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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Interessante,

    Enquanto Rolim e Camardella não respondem, gostaria de dar o meu pitaco de curioso/aprendiz:

    Me parece que houve um superdimensionamento de cabos, não pela bitola mas pela quantidade. Neste caso vale o ditado ''o que abunda não prejudica'', de maneiras que não vejo como as outras opções possam ser melhores do que esta. Salvo pela possível eliminação de interferências devido ao trançamento dos cabos.

    Uma ressalva que faço é com relação aos condutores de terra, tenho alguma dúvida se apenas 1 condutor não seria mais indicado, para evitar loop de terra. Ainda que as tomadas estejam sendo aterradas independentemente, ainda vai existir o contato dos aparelhos através dos cabos IC. :suspeito:

    Vamos ver o que a turma diz a respeito.
     
    Última edição: 6 Set 2019
    • 5
  2. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Redcruz, boa tarde!

    Obrigado pela resposta. :)

    Em tempo: citei o Felipe, como criador do tópico, e o Camadella como colaborador, pois eles são assíduos nesse espaço. Mas qualquer contribuição, pedindo a licença ao Felipe, será sempre bem vinda!!

    Apesar de ter três cabos para o terra, todos estarão conectados juntos no quadro de distribuição. :D

    De qualquer forma, seria interessante me atentar para eventual loop de terra. :suspeito: :suspeito: :suspeito:

    Abraços.
     
    Última edição: 5 Set 2019
    • 4
  3. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Fala Dinho,

    Não esquenta, eu que me meti na conversa. :D
    Também estou curioso para saber o que o Rolim e o Camardella têm para dizer a respeito.

    Sobre o aterramento, já foi dito em outra oportunidade e em outro tópico que, em questão de aterramento, quanto mais caminhos para corrente espúria, maior a possibilidade de loop de terra.

    Em menor proporção, mas bem semelhante, estou para montar um tomadeiro com 3 tomadas e não sei se o melhor seria um condutor de terra para cada tomada ou 1 condutor apenas em uma das tomadas. :inseguro:
    Já vi tomadeiros comprados prontos em que o condutor de aterramento estava ligado apenas em uma delas.
     
    • 2
  4. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Fala Red,

    Se está, como eu, dando atenção à elétrica, então vamos trocar muita informação nesse tópico.

    Abraços.
     
    • 2
  5. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Olá Dinho e Red. Obrigado ao primeiro, por dar preferência a este espaço para falar sobre elétrica, e ao segundo, pela presteza que lhe é sempre habitual.

    Ao longo dos anos experimentei absolutamente tudo o que me foi recomendado a nível de elétrica dedicada e que não considerei excessivamente insano a ponto de comprometer a segurança de qualquer setor dela. Sempre superdimensionei toda a fiação, em comparação aos fusíveis e disjuntores (quando ainda faziam parte do meu sistema), sempre adotei circuitos de aterramento, ainda que bastante precários, no início, e sempre me sujeitei a experimentações que encontrassem um mínimo de correlação lógica com aquilo que eu lia, especialmente o que consta na NBR n. 5410. De modo geral, em matéria de experimentação de longo prazo, associada à audição, existem basicamente três considerações que considero dignas de nota:

    (i) li a NBR n. 5410 à exaustão. Estudei manuais de elétrica e aprendi muito colegas de fórum, dentre eles, o ÉdisonCH, o Carlos Wilson, o Gio Palomba, o Jorge Knirsch, o Ulisses da Sunrise e um com quem não falo há muitos anos, mas que me ensinou muito, de nickname Gandhi. Todos entendem muito e, com suas parcelas de colaboração, me permitiram aprender demais. Tudo, ou quase tudo o que dizem, encontra correspondência precisa e autorizativo expresso nas normas da ABNT, e eu conferia sempre para me assegurar disso. A única exceção a que me sujeitei, e acredito que a grande maioria dos audiófilos, foi a adoção de um aterramento TT. O Jorge Knirsch tem um artigo escrito a respeito, em que basicamente trata dos riscos do uso de um aterramento TT forte (exclusivo para o sistema), quando o mesmo (ou melhor) critério de construção não for observado para o aterramento TN. Para ser sintético, o aterramento TT pode oferecer risco à instalação ao centralizar a descarga em si em caso de eventual queda do neutro e, como consequência quase lógica, as normas para instalação elétrica de baixa tensão vedam que exista qualquer tipo de aterramento "intra muros" que não seja conectado ao neutro. A ideia é óbvia: fortalecer o neutro, torná-lo, cada vez mais, um referencial zero. Todavia, na minha instalação, permiti-me a utilização de um aterramento TT (mesmo contra as normas), porque o aterramento TN é muito maior, bem dimensionado e mais forte. Ele é composto por 6 hastes, distribuídas numa área de 18m² que está constantemente úmida. Então, do ponto de vista da segurança, a casa está consideravelmente mais bem protegida, em comparação ao aterramento TT.

