  12. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Correto, sem mais observações. (y)

    Felipe,

    Quando o circuito for trifásico, e estiver em equilíbrio (o que raramente ocorre em residências), no Neutro quase não passa corrente porque as correntes de retorno estão defasadas de 120 graus e o seu somatório faz com que se anulem mutuamente (o inverso do que acontece com as tensões das fases, que se somam). Em circuitos equilibrados, o cabo de neutro deve ser mais grosso que os cabos de fase somente quando a taxa de terceira harmônica ou seus múltiplos for maior que 33%, o que também raramente ocorre em residências. Logo, se você verificar os dois fatores principais de superdimensionamento, isto é, seu circuito trifásico estará desequilibrado (porque a maioria dos seus aparelhos será monofásico ou, na pior hipótese, bifásico) e que sua taxa de taxa de terceira harmônica ou seus múltiplos não será maior que 33% (e nem perto disso), você pode apenas usar uma bitola bem mais grossa que as fases mas sem exagerar. No Neutro não vai passar o somatório das correntes de cada fase !!!

    Então, se você usa 10mm2 para as fases, 16mm2 pro Neutro tá mais do que bom.
     
    Última edição: 16 Jan 2019
    • 1
    • 1
  13. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Só explicando com mais calma a teoria:

    Em um sistema trifásico com conexão em estrela, a corrente no neutro é a soma vetorial das três correntes de linha (de cada fase). Em um sistema equilibrado trifásico senoidal, a soma das correntes é zero em qualquer momento e a corrente no neutro é, portanto, zero. Mas as tensões entre fases serão raiz (3) x tensão de uma fase, isto é:

    1,732 x 127V = 219,96V

    Se nesse sistema trifásico todas as cargas forem monofásicas e lineares, a corrente no neutro raramente será zero, porque a carga em cada fase será diferente, mas essa diferença geralmente é pequena e muito menor do que as correntes de cada fase.

    Quando cargas não lineares são alimentadas, mesmo quando a carga total é bem equilibrada entre as fases, haverá uma corrente significativa no condutor neutro porque surgem harmônicas. As terceiras harmônicas e seus múltiplos (a sexta, nona, etc.) das correntes nas fases estão todas em fase angular entre si e assim elas se somam aritmeticamente ao invés de se cancelarem vetorialmente.
     
    • 2
    • 1
  14. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Muito obrigado por todas as suas considerações, Carlos! Três posts bastante elucidativos! Um amigo me deu duas sugestões interessantes. Por favor, me diga o que você acha:

    1 - Ele, assim como você, não vê justificativa alguma para usar bitola elevadíssima no neutro, e recomenda, inclusive, que eu use a bitola mais fina que for tecnicamente admissível, mas nunca maior do que a bitola de uma das fases. Sugeriu que usasse 4 ou 6mm², tanto pela baixa demanda virtualmente aplicada sobre o neutro, quanto pelo menor risco de se aumentar a indutância do circuito. Nas palavras dele, quanto menor a bitola, menor a indutância do cabo e, por isso, melhor a performance desta aplicação para áudio. Você confirma isso? O que acha da bitola?

    2 - Além da sugestão acima, recomendou que eu fizesse a ligação do terra com o neutro (TN) diretamente nas tomadas do sistema, de modo a garantir maior limpidez e uma certa "exclusividade" do circuito TN em relação ao estéreo. A ideia, confesso, me parece muito interessante e, do ponto de vista do que se espera de um "referencial zero", a mais próxima da perfeição. Todavia, não é arriscado deixar no próprio sistema esse referencial? Se por uma catástrofe qualquer o neutro da concessionária cair, não haveria risco de deixar o neutro assim? Pergunto porque, pensando de modo frio e calculista, esse aterramento que se denomina TN por estar ligado ao neutro, em caso de queda do neutro, não passaria a atuar como um aterramento TT? Vejo certo risco nisso.

