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Sala Rolim

Discussão em 'Galeria dos Membros do Fórum' iniciada por FelipeRolim, 7 Ago 2017.

  1. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Em 24 anos nessa casa, nunca recebemos a visita de ninguém para fins de fiscalização de rotina. Nem mesmo as otimizações que fizemos na etapa da rua até o quadro de distribuição, e cujos ditames fui eu quem passou, na íntegra, alguém da COPEL apareceu para verificar. O eletricista que contratei executou estritamente aquilo que solicitei, na forma como solicitei. E, na hora de fazer a alteração para novo quadro de energia que fica na rua, simplesmente compareceram dois funcionários da companhia e fizeram a ligação, seguida do lacre, sem questionar nada.

    Diante desse "desleixo" todo por parte da COPEL, caso acontecesse de alguém comparecer para uma "fiscalização rotineira", imediatamente pensaria que estão desconfiados de algo.
     
    • 1
  2. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Weltec e Felipe,

    Obrigado.

    Vou entender que tenha sido uma coincidência mesmo.

    Abraços.
     
    • 1
  3. MarcoMR

    MarcoMR Usuário


    Desde 22 Jan 2017
    Campinas
    Dinho,
    Boa noite!

    Na minha opinião a concessionária desconfiou de um "bypass" no medidor ...
    Alguns usuários desonestos costumam realizar este tipo de "gato" para ligações de maior consumo, como aparelhos de ar condicionado entre outros ... isto acontece muito.

    Porém lhe faço uma pergunta ... notou melhora no desempenho do sistema?
    Você não ligou a fase a qualquer disjuntor eletromagnético como proteção, apenas fusíveis certo?
    Eu estou montando uma nova sala de áudio e também estou isolando apenas uma fase para o sistema.
    2 condutores 4 mm² para a fase, 2 mesma bitola para o neutro e 2 condutores de 25 mm² para o terra, que na minha opinião é fundamental para o novo sistema de alimentação.

    Estou com dúvidas no uso do fusível principal, que será instalado de forma isolada no novo QDG que estou montando.
    Sugestões ... ?

    E aihh Felipe!, tudo tranquilo, sua Sala está muito legal! Muito conteúdo interessante e de muito valor.
    Aquele driver que você me indicou para o HD30/JPLAY FEMTO tá rodando super bem, obrigado novamente pela dica.
    Estou me mudando em dezembro para um novo apartamento e estou montando pessoalmente a elétrica toda, aproveitei para caprichar na infraestrutura para a Sala de Áudio ... está ficando legal, a dúvida agora é o fusível e seu respectivo habitáculo.
    Você iria de NH Contato Faca ou tipo D Diametral?

    Abraço!
     
    • 1
  4. Aleixo N75V

    Aleixo N75V Usuário


    Desde 20 Mai 2007
    Espírito Santo
    Acompanhando, pois estou na mesma situação, planejando realizar uma preparação de elétrica para um novo apartamento para o sistema de som.

    Sds,

    Vinicius Aleixo
     
  5. Dinho

    Dinho Usuário


    Desde 1 Out 2005
    Belo Horizonte
    Marco, boa noite!
    Foi o que imaginei. Só fiquei na dúvida sobre a viabilidade operacional em um universo muito grande de consumidores.


    Na realidade meu sistema NÃO está ainda em funcionamento. A passagem dos cabos e a instalação do fusível fez parte do tratamento prévio da elétrica.

    No meu caso, segui a sugestão do Felipe e optei pelo porta fusível da ABB, com um fusível "slow" de 32A.

    Ele segue o padrão DIM e ocupa o espaço de um disjuntor comum no quadro. Super tranquilo.

    Abraços.
     
    • 1
  6. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Olá Marco, Vinicius, Dinho e demais amigos. Obrigado pela visita costumeira.

