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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Hoje desconectei o circuito de aterramento TT na parte externa da casa, para que o chão possa ser preparado para receber as novas hastes, os novos conectores, o novo cabo e para que tudo seja efetivamente embutido na parede, por meio de um eletroduto. Atualmente, o cabo do aterramento vem pela parede externa e fica apenas fixado nela. Agora será embutido e, mudando um pouco os planos, usarei apenas três hastes em linha com 2,5m de distância entre si. Acredito que para a finalidade que almejo serão suficientes e, se estas três hastes forem insuficientes no aterramento TT, isso somente poderá significar que os danos causados aos meus equipamentos será a menor das minhas preocupações. O restante da casa terá derretido inteiro.

    Consultei a um eletricista da cidade e ele disse que em todas as residências constrói aterramento com apenas uma haste, e em empresas de alto consumo faz o que ele chamou de "pé de galinha". Ele se assustou quando eu disse que pretendo construir dois e, no TN, usar sete hastes. Vou verificar se ele tem um terrômetro para me auxiliar. Contou-me que a terra da cidade é muito boa para aterramento e que não se encontram por aqui áreas arenosas que apresentam alta impedância. De fato, a terra da região é a famosa "terra roxa", muito rica em minérios.

    Bem, a falta de aterramento TT surtiu efeito mais significativo do que eu esperava.Após a desconexão, não achei que o som caiu de nível, não achei que toca menos, mas a sensação de desobstrução e de polidez (no bom sentido) desaparecem. Parece certa perda de dinâmica associada ao incremento de ruído. Não sai nada pelas caixas, nenhum tipo de som que denote ruído, mas durante a música os médios e agudos ficam menos límpidos e tenho a sensação de que o sistema precisa "fazer mais força" para tocar. Não sei exatamente a causa disso. Talvez isso seja a diminuição da relação sinal-ruído, mas é só um chute. O mais curioso é que o Ayre QB-9 não possui aterramento por meio do inlet (nele, fase e neutro estão filtrados por meio de dois capacitores MKP de 0,068uF; acredito que o aterramento propriamente dito é feito pelo ground dos cabos analógicos que vão ao pré-amplificador), o meu computador está com apenas o seu chassi aterrado, providência que tomei quando construí a fonte linear e, por fim, o V8 tem aterramento próprio, mas não sei para quê especificamente ele foi designado.

    No final das contas, mesmo que "aos trancos e barrancos", aquele aterramento TT pífio de sete anos de idade era melhor do que nada, e estou otimista quanto ao novo...

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    Hoje dediquei um pequeno tempo para fazer pequenos ajustes no set que estava planejando. Primeiro, tinha planos para encostar mais o rack na parede e verificar se isso traria algum prejuízo ou benefício para o rendimento do sistema. O resultado foi que encostei mais uns 10 centímetros e não percebi diferença nenhuma. Ainda vou ver se consigo encostar mais um pouco sem apertar demais os cabos atrás dele. Segundo, investi um BOM tempo para colar novamente o logo da Ayre no DAC. Este QB-9 que tenho pertencia à Audiopax, acredito que ela levado por eles em feiras, e por isso chegou até mim um pouco surrado externamente. Um dos detalhes era que faltava parte do logo da marca, à esquerda do visor. O logo é feito com letras que tem uma cola muuuuuito fraquinha e, por isso, apenas o fato de se passar uma flanela acaba arrancando as letras. Demorei coisa de 50 minutos só para conseguir posicioná-las corretamente. Aproveitei que estava fazendo isso e, para evitar que volte a acontecer no futuro, passei discretamente por cima do logo uma base de unha transparente. Não prejudicou nada esteticamente e impedirá que as letras caiam.

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    Tenho que agradecer ao Flávio, que enviou e-mail para a Ayre solicitando o logo, pediu para que um amigo o trouxesse dos Estados Unidos para cá e me enviou por Correios na maior boa vontade. Esses são detalhes pequenos que demonstram uma amizade sincera e livre de vaidades. Espero encontrar muitas maneiras de retribuir todas as gentilezas que me faz.

