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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. Renato Gomes

    Renato Gomes Arquiteto e Urbanista


    Desde 18 Mar 2007
    Rio de Janeiro/RJ/Brasil
    Fala Felipe. Muito legal irmão.
    Concordo contigo. Só não consigo ficar 10 horas na fila. A coluna não deixa kkkkkkkkkkk.
    Mas é por aí mesmo.
    Em casa, temos algo renderizado em um ambiente controlado que foi produzido em ambiente controlado. Se essa soma é bem feita fica muito melhor, no sentido técnico da coisa.
    Anteontem por exemplo, fui a um mini festival, onde 3 bandas tocaram umas 8 músicas cada aproximadamente.
    Na lona cultural aqui perto.
    Um desastre o áudio.
    Voz embolada, sem definição, e engolida pelo resto dos instrumentos.
    Bateria era só metais e bumbo. O bumbo fazia tremer a arquibancada toda e, junto com o contrabaixo, representavam 70% da música.
    Eu até brinquei na hora. Pedi pra aumentar o contrabaixo que eu não estava ouvindo nada :D:D:D (sou meio sarcástico nessas horas).
    Resumindo: tudo muito mal equalizado e num ambiente todo zuado.
    A experiência no geral, a cerveja com os amigos de muitos anos, etc, acabou ficando MUITO acima de qualquer sala milionária que eu já ouvi.

    Um forte abraço irmão
     
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  2. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Neste final de semana aproveitei um tempo para fazer inúmeras experiências com o sistema. Brinquei muito com os meus quatro cabos de força, com o objetivo de confirmar se estava adotando a melhor combinação, e eventualmente encontrar uma mais satisfatória do que a que vinha usando. Foram momentos de muito aprendizado e descoberta. Optei por fazer uma mudança: passei a usar a dupla de Nordost Valhalla no computador e no DAC, o Transparent PowerLink MM² foi mantido no integrado, e o Purist Canorus foi para o tomadeiro, na alimentação geral. Apesar de alguns pequenos procedimentos que prevejo para a próxima quinzena, com essa combinação eu nunca vi o meu sistema tocar tão bem, com tanto equilíbrio e conforto.

    O Ayre QB-9 se deu muitíssimo bem com o Purist Canorus, da mesma forma que já havia se dado muito bem com o Nordost Valhalla, então, neste ponto, não posso dizer que tenho uma preferência. São cabos com formas bastante distintas de apresentação, água e óleo, mas, no Ayre em específico, fui incapaz de estabelecer uma preferência. Por outro lado, no tomadeiro, o Purist Canorus se mostrou superior. Nele, o Valhalla mostra ser o cabo mais detalhado, preciso e focado de todos. Certamente é o que traz mais equilíbrio em todo o espectro de frequências, mas deixa o som muito duro, seco e brilhoso. O Transparent, no meu sistema, só fica bom no integrado e em mais lugar nenhum. Tentei com os conectores originais e com os Oyaide, e só o integrado o aceita muitíssimo bem. No tomadeiro ele mostra um desequilíbrio gigantesco, forçando muito os extremos, reforçando os graves e trazendo um vigor enorme. Ele é também muito preciso, mas empobreceu um pouco os harmônicos, trouxe prejuízos ao decaimento, e acabou criando problemas nos graves, pois o ambiente ficou supersaturado. O Purist, no tomadeiro, ficou perfeito. O som doce, encorpado e relaxado se espalhou por todo o sistema, há uma delicadeza incrível e extensão absurda. As notas são lindas, os pratos da Shelby Lynne parecem durar uma eternidade, e me encantei com o som.

    Isso também permitiu uma alteração de layout do sistema, possibilitando que eu esconda um pouco mais os cabos de força e também que eu os separe ainda mais dos cabos analógicos. Como o Purist Canorus tem mais de 2,5m de comprimento, acabei colocando o tomadeiro na parede lateral, atrás de uma das caixas de som. Gostei bastante da forma como ficou.

    Também aproveitei as experimentações para refazer as conexões internas do tomadeiro, já que havia desfeito as ligações com os Sunrise Deep Line. Aproveitei que a instalação dessa vez foi "definitiva" para caprichar mais na organização dos fios e na solidez das conexões. Demorei duas horas para instalar três tomadas, mas achei que ficou muito bom.

    Anexei algumas fotos e vou atualizar a fotografia do post inaugural do tópico. Abraço e boa semana a todos.
     

    Anexos:

    Última edição: 22 Abr 2019
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  3. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Depois de dedicar mais de uma quinzena a pequenos acertos que estavam programados, promovi cinco ajustes/melhorias que colaboraram com o resultado que almejo. Dois deles foram quase que uma necessidade, pois consequentes de sugestões alheias que aceitei para o meu próprio sistema e que, por desviá-lo do que considero ideal, estavam prejudicando em muito o nível de agradabilidade, de conforto, de eufonia e naturalidade, além de introduzir certa sibilância nas frequências mais altas. Por conta disso, duas das mudanças foram, na realidade, o desfazimento de alterações que fiz por sugestão, mas que devolveram o sistema ao estado anterior, de sonoridade cativante. São estas, as alterações:

    - Inversão dos cabos (relatada na postagem anterior)

    - Troca dos conectores do Transparent (devolução dos Oyaide)

    - Limpeza das conexões do sistema

    - Amortecimento do chassi do tomadeiro

    - Troca de cabo SATA

    Sobre a limpeza das conexões, todos sabem que sou defensor deste procedimento e que o executo em lapsos temporais certos, preferencialmente, com frequência semestral. Todavia, por conta de inúmeros compromissos e da grande bagunça que a reforma da casa fez, adiei a limpeza das conexões por mais seis meses, o que totalizou um ano. O resultado da limpeza é algo impressionante. Não haviam sinais de oxidação nas conexões, algo visível e que desse a impressão de degradação. Mas, o resultado, depois de tudo limpo, estabilizado e aquecido, não deixa de impressionar. O que me chamou a atenção, desta vez, foi que a aplicação prévia dos DeoxIT Cleaner & Enhancer e ProGold facilitaram o posterior trabalho de limpeza e remoção. Como se tornam uma espécie de "fluido", nos terminais, eventual sujeira ou oxidação não aderem ao metal, ficando numa espécie de "suspensão líquida". Então, basta que sejam atingidos por um jato de Limpa Contatos ou que sejam levemente friccionados com um algodão embebido em álcool isopropílico para que saiam facilmente, junto com a sujeira. Facilitou o trabalho, que mesmo assim levou horas. Fato é que os resultados não deixam margem para dúvidas: com ou sem os DeoxIT, efetuar a limpeza é importantíssimo. A surpresa do resultado vale a dedicação, embora seja um procedimento muito chato.