    A primeira vez que escrevi sobre elétrica neste tópico, fiz com riqueza de informações e com (quase) tudo o que me veio à mente naquele instante. Foi no post de número 120 e nos subsequentes. Acho que a leitura pode ser muito enriquecedora. Mais recentemente, também fiz algumas complementações interessantes e talvez até mesmo tenha trazido pontos de vista distintos daquela primeira ocasião. Estou escrevendo isso para recordá-los e/ou reforçar que, embora sejamos orientados pela ideia de "fase dedicada", tão ou mais importante do que isso é que haja equilíbrio, no mínimo circunstancial (durante as audições), entre as três fases. O desequilíbrio entre elas (sobrecarga de duas, para livrar uma terceira para o sistema) pode ter efeitos maléficos, em especial por impor algum tipo de (sobre)carga no condutor do neutro, cujo funcionamento e limpidez são elementares para a boa performance do áudio. Certifiquem-se do equilíbrio entre as três fases.

    Relativamente à fiação de terra, acho 25mm² um exagero, embora nada seja efetivamente exagerado em matéria de proteção elétrica. Acredito que essa bitola tende a ser muito eficiente para a proteção (descarga elétrica), mas pouco para a promoção da "limpeza" no aterramento, isto é, para o escoamento efetivo de interferências EMI/RFI. Não que 16mm² ou 10mm² possam fazer diferença brutal, então talvez seja mais valioso manter o fio de 25mm² e cuidar bastante da construção propriamente dita, usando solda exotérmica para unir o cabo às hastes e misturando a terra do entorno com material de preparação de aterramento (Exogel e similares), para que seja garantida a retenção de umidade suficiente para a manutenção do funcionamento constante.

    Sobre o fusível no padrão NH-000 e sua respectiva seccionadora Siemens, acho que o uso é válido, embora não à prova de superação. A popularização dessa espécie de seccionadora/fusível decorreu, em boa parte, de publicações do Jorge Knirsch, que se baseou em experiências pessoais e estudos desenvolvidos no exterior e concluiu que esta combinação definitivamente "não soa" (desde que com fusíveis Siemens de especificação gL/gG - retardado), quero dizer, não possui sonoridade alguma, não interfere na forma de apresentação de um sistema. Todavia, isso não significa a entrega irrestrita de qualidade ou a mais perfeita conexão. Apenas é algo terminantemente seguro, a nível de atribuição de fusível, e que não prejudica a sonoridade, mas também não a beneficia. De fato, quando peguei uma seccionadora Siemens na mão e vi terminais feitos em latão, que rapidamente se oxida, não acreditei que poderia custar quase R$150,00. O porta-fusível ABB E91/32 (possui base em cobre e banho de prata pura) possui qualidade superior, e talvez tenha se popularizado por indicação minha, depois de certa experimentação, mas não foi descoberta minha. Salvo engano, quem me fez a indicação foi o amigo CarlosTP, embora não esteja recordando plenamente, neste instante. É o modelo que uso e recomendo.

    Em matéria de fusível, experimentei uma dezena, de marcas como Negrini, Sax Soul, Bussmann de inúmeras linhas, entre outros. Desde sempre os Sax Soul Ágata foram os melhores, no porta-fusível, no Krell S-300i e no Ayre QB-9, até que resolveram simplesmente se desfazer, derreteram, o banho de paládio que receberam caiu todo e eu os retirei do sistema. Não apenas pelo estado de danificação irrecuperável, mas também e principalmente pela falta de confiança. Não tem como usar um elemento de proteção feito sem que exista nível crítico de cuidado. Dentre os demais, os que melhor funcionaram foram os Bussmann, mas apenas os "pretinhos" que possuem em seu corpo a inscrição F09B. Possuo outros, da linha FNM, mas não são tão bons. Recomendo muito os F09B, pois são bastante baratos, embora não extremamente simples de encontrar. De qualquer modo, no futuro, pretendo comprar os Hi-Fi Tuning Supreme³ no padrão 10x38mm.

    Perdoem-me por jogar tanta informação sem pormenorizá-las da forma como estou habituado. Lembrando que estou sempre aberto ao aprendizado e qualquer contraponto ou complementação é extremamente bem-vinda, especialmente por parte do tão requisitado Carlos Camardella. Tenham todos uma boa semana.
     

    Anexos:

    Última edição: 29 Set 2019
    • 3
  7. MarcoMR

    MarcoMR Usuário


    Desde 22 Jan 2017
    Campinas
    Boa noite Felipe!

