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Vai ou não talquinho no nenê?

Discussão em 'Áudio Estéreo Analógico' iniciada por stpamarante, 7 Fev 2009.

  1. stpamarante

    stpamarante Usuário


    Desde 26 Nov 2005
    São Paulo/SP
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    Desde que eu usava fraldas por volta da segunda metade do século passado, ouço falar sobre pôr talco na correia do TD, então chamado de vitrola. Pois bem, andei pesquisando e vi que vários fabricantes recomendam explicitamente polvilhar a correia com talco de vez em quando, outros nada dizem. Também que isso depende. Depende do TD e, consequentemente, como é ou era a correia original: se lisa e brilhante; se com talco "de fábrica"; se com aspecto opaco, portanto, micro-rugosa.

    Nas de talco, parece que esse é usado para que se dê uma leve patinada na partida do TD, aliviando o tranco no motor e permitindo uma partida e parada mais suaves. Ou seja, pelo menos é bom para motores mais suscetíveis.

    O talco sai com o tempo e, portanto, é preciso repô-lo ou trocar a correia por uma nova com talco. Para repor o talco, limpa-se a correia com algum líquido (álcool isopropílico?) e passa-se talco, ou deixa-se a correia em um recipiente coberta por talco durante algum tempo. O talco deve ser de preferência puro, sem frescuras, como o talco usado para as mãos e tacos na salutar prática da sinuca: aqueles que ficam em um saquinho que a gente bate no taco para polvilhá-lo, permitido que ele não grude ou dê uma agarradinha na mão na hora do vai e vem da tacada. Os para bebês, serviriam, mas são cheirosinhos: não pega bem um TD de marmanjo cheirando a bumbum limpinho de nenê.

    Para o RP II, a Gradiente mandava comprar outra, "de poliuretano". Na assistência técnica. Sei... Se ia ou não talco, não falavam nada. Porém, recomendavam a limpeza da correia, o que parece implicar em que a correia poderia não ter talco originalmente, pois presumo que a limpeza ao menos elimina parte do talco. Isso vale para a correia original, "de poliuretano", provavelmente extinta ou já descaracterizada pelo tempo. Com as correias que se encontra por aí, a estória pode ser diferente. Como o motor do RP II tem lá suas "frecurinhas", fico imaginando se ele gostaria de um talquinho na correia. E, nas consequências que isso poderia ter na reprodução. Comentários?
     
  2. Asas

    Asas Usuário


    Desde 23 Nov 2006
    Rio de Janeiro
    Sem querer ser off tópic também já vi muita borda (de borracha) de alto falante revestida com um fino pó parecendo talco.

    Será que também vale a pena ?

    Já tive vontade de pollvilhar talco para garantir uma maior durabilidade.

    Para evitar a queimadura (talvez por ligá-lo em 220V) quem sabe usando
    Hipoglos ?:rofl:

    Será que ele fica bivolt ? :rofl: :rofl: :rofl:
     
  3. Ricardo W. Pereira

    Ricardo W. Pereira Audio Designer


    Desde 25 Set 2004
    BH/MG
    STP, colegas

    No caso dum motor sincrono como o do RPII seria razoável aceitar a presença dum "lubrificante" como o talco para tentar minimizar aquela tremida que o motor dá na hora da partida e que tende a provocar a soltura da correia da polia...
    Com toda aquela notória chateação de recoloca-la no lugar.

    Isto se dá (no caso do medíocre motor do RPII) por que o mesmo aplica logo de cara o torque máximo (e o mantem assim) na transmissão e, como a inércia é alta... (o eixo do prato nesse caso é uma carga bem mais alta que por exemplo num eixo mais convencional: lembremos aqui do arrasto hidrodinamico desse sistema (um atrito viscoso bem alto).

    Para que isso não aconteça teriamos que ter um efeito de "embreagem" nessa transmissão e o que o uso do talco permitiria.

    Vou lhe dar (e aos colegas) uma sugestão que já fiz em inúmeros RPII que já restaurei:
    -remova a polia do motor e instale numa broca (ou eixo do mesmo diametro).
    Se for uma broca instale a polia na parte lisa da mesma e coloque para rodar numa furadeira, pode ser uma manual mesmo (uma de velocidade variável fica supimpa).
    Com uma lixa 320 remova o brilho da polia nos contatos da correia deixando toda a superfície bem uniforme.
    E pronto: reinstale a polia, limpe a correia e pasme, pode passar nela (com um algodão envolvendo os 2 lados) um pouco de lustra móveis com silicone.
    Remova o excesso e bote prá rodar.