    O amortecimento trouxe um resultado muito interessante. Foi acrescentado ao tomadeiro aproximadamente 1Kg de material não-metálico e absorvente, o que bastou para deixá-lo mais sólido, rígido, e trouxe ao som maior organicidade, melhor conforto auditivo e maior transparência. Depois de tudo, estou novamente apaixonado pelo que ouço, as caixas ganharam muito arejamento entre si, uma ambiência fantástica, texturas lindíssimas, tocam com calma, com uma delicadeza que nunca vi, e melhor, mantendo o timbre, o equilíbrio tonal, as texturas e a riqueza.

    O cabo SATA não tem, ainda, nada de especialíssimo. Com a ajuda do Osvaldo e do Édison, um sem número de cabos SATA "comuns" foram experimentados nos sistemas de referência do Édison. Dentre as várias marcas e modelos, encontramos um cabo interessante da marca Deronxin-T, melhor e mais robusto do que modelos da Asus, da Gigabyte, entre outros. Comprei no MercadoLivre algumas unidades deste Deronxin-T por R$5,00 cada e o Édison fez um trabalho interessante, por sugestão do nosso amigo em comum, Holbein Menezes: enrolou os cabos SATA com duas camadas espessas de algodão e depois com mais uma camada simples de alumínio. Todas foram ideias dos dois (Édison e Holbein), e o resultado é o de um cabo superior ao Paul Pang SATA Red. Aqui, em substituição ao modelo chinês simples que eu tinha, o upgrade é algo que equivale e talvez seja até superior ao do cabo USB. A mudança representou um ganho significativo e muito barato. No futuro muito distante, porém, pretendo voltar a experimentar os cabos SATA, e naturalmente o primeiro da lista será o Audiophieeling, a marca nacional de que gosto muito.

    Abraço e bom feriado a todos.
     
    Última edição: 1 Mai 2019
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  4. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Rolim,

    Depois passa o link do vendedor do cabo SATA Deronxin-T, procurei pelo nome e o resultado da pesquisa não apareceu nada em específico.
     
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  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Red, aparentemente, vendeu todos. Não consigo acessar o link de compra e não encontrei nenhum correspondente. O código escrito no cabo que comprei é Deronxin-T E314998 6Gb/s 26AWG. Pesquisando diretamente no Google, encontrei diversas referências a ele, mas nenhuma de um link em que seja possível a compra...

    Caso encontre algo, te envio por mensagem pessoal ou compartilho aqui para compra. É impressionante o que fazem duas camadas de algodão e uma camada de alumínio...
     
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  6. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos. Desde o meu último relato, há mais de 20 dias, montei mais um cabo SATA com a receita especial do Holbein/Édison. Tentei fazer o procedimento com um cabo chinês de duas vias e filamentos semirrígidos, cuidando para separar ao máximo possível uma via de outra. Passei todo esse tempo experimentando os vários cabos que tenho agora (incluindo uma versão protótipo de um fabricante nacional), mas o Deronxin-T ainda segue imbatível. Esse modelo chinês ficou super detalhado e límpido, mas com um brilho e uma falta de naturalidade horrorosa. Nivelou a dinâmica por cima e o som ficou bruto, agressivo, cansativo, não havia distinção alguma entre o que é rápido e articulado e o que é fluido e delicado. Não tinha delicadeza alguma, não era musical.

    O protótipo (que ainda não vou revelar qual é, justamente por não se tratar de um produto definitivo e já lançado) também não conseguiu superar o Deronxin-T. O cabo transformou o meu computador numa coisa absolutamente cristalina, com uma ambiência, um palco, tempos de decaimento absurdos. É impressionante como isso tudo ficou superlativo, lindo, proporcional, amplo, sem exageros, sem superdimensionar a apresentação musical. Acontece que o cabo tem tanto brilho, tanta vivacidade, tanto destaque na nota fundamental e nos primeiros harmônicos, que ofusca todo o restante. Não é que seja pobre de harmônicos, mas a formante brilha demais e apaga o resto. Fica tudo fácil de entender, fácil de ouvir, transparente demais, e o som cansa em meia hora. É um cabo que transformou o meu sistema numa máquina de tocar super bem músicas de showroom, músicas audiófilas, acendeu os holofotes para o sistema, e ficou ruim. O cabo que o Édison fez para mim, com um custo abaixo de R$10,00, dá um banho nesse protótipo em organicidade, texturas, equilíbrio, riqueza harmônica e corpo. Em breve devo receber uma versão otimizada.

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    Ainda em se tratando de cabos, há quase um mês também recebi aqui um conjunto de Wireworld Equinox 7 de caixa. Estou com o cabo a pedido do Édison e, com a autorização dele, iniciei o processo de burn-in, aproveitando para ouvi-lo lado a lado com o Tyr e aprender um pouco mais sobre suas características. Ele já passou de 300h energizado e tem certamente mais de 30h de reprodução. Ainda há o que evoluir, mas já deu para ter uma bela ideia da maneira como se comporta, do tipo de som que entrega, e fiquei surpreso com o resultado.

    O cabo dá um desenho belíssimo para a apresentação, e tem como maiores atributos a musicalidade e a delicadeza, a forma como os tempos de duração das notas são sutis e nada agressivos. No início estava com um efeito típico de cabo novo: um som sem extensão, com a duração das notas encurtadas, ao lado do Tyr. Com poucas horas os agudos começaram a se abrir e se fazer mais presentes, e o cabo passou por períodos de brilho excessivo, uma fase em que eu pude chamá-lo de "aberto", pois tinha as regiões altas em maior evidência do que as baixas. Após alguns dias, isso já dava sinais evidentes de regularização, com maior equilíbrio e peso nos graves, até que eles encorparam e ganharam boa forma. Os médios são um pouco mais recuados do que os do Tyr e, apesar de os dois me agradarem e não causarem incômodo, acho que se os do Equinox continuarem mais recuados após o período de queima ter se completado, somando essa característica à sua musicalidade, a tendência é a de ser um cabo mais "universal", diria "aceitável" em qualquer sistema, em comparação ao meu Nordost, que é mais seletivo por suas características próprias.

    Ao ouvir algo mais complexo, músicas pesadas e com grande quantidade de informação, embora o Equinox 7 não tenha o mesmo detalhamento, microdinâmica e velocidade, típicos dos Tyr, mantém surpreendentemente bem a proporção das formas e a dimensão, além de ter texturas belíssimas. Com músicas "normais" de jazz e rock leve, é notável como se desempenha bem, não falseia os timbres de instrumentos, especialmente dos metais, mas mantendo a sempre musicalidade, o relaxamento, se afastando do tecnicismo exagerado. De fato, por enquanto (não sei se vou completar todo o burm-in), a maior distância dele para o Tyr está na região dos graves e médio-graves, mais carregados, um pouco lentos, sem a mesma presença, velocidade e articulação.