    (ii) de tudo o que testei, a única coisa que não fez diferença alguma e da qual nunca consegui extrair qualquer mínimo benefício ou mesmo diferença na sonoridade do sistema, não sei se por limitação intrínseca a ele, à acústica ou a outro aspecto, foi a separação de fases entre o setor digital e o setor analógico. De qualquer maneira, com fiação e tomadas de sobra, como aparenta ser o caso do Osvaldo, e considerando o quase "consenso" (se é que isto existe em áudio) acerca dos benefícios desta separação, eu a adotaria, desde o princípio. Isto, evidentemente, caso não vá comprometer todo o restante da casa. Caso o sistema seja dedicado a estéreo, esta separação deve ser bem simples, pois somente pré-amplificador e amplificador(es) são analógicos puros, e estes podem ser distribuídos em uma ou duas tomadas. Demais disso, haveria ainda sobra para se ligar um computador e um DAC, ou um transporte digital e um DAC, por exemplo. Aqui, acabei simplificando, por ser medida mais fácil e por eu ter traçado um desenho para a minha instalação que foi otimizado para o uso de apenas duas fases, sendo uma comum ao computador, ao DAC e ao amplificador integrado, e a outra exclusiva para compor os 220v necessários ao funcionamento do integrado.

    (iii) muito mais importante do que a exclusividade de uma fase para o sistema é o equilíbrio, a distribuição equânime de cargas, entre todas elas. O Camardella escreveu, neste tópico, com muito mais propriedade e tecnicismo do que eu a respeito disso, e ele tem, de fato, razão. Atualmente, nossas casas consomem muito pouco, especialmente com a possibilidade de adoção de sistemas de aquecimento solar/a gás e ares condicionados do tipo inverter. Estive vendo, para o escritório, um ar condicionado inverter de 36.000 BTUs que consome menos energia do que o "comum" de 9000 BTUs que uso no quarto. Além do mais, se não me falha a memória, o Gio Palomba fez testes em seu próprio sistema e concluiu que lâmpadas de led não interferem negativamente no áudio, então, se realmente for caso de usar duas fases para o sistema, na busca do equilíbrio talvez seja válido experimentar dispositivos de baixo consumo numa das fases compartilhadas com ele.

    Peço encarecidamente que o Carlos me corrija, se eu estiver errado, mas se não estou enganado, o circuito trifásico com neutro central tem a carga máxima do neutro aferida mediante um cálculo vetorial. Significa dizer, a grosso modo, que o neutro somente encontraria desequilíbrio ou maior carga quando apenas uma ou duas fases estiverem sendo usadas. Então, imaginando-se três fases com capacidade de 50A, quando uma delas estiver com consumo de 20A, o neutro apresentará corrente de igual valor. Se duas delas estiverem com consumo de 20A, o neutro apresentará corrente de até 40A. Mas, se as três estiverem com consumo de 20A, exatamente iguais, o neutro apresentará carga igual a zero. Isso em se tratando de equipamentos monofásicos, pois, sendo eles alimentados por 220v bifásicos, é evidente que o neutro sequer será usado. Estou afastado da teoria aplicada há anos, então não tenho certeza do que estou falando e peço que me corrijam, se estiver errado. Fato é que, como o neutro é extremamente importante para os nossos sistemas (pela minha experiência pessoal - logo, uma opinião enviesada por tudo o que ouvi -, o condutor elétrico mais importante dos nossos sistemas), o equilíbrio entre as fases e o consequente benefício que se colhe no neutro é um cuidado que não podemos dispensar.