    O aterramento TT começou a sair do papel. O fio que entra na parede está ligado direto no sistema, passando por uma caixa 4x2. Agora toda a fiação será embutida na parede. Vou preparar a terra misturando-a com carvão moído e vou providenciar um método para soldar o cabo de aterramento diretamente na barra cobreada, sem precisar de conectores. Vamos ver se consigo.

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    Por fim, estou já a pouco mais de três dias com a nova JCAT USB Card FEMTO no computador e instalei ainda hoje mais um Deep Line, dentre os quatro que tenho atualmente, desta vez na fiação interna do tomadeiro responsável pelo neutro, que somente vão até o DAC e o computador. O V8 trabalha em 220v, com duas fases, mas por enquanto apenas uma tem o Deep Line. Preciso ter certa cautela para não me perder nestas mudanças e ficar sem referência do sistema. Não será muito difícil, já que posso comparar o DAC com a conexão USB onboard, depois do período de burn-in se completar, posso conectar/desconectar o aterramento, para verificar pontualmente seus benefícios, e o Deep Line já conheço o que muda, e já comecei a notar seus efeitos.

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    Estou feliz com as últimas mudanças. A placa USB tem oscilado muito. Ouço durante o dia enquanto trabalho e tenho ouvido um pouco à noite. Ela começa o dia tocando de um jeito e termina o dia tocando de outro. É bem interessante com isso progride e, até agora, não dá sinais de estabilização. Mesmo assim, estou muito feliz com os resultados colhidos até então. A placa USB é algo que planejo há muito tempo, e os Deep Line surgiram de uma oportunidade de fazer upgrades "baratos" no sistema que trazem um resultado efetivo e muito interessante. O Deep Line começou seu burn-in alterando menos o som, desta vez. Da primeira foi bastante assustador o quanto regrediu, embora tenha progredido rapidamente. Questionei ao Ulisses e ele mencionou que agora usa um cabo diferente, de cobre OFC igual ao anterior, mas diferente, que tem um amaciamento mais rápido. Sobre o resultado final, ele diz ser o mesmo. De fato, gosto muito do que incrementa.

    Com o tempo vou passando novos detalhes e trazendo relatos sobre a progressão da instalação do circuito de aterramento TT. Abraço a todos e excelente final de semana.

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    Olá a todos. Tenho muita coisa pendente para experimentar e dar um feedback. Os Deep Line estão no meio de seu burn-in, a placa JCAT USB Card FEMTO está no meio do seu burn-in (hoje completou uma semana), e há previsão de lançamento de um novo firmware para ela que promete elevar ainda mais a qualidade e permitir o desligamento de uma das saídas USB, acabou de ser lançado o Audiophile Optimizer v. 3.00 Beta 28, que pretendo conhecer juntamente com o Windows Server 2019, o aterramento TT em sua nova configuração deve ser devolvido no sistema amanhã ou até o final da semana, mas algo que fiz há uma semana tem se mostrado talvez o maior upgrade que fiz desde a troca com Krell pelo Sunrise.

    A sala em que está o sistema tem aproximadamente 10m², possuindo medidas de 3,70m (comprimento) x 2,70m (largura), estando o sistema na parede de 2,70m. Esta sala, em 1995, quando compramos a casa, era designada como sala de TV principal, mas depois de muito reformar e construir, ficou "abandonada" por muito tempo. Quando trouxe o sistema para cá, descobri que ela também é o cômodo mais quente de toda a casa. Para resolver o problema sem quebrar paredes e como o quarto ao lado (onde usei o sistema por cerca de 10 anos) tem ar condicionado, optamos por acrescentar no meio do caminho, entre ele e a sala, uma porta. Assim, o mesmo ar condicionado refrigera os dois ambientes sem muito esforço.