    Porém, acho que comparações entre ambos não são nada razoáveis, embora seja o meu único parâmetro real de definição. Se não me engano, o Equinox 7 de 2m custava próximo de $700,00, enquanto o Tyr de 2m custava $5.400,00. Não são comparações justas, e nem era esta a minha pretensão, mas precisei de um parâmetro para defini-lo, e o meu cabo era a única alternativa. De mais a mais, tenho certeza de que o Equinox 7 está vários degraus acima do Kimber 12TC (que tem preço similar). Não tem aquela sonoridade seca, opaca e excessivamente descritiva do 12TC, toca com muito mais realismo, muito mais delicadeza, com correção e equilíbrio tonal superlativos. É um cabo que possui muitos atributos valiosos para a música ouvida e sentida.

    Abraço a boa semana a todos.
     

    Anexos:

    Última edição: 26 Mai 2019
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  7. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Instalei a versão definitiva do Audiophile Optimizer v. 3.00 nos meus computadores, junto com o JPLAY FEMTO no modo Dual-PC. Ainda não ouvi suficientemente para extrair todas as nuances, mas o resultado preliminar é assustador. Acompanhei as atualizações das versões Beta desde que os testes foram liberados ao público. Testemunhei versões melhores, versões piores, até que a Beta 38 soou fantástica. Mas, eu não imaginei que entre a última Beta e a versão definitiva fosse haver tamanha evolução. O som é fantástico, real, natural, envolvente, fazendo com que meus computadores, que já estavam tocando muito bem, transformassem-se em duas ferramentas absolutamente superlativas. Estou muito feliz com o resultado.

    Com o tempo, também durante o desenvolvimento da versão 3.00, fui aprendendo e encontrando novas variáveis no Windows, novos campos de ajuste, que hoje fazem com que eu tenha um total de mais de 50 parâmetros de ajustes manuais a promover até chegar ao melhor resultado. Registrei tudo num arquivo do Word para não me esquecer, e hoje refiz tudo e está encantador.

    Recomendo muito a todos a compra do Audiophile Optimizer v. 3.00. Investimento definitivo. Abraço a bom final de semana.
     
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  8. Custodio Alexandre

    Custodio Alexandre Low Fucking Distortion


    Desde 2 Mar 2012
    Fortaleza
    Felipe, o cabo Deronxin-T veio dentro da caixa de uma placa mãe Gigabyte, chipset B360.

    Um Hd 3.5 WD Black com esse cabo está tocando melhor que um Hd SSD Crucial com cabo SATA da marca Ugreen.

    (y)
     
    Última edição: 2 Jun 2019
    • 1
  9. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Não sei que mágica existe nesse cabo. Visualmente, ele é tão chinês quanto os demais, e mesmo assim toca muito melhor. Ainda bem que a impressão não é apenas minha. Com base no que pude observar da significância desse cabo para o resultado final, estou ansioso, mesmo, para ouvir o cabo audio grade nacional numa versão mais evoluída, que está a ser preparado com a sonoridade específica que indiquei. Gostaria que ele mantivesse o nível de detalhe, de espacialidade, de velocidade, de transparência, mas que tivesse mais corpo, mais riqueza harmônica, mais naturalidade e mais delicadeza, atributos estes que, tenho certeza, o transformarão num dos melhores (senão o melhor) cabo SATA de nível audiófilo do mundo.

    Cada vez mais tenho me convencido de que computadores bem montados, com componentes bem selecionados e atendendo a determinados cuidados durante a configuração (BIOS, softwares, drivers etc.) possuem plena capacidade para servirem como transportes de altíssimo nível, o suficiente a ponto de se equipararem e até superarem a muitos transportes de mídia física de categoria verdadeiramente hi-end. Não é possível, dado o crescente número de alternativas, estabelecer pré-requisitos, regras rígidas, mas é possível antever resultados e estabelecer tendências, e com isso construir algo sólido e com potencial. As atualizações de software a que me reportei há pouco eram esperadas e já vinham sendo experimentadas há algum tempo em suas versões Beta. Também introduzi nas configurações parâmetros adicionais, relacionados à interligação entre os dois computadores, tudo com incremento no resultado. Mas, há algo para o qual venho me preparando há muito tempo: o upgrade para a versão MK V (e possivelmente, a última) da fonte dos computadores. Depois de fazer incontáveis monitoramentos, mensurações, simulações e projeções, encomendei já há muito tempo o transformador para o novo projeto. Este será inédito de minha parte (e não apenas uma evolução do antigo), porque mistura composições diferentes de fontes baseadas em picoPSU e em full-ATX. O transformador, então, possui agora um total de nove secundários, concebidos para alimentar independentemente partes especiais do computador. Serão dois para as picoPSU, dois para os processadores, dois para SSDs e três para placas offboard. A ideia é isolar partes essenciais e as prover com alimentação limpa, controlada, estável e totalmente linear.

    Eis que este final de semana substituí o transformador pelo novo e comecei a efetuar audições desde a sexta-feira. Hoje, pela madrugada, dei o primeiro passo rumo àquilo que pretendo projetar e fiz uma experiência simplista, com componentes igualmente simplistas, alimentando o processador com 12v independentes. Como se pode ver nas fotos, tudo está péssima e provisoriamente posicionado, não há nada definitivo aí, com exceção dos componentes do próprio computador, da picoPSU e do transformador. Todo o setor de fonte será substituído por um novo.

    Mesmo adotando um circuito simplista, sem componentes de altíssimo nível (com exceção talvez do regulador LT1083, do qual gosto especialmente), a alimentação independente do processador trouxe resultado surpreendente. Há muito tempo experimentei fazer uma fonte full-ATX, sem picoPSU, e não notei diferença nenhuma na comparação direta. Por questão de preço e simplificação de projeto, o que acabaria por me permitir adotar alguns conceitos próprios, optei pela picoPSU. Voltando, agora, a experimentar alimentação independente em outros setores do computador, as conclusões são diversas. Tudo mudou desde aquela ocasião (integrado, caixas, cabos, DAC, softwares e o próprio hardware do computador). É praticamente outro sistema, e o resultado, desta vez, também é outro. As etapas definitivas serão bastante superiores e, mesmo assim, tive uma das raras sensações que tenho quando estou atuando sobre os transportes digitais: a de que literalmente troquei de equipamento. Subiu o nível em absolutamente tudo. A adaptação foi feita só para ouvir, sem qualquer apelo estético ou controle, mas o resultado é fantástico.