    Estava dando uma lida nas páginas anteriores ... muito bem montado o novo PC ... show de bola!
    Quanto ao aterramento de 25 mm², leia 10 mm², 2 de 10 mm², eu escrevi tanto 25 mm² neste fim de semana que gravou esta bitola na cabeça. Estou com um projeto em andamento na América Central e todos os circuitos de 20 sistemas de telecomunicações serão montados com cabos de 25 mm² ... Depois de tanto escrever 25 nos croquis eu escrevi bobagem aqui ... 2 de 25 seria demais mesmo, apesar de não fazer mau.
    A norma pede para se utilizar o terra na mesma bitola da fase e neutro ou fases.
    Os cabos fase, 1 para cada tomada (2), eu fui obrigado a usar 4 mm², pois as tomadas FURUTECH limitam esta bitola.
    O aterramento eu vou puxar direto para uma barra comum para todos os equipamentos. Terra comum e sem DDP é muito importante. Carcaças aterradas em conjunto, gosto bastante desta configuração.
    Uma das tomadas vou usar para o condicionador de energia, e a outra vou usar para uma caixa de distribuição que vou montar com capacitores em paralelo ... etc. Quero ter duas opções para testes ...
    Quanto ao porta fusível ABB eu achei bem legal e você têm toda razão ... o mais importante são os contatos.
    Creio que é uma excelente opção, obrigado por mais uma sugestão.

    Fiz uma negociação com meu ARC REF3 e meu MC275 MKV.
    Peguei 2 MC275 MKVI LE "Edição de 50 anos", novos. Presente dos meus 50 anos.
    Estou usando como monoblocos. Por enquanto ainda não começou a tocar pra valer, aos poucos está melhorando, amaciando ...
    Para o pré eu fiquei com 1 AIRTIGHT ATC-2 e já fiz um upgrade nele ... válvulas e capacitores.
    O circuito é mais simples que do REF 3, no ATC-2 a troca de 1 válvula faz muita diferença no timbre do pré, e dá para experimentar muita coisa. São poucos capacitores de acoplamento, portanto dá para investir em coisa muito boa.

    Só falta escolher as novas caixas ...
    Áudio valvulado é viciante!

    Abração!
     
    • 2
  8. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Bom dia Marco. Muito obrigado. Os computadores ainda não estão completamente prontos, mas aos poucos vou os otimizando. Esse final de semana instalei as duas novas placas das fontes de 12v dos processadores, as sigma11. Por enquanto usei apenas componentes muito básicos, e já sabia de antemão que o capacitor de 12000uF que acrescentei no circuito de retificação possui sonoridade ruim. Agora no começo do mês devo providenciar novos capacitores na Hifi Collective e fazer a substituição. Serão Elna Silmic e Mundorf MLytic AG. Por ora, não pretendo fazer a substituição de nenhum outro componente, mas no futuro espero trocar os diodos MUR840 por modelos de carbeto de silício da Cree, que são os melhores que conheço.

    Isso tudo veio em conjunto com a substituição da placa Asrock Q1900-ITX por uma Gigabyte H310N, um Intel Core i3-8100T e 16GB de memória RAM DDR4 da linha Vengeance da Corsair. As primeiras impressões são: (i) a melhora mais evidente foi no aspecto que menos me importo: o palco. Está com um foco bem superior, maior precisão. De resto, preciso esperar o amaciamento das fontes e começar os comparativos. Em princípio, a sensação que me dá é a de que está bem superior, mas por alguma razão estou sem condições de afirmar categoricamente; (ii) a velocidade do i3-8100T com o Windows rodando de memórias DDR4 é de assustar. Algo absurdo; (iii) a placa-mãe desse novo PC, parte por ela própria, parte pelo processador mais moderno, conta com um sem número de opções extras, em comparação à Asrock com o processador Core i7 e quarta geração; (iv) talvez extraia algo mais da sonoridade nos ajustes da BIOS. A única coisa que fiz, além de desligar o que já é de praxe, foi colocar o processador para trabalhar em 2400MHz, a mesma frequência das memórias RAM. Ainda não o experimentei em 3100MHz, a frequência padrão; (v) o Valhalla de força ainda é imbatível no PC. Toca como nenhum outro; (vi) a falta de amaciamento é latente e audível. Meu sistema está com sintomas típicos disso, quais sejam, a secura excessiva, a limpidez atípica, o foco e a imagem espacial avassaladores. Falta um pouco de corpo, um pouco de riqueza, e está sensivelmente mais duro (isso me faz lembrar algo que não consigo imaginar como acontece: alguém posicionar um par de caixas em menos de duas horas. É impossível. Levo mais do que esse tempo só para ouvir o sistema cuidadosamente e avaliar essas características).