    Evidentemente que, para que a sala seja refrigerada, preciso deixar a porta dela aberta e fechar a outra porta que foi acrescentada no meio do caminho. O que eu não esperava com isso tudo e me causou uma grata surpresa foi a evolução do sistema com a porta aberta. Como consigo controlar todas as frequências dentro de dois ambientes que, somados, possuem um total de 22m², estou passando por um novo processo de reposicionamento das caixas de modo a tornar o sistema uniforme, em termos de palco e equilíbrio de frequências (o que é elementar, já que as superfícies de reflexão mudaram), mas agora com a porta interna aberta. É muito impressionante o que consegui ganhar de relaxamento, de delicadeza, de "desafogamento". O som toca de forma muito mais fluida, e talvez por ter havido certa descompressão na sala (que de porta fechada fica minúscula), há mais dinâmica, maior diferenciação entre altos e baixos. Os graves não eram e continuam não sendo um problema, no meu entender, mas o que o sistema ganhou de articulação e fluidez é delicioso. A percepção do conteúdo musical é mais perfeita, menos dificultosa. Está lindo!

    Não tenho nada exemplar, mas não há dúvida alguma de que sala e elétrica são grandes pilares de sustentação de um sistema com o qual se busca reconstruir um acontecimento musical. Acho que depois disso tudo envolvendo aterramentos, acústica razoavelmente tratada e ampliação da litragem cúbica da sala posso finalmente chamá-la de "Sala Rolim v. 2.0", hehehe.
     
    Última edição: 27 Jan 2019
    • 5
  2. Linconln

    Linconln Usuário


    Desde 26 Jan 2006
    Bauru, SP
    Visitei novamente e rapidamente a sala Rolim.
    A casa está em reformas, mas os quartos conjugados por um pequeno corredor externo ficam isolados ao fechar uma porta de correr.
    Eu já derrubaria as paredes e faria um quarto grande no lugar desses dois pequenos.
    É um pouco estranho ver o tanto de estudo e dedicação num ambiente pequeno, já que acostumei a ver essa parafernália em salas grandes normalmente.
    O ruído do Split no quarto vizinho me incomodava, sou chato quanto a esses ruídos, instalei um no meu quarto e pedi ao instalador que mudasse a condensadora de local.
    O som tem características que se mantém, mesmo com a mudança total desde a primeira visita.
    Acredito que seja algo que segue num rumo do gosto do Felipe.
    Não sei se devido a idade, mas hoje não gosto de sons agudos, como o equilíbrio é algo que parametriza as configurações feitas pelo Felipe, as frequências altas me incomodam em algumas partes, principalmente devido a uma sibilância e uma espécie de metalização em vocais.
    Impressiona a riqueza de detalhes, o palco bem posicionado e a espacialidade do som.
    Não cheguei a ouvir muita coisa, apenas alguns trechos e nada que pudesse me dar um parâmetro para comparar.
    Talvez pelas dimensões da sala, não tenha me impressionado tanto como as duas últimas visitas que fiz, onde casaram mais com meu gosto pessoal, dupla Luxman com Dynaudio e monoblocos valvulados com B&W.
     
    • 5
  3. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Linconln, como te disse na mensagem, acho suas considerações sempre importantes e algumas delas já foram devidamente consideradas. É uma pena que a casa não estivesse no seu melhor e que o split estivesse ruidoso, mas com certeza da próxima já estaremos mais acomodados, livres da reforma e com o ruído resolvido, hahahaha.

    Apesar do reparo quanto aos agudos, também feitos na primeira ocasião, ainda com as KEF R300, o Krell S-300i e o PS Audio Digital Link III, fico feliz que tenha gostado da performance de modo geral, porque eu sempre levo em conta as suas impressões. Fato é que sempre assumi publicamente que odeio graves sobrando e sou muito tolerante com os agudos, e acho que você teve uma percepção correta sobre isso, porque mencionou sobra de agudos e que o sistema poderia ter um pouco mais de graves para o seu gosto, hahahaha.

    Acho que estou tirando leite de pedra, pois consegui boa performance mesmo numa sala claustrofóbica. É evidente para todos que o sistema está longe de entregar o que pode aqui. Ainda assim, fiquei feliz com a visita de vocês, e você bem sabe que não preciso nem convidar para voltarem. É só avisar que estão vindo e a casa estará sempre de portas abertas.

    Grande abraço!!!
     