    Além do que ouvi, notei coisas bastante interessantes neste proceder, em relação a algumas das quais não encontrei explicação lógica: a) o processador com TDP de 35w (não faço ideia do consumo real) desonerou demais a fonte que uso para alimentar o restante das partes dos dois computadores. Ela agora trabalha sensivelmente mais fria; b) a tensão fornecida pela fonte simplista que adotei fica cravada em 12,00v. Pouquíssimas alterações que observei derrubaram a tensão para 11,94v, nunca menos do que isso; c) por algum motivo que não faço ideia de qual seja, o processador tem acusado, no HWiNFO64, uma temperatura média de 5ºC a menos. Arrisco dizer que, como a fonte linear que usava anteriormente estava esquentando de maneira excessiva para alimentar os dois computadores, e como o processador usa refrigeração 100% passiva, o calor confinado dentro do gabinete, gerado pela fonte, acabava por incrementar a temperatura do processador. Eu já havia projetado um gabinete eficaz na separação térmica entre as partes do computador, mas esse palpite apenas confirma ainda mais a minha ideia e me traz mais segurança.

    A experiência do final de semana me fez pensar em como deve ser fantástica a fonte linear de 400w da HDPLEX, que permite alimentar tudo independentemente com circuitos específicos. Certamente a alimentação é um dos itens mais importantes de qualquer transporte hi-end, mas é uma pena que a HDPLEX custe €730,00. E, justamente por isso, no projeto atual pretendo investir pesado em inúmeros preceitos que são observados à risca por fabricantes sérios e compromissados: a) isolamento e amortecimento mecânico; b) isolamento elétrico; c) isolamento térmico; d) cabeamento interno e componentes de qualidade; e) conexões sólidas com terminais de qualidade; f) soldagem feita na temperatura ideal, para evitar solda fria e derretimento dos terminais e/ou do dielétrico; g) design limpo evitando cruzamento de fios e visando ao encurtamento de distâncias. Já estou começando a estocar material aos poucos. Logo deve haver mais coisa em prática.

    Abraço e tenham todos uma excelente semana.
     

    Anexos:

    Última edição: 2 Jun 2019
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  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Quem acompanha este tópico sabe que, há muito tempo, insisto em escrever a respeito da minha predileção por uma reprodução musical carregada com emoção, com sentimento, com expressividade, e que isso precisa estar sempre em primeiro plano nas concepções do audiófilo, quando do ajuste de seu sistema. A partir do momento em que atingi determinado nível de detalhamento, de quantidade de informação, e até o momento em que eu puder ter uma sala acusticamente melhor, passando a justificar um sistema de nível igualmente melhor, prefiro sempre valorizar o envolvimento, a emoção. Julgo esta forma de ouvir uma evolução pessoal, algo particular e que me faz muito bem.

    Quando escutava apenas analiticamente, não conseguia me desligar dos detalhes, e acabava dando preferência a aparelhos mais secos e definidos. Mudei meu foco conscientemente, de propósito, porque senão ia ficar ajustando o sistema e trocando de equipamentos o tempo todo, ou, ao contrário, ficar insatisfeito o tempo todo, porque nenhum sistema é perfeito. Então, apesar da pretensão por ter equipamentos de nível superior e uma sala de nível superior, o que naturalmente me permitirá obter mais informação, mais precisão, mais foco, mais controle, mais articulação, hoje, eu compro algo novo apenas quando surge uma boa oportunidade. Tento melhorar sempre que é possível, mas não me decepciono se não conseguir. Muita gente não consegue ser assim.

    Estou dizendo isso porque, há não muito tempo, surgiu entre um grupo de amigos uma conversa sobre a possibilidade de um bom audiófilo identificar, nas gravações, sonoridades específicas de instrumentos especiais. Para não individualizar, não citar nomes e evitar julgamentos, o que se comentou foi apenas que determinado audiófilo muito experiente (e por quem nutro elevada admiração e apreço) seria capaz de identificar e diferenciar, em gravações de boa qualidade, as sonoridades específicas dos violinos Stradivarius e Guarneri. Nem preciso dizer que fiquei muito intrigado e interessado em descobrir mais a respeito disso, e, como ponto de partida, busquei mais detalhes a respeito dos instrumentos usados nas gravações que já tenho no meu acervo.

    Descobri que para várias delas foram usados instrumentos históricos famosos, que gravações que gosto muito do Itzhak Perlman foram feitas com um legítimo Stradivarius de 1714 e, por conta disso, passei a prestar maior atenção às sonoridades específicas, o que exigiu um esforço de concentração grandioso e um entendimento da execução das músicas ainda maior. No fim, descobri que, dentre as gravações que tenho, a que maior destaca a sonoridade especialíssima do Stradivarius é a do Gil Shaham, num disco denominado "Sibelius & Tchaikovsky - Violin Concertos" de 1993, no qual ele usa um violino batizado de "Countess Polignac", feito em 1699. Descobri também que a melhor gravação que destaca a sonoridade de um violino Guarneri é a do Pinchas Zukerman, denominada "Bruch, Lalo & Vieuxtemps - Violin Concertos", de 1992, na qual ele toca um instrumento feito em 1792 e batizado de "del Gesú". Realmente é possível identificar os timbres, as texturas individuais, que eu, naturalmente, ainda não consegui aprender com profundidade suficiente a ponto de conseguir identificá-los apenas de ouvir qualquer coisa aleatoriamente. Para que isso tudo seja possível, penso ser imprescindível que o sistema tenha timbres e texturas corretos, tenha equilíbrio e clareza, consiga ter um tempo de resposta suficientemente bom a ponto de permitir a correta compreensão da ressonância dos instrumentos (até mesmo porque o Guarneri tem um som mais seco, delicado, um pouco mais tímido e sutil, enquanto o Stradivarius tem o som mais encorpado, espetaculoso, rico e cheio, o que resulta em algo absolutamente apaixonante), do fraseamento das passagens e, mais do que isso, não se imponha sobre a própria gravação.