    O acerto fino levará muito tempo, e ainda faltam duas JCAT, mas tenho a impressão de que estou bem servido de transporte. O ajuste de algo completamente personalizado é muito difícil.

    Com relação à fiação de 4mm², acho que é mais do que suficiente. É a bitola que uso em meu sistema, e em substituição à fiação de 6mm², não considero que tenha perdido absolutamente nada, embora o V8 MK IV trabalhe em 220v, o que reduz bastante o consumo, os picos de transiente e até mesmo a oscilação da tensão. Mas, certamente esta não foi uma imposição das tomadas. Além da fiação de 6mm², já usei na Furutech GTX-D (G) até mesmo o Furutech 3TS762, que possui 10AWG de bitola. Hoje, uso o 3TS20 como fiação interna do tomadeiro.

    Não tenho previsão de me desfazer dos porta-fusíveis ABB, e se encontrasse mais para venda na Alfatronic ou em outro site a bom preço, seja o modelo E91/32, seja o E92/32, compraria para deixar estocado. Acredito que somente os substituiria (ou avaliaria a substituição) pelo Siemens Sitor modificado pela Kemp Elektroniks, que já acompanha o fusível Hi-Fi Tuning Supreme³.

    Você está muitíssimo bem servido de equipamentos. No futuro espero comprar um Audio Research Reference 3, que admiro muito. Provavelmente depois que trocar o DAC. Abração!
     
    Última edição: 30 Set 2019
    • 2
  9. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Bom dia amigos. Não sei se neste tópico, ou noutro do HTF, escrevi há muito tempo a respeito de um disco da Purist Audio Design, denominado Purist Audio Design - System Enhancer Ultimate (foto em anexo). A promessa deste disco é promover o amaciamento, a estabilização e a desmagnetização de componentes do sistema, por meio da injeção de frequências específicas. Existem inúmeros outros com esta proposta, da Nordost, da IsoTek, da Tara Labs. (gratuito - https://www.taralabs.com/cascade-noise-burn-in), da XLO (muito bom, por sinal), entre outros, mas nenhum funciona tão bem, no meu sistema, quanto este da Purist. Tento executar a faixa de áudio pelo menos uma vez na semana, mas havia muito que não o fazia, e para tentar acelerar a estabilização dos novos elementos do computador, deixei tocando repetidamente durante o dia de ontem inteiro. Senti uma boa melhora no período da noite, que foi quando ouvi.

    Então, se ainda não havia indicado este disco, acho que vale muito à pena tentar conhecê-lo, pois efetivamente se podem colher bons frutos. Sem prejuízo, conheço pessoas cuja predileção é pelo disco da IsoTek, então acredito que seja válida a experimentação. No meu caso, não funcionou tão bem, e não tenho opinião formada sobre a faixa da Tara Labs.

    Ontem à noite também recebi em casa um amigo, para conhecer o sistema. É da minha cidade, um físico, que nunca tinha estado diante de equipamentos de som específicos para estéreo residencial que não fossem micro systems. É muito interessante e às vezes chega a ser engraçado observar as reações de quem ouve pela primeira vez. Naturalmente que não dá para exigir de quem nunca foi exposto a sessões repetitivas de audição o mesmo grau de percepção e observação de quem está habituado. Ele mesmo admitiu ser um mau conhecedor de instrumentos. Mas, o fato de ser uma pessoa extremamente inteligente, com um alto grau de esclarecimento e percepção, me passou a impressão de que se sentiu rapidamente ambientado. Em poucas músicas começou a apontar elementos dispostos pelo palco e fazer comentários interessantes. Achei muito legal a experiência, e espero que ele tenha gostado mais ainda. Como físico, fez perguntas muito pertinentes, questionou sobre a função do "cabo flat" que vai até a caixa e de outras coisas, e o mais curioso é que em momento algum colocou em xeque a atribuição de qualquer elemento do sistema, ao contrário, demonstrou interesse, curiosidade e vontade de conhecer mais a respeito. Terminou dizendo que jamais imaginaria que existisse algo assim.