    • 3
  4. Custodio Alexandre

    Custodio Alexandre Low Fucking Distortion


    Desde 2 Mar 2012
    Fortaleza
    Meu incômodo com agudos/sibilância somente acabou depois que coloquei o SCHIIT EITR no caminho.
     
    • 2
  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Estou devendo para o tópico algumas atualizações. Muita coisa aconteceu em 2019, e numa velocidade superior à que eu esperava. Vamos a elas:

    - Aproveitei uma oportunidade praticamente imperdível e troquei o cabo de força Purist 20th Anniversary pelo Purist Canorus Praesto Revision. Por tudo o que já ouvi até hoje, ter ao menos um cabo de força da Purist no meu sistema é praticamente um "must". O que fazem som a sonoridade geral é impressionante. Sempre costumo dizer que eles são uma gota de óleo nas engrenagens de qualquer sistema, e de fato fazem com que tudo toque lindamente. O Canorus Praesto tem as mesmas características gerais do 20th, mas com ênfases levemente diferentes. Depois de conferir o aperto das conexões e efetuar uma limpeza minuciosa, notei que o cabo atual tem um destaque levemente maior na região de médio-graves e uma extensão ligeiramente menor de extremo-agudos, sem perder o brilho, sem perder a espacialidade e o decaimento maravilhosos inerentes aos Purist. O som se mostra um pouco mais encorpado, o que, para mim, é apenas uma característica diferente, e não um upgrade/downgrande. O que melhorou bastante foi (i) o contorno das notas graves e subgraves, (ii) a formação de imagem da apresentação musical. É impressionante o que este cabo faz, porque mantém toda a espacialidade quase que ilimitada do 20th Anniversary, mas com um foco melhor, melhor contorno dos instrumentos e vozes. Está lindo!

    - Tenho trazido atualizações a respeito do computador dedicado neste tópico.

    - Tenho trazido atualizações a respeito da nova placa USB, a JCAT USB Card FEMTO, neste tópico.

    - Há alguns dias, fui alertado por um grande amigo de hobby a respeito de problemas que ele e outro conhecido estavam passando com os fusíveis Sax Soul Ágata. Como é do conhecimento de todos, sempre fui um grande entusiasta a respeito do resultado entregue por estes fusíveis, em face do que custam, mas também sempre fiz questão de expor as minhas ressalvas relativas à total falta de garantia de eficiência por parte do fabricante e da própria falta de certificação, no INMETRO, destes fusíveis. Os relatos que recebi dão conta de uma piora gradativa no áudio atribuível aos fusíveis, e que eles estão se desfazendo sozinhos, apresentando sinais de deterioração, mas sem que se rompam, e isto tem causado problemas ao som e a alguns equipamentos. Alguns deles tem esfarelado, perdido o banho de paládio que lhes foi dado (literalmente se desfeito) e apresentando sinais de chamuscado no vidro. Fui alertado deste fato e resolvi investigar.

    Em princípio, usava no sistema três fusíveis Sax Soul Ágata, sendo um para o Krell S-300i (4A), um para o Ayre QB-9 192/24 (0,315A) e outro no porta-fusível geral do sistema (16A). Há muito dou sinais de que pretendo retirá-los do sistema, em razão da falta de confiança que possuo neles e no fabricante, mas por comodismo, preguiça e por acreditar em ganho em performance de som, nunca o fiz. Logo quando comprei os fusíveis, promovi comparações exaustivas relativamente a eles e nunca tive dúvidas sobre os benefícios. Depois destes relatos que recebi, resolvi fatalmente perder (ou investir) um tempo e remover os fusíveis Sax Soul do sistema. O fusível de 16A, no padrão 10x38mm, está absolutamente intacto, em perfeito estado estético. Já o fusível de 0,315A, no padrão 5x20mm, estava com sinais de danificação. O paládio está começando a se descolar do latão inferior e, ao remover o adesivo de cima do vidro, verifiquei alguns sinais de chamuscamento. A parte boa deste procedimento é que, substituindo-os, respectivamente, por um fusível Bussmann FNM-12 e um fusível de vidro de R$0,50, não notei diferença alguma no som.