    Em meio aos meus arquivos, tenho inúmeras versões diferentes das Quatro Estações do Vivaldi, e descobri que uma delas é feita com o uso de um violino Stradivarius. Ela também tem a participação do Gil Shaham e usa o mesmíssimo violino "Countess Polignac" (Gil Shaham & Orpheus Chamber Orchestra under Jem Cohen - The Four Seasons - Deutsche Grammophon - 1995). Encontrei, ainda, um disco do Giuliano Carmignola denominado "Vivaldi: Concertos for Two Violins" (Archiv Production - 2008), em que ele usa um Stradivarius de 1732 chamado "Baillot". E, novamente, é possível identificar a sonoridade muito especial destes instrumentos. Acontece que nenhuma dessas gravações possui o mesmo grau de musicalidade, realismo, emoção, expressividade e é tão bem resolvida artisticamente quando uma também do Giuliano Carmignola, chamada "Le Quattro Stagioni - La Gioiosa Marca" (Divox - 1994). Esta é, facilmente, a minha predileta, a que mais me envolve, me permite emergir na música e apreciar a obra, é a que me transmite a maior sensação de estar na presença de uma orquestra e me permite esquecer de procurar por aspectos técnicos com os quais somente o "lado analítico" do audiófilo se preocuparia. Mais do que isso, é o tipo de música tocada com tamanha expressividade, com tamanha vivacidade, que sequer me lembro de tentar saber quais instrumentos usaram. Gravei duas apresentações diferentes, sempre sem nenhum viés crítico, apenas de modo ilustrativo, para demonstrar o que falo:

    Está e a do Gil Shaham a que me referi:


    E esta a do Giuliano Garmignola (pela qual sou perdidamente apaixonado):


    Sugiro que procurem e ouçam nos vossos sistemas estas versões, para ter uma melhor compreensão daquilo a que me referi. Talvez o audiófilo crítico ou analista puro tenha uma tendência a preferir a forma de apresentação mais complacente da primeira versão, classificando a segunda como mais "pirotécnica" (adjetivo crítico que alguns atribuem a uma forma de tocar mais exibicionista), mas aos meus ouvidos é a versão das Quatro Estações que melhor transcreve, em som, a criação de quase 300 anos de idade de Antonio Vivaldi. O lado emotivo precisa sempre preponderar.
     
    Última edição: 22 Jun 2019
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  11. FelipeRolim

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    Desde 17 Ago 2008
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    Ainda neste tema de conhecer gravações, reproduções e maneiras de tocar, entre as que tenho maior prazer em ouvir estão as Rapsódias Húngaras, do Franz Liszt. Como o primeiro instrumento pelo qual me apaixonei, estudei e efetivamente toquei desde criança foi o piano, estas músicas me encantam absurdamente, me fazem apreciar cada instante de audição. E, como é invariável ao longo dos anos e da repetição, o ouvinte atento aprende a música, as nuances, os momentos de cada uma das rapsódias.

    O mais interessante, nestas construções de Liszt, em especial, é perceber que, embora existam versões muito bem gravadas, feitas com absoluta seriedade, alguns músicos parecem não conseguir acompanhar a intensidade e a velocidade de determinadas passagens. Tenho, por exemplo, uma versão executada pelo Vincenzo Maltempo (Piano Classics - 2016) em que, em alguns momentos, tenho a impressão de que ele não consegue combinar velocidade e intensidade ao tocar e parece precisar "correr atrás do tempo" depois, fazendo um atropelo de notas. Apesar de ele ser um exímio pianista, é a impressão que ouvi-lo me transmite sempre. Por outro lado, ouvir o Tzvi Erez tocando a Rapsódia Húngara n. 2 no seu disco Piano Recital (Niv Classical - 2013) me passa a impressão de pontualidade ímpar, de extrema precisão nos tempos das notas e na fluidez da reprodução. Claramente a "briga" dele contra as teclas do piano é menos árdua, mas apesar disso, ele imprime menos intensidade em algumas notas, em comparação ao Vincenzo Maltempo. Então, ouvi-los me deixa sentindo falta de precisão/velocidade, num caso, e intensidade, noutro.

    Porém, apesar de uma forma de tocar relativamente distinta, diria "mais técnica", as construções da Michelle Campanella (Philips Classics - 1974/1993) são absolutamente perfeitas, na minha concepção. Eu adoro o seu jeito de tocar, o seu jeito de imprimir intensidade e dinâmica à música, e eu chamo a especial atenção para a Rapsódia Húngara n. 2 em Dó sustenido menor (C sharp minor), talvez a mais conhecida dentre todas as 19. É uma coisa linda de ouvir, linda a ponto de não se perceber os dez minutos de duração se passarem. Façam a experiência.

    Abraço e bom final de semana a todos.
     

    Anexos:

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  12. FelipeRolim

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    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos. Desde a montagem do meu segundo computador dedicado, tenho estudado inúmeras maneiras de otimizar o funcionamento conjunto de ambos os computadores. Passei por muitas indefinições, muitas ideias, e todas elas com demandas extraordinárias que não tenho pretensão de assumir. Por exemplo: caso construísse tudo com absoluta independência, precisaria construir duas fontes lineares, comprar dois gabinetes (no mínimo), mais um transformador, mais um cabo de força, mais uma tomada etc. Caso construísse os computadores em gabinetes mais simples, e uma fonte linear isolada, precisaria me preocupar com a qualidade do cabo e dos terminais de conexão entre a fonte e os computadores e demais elementos (fiz a cotação e verifiquei que materiais de boa qualidade, sem nenhum viés audiófilo, ficaria mais de R$300,00, apenas pelos conectores, sem incluir os fios). Foi por isso que decidi aproveitar das dimensões do meu rack para construir tudo num único gabinete, com isolamentos e predisposições estratégicas, de modo a usar um único cabo de força, reduzir distâncias e permitir conexões diretas, alimentação independente e uso de cabeamento interno de melhor qualidade. Nem tudo é definitivo ou está definido, mas o gabinete começou, neste final de semana, a sair do papel.

    O gabinete em si, embora simples do ponto de vista da construção, possui uma distribuição estratégica para permitir alocar tudo o que pretendo usar. Meu rack (e a grande maioria dos racks audiófilos de verdade) possui 60cm de largura por 50cm de profundidade. Então, o gabinete que projetei possui exatamente 59cm de largura por 49cm de profundidade, e a altura final, considerando a espessura da madeira, é de 12,5cm (internamente, 9,5cm de altura livre). Como muitos dos que acompanham o tópico devem saber, ao longo dos anos, experimentei uma infinidade de materiais para promover o amortecimento/isolação de vibrações dos meus equipamentos, dentre eles, mogno, peroba, marfim, MDF, ébano, jacarandá, itaúba, angelim etc. O meu preferido, em pequenas dimensões, e por boa margem, é o ébano, mas pelas dimensões que pretendia construir, a madeira mais fácil de encontrar e com melhor custo foi a peroba. É uma madeira natural de sonoridade e tonalidade muito bonita, muito melhor do que o MDF comum. A que comprei é de demolição, então veio com algumas marcas de prego que precisei corrigir, mas o resultado tem sido cada vez melhor, e promete evoluir conforme for chegando na fase final de acabamento (que ainda está bem distante para as minhas pretensões, afinal, não é algo com previsão de ser substituído).