    Quanto à ligação do seu cabeamento, eu usaria todos os nove fios. Veja bem. Como havia comentado, consultei muitas pessoas e experimentei tudo o que me indicaram. O Gio Palomba, que tem um conhecimento empírico invejável e que admiro absurdamente, e outro consultor, em quem não confio, preferem adotar uma espécie de ligação "jumpeada" entre as tomadas. Nunca perguntei a respeito das conexões para o Ulisses, e nunca li nada relacionado ao tema de autoria do Knirsch. Já a ligação do tipo "estrela" me foi orientada pelo Édison Christianini há, pelo menos, quatro anos, e foi a que melhor funcionou. Em momento posterior, durante um estudo, descobri que parte dos benefícios decorrentes da ligação "estrela" é explicada pelas Leis de Kirchhoff. De forma bem concisa e pobre, esta ligação permite que os equipamentos tenham entre si uma inter-relação menor, interfiram menos uns nos outros ou, sob outro foco, sejam "enxergados" de forma mais "independente" pela rede elétrica, mesmo compondo uma mesma fase da rede. Colabora com isso o fato de que, por este método, todas tomadas e, consequentemente, os equipamentos, terão exata e rigorosamente o mesmo número de conexões. Há, ainda, quem sustente que os contatos elétricos (terminais, emendas, os próprios fusíveis etc.) causam certa espécie de "distúrbio" na rede elétrica, e por isso devem ser evitados e/ou executados o mais distante possível do sistema. Concordo. Por isso, os cabos maiores (20m das tomadas ao quadro) também poderão corroborar com o distanciamento desses virtuais "distúrbios" causados pelos contatos. Aproveitaria esta estruturação para usar o próprio porta-fusível como "ponto de emenda" de todos os condutores de fase e ligar os fios de neutro e terra (caso não vá usar um exclusivo) diretamente nos barramentos do quadro de distribuição. Haverá uniformidade e uma simplificação positiva.

    Considerando uma situação "ideal" (será que isto existe também?), julgo que apenas excepcionalmente esta "ramificação" encontraria benefícios ao ser trazida para próximo do sistema, ou seja, que o "tamanho da estrela" poderia ser diminuído com vantagem: trata-se do caso em que a fiação usada para construir a estrela é especial, de padrão audio grade, como os que usei por muitos anos no meu sistema, por indicação do Édison e, claro, depois de exaustivos experimentos com o fim de aferir por mim mesmo as benesses desse modelo. No meu caso, adotei três cabos Furutech com 1,5m de comprimento para três tomadas (anexei fotos). Eles saíam juntos do porta-fusível e seguiam até as três Furutech GTX-D que possuo. Atualmente, a "estrela" possui aproximadamente 30cm de comprimento, apenas, uma vez que substituí os Furutech por um Purist Canorus, que sai diretamente do fusível e segue para o tomadeiro. Perceba que a ramificação, partindo de um ponto comum e usando fiação de idênticos comprimento e bitola, sempre existe. Para mim, o mais ideal seria que os fios das tomadas fossem todos independentes e o mais compridos possíveis, mas, na prática, o que acontece é que a entrada de um cabo nível elevado acaba compensando eventual perda decorrente do encurtamento com um ganho excepcional.