    Acredito que a deterioração do material dos fusíveis foi responsável por algum tipo de piora no som que, em razão de outras mudanças ao longo de um ano (caixas, integrado, cabos de força, softwares, fonte linear do computador, cabo USB etc.), acabei não percebendo. Tenho usado fusíveis "genéricos", sem perdas na qualidade do som e com grandes ganhos em confiabilidade. Estou certo de que cada caso é um caso totalmente particular, mas o meu, similarmente ao de dois outros colegas, é apto a indicar que jamais voltarei a usar Sax Soul. É uma pena.

    Depois de refletir profundamente, cheguei à conclusão (novamente, individual) de que não vale à pena incrementar determinados riscos em prol de algum ganho pequeno na qualidade da reprodução. Os fusíveis, mesmo que ajudem muito em face do seu preço, não revolucionam o sistema, de um lado, e de outro lado, aumentaram o risco de danificação, de algo mais grave, de ordem material e pessoal. Triste ficar com mais de R$400,00 jogados na gaveta, mas dos prejuízos, este foi o menor e identificado em tempo.

    - Por fim, a elétrica tem evoluído. A parte externa da casa está 90% pronta. Enfrentamos alguns dias de chuva que atrapalharam o desenvolvimento do trabalho, mas tudo está seguindo conforme o planejado. Já foi instalado um padrão novo, a fiação nova de 16mm² flexível, o aterramento do neutro, o aterramento TT, e já está tudo ligado no quadro de distribuição interno. O sistema segue o padrão de ligação anterior, com emendas na fiação assim que ela chega ao telhado, bypassando o quadro geral da casa. O plano futuro é levar a fiação até a rua, paralelamente à fiação da casa, e ligar direto no quadro, mas ainda estou em fase de análise das fiações a testar. Estou cogitando o Prysmian Eprotenax Gsette, que é o que já uso na parte final do sistema, mas tenho alternativas em vista. Ainda não defini e não tenho previsão para fazê-lo, porque para os próximos meses o foco deve mudar. A única pendência a resolver é o aterramento TN, que ainda não pôde ser executado por conta de as obras estarem tomando toda a frente da casa. O local já está definido, mas ainda não apto à instalação. Seguem algumas fotos abaixo.

    Algumas observações, para facilitar o entendimento: (i) o aterramento TT está imediatamente atrás do sistema; (ii) na caixa de inspeção, no chão, há dois conduítes. Um sai para a formação do neutro, na caixa de distribuição da COPEL, e que segue para o interior da casa. O outro sai rumo ao jardim, mas está momentaneamente enrolado. Este será responsável pela conexão ao aterramento TN. O terra propriamente dito (TN) subirá até a casa por uma fiação em separado das fases e do neutro, mais curta e que caminhe o mais em linha reta possível possível; (iii) a caixa de distribuição da COPEL é lacrada, então, diferentemente de alguns estados, em que é possível obter acesso ao relógio, aqui isto é impossível. Por conta disso, fizemos, ao lado de dentro do muro, uma caixa de inspeção, em que os quatro fios (três fases e neutro) foram emendados (via teflon, conector de pressão e fita e auto-fusão) e, posteriormente a isto, remetidos para dentro da casa. É nesta caixa que pretendo acrescentar, ou a emenda da fiação do sistema, ou uma chave seccionadora Siemens no padrão NH-000, para que a própria seccionadora sirva como emenda e incremento de proteção; (iv) o aterramento TN provavelmente ficará no local onde, na foto, é possível ver a Bobcat retirando terra, que dista aproximadamente 4m da haste do neutro.

    Abraço a todos e excelente semana.
     

    Anexos:

    Última edição: 24 Fev 2019
    • 5
  6. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Estava sumido Felipe, seu tópico era os mais movimentados .:cool:
    Você adotou o trifásico agora ou já tinha antes ?
     