    Se observarem as imagens de nome "Gabinete01" e "Gabinete02" em anexo, perceberão uma estrutura divisória simplista. Mas, está tudo estrategicamente distribuído. A placa-mãe é o único componente que será alimentado pela Mini-Box M4-ATX. Todos os demais (processadores, SSDs, placas externas) terão alimentação independente, externa e de alta qualidade. A razão do tamanho diminuto de algumas fontes é proposital: o modelo já está definido e já foi comprado, então as dimensões são todas conhecidas de antemão, embora ainda não tenham chegado. Notem também que está tudo predisposto para que nenhum fio de alimentação se cruze. Os fios de alimentação do SSD sairão da fonte e passarão por baixo dele, com uma distância de pouco mais de 15cm. Os fios de alimentação dos processadores percorrerão a lateral da placa-mãe e vão diretamente ao conector de 12v da placa-mãe, com pouco mais de 20cm de comprimento. Os fios das placas offboard (JCAT USB Card FEMTO e, futuramente, duas JCAT Net Card FEMTO) farão apenas uma pequena curva diagonal para chegar no conector MOLEX das respectivas placas. Por fim, os 24 fios que vão da M4-ATX até a placa-mãe serão construídos com o mesmo modelo que atualmente uso, o Kimber Kable 12TC, e passarão por cima de todo o conjunto, numa linha reta à placa-mãe.

    Comprei a peroba de demolição pelo MercadoLivre. Pedi para que viesse com 20cm de largura e comprei 5,4m lineares, predispostos em 60cm. Como a altura interna foi prevista como sendo algo entre 9,5cm e 10cm, optei por 20cm para contar com certa perda decorrente de falta de precisão no corte, e também para facilitar a padronização de medidas, evitando muitos cortes por minha parte, já que somente conto com uma serra tico-tico de mão. Como a precisão do corte com a tico-tico livre é muito ruim, para fazê-los retos usei as próprias tábuas como uma espécie de "régua guia" para a a serra. Então, a serra ficava sempre com seu suporte metálico apoiado lateralmente por uma régua de peroba e, com isso, conseguia fazer cortes retos e rápidos. A única coisa muito ruim com a tico-tico foi que, no começo, sem conhecer muito os resultados do trabalho com peroba, alguns dos cantos se lascaram um pouco e ficaram um pouquinho irregulares. Nada perceptível.

    Nas duas primeiras chapas de peroba que trabalhei, tentei usar cavilhas para fixá-las corretamente uma na outra e poder usar cola, aumentando a rigidez. Não ficou nada, nada bom. Primeiro porque pedi para que viessem aplainadas com 15mm de espessura, mas o procedimento de quem me vendeu não foi perfeito e as tábuas possuíam um pouco de curvatura. Segundo porque sem ter algo que as atasse fortemente uma na outra no processo de secagem, a cola ficou um pouco visível, com pouco menos de 1mm de espessura. Então, abandonei a cola. Depois de dois pedaços, descobri que também não havia uma precisão de 20cm no corte de todas as chapas. Muito provavelmente, pelas marcas que vi, a largura de 20cm também foi feita numa plaina elétrica, sem precisão alguma. Por isso, precisei retirar 3 ou 4mm de um lado e usar um esquadro para conferir o alinhamento lateral. Por sorte, no final, somente três cortes ficaram tortos, com um desvio de 1 a 2mm que não alinhou com o restante do gabinete. Novamente, nada perceptível. Fiz isso na sexta-feira à noite e, no total, foram 3h30min cortando esses pedaços de madeira.

    Ontem e hoje, no período da tarde, já gastei mais 6h ou 6h30 misturando pó de serra com cola, tampando pequenos buracos de prego, lixando todo o gabinete e fazendo marcações dos cortes futuros. Não posso errar em nada. A mão está completamente detonada, já que não quis pagar o valor de uma lixadeira elétrica que não usarei depois disso. Comecei com uma lixa 60 em todas as superfícies, passei pela 120 e 320. O resultado começa a ficar compensador depois de usada a lixa a 320. Vejam nas últimas fotos como fica bonita a madeira (aquela é a tampa frontal). Ela naturalmente começa a ficar com um brilho acetinado que dá um tom sóbrio ao acabamento, e que pretendo manter na finalização. Ainda farei mais etapas de lixamento e pretendo terminar com uma de granulometria 600 ou 800. Para "blindar" a madeira, não usarei química alguma, então verniz ou seladora estão descartados, mas ainda não defini qual método será o definitivo. Um amigo especialista em madeiras nobres está me ajudando muito nisso, mas preciso experimentar as indicações que ele fez e encontrar o material que ele indicou. No estoque não tenho todos.

    Por fim, algumas coisas já estão por aqui, em especial o transformador enorme que usarei, com inúmeros secundários independentes para as alimentações que pretendo. São duas vias de 20v e 8A, duas vias de 12v e 5A e cinco vias de 5v e 2A. Secundários de sobra para qualquer computador atual. Também tenho protótipos em testes da alimentação de 12v a que me referi, para o processador (comentei em postagens anteriores). Nos próximos posts deste tópico tratarei apenas deste tema. Prometo economizar nas fotos, rsrs. Abraço a boa semana a todos.

    Em tempo: os parafusos são provisórios. Usarei parafusos de rosca soberba com cabeça no padrão Torx. A ventilação muito provavelmente será inferior e/ou lateral. Os computadores esquentam pouquíssimo, mas este é um tema que ainda está a ser estudado. Certo é, apenas, que a tampa permanecerá intocada.
     

    Anexos:

    • 9
  13. weltec

    weltec Usuário

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    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    Artesão
     
    • 2
  14. Giovanni Trude

    Giovanni Trude Usuário


    Desde 9 Out 2008
    São Paulo
    PC na madeira não teria problema de dissipação do calor?
     
    • 1
  15. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    weltec, nem de longe sirvo para artesão. É impressionante como a gente passa a se conhecer melhor quando tenta fazer algo assim. Eu mesmo descobri que não tenho paciência alguma para mexer com madeira, rsrs. Não vejo a hora de terminar o gabinete e começar a montar as coisas dentro, mas ainda vai um bom tempo até eu conseguir chegar no resultado que pretendo.

    Giovanni, desde sempre eu me preparei para montar algo que tenha essas características, com gabinete de madeira. Um dos computadores tem processador de apenas 10w de TDP, e o processador do outro tem 35w de TDP. Comprei, por isso, o dissipador passivo Arctic Alpine 11 Passive e desde que chegou passei a monitorar a temperatura de trabalho dos computadores, já me precavendo para o projeto que estaria por vir. Verifiquei que os computadores trabalham (tocando música) em temperaturas incrivelmente baixas, e que o dissipador passivo é mais do que suficiente para que funcionem com perfeição. Então, o meu plano é fazer furos de ventilação na tampa inferior do gabinete e colocar apenas um cooler (ou dois, a verificar), provavelmente na tampa lateral, que funcionará a uma velocidade de 500rpm a até 60ºC (controlada pela placa-mãe) e será responsável puxar o ar frio pela tampa inferior e jogar o ar quente de dentro para fora.