    Finalmente, com relação à fiação de terra, não cogito que, ligando os condutores individuais ao barramento comum de terra, você terá problemas com loop. A lógica dessa ideia é exatamente a mesma aplicável aos condutores de fase e neutro, acrescida de uma especial: eventuais tensões parasitárias a serem dissipadas pelo circuito de aterramento percorrem, sempre, o caminho mais fácil para chegar até às hastes. Ora, é evidente que, se alguma interferência elétrica incidente sobre o braço de um toca-discos ou sobre o prato metálico encontrar caminho mais facilitado no pré de phono, se em comparação ao condutor de aterramento propriamente dito, percorrerá o pré para somente depois ser conduzido ao aterramento. O mesmo se aplica a qualquer outro equipamento que se possa cogitar. Então, desde logo, o número idêntico de conexões (elemento "i"), o exato comprimento de cada um dos condutores (elemento "ii") e a existência de um ponto comum e uniforme de aterramento (o próprio barramento - elemento "iii"), na minha forma de ver, consubstanciam elementos que, por si sós, são aptos e evitar a ocorrência de loop de terra. Pessoalmente, prefiro a adoção de um tomadeiro metálico por todos estes motivos (e alguns outros) que elenquei acima. Com ele, consigo um ponto central de aterramento em seu próprio corpo, consigo derivar uma pequena "estrela" do próprio inlet que instalei, posso usar um cabo de melhor qualidade entre o porta-fusível e as tomadas e, assim, tenho minimizadas as chances de ocorrência de loop de terra, de interações elétricas entre os equipamentos (se em comparação ao uso de "jumpers" entre as tomadas) e ainda tenho algo mais "customizável" para promover o ajuste fino. Isso sem contar a desnecessidade, por concepção, do uso de penduricalhos de filtragem e dos dispositivos autointitulados de "condicionadores de terra", que, para mim, não condicionam (na acepção da palavra - daquilo que se acrescenta para melhorar) nada. O terra que é ruim, é ruim. Não melhora com nenhuma caixinha mágica, embora elas possam efetivamente evitar algum tipo de "retorno" de tensão (uma espécie de Zenner?), coisa que pretendemos eliminar desde a origem, e não sobrecorrigir em momento posterior com algum aparato intermediário. Dito de outro modo, buscamos evitar a criação de um problema, ao invés de criá-lo para partir em busca de uma solução, que, diga-se de passagem, custa bem caro.

    No fim, encontrei alguns casos em que as diferentes formas de ligação apenas resultavam num som diferente, e não melhor ou pior do que a situação anterior. Em elétrica, tudo faz diferença, mas nem toda diferença significa uma melhora, e nem sempre uma melhora ocorre de forma irrestrita. Digo isso porque, como não poderia ser diferente, as minhas descrições e sugestões estão condicionadas àquilo que, ao longo de anos de audição, aferi e ouvi. Contudo, em se tratando de um par de ouvidos normais, e de um sistema relativamente simples, corro o risco de sugerir algo que funcionou para mim, mas que pode não funcionar para outro, ou de algo que melhorou para mim, mas pode importar piora para outro. É preciso exaurir as possibilidades e verificar o que fica melhor.

    Reitero: caso tenha cometido uma impropriedade, por favor, me corrijam. Abraço a todos.
     

    Anexos:

    Última edição: 6 Set 2019
    • 6
  6. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Felipe, boa noite.

    Muitíssimo obrigado por mais essa aula.

    Me daria por satisfeito com considerações pontuais sobre as questões por mim levantadas.

    Mas, ao final, acabamos sendo todos contemplados com uma resposta repleta de cuidados técnicos e que refletem muito bem toda sua educação pessoal, profissional e paixão pelo hobby. :aplauso: :aplauso: :aplauso: :aplauso:

    Devido à densidade do texto devo, por enquanto, manter a fiação como se encontra, mas já há material suficiente para novas experimentações.

    Meu espaço ainda está em construção, ou como diz minha esposa, em "eterna construção", pois ela aposta que nunca vai vê-lo concluído. :lol:

    Quando, aparentemente está tudo dentro do previsto, aparece novamente um prestador de serviço para mexer no teto ou iluminação ou ainda na carpintaria. :D

    Mais uma vez obrigado pela gentileza da resposta.

    Se permitir, posso postar algumas fotos do meu espaço dedicado.

    Abraços.

    Dinho (Osvaldo :assobio:)
     
    • 2
  7. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Felipe,

    Após novas leituras cuidadosas do texto (como disse, ele é bastante denso e rico) vou retomar algumas questões apontadas por você para que possamos compreende-las melhor.