    Agradeço muito a você e aos amigos pela colaboração que lhes é de costume. Estou em busca de uma melhoria considerável no sistema de aterramento, para que toda a casa se beneficie, e não apenas o sistema estéreo, mas infelizmente não será dessa vez que partirei em busca do mais próximo da perfeição. Pelas circunstâncias, espero apenas que fique tudo muito bom.

    Abraço!
     
    • 2
  15. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Felipe, os números não mentem...

    6mm2------3,14mm de diâmetro-----32A máx-----indutância média para 30m de cabo: 4.53mH
    10mm2-----4,05mm de diâmetro-----50A máx-----indutância média para 30m de cabo: 4.35mH
    16mm2-----5,13mm de diâmetro-----60A máx-----indutância média para 30m de cabo: 4.22mH

    Sério mesmo que você vai se preocupar com uma diferença de indutância desprezível dessas para um cabo de Neutro ??? Nem se fosse de caixas de som...

    Quanto ao aterramento no Neutro, você está certíssimo. Se voar o Neutro, nem precisa ser na rua, mas no quadro mesmo, periga fritar seus equipamentos porque pode ter retorno pelo Neutro das correntes da casa toda... Isso estaria fora das normas técnicas.
     
    • 1
    • 1
  16. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Ah, percebeu que a indutância cai quando o diâmetro, aumenta, certo ? O contrário do que foi dito pra você... Sabe por que? Porque é um condutor isolado, não um cabo de áudio com + e - juntos...
     
    • 1
  17. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Foi exatamente isto que fiquei matutando aqui. Sempre pensei que a indutância caísse confirme diminuísse a bitola e que isso também influenciasse de modo inversamente proporcional na capacitância, mas acho que estou limitado ao pequeníssimo conhecimento relacionado a cabos de áudio. Desconhecia por completo essa diferença para condutor isolado.

    Isso me faz pensar também no cabo a ser usado no aterramento TT. Como na integralidade do tempo (é o que mais espero) ele será usado para dissipar ruído de alta frequência, então mais este vetor interferirá na indutância do cabo ou, dito de outro modo, mais o cabo será importante no fator de atenuação de alta frequência do circuito. Entretanto, como o aterramento fica na parede de trás do sistema, a distância para o ponto central que criei será pequeníssima. Serão 1m da haste central até a parede e mais 2m até o tomadeiro, o que significa dizer que eventuais valores de capacitância e indutância serão ainda mais insignificantes. E, novamente, a indutância diminuirá conforme a bitola aumenta. O cabo de 16mm² que tenho aqui poderá ser aproveitado em boa parte para este aterramento TT, em específico. Então, do aspecto do fator de proteção, a alta bitola me parece basilar, mas do aspecto da atenuação de ruído, a alta bitola também é benéfica?

    Com base em tudo o que explicou, sei que isso é influenciado por diversas características, que vão desde a qualidade do solo até o método de fixação do cabo nas hastes. Também sei que boa parte da exposição teórica a respeito das frequências de atenuação já foram expostas por você aqui com relativa profundidade, mas estes aspectos teóricos de agora me deixaram em dúvida.

    Abraço e muito obrigado, mais uma vez.
     
    • 1
  18. carlos_camardella

    carlos_camardella Usuário


    Desde 29 Dez 2004
    Rio de Janeiro
    Aqui tem uma calculadora bem basicona de indutância, pra você brincar. Basta escolher a topologia do cabo e as demais medidas.

    https://www.eeweb.com/tools/wire-inductance

    Com relação à bitola x altas frequências, em cabos da bitola alta (acima de 4mm2) a bitola não fará mais diferença alguma a não ser que o cabo seja sólido, pois aí o efeito pelicular (skin effect) fará com que os frequências mais altas (acima de 1GHz) se espalhem pela superfície e, para que a resistência à passagem da corrente seja baixa, o diâmetro do cabo tem que ser maior (ele até poderia ser oco, se fosse só para altas frequências). Mas em cabos multifilares, como esses flexíveis, a resistência já seria alta por natureza (eles capam logo acima de 100kHz e a atenuação já começa em torno de 30kHz - 40kHz).
     