    Este ainda não é um layout definido, mas certo é que não usarei um cooler em cima do processador e haverá um comprometimento absoluto com a geração de ruído...
     
    • 2
  16. weltec

    weltec Usuário

    6.156 3.864 446

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    É bom garantir que o cooler não seja acionado. É bom tb se puder ter a opção de ligar/desligar quando quiser, para aliviar a temperatura quando o sistema está ligado, mas sem reprodução(ou uma reprodução descompromissada), mas desligar quando for iniciar a reprodução.
     
    • 1
  17. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite a todos. Essa semana consegui evoluir relativamente com o projeto dos computadores. Finalizei a parte interna com lixa 120 e me dei por satisfeito, e na parte externa, dei continuidade somente na tampa frontal e em uma das tampas laterais. Nelas, depois das lixas 120 e 320, dei acabamento com as 600 e 1200. A lixa 1200 praticamente não fez diferença, apenas abriu um pouco o brilho natural da madeira, mas o trabalho final ficou algo absolutamente fantástico. Vejam, nas fotografias (acrescentei conforme a ordem de descrição do post), a sequência de lixamento, a forma como o brilho melhora, a madeira ganha beleza ainda maior, o "arrepiado" superficial vai desaparecendo e os veios se destacando. Na tampa frontal ainda tive um trabalho cuidadoso de arredondamento dos cantos e, depois de terminar o lixamento destas partes (as demais ainda não cuidei, porque quero ser o mais cauteloso possível), debrucei-me sobre o acabamento.

    Como já havia mencionado na primeira postagem, defini que não usaria nenhum tipo de química forte na madeira. Então, por sugestão do Fernando Yanaguita, um especialista em madeiras nobres e em acabamentos primorosos, experimentei, num resto de peroba que sobrou do recorte, a aplicação de óleo mineral, e ficou muito bom. Optei por aplicar o óleo apenas nas partes internas do gabinete e também no seu fundo, na parte em que serão fixados os spikes. O objetivo era apenas blindar a madeira contra oxidação do tempo (no caso da peroba, há um efeito de esbranquiçamento). Por isso, diferentemente do que aconteceria com a aplicação de um selador ou verniz, por exemplo, o óleo mineral não a deixa resistente a sol intenso, embora também a impermeabilize contra a absorção de umidade. Todavia, como se trata de um projeto de computador (que nunca tomará sol), não visualizei nenhum prejuízo na aplicação do óleo e achei o resultado muito bom. A aplicação, na prática, foi muito simples, e a madeira rapidamente o absorveu (porque não exagerei na quantidade). Notem que este não é um procedimento incomum:


    Já na parte externa, pelo primor do acabamento e pela beleza natural, optei por usar cera de abelha pura. Aqui na minha região este é um material abundante, e como comprei um quilograma para um trabalho anterior, resolvi aproveitá-la, porque é um acabamento com um produto natural e pelo qual sou perdidamente apaixonado pelo nível de beleza.

    Depois do lixamento, que é a parte mais trabalhosa, fiz a aplicação da cera pura na madeira e, após isso, levei para o sol por dois dias, das 9h às 16h. O resultado não ficou nada menos do que incrível. Notem nas fotografias que anexei que, de início, uma camada esbranquiçada e leitosa fica por cima da madeira, mas à medida em que o calor do sol vai aquecendo natural e uniformemente, a cera se liquefaz e penetra os seus veios. Inclusive, o sol causou na cera a formação de bolhas de ar, provavelmente provenientes da expulsão do ar dos espaços preenchidos vagarosamente por ela em estado líquido. No segundo dia, novamente a cera se liquefez no sol, mas desta vez formou menos bolhas e foi quase que totalmente absorvida pela madeira. Depois disso, bastou uma boa quantidade de estopa para polir a espécie de "capa" que se formou, e o resultado pode ser visto nas fotos. Vou acrescentar algumas ao post seguinte para facilitar a visualização.
     

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  18. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
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    20190711_200359.jpg 20190711_200401.jpg 20190711_202452.jpg 20190711_202509.jpg 20190711_202546.jpg 20190711_202557.jpg 20190711_202608.jpg 20190711_202619.jpg 20190711_202713.jpg

    Feito este acabamento na parte frontal, e já devidamente absorvido o óleo pela madeira, decidi iniciar a montagem (provisória) dos componentes do computador. Dei uma sorte tremenda, pois na semana passada chegaram as fontes lineares que comprei para alimentar o SSD Samsung e a JCAT USB Card FEMTO, e também os parafusos de fixação inferior que encomendei (tudo comprado no exterior, inclusive os parafusos, pois com o mesmo valor do MercadoLivre e do frete via Correios consegui comprar aproximadamente o triplo de parafusos no exterior, incluindo o frete). A fonte veio desmontada, e fotografei o processo de montagem, da mesma forma que fotografei o procedimento de montagem do computador, porém, por um ato de distração, apaguei a grande maioria das que estavam no telefone antes de transferir para o computador. Sem prejuízo, percebe-se que os fios, por enquanto, estão todos desordenados, mas futuramente os substituirei por modelos especiais que ainda estou definindo quais serão. Certo, por ora, é apenas que manterei o Kimber Kable 12TC na função de cabo ATX de 24 vias da placa-mãe.

    Por fim, hoje, acrescentei na tampa lateral a estrutura de cortiça que construí para afixar o único cooler que usarei no gabinete, e depois iniciei o processo de finalização da superfície com cera de abelha. Optei pela cortiça e por usar a própria cera como "cola" por terem, ambas, propriedades mecânicas muito boas, o que será um fator importante para dissipar quaisquer vibrações que o cooler possa transferir para o gabinete (já suficientemente pesado para não sofrer com isso). Neste aspecto, toda cautela será pouca.

    As novas fontes lineares são incríveis. Embora especificadas para apenas 1A (https://www.ldovr.com/product-p/tps7a4700-spsu.htm), o aquecimento alimentando seus correspondentes dispositivos é pequeníssimo, e a estabilidade é extraordinária. Configuradas para 5v (tanto o SSD, quanto a JCAT, usam apenas a via de alimentação de 5v, dispensando os 12v), a oscilação, para mais, não passa de 0,01v, o que me deixou muito contente. Em breve devo comprar mais duas, para as placas que faltam (duas JCAT Net Card FEMTO).