    Abraços.
     
    • 1
  8. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Dinho e amigos, agora, com mais tempo e sem o sono da 1h da madrugada, busquei levantar informações acerca daquele ponto específico sobre o equilíbrio das cargas e a consequente inexistência de carga no neutro a que me referi. E, pelo que encontrei numa consulta rápida na Internet, fico feliz por não estar equivocado. Não me recordo se o Carlos já havia escrito a respeito nos textos brilhantíssimos dele, ou se esta informação foi escrita de forma inédita neste tópico, mas, de todo modo, neste link há uma explicação superficial. Consta que:

    "Uma carga trifásica é um conjunto de 3 cargas monofásicas, isto é, 3 impedâncias. Cada uma das impedâncias é designada por fase da carga. Se as 3 impedâncias forem iguais, designa-se por carga equilibrada; será uma carga desequilibrada, caso contrário. (...). Uma das formas de ligar as 3 impedâncias é, à semelhança do que se fez para a fonte, ligar cada fase da carga a uma fase da fonte (...). Este tipo de ligação designa-se por ligação estrela. (...). Este conjunto de 3 correntes, tem a mesma amplitude e estão desfasadas entre si de 2π/3, pelo que constituem um sistema trifásico equilibrado de correntes. Assim sendo, a corrente no condutor de neutro será nula pois, aplicando a Lei dos Nós a qualquer um dos 2 nós do circuito, se obtém:

    1_aula_clip_image039.gif

    O diagrama vetorial das correntes e tensões nas fases de uma carga equilibrada ligada em estrela encontra-se representado na Figura 3

    1_aula_clip_image048.gif
    Figura 3 – Diagrama vectorial de tensões e correntes nas fases de uma carga equilibrada ligada em estrela


    Nesta situação de equilíbrio, o condutor de neutro pode ser retirado, mantendo-se as tensões nas fases da carga iguais às tensões nas fases do gerador [...]".

    Deixo em anexo, também, dois artigos, USP e da UTFPR, para fins de consulta e aprofundamento. Abraço a todos e tenham um bom final de semana.
     

    Anexos:

    • 4
  9. weltec

    weltec Usuário

    6.332 4.054 526

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro

    Como o nosso sistema de geração/distribuição é trifásico, então teremos uma raiz quadrada de 3 como relação entre as 3 fases. É o círculo trigonométrico dividido por 3.

    Isso equivale ao diagrama vetorial da figura 3 do seu post.

    E por isso que duas fases de 127v ligadas juntas formam 220v, por causa da defasagem, então o cálculo adiciona a raiz quadrada de 3 para representar essa defasagem.
     
    • 4
  10. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Felipe, bom dia!

    Obrigado pelos esclarecimentos.

    Depois posso postar algumas fotos da elétrica e da sala.

    Abraços.
     
  11. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite amigos. Comecei neste final de semana a montagem das fontes 12v para os processadores. Desconhecia as sigma11, indicadas pelo Carlos, mas tenho que agradecê-lo muito pela indicação. O projeto é sensacional, altamente customizável e isso me agrada demais. Optei por começar do mais simples, e por isso selecionei componentes baratos de sites comuns, como diodos MUR, por exemplo. Os capacitores maiores serão Epcos, em princípio, e não sei porque me esqueci de adicionar dois resistores de 100 ohms na compra, que faltaram. Vou providenciar.

    Dei muita sorte ao selecionar o dissipador Arctic Alpine 11 Passive para o processador Intel Core i7-4785T. Comprei sem conhecer, e o resultado é muito interessante. Mesmo com o calor de 34/35ºC que tem feito aqui, e mesmo estando o computador dentro de um gabinete de madeira, o cooler do gabinete, programado para ligar somente quando a temperatura do processador atingir 60ºC, permanece desligado. Pode ser que a temperatura do processador fique em 59ºC, o que não sei, mas fatalmente não ultrapassa a 60ºC. Um desempenho ótimo! Relembro, contudo, que não uso TurboBoost, Intel SpeedStep, Virtualization Technology, C-States e Hyper-Threading, e talvez por isso o aquecimento seja diminuto.