    Última edição: 17 Jan 2019
    • 2
  19. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Hoje desconectei o circuito de aterramento TT na parte externa da casa, para que o chão possa ser preparado para receber as novas hastes, os novos conectores, o novo cabo e para que tudo seja efetivamente embutido na parede, por meio de um eletroduto. Atualmente, o cabo do aterramento vem pela parede externa e fica apenas fixado nela. Agora será embutido e, mudando um pouco os planos, usarei apenas três hastes em linha com 2,5m de distância entre si. Acredito que para a finalidade que almejo serão suficientes e, se estas três hastes forem insuficientes no aterramento TT, isso somente poderá significar que os danos causados aos meus equipamentos será a menor das minhas preocupações. O restante da casa terá derretido inteiro.

    Consultei a um eletricista da cidade e ele disse que em todas as residências constrói aterramento com apenas uma haste, e em empresas de alto consumo faz o que ele chamou de "pé de galinha". Ele se assustou quando eu disse que pretendo construir dois e, no TN, usar sete hastes. Vou verificar se ele tem um terrômetro para me auxiliar. Contou-me que a terra da cidade é muito boa para aterramento e que não se encontram por aqui áreas arenosas que apresentam alta impedância. De fato, a terra da região é a famosa "terra roxa", muito rica em minérios.

    Bem, a falta de aterramento TT surtiu efeito mais significativo do que eu esperava.Após a desconexão, não achei que o som caiu de nível, não achei que toca menos, mas a sensação de desobstrução e de polidez (no bom sentido) desaparecem. Parece certa perda de dinâmica associada ao incremento de ruído. Não sai nada pelas caixas, nenhum tipo de som que denote ruído, mas durante a música os médios e agudos ficam menos límpidos e tenho a sensação de que o sistema precisa "fazer mais força" para tocar. Não sei exatamente a causa disso. Talvez isso seja a diminuição da relação sinal-ruído, mas é só um chute. O mais curioso é que o Ayre QB-9 não possui aterramento por meio do inlet (nele, fase e neutro estão filtrados por meio de dois capacitores MKP de 0,068uF; acredito que o aterramento propriamente dito é feito pelo ground dos cabos analógicos que vão ao pré-amplificador), o meu computador está com apenas o seu chassi aterrado, providência que tomei quando construí a fonte linear e, por fim, o V8 tem aterramento próprio, mas não sei para quê especificamente ele foi designado.

    No final das contas, mesmo que "aos trancos e barrancos", aquele aterramento TT pífio de sete anos de idade era melhor do que nada, e estou otimista quanto ao novo...

    --------------------------------------------------

    Hoje dediquei um pequeno tempo para fazer pequenos ajustes no set que estava planejando. Primeiro, tinha planos para encostar mais o rack na parede e verificar se isso traria algum prejuízo ou benefício para o rendimento do sistema. O resultado foi que encostei mais uns 10 centímetros e não percebi diferença nenhuma. Ainda vou ver se consigo encostar mais um pouco sem apertar demais os cabos atrás dele. Segundo, investi um BOM tempo para colar novamente o logo da Ayre no DAC. Este QB-9 que tenho pertencia à Audiopax, acredito que ela levado por eles em feiras, e por isso chegou até mim um pouco surrado externamente. Um dos detalhes era que faltava parte do logo da marca, à esquerda do visor. O logo é feito com letras que tem uma cola muuuuuito fraquinha e, por isso, apenas o fato de se passar uma flanela acaba arrancando as letras. Demorei coisa de 50 minutos só para conseguir posicioná-las corretamente. Aproveitei que estava fazendo isso e, para evitar que volte a acontecer no futuro, passei discretamente por cima do logo uma base de unha transparente. Não prejudicou nada esteticamente e impedirá que as letras caiam.