    Não me senti como "professor e aluno" ontem, mas ver as reações durante a música foi algo extremamente satisfatório. Abraço a todos!
     

    Anexos:

    Última edição: 1 Out 2019
    • 4
  10. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Mensagem do Paul McGowan, CEO da PS Audio. Parabéns a nós todos.

    Audiophile day
    Today is Audiophile Day. October 2nd of each year has officially been set aside as a special day for those of us that love music and revel in the beauty of it played in our homes.

    I would encourage each and every one of you that identifies as an audiophile to crank up your system and put on your favorite track.

    Terri and I will celebrate Audiophile Day over dinner tonight, clinking glasses and toasting to all of those who love what we so treasure. The art of reproduced music.

    We are family. Each and every one of you reading this message knows what I mean. We’ve invested our time, energy, resources, and spirits into this great endeavor we call audio.

    Enjoy Audiophile Day today, October 2nd.
     
    • 1
  11. mbsts

    mbsts Usuário

    73 19 5

    Desde 9 Jul 2019
    sao paulo
    Que capricho
     
    • 1
  12. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite amigos. Hoje fiz o último upgrade na elétrica dedicada do sistema, e me refiro a ele como sendo o "último" porque acredito ter chegado no limite do que a infraestrutura da instalação elétrica e a casa podem oferecer. Depois da saga do começo do ano, em que construí o maior circuito de neutro e terra (TN) que o terreno permitia (numa área útil de 18m², com seis hastes dispostas numa área retangular de 6m x 3m, um aterramento TT exclusivo para o sistema, na parede imediatamente atrás dele, substituí toda a instalação da casa, desde a rua até o quadro de distribuição por uma fiação nova de 16mm², tudo já relatado aqui, faltou implementar algo que já gostaria de ter feito, que é puxar uma fiação também exclusiva para o sistema, desde a rua, e foi o que fiz hoje, pela manhã. Antes, se me permitem, vou relatar um pouco do ocorrido ao longo dos anos, até chegar na situação atual.

    Nos primórdios da instalação elétrica do sistema, havia puxado uma fiação comum ao disjuntor dos chuveiros e instalado um quadro próprio, com DR, DPS e também disjuntor. A ideia, com isso, era garantir um mínimo de isolação elétrica para ele, pois os chuveiros funcionam apenas poucos minutos por dia. Isso faz muito tempo. Depois que descobri os benefícios dos fusíveis e superei uma etapa de experimentação que me indicou que o DR era desnecessário e os DPS prejudicavam o áudio, removi tudo do quadro, passei a adotar somente um fusível, com um porta-fusível da Metaltex, e a fiação do sistema, que vinha do disjuntor em comum aos chuveiros, passei a ligar por emenda na entrada da casa, isto é, logo que os fios da rua subiam ao telhado. Fiz, com isso, uma espécie de "bypass" no quadro geral da casa, e assim usei até o dia de hoje. Neste ínterim, também substituí a fiação flexível de 6mm² da SIL por 11m de fio Prysmian Eprotenax Gsette de 4mm².