    Espero em breve ter tudo funcionando, inclusive o novo computador, com o Core i3-8100T, construído nos mesmos moldes do outro, com a alimentação de 12v separada.
     

    Anexos:

    • 5
  12. Átomo

    Átomo GAMER

    1.523 1.062 706

    Desde 15 Dez 2008
    .
     
  13. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Olá @Átomo@Átomo. Infelizmente, na leitura que fiz, não assinalei os itens específicos da NBR n. 5410 que orientam a instalação do aterramento da forma como descrevi. Em verdade, acredito que há uma interpretação equivocada que decorre da forma imprópria como redigi a postagem que você assinalou. Isso porque a ABNT não proíbe a utilização de aterramentos do tipo TT, e sim orienta que os circuitos de aterramento para sistemas de baixa tensão sejam conectados ao neutro. Não é uma vedação, e sim uma prescrição.

    Em princípio, não há impeditivo algum ao uso do aterramento TT. Inclusive, um aterramento TT bem feito tende a ser melhor para áudio do que o TN, porém, isto apenas quando nos referimos ao "terceiro pino". Quero dizer: comparando o aterramento TN e TT, ambos cumprindo efetivamente a função de terra, no terceiro pino da tomada, há uma tendência a que o tipo TT seja superior. Todavia, em termos de eficácia para o áudio, quero dizer, em termos do quanto se beneficia com a construção de um circuito, o TN é superior. Quando iniciei este tópico, época na qual me dedicava à escrita de textos extensos relacionados a tudo o quanto estudei e experimentei, denominei o circuito TN de "reforço do neutro", pois é exatamente isto o que, de fato, ocorre.

    Para ser sintético, o que se obtém, ao conectar o neutro da casa a um circuito de aterramento bem dimensionado e construído, é um incremento na dissipação de ruído eletromagnético que eventualmente incida ou acompanhe este condutor, associado ao fato de ele se tornar um "referencial zero absoluto" muito mais confiável. Isso, a nível de resultado sonoro, é muitas vezes mais eficaz do que um aterramento TT isolado para o sistema. É por isso que sempre defendo a utilização de aterramentos TN quando houver disponibilidade para a construção de apenas um. Não somente toda a casa se beneficia (o funcionamento de TODOS os equipamentos que adotam o neutro), mas também, e muito mais, o sistema de som de alto nível.

    De mais a mais, e correndo o risco de ter sido extremamente superficial, há um risco tremendo de se adotar circuitos de aterramento TT quando não houver correspondente de igual nível ou melhor conectado ao neutro (logo, um aterramento TN). Isso porque, em caso de queda de neutro, há grandes chances de este aterramento TT centralizar toda a descarga elétrica e o sistema de som ficar "no meio do caminho". Aqui, o aterramento TN tem seis hastes, dispostas num retângulo de 18m², mais a haste do neutro, que é nova. Já o TT tem apenas três, dispostas em linha reta, a uma distância de aproximadamente 2,5 a 3m uma da outra. Usei o corredor lateral da casa, que divide a parede com o sistema. Não precisa de mais do que isso aqui.

    Abração!
     
    Última edição: 19 Set 2019
    • 3
  14. Átomo

    Átomo GAMER

    1.523 1.062 706

    Desde 15 Dez 2008
    .
    @FelipeRolim@FelipeRolim
    Boa Noite!!!

    Mesmo utilizando o esquema TT e instalando o DR e DPS conforme orientação da norma, mesmo assim se tona ineficiente em sua opinião? O TN-S seria uma escolha mais acertada?

    desde já agradeço por sua valiosa atenção e compartilhamento de conhecimento.
     