  7. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Oi Diego. Dei uma sumida mesmo. Além da falta de tempo, tenho observado em outros tópicos que, quando um único usuário fica postando notícias continuamente, uma atrás da outra, a leitura acaba ficando um pouco (para não dizer MUITO) cansativa e entediante. Isso causa canseira, para não dizer quase que uma "intoxicação" ou um verdadeiro "saco cheio" das notificações de mensagens de determinados tópicos. Para evitar que este, do qual zelo muito, se torne igualmente cansativo e maçante, optei, desta vez, por esperar mais tempo e fazer um apanhado geral.

    A casa em si tem trifásico desde que construída, isso em 1990. Nos mudamos para cá em 1995 e o circuito já era assim, mas apenas duas fases eram utilizadas. O circuito usava fiação sólida de 10mm², e a casa tinha 50% do tamanho que tem hoje, contando com apenas um chuveiro elétrico 220v, um aquecedor e um motor de banheira de hidromassagem, ambos 220v. Hoje não temos mais a hidromassagem (só servia para dar vazamento) e nem o aquecedor, mas em compensação são quatro ares condicionados de 9000 BTUS e um de 30000 BTUS, três chuveiros de até 8800w, dois motores elétricos de portão, micro-ondas, máquina de lavar e secadora, tudo funcionando em 220v e, por mais que pareça loucura, tudo em apenas duas fases. Há alguns meses perdi um tempo e fiz uma pequena redistribuição nos equipamentos do quadro e hoje as coisas estão 30% mais equilibradas do que estavam anteriormente (na verdade, não havia equilíbrio).

    Como a reforma da casa é muito grande, a mão de obra do eletricista muito cara (a qualidade é alta, mas o preço também), optamos por aproveitar as mudanças externas para preparar todo o circuito desde a rua até o quadro, agora com fiação de 16mm² (padrão de 63A). No futuro, a parte interna da casa será totalmente refeita também. Não será nada fácil...

    No sistema uso duas fases e aproveitei, por razões estratégicas, duas das em que estão apenas chuveiros elétricos e ares condicionados. Abraço.
     
    • 1
  8. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Intendo realmente um resumo de tudo se torna mais fácil a leitura , não e postando toda hora que ira ter um acompanhamento de tudo mas toda semana com uma novidade e legal.rs
    E no mínimo interessante ser trifásica vai ver que na época o custo não era tanto ou mesmo se trabalhava com algo nela que exigia, pois ate hoje não se vê nem muito comercio com trifásico. Esse ar e chuveiro era um baita peso para uma fiação de 10mm mas para época estava ótimo a maioria usava de 4mm ou 6mm.rs. Na entrada poste para poste foi trocada também ?
     
  9. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Então Diego, pedi para conferirem tudo. Do que eles denominam "ramal" até o padrão da minha casa a fiação é de alumínio e, segundo o pessoal da COPEL, não precisava ser substituída. Não me recordo se é de 16 ou 25mm², mas explicaram que é algum tipo de alumínio "recozido" que aguenta até mais do que o cobre de mesma bitola. Segundo o pessoal que veio fazer uma análise prévia, se eu substituísse o padrão por outro de maior capacidade de resistência (acho que queriam 200daN), eu poderia usar um padrão de até 80A, com fiação intramuros de 25mm², sem precisar trocar o cabo de alumínio. Achamos um exagero, visto que o problema real se encontra dentro da casa, na má distribuição do quadro. Os 63A do nosso padrão trifásico são MUITA coisa.

    Também há uma exigência bem curiosa para que aprovem a instalação e executem a ligação: do relógio de medição até o topo do padrão, a fiação tem que ser rígida ou semi-rígida (no caso do fio de 16mm², não havia aqui fio rígido, apenas o semi-rígido, que tem, salvo engano, sete condutores de menor bitola). Do relógio de medição para dentro da casa, a fiação pode ficar a meu critério, caso em que, por alguns fatores (dentre eles, o preço), optei pela fiação flexível. A parte externa, com mão de obra, ficou aproximadamente R$2.300,00. Só de fio 16mm² foram mais de R$700,00.