    A saída do SIL e a entrada do Prysmian mudaram e muito, para melhor, a forma de apresentação do sistema. A sonoridade com o SIL é um pouco poluída, tem uma amplitude espacial relativamente apertada, uma pequena aspereza nos agudos e certa granulação nos médios, que em primeira ouvida não fica evidente, porém, a substituição não permite ter dúvidas disso. Ocorre que a fiação original da casa, rígida com 10mm² e intocada desde aproximadamente 1990, foi substituída por uma fiação SIL de 16mm² que eu, honestamente, não sei dizer se melhorou ou piorou o som. O conjunto da atualização elétrica, decorrente da mudança de todo o circuito externo, da construção de aterramentos etc., trouxe melhorias, mas a fiação propriamente dita, não sei. Fato é que deixei, ao lado do conduíte principal, um conduíte separado, de uma polegada e meia, para passar a fiação do sistema até a rua, e hoje o fiz. Foram 17m de Prysmian Eprotenax Gsette de 3 x 4,00m² que, agora, vem da rua (do mesmo ponto em que saem os fios da casa) e vem diretamente para a sala de som, sem emendas, sem interrupções e sem nenhum outro equipamento ligado. Dos fusíveis, a alimentação segue para o tomadeiro por meio de um Purist Canorus de 2m de comprimento.

    É interessante. Sempre que mudo alguma coisa na elétrica e/ou instalo algo novo cujo efeito da falta de amaciamento é a secura, como o caso do Prysmian, o som parece ficar muito mais bem desenhado, a imagem musical em si fica mais bem delineada. Acho que isso é a representação prática de duas coisas: (i) caixas do tipo bookshelf, por normalmente terem menos massa sonora, descerem menos, sofrerem menos vibração no gabinete etc., como regra, tem uma imagem musical mais nítida num ambiente "normal", como é o meu; (ii) as torres, na minha sala, evidenciam uma limitação acústica insuperável. A sala é pequena demais. Não sinto sobras evidentes de graves, mas quando o som toca com secura atípica, como agora, a imagem musical melhora muito, a definição do palco, coisa que eu realmente não ligo em vista de outros atributos, contudo, não se pode negar que melhora. Certamente uma sala mais próxima da perfeição seria capaz de reunir o melhor das duas características (riqueza, corpo, profundidade de graves e precisão, foco, recorte), que basicamente nada mais é do que a aptidão para comportar melhor caixas torre.

    De qualquer maneira, em primeira impressão, ouvindo por coisa de 6h durante o dia de hoje e estimando o que possa melhorar com o tempo, parece que o ganho com a fiação dedicada de melhor qualidade/sonoridade quase que compensará a perda da saída do cabo USB (o Curious Evolved ainda não chegou). Não creio que superará o resultado anterior, mas ficará próximo.

    Abraço e bom domingo a todos.
     
    Última edição: 19 Out 2019
    • 5
  13. andercamargo

    andercamargo Usuário


    Desde 25 Jan 2016
    Sorocaba - SP
    este Panamax M-5300PM é absurdo mesmo, resolveu bastante meus problemas aqui em casa
     
  14. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Boa noite amigos. Em julho, quando dei início à construção dos meus novos computadores, mencionei que trataria com detalhes desse tema nas postagens subsequentes. Em que pese alguns temas distintos (sempre bem vindos) e algumas intervenções indesejadas no tópico, volto a escrever mais um pouco a respeito dos computadores.

    Lamentavelmente, no meio do desenvolvimento, algumas alterações me fizeram perder certa parte da referência que possuía, eis que vendi o Curious Cable USB no intuito de comprar a versão "Evolved" (espero receber no máximo em quinze dias), recebi o novo cabo SATA da Audiopheeling, o modelo Encounter, além de ter feito melhorias na elétrica e, mais recentemente, experimentado conectores distintos nos meus cabos de força (substituí o Oyaide P-079 do Nordost Valhalla pelo P-046), mas ainda assim consigo ter noção do estágio de desenvolvimento do transporte digital.