    • 1
  15. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite amigos. Recentemente descobri mais um software interessantíssimo para o uso em computadores dedicados a áudio. Há muitos anos uso (embora acredite que nunca tenha comentado a respeito) um software chamado "All core any cures", com um resultado bastante satisfatório. Vejam que coisa interessante a descrição do desenvolvedor:

    "In Japan, there is a change in the power state every 15 minutes. Because voltage and current change, it was in a state that it was easy to cause digital jitter chronically. So, in order to maintain a uniform state by calculation, I planned to annihilate the potential difference between CPU registers. (...) it was possible to realize a high quality sound output that does not depend on the power state through the process of converting the memory based sound source data to the sound source data of the processing system. Initialize registers by logical operation. Copy the logical operation register to various registers. In order to initialize all registers at the same timing, all registers are initialized by pre-execution by using the structure of Intel Core series called Pre-Compile-Run. Almost all registers are initialized by Pre-Compile-Run, so it is assumed assumption that the load factor is less than 0.1%. We have not changed the Windows setting, but depending on the environment it is accompanied by a big impression change. Also, there is no file access or registry change. It is a structure which obtains effect by high quality processing of all CPU and memory. In order to ensure processing, multithread processing is done, priority is set to critical"
    .

    Em momento posterior, este software foi substituído por outro denominado "High Grade CPU Any Cures" (ambos acompanhavam o Bug Head Emperror). Ciente disso, há alguns meses baixei o mais novo (são gratuitos) e fiz o comparativo entre eles, porém, a versão antiga sempre funcionou melhor. Não em termos de funcionalidade/estabilidade, mas sim em termos de resultado. Mantive, então, o All core any cures. Recentemente, este mesmo desenvolvedor deu início à confecção de outro aplicativo, mais moderno, denominado agora de Minority Clean. Apenas há poucos dias descobri isto e, tão logo o fiz, dei início aos comparativos. O Minority Clean é muito superior. Desempenha basicamente a mesma atribuição, mas a nível de resultado é muito melhor.

    Há muito mais fluidez e naturalidade no áudio, especialmente nos extremos do espectro audível. Os graves e agudos estão mais fluidos e mais bem recortados, embora não tenha percebido alteração alguma em suavidade, musicalidade, coisas do tipo. Apenas se apresentam com nível de performance e realismo superiores. Para algo gratuito, é surpreendentemente bom! Deixo a indicação.

    Oi Átomo. O problema não está exatamente a (in)eficiência do aterramento TT, ou na sua "excessiva eficiência", mas sim no risco de ele ser mais eficiente do que o próprio aterramento TN, do que o neutro e, na pior das hipóteses, que seja o único "referencial zero" disponível para toda a instalação (queda de neutro). A grande realidade é que, tanto do ponto de vista prático almejado (resultado sonoro), quanto do ponto de vista da segurança, caso se possa utilizar apenas um único circuito de aterramento, o TN mostra-se muito superior.

    Perceba que os dispositivos/circuitos possuem atribuições e momentos de atuação diferentes. O DR é um dispositivo de proteção de pessoas que trabalha por meio da comparação de correntes, com objetivo de evitar fugas e choques elétricos que podem atingi-las. Por isso são importantes, em especial, em aquecedores e chuveiros elétricos, secadores de cabelo, banheiras de hidromassagem e quaisquer outros lugares em que exista o mínimo risco de descarga elétrica sobre pessoas. O DPS ou "dispositivo para-raios", por sua vez, monitora constantemente a rede elétrica e possui o objetivo de redirecionar ao circuito de aterramento aquela corrente/tensão que exceder sua especificação nominal. Estes dispositivos pressupõem uma instalação bem feita e em perfeito funcionamento para atuar. Já a "queda do neutro" a que me referi é o resultado de uma instalação mal feita ou em mau funcionamento. No YouTube existem alguns vídeos explicando com detalhes.

    Fato é que, numa circunstância ou noutra, não é nada razoável que o sistema de som seja "caminho de passagem" de eventual descarga elétrica. Tampouco faz sentido que se sacrifique a segurança em detrimento do resultado. Mais do que isso, quando é o único existente, a espécie TN ainda oferece muito mais benefícios audíveis. E, embora o aterramento TT, quando distribuído para a casa toda (e não apenas ao sistema), seja menos arriscado do que um TT exclusivo para o sistema, o TN ainda permanece sendo muito mais seguro, quando bem construído, não por mudar a situação do terra propriamente dito (terceiro pino) ou "realocar" o ponto de descarga elétrica (que continua sendo o mesmo), mas sim, e principalmente, por fortalecer sobremaneira o neutro.