    20180129_133353.jpg 20190118_183813.jpg 20190118_190252.jpg 20190118_210254.jpg

    Tenho que agradecer ao Flávio, que enviou e-mail para a Ayre solicitando o logo, pediu para que um amigo o trouxesse dos Estados Unidos para cá e me enviou por Correios na maior boa vontade. Esses são detalhes pequenos que demonstram uma amizade sincera e livre de vaidades. Espero encontrar muitas maneiras de retribuir todas as gentilezas que me faz.

    O aterramento TT começou a sair do papel. O fio que entra na parede está ligado direto no sistema, passando por uma caixa 4x2. Agora toda a fiação será embutida na parede. Vou preparar a terra misturando-a com carvão moído e vou providenciar um método para soldar o cabo de aterramento diretamente na barra cobreada, sem precisar de conectores. Vamos ver se consigo.

    20190118_190458.jpg

    Por fim, estou já a pouco mais de três dias com a nova JCAT USB Card FEMTO no computador e instalei ainda hoje mais um Deep Line, dentre os quatro que tenho atualmente, desta vez na fiação interna do tomadeiro responsável pelo neutro, que somente vão até o DAC e o computador. O V8 trabalha em 220v, com duas fases, mas por enquanto apenas uma tem o Deep Line. Preciso ter certa cautela para não me perder nestas mudanças e ficar sem referência do sistema. Não será muito difícil, já que posso comparar o DAC com a conexão USB onboard, depois do período de burn-in se completar, posso conectar/desconectar o aterramento, para verificar pontualmente seus benefícios, e o Deep Line já conheço o que muda, e já comecei a notar seus efeitos.

    20190115_143931.jpg 20190115_144322.jpg 20190118_180228.jpg

    Estou feliz com as últimas mudanças. A placa USB tem oscilado muito. Ouço durante o dia enquanto trabalho e tenho ouvido um pouco à noite. Ela começa o dia tocando de um jeito e termina o dia tocando de outro. É bem interessante com isso progride e, até agora, não dá sinais de estabilização. Mesmo assim, estou muito feliz com os resultados colhidos até então. A placa USB é algo que planejo há muito tempo, e os Deep Line surgiram de uma oportunidade de fazer upgrades "baratos" no sistema que trazem um resultado efetivo e muito interessante. O Deep Line começou seu burn-in alterando menos o som, desta vez. Da primeira foi bastante assustador o quanto regrediu, embora tenha progredido rapidamente. Questionei ao Ulisses e ele mencionou que agora usa um cabo diferente, de cobre OFC igual ao anterior, mas diferente, que tem um amaciamento mais rápido. Sobre o resultado final, ele diz ser o mesmo. De fato, gosto muito do que incrementa.

    Com o tempo vou passando novos detalhes e trazendo relatos sobre a progressão da instalação do circuito de aterramento TT. Abraço a todos e excelente final de semana.

    ----------------------------------------------------

    Olá a todos. Tenho muita coisa pendente para experimentar e dar um feedback. Os Deep Line estão no meio de seu burn-in, a placa JCAT USB Card FEMTO está no meio do seu burn-in (hoje completou uma semana), e há previsão de lançamento de um novo firmware para ela que promete elevar ainda mais a qualidade e permitir o desligamento de uma das saídas USB, acabou de ser lançado o Audiophile Optimizer v. 3.00 Beta 28, que pretendo conhecer juntamente com o Windows Server 2019, o aterramento TT em sua nova configuração deve ser devolvido no sistema amanhã ou até o final da semana, mas algo que fiz há uma semana tem se mostrado talvez o maior upgrade que fiz desde a troca com Krell pelo Sunrise.