    No final de semana que passou, resolvi quase que definitivamente a questão das fontes de alimentação independentes das placas-mãe. O projeto anterior havia sido reaproveitado para alimentar duas placas-mãe com uma única fonte, com uma isolação entre ambas que foi projetada por mim, mas que não era completamente eficaz. Como tudo já havia sido pensado para a separação (desde secundários específicos do transformador), resolvi dar início à construção das fontes independentes. Ainda faltam algumas pequenas melhorias, que os Correios atrasaram, mas já está quase tudo pronto e definitivamente ajustado. Substituí os resistores Wirewound de 50w por Mundorf MResist Supreme de 20w, acrescentei mais um capacitor Nichicon Gold Tune de 10000uF e 63v (no total, são 122.800uF de capacitância) e usei diodos CREE SiC de 8A, que são os que possuem melhor sonoridade dentre os que experimentei. Os fios ainda são provisoriamente os da fonte antiga, e serão substituídos em breve pelo já adotado Jupiter Pure Silver 20AWG. Optei por manter relativamente o padrão que já usava e gosto muito, que é montar tudo fora de placas PCB, com ligação direta ponto a ponto e com o menor número de conexões possível. Também aproveitei e organizei um pouco melhor os fios do transformador, que logo mais terão algumas implementações interessantes de isolação eletromagnética e mecânica. O resultado, mesmo esteticamente, foi bem legal, com a ressalva de que errei na compra de um capacitor e ele veio com tamanho e formato diferente dos demais, embora suas especificações sejam idênticas. Gostei da forma como consegui fazer tudo caber e ficar estruturado dentro do gabinete, e logo mais ficará ainda melhor e mais organizado.

    No áudio, com a isolação das fontes, consegui algo que raras vezes percebi em sede de implementação de alimentações individuais nos computadores, que foi a melhor separação entre os canais, com uma melhor imagem musical, um palco sonoro mais amplo, lateralizado e focado. Definitivamente não dou muito valor a estas características, não é algo que me prende diante de um sistema, mas não pude negar a melhora notável nesses aspectos. Além disso, estou sentindo os médios e agudos mais detalhados, coisa que, embora sem transformar o sistema, também foi muito bem vinda. E, como eu já tinha a grande maioria do que usei guardado em estoque (capacitores que reaproveitei da construção anterior, diodos dos mais diversos valores, placas PCB pequenas, dissipadores etc.), foram melhorias que, embora não muito significativas, foram perceptíveis e custaram muito barato. Não cheguei a investir R$100,00 para finalizar a construção, e agora gastei mais aproximadamente R$100,00 na compra dos metros faltantes de fiação Jupiter. E, cada vez mais, o transporte tem se transformado em algo promissor e muito gostoso de ouvir. Estou muito feliz.

    Abraço a todos.
     

    Anexos:

    Última edição: 30 Out 2019
    • 9
  15. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Olá amigos. Semana passada fiz algumas experiências com o sistema, apenas por curiosidade, e cheguei a conclusões interessantes.

    1) Substituí o Furutech FI-06 (R) que uso no computador pelo modelo FI-06 (R) NCF, o último lançamento da Furutech, e não notei diferença alguma. O inlet está com poucas horas de uso, ainda em período de amaciamento, mas não posso dizer que tenha percebido qualquer alteração. Talvez seja a ausência de um bom cabo USB, mas até o momento a troca foi inócua.

    2) Desde agosto de 2015, quando recebi o Krell S-300i, meu sistema fica ligado 24h por dia. Anteriormente, ainda com o Arcam FMJ A38 e o Musical Fidelity M1DAC, já tinha o hábito de deixar os equipamentos ligados, por efetivamente tocarem melhor, mas apenas de sexta-feira a domingo. Do recebimento do Krell até os dias atuais, porém, o sistema apenas é desligado em viagens prolongadas em que fico ausente por muitos dias, e isso efetivamente o ajuda a tocar melhor, além de eu considerar que aumenta a longevidade dos componentes.

    Eis que, no intuito de monitorar o aquecimento dos meus computadores, estou há aproximadamente 10 dias desligando os equipamentos em algumas noites e ligando no dia seguinte, à tarde. Ou seja, permaneciam desligados desde aproximadamente 23h30min de um dia até 18h00min do outro. Descobri que, com cerca de 1h de funcionamento, todos os equipamentos estão na temperatura normal de trabalho, inclusive os processadores dos computadores, em relação aos quais me esforcei para conseguir mantê-los próximos de 60ºC, quando a temperatura ambiente variar de 30 a 35ºC. Mas, apesar da temperatura estável e constante, não há dúvida alguma nos experimentos que fiz de forma sucessiva: após 24h ligado o sistema toca sensivelmente mais.