    Tenham todos uma boa semana.
     
    Última edição: 22 Set 2019
    • 5
  16. Átomo

    Átomo GAMER

    1.523 1.062 706

    Desde 15 Dez 2008
    .
    @FelipeRolim@FelipeRolim

    Bom Dia!!!

    Entendi e compreendi perfeitamente suas observações e desde já agradeço mais uma vez por sua nobre atenção.
     
    • 1
  17. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Felipe, boa tarde!

    Compartilhando uma curiosidade...

    Fiz uma pequena adequação da elétrica em casa (mês de agosto) e, como explicado em um post acima, deixei uma fase exclusiva para o áudio, embora meus equipamentos estejam DESLIGADOS.

    Toda a casa está devidamente alimentada por duas fases, lembrando que aqui em casa é trifásico.

    A fase dedicada ao áudio foi usada apenas para testes, eventualmente monitorando a tensão e comparando com as demais fases.

    Resumidamente: duas fases "carregadas" e uma delas (a do áudio) ociosa.

    Há duas semanas recebi a visita de um técnico da CEMIG (concessionária de energia em MG) para uma "visita de rotina".

    Questionando o técnico, ele disse que era uma visita "aleatória" e "de rotina".

    O técnico fez uma inspeção minuciosa em TODOS os lacres do quadro de distribuição que fica na garagem (minha linha dedicada foi montada exclusivamente dentro do meu apartamento, ou seja, não mexi na fiação antes do QDC de dentro do apartamento).

    Fez diversas medidas em todo o consumo de cada uma das fases e, principalmente, se havia consumo / corrente circulando pelo neutro com o disjuntor geral desligado.

    Será que foi apenas coincidência? ;) ;) ;)

    Aproveitei a visita do técnico e solicitei que ele reapertasse todos os conectores (fases, neutro e aterramento).

    Resolvi fazer uma pesquisa na internet e, APARENTEMENTE, o que ocorreu é que algum monitoramento da CEMIG deve ter identificado esse "desequilíbrio" das fases (seria possível tamanho preciosismo??) e eles vieram verificar possível "gato".

    Seria possível em uma ligação clandestina, por exemplo, eu ter ligado TUDO naquela fase que aprecia como "ociosa" e ter "dado um jeitinho" de o medidor medir apenas as duas fases com um consumo abaixo do real.

    Foi engraçado ver a cara do técnico quando, após todas as medidas, ele se convencer que realmente uma das fases não tinha carga MESMO...

    Depois de tudo ele lacrou novamente os quadro e disse que estava tudo OK.

    Coincidência ou monitoramento para pegar os "espertinhos" de plantão??? :aplauso: :aplauso:

    Abraços.
     
    • 1
  18. Redcruz

    Redcruz Usuário


    Desde 11 Dez 2008
    Mesquita
    Dinho,

    Acho que o procedimento da CEMIG não tem nada a ver com a particularidade de sua instalação. É procedimento de rotina mesmo. Depois que se iniciou essa ''limpeza'' no país, todas as empresas trataram de entrar em modo ''procedimento padrão''. ;)

    Tiro aqui pela LIGHT... Minha instalação é igual a sua (com uma fase dedicada ao som) há mais de 6 anos e nunca tinham vindo fazer inspeção nenhuma. Então, este ano, num prazo de 2 meses vieram 3 equipes diferentes fazer inspeção na minha instalação. A última equipe nem quis fazer nada quando informei que tinha recebido 2 visitas. Estavam batendo cabeça.
     
    Última edição: 24 Set 2019
    • 1
  19. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Red,

    Obrigado!!!

    Abraços.
     
    • 1
  20. weltec

    weltec Usuário

    6.332 4.054 526

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro
    Ele só descobre isso se o seu medidor for inteligente, como até onde eu sei, não temos smart grid, então ele chegou aí no acaso.
     
    Última edição: 25 Set 2019
    • 1
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