    PS.: relativamente ao sistema, os 11m de fiação Prysmian continuam sendo usados na parte final. A mudança, até o momento, foi a saída de aproximadamente 22m de fio rígido de 10mm² para a entrada de 22m de fio flexível de 16mm². Gostaria de usar o Prysmian, mas aqui só tinha SIL, então foi o que deu para fazer. Não notei quase diferença alguma no som, apenas uma sensação de menor aspereza ou maior limpeza nas frequências altas. Foi um tremendo upgrade para a casa, mas o som não se beneficiou disso. Vou continuar estudando a respeito de qual fio usarei para fazer a instalação definitiva, que será levado até próximo do padrão, na pequena caixa de inspeção. Serão cerca de 20m diretos. Sem pressa para isso...
     
    Última edição: 25 Fev 2019
  10. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Ahh certo só fico com pé atrás desses cabos de alumínio em questão da durabilidade ao menos aqui que e úmido já vi oxidarem a ponto de esfarelar. Mas o seu pela foto aparenta estar bem novo e a troca seria um gasto desnecessário e como disse no trifásico você consegue balancear melhor as cargas.
    Não sabia dessa obrigatoriedade do fio ser rígido ou semi-rigido eles explicaram o motivo ? Caramba só a externa já ficou tudo isso.rs. Mao de obra boa não tem jeito, só a segurança que propõe vale o investimento.
     
  11. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Felipe onde esta entrando a fiação do sistema ?
     
  12. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Posso estar falando besteira, mas acho que, se o alumínio chegar a ponto de oxidar, é sinal de que o cobre literalmente já derreteu. Acredito que o alumínio oxide muito menos do que o cobre, mas, de todo modo, o que você disse é verdade: pelo menos numa inspeção visual, a aparência do alumínio é de boa qualidade.

    Eu também não sabia da exigência, mas as confirmei todas antes de definir o serviço. O pessoal estava criando obstáculos à instalação de um trifásico com fio de 16mm² no padrão atual (não lembro se é 100 ou 150daN). Queriam que trocasse tudo. Consultei a legislação da COPEL e vi que era possível a instalação de até quatro fios dessa bitola (então o padrão foi mantido, após muita insistência), e aproveitei para confirmar a necessidade de ser ele rígido ou flexível. Na realidade, não mudou muita coisa. Somente a parte final é feita com semi-rígido, e a diferença de preço é de centavos, para mais caro.

    A fiação do sistema, atualmente, é separada de toda a casa lá no telhado, assim que a fiação da rua entra. São aproximadamente 18m de fio 16mm² da SIL que vem da rua e sobe para o telhado, e depois mais 11m de fio Prysmian Eprotenax Gsette 3x4,00m², que desce até o sistema. A distância, no telhado, entre o que sobe e o que desce é de aproximadamente 1m, mais cerca 2,50m da parede, mas deixo os 11m de fio sobrando, primeiro, para evitar cortar no meio e inutilizar um pedaço e, segundo, para aumentar a isolação entre os circuitos. A emenda eu faço no mesmo padrão de sempre: descasco os fios, promovo a interpenetração dos filamentos, envolvo-os com aproximadamente dez camadas de fita veda rosca o máximo apertada que eu conseguir, passo uma única camada de fita isolante, aplico o conector de pressão sobre a emenda e isolo tudo novamente com fita isolante. É uma emenda "invisível", que não induz perdas a longo prazo.
     
  13. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Na verdade o cabo de cobre são mais resistentes a oxidação e corrosão galvânica. Sinceramente uma boa parte desse `técnicos` na grande variedade de distribuidoras de energia são leigos eles só seguem aquela receita básica e pronto algo mais técnico e normas já complica a o menos aqui ..

    Imaginei que fosse fazer diferente a linha dedicada por exemplo:
    Na caixa onde se encontra o disjuntor principal logo após o medidor seria feita uma ramificação ate a seccionadora e logo após esta as fases diretamente ate a sala de áudio.. (Neste caso evitaria o disjuntor principal e ficaria menos conexões no caminho).
     
  14. weltec

    weltec Usuário

    6.205 3.904 446

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    Não estaria fora da norma e sujeito há sanções?
     