    Outrora, compartilhei um link da Audioquest em que havia um pequeno artigo acerca dos benefícios do "warm-up" em equipamentos digitais, como computadores e DACs. Porém, o amplificador integrado também se beneficia muito disso. Não são necessárias mais do que 24h (diferentemente do que ocorria com o Krell S-300i, em que mais de um dia o beneficiava ainda mais), mas não tem como negar os efeitos benéficos desse período de aquecimento e estabilização. Ele é essencial para que o sistema entregue o seu melhor.

    3) Estou experimentando com mais atenção os benefícios do uso de um ionizador/ozonizador no ambiente em que está o sistema. Meu interesse ele existe desde que uma marca de áudio colocou à venda um dispositivo com atribuição similar travestido de "equipamento hi-end" e, como tudo o que leva esta "tarjeta", por um preço substancialmente superior (seis vezes mais) a um ionizador comum dos que encontramos no MercadoLivre (foto em anexo). A ideia de seu uso é bastante simples: dispersar no ar íons negativos com o objetivo de evitar a formação/acumulação de eletricidade estática sobre equipamentos e cabos. E efetivamente funciona. Existe uma porção de alternativas à venda no mercado de áudio hi-end para combater a estática, como, por exemplo, o Nordost ECO 3X, um líquido antiestático que pode ser aplicado nos cabos, mas este ionizador comum, vendido como "purificador de ar" na Internet, custa muito mais barato e desempenha a mesmíssima atribuição. Não há como se dizer que o resultado é devastador, similar à troca de um equipamento, por exemplo, mas o benefício é surpreendente em face do custo. Ganha-se um pouco de todos os atributos do sistema, algo como uma espécie de "potencialização" de características, então, ouve-se de fato melhor. E, como o custo é muito baixo, trata-se de uma compra bastante interessante e que, tenho certeza, pode vir a beneficiar ainda mais quem possui fontes analógicas (vinil ou tape) ou ainda equipamentos movidos a válvula. Vale o experimento...

    Abraço e tenham todos uma boa semana.

    PS.: o Curious Evolved USB deve chegar essa semana. Estou na torcida para isso...
     
    Última edição: 4 Nov 2019
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  16. weltec

    weltec Usuário

    6.288 3.999 526

    Desde 15 Nov 2011
    Rio de Janeiro

    Faz tempo que penso em comprar um para fazer esse teste!

    Onde vc posicionou no ambiente?
     
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  17. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    weltec, experimentei próximo do sistema, ao lado dos equipamentos e apontado para eles, e experimentei na parede oposta, que fica atrás da minha cabeça, mas também apontado para o sistema. Em ambos os lugares ele funcionou bem, então deixei na parede oposta, onde pude acomodá-lo sem deixar mais coisas no meio das caixas. A sala é muito pequena e a promessa é que ele consegue tratar até 80m³, o que é mais do dobro do volume que tenho disponível. É possível sentir o cheiro característico de ozônio no ambiente inteiro.

    Como este modelo não tem nenhum fan, o fluxo de ar não é grande, então demora um tempo até que todo o ambiente esteja tratado e o efeito seja audível. Demora a experimentar, e ainda estou em fase de confirmação das impressões iniciais, mas em princípio há uma potencialização de todos os atributos do sistema. Ele desempenha melhor em tudo o que toca...
     
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  18. paulomario77

    paulomario77 Usuário


    Desde 15 Out 2012
    Rio de Janeiro
    A eletricidade estática é acumulada principalmente pelo atrito entre dois corpos. O atrito pressupõe movimento relativo entre os corpos, e certos materiais favorecem o acúmulo de estática, como isopor e tecidos sintéticos. Portanto, o ideal é ficar parado dentro da sala, estando completamente nu.
     
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  19. masabueno

    masabueno masabueno


    Desde 27 Dez 2011
    São Paulo / SP / Brasil
    É como escuto música e é quando obtenho os melhores resultados.
     
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  20. FelipeRolim

    FelipeRolim Keep Improving Myself


    Desde 17 Ago 2008
    Quatiguá/Paraná/Brasil
    Eletricidade estática não se confunde com eletricidade gerada por fricção ou por atrito. Por favor, estude um pouco antes de poluir o tópico. Agradeço.
     
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