    A sala em que está o sistema tem aproximadamente 10m², possuindo medidas de 3,70m (comprimento) x 2,70m (largura), estando o sistema na parede de 2,70m. Esta sala, em 1995, quando compramos a casa, era designada como sala de TV principal, mas depois de muito reformar e construir, ficou "abandonada" por muito tempo. Quando trouxe o sistema para cá, descobri que ela também é o cômodo mais quente de toda a casa. Para resolver o problema sem quebrar paredes e como o quarto ao lado (onde usei o sistema por cerca de 10 anos) tem ar condicionado, optamos por acrescentar no meio do caminho, entre ele e a sala, uma porta. Assim, o mesmo ar condicionado refrigera os dois ambientes sem muito esforço.

    Evidentemente que, para que a sala seja refrigerada, preciso deixar a porta dela aberta e fechar a outra porta que foi acrescentada no meio do caminho. O que eu não esperava com isso tudo e me causou uma grata surpresa foi a evolução do sistema com a porta aberta. Como consigo controlar todas as frequências dentro de dois ambientes que, somados, possuem um total de 22m², estou passando por um novo processo de reposicionamento das caixas de modo a tornar o sistema uniforme, em termos de palco e equilíbrio de frequências (o que é elementar, já que as superfícies de reflexão mudaram), mas agora com a porta interna aberta. É muito impressionante o que consegui ganhar de relaxamento, de delicadeza, de "desafogamento". O som toca de forma muito mais fluida, e talvez por ter havido certa descompressão na sala (que de porta fechada fica minúscula), há mais dinâmica, maior diferenciação entre altos e baixos. Os graves não eram e continuam não sendo um problema, no meu entender, mas o que o sistema ganhou de articulação e fluidez é delicioso. A percepção do conteúdo musical é mais perfeita, menos dificultosa. Está lindo!

    Não tenho nada exemplar, mas não há dúvida alguma de que sala e elétrica são grandes pilares de sustentação de um sistema com o qual se busca reconstruir um acontecimento musical. Acho que depois disso tudo envolvendo aterramentos, acústica razoavelmente tratada e ampliação da litragem cúbica da sala posso finalmente chamá-la de "Sala Rolim v. 2.0", hehehe.
     
    Última edição: 27 Jan 2019
    • 5
  20. Linconln

    Linconln Usuário


    Desde 26 Jan 2006
    Bauru, SP
    Visitei novamente e rapidamente a sala Rolim.
    A casa está em reformas, mas os quartos conjugados por um pequeno corredor externo ficam isolados ao fechar uma porta de correr.
    Eu já derrubaria as paredes e faria um quarto grande no lugar desses dois pequenos.
    É um pouco estranho ver o tanto de estudo e dedicação num ambiente pequeno, já que acostumei a ver essa parafernália em salas grandes normalmente.
    O ruído do Split no quarto vizinho me incomodava, sou chato quanto a esses ruídos, instalei um no meu quarto e pedi ao instalador que mudasse a condensadora de local.
    O som tem características que se mantém, mesmo com a mudança total desde a primeira visita.
    Acredito que seja algo que segue num rumo do gosto do Felipe.
    Não sei se devido a idade, mas hoje não gosto de sons agudos, como o equilíbrio é algo que parametriza as configurações feitas pelo Felipe, as frequências altas me incomodam em algumas partes, principalmente devido a uma sibilância e uma espécie de metalização em vocais.
    Impressiona a riqueza de detalhes, o palco bem posicionado e a espacialidade do som.
    Não cheguei a ouvir muita coisa, apenas alguns trechos e nada que pudesse me dar um parâmetro para comparar.
    Talvez pelas dimensões da sala, não tenha me impressionado tanto como as duas últimas visitas que fiz, onde casaram mais com meu gosto pessoal, dupla Luxman com Dynaudio e monoblocos valvulados com B&W.
     
    • 5
  1. Usamos cookies próprios e de terceiros para dar um melhor serviço e mostrar publicidade. Ao continuar, aceita o seu uso.
    Fechar Aviso