    Se os eixos do motor e prato estiverem paralelos (ou bem perto disso) e a correia for a original, não muito "apertada" vc poderá agora dar a partida sem aquelas "tremedeiras" enormes, tão comuns na maioria dos RPII...
    E sem ajudar com a mão (para comprovar o correto funcionamento apenas: continue no dia a dia a ajudar a partida com a mão para poupar o motor...)
    Eu tb limpo com bombril a polia do prato que invariavelmente ou está um pouco oxidada ou suja de vestígios de borracha velha.

    Que pena que o motor do RPII não tenha um projeto decente (maior número de polos?) como o excelente motor do VPI, ou Thorens, Linn.

    Coisas que um motor DC servo controlado como o do GA312 faz na maior facilidade: aplica um alto torque na partida mas num espaço de tempo curtíssimo, o suficiente para tirar da inércia as massas girantes e depois diminui consideravelmente o mesmo, mantendo a velocidade de cruzeiro com o pé levemente encostado na "talba"...
    E sem solavancos.

    [ ]
    Ricardo
     
    • 2
  4. stpamarante

    stpamarante Usuário


    Desde 26 Nov 2005
    São Paulo/SP
    Ricardo,

    Essa lixadinha é bem de leve, né? Superficial e apenas para uniformizar a superfície, certo? Ou não?

    Assim que peguei esse TD limpei o prato e a polia. Bem mesmo. No geral, ele está tocando muito bem, mas a gente não sossega e fica querendo deixar a coisa nos trinques. Mas, já que ele está bem, a cautela fala alto: se não quebrou, não conserte. Mas não tem jeito, a coceira...

    Pois é, esse motor compromete mesmo, o que não é nenhuma novidade, mas a gente gosta de falar mal dele. Enquanto não aprece um Philips, vou me virando que ele.

    Vi que a VPI recomenda usar talco e entendidos em Thorens também. Como os motores nesses são um "pouquinho" melhores, fiquei imaginando se há algo a mais além do efeito embreagem na partida.
     
  5. Ricardo W. Pereira

    Ricardo W. Pereira Audio Designer


    Desde 25 Set 2004
    BH/MG
    Olá STP,

    Sim e não: a "lixadinha" tem que ser aplicada com alguma força senão não acontece né...
    Não precisa ter medo: vc consegue fazer e...
    Faça na sua polia e se estragar ela vc me envia e te mando outra original de volta que tenho por aqui.
    Não fique preocupado p.ex. com a "redução" dos diametros nela: de qq forma TODOS os RPII que restaurei tinham rotação um pouco acima da normal nominal...

    O curioso é que o RPII é o TD mais "re-trabalhado" por aqui por ser de relativa abundancia no nosso mercado e ter apelos audiófilos
    Comece-se a se fuçar nos Thorens etc e com certeza as fraquesas dos projetos virão a tona... ou duvidas??

    [ ]
    Ricardo
     
  6. stpamarante

    stpamarante Usuário


    Desde 26 Nov 2005
    São Paulo/SP
    Ricardo,

    Vou mandar ver. Qualquer coisa...

    É, aqui a gente perdeu o respeito pelo RP II. Falando nisso, vi um Thorens TD-125 MKII na mesma oficina de onde resgatei meu RP II. Mas, com esse não tem negócio, pois o dono quer de volta; por enquanto... :D Uma tetéia. Com um braço Ortofon SKG 212 ou algo muito parecido (talvez mais novo). Braço para as Ortofon SPU. Esse ia dar gosto de mexer, pois tem uma construção caprichada e há um monte de informação sobre ele na internet. Perfeito não é, mas deve responder muito bem a melhoramentos diversos, sem a necessidade de medidas tão drásticas como no RP II.
     
  7. Toscanob

    Toscanob Louco por Vintages

    Desenterrando o tópico, esse "talquinho" se forma naturalmente na correia com o tempo. Deve ser só oxidação da borracha... Se não limpar, pode patinar, e causar alteração na rotação.
     
  8. wandique

    wandique Usuário Intrometido

    Basta trocar a correia. Essas coisas são bem baratas.
     
    • 1
  9. JeffersonLopes

    JeffersonLopes Usuário

    10.389 20.800 956

    Desde 3 Set 2007
    São Paulo - SP
    Penso como @wandique@wandique . O efeito colateral pode ser pior que o beneficio.
     
    • 1
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