  15. Diegodgo

    Diegodgo Usuário

    Bem lembrado. Sim sairia da norma mas não seria algo que prejudicasse, mas imagino que eles lacram depois esta caixa se este for acaso não tem possiblidade.
    Aqui fiz assim separado mas o quadro e mais antigo e sem lacre que já se partiu..
     
  16. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Sim, é contra as normas. Existem dois lacres na caixa que fica na rua: um externo, que impede que eu abra a caixa para qualquer tipo de inspeção, manutenção ou alteração, e outro interno, que impede que eu remova uma capa plástica (ou de material similar) que tampa as conexões de saída do medidor. Não consigo fazer qualquer tipo de emenda ou ramificação neste ponto, e no meu caso, como se pode observar das imagens que anexei, se eu fizer uma ramificação evitando o disjuntor, estaria também evitando o relógio medidor (que fica depois).

    No caso do Paraná, como já comentei em outros momentos, somente consigo algo melhor (substituição de disjuntor padronizado por fusível) instruindo um requerimento administrativo junto à COPEL com um laudo técnico elaborado por engenheiro, o que tem custos envolvidos e, sinceramente, sequer é meu objetivo. Quando eu for mexer, e se eu for, farei uma derivação na emenda que fizemos na parte interna da casa, apenas 60 ou 70cm após o medidor, e que é o primeiro ponto do circuito a que tenho acesso. Vou anexar novamente a foto, para facilitar.

    Na foto são vistos três conduítes. Um dos alaranjados é responsável por levar o neutro da barra cobreada diretamente à caixa, e dela para o topo do padrão (se observarem na segunda foto que anexei, orientei o eletricista para que não fizesse corte algum neste cabo. Ele sai da barra de cobre, aterra a caixa e depois é descascado em uma boa medida, dobrado e enviado para cima, para ser ligado à fiação de alumínio da concessionária). O preto, maior, é por onde passam os quatro fios (já flexíveis) de 16mm² que chegam até o quadro interno da casa. O terceiro, também alaranjado (com a sacola enfiada para vedar), está vazio. Ele foi deixado como uma espécie de "backup" para eventual passagem de fios de telefone, cabos de fibra ótica e, se for o caso, a fiação do sistema. Pedi para que fosse deixado um conduíte de de 1,25", para que possamos passar qualquer coisa sem enfrentar problema.

    Então, quando eu for mexer, e se for o caso de eu fazer isso, pretendo pensar numa maneira de instalar uma seccionadora nesta caixa, no padrão NH-000, e usar a própria seccionadora como "emenda", além de mais uma etapa de proteção (que não sei se é tão necessária assim). Ou, poderia fazer apenas a emenda, mantendo os fusíveis próximos do set. Como nas fases em que o sistema está ligado apenas existem ares condicionados e chuveiros, considero-as praticamente 100% dedicadas, então isso me desestimula, de certa maneira. Acho que melhorar aqui é difícil...
     

    Anexos:

  17. CarlosTP

    CarlosTP Usuário


    Desde 28 Abr 2008
    MG
    Não necessariamente. Aqui fiz assim após o relógio e antes do disjuntor principal da casa e foi aprovado. Tenho dois quadros e a derivação do quadro do som vem antes do quadro principal da casa... na prática e para aprovação de projeto você que determina suas prioridades, nada impede isso pois a casa tb terá seu quadro.
    O que seria contra as normas, além de ser um gato, seria pegar antes do disjuntor principal no padrão de entrada. Esse primeiro disjuntor operacional é lacrado e fica antes do relógio. Interceptar antes dele ou entre ele e o relógio é que não pode.
     
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  18. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Carlos,

    Pelo que entendi foi exatamente isso que o Diego sugeriu. Ou seja, puxar uma derivação entre o medidor e o disjuntor principal.
     
  19. CarlosTP

    CarlosTP Usuário


    Desde 28 Abr 2008
    MG
    Foi não! Pode ver no texto dele está escrito: "logo após o medidor seria feita uma ramificação".
     
  20. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    Aqui no RJ (Light) o disjuntor geral fica depois do medidor, de maneiras que poderia fazer uma derivação antes e dentro da própria caixa do disjuntor.
     
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