    Nas audições preliminares de ontem e hoje, o computador está entregando um resultado muito surpreendente. Além da mudança de gabinete, agora ainda tem as duas fontes lineares a mais, que acrescentei para o SSD e a placa USB. Apesar de o fazer de uma forma diferente, posso dizer que o resultado do acréscimo das lineares e do gabinete é muito próximo do decréscimo que senti com a saída do Valhalla, ou seja, praticamente não se sente mais nenhum efeito de sua ausência, com exceção da assinatura típica dos Nordost, do recorte e do foco maravilhosos que ele trazia (uma imagem musical fantástica) e da precisão nos graves. Os graves ainda continuam bastante moles e sem articulação com o cabo simples de computador alimentando o DAC. Mesmo assim, posso dizer que o resultado já foi totalmente válido, certamente em parte pelo gabinete de madeira, e em parte pelas fontes. O investimento não tem sido pequeno, mas tem sido compensador.

    Abraço e boa semana a todos.
     

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  19. FelipeRolim

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    Desde 17 Ago 2008
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    Boa noite, caros amigos. Desde que coloquei os computadores para funcionar no novo gabinete e com as novas fontes, tenho mantido o nível de atenção em estado elevado no que diz respeito à sonoridade. Isso porque tenho alguns métodos que pretendo adotar para fazer o ajuste fino da forma de tocar do computador, mas para isso quero extrair o máximo de nuances que me for possível, aprender com riqueza de detalhes a forma de apresentação e, a partir daí, definir o que fazer. Basicamente, por enquanto, o que fiz foi transferir os dois computadores dos dois gabinetes independentes para este único. Porém, ao fazê-lo, acrescentei duas fontes lineares, que, como eu já disse reiteradas vezes, alimentam o SSD e a placa USB dedicada.

    O que eu pretendo, com essa postagem, é chamar-lhes a atenção para estas fontes independentes. Há muito tempo, construí minha primeira fonte linear, adotando premissas básicas que já havia estabelecido após uma série de experimentações (e que incluía o preço). Destas primeiras experiências, nasceu a fonte que hoje está sendo bem aproveitada pelo Márcio, e que possuía uma saída de 20v (sem regulagem) que alimentava uma PicoPSU com capacidade de funcionar de 16 a 24v e, dela, derivavam todas as tensões para as placas. Na ocasião, com o sistema que tinha à época, concluí que o uso de fontes independentes não trazia benefícios para ele, e depois de experimentar inúmeras fontes e baterias, optei por uma fonte nos moldes da que descrevi. Não muito tempo após, percebi que o HD que armazenava as músicas ficava efetivamente melhor quando alimentado por um Power Bank de 20000mA. Mas, continuei a estudar, a aprender, a experimentar, e com algumas sugestões do Giovanni Palomba, nasceu a versão da fonte linear que batizei de MK II, na qual passei a usar a MiniBox M4-ATX. Ela era absolutamente superlativa, e elevou demais o nível do sistema, tocando, inclusive, melhor do que a bateria alimentando o SSD (que substituiu o HD). Fruto de outras experimentações, otimizações e das percepções que extraí quando comparei fontes e baterias, nasceu a versão que denominei MK III, uma fonte extremamente forte, estável, com uma sonoridade belíssima, e que reúne mais de 1.000.000 de microFarad (1F).

    Eis que, apesar da constante evolução ao longo de mais de cinco anos, e contrariando as conclusões que havia chegado naquela época, quando ainda construía fontes primitivas para alimentar os componentes individuais do computador, hoje, a adoção de fontes lineares individuais de alta qualidade tem trazido ao sistema um ganho bastante expressivo. As mais de 72h de amaciamento das fontes que alimentam o armazenamento do Control-PC e a placa USB do Audio-PC denotaram uma evolução grandiosa, e o som ganhou abertura, mais arejamento, soltura, foco, articulação, e muita desenvoltura, de modo que hoje posso dizer que devolveram absolutamente tudo o que perdi com a saída de um dos meus Nordost Valhalla de força. Apenas os graves ainda não possuem a mesma precisão. Assim, e para não me estender ainda mais, chamo-lhes a atenção para este fato (resultado extremamente positivo), para o custo relativamente baixo deste modelo de fonte que adotei ($25,00 cada uma), e para a necessidade de um sistema digital baseado em computador estar absolutamente comprometido com a qualidade da alimentação. Sempre soube da importância disso tudo. Quem lê o que escrevo sabe que não negligencio a qualidade do transporte, e alguns até pensam que exagero, pois "bit é bit" e esse argumento é seguido do discurso padrão que já conhecemos. Mas, confesso que não esperava por um ganho tão expressivo, e até por isso decidi, de antemão, investir um valor baixo nessas fontes. Estava enganado, e pelas minhas projeções, ainda há muito por vir em termos de alimentação. Estou otimista e motivado.

    Abraço a todos e ótima quarta-feira.
     
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  20. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa tarde a todos. Na semana passada e nesta semana houveram algumas evoluções no projeto do gabinete. Desde a última postagem, fixei o cooler na lateral, fiz a furação de ventilação no fundo, fixei os spikes, terminei o acabamento do gabinete, substituí os parafusos pelos definitivos, fixei os plates no fundo do gabinete, acrescentei os botões frontais e comecei a montagem dos novos cabos ATX, em tamanho menor, para as duas placas-mãe. Ao todo já passei de 60h de trabalho, e devo dar um tempo ao computador agora. Primeiro porque preciso me habituar à nova sonoridade conferida pelo conjunto de gabinete e fontes lineares que acrescentei. Segundo porque preciso encontrar o melhor lugar para o meu novo cabo de força, o Purist Limited.

    Alguns detalhes adicionais: (i) apesar de a cortiça não ser a melhor esteticamente, reitero que foi usada nos plates do fundo, no transformador, no SSD, no cooler, e será usada em todas as demais placas do computador. Ela atua, juntamente com a cera de abelha, como uma espécie de "amortecedor" que imprime uma sonoridade belíssima ao áudio. Tenho certeza de que o plate das placas-mãe não afetará a sonoridade, mas preferi deixá-los suspensos pela cortiça, ao invés de fixá-los diretamente no gabinete. Até mesmo as placas offboard ficarão em suspensão, e serão fixadas diretamente em rolhas que cortei para fazer o suporte; (ii) os próprios spikes (por ora, em jacarandá, mas futuramente devo experimentar os de ébano, que são os que mais gosto) foram fixados com cera de abelha, que usei como "cola"; (iii) as fontes adicionais me deixaram alucinado com o resultado, e por isso decidi adiantar o processo de finalização desse setor. Comprei mais duas fontes da ldovr e o cabeamento especial para fazer a ligação delas ao SSD e às placas offboard. Usarei, nestas fontes menores, apenas, um fio da Jupiter Condenser, de 20AWG, prata pura e dielétrico de algodão, cuja sonoridade é bastante natural, rica e com texturas belíssimas. Preciso contar com a boa vontade dos Correios agora.

    Em breve terei novidades sobre o Purist Limited e sobre o computador. Está assustador o que o conjunto toca, o que também me faz adiar o upgrade de DAC. O QB-9 é surpreendente